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26 julho, 2025

Terras raras: o tesouro mineral que pode redefinir a soberania e a defesa do Brasil no Século XXI



 *LRCA Defense Consulting - 26/07/2025

Em um tabuleiro geopolítico cada vez mais complexo, onde a disputa por recursos estratégicos se acirra, o Brasil emerge como um protagonista inesperado. Detentor da segunda maior reserva mundial de terras raras — um grupo de 17 elementos químicos vitais para a tecnologia moderna e, crescentemente, para a defesa nacional —, o país se encontra no centro de uma "corrida do ouro do século XXI" e a discussão sobre o potencial e os desafios das terras raras brasileiras nunca foi tão pertinente.

Esta reportagem mergulha na importância dessas riquezas, nos dilemas enfrentados pelo Brasil e, crucialmente, na intrínseca ligação entre as terras raras e a capacidade do país de proteger sua soberania e avançar em um cenário global dinâmico.

O que são e por que valem tanto
As terras raras são um conjunto de 17 elementos químicos, como neodímio, praseodímio e disprósio, que, apesar do nome, não são tão "raros" na crosta terrestre. A raridade reside na dificuldade e nos desafios econômicos e ambientais de sua extração, separação e purificação. Suas propriedades magnéticas e condutoras únicas os tornam insubstituíveis na fabricação de alta tecnologia: de smartphones e veículos elétricos a turbinas eólicas e equipamentos médicos de ponta.

No campo da defesa, a relevância é ainda maior. Esses minerais são a espinha dorsal de sistemas de armas avançados, conferindo precisão, eficiência e capacidade de resposta que definem a superioridade militar na era moderna.

O gigantismo do Brasil em reservas
O Brasil detém aproximadamente 23% das reservas globais de terras raras, estimadas em impressionantes 21 milhões de toneladas. Este volume coloca o país em uma posição de destaque, atrás apenas da China, que concentra cerca de 49% do total mundial. Esse patrimônio mineral está distribuído em regiões estratégicas, como a Bacia do Parnaíba (Maranhão, Piauí e Ceará), Minaçu (Goiás), e áreas na Bahia, Amazonas e Minas Gerais.

Estudos do Serviço Geológico do Brasil (SGB) apontam um potencial econômico estratosférico: com a exploração, processamento e refino adequados, o país poderia agregar R$ 243 bilhões anuais ao Produto Interno Bruto (PIB) nos próximos 25 anos.

O domínio chinês e a busca por alternativas
Apesar de suas vastas reservas, o Brasil figura com uma participação modesta de apenas 1% na oferta global, produzindo cerca de 20 toneladas em 2024, um contraste gritante com as 270 mil toneladas da China. Pequim não apenas domina a produção (70% global), mas também detém o quase monopólio do processamento (92%), controlando a cadeia de valor.

Essa concentração gera uma dependência estratégica alarmante para o Ocidente, que busca desesperadamente diversificar suas fontes. Os Estados Unidos, em particular, têm direcionado seu olhar para o Brasil, sinalizando abertamente o interesse em acordos comerciais para acessar esses minerais críticos, em meio a tensões comerciais e ameaças de tarifas. A resposta brasileira (pelo menos no discurso) tem sido enfática na defesa da soberania nacional, priorizando também uma futura agregação de valor e o processamento interno.

Os desafios da exploração e o caminho brasileiro

A baixa produção brasileira não reflete apenas a falta de recursos, mas sim uma série de entraves:
- Licenciamento ambiental demorado: a burocracia para obter licenças para mineração é um gargalo significativo.

- Carência de tecnologia: o Brasil ainda carece de know-how e infraestrutura para as etapas de separação e refino, que agregam maior valor aos minerais. Especialistas apontam que a China detém essa tecnologia, o que encarece a importação de produtos já processados.

- Falta de investimentos: embora haja interesse estrangeiro, os aportes ainda não são suficientes para impulsionar a cadeia produtiva em larga escala.

- Impactos socioambientais: a mineração de terras raras é poluente e tem gerado conflitos em áreas como Minaçu (Goiás), onde processos minerários se sobrepõem a assentamentos rurais e comunidades tradicionais, exigindo regulamentação clara e atenção às populações locais.

Apesar dos desafios, há um movimento crescente para reverter esse quadro. O Ministério de Minas e Energia (MME) traçou a meta ambiciosa de posicionar o Brasil entre os cinco maiores produtores globais em poucos anos. Projetos como a Mineração Serra Verde, em Minaçu (GO), já em produção comercial, e os investimentos da australiana Meteoric Resources em Poços de Caldas (MG), demonstram o potencial. Iniciativas como a criação de um fundo de R$ 1 bilhão para pesquisa mineral, o Centro de Inovação e Tecnologia para Ímãs de Terras Raras do Senai e a aquisição de um laboratório-fábrica pela FIEMG visam desenvolver a tecnologia e a industrialização nacional.

