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24 fevereiro, 2026

Taurus Armas comemora tarifa de 10% nos EUA em vez de 15%

 


*LRCA Defense Consulting - 24/02/2026

A Taurus Armas, maior fabricante brasileira de armas de fogo, divulgou que a nova tarifa imposta pelos Estados Unidos sobre seus produtos será de 10%, e não 15%, aliviando impactos financeiros esperados. A medida, confirmada pela Alfândega e Proteção de Fronteiras dos EUA (CBP), entrou em vigor em 24 de fevereiro de 2026, aplicando-se de forma linear a importações de todos os países por até 150 dias.

Contexto da Tarifa
A tarifa baseia-se na Seção 122 da Lei de Comércio de 1974, permitindo ao presidente impor taxas de até 15% para corrigir desequilíbrios na balança de pagamentos, sem necessidade de investigação prévia. Ela é cumulativa às tarifas normais já existentes, afetando amplamente as importações, exceto itens como aço, alumínio, veículos e aeronaves civis. Essa ação segue decisões judiciais recentes que derrubaram tarifas anteriores de 50% sobre produtos brasileiros, impostas no contexto de tensões políticas.

Nova taxa vai refletir diretamente no resultado da companhia
Salesio Nuhs, CEO Global da Taurus, afirmou que "a nova taxa vai refletir diretamente no resultado da companhia. A taxa de 10%, ao invés de 15%, pode melhorar nossa margem". A empresa, sediada em São Leopoldo (RS), depende fortemente do mercado americano, que representa cerca de 80-87% de suas exportações de armas. Nuhs já havia mencionado em entrevistas anteriores que tarifas de até 10% seriam "administráveis", contrastando com níveis mais altos que ameaçavam transferências de produção para os EUA.

Impactos para a Taurus e o Mercado
Os EUA são o principal destino das vendas da Taurus, com receita significativa oriunda de pistolas e armas leves para o mercado civil. A tarifa de 10% pode elevar custos, mas o patamar menor preserva margens, especialmente após reembolsos potenciais de US$ 18 milhões de tarifas anteriores derrubadas judicialmente. Analistas veem a medida como temporária, mas alertam para riscos de extensão ou aumentos, dada a retórica do presidente Donald Trump. Para a economia gaúcha, a estabilidade da Taurus reforça sua posição como player global em defesa. 

Embraer revoluciona a aviação executiva com nova geração dos jatos Praetor

Fabricante brasileira apresenta Praetor 600E e Praetor 500E com cabines repaginadas, tecnologia inédita e entregas previstas para 2029 


*LRCA Defense Consulting - 24/02/2026

A Embraer deu um passo significativo no mercado de aviação executiva nesta terça-feira (24), ao apresentar a primeira evolução da família Praetor desde seu lançamento, em 2018. Os novos Praetor 600E e Praetor 500E chegam com cabines completamente redesenhadas, sistemas de conectividade avançados e uma tecnologia que a fabricante classifica como inédita no setor: a Smart Window™.

O anúncio foi feito em Melbourne, na Flórida, sede operacional da divisão de jatos executivos da empresa, e marca o que a Embraer chama de "a próxima era da aviação privada", em que as aeronaves deixam de ser apenas meios de transporte e passam a funcionar como plataformas de produtividade e conectividade.

A estrela da vez: a Smart Window™
O destaque da apresentação ficou por conta da Smart Window™, tecnologia exclusiva do Praetor 600E. Trata-se de uma tela OLED 4K de 42 polegadas, sensível ao toque, instalada na segunda zona da cabine. O recurso permite videoconferências, streaming em alta resolução e a visualização em tempo real do exterior da aeronave por meio de três câmeras acopladas à fuselagem, tudo acessível com um simples toque na tela.

A configuração opcional de um sofá em frente à janela transforma aquele espaço em um ambiente multifuncional, adequado tanto para reuniões de negócios quanto para entretenimento, com cinema privativo a 12 mil metros de altitude.

Cabines repensadas para voos longos
Além da Smart Window™, ambas as aeronaves receberam um novo Sistema de Gerenciamento de Cabine (CMS), que centraliza o controle de temperatura, iluminação, fluxo de ar, vídeo e áudio em um único aplicativo. Painéis Smart Switch individuais, carregamento sem fio e conectividade Bluetooth complementam a experiência. Comandos de voz e iluminação ambiente RGB são oferecidos como opcionais.

