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04 janeiro, 2025

Aeromot inicia 2025 com transformação e crescimento

Visita dos alunos do curso de Engenharia Aeroespacial da UFMG ao hangar da Aeromot na filial de Belo Horizonte, em 16/10/2024

*LRCA Defense Consulting - 04/01/2025

A Aeromot anunciou que as obras da primeira fase de reforma no seu novo hangar no Aeroporto da Pampulha, em Belo Horizonte, estão prestes a ser concluídas.

O novo hangar será um centro estratégico que ampliará suas operações, oferecendo um ambiente moderno e funcional para os clientes. Segundo a empresa, sua equipe estará operando no novo local muito em breve, comprometendo-se com cada detalhe do atendimento.

Essa conquista é um marco significativo para a empresa e representa o crescimento constante da Aeromot, bem como seu compromisso em oferecer soluções cada vez mais inovadoras e tecnológicas no setor de aviação, reforçando o seu foco no futuro e na construção de uma base sólida para atender às demandas dos clientes com excelência.

No vídeo abaixo, Leonardo Andrade, Gerente de Desenvolvimento de Negócios da Aeromot, destaca a importância dessa etapa e os planos que a movem rumo ao futuro. 


Parceria com o Centro de Estudos Aeronáuticos da UFMG
A Aeromot, referência nacional em tecnologia aeronáutica, firmou um acordo de colaboração com o Centro de Estudos Aeronáuticos (CEA) da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). A parceria entre as instituições busca impulsionar o desenvolvimento de soluções inovadoras voltadas para a mobilidade aérea regional, um setor estratégico para a expansão da infraestrutura de transporte no Brasil.

O acordo contempla a colaboração em projetos de pesquisa, inovação e desenvolvimento de aeronaves e tecnologias sustentáveis, visando atender às necessidades emergentes do mercado aeronáutico brasileiro. A parceria fortalecerá o intercâmbio de conhecimento técnico e científico entre os engenheiros e pesquisadores da Aeromot e do CEA-UFMG, com foco em projetos que promovam eficiência operacional, segurança e sustentabilidade no transporte aéreo regional.

"Estamos muito entusiasmados em unir forças com uma instituição de prestígio como o CEA-UFMG. Esta cooperação é um passo importante para avançarmos no desenvolvimento de soluções que irão transformar a mobilidade aérea regional no Brasil, atendendo à crescente demanda por conectividade e acessibilidade em regiões que carecem de infraestrutura de transporte eficiente", afirmou Leonardo Andrade, Gerente de Desenvolvimento de Negócios da Aeromot e ex-aluno pelo CEA.

Por sua vez, o coordenador do Centro de Estudos Aeronáuticos da UFMG, Prof. Joel Laguardia, destacou a relevância do acordo para a comunidade acadêmica: "Esta parceria permitirá que nossos pesquisadores e alunos estejam na vanguarda das inovações tecnológicas aplicadas à aviação. Além disso, contribuirá para o desenvolvimento econômico e tecnológico do país, reforçando o papel da UFMG como protagonista na pesquisa aeroespacial." Com este acordo, a Aeromot reafirma seu compromisso com a inovação e a busca por soluções que ofereçam alternativas seguras e sustentáveis para a mobilidade aérea regional, beneficiando o setor e a sociedade como um todo.

24 abril, 2024

WEG e Nexa firmam parceria para reutilização de resíduo de mineração no desenvolvimento de tintas líquidas anticorrosivas


*LRCA Defense Consulting - 24/04/2024

A WEG firmou parceria com a Nexa, uma das maiores produtoras de zinco do mundo, para o desenvolvimento de tintas líquidas anticorrosivas com adição da jarosita, resíduo derivado da metalurgia de zinco.

A nova solução terá como foco superfícies de aço de carbono e ferro fundido e deverá ter capacidade de conceder efeito protetivo, reduzindo o uso de matérias primas convencionais e promovendo a economia circular na indústria. Os primeiros resultados do projeto e estudos iniciais apontam que a tinta tem alta compatibilidade com resinas epóxi, alquídicas e acrílicas com ação eficaz contra corrosão.  

