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29 outubro, 2026

Embraer amplia rede europeia de manutenção com credenciamento da FL Technics

Divulgado durante a MRO Europe 2026, o credenciamento reforça o suporte à primeira geração dos E-Jets; habilitação da empresa para os E2 segue pendente



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LRCA Defense Consulting - 29/10/2026 - 09h24

A Embraer credenciou a FL Technics, empresa lituana de manutenção, reparo e revisão de aeronaves, como Embraer Authorized Service Center (EASC) para seus jatos comerciais em operação na Lituânia. O anúncio foi feito pela FL Technics na quarta-feira (28), em Vilnius, em meio à MRO Europe 2026, realizada em Amsterdã, e repercutido nesta quinta-feira (29) pela Aviation Week. A autorização abrange os E170 e E190, que serão atendidos nas instalações da empresa em Vilnius e Kaunas.

O recorte geográfico é o dado central do anúncio: o credenciamento vale para aeronaves que operam no país báltico. O release da FL Technics fala em atender operadores Embraer em todo o continente, mas a autorização descrita, tanto no comunicado quanto na Aviation Week, está vinculada à Lituânia. Ainda assim, a notícia fortalece a infraestrutura de apoio à primeira geração dos E-Jets em um mercado no qual disponibilidade técnica e continuidade do atendimento pesam na decisão dos operadores.

A parceria também não marca a estreia da FL Technics no atendimento à fabricante brasileira. A empresa presta manutenção de linha em aeronaves Embraer desde 2023 e recebeu, em março de 2025, aprovação Part-145 da Agência Europeia para a Segurança da Aviação (EASA) para manutenção pesada dos E170 e E190. O credenciamento atual é, portanto, uma nova etapa de uma capacidade técnica já desenvolvida.

Quem é a FL Technics 
A empresa integra o Avia Solutions Group, que se apresenta como o maior provedor mundial de ACMI (aircraft, crew, maintenance and insurance, modalidade de arrendamento em que a aeronave é cedida com tripulação, manutenção e seguro). Segundo o release, a FL Technics tem mais de 4 mil profissionais, certificações europeias Part-145 e Part-147 (formação técnica) e hangares de manutenção na Lituânia, no Reino Unido, na Indonésia e na República Dominicana.

Presença concentrada na Escandinávia 
Segundo o release, a FL Technics executa manutenção de linha em aeronaves Embraer em estações que considera estratégicas: Palanga e Vilnius, na Lituânia; Ålesund, Bergen, Bodø, Oslo e Trondheim, na Noruega; e Bucareste e Cluj-Napoca, na Romênia. O peso das bases norueguesas indica a importância do mercado escandinavo para a operação. Essa presença mais ampla, porém, não se confunde com o escopo do novo credenciamento, restrito às instalações lituanas.

No comunicado, Frank Stevens, vice-presidente de Centros Globais de MRO da Embraer Services & Support, afirmou que as capacidades de manutenção da FL Technics e sua presença crescente na Europa darão aos operadores de E-Jets maior acesso a soluções de suporte. Saulius Bajarunas, CEO da FL Technics, classificou o credenciamento como uma validação da capacidade técnica e dos padrões de qualidade da empresa.

Para Carlos Naufel, presidente e CEO da Embraer Services & Support, a entrada da FL Technics na rede fortalece a estrutura global de suporte da fabricante e amplia sua presença na Europa. Em declaração à Aviation Week, ele afirmou que uma rede de apoio sólida e acessível é essencial para que os clientes obtenham o máximo de disponibilidade e eficiência de suas aeronaves, e que o acordo aumenta as opções de manutenção dos operadores de E-Jets. Na prática, uma oferta mais distribuída pode reduzir deslocamentos e dar flexibilidade à programação de serviços, conforme as certificações, a capacidade disponível e os contratos de cada companhia aérea. 


A primeira geração permanece relevante 
A concentração da autorização nos E170 e E190 evidencia a longevidade comercial da primeira geração dos E-Jets. Mesmo com o avanço dos E2, os modelos anteriores continuam exigindo inspeções, manutenção programada, reparos e apoio técnico. Para uma fabricante aeronáutica, a capacidade de sustentar essas frotas por muitos anos influencia tanto a satisfação dos clientes atuais quanto a percepção de risco de futuros compradores.

A fronteira dos E2, contudo, ainda não foi cruzada pela empresa lituana. Quando obteve a aprovação para manutenção pesada, em 2025, o então CEO da FL Technics, Zilvinas Lapinskas, afirmou que o passo seguinte seria buscar habilitação para a nova geração. Lapinskas foi sucedido por Saulius Bajarunas, e o release desta semana não menciona os E2: a capacidade oficialmente incorporada é a dos E170 e E190.

Suporte aos E2 está em outras oficinas 
Para a geração mais recente, a Embraer já conta com capacidades europeias específicas. Em abril de 2025, a LOT Aircraft Maintenance Services (LOTAMS), na Polônia, tornou-se o primeiro centro de serviço autorizado da fabricante para os E2 na Europa, após processo de autorização e auditoria. A empresa polonesa já mantinha relação de longa data com a Embraer no atendimento aos ERJ-145 e aos E-Jets de primeira geração.

A OGMA, empresa portuguesa controlada pela Embraer, também integra essa estrutura e oferece manutenção pesada para os E2. A combinação de instalações próprias e parceiros com qualificações distintas forma uma rede que acompanha a convivência das duas gerações de jatos, sem que todos os centros executem os mesmos serviços ou atendam a todos os modelos.

Manutenção e Programa Pool são frentes complementares 

A ampliação da rede ocorre em paralelo a uma sequência de acordos na área de componentes. Em reportagem de 28 de outubro, a LRCA mostrou os contratos do Programa Pool com Air Dolomiti e Austrian Airlines, ligados à reorganização da frota regional do Lufthansa Group. Esses acordos garantem acesso a componentes e a serviços de troca, reparo e revisão de peças, enquanto os centros autorizados oferecem a capacidade de intervir nas próprias aeronaves. São instrumentos distintos que, juntos, mostram a amplitude do suporte que a Embraer procura oferecer ao longo da vida útil de seus produtos.

Mais do que entregar aviões 

A expansão europeia expõe uma dimensão menos visível da competição aeronáutica: a disputa pela capacidade de sustentar as frotas em operação. Um jato pode permanecer em serviço por décadas, período em que a disponibilidade de componentes, oficinas, pessoal qualificado e documentação técnica pesa sobre custos e confiabilidade. Não foram divulgados valores, investimentos nem metas de capacidade associados ao credenciamento.

Para a FL Technics, o próximo marco está definido desde 2025: a habilitação para os E2. Para a Embraer, cada novo centro na Europa amplia a malha de apoio a operadores que ainda voam a primeira geração dos E-Jets enquanto avaliam a transição para a nova.

21 outubro, 2026

Embraer amplia presença no mercado australiano com renovação de contrato de suporte à frota E190 da Alliance Airlines

Parceria acompanha a renovação operacional da companhia australiana e reforça a importância dos serviços de manutenção para a fabricante brasileira



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LRCA Defense Consulting - 21/10/2026 - 20h15

A Embraer e a Alliance Airlines renovaram seu Acordo de Suporte de Componentes para a frota E190 da companhia australiana. Anunciada em Singapura em 22 de outubro de 2026, a renovação busca garantir disponibilidade operacional, confiabilidade e custos de manutenção competitivos. O valor e o prazo do contrato não foram divulgados.

A Alliance opera o E190 desde 2021. Segundo Carlos Naufel, presidente e CEO da Embraer Serviços e Suporte, a fabricante continuará oferecendo soluções de manutenção e conhecimento técnico para sustentar o desempenho da frota, importante para a conectividade regional australiana.

Frota e substituição dos Fokker 
No encerramento do exercício financeiro em 30 de junho de 2026, a Alliance informava uma frota de 45 E190, 23 Fokker 100 e 12 Fokker 70, incluindo aeronaves arrendadas a terceiros e armazenadas. Seu relatório anual prevê a substituição progressiva dos Fokker 100 pelos E190 até 2030. O objetivo é melhorar a eficiência, a confiabilidade e a experiência dos passageiros, além de reduzir a complexidade operacional.

O papel das operações FIFO 
A Alliance atende companhias aéreas, clientes governamentais e setores de mineração e energia. Nas operações chamadas Fly-in Fly-out (FIFO), trabalhadores são transportados entre centros urbanos e instalações industriais remotas. Nesses serviços, a disponibilidade da aeronave influencia diretamente o funcionamento dos empreendimentos atendidos. O E190, com configurações de 94 a 100 lugares na frota da Alliance, adapta-se a essa demanda.

