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10 abril, 2026

Porto Alegre dá um passo histórico pelo Tiro Esportivo: Lei 14.521 coloca a modalidade no Sistema Municipal do Desporto

Capital gaúcha oficializa reconhecimento de clubes e atletas da modalidade olímpica; iniciativa é do vereador Coronel Marcelo Ustra


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LRCA Defense Consulting - 10/04/2026

Uma data importante para o calendário do esporte porto-alegrense: em 1º de abril de 2026, o prefeito Sebastião Melo assinou a Lei Municipal nº 14.521, que institui o Programa Municipal de Reconhecimento e Valorização das Entidades de Tiro Esportivo em Porto Alegre, incluindo clubes e associações da modalidade no Sistema Municipal do Desporto. A norma é de autoria do vereador Coronel Marcelo Ustra (PL) e representa uma virada de chave para uma das mais tradicionais modalidades esportivas do país que, paradoxalmente, até então não tinha respaldo formal na política esportiva da capital gaúcha.

Uma lacuna que durava décadas
Apesar de o tiro esportivo ser uma modalidade regulamentada e presente em competições olímpicas, os clubes e atletas da capital não estavam formalmente inseridos nas iniciativas municipais de fomento ao esporte. A ausência de enquadramento legal significava, na prática, que entidades sérias, com décadas de tradição, eram tratadas como invisíveis pelo poder público local, sem acesso a editais, convênios ou programas de incentivo disponíveis para outras modalidades.

Com a nova medida, clubes e entidades da modalidade passam a integrar oficialmente o Sistema Municipal do Desporto, garantindo acesso a políticas públicas, editais, convênios e outros instrumentos de fomento esportivo.

O que a lei prevê
O programa pretende garantir tratamento isonômico às entidades de tiro esportivo em relação às demais modalidades esportivas reconhecidas pelo município; possibilitar o acesso a programas municipais de incentivo e fomento ao esporte; incentivar a formação e a capacitação de atletas para competições; promover ações de divulgação, conscientização e combate a preconceitos contra a modalidade; apoiar a realização de eventos, cursos e atividades voltadas à segurança e ao uso responsável de equipamentos esportivos; e fomentar a inclusão social por meio da prática do tiro esportivo.

Para ter acesso ao programa, as entidades de tiro esportivo precisam ser legalmente constituídas e filiadas à Confederação Brasileira de Tiro Esportivo (CBTE). O alinhamento com a CBTE também implica respeito às normas da International Shooting Sport Federation (ISSF), entidade máxima da modalidade no mundo.

Uma modalidade com história olímpica única no Brasil
A nova lei também tem o mérito de resgatar uma memória esportiva que muitos brasileiros desconhecem. A aprovação resgata o papel histórico do tiro esportivo no esporte nacional: foi a modalidade que rendeu ao Brasil as três primeiras medalhas olímpicas, conquistadas nos Jogos de Antuérpia, em 1920. Na ocasião, Guilherme Paraense conquistou o primeiro ouro olímpico do país, na prova de pistola de tiro rápido 25 metros, enquanto Afrânio da Costa ficou com a prata na pistola livre 50 metros, além do bronze por equipes.

Modalidade olímpica desde 1896, o tiro esportivo reúne hoje mais de 30 mil atletas federados no Brasil, distribuídos em centenas de clubes e federações estaduais. Porto Alegre, com seus clubes ativos e comunidade de atiradores bem organizada, passa agora a poder contar com o suporte institucional que a modalidade merece.

Combate ao preconceito: um capítulo necessário
Um dos aspectos mais relevantes da lei é o reconhecimento explícito de que o tiro esportivo ainda enfrenta resistências sociais e culturais injustificadas. O texto prevê o estímulo a atividades que contribuam para reduzir preconceitos contra o tiro esportivo e ampliar a inclusão social por meio da prática esportiva.