Locais de maior incidência do extrativismo de terras raras

Terras raras e a defesa nacional: o ativo estratégico
A relação entre terras raras e defesa é um capítulo fundamental na estratégia de segurança de qualquer nação. Para o Brasil, essa conexão é duplamente importante, dado o vasto potencial do país.

As terras raras são componentes indispensáveis na fabricação de equipamentos militares avançados. A capacidade de desenvolver e manter uma indústria de defesa autônoma e moderna depende diretamente do acesso seguro a esses minerais. A dependência de fontes externas pode comprometer a capacidade operacional das Forças Armadas e a autonomia do país em decisões cruciais.

Motor da tecnologia militar
A aplicação de terras raras eleva o nível tecnológico dos sistemas de defesa. Elas são essenciais em:

- Sistemas de comunicação avançados: radares e sistemas via satélite, garantindo transmissões rápidas e seguras.

- Mísseis guiados: motores de precisão e sistemas de guiamento que tornam os mísseis mais exatos e letais.

- Tecnologias de detecção: sensores, lasers e equipamentos de visão noturna, cruciais para a vigilância e a identificação de alvos.

- Aeronaves e submarinos: componentes que contribuem para a leveza, eficiência e desempenho de motores e sistemas eletrônicos em plataformas militares complexas.

Vulnerabilidade da dependência externa
O quase monopólio chinês representa um risco geopolítico imenso. Em caso de conflitos ou restrições de exportação, a interrupção no fornecimento poderia paralisar a produção e a manutenção de equipamentos vitais, afetando severamente a segurança nacional.

Políticas de segurança de suprimento

O governo brasileiro tem implementado políticas para mitigar esses riscos. A discussão sobre uma Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos é um passo importante para definir quais minérios são essenciais para a defesa. O investimento em P&D, incentivos fiscais e parcerias estratégicas (que não comprometam a soberania) buscam desenvolver uma cadeia produtiva interna robusta.

A "compra" de minas brasileiras e o que isso significa
A questão da "compra" de minas brasileiras de terras raras por entidades estrangeiras é complexa e merece atenção. Embora não haja um registro generalizado de aquisições diretas de grandes minas brasileiras de terras raras por empresas estatais chinesas, o que se observa é uma forte influência por meio de acordos estratégicos. 

O caso da Mineração Serra Verde, em Minaçu (GO), é emblemático. Apesar de ter recebido investimentos significativos de fundos americanos e ser a única produtora de terras raras pesadas em escala fora da Ásia, sua produção está, em grande parte, contratualmente comprometida com a China até pelo menos 2027. Isso ocorre porque a China detém o monopólio quase absoluto da tecnologia de processamento e separação desses elementos. Essa situação, onde a produção de uma mina estratégica é direcionada a um único país com capacidade de processamento, levanta sérias questões sobre a soberania e o controle do Brasil sobre seus próprios recursos. Mesmo que a propriedade da mina não seja chinesa, o destino de sua produção é. Isso significa que, na prática, o Brasil continua a ser um exportador de matéria-prima, sem agregar valor internamente e sem garantir o suprimento para sua própria indústria de defesa ou para aliados estratégicos.

Outro exemplo relevante é a venda da Mineração Taboca, controladora da Mina de Pitinga (AM), para uma estatal chinesa, que reacendeu discussões sobre soberania nacional. A Mina de Pitinga é rica em cassiterita, nióbio, terras raras e urânio. Especialistas alertam que a transferência de controle para empresas estrangeiras pode resultar na perda de domínio sobre recursos críticos, comprometendo a capacidade do Brasil de desenvolver sua própria indústria de alta tecnologia e defesa. 

A australiana Meteoric Resources, por exemplo, adquiriu o projeto Caldeira em Minas Gerais, um importante depósito de terras raras de argila iônica, e está buscando financiamento, inclusive do governo brasileiro, para desenvolver a cadeia de valor. 

A implicação para o Brasil é clara: a ausência de infraestrutura e know-how para o processamento de terras raras nos torna vulneráveis. A "compra" da produção, mesmo sem a aquisição da mina, é uma forma de controle que impede o País de usar seus recursos como alavanca geopolítica e de segurança nacional. Para reverter esse quadro, é imperativo que o Brasil invista massivamente em tecnologia de processamento e em toda a cadeia de valor, garantindo que a riqueza extraída do solo brasileiro beneficie primeiramente o desenvolvimento nacional e a defesa.

Espera-se que Serra Verde produza pelo menos 5.000 toneladas (t) de óxido de terras raras anualmente. Crédito: Serra Verde.