Revisão do contrato com a Qantas 
Em 2025, a Alliance havia disponibilizado 30 E190 à Qantas em contratos ACMI, que abrangem aeronave, tripulação, manutenção e seguro. Em agosto de 2026, as empresas revisaram a parceria, com redução gradual de 30 para 23 aeronaves durante o exercício financeiro de 2027. A mudança libera capacidade para outras atividades, inclusive FIFO. Segundo a Alliance, até 12 E190 poderão ficar disponíveis pela combinação dessa revisão e do encerramento de arrendamentos a terceiros.

A revisão ocorre durante um processo de reorganização financeira. A Alliance registrou prejuízo líquido estatutário de 90,9 milhões de dólares australianos no exercício de 2026, afetado por baixas contábeis, principalmente ligadas à frota Fokker. O suporte técnico da Embraer pode contribuir para controlar custos e aumentar a utilização dos aviões, embora não haja dados públicos para quantificar economias do contrato renovado.

Uma relação iniciada em 2021 
A LRCA noticiou em setembro de 2021 o acordo original de suporte entre Embraer e Alliance, que cobria mais de 300 componentes reparáveis, materiais e administração técnica, com apoio de instalações na região Ásia-Pacífico. Em 2024, a Fokker Services Asia foi credenciada como centro autorizado da Embraer em Singapura, tendo recebido um E190 da Alliance em suas instalações. Esses antecedentes mostram a continuidade do relacionamento e a importância de uma rede regional de manutenção. 


A estratégia de pós-venda 
Segundo a Embraer, cerca de 70 E-Jets operam hoje em seis empresas australianas. Em fevereiro de 2026, a fabricante também anunciou acordo plurianual com a Airnorth para apoiar E170 e E190. Fora da Austrália, contratos recentes com SkyWest, Japan Airlines, LATAM e Portugália demonstram o alcance internacional da atividade de serviços e suporte.

Ao contrário de uma venda pontual de aeronaves, a manutenção e o fornecimento de componentes podem sustentar relações comerciais durante anos. No caso da Alliance, a oportunidade imediata para a Embraer está na continuidade do suporte a aeronaves já em operação, e não em uma encomenda nova, que não foi anunciada.

Perspectivas 
A substituição gradual dos Fokker 100 até 2030 favorece a utilização prolongada dos E190 na Austrália. A renovação do acordo reafirma que o valor industrial da aeronave se estende para além de sua fabricação: disponibilidade de peças, manutenção eficiente e suporte especializado são determinantes para a viabilidade econômica de sua operação.

31 julho, 2026

Kolibri Beteiligung confirma aquisição de cinco Embraer E190 pela German Airways

Financiamento das aeronaves foi fechado dentro do limite previsto pelo bônus da holding alemã, mas companhia aérea ainda não divulgou comunicado próprio sobre a operação 



*LRCA Defense Consulting - 31/07/2026
A Kolibri Beteiligung GmbH, holding controladora da German Airways GmbH, anunciou nesta quinta-feira (30 de julho de 2026) que a subsidiária concluiu, conforme cronograma previsto, a aquisição e o financiamento de cinco aeronaves regionais Embraer E190. O comunicado foi publicado às 20h50 (horário local) no site da Deutsche Börse, na condição de divulgação de informação privilegiada exigida pelo artigo 17 do MAR (Market Abuse Regulation), o regulamento europeu de abuso de mercado.
A operação está diretamente ligada ao bônus corporativo garantido emitido pela Kolibri em 13 de fevereiro de 2026 (Nordic Bond, ISIN NO0013461384), negociado no mercado livre (Free Market) das bolsas de Dusseldorf, Frankfurt, Hamburgo, Hanôver, Stuttgart e na Tradegate BSX. Segundo a Kolibri, o financiamento das cinco aeronaves foi fechado com um parceiro especializado em financiamento de aeronaves, em condições de mercado, e permanece integralmente dentro do limite de endividamento financeiro permitido pelas cláusulas do bônus (permitted financial indebtedness). A empresa afirma que as cláusulas contratuais da dívida seguem sendo cumpridas sem alteração.
A German Airways, sediada em Colônia, é a operadora de aviação do grupo logístico Zeitfracht, que reúne as antigas LGW e WDL Aviation sob uma única marca. A frota da companhia opera exclusivamente com o modelo E190, configurado em classe única de 100 assentos, em contratos de wet lease (aluguel de aeronave com tripulação), charter e ACMI (Aircraft, Crew, Maintenance and Insurance) para companhias como KLM Cityhopper, easyJet, Finnair e LOT Polish Airlines.
Antes do anúncio de hoje, a frota da German Airways somava nove aeronaves E190, após a incorporação, em janeiro de 2026, de uma unidade adicional (registro D-ABKE), arrendada por três anos junto à britânica Executive Jet Support (EJS), para reforçar o serviço de alimentação (feeder) prestado à companhia de lazer Condor. A aquisição das cinco novas aeronaves, agora financiadas diretamente pela estrutura da Kolibri, indica um novo salto na expansão de frota, cujo objetivo declarado pela direção da companhia é ampliar a estabilidade operacional e sustentar novos contratos de capacidade regional na Europa.
Até a publicação desta matéria, a própria German Airways não havia emitido comunicado institucional sobre a operação; a página de imprensa da companhia (germanairways.com/en/press) seguia com sua última atualização datada de 30 de março de 2026, referente à nomeação de Axel Schefe como diretor de Tecnologia. A ausência de um release próprio da operadora, neste caso, não é incomum: quando a obrigação legal de divulgação recai sobre a holding financeira emissora da dívida, como ocorre aqui com a Kolibri, é ela quem assume o dever de comunicar o fato relevante aos detentores do bônus, ainda que a operação diga respeito à frota da subsidiária aérea.
A matéria foi apurada com base no comunicado oficial da Kolibri Beteiligung GmbH publicado na plataforma da Deutsche Börse, em registros históricos de comunicados da German Airways e em reportagens do setor aéreo europeu sobre a expansão recente da frota da companhia.

12 janeiro, 2026

TrueNoord conclui venda de dois jatos Embraer E190 para a companhia aérea sul-africana Airlink

 

*LRCA Defense Consulting - 12/01/2026

A transação, anunciada hoje (12), reforça a parceria entre as empresas e responde aos desafios da cadeia de suprimentos globais no setor de aviação. As aeronaves foram entregues à Airlink em dezembro de 2025.

Detalhes da transação
A TrueNoord, locadora especializada em aeronaves regionais, vendeu dois Embraer E190 para a Airlink, sua cliente existente e operadora da maior frota de Embraer na África. A Airlink planeja desmontar as fuselagens para peças sobressalentes e manter os motores como reserva, mitigando interrupções na cadeia de suprimentos.
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A companhia aérea também avalia opções para operação futura das aeronaves, destacando flexibilidade estratégica.

Declarações dos executivos

Maarten Grift, diretor de vendas da TrueNoord, enfatizou o compromisso com soluções flexíveis para operadores em meio a condições de mercado dinâmicas. Richard Jacobs, diretor comercial da TrueNoord, elogiou a colaboração com a Airlink e agradeceu o apoio do lessee anterior, Breeze Airways.
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De Villiers Engelbrecht, CEO da Airlink, descreveu a aquisição como passo estratégico para proteger a confiabilidade da frota Embraer da companhia.

Contexto no mercado
A venda ocorre em um cenário de crescentes demandas por jatos regionais, com a TrueNoord demonstrando agilidade em remarketing de ativos. A Airlink, líder regional na África, usa a transação para fortalecer sua resiliência operacional contra disrupções globais em componentes e motores. 

11 julho, 2025

Viasat fornecerá conectividade de internet avançada via satélite para a frota Embraer E190 da Aeromexico


*LRCA Defense Consulting - 11/07/2025

A Embraer, a Viasat, e a Aeromexico anunciaram a instalação de conectividade de internet avançada nos jatos E190 da Aeromexico. A instalação ampliará ainda mais a oferta de Wi-Fi rápido para os passageiros voando na frota da companhia aérea. A conectividade via satélite de alta velocidade por meio da rede global de banda Ka da Viasat permitirá que os clientes da Aeromexico assistam filmes, televisão e esportes ao vivo, acessem a internet, enviem e-mails e se conectem às suas redes sociais durante os voos. 

Até o momento, seis jatos E190 da Aeromexico estão equipados com a tecnologia Wi-Fi avançada da Viasat, permitindo que os passageiros tenham acesso à conectividade rápida e confiável. A instalação da solução Wi-Fi de bordo da Viasat nas 28 aeronaves restantes está em andamento. No total, 34 E190s contarão com a conectividade ofertada pela Viasat. 

