Resultado do segundo trimestre de 2026 é puxado por novo pedido na aviação comercial, certificação tripla dos Praetor 500E e 600E e acordo inédito com os Emirados Árabes Unidos para o C-390 Millennium
*LRCA Defense Consulting - 24/07/2026
A Embraer registrou uma carteira de pedidos de US$ 34,5 bilhões no segundo trimestre de 2026 (2T26), novo recorde histórico da companhia pelo sétimo trimestre consecutivo. O valor representa alta de 7% em relação ao 1T26 e de 16% na comparação com o mesmo período do ano anterior (2T25). O avanço foi puxado pelas quatro unidades de negócio da fabricante brasileira: aviação comercial, aviação executiva, defesa e segurança, e serviços e suporte.
Desempenho consolidado no trimestre
A Embraer
entregou 65 aeronaves no 2T26, entre as quatro unidades de negócio, número 48%
maior do que as 44 unidades entregues no 1T26 e 7% acima das 61 entregas
registradas no 2T25. No primeiro semestre de 2026 (1S26), a companhia somou 109
entregas, cerca de 20% a mais do que as 91 aeronaves entregues no mesmo período
de 2025. O volume representa aproximadamente 42% do ponto médio (248 aeronaves)
da guidance anual da companhia para as unidades de aviação executiva e
comercial combinadas, fixada entre 240 e 255 aeronaves para 2026, ritmo 8
pontos percentuais acima da média histórica de cinco anos para o período, de
34%. A empresa atribui o desempenho ao avanço de suas iniciativas de
nivelamento da produção.
Aviação Comercial
Na aviação
comercial, a carteira de pedidos somou US$ 15,1 bilhões no 2T26, alta de 15%
ante o 2T25. O resultado foi impulsionado por um novo pedido firme da Azorra,
de 15 aeronaves E195-E2, que elevou o programa E2 a mais de 500 encomendas
firmes, com clientes em todos os continentes. Durante o Farnborough Airshow, a
Embraer revelou que a Fuji Dream Airlines era uma das clientes até então não
identificadas por trás de pedidos de E175 já incluídos na carteira, referentes
a uma encomenda firme de duas aeronaves feita em 2025.
A unidade de negócio entregou 20 aeronaves no trimestre, uma a mais do que no 2T25, o equivalente a cerca de 24% do ponto médio (83 aeronaves) da guidance anual da divisão, fixada entre 80 e 85 aeronaves para 2026. Com isso, a aviação comercial encerrou o período com uma relação de book-to-bill de 1,8 vez nos últimos 12 meses.
Aviação Executiva
A carteira de
pedidos da aviação executiva avançou para US$ 7,8 bilhões no 2T26, 5% acima do
nível do 2T25. A perspectiva da unidade foi reforçada pela certificação tripla
dos novos modelos Praetor 600E e Praetor 500E, obtida no trimestre junto à
Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), à Administração Federal de Aviação
(FAA) dos Estados Unidos e à Agência Europeia para a Segurança da Aviação
(Easa). Lançadas em fevereiro de 2026, as duas aeronaves têm lançamento
comercial previsto ainda para este ano.
A divisão entregou 45 aeronaves no trimestre, alta de 18% sobre as 38 unidades do 2T25, sendo 24 no segmento de jatos pequenos e 21 no de médios. O volume representou cerca de 27% do ponto médio (165 aeronaves) da guidance anual da unidade, entre 160 e 170 aeronaves em 2026, 4 pontos percentuais acima da média histórica de cinco anos para o segundo trimestre, de 23%. A aviação executiva encerrou o período com relação de book-to-bill de 1,1 vez nos últimos 12 meses.
Defesa e Segurança
Em defesa e
segurança, a carteira de pedidos atingiu US$ 6,1 bilhões no 2T26, alta de 42%
ante o 2T25, impulsionada por um acordo inédito com a Força Aérea dos Emirados
Árabes Unidos para o C-390 Millennium. O contrato prevê 10 aeronaves firmes e
10 opções de compra, a maior encomenda internacional já feita por um único país
para o C-390 e marco de entrada da aeronave no mercado do Oriente Médio. Não
houve entregas na unidade durante o trimestre. Com isso, defesa e segurança
encerrou o período com relação de book-to-bill de 2,6 vezes nos últimos
12 meses.
A Embraer soma atualmente 42 pedidos firmes do transporte militar KC-390 Millennium e 27 do avião de ataque leve A-29 Super Tucano. As escolhas do KC-390 pela Eslováquia (3 unidades) e pela Lituânia (3 unidades) ainda não constam da carteira, por não terem contrato em vigor ou por seguirem em discussão.
Serviços e Suporte
A carteira de
serviços e suporte também atingiu patamar recorde no 2T26, de US$ 5,5 bilhões,
12% acima do 2T25. No período, a unidade fechou um contrato de suporte de longo
prazo com a Jazz Aviation para adesão ao programa Embraer Collaborative
Inventory Planning (ECIP), tornando a companhia canadense, operadora de uma
frota de 25 jatos E175, a primeira cliente do programa no Canadá. A Embraer
também assinou novo contrato de suporte para a frota de KC-390 Millennium da
Força Aérea Brasileira (FAB), cobrindo tanto as aeronaves já em operação quanto
as entregas futuras. A unidade encerrou o trimestre com relação de book-to-bill
de 1,3 vez nos últimos 12 meses.