Os assentos também foram completamente reformulados. Desenvolvidos pela própria Embraer, eles trazem firmeza configurável, suporte lombar duplo, apoio de cabeça ajustável e liberação elétrica assistida para transições mais suaves entre as posições. O processo de conversão da cabine em espaço de descanso foi simplificado, com uma posição reclinável dedicada pensada para voos de longa duração.

Nas áreas de alimentação, tanto a cozinha do 600E quanto o centro de refrescos do 500E foram ampliados, com maior capacidade de armazenamento, descarte de alimentos e gaveta de gelo, detalhes que fazem diferença em missões intercontinentais.

Desempenho e segurança mantidos no topo
No campo técnico, os dois modelos mantêm o sistema fly-by-wire com redução ativa de turbulência, tecnologia que a Embraer afirma ser exclusiva em suas categorias, e incorporam agora o Sistema de Alerta e Conscientização de Ultrapassagem de Pista (ROAAS), voltado à segurança operacional em aeroportos de difícil acesso.

O Praetor 600E, movido por dois motores Honeywell HTF7500E, alcança 4.018 milhas náuticas (7.441 km) de autonomia com quatro passageiros, suficiente para cruzar o Atlântico em voos como Londres–Nova York ou São Paulo–Miami sem escalas. Já o Praetor 500E, também bimotor da mesma família, cobre 3.340 milhas náuticas (6.186 km), conectando pontas opostas da América do Norte, como Los Angeles a Nova York ou Miami a Seattle.

Mercado em foco
"Temos orgulho de apresentar o Praetor 600E e o Praetor 500E, elevando a experiência de voo privado com jatos mais inteligentes e intuitivos, projetados para a próxima geração de viajantes privados", declarou Michael Amalfitano, presidente e CEO da Embraer Executive Jets, em referência ao posicionamento estratégico da linha.

Para novos pedidos, as entregas estão previstas para o primeiro trimestre de 2029. A Embraer não divulgou preços nem projeções de volumes de venda no comunicado desta terça.

Com o lançamento, a fabricante brasileira reforça sua aposta no segmento de jatos executivos de médio e supermédio porte, um mercado competitivo, dominado por nomes como Bombardier e Gulfstream, sinalizando que a inovação em cabine pode ser o diferencial decisivo para conquistar a próxima geração de compradores de aviação privada.
 


Sobre o Praetor 600E
O Praetor 600E é o jato supermédio com maior alcance do mundo, agora reinventado para uma experiência de cabine de última geração. Capaz de voos sem escalas de Londres a Nova York ou de São Paulo a Miami, ele continua a liderar sua classe em desempenho e inovação. O Praetor 600E apresenta uma tecnologia de cabine inédita no setor, com uma Smart Window ™ 4K de 42 polegadas opcional — transformando a segunda zona da cabine em um centro de produtividade e entretenimento. Esse recurso exclusivo da Embraer permite videoconferências, streaming em alta resolução e visualização de câmeras externas, criando um ambiente imersivo para trabalho ou lazer. Um Sistema de Gerenciamento de Cabine (CMS) totalmente redesenhado oferece controles intuitivos para iluminação, temperatura, entretenimento e conectividade. Os aprimoramentos opcionais incluem integração de comando de voz, áudio Bluetooth, carregamento sem fio e iluminação ambiente RGB para personalização máxima. Outras tecnologias de cabine incluem painéis tecnológicos superiores elevados e conectividade semelhante à de casa com a banda Ka. 

Os assentos redesenhados oferecem ergonomia aprimorada, funções de assistência elétrica para facilitar o movimento e uma nova posição reclinável para maior conforto em missões de longa duração. O sistema de encaixe dos assentos foi aprimorado, tornando a conversão da cabine para descanso mais rápida e fácil. O jato supermédio continua sendo o primeiro e único a apresentar o sistema fly-by-wire completo com redução ativa de turbulência, garantindo voos mais suaves e acesso a aeroportos mais desafiadores. Ele é complementado pelo Sistema de Alerta e Conscientização de Ultrapassagem de Pista (ROAAS) da Embraer. Equipado com dois motores Honeywell HTF7500E, o Praetor 600E oferece empuxo potente e desempenho excepcional em pistas, operando facilmente em aeroportos desafiadores como Ocean Reef ou Santa Monica. 