“Estamos atualizando nossa frota Aeromexico Connect E190 para oferecer uma experiência excepcional aos passageiros em nossas rotas de curta distância. Com o Wi-Fi disponível em todas as nossas aeronaves E190 até 2027, a Aeromexico será a primeira e única companhia aérea na América Latina a oferecer comunicação gratuita com suporte de anúncios em toda a nossa malha aérea. Isso significa que nossos passageiros poderão permanecer conectados para onde quer que voem, com a opção de adquirir pacotes de internet para conectividade aprimorada," afirma Andres Castañeda, Diretor Digital e de Experiência do Cliente & Vice-Presidente Executivo da Aeromexico. 

"À medida que a demanda global por conectividade a bordo dispara – com os passageiros demandando assistir mais filmes e programas durante o voo da mesma forma que fazem em casa – estamos entusiasmados em colaborar com a Aeromexico e a Embraer. Ambas as empresas valorizam um serviço de Wi- rápido, confiável e de alta qualidade, que contribuirão para uma experiência excepcional para os passageiros", afirma Don Buchman, Vice-Presidente Sênior e Gerente Geral de Aviação Comercial da Viasat. 

"A Embraer está trabalhando constantemente para aprimorar a experiência dos passageiros em todas as suas aeronaves. Oferecer serviços de conectividade na frota de E-Jets da Aeromexico é um passo importante para proporcionar ainda mais conforto aos clientes da companhia aérea", diz Carlos Naufel, Presidente e CEO da Embraer Serviços & Suporte. 

A Viasat Amara, a solução de conectividade de bordo de próxima geração selecionada pela Aeromexico, está disponível para todos os operadores de E-Jets globalmente. A Embraer também oferece um amplo leque de soluções projetadas para cada cliente, que apoiam a frota crescente de E-Jets em todo o mundo e oferecem a melhor experiência pós-venda na indústria aeroespacial global. 

10 abril, 2025

Embraer e Kenya Airways firmam acordo que otimizará estoque e reduzirá custos operacionais dos jatos E190

 


*LRCA Defense Consulting - 10/04/2026

A Embraer, líder global da indústria aeroespacial, e a Kenya Airways, uma das principais companhias aéreas africanas, assinaram hoje um acordo para o programa Embraer Collaborative Inventory Planning (ECIP), que otimizará seus níveis de estoque e reduzirá os custos operacionais de seus jatos E190. O contrato fornecerá suporte para 13 aeronaves. A Kenya Airways é cliente da Embraer desde 2006 e voa para 45 destinos em todo o mundo, 37 dos quais na África, conectando mais de 5 milhões de passageiros.

“A Embraer se sente honrada pela confiança da Kenya Airways no sistema de gestão Collaborative Inventory Planning. Estamos prontos para apoiar a companhia aérea a manter sua frota de E-Jets pronta para voar, combinando excelente desempenho e baixos custos operacionais. Nossa solução fornecerá à Kenya Airways acesso à rede logística global da Embraer e aprofundará a parceria entre nossas empresas”, afirma Carlos Naufel, Presidente e CEO da Embraer Serviços & Suporte.

Embraer Collaborative Inventory Planning (ECIP)
O ECIP oferece diversas vantagens aos clientes. Em primeiro lugar, a maior parte do investimento em estoque é feita pela Embraer, reduzindo substancialmente o investimento normalmente realizado pelos clientes. Além disso, o preço anual fixo para cada peça permite que os clientes equilibrem os custos de forma mais precisa com os níveis de desempenho garantidos pela Embraer Serviços e Suporte.

A operação é orientada por dados, com uma recomendação semanal de pedidos baseada no uso do cliente e nos dados de nível de estoque, criada utilizando software avançado e a experiência do Embraer Planning compartilhada de forma colaborativa. Por fim, todos os clientes participantes do ECIP podem contar com a expertise em gestão de materiais da Embraer para uma solução personalizada e flexível de gestão de peças de reposição.

19 março, 2025

FL Technics expande capacidades para incluir manutenção básica para modelos Embraer E170/E190 e se prepara para o E195-E2

 

*LRCA Defense Consulting - 19/03/2025

A FL Technics, fornecedora mundialmente reconhecida de soluções de MRO e subsidiária do Avia Solutions Group, recebeu a aprovação EASA Parte 145 para manutenção pesada de aeronaves Embraer 170/190.

A FL Technics está bem posicionada para atender à crescente demanda por serviços de manutenção, já que muitos de seus clientes, incluindo operadores de Nível 1, utilizam esse tipo de aeronave. A organização, renomada por fornecer manutenção pesada para operadores de frotas narrowbody da Airbus e da Boeing, reconhece que a Embraer está prevendo um crescimento significativo na próxima década. Essa projeção destaca a crescente importância de aeronaves narrowbody menores no suporte a rotas de curta distância pela Europa, onde essas aeronaves são essenciais para atender à demanda em mercados regionais e de alta frequência.

Zilvinas Lapinskas, CEO da FL Technics, disse: “A FL Technics investe no futuro e na continuidade. Como líder em serviços de MRO, reconhecida como uma das principais fornecedoras de manutenção pesada para aeronaves de fuselagem estreita, estamos dedicados a transferir nosso amplo know-how para novas capacidades e nos posicionar para atender às necessidades de nossos clientes, atendendo a todos os tipos de aeronaves. Nosso próximo passo é obter a aprovação para a manutenção da série E2 da Embraer, uma sucessora da série E170/E190.”

Juozas Lapeika, vice-presidente executivo de manutenção de base da FL Technics, comentou sobre uma nova aprovação: “O objetivo da FL Technics é expandir e fortalecer sua presença no mapa global de soluções de MRO, atendendo às necessidades de nossos clientes. A Embraer é perfeitamente adequada para voos de curta distância na região europeia, nos quais muitas operadoras europeias, como TAP Air Portugal, LOT Polish Airlines, Finnair, Air Dolomiti, Helvetic, KLM, Austrian Airlines, British Airways, SAS Link e outras, se concentram.”

Ao fornecer manutenção para esse tipo de aeronave, a equipe da FL Technics aproveita sua experiência e profundo conhecimento em reparos estruturais complexos, combinados com um sistema de produção inovador e eficaz, uma abordagem simplificada e eficiente para resolução de problemas e excelência operacional.

A FL Technics é especializada em manutenção de base e linha, peças de reposição e suporte de componentes, reparo de motores, engenharia completa de aeronaves, treinamento técnico e logística aeroespacial, atendendo clientes de aviação comercial em todo o mundo, como Lufthansa Group, Wizz Air, EasyJet e muitos outros.

A FL Technics é uma empresa certificada pela EASA Parte 145, Parte CAMO, Parte 147, Parte 21, bem como FAA-145 (Jacarta) com hangares na Lituânia (Aeroportos Internacionais de Vilnius e Kaunas), Reino Unido (Aeroporto Internacional de Prestwick), Indonésia (Aeroporto Internacional de Jacarta e Ilha de Bali, Aeroporto Internacional I Gusti Ngurah Rai) e um futuro local na República Dominicana (Aeroporto Internacional de Punta Cana). A empresa opera 23 subsidiárias na Europa, Américas, Oriente Médio e Ásia-Pacífico, formando o FL Technics Group.

17 março, 2025

Simulador do Embraer 190 é instalado pela Simaero em sua unidade em Joanesburgo

A integração do simulador E190 se alinha com as necessidades em evolução dos clientes da Simaero, muitos dos quais estão migrando do Embraer ERJ 145 para a aeronave E190 mais moderna.

 

*Times Aerospace - 17/03/2025

A Simaero anunciou a transferência de um moderno simulador de voo completo do Embraer E190 do centro de treinamento da China Southern Airlines para suas instalações em Joanesburgo.

O simulador será certificado pela Autoridade de Aviação Civil da África do Sul (SACAA) e deverá estar pronto para treinamento no segundo semestre de 2025.

Atendendo à crescente demanda da África por treinamento E190
A integração do simulador E190 se alinha com as necessidades em evolução dos clientes da Simaero, muitos dos quais estão migrando do Embraer ERJ 145 para a aeronave E190 mais moderna. As transportadoras africanas estão cada vez mais trocando suas frotas ERJ 145 pelos jatos E190 E-Series maiores e mais econômicos, enquanto as novas companhias aéreas iniciantes estão optando por este modelo devido ao seu alcance estendido e capacidades ETOPS. Esta crescente demanda pelo E-Seriesj et criou uma necessidade urgente de treinamento em simulador de alta qualidade na África.

A introdução do simulador de voo completo E190 no Centro de Treinamento de Johanesburgo da Simaero aumentará as oportunidades de treinamento para clientes externos na África do Sul. Como a maior instalação independente de treinamento de aviação na região, essa expansão fortalece o papel da Simaero no suporte à mudança do continente para as frotas mais recentes da Embraer em rotas de curta a média distância, estabelecendo Johanesburgo como um hub essencial para companhias aéreas locais e internacionais.