A parceria entre as duas empresas terá a duração de três anos, e conta com um investimento de R$ 4 milhões de reais, captados junto à Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) – agência pública para promoção do fomento à Ciência, Tecnologia e Inovação. O objetivo é que por meio desta iniciativa sejam desenvolvidas soluções inovadoras, somando a expertise da WEG em tintas e a Nexa em beneficiamento de resíduos de mineração e metalurgia.

“A WEG promove parcerias tecnológicas por meio da inovação aberta para acelerar o desenvolvimento e assim gerar soluções inovadoras, como neste caso em que se estuda o desenvolvimento de um revestimento que possa aproveitar o potencial anticorrosivo da jarosita que é um minério gerado no processo de beneficiamento do zinco.”, cita Rafael Torezan, Diretor Superintendente da WEG Tintas. “Esta importante iniciativa com a NEXA comprova o comprometimento da WEG no desenvolvimento de soluções inovadoras e sustentáveis", complementa.
 
O uso da jarosita como pigmento surgiu na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), com o apoio do professor Fernando Cotting, que promoveu os testes iniciais e apresentou a viabilidade de desenvolvimento da tinta.  
 
"A transformação da mineração e metalurgia para um caminho sustentável é possível e projetos como este demonstram isto. A economia circular é a melhor alternativa para os resíduos dispostos e a plataforma Mining Lab da Nexa fomenta e torna viável este tipo de desenvolvimento, alinhado às melhores práticas ESG. A parceria com a WEG acelera ainda mais, promovendo o desenvolvimento entre fornecedor e cliente e o projeto já nasce com uma cadeia bem definida”, afirma Caio Van Deursen, gerente de inovação da Nexa.  
 
Com a permanência do fornecimento de jarosita, a Nexa diminuirá os níveis de resíduos minerais da unidade de Juiz de Fora e continuará com a sua agenda de economia circular, descarbonização, legado positivo, produtividade e segurança, que fazem parte da estratégia ESG da companhia.  
 
Sobre a Nexa 
A Nexa Resources é uma das maiores mineradoras de zinco do mundo, além de produzir cobre e chumbo. Atua há mais de 65 anos nos segmentos de mineração e metalurgia, com operações localizadas no Brasil e no Peru e escritório em Luxemburgo, fornecendo seus produtos para todos os continentes do mundo. Seus colaboradores atuam, todos os dias, focados na construção da mineração do futuro, para ser cada vez mais sustentável, inovadora e com as melhores práticas de segurança e respeito às pessoas e ao meio ambiente. Desde 2017, suas ações são negociadas na Bolsa de Valores de Nova York, sendo seu acionista majoritário a Votorantim S.A. 

23 maio, 2022

Nióbio: UFMG desenvolveu revolucionário fungicida atóxico de tecnologia nacional

“Quase todo fungicida usado no Brasil é importado, e, além dos altos custos, é um produto de origem química/sintética que demanda cuidados em sua utilização devido aos diferentes níveis de toxidez. Desenvolvemos uma molécula de nióbio inédita e encontramos uma alternativa de grande potencial para esses problemas”


*Universidade Federal de Minas Gerais, por Isaura Mourão e Janaína Coelho - 23/05/2022

Pesquisadores da UFMG desenvolveram um fungicida de tecnologia nacional, totalmente atóxico e com eficiência comprovada em testes in vitro, in vivo e no campo. O fungicida, que também apresenta características de bioestimulação, vale-se de uma tecnologia que usa nanopartículas de nióbio em sua composição, resultando em um produto inovador e versátil no mercado.

“Quase todo fungicida usado no Brasil é importado, e, além dos altos custos, é um produto de origem química/sintética que demanda cuidados em sua utilização devido aos diferentes níveis de toxidez. Desenvolvemos uma molécula de nióbio inédita e encontramos uma alternativa de grande potencial para esses problemas”, explica o professor Luiz Carlos Oliveira, do Departamento de Química da UFMG.