Confundir o atirador esportivo - sujeito a rígidas regras de registro, treinamento e responsabilidade perante a lei - com agentes de violência é um equívoco que a nova legislação busca combater de frente, por meio da educação e da divulgação qualificada da modalidade.

O autor da lei: um vereador de perfil militar
O Coronel Ustra nasceu em Porto Alegre, no bairro Menino Deus, em 16 de março de 1979. Formado na Academia Militar das Agulhas Negras (AMAN), esteve no Exército Brasileiro por 28 anos, desenvolvendo habilidades em liderança, estratégia e planejamento. Ele exerceu cargo no Gabinete de Segurança Institucional (GSI) durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro e foi eleito vereador de Porto Alegre nas eleições de outubro de 2024, pelo Partido Liberal (PL).

Seu mandato na Câmara Municipal tem sido marcado por pautas ligadas à segurança pública, ao armamento civil e à valorização das Forças Armadas, áreas em que sua trajetória de três décadas no Exército lhe confere visão técnica.

Outras iniciativas na área de segurança pública e tiro
A Lei 14.521 não é iniciativa isolada. O mandato de Coronel Ustra apresentou uma agenda consistente nessas áreas. Entre os projetos e ações de destaque:

Programa "Segurança Presente": Ustra apresentou projeto de lei para instituir o Programa de "Segurança Presente", para viabilizar ações integradas e estratégicas de segurança, com o objetivo de evitar situações de conflitos e reduzir a criminalidade em determinadas regiões de Porto Alegre.

Prevenção de violência infantil: o vereador sugeriu ao prefeito que fosse realizada a prevenção de situações de violência, informando e ensinando crianças sobre a importância de não confiar, ou ainda, não entregar informações pessoais a estranhos em abordagens.

Atuação nacional no setor: o II Simpósio da Federação de Clubes de Tiro e Comércio de Armas de Santa Catarina (FECCASC), realizado em Florianópolis, reuniu as principais lideranças do setor de armamento civil e tiro esportivo do país, com participação do vereador. A presença em eventos nacionais do setor demonstra articulação além das fronteiras municipais.

Frente Parlamentar contra Pedofilia: Ustra integra o requerimento de constituição da Frente Parlamentar do Combate à Pedofilia e ao Abuso Infanto-Juvenil, mostrando que sua agenda de segurança abrange também a proteção de crianças e adolescentes.

Perspectivas
Com a Lei 14.521 em vigor, Porto Alegre dá um passo concreto na direção de um tratamento mais justo e republicano para o tiro esportivo. Clubes que antes operavam à margem das políticas municipais de esporte poderão, agora, pleitear editais, firmar parcerias com a prefeitura e receber apoio para a formação de atletas competitivos. 

O caminho para que Porto Alegre revele novos campeões regionais, nacionais e até olímpicos nessa histórica modalidade ficou, com essa lei, um pouco mais pavimentado.

Brasil avança em exportações de defesa com acordos históricos na FIDAE 2026

Ministério da Defesa assina memorandos com três estatais para viabilizar o modelo governo a governo; país dobra vendas militares no primeiro trimestre do ano


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LRCA Defense Consulting - 10/04/2026

Em um movimento que sinaliza uma nova fase para a indústria bélica brasileira, o Ministério da Defesa formalizou, na Feira Internacional de Aeronáutica e Espaço (FIDAE 2026), em Santiago, no Chile, memorandos de entendimento com três de suas empresas vinculadas: a Empresa de Projetos Aeroespaciais do Brasil (Alada), a Empresa Gerencial de Projetos Navais (Emgepron) e a Indústria de Material Bélico do Brasil (Imbel). Os acordos criam a base legal para que essas estatais atuem como intermediárias em negociações de defesa no formato governo a governo (G2G).

Os instrumentos estabelecem princípios gerais e compromissos de cooperação relativos à atuação em operações comerciais de exportação e à prestação de serviços de interveniência técnica em negociações intergovernamentais envolvendo produtos de defesa fabricados no Brasil.