Fortalecendo Joanesburgo como um centro de treinamento líder

Esta expansão se baseia na recente realocação de um simulador de voo completo Bombardier CRJ 200/700, solidificando o Centro de Treinamento de Joanesburgo da Simaero como um centro líder para treinamento de aeronaves regionais. Com os próximos programas de treinamento abrangentes CRJ e E190, desde a classificação de tipo inicial até a atualização de comando, o centro oferecerá soluções de alta qualidade adaptadas ao setor de aviação em evolução da África.

"Nosso centro em Johanesburgo está evoluindo para um importante centro de treinamento para a aviação regional na África. A introdução do simulador E190, juntamente com o CRJ 200/700 adicionado recentemente, nos permite oferecer uma gama completa de soluções de treinamento adaptadas às necessidades das companhias aéreas africanas", afirmou Keith Roseveare, gerente geral da Simaero South Africa.

Acelerando a expansão por meio da colaboração estratégica com a HNCA
Este marco decorre de uma parceria estratégica entre a Henan Aviation Investment Management Company (HNCA), o Banco da China e a Simaero. Em 2024, a Simaero e a HNCA lançaram o primeiro negócio de leasing operacional de simuladores transfronteiriços da China, projetado para acelerar a realocação e aquisição de dispositivos de treinamento. Esta iniciativa visa preencher a lacuna entre a demanda por treinamento e a capacidade disponível do simulador, garantindo que as companhias aéreas em todo o mundo tenham acesso ágil e econômico às mais recentes tecnologias de treinamento.

"Ao trabalhar em estreita colaboração com a HNCA, estamos definindo novos padrões da indústria para a rápida implantação de simuladores. Este projeto destaca nosso comprometimento em dar suporte ao crescimento do setor de aviação na África e além", disse Nicolas Mouté, CEO da Simaero.

O simulador de voo completo do Embraer E190 será realocado da China para o centro de treinamento da Simaero em Johanesburgo nas próximas semanas pelas equipes de especialistas da Simaero Engineering. Está planejado para ser certificado pela SACAA e estar pronto para treinamento no segundo semestre de 2025.

07 março, 2025

Royal Air Maroc reforçará sua frota com 20 novas aeronaves até 2026. Embraer é forte candidata


 

*Rue 20 - 06/03/2025

A Royal Air Maroc (RAM) está se preparando para um crescimento significativo com a aquisição de 20 novas aeronaves até o final de 2026, confirmaram fontes oficiais da companhia aérea à Rue20.

Este investimento estratégico aumentará a frota da RAM para 73 aeronaves, consolidando-a como a segunda maior companhia aérea da África em termos de tamanho de frota e fortalecendo sua posição no cenário da aviação internacional.

A expansão faz parte de uma estratégia abrangente para fortalecer a capacidade operacional da RAM, expandir sua rede global e enriquecer a experiência do passageiro.

A iniciativa está alinhada aos preparativos do Marrocos para a possível Copa do Mundo da FIFA de 2030, um evento que deve tornar o país um ímã para fãs de futebol do mundo todo.

Com essa expansão da frota, a RAM busca garantir uma maior frequência de voos para destinos importantes e atender à crescente demanda por viagens aéreas projetada para o torneio global.

A companhia aérea tem planos ambiciosos de abrir rotas diretas para países da América Latina e Sudeste Asiático, além de fortalecer sua presença no continente africano.

Este movimento estratégico da RAM ressalta seu compromisso com a modernização e o crescimento, e espera-se que contribua significativamente para o desenvolvimento do setor de turismo marroquino e sua projeção internacional.
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O ambicioso plano da Embraer para o Marrocos em Defesa, Aviação Comercial, Mobilidade Aérea Urbana e MRO


*Le360, por Elimane Sembène - 13/11/2024

Nesta entrevista exclusiva ao Le360, Arjan Meijer, Presidente e CEO da Embraer Aviação Comercial, discute o acordo firmado entre o Marrocos e a fabricante brasileira de aeronaves e detalha a ambição da fabricante de expandir sua colaboração com o Reino para a indústria de defesa e a formação de Talentos marroquinos.

À margem do Marrakech Air Show 2024, que decorreu de 30 de outubro a 2 de novembro, Marrocos assinou um memorando de entendimento com o fabricante brasileiro Embraer, relativo ao lançamento de projetos industriais conjuntos, abrangendo nomeadamente as áreas da aviação comercial, defesa e mobilidade aérea urbana. Nesta entrevista exclusiva ao Le360, Arjan Meijer, Presidente e CEO da Embraer Aviação Comercial, que assinou este mega acordo, discute detalhadamente esta parceria e discute as perspectivas de colaboração entre a fabricante brasileira de aeronaves e o Marrocos.

Arjan Meijer, Presidente e CEO da Embraer Aviação Comercial

Le360: A Embraer assinou um memorando de entendimento com o estado marroquino para o lançamento de projetos conjuntos na indústria aeronáutica e para tornar o Reino um local líder em fornecimento integrado. Por que você escolheu o Marrocos?

Arjan Meijer: O Marrocos construiu com sucesso um centro internacional da indústria aeroespacial e desenvolveu uma cadeia de abastecimento de classe mundial. Temos grande respeito pelo país, que desenvolveu capacidades significativas na indústria aeronáutica em apenas 20 anos. O Marrocos está a seguir um caminho semelhante ao do Brasil, que há 55 anos não tinha praticamente nenhuma capacidade de produção avançada. Hoje, somos o terceiro maior fabricante de aeronaves do mundo.

Com o Marrocos, as perspectivas são infinitas e estamos ansiosos por trabalhar juntos em projetos interessantes, especialmente na mobilidade aérea urbana, a próxima revolução no domínio da aviação. A nossa parceria vantajosa para todos criará empregos e enfatizará a formação e a especialização, o que ajudará a desenvolver ainda mais a indústria da aviação marroquina. Finalmente, vemos, através desta colaboração, a possibilidade de dois campeões atlânticos reforçarem os seus laços e demonstrarem a força comum do novo Sul Global.

MRO (manutenção, reparação e revisão) é um dos setores visados ​​por este acordo. A Embraer pretende abrir um centro de manutenção de motores de aeronaves no Marrocos, como os grandes fabricantes já atuantes no ramo, ou mesmo instalar-se lá para desenvolver outras atividades aeronáuticas?

Nossa intenção é abrir uma instalação MRO dedicada que normalmente não incluiria manutenção de motores, mas que poderia ser expandida para incluir esta capacidade no futuro. Sabemos que o Marrocos possui as competências necessárias e que o setor MRO é uma parte extremamente importante do ecossistema da aviação, que oferece muitas oportunidades de crescimento. A localização geográfica do Marrocos, na encruzilhada da África e da Europa, é também ideal para servir os nossos muitos clientes nestas duas regiões.

A formação, que constitui um dos fatores de competitividade da indústria aeronáutica, também está prevista nesta parceria…

No nosso setor, desenvolver e fortalecer as competências do capital humano é uma chave para o sucesso, porque o talento é a base de todo o sucesso de uma empresa. Esta é uma área em que o Marrocos tem uma vantagem clara, graças à sua população jovem e instruída e às ambições claras para o futuro. O nosso principal objetivo, tal como definido no MoU, é garantir que os talentos marroquinos adquiram as competências necessárias para construir um centro aeroespacial no Marrocos.

Através dos nossos projetos de MRO e mobilidade urbana, proporcionaremos uma formação de excelência que desenvolverá competências técnicas avançadas. Isto permitirá a criação de empregos de elevado valor acrescentado e o avanço da indústria aeroespacial em Marrocos, estimulando potencialmente a economia local. Há oportunidades também no ensino superior, como o programa de intercâmbio estudantil que a Embraer mantém com o Instituto das Profissões Aeronáuticas (IMA).

Nossa empresa é uma forte defensora do treinamento. A Embraer nasceu dentro das universidades técnicas do Brasil e hoje trabalha em estreita colaboração com prestigiadas escolas de engenharia. Um programa global de intercâmbio estudantil entre Marrocos e Brasil também poderia ser uma excelente iniciativa.

A companhia aérea nacional, Royal Air Maroc (RAM), lançou no dia 15 de abril um concurso para aquisição de dezenas de aeronaves, com o objetivo de reforçar a sua frota. A Embraer se inscreveu?