Com capacidade para quatro passageiros e reservas IFR da NBAA, ele oferece um alcance intercontinental de 4.018 milhas náuticas (7.441 km). O interior com design DNA da Embraer apresenta uma cabine com piso plano e seis pés de altura, piso de pedra e um lavabo com sistema de vácuo. A cozinha foi redesenhada para missões prolongadas, oferecendo maior volume e espaço de armazenamento. O maior compartimento de bagagem da sua classe permanece, juntamente com uma penteadeira completa no banheiro privativo traseiro e um amplo guarda-roupa ou assento opcional com lavabo para a tripulação. Com desempenho extremamente silencioso, altitude de cabine de 1.768 metros e tecnologia de ponta, o Praetor 600E estabelece um novo padrão de conforto, conectividade e utilidade no segmento de aeronaves super-médias.

Sobre o Praetor 500E
O Praetor 500E é o jato de porte médio mais rápido e com maior alcance do mundo, otimizado para oferecer conforto incomparável na cabine. Capaz de realizar voos diretos de ponta a ponta na América do Norte, como de Miami a Seattle ou de Los Angeles a Nova York, ele continua a liderar sua classe em desempenho e inovação. Permanece como o primeiro e único jato de porte médio a apresentar sistema fly-by-wire completo com redução ativa de turbulência, o que garante voos mais suaves e acesso a aeroportos mais desafiadores. Isso é complementado pelo Sistema de Alerta e Conscientização de Ultrapassagem de Pista (ROAAS) da Embraer. 

Com capacidade para quatro passageiros e reservas IFR da NBAA, ele oferece um alcance transcontinental de 3.340 milhas náuticas (6.186 km). Impulsionado por dois motores Honeywell HTF7500E, o Praetor 500E oferece potência e desempenho excepcional em pista. Um Sistema de Gerenciamento de Cabine (CMS) totalmente redesenhado proporciona controles intuitivos para iluminação, temperatura, entretenimento e conectividade. Os aprimoramentos opcionais incluem integração de comando de voz, áudio Bluetooth, carregamento sem fio e iluminação ambiente RGB. A tecnologia adicional da cabine inclui painéis tecnológicos superiores elevados e conectividade semelhante à de casa com a banda Ka. Os assentos redesenhados oferecem ergonomia aprimorada, funções de assistência elétrica para facilitar o movimento e uma nova posição reclinável para maior conforto em missões longas. O sistema de reclinação dos assentos aprimorado torna a conversão da cabine para descanso mais rápida e fácil. 

 

O interior com design DNA da Embraer apresenta uma cabine com piso plano e 1,83 m de altura, piso de pedra e um lavabo com sistema de vácuo. O centro de bebidas foi redesenhado para maior aproveitamento do espaço, oferecendo mais volume e capacidade de armazenamento. O maior compartimento de bagagem da categoria permanece, juntamente com uma penteadeira completa no lavabo privativo traseiro. Com desempenho extremamente silencioso, altitude de cabine de 1.768 metros e tecnologia de ponta, o Praetor 500E estabelece um novo padrão de desempenho, conforto e conectividade no segmento de aeronaves de porte médio.

23 fevereiro, 2026

Isenção aeronáutica na nova tarifa global de 15% blinda Embraer em momento crítico para o comércio mundial

Em resposta à derrubada judicial de seu tarifaço anterior, Trump anunciou nova sobretaxa global de 15% com base na Seção 122 da legislação comercial americana, mas documentos da Casa Branca excluem aviões civis, motores, peças e simuladores de voo, preservando as exportações da fabricante brasileira para o maior mercado de aviação do planeta


*LRCA Defense Consulting - 23/02/2026

Em mais uma virada brusca na saga tarifária do governo Trump, os Estados Unidos voltaram a impor uma sobretaxa global sobre importações, desta vez, na alíquota de 15%. A decisão veio logo após a Suprema Corte americana derrubar o tarifaço anterior do presidente, declarando inconstitucional o uso da lei de emergência de 1977 como base jurídica para as tarifas. Contornando a decisão judicial, Trump recorreu a outro instrumento legal: a Seção 122 da Lei de Comércio de 1974, que permite ao presidente impor tarifas temporárias de até 15% por até 150 dias para enfrentar graves desequilíbrios comerciais.