O modelo G2G e seu entrave histórico
O modelo G2G é amplamente utilizado por potências militares como Estados Unidos e França. Nesse formato, o governo negocia diretamente com outro país para fornecer bens, serviços ou tecnologias. Mesmo que os contratos envolvam empresas privadas, a negociação é conduzida diretamente pelo governo do país fornecedor, que atua como "garantidor", supervisionando e assegurando a entrega dos produtos.

No Brasil, porém, esse modelo enfrentava um obstáculo jurídico de longa data. A equipe jurídica do Ministério da Defesa entendia que a legislação brasileira não permitia que o país fizesse a intermediação de vendas de empresas privadas nesse tipo de contrato; o modelo só podia ser usado em negociações com estatais. O problema é que as estatais não produzem os produtos necessários para atender à demanda internacional.

A solução encontrada foi criativa: uma estatal pode fechar um acordo de colaboração com a empresa privada para produtos específicos e atuar como sua representante durante as negociações. Os MoUs assinados na FIDAE 2026 institucionalizam exatamente essa estratégia.

Embraer como protagonista
O impacto prático ficou evidente já no primeiro dia da feira. A Embraer e a Alada assinaram um Memorando de Entendimento para avaliar oportunidades no mercado de Defesa e Segurança por meio de contratos governo a governo. O acordo tem como objetivo explorar novos modelos de negociação que viabilizem a exportação de produtos e soluções aeroespaciais brasileiras para países que exigem esse formato de contratação institucional.

Para Fabio Caparica, vice-presidente de Contratos da Embraer Defesa, o memorando vai identificar e explorar possíveis oportunidades dentro do mercado de Defesa e Segurança, "permitindo aos países que exijam contratos de governo para governo uma nova opção de negociação para viabilizar a aquisição de produtos e soluções da Embraer."

Já o presidente da Alada, Sergio Roberto de Almeida, destacou o ineditismo do momento: "A exportação G2G é um modelo de negócio sem precedentes no Brasil, no qual a Alada desempenha um papel estratégico e decisivo, abrindo novas oportunidades de mercado para produtos, serviços e projetos aeroespaciais, com destaque especial para aqueles oriundos da Base Industrial de Defesa."

Entre os destaques da Embraer na FIDAE estão o KC-390 Millennium, a aeronave de transporte militar mais moderna de sua classe, e o A-29 Super Tucano, líder global em sua categoria.

Presença brasileira na maior feira aeroespacial da América Latina
A FIDAE chega à sua 14ª edição em 2026 e é realizada de 7 a 12 de abril na Base Aérea de Pudahuel, em Santiago. Considerada um dos principais eventos aeroespaciais da América Latina, reúne cerca de 377 expositores de 34 países, incluindo grandes empresas da indústria aeroespacial e de defesa, além da participação oficial do Governo do Chile e do Ministério da Defesa chileno, sob a liderança da Força Aérea do Chile.

A delegação brasileira é liderada pela Secretaria de Produtos de Defesa (Seprod). A programação inclui visitas aos estandes, reuniões bilaterais com autoridades e representantes de empresas, participação nos principais eventos oficiais e assinatura de documentos com organizações parceiras. Também participa do evento o Comandante da Aeronáutica, Tenente-Brigadeiro do Ar Marcelo Kanitz Damasceno.

O Pavilhão Brasil, organizado pela Associação Brasileira das Indústrias de Materiais de Defesa e Segurança (Abimde), reúne 16 empresas da Base Industrial de Defesa, além de outras três empresas nacionais que participam com estandes próprios.

Números que justificam a aposta
O timing dos acordos não é casual. O Brasil registrou um avanço expressivo no setor de defesa logo no início de 2026: o país mais do que dobrou suas exportações de produtos de defesa no primeiro trimestre, consolidando sua posição no mercado global.