A Embraer deseja continuar sua parceria com a RAM, que atualmente opera quatro aeronaves E190 da geração anterior. Oferecemos a nova geração das nossas aeronaves E2, aeronaves perfeitamente adequadas às iniciativas “Dream Africa” e “Meet Morocco”, que visam expandir a rede da RAM e aumentar a conectividade e o turismo. Ao contrário de outros fabricantes, a Embraer pode entregar novos aviões já em 2027, bem antes da Copa do Mundo de 2030, com opções de compra em vez de leasing, se necessário.

O Marrocos pretende construir duas zonas de aceleração industrial dedicadas a atividades militares, a fim de estabelecer uma verdadeira indústria de defesa local. Você está pensando em expandir sua colaboração com o Reino para este setor, sabendo que já existe um acordo-quadro de cooperação nesta área entre Marrocos e Brasil, aprovado no final de abril de 2023 pelo Senado brasileiro?

A Embraer também deseja trabalhar com o governo e as Forças Armadas Reais (FAR) para estabelecer uma colaboração industrial significativa no setor de defesa. O Marrocos é um parceiro extremamente importante e queremos levar as nossas relações para o próximo nível.

Estamos atualmente em negociações com as FAR que desejam adquirir a nossa aeronave militar C-390, uma aeronave que atenderia perfeitamente às necessidades de Marrocos se o país pretende adquirir uma aeronave de transporte tático de nova geração. O C-390 já foi adquirido pela Suécia, Brasil, Portugal, Hungria, Coreia do Sul, Holanda, Áustria e República Checa, e a lista continua a crescer. 

Saiba mais:

- Fabricante brasileira de aviões Embraer investe em ecossistema aeronáutico em Marrocos (visão marroquina)

- Royal Air Maroc anuncia licitação para modernizar sua frota antiga com 200 novas aeronaves. Embraer pode ser uma opção


 

12 janeiro, 2025

Aquisição da Nordic Aviation Capital pela Dubai Aerospace Enterprise: implicações para a Embraer


*LRCA Defense Consulting - 12/01/2025

A Dubai Aerospace Enterprise (DAE) Ltd anunciou, em 07 de janeiro deste ano, a assinatura de um acordo definitivo para adquirir 100% da Nordic Aviation Capital (NAC), uma empresa de leasing de aeronaves formada há mais de 30 anos. Os termos da transação não foram divulgados.

Em setembro de 2024, a frota da NAC era composta por 252 ativos próprios e comprometidos em arrendamento para aproximadamente 60 clientes de companhias aéreas em aproximadamente 40 países.

Em uma base pro forma, a frota da DAE Capital será composta por aproximadamente 750 aeronaves próprias, administradas e comprometidas, com um valor total de aproximadamente US$ 22 bilhões, em arrendamento para aproximadamente 170 companhias aéreas clientes em aproximadamente 70 países.

Firoz Tarapore, diretor executivo da DAE, comentou: “Estamos muito satisfeitos com esta oportunidade de adicionar as capacidades da NAC, presença complementar de mercado e pessoas à nossa plataforma. Esta transação nos permitirá fornecer soluções mais econômicas para um grupo maior de clientes.”

A transação será apropriadamente capitalizada e financiada por recursos internos e financiamento de dívida comprometida. Consequentemente, as métricas de alavancagem e financiamento da DAE permanecerão confortavelmente dentro dos níveis consistentes com suas classificações de crédito. A transação está sujeita às aprovações regulatórias necessárias e à aprovação dos acionistas da NAC Holdings Limited e deve ser concluída no primeiro semestre de 2025. A DAE foi assessorada pela Allen Overy Shearman Sterling LLP e KPMG.

Sobre a DAE

A Dubai Aerospace Enterprise Ltd (DAE) é uma corporação de serviços de aviação reconhecida globalmente com duas divisões: DAE Capital e DAE Engineering. Com sede em Dubai, a DAE atende mais de 170 clientes de companhias aéreas em mais de 65 países a partir de seus sete escritórios em Dubai, Dublin, Amã, Cingapura, Miami, Nova York e Seattle.

A DAE Capital é uma premiada locadora de aeronaves com uma frota própria, administrada e comprometida de aproximadamente 500 aeronaves Airbus, ATR e Boeing com um valor de frota de US$ 18 bilhões. A DAE Engineering fornece serviços regionais de MRO para clientes na Europa, Oriente Médio, África e Sul da Ásia a partir de suas instalações de última geração em Amã, Jordânia, acomodando até 17 aeronaves de fuselagem larga e estreita. Ela está autorizada a trabalhar em 15 tipos de aeronaves e tem aprovação regulatória de mais de 25 reguladores globalmente.

Vínculo com a Embraer
Com a aquisição, a DAE passará a contar também com aeronaves da Embraer em seu portfólio, haja vista a longa tradição de negócios entre a gigante brasileira e a Nordic, como pode ser visto em alguns exemplos citados abaixo.

Em maio de 2022, a Nordic Aviation Capital tornou-se o cliente-lançador das transformações das aeronaves E190/E195 para E-Freighter, o cargueiro da Embraer, com um pedido de 10 conversões, embora isso tenha evoluído posteriormente.

No Farnborough Air Show de 2022, a companhia aérea indiana Star Air, que já possuía aeronaves EMB-145,  sinalizou seus planos de crescimento ao assinar uma carta de intenção firme para alugar um par de E175 da Nordic. No início de janeiro de 2023, a Star Air também confirmou por meio de canais de mídia social que levaria mais dois E175. A operadora é a única indiana a utilizar jatos da Embraer e opera principalmente no sul e leste do país.

Em junho de 2023, a Eve Air Mobility, uma empresa da Embraer, assinou uma Carta de Intenção (LOI) com a Nordic Aviation Capital para promover a aeronave elétrica de decolagem e pouso vertical (eVTOL) por meio de estratégias de leasing. A LOI estabelece que a Eve terá a oportunidade de utilizar a presença global da NAC e seu conhecimento em gestão de ativos, enquanto a NAC adquirirá 15 eVTOLs de forma definitiva, e mais 15 opcionais que serão alugados a operadores de frota, apoiando o desenvolvimento e a expansão de operações inovadoras de transporte. 

Em dezembro de 2024, a NAC realizou um contrato de arrendamento de três aeronaves Embraer E195 com a SAS, principal companhia aérea da Escandinávia.

Oportunidades e desafios para a Embraer
A aquisição da Nordic Aviation Capital (NAC) pela Dubai Aerospace Enterprise (DAE) representa uma consolidação significativa no mercado de leasing de aeronaves. A NAC possui uma frota de 252 aeronaves, incluindo modelos da Embraer, como o E175, o E190 e o E195, amplamente utilizados por companhias aéreas regionais. Com a conclusão da aquisição, a DAE expandirá sua frota para aproximadamente 750 aeronaves, atendendo a cerca de 170 clientes em 70 países.

Para a Embraer, essa consolidação implica em oportunidades ampliadas e em um desafio:

- Novas oportunidades de negócios e acesso ampliado ao mercado: a DAE, com uma presença global fortalecida pela nova escala e diversificação de portfólio, poderá oferecer oportunidades adicionais para a colocação de aeronaves da Embraer em diversas regiões, potencialmente aumentando as vendas e a visibilidade dos modelos da fabricante brasileira. A Embraer pode buscar parcerias mais estreitas com a DAE para o desenvolvimento de novos produtos ou serviços, além de negociações de contratos de longo prazo.

- Foco em aeronaves regionais: a NAC é conhecida por seu foco em aeronaves regionais, segmento no qual a Embraer é líder. A integração com a DAE pode reforçar esse foco, beneficiando a Embraer se a nova entidade consolidada continuar investindo nesse tipo de aeronaves, como tudo indica, haja vista que a decisão da DAE demonstra uma aposta inequívoca nesse segmento. Se a Embraer conseguir se alinhar estrategicamente com os planos da DAE, poderá fortalecer sua posição neste mercado e garantir um fluxo mais estável de pedidos.

- Desafio: concorrência intensificada: a fusão de duas grandes empresas de leasing tende a resultar em maior poder de negociação com fabricantes de aeronaves, incluindo a Embraer, possivelmente pressionando por condições mais favoráveis ou impactando a dinâmica de preços.

Em síntese, a aquisição da NAC pela DAE pode oferecer à Embraer oportunidades de mercado ampliadas, mas também apresenta desafios relacionados à concentração de poder entre as empresas de leasing no setor de aviação. O sucesso da Embraer dependerá de sua capacidade de se adaptar às novas dinâmicas do mercado, fortalecer seus relacionamentos com os clientes e oferecer produtos e serviços que atendam às necessidades da DAE e de outros operadores de aviação.