Para a Embraer, no entanto, a notícia que importa está no que ficou fora da nova sobretaxa. Documentos oficiais da Casa Branca excluem explicitamente da alíquota de 15% as aeronaves civis, seus motores, turbinas, peças, componentes, subconjuntos e simuladores de voo, exatamente o portfólio que a fabricante de São José dos Campos exporta para o mercado norte-americano.

Um novo tarifaço, um novo alívio
O anúncio da tarifa global de 15% provocou tensão imediata nos mercados e entre parceiros comerciais dos EUA ao redor do mundo. As novas tarifas passam a valer na terça-feira (24 de fevereiro), mas só poderão permanecer em vigor por cerca de cinco meses; após esse prazo, o governo americano precisará buscar aprovação do Congresso para mantê-las.

Dentro desse quadro de incerteza, a isenção para o setor aeronáutico civil não é novidade de princípio, mas se renova como fator decisivo. Já nas rodadas tarifárias anteriores, a Casa Branca havia preservado aviões civis e seus componentes das sobretaxas adicionais. A exclusão é especialmente relevante para empresas como a Embraer, já que a tarifa não se aplica a jatos, motores, simuladores e demais itens da aviação civil, preservando uma fatia importante das exportações brasileiras de alto valor agregado para os Estados Unidos. Agora, com a nova configuração tarifária baseada na Seção 122, essa proteção se mantém.

Porque isso importa tanto para a Embraer
O mercado americano não é apenas o principal destino das exportações da Embraer, mas sim o alicerce de toda a sua estratégia global. Os Estados Unidos concentram a maior demanda mundial por jatos regionais e executivos, segmentos em que a fabricante brasileira é protagonista. Uma sobretaxa de 15% sobre aeronaves de alto valor agregado poderia encarecer significativamente cada unidade exportada, pressionando margens, competitividade e até contratos já firmados.

A isenção evita esse cenário. Os clientes americanos de jatos como o E175, os Phenom 100 e 300 e os Praetor 500 e 600 não enfrentarão encarecimento decorrente da nova tarifa. A cadeia de suprimentos também sai protegida: motores, trens de pouso, aviônicos e simuladores de voo, muitos fornecidos por fabricantes americanos à própria Embraer, estão igualmente isentos.

Contexto político e incerteza regulatória
A situação regulatória nos EUA permanece volátil. Trump classificou a decisão da Suprema Corte como "ridícula, mal redigida e extraordinariamente antiamericana" e deixou claro que não pretende recuar na política tarifária, apenas mudar de estratégia. Para o Brasil especificamente, o cenário tem nuances adicionais. O Escritório do Representante Comercial dos EUA confirmou que investigações contra o Brasil seguem de pé com base na Seção 301, com queixas que vão do sistema de pagamentos PIX ao mercado de etanol e serviços digitais. Além disso, as tarifas sobre aço, alumínio e automóveis continuam em vigor por meio da Seção 232.

Para a Embraer, portanto, a isenção aeronáutica é uma ilha de estabilidade num mar de turbulências. A empresa opera num setor em que os ciclos de venda e entrega de aeronaves duram anos, e a previsibilidade tarifária é condição essencial para fechar contratos, planejar linhas de produção e honrar compromissos com companhias aéreas e operadores de aviação executiva americanos.

O horizonte que se abre
A manutenção da isenção na nova tarifa global reforça o argumento que a Embraer tem sustentado nas negociações: o setor aeronáutico civil opera sob uma lógica diferente, amparada historicamente por acordos internacionais que eliminaram tarifas sobre aviões civis desde 1979. A fabricante brasileira segue pressionando, por meio do governo federal e em contato direto com interlocutores americanos, pela restauração da tarifa zero sobre suas exportações, caminho já percorrido por Reino Unido e União Europeia em negociações recentes com Washington.

Por ora, a nova tarifa de 15% não chegou onde poderia doer mais. E para a Embraer, numa conjuntura de incerteza comercial sem precedentes recentes, esse é um resultado que importa muito.

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