As exportações saltaram de US$ 457 milhões no primeiro trimestre de 2025 para US$ 931 milhões em 2026. O resultado mantém a trajetória de crescimento do setor, que já havia registrado recordes consecutivos em 2024 e 2025. Entre os principais destinos dos produtos brasileiros de defesa estão Alemanha, Bulgária, Emirados Árabes Unidos, Estados Unidos e Portugal.

A indústria brasileira depende de exportações para sustentar projetos estratégicos. O risco é direto: sem contratos internacionais, o Brasil pode perder capacidade produtiva, atrasar programas e aumentar a dependência externa em defesa.

Base Industrial de Defesa: escala e desafios
Para além dos números, os acordos revelam uma aposta estrutural do governo brasileiro. A Base Industrial de Defesa tem em seu portfólio 283 empresas e 2.064 produtos cadastrados no Ministério da Defesa, como aeronaves, embarcações, soluções cibernéticas para proteção de dados, radares, sistemas seguros de comunicação e armamento.

O secretário de Produtos de Defesa, Heraldo Luiz Rodrigues, foi quem coordenou os acordos e defendeu a iniciativa: "Operações como esta são fundamentais para estimular e fortalecer a exportação de produtos de defesa fabricados no Brasil, conferindo credibilidade institucional às negociações e ampliando o acesso a novos mercados."

O secretário aponta que as empresas brasileiras possuem capacidade instalada expressiva e "produtos com reconhecimento mundial de altíssima qualidade", o que favorece o crescimento das vendas externas.

Ainda assim, analistas alertam que a escalada exportadora exige contrapartidas. A presença do Brasil na FIDAE 2026 confirma um movimento claro de expansão, mas também expõe um ponto crítico: o país já demonstrou capacidade tecnológica, mas agora precisa transformá-la em escala sustentável e produção contínua. Sem esse salto, o avanço internacional não se consolida e a autonomia estratégica brasileira fica sob pressão.

09 abril, 2026

Eve-100, "carro voador" da Embraer, atinge 50 voos de teste e avança rumo à certificação

Subsidiária da gigante aeronáutica brasileira, a Eve Air Mobility acumula mais de duas horas de voo com seu protótipo eVTOL em escala real e prepara a transição para voos de cruzeiro ainda em 2026


*LRCA Defense Consulting - 09/04/2026

A Eve Air Mobility, empresa de mobilidade aérea urbana controlada pela Embraer, anunciou nesta quinta-feira (09) ter completado seu 50º voo de teste bem-sucedido com o protótipo de engenharia em escala real de seu eVTOL, aeronave elétrica de decolagem e pouso vertical popularmente conhecida como "carro voador". Os ensaios são conduzidos na própria unidade de testes da Embraer em Gavião Peixoto, no interior de São Paulo, e acumulam mais de duas horas de voo desde o histórico voo inaugural, em 19 de dezembro de 2025.

O marco reforça o ritmo acelerado da campanha, que ocorre com frequência quase diária, e demonstra a solidez técnica do programa. Os voos têm gerado dados de alta fidelidade sobre o desempenho dos sistemas da aeronave, incluindo propulsão elétrica, eficiência aerodinâmica dos rotores, gerenciamento de energia, controlabilidade e níveis de ruído, todos dentro ou acima das projeções iniciais.

"Alcançar 50 voos de teste bem-sucedidos com nosso protótipo de engenharia é mais do que um marco técnico. É uma prova clara da maturidade do nosso programa e da robustez das soluções que estamos desenvolvendo." - Johann Bordais, CEO da Eve Air Mobility

O DNA da Embraer no projeto
A Eve se beneficia de uma mentalidade de startup apoiada pelos 56 anos de experiência aeroespacial da Embraer, e essa herança é visível em cada etapa do programa. O processo de desenvolvimento está ancorado na metodologia consolidada pela fabricante ao longo de mais de cinco décadas, uma abordagem integrada que vai além da aeronave em si, contemplando soluções para operadores, cidades, vertiportos e provedores de navegação aérea.