28 dezembro, 2024

Uma tripulação de heróis e uma aeronave robusta emergiram da tragédia do voo J28243 da Azerbaijan Airlines


*LRCA Defense Consulting - 28/12/2024 (atualizado em 29 de dezembro, às 14h16)

As investigações preliminares do governo do Azerbaijão e as manifestações de especialistas citados pelas agências internacionais Reuters, Euronews e outras indicam fortemente que a aeronave Embraer E190 pertencente à AZAL - Azerbaijan Airlines, que fazia o voo J28243 com 62 passageiros e cinco tripulantes a bordo, foi atingida por fogo antiaéreo russo quando se aproximava do seu destino final. 

O avião estava voando da capital do Azerbaijão, Baku, para Grozny, a capital regional da república russa da Chechênia, na quarta-feira (25), quando virou em direção ao Cazaquistão, vindo a cair ao tentar pousar em um terreno plano próximo ao aeroporto alternativo para onde rumava. De acordo com o centro de resposta emergencial no local, a tripulação tentou realizar um pouso de emergência manualmente após a falha dos sistemas automáticos, mas estas foram catastróficas, fazendo com que a aeronave se inclinasse para a direita e batesse com uma asa no solo a três quilômetros do aeroporto de Aktau, partindo-se e pegando fogo na cabine e no centro. O acidente matou 38 pessoas e deixou todos os 29 sobreviventes feridos.

O voo partiu de Baku às 03:55 UTC a caminho de Grozny, sofrendo um bloqueio de GPS que interrompeu os sinais ADS-B às 04:40 UTC, brevemente retomado às 06:07 UTC, pouco antes do acidente às 06:28 UTC (infográfico abaixo).

Trajeto rastreado do voo em vermelho, com a origem (Aeroporto Internacional Heydar Aliyev, Azerbaijão) em azul; o destino pretendido (Aeroporto Internacional Kadyrov Grozny, República Chechena) em cinza; e o local do acidente (próximo ao Aeroporto Internacional Aktau, Cazaquistão) em vermelho. Nenhum dado de rastreamento é mostrado onde os dados de localização não foram transmitidos.

Os pilotos tentaram pousar em Grozny (GRV) duas vezes, mas recuaram, devido à densa neblina. Mais tarde, durante a terceira tentativa, houve uma ou mais explosões externas e alguns estilhaços penetraram na fuselagem, ferindo pessoas. Os estilhaços também danificaram uma das carenagens do flap esquerdo, juntamente com a empenagem da aeronave e os estabilizadores horizontais e verticais.

Em uma atualização, o presidente do Azerbaijão, Ilham Aliyev, disse hoje (29) que o avião azerbaijano que caiu na semana passada foi abatido pela Rússia, embora não intencionalmente, e criticou Moscou por tentar "abafar" a questão por dias. "Podemos dizer com total clareza que o avião foi abatido pela Rússia. (...) Não estamos dizendo que isso foi feito intencionalmente, mas foi feito", disse ele à televisão estatal do Azerbaijão. Aliyev disse que o avião foi atingido por fogo vindo do solo sobre a Rússia e "tornou-se incontrolável pela guerra eletrônica". Aliyev acusou a Rússia de tentar "abafar" a questão por vários dias, dizendo que estava "chateado e surpreso" com as versões dos eventos apresentadas por autoridades russas.

Uma das hipóteses mais prováveis é que a aeronave tenha sido alvo do sistema de artilharia antiaérea Pantsir-S1, haja vista que as explosões de proximidade são típicas dele e compatíveis com os padrões de estilhaços observados na aeronave.

Relatos do Azerbaijão, que só poderão ser confirmados após a degravação das caixas pretas, sugerem que a aeronave teve permissão negada para pousar em três aeroportos russos próximos, apesar de ter efetuado um pedido de emergência. Em vez disso teria recebido ordem de voar através do Mar Cáspio e se dirigir ao aeroporto de Aktau, no Cazaquistão.

A aeronave não caiu devido às explosões externas, que poderiam ser proveniente de fogo antiaéreo, mas sobrevoou o Mar Cáspio e os pilotos fizeram o possível para controlar sua atitude. Durante os últimos 74 minutos do voo, a velocidade vertical oscilou entre valores positivos e negativos mais de 105 vezes (os valores variam de -8300 a +8300 pés por minuto), o que indicava problemas graves de controle e a perícia dos pilotos em tentar controlá-la.

Após a queda, assim como nos vídeos produzidos por passageiros, verificou-se que aeronave apresentava danos severos, incluindo muitas marcas de estilhaços nos estabilizadores e nas asas, sugerindo uma explosão próxima. Relatos de testemunhas indicaram ferimentos, incluindo uma mulher atingida na perna e um comissário de bordo ferido no braço, bem como uma outra pessoa que teve o colete salva-vidas perfurado por estilhaços. “Houve uma explosão, mas não de dentro do avião”, disse um sobrevivente à mídia estatal russa, descrevendo danos à fuselagem e seu próprio colete salva-vidas perfurado por fragmentos.

Zulfugar Azadov, tripulante da equipe de cabine que sobreviveu, afirmou que três mísseis atingiram a aeronave. “Quando estávamos para pousar em Grozny, havia muita neblina e não conseguimos ver a área. Então, o piloto fez três círculos sobre a cidade e virou em outra direção. Foi nesse momento que ouvimos o som do primeiro baque. Aidan Khanum (outro comissário) e eu saímos para a cabine para acalmar os passageiros. Então eu senti que estava gravemente ferido no braço. Neste momento sentimos o segundo e o terceiro baque”, descreveu.

O comissário Asadov contou que depois das avarias, “o capitão decidiu que iríamos pousar na água. Demos as devidas instruções aos passageiros. Mandamos que colocassem coletes. Em seguida, o capitão nos informou que o avião pousaria no solo”. Segundo o tripulante, houve um milagre. “Eu não tinha esperança de sobreviver. Sobrevivemos graças ao heroísmo dos pilotos, isso é um milagre”.

Em se confirmando que os extensos danos à aeronave tiveram causa anterior ao impacto no solo, seja por fogo antiaéreo ou não, é necessário que se destaque a perícia dos pilotos e coragem e calma da tripulação, bem como a robustez do jato comercial Embraer E190, principais fatores responsáveis por salvar a vida de 29 pessoas.

Sendo assim, esta Consultoria reuniu algumas declarações, com o objetivo de destacar tais fatores.

Tripulação do voo J28243
Comandante: Igor Kshnyakin (falecido)
Primeiro Oficial: Aleksandr Kalyaninov (falecido)
Tripulação de cabine: Hokuma Aliyeva (falecida), Zulfugar Asadov e Aydan Rahimli.

Perícia dos pilotos; coragem e calma da tripulação
A tripulação do voo 8243 da Azerbaijan Airways realizou um esforço heroico por quase uma hora e meia para salvar seu avião depois de supostamente ter sido atingido por um míssil antiaéreo russo sobre Grozny, pois os pilotos conseguiram cruzar o Mar Cáspio e levar o avião para Aqtau, mas ele caiu ao tentar pousar um pouco antes, devido à falha total do sistema hidráulico. A hidráulica é a espinha dorsal dos sistemas de controle de uma aeronave — lemes, elevadores, trem de pouso e flaps — todos vitais para sua operação.

Com o título "Tripulação da Azerbaijan Airlines - Heróis no Céu", o especialista russo em aviação Kirill Klyuykov, residente em Dubai, assim se pronunciou:
Na recente tragédia do acidente do Embraer E190 da AZAL - Azerbaijan Airlines, destaca-se a bravura da tripulação. Como visto em várias filmagens do acidente, a cabine foi o primeiro e principal ponto de impacto com o solo, sofrendo o impacto da colisão. A cabine foi completamente destruída, acabando tragicamente com a vida do capitão Kshnyakin e do primeiro oficial Kalyaninov, que lutaram heroicamente para manter a aeronave no ar por mais de uma hora após sérios danos aos controles de voo e salvar a vida de 29 das 67 almas a bordo.

A tripulação de cabine mostrou incrível profissionalismo e bravura, mantendo os passageiros calmos durante todo esse tempo e prestando assistência em condições inimagináveis. Seus esforços, juntamente com o sacrifício dos pilotos, salvaram dezenas de vidas.

Os pilotos e a tripulação demonstraram uma coragem e profissionalismo irreais, vidas indispensáveis heroicamente sacrificadas no processo enquanto salvavam outras.

Aynel Gaziyeva, uma profissional de Gestão da Cadeia de Suprimentos (SCM) na Aztelekom, Azerbaijão, afirmou:
Embora seja importante aguardar a investigação oficial e os resultados da caixa preta antes de tirar conclusões sobre a causa do acidente, sinto-me compelida a reconhecer o excepcional profissionalismo e heroísmo demonstrados pelos pilotos e tripulantes Os pilotos Igor Kshnyakin e Alexander Kalyaninov fizeram o sacrifício final, afastando a aeronave de áreas povoadas e salvando 29 vidas no processo.

