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27 agosto, 2026

SIATT liga a produção de mísseis e foguetes em Caçapava e avança na consolidação da base industrial de defesa

Primeira fase da planta, com 6.200 m² de área construída, reforça a Base Industrial de Defesa e amplia a capacidade da empresa em mísseis, foguetes guiados e motores-foguete para os setores de Defesa e Espaço



*LRCA Defense Consulting - 27/08/2026

A SIATT iniciou, nesta quarta-feira (26), a operação da Fase 1 de sua nova unidade industrial em Caçapava, no interior de São Paulo. A cerimônia reuniu autoridades civis e militares, executivos do Grupo EDGE e da própria empresa, marcando uma nova etapa da expansão que o conglomerado dos Emirados Árabes Unidos vem promovendo na Base Industrial de Defesa (BID) brasileira.

Com 6.200 m² de área construída nesta primeira fase, a nova planta amplia a capacidade da SIATT para desenvolver, fabricar, integrar, testar e qualificar sistemas de defesa considerados de alta complexidade, entre eles mísseis, foguetes guiados, motores-foguete e outros sistemas propulsivos destinados também a aplicações espaciais. Segundo a empresa, a unidade foi concebida para apoiar programas estratégicos brasileiros e para permitir ampliações sucessivas, conforme a evolução das demandas do País e do mercado internacional.

A mesa da cerimônia reuniu o Ministro de Ciência, Tecnologia e Inovação, Luis Fernandes; o Vice-Governador de São Paulo, Felicio Ramuth; o Presidente do Conselho de Administração da SIATT, Azhaury Cunha Filho; o Presidente do Cluster de Mísseis e Armamentos do Grupo EDGE, Saif Al Dahbashi; o Prefeito de Caçapava, Yan Lopes de Almeida; o Comandante-Geral do Corpo de Fuzileiros Navais, Almirante de Esquadra Carlos Chagas Viana Braga; o Chefe do Departamento de Ciência e Tecnologia do Exército, General Hertz Pires do Nascimento; e o Diretor-Presidente da SIATT, Rogerio Salvador.

"Um país que pretende decidir sobre o próprio futuro precisa também decidir as suas escolhas, e essa liberdade se sustenta não apenas em meios militares, mas também em ciência, engenharia e uma indústria capaz de transformar conhecimento em soluções concretas", disse o Diretor-Presidente da SIATT durante a cerimônia.

Já o Presidente do Conselho de Administração da empresa, Azhaury Cunha Filho, associou a nova planta à sede da SIATT em São José dos Campos, inaugurada no ano passado. "Existe uma diferença fundamental entre dominar uma tecnologia e possuir a capacidade industrial de produzi-la de forma recorrente, confiável e em escala. A nossa sede em São José dos Campos e esta planta de Caçapava representam justamente essa transição. Estamos transformando conhecimento acumulado durante muitos anos em uma capacidade industrial permanente", afirmou. 


Continuidade de um ciclo de investimentos
A entrada em operação da Fase 1 não é um evento isolado. A unidade de Caçapava já vinha sendo construída desde pelo menos 2025, quando a SIATT apresentou o projeto durante a LAAD, e passou a concentrar, ao longo deste ano, entregas relevantes para as Forças Armadas: em maio, a empresa entregou ao Exército Brasileiro, em Formosa (GO), o primeiro lote de produção em série do míssil MAX 1.2 AC, fabricado justamente na planta paulista, que responde tanto pela fabricação dos motores quanto pela montagem final dos sistemas.

A fábrica também está associada ao programa MANSUP, míssil antinavio de superfície da SIATT, que recebeu encomenda de US$ 350 milhões dos próprios Emirados Árabes Unidos; a demanda ajudou a viabilizar, em escala, um programa que, sem parceiro externo, teria mais dificuldade de sair do papel. A SIATT é ainda a integradora do SisGAAz, programa estratégico de vigilância e monitoramento do litoral brasileiro.

Fortalecimento da Base Industrial de Defesa 
Para a SIATT, a ampliação da planta de Caçapava se insere em um movimento mais amplo de consolidação da BID e de busca do País por maior soberania e autonomia tecnológica em setores estratégicos. Ao ampliar o domínio de tecnologias críticas e reforçar a estrutura fabril, a empresa afirma buscar reduzir dependências externas e aumentar a capacidade nacional de produzir sistemas essenciais à Defesa Nacional, além de abrir caminho para novas parcerias com empresas, instituições de ciência e tecnologia e organizações nacionais e internacionais.

O caso da SIATT também ilustra a estratégia do Grupo EDGE no Brasil desde que se tornou acionista e parceiro estratégico da empresa, em 2023. O conglomerado dos Emirados Árabes Unidos já expandiu a fábrica da Condor, em São Paulo, e assumiu papel de destaque na tentativa de solução para a crise da Akaer, movimento que partiu do próprio Ministério da Defesa. O histórico do grupo no País sugere disposição de investir em capacidade produtiva local, e não apenas de absorver tecnologia já desenvolvida no Brasil. 


Empregos e próximas fases 
A implantação da Unidade Caçapava está estruturada em diferentes fases; as Fases 2 e 3 preveem novas ampliações da infraestrutura e aumentos sucessivos da capacidade de produção. Quando concluído, o projeto deverá gerar 640 empregos, sendo 160 diretos e 480 indiretos, além de consolidar um ecossistema regional formado por empresas, universidades, centros de pesquisa e instituições de engenharia e tecnologia.

Segundo a SIATT, à medida que essas etapas avançarem, a empresa poderá atender a um número maior de programas estratégicos do Brasil e buscar novas oportunidades no mercado internacional, em alinhamento com as políticas de Estado e com as diretrizes brasileiras para a exportação de produtos e tecnologias de Defesa.

Sobre a SIATT 

A SIATT é uma EED (Empresa Estratégica de Defesa) sediada em São José dos Campos, com parque industrial que inclui a subsidiária de Caçapava. Especializada em armamentos inteligentes, a empresa fornece sistemas de Defesa baseados em mísseis e é a integradora do SisGAAz. Desde 2023, o Grupo EDGE, dos Emirados Árabes Unidos, é acionista e parceiro estratégico da empresa.

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