Não por acaso, todos os testes acontecem nas instalações da Embraer em Gavião Peixoto, um dos maiores centros de aviação da América Latina. A Eve nasceu como projeto dentro da EmbraerX, a divisão de inovação disruptiva da Embraer, antes de se tornar uma empresa independente em 2020. A matriz permanece acionista relevante e parceira estratégica insubstituível.

Em março, o protótipo já havia protagonizado uma demonstração de voo para autoridades do governo federal. O evento contou com a presença do presidente brasileiro, da ministra de Ciência e Tecnologia, do ministro de Portos e Aeroportos e do presidente da ANAC. Na ocasião, a aeronave havia acumulado 35 voos e quase 1h30 de tempo de voo, atingindo altitude máxima de 43 metros.

 
A aeronave e o que vem a seguir
O eVTOL da Eve conta com oito propulsores dedicados ao voo vertical, uma hélice traseira para o voo de cruzeiro e controles fly-by-wire de quinta geração. O design "lift & cruise" foi projetado para transportar quatro passageiros e um piloto, com alcance previsto de 100 km. A aeronave é 100% elétrica e produz níveis de ruído significativamente inferiores aos dos helicópteros convencionais.

Com 50 voos concluídos, a Eve avança agora para a expansão do envelope de voo, aumentando gradualmente a velocidade, com vistas à realização de voos de transição completos ainda este ano, fase em que a aeronave passará a sustentar o voo com as asas fixas. Com voos de teste ocorrendo quase diariamente e a previsão de cerca de 300 voos ao longo de 2026, o programa se prepara para avançar para a fase de voo em cruzeiro sustentado pelas asas, validação essencial da configuração lift + cruise.

Para a etapa de certificação, a empresa planeja produzir seis protótipos certificáveis para conduzir a campanha de testes em voo focada na certificação da aeronave junto à ANAC, e em 2027 espera realizar as primeiras entregas. A validação também contará com o envolvimento da norte-americana FAA e da europeia EASA.

Financiamento robusto e mercado aquecido
O suporte financeiro é expressivo. O BNDES forneceu mais de R$ 1,4 bilhão em financiamento desde 2022, e a Finep aprovou até R$ 90 milhões em subvenções para acelerar iniciativas de inovação digital e aviação sustentável. No início de 2026, a Eve também fechou um financiamento de US$ 150 milhões com um sindicato de credores, afirmando ter recursos suficientes para sustentar suas operações até 2028.

No mercado, o interesse é crescente. A carteira da empresa ultrapassa 2.900 unidades comprometidas. Entre os contratos vinculantes já assinados estão a operadora brasileira Revo, que firmou acordo para até 50 eVTOLs para operar em São Paulo de forma totalmente elétrica, e a japonesa AirX, que assumiu compromisso para até 50 eVTOLs com planos de uso em operações de turismo aéreo e mobilidade de última milha a partir de 2029.

A produção em série está prevista para Taubaté (SP), onde a planta industrial terá capacidade inicial para fabricar até 480 unidades por ano.

Não apenas uma aeronave, mas todo um ecossistema
Fiel à abordagem holística herdada da Embraer, a Eve não se limita a fabricar aeronaves. A empresa avança em paralelo com o Eve Vector, seu software de gestão de tráfego aéreo urbano, e com o Eve TechCare, sua plataforma de serviços pós-venda e suporte operacional. A companhia também participa ativamente da construção do marco regulatório brasileiro, tendo integrado recentemente o processo de consulta pública que deverá embasar a Política Nacional de Mobilidade Aérea Urbana, conduzida pelo Ministério de Portos e Aeroportos.

Com 50 voos no currículo, o "carro voador" da Embraer já não é ficção científica, é engenharia em andamento.

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