Um dos registros mais comoventes da cabine mostra uma jovem membro da tripulação, Hokuma Aliyeva. Apesar das terríveis circunstâncias, ela permaneceu calma e tranquilizou os passageiros com palavras de conforto, dizendo: "Tudo ficará bem". Sua postura exemplificou os mais altos padrões de profissionalismo e humanidade.

Esta tragédia destaca a dedicação e o heroísmo dos 
funcionários da AZAL - Azerbaijan Airlines, que mantêm a segurança e o profissionalismo mesmo nas situações mais desafiadoras. É esse compromisso que reforça minha confiança na AZAL como uma das companhias aéreas mais seguras, e continuarei a escolhê-la com confiança.

Frederico Fernandes, Diretor do Arab Aviation Summit e residente nos Emirados Árabes Unidos, também ressaltou a tripulação:
As aeronaves são maravilhas da engenharia, onde as redundâncias de tecnologia e segurança estão perfeitamente interligadas. Tanto que às vezes esquecemos que a barreira de segurança final é humana.

Quando tudo mais falha, há alguém treinado, capaz e disposto a lutar pela segurança de todos a bordo.

A tripulação deste trágico voo demonstrou extraordinária bravura e profissionalismo. Depois que sua aeronave foi atingida, eles lutaram para pilotar e pousar uma aeronave condenada, fazendo todo o possível para salvar vidas.

Minhas humildes honras e kudus
(Kudos é uma ferramenta de reconhecimento profissional e significa "elogio")  à memória do Capitão da Azerbaijan Airlines Igor Kshnyakin, do Primeiro Oficial Aleksandr Kalyaninov e da Comissária Hokuma Aliyeva, entre as 39 vidas perdidas. Seu heroísmo garantiu que 29 passageiros sobrevivessem.

Jato Embraer E190 - uma aeronave robusta há mais de 20 anos
O triste e lamentável acontecimento que ceifou tantas vidas inocentes, também acabou se tornando uma prova inconteste da robustez do jato Embraer E190 construído em 2013 que, mesmo duramente danificado, foi mantido no ar por seus pilotos durante o tempo necessário para cruzar o Mar Cáspio e tentar aterrissar no aeroporto de Aktau, no Cazaquistão, só não conseguindo devido aos graves danos sofridos no sistema hidráulico. Mesmo assim, sua forte estrutura ainda resistiu parcialmente a um choque no solo durante a tentativa de aterrissagem de emergência realizada mesmo com perda dos controles.

É relevante ressaltar que o Embraer E190 teve apenas outros dois acidentes fatais desde 2004, quando entrou em operação. Uma das quedas foi causadas por erro humano e a outra por um ato intencional, ambos atribuídos ao respectivo piloto.

Focando-se na questão da aeronave e de sua fabricante, a engenheira aeronáutica brasileira Mirelly Silveira, expressou sua opinião no texto abaixo editado:

Embraer orgulho nacional e, mais uma vez, um ícone de segurança global.

O jato que resistiu muito a um ataque de mísseis é uma prova viva da excelência de uma empresa que preza pela qualidade em cada mínimo detalhe. A chance de sobrevivência nesses casos é quase nula, mas não quando se trata da melhor e mais segura fabricante de aeronaves do mundo.

Claro, fatores humanos contam, e muito. Em memória do piloto, do copiloto e da comissária, que deram tudo de si para salvar o máximo de vidas, nossos mais profundos respeitos. Mas é inegável que nossa tecnologia nacional se destacou... blindada pela maestria e dedicação de milhares de engenheiros brasileiros.

Quando a notícia da queda foi divulgada, muitos já apontavam a empresa como "vilã". Mas, como desconfiar da Embraer? Qualidade nunca foi e nunca será um problema.

Recentemente, viajei pela Azerbaijan Airlines em um avião do mesmo modelo vindo de Baku. Durante o voo, após uma tempestade de gelo, realizamos um pouso de emergência na cidade de Ankara, e o avião estava lá, intacto.

Tive a honra de visitar as divisões de materiais da Embraer e da Embraer ELEB, onde os ensaios de materiais são realizados com uma precisão e inovação como nunca visto em nenhum outro lugar do mundo.

A visão da empresa: "Ser líder global em soluções aeroespaciais e de defesa, reconhecida pela excelência em tecnologia, qualidade e sustentabilidade".

O brasileiro é detalhista. A Embraer? Vai além dos detalhes!

Uma tripulação de heróis e uma aeronave robusta
O fato de 29 pessoas terem sobrevivido, bem como o relato dos sobreviventes, são claros indicativos de que os pilotos e comissários de bordo tiveram um procedimento profissional exemplar, adotando medidas oportunas e corretas para minimizar o impacto e proteger os ocupantes. A sobrevivência de parte significativa destes está, indubitavelmente, relacionada a tais medidas e à habilidade dos pilotos em tentar controlar a aeronave em circunstâncias gravemente adversas.

No tocante à aeronave, especialistas em aviação frequentemente destacam o jato Embraer 190 como sendo projetado com altos padrões de segurança e confiabilidade. A capacidade de sua estrutura suportar forças extremas, ainda que parcialmente, reflete esses padrões. No caso em tela, a robustez da aeronave foi integralmente demonstrada, considerando-se o cenário extremo enfrentado. Embora essa tenha sofrido danos severos, o fato de 29 pessoas terem se salvado indica que a estrutura do avião conseguiu preservar áreas críticas da fuselagem, proporcionando uma chance de sobrevivência para parte dos ocupantes.

Portanto, parece legítimo concluir que uma tripulação de heróis e uma aeronave robusta emergiram da tragédia do voo J28243 da Azerbaijan Airlines.

12 dezembro, 2024

Até 2026, Paquistão receberá aeronaves de patrulha marítima Embraer Lineage 1000 modificadas

*LRCA Defense Consulting - 12/12/2024

A Marinha do Paquistão está avançando suas capacidades marítimas com a próxima introdução, em 2026, de aeronaves Embraer Lineage 1000 modificadas. Estas aeronaves são uma variante do jato regional Embraer E190 com motor General Electric CF34-8 original.

Um jornalista e pesquisador de defesa baseado em Rawalpindi disse que um total de sete a oito aeronaves semelhantes deverão entrar em serviço após a conclusão do projeto. No entanto, outras informações indicam a possibilidade de até 10 aeronaves.

Como parte do projeto Sea Sultan, os jatos estão sendo convertidos pela Leonardo, pela Paramount Aerospace Systems (manutenção, reparo e revisão) e pela Aerosud para funções de patrulha marítima armada de longo alcance (LRMPA).

Equipadas com recursos de ponta, como medidas de suporte eletrônico (ESM), radar AESA, torpedos, cargas de profundidade e comunicações via satélite, essas aeronaves substituirão a antiga frota de P-3C Orion fabricadas pela Lockheed Martin.


O Almirante paquistanês Naveed Ashraf enfatiza o impacto estratégico dessas aeronaves de patrulha de última geração, complementando plataformas existentes como o ATR 72. A Marinha do Paquistão usa atualmente a aeronave RAS 72 Sea Eagle equipada com radar Leonardo Sea Spray. Este é capaz de realizar patrulhas marítimas de curto alcance. O RAS-72 é uma aeronave de patrulha marítima (MPA) baseada no ATR-72; a Marinha do Paquistão contratou a Rheinland Air Service (RAS) GmbH na Alemanha para o trabalho de conversão em 2016.

Conforme divulgou o portal Poder Aéreo, as aeronaves da Marinha do Paquistão deverão ser equipadas para conduzir uma ampla gama de missões, como guerra antissuperfície (ASuW), guerra antissubmarino (ASW), vigilância e reconhecimento de inteligência (ISR), inteligência eletrônica (ELINT), medidas de suporte eletrônico (ESM), comando e controle (C2) e busca e salvamento (SAR).

A solução paquistanesa seria em resposta à aquisição de 12 LRMPA (Long Range Maritime Patrol Aircraft) Boeing Poseidon P-8 pela Marinha Indiana e poderá ter implicações estratégicas para os submarinos indianos, que há muito permanecem uma ameaça ativa para navios de guerra do país.

05 novembro, 2024

United Nigeria reforça frota com seis aeronaves Embraer E190 e assina acordo sobre MRO

 


*Daily Trust, por Abdullateef Aliyu - 05/11/2024

A United Nigeria Airlines vai reforçar sua frota com seis novas aeronaves Embraer (E190), com a primeira das aeronaves chegando no último fim de semana.

A primeira aeronave registrada, SX-PTM, chegou ao Aeroporto Internacional Murtala Muhammed, em Lagos, em 31 de outubro de 2024 e foi inspecionada pelo presidente da empresa, Professor Obiora Okonkwo.