O uso das nanopartículas de nióbio na agricultura começou a ser estudado pelo grupo do professor Oliveira em 2020, em decorrência do dilema enfrentado pelo agronegócio, especialmente com o complexo de doenças fúngicas hoje instalado na cultura de soja. O fungicida criado pelos pesquisadores da UFMG é inorgânico, uma vez que foi desenvolvido a partir do mineral nióbio, e de baixo impacto ambiental. Por ser atóxico, ele não provoca irritação ocular, efeito adverso comum nos defensivos agrícolas hoje comercializados.

Laboratório e campo
Na primeira fase de testes (in vitro), o produto já apresentou resultados promissores. Em um segundo momento, os testes foram realizados in vivo e, finalmente, no campo. Nesta última etapa, as avaliações são feitas por empresas especializadas em ambientes de testagens, onde a tecnologia enfrenta os desafios da vida real. Os primeiros testes estão sendo feitos em culturas de soja e têm confirmado os resultados apresentados nos laboratórios.

Luiz Carlos Oliveira explica que os testes mostram que a aplicação da nanoestrutura induz a formação de uma espécie de nanopelícula protetora nas folhas da soja, que atua como barreira molecular fotoativa e propicia uma proteção física, além de interferir no processo respiratório do fungo, evitando a sua proliferação. O professor lembra que estudos já realizados em diferentes cultivos, como sementes de milho, trigo e amendoim, também mostraram que o fungicida parece atuar como solução pós-colheita, propiciando proteção eficaz de grãos e sementes que ficarão armazenadas.

Ao comparar a eficácia do produto desenvolvido pela UFMG com aqueles mais usados no mercado, os estudos mostraram que a margem na eficiência de inibição do fungo foi similar em todas as concentrações testadas, com resultados próximos aos 100% de inibição quando em concentrações mais altas.

Em relação aos estudos feitos para a ferrugem de café, doença provocada por Hemileia vastatrix, que leva à queda precoce das folhas e à secagem dos ramos, os resultados, segundo Oliveira, foram ainda melhores quando comparados aos obtidos pelo produto-padrão, importado e mais usado em âmbito mundial. Nesse caso, a tecnologia da UFMG apresentou eficácia mais de duas vezes superior.

O engenheiro agrônomo Francisco Adriano de Souza, pesquisador da Embrapa Milho e Sorgo em Sete Lagoas, alimenta expectativas positivas em relação ao produto. “Se os resultados apresentados até o momento pelos pesquisadores da UFMG se confirmarem, e essa tecnologia passar pelo crivo de segurança ambiental e toxicológico, teremos um grande achado, a descoberta de uma nova classe de fungicidas”, afirma o pesquisador. Souza alerta para a necessidade de mais investimento nas pesquisas para que se conheça, com profundidade, a forma como produto age e os seus eventuais efeitos colaterais. “Essa descoberta pode contribuir para a segurança alimentar mundial”, prevê o pesquisador.

A efetividade da tecnologia em diferentes solos e climas está sendo testada em plantações de soja em cidades de Minas Gerais, São Paulo, Mato Grosso e Paraná. Neste último estado, o fungicida também já está sendo testado em culturas de milho e de trigo.

Mercado bilionário
O Brasil é o quarto maior consumidor de defensivos agrícolas do mundo (6,67%) em volumes totais, ficando atrás apenas da China, o maior consumidor mundial (41,94%), da União Europeia (13,71%) e dos Estados Unidos (11,96%). Esses produtos são utilizados especialmente nas culturas de soja, milho e algodão (54,84%), cana de açúcar (12,39%) e café (2,70%). Sua utilização no mercado mundial movimenta cerca de US$ 60 bilhões, considerando as 20 maiores indústrias do setor, sendo US$ 12,9 bilhões somente no Brasil.