De acordo com a companhia aérea, embora a segunda aeronave seja esperada em breve, a transportadora espera mais duas no primeiro trimestre e outras duas no segundo trimestre de 2025.

Para impulsionar a expansão da frota e dar suporte à manutenção dela, a companhia aérea também assinou um acordo de parceria de joint venture com a Cronos Aviation para estabelecer uma unidade de Manutenção, Reparo e Revisão (MRO) na Nigéria.

Além disso, o presidente assinou outro acordo de codeshare e parceria inter-line com a Cronos.

Falando na assinatura dos memorandos de entendimento no escritório corporativo da companhia aérea em Ikeja, Lagos, Okonkwo afirmou que o compartilhamento de código permitirá que a United Nigeria expanda suas operações na região, já que a Cronos Aviation já opera em algumas partes da área da África Ocidental.

“O Interline e o Codeshare Agreement nos ajudarão a integrar serviços e fornecer operações regionais fortes e também ajudar em atividades comerciais. O Interline nos ajudará na quinta liberdade que está acontecendo no ecossistema de aviação na Nigéria”, disse ele.

Sobre a MRO, ele explicou que a Cronos já tem uma MRO na África do Sul, no Aeroporto Internacional OR Tambo, que está em operação há mais de 13 anos.

30 setembro, 2024

Vietjet Air está prestes a abrir voo direto entre Hanói e Con Dao em aeronaves da Embraer

Segundo informações da Administração de Aviação do Vietnã, a Vietjet Air planeja receber 2 aeronaves Embraer E190 para operar a rota Hanói - Con Dao em um futuro próximo.


*Anninh Tuddo - 29/09/2024

Nos próximos tempos, a Vietjet Air planeja receber 10 aeronaves, incluindo oito Airbus A321 e dois Embraer E190. Os aviões E190 serão utilizados por esta empresa para operar o voo direto Hanói - Con Dao.

Esta também é a linha de jatos regionais usada anteriormente pela Bamboo Airways para voar diretamente de Hanói para Con Dao. No entanto, desde abril de 2024, esta companhia aérea devolveu três aviões antecipadamente e interrompeu os voos para Con Dao durante o processo de reestruturação.

Recentemente, a Vietjet também recrutou pilotos e mecânicos para a frota E190. Com a participação desta companhia aérea, os passageiros têm mais opções, economizam tempo e dinheiro nesta rota específica. Porque, depois que a Bamboo Airways se retirou da rota Con Dao, os passageiros do Norte para esta localidade foram obrigados a fazer conexão via aeroporto Tan Son Nhat ou Can Tho, para depois continuarem viajando pela Vietnam Airlines ou Vasco ATR72.

Devido à pista curta de decolagem/pouso, o aeroporto de Con Dao só pode receber aeronaves como ATR72, E190 ou equivalente. Cada voo do ATR72 transporta no máximo 66 passageiros. Como o aeroporto de Con Dao não possui iluminação noturna, as companhias aéreas só podem operar durante o dia, com no máximo 30 voos por dia.

A procura de voos é elevada, enquanto a capacidade de transporte das companhias aéreas é limitada, por isso os preços dos bilhetes para Con Dao são sempre elevados.

Especificamente, as passagens de ida e volta da cidade de Ho Chi Minh - Con Dao custam geralmente cerca de 2,7 milhões de VND. A passagem aérea direta anterior da Bamboo Airways de Hanói para Con Dao custava nada menos que 3 milhões de VND só de ida. Se voarem do Norte, os passageiros terão que gastar cerca de 7 milhões de VND.

Em agosto, o Ministério dos Transportes propôs expandir a pista de Con Dao de 3000 para 4500 metros e construir uma nova pista de táxi paralela para acomodar aeronaves de grande porte, como A320, A321 e B737.

Porém, por coincidir com a expansão do aeroporto de Con Dao, este projeto ainda não foi implementado.

16 março, 2024

Aérea polonesa LOT escolherá entre Embraer e Airbus para entrega de 84 aviões


*Zonebourse - 16/03/2024

A transportadora nacional polaca LOT escolherá entre o seu atual fornecedor Embraer e a rival Airbus para a entrega de 84 novos aviões que planeia comprar para servir as suas rotas regionais, informou no sábado o Ministério da Propriedade do Estado.

A LOT enviará uma proposta às duas empresas num futuro próximo, disse o ministério num comunicado no seu site, acrescentando que planeia comprar até 110 aviões até 2028.

“A LOT deve tomar uma decisão estratégica: continuar a cooperação com o atual fornecedor (Embraer) no segmento regional ou mudar para uma plataforma concorrente (Airbus)”, afirmou o ministério.

“Em um futuro próximo, a empresa pretende enviar licitação para aquisição de 84 aeronaves regionais a dois fabricantes que ofereçam aeronaves que atendam aos requisitos. São eles a Embraer e a Airbus.

A LOT possui atualmente uma frota de 75 aeronaves, sendo mais da metade aeronaves Embraer e o restante Boeing B737 e B787.

(Reportagem de Alan Charlish; Edição de Clelia Oziel) 

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Saiba mais: 

- LOT se prepara para substituir as aeronaves regionais. Brasileiros [da Embraer] estão esfregando as mãos

- LOT Polish Airlines renova e expande contrato de serviços com a Embraer

07 março, 2024

NJE adiciona novo jato Embraer E190 à sua frota


*Avitrader - 07/03/2024

A National Jet Express (NJE), parte do Rex Group of Airlines, adicionou mais uma aeronave à sua frota, com sua mais recente aeronave Embraer E190 pousando em Perth, Austrália Ocidental, em 4 de março de 2024. Esta aeronave aumentará a frota NJE E190 das seis às sete e segue a recente introdução da nona aeronave De Havilland Dash 8-Q400 da NJE em outubro de 2023.

O diretor operacional interino da National Jet Express, Robin Furber, disse: “A expansão da frota da NJE ressalta nosso compromisso em atender à demanda cada vez maior dos setores de recursos por uma transportadora confiável com aeronaves modernas e com baixo consumo de combustível. A aeronave Embraer E190 é extremamente popular entre nossos clientes, pois oferece aos seus funcionários uma cabine silenciosa e confortável, com assentos amplos, excelente espaço para as pernas, cabine dois-dois lado a lado (sem assento do meio) e grandes armários superiores”.

A NJE também iniciou novos serviços regulares do E190 entre Perth e o novo Aeroporto West Musgrave, localizado na remota Austrália Ocidental, perto das fronteiras da Austrália do Sul e do Território do Norte. Esses novos serviços marcaram o terceiro novo aeroporto para NJE no mês passado, juntando-se a Gruyere e Gladstone na rede de rotas NJE.

01 janeiro, 2024

Air Dolomiti planeja adquirir cinco a seis aeronaves Embraer entre 2024 e 2025


*Hispaviación - 01/01/2024

Segundo o CEO da Air Dolomiti, Steffen Harbarth, a companhia aérea irá adicionar entre cinco e seis aeronaves a mais entre este ano de 2024 e o início do ano seguinte, 2025.

Harbarth disse: “Cada avião que adicionamos é uma pequena empresa. Uma aeronave Embraer precisa de 6 comandantes, 6 a 7 primeiros oficiais e 21 comissários de bordo. Além de 3 a 5 técnicos e mecânicos e 1 a 2 na administração. Em resumo, podemos dizer 40 pessoas, portanto, pelo menos 240 a contratar em 2024 para aumentar a frota." (N.E. - se for assim, serão seis aeronaves)

A companhia aérea, parte do grupo Lufthansa, opera atualmente 17 Embraer ERJ 190-200LR e três ERJ 190-100LR, com mais seis vindos da Lufthansa CityLine.

Com o aumento do número de aeronaves, o objetivo é impulsionar os serviços regulares para Frankfurt e Munique, especialmente a partir do norte de Itália.

19 dezembro, 2023

Air Burkina: um novo Embraer 190 para fortalecer a frota


*WakatSéra - 19/12/2023

A Air Burkina terá, nos próximos dias, um novo Embraer 190 que irá reforçar a sua frota. O avião que já se encontra em Ouagadougou foi visitado no sábado, 16 de dezembro de 2023, pelo Ministro dos Transportes, Mobilidade Urbana e Segurança Rodoviária, Roland Somda.

Trata-se de um Embraer 190 que tem “100 assentos, incluindo 12 em classe executiva” a bordo, segundo o Ministério dos Transportes.

O avião aguarda autorização da agência nacional de aviação civil antes de abrir as asas.

Segundo o ministério, “o poder público está a trabalhar para encontrar uma solução duradoura para tirar a empresa nacional da zona de turbulência que atravessa”.

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