A tecnologia desenvolvida pelos pesquisadores da UFMG tem potencial para movimentar o mercado, que hoje é dominado por dez empresas globais. De acordo com o professor Luiz Carlos, o pedido de patente já foi protocolado no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), e a tecnologia está licenciada para a Nanonib, startup com plataforma tecnológica sediada no Parque Tecnológico de Belo Horizonte (BH-TEC) que desenvolve materiais avançados de nióbio para aplicações nas áreas de saúde, energia, cosméticos e para o agronegócio.

A nanopartícula de nióbio já é objeto de pesquisas na UFMG há mais de dez anos, com ênfase em tecnologias direcionadas aos cuidados com a saúde, sobretudo em materiais para a odontologia, cosméticos e energia renovável. Os estudos da UFMG com a nanopartícula já resultaram no depósito de 11 pedidos de patentes no INPI. Na pandemia, os estudos acabaram direcionados ao combate ao vírus Sars-CoV2, resultando em produto com ação antisséptica para as mãos que inativam o vírus instantaneamente.

19 outubro, 2021

Startup criada dentro da UFMG desenvolveu spray anti-Covid à base de nióbio


*Panorama Farmacêutico - 18/10/2021

Uma startup mineira desenvolveu um spray anti-Covid à base de nióbio que, segundo os criadores, pode proteger as mãos por até 24 horas contra o novo coronavírus.

Uma parte do financiamento do projeto foi custeada com recursos da Finep (Financiadora de Estudos e Projetos), empresa pública vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações. Cerca de R$ 500 mil foram recebidos por meio de um edital específico de combate à Covid-19.

Segundo Luiz Carlos Oliveira, sócio da Nanonib e professor do departamento de Química da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais), o spray, chamado Innib 41, foi produzido a partir de uma molécula desenvolvida antes da pandemia. Ela tem ação contra vírus e também 18 tipos de bactérias resistentes, ele conta.

O produto já foi submetido para a avaliação da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) e ainda aguarda parecer. No processo, ao menos quatro reuniões foram feitas com o órgão regulador.

O começo da produção deve ocorrer somente depois da resposta da agência, de acordo com os pesquisadores. Para essa etapa, eles contam com outros investidores, além dos recursos do ministério.

Antes de ser submetido à Anvisa, o spray passou por pesquisa em laboratório e foi testado em 300 pessoas. Oliveira explica que o spray não é tóxico pelo fato de usar baixa concentração de nióbio, minério que é o 41º elemento da tabela periódica .

“Submetemos o produto a uma empresa especializada em testar toxicidade em moléculas novas com metodologia reconhecida internacionalmente. Todos os estudos de segurança e eficácia foram feitos e mostraram que o produto não é tóxico, podendo ser usado também em crianças”, conta o pesquisador.

Segundo Oliveira, o projeto foi pensado para Covid para ajudar principalmente as pessoas que não conseguem higienizar as mãos com muita frequência, como operadores de caixa de supermercado e motoristas de aplicativos. A remoção, em caso de necessidade, pode ser feita apenas com água –sabão não é essencial para isso, de acordo com o cientista.

Nanonib
A Nanonib é uma startup criada dentro da UFMG pelos professores Oliveira, Jadson Belchior e Cinthia de Castro. A empresa é especializada em produtos à base de nióbio. Os responsáveis começaram a trabalhar com esse minério pelo fato de o Brasil ser o maior produtor e exportador de nióbio do mundo.

“Nós vimos que essa seria uma oportunidade de achar aplicações diferentes para o nióbio”, afirma Oliveira.

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) é um entusiasta do nióbio. Ele citou o elemento químico antes e durante a campanha eleitoral de 2018. Já eleito, ele também não deixou que fosse esquecido.

Em visita ao Japão em 2019, por exemplo, ele disse que o Brasil aproveita mal o metal, que pode ser usado em gasodutos, turbinas e até em foguetes espaciais e reatores nucleares.

Na semana passada, Bolsonaro participou da abertura da 1ª Feira Nacional do Nióbio, em Campinas (SP), ao lado do ministro Marcos Pontes (Ciência). Na ocasião, o chefe do Executivo destacou a importância do mineral para o país.

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