Futuro da defesa com terras raras
As perspectivas para a defesa nacional brasileira estão diretamente ligadas à capacidade do País de transformar suas reservas em produtos de alto valor agregado. A demanda por equipamentos militares mais leves, eficientes e de alto desempenho continuará a crescer. Investimentos em infraestrutura, capacitação de mão de obra e políticas públicas que conciliem desenvolvimento econômico com sustentabilidade ambiental serão fundamentais para que o Brasil não apenas utilize esses recursos para sua própria segurança, mas também se posicione como um fornecedor estratégico e confiável no cenário global.

Nióbio e grafeno: outros pilares da defesa nacional
Além das terras raras, o Brasil possui outras riquezas minerais que são igualmente estratégicas para a defesa nacional: o nióbio e o grafeno. O país detém as maiores reservas mundiais de nióbio, sendo o principal produtor global, com cerca de 98% das reservas globais. Este metal é fundamental para a produção de ligas metálicas de alta resistência e leveza, essenciais na indústria aeroespacial e de defesa. O nióbio é empregado em componentes de aeronaves, mísseis, veículos blindados e navios, onde a redução de peso e o aumento da durabilidade são cruciais para o desempenho e a segurança. Sua capacidade de formar superligas o torna indispensável para motores a jato e turbinas, que operam em condições extremas, e também é usado em supercondutores e na indústria de inteligência artificial e armamentos avançados.

Já o grafeno, derivado do grafite (mineral abundante no Brasil, que possui a segunda maior reserva mundial e é o terceiro em reservas, com cerca de 22% das reservas globais de grafite), é considerado o "material do futuro" devido às suas propriedades extraordinárias: é o material mais fino, mais forte e mais condutor de eletricidade e calor conhecido, sendo 200 vezes mais forte que o aço. Na defesa, o grafeno promete revolucionar diversas áreas: desde o desenvolvimento de armaduras mais leves e resistentes, passando por sensores ultrassensíveis para detecção de ameaças, até a criação de eletrônicos flexíveis e transparentes para equipamentos de comunicação e visão. Sua aplicação em baterias e supercapacitores pode aumentar significativamente a autonomia de drones e veículos militares. 

O domínio da cadeia de valor do nióbio e o investimento em pesquisa e desenvolvimento de grafeno são, portanto, cruciais para que o Brasil não apenas fortaleça sua indústria de defesa, mas também se posicione na vanguarda da inovação tecnológica militar global.

A encruzilhada geopolítica: China, EUA e Brasil
O Brasil se encontra em uma posição delicada, mas também privilegiada. O interesse dos EUA pode abrir portas para investimentos e mercados, aliviando pressões comerciais. Contudo, a China permanece o principal destino das exportações minerais brasileiras, e manter boas relações com Pequim é crucial para a balança comercial. A decisão do governo brasileiro exigirá habilidade diplomática para negociar com ambas as potências, sem comprometer a soberania nacional ou os laços comerciais já estabelecidos.

Oportunidade histórica

As terras raras, o nióbio e o grafeno representam uma oportunidade histórica para o Brasil. A transição de um mero detentor de reservas para um ator relevante na cadeia de valor global desses minerais é um caminho complexo, mas imperativo. Superar os desafios técnicos, ambientais e sociais, e investir maciçamente em pesquisa, desenvolvimento e industrialização, permitirá ao país não apenas impulsionar sua economia, mas também fortalecer sua capacidade de defesa e consolidar sua posição como uma potência emergente no cenário geopolítico mundial. 

A "corrida do ouro do século XXI" está em seu auge, e o Brasil tem em mãos um dos maiores tesouros para moldar seu próprio destino.

12 novembro, 2024

CBMM inaugura a maior unidade de produção de ânodos de Nióbio do mundo

 


*LRCA Defense Consulting - 12/11/2024

A CBMM, líder global na produção e comercialização de produtos de Nióbio, inaugurou oficialmente a primeira unidade de fabricação em volume do mundo dedicada à produção da tecnologia de material de ânodo ativo XNO® de carregamento ultrarrápido de propriedade da Echion Technologies. 

A nova instalação, localizada em Araxá (MG), é a maior unidade de produção de ânodo à base de Nióbio do mundo, com capacidade de produção de 2.000 toneladas por ano de XNO®, equivalente a 1 GWh de células de íons de lítio.

Essa instalação permite que a Echion produza XNO® em larga escala para atender à demanda mundial do produto. A parceria estratégica entre CBMM e Echion garante uma cadeia de suprimentos robusta e confiável para o XNO®.

Para a inauguração da nova planta, foi realizada uma cerimônia de inauguração com a presença da CBMM, Echion, clientes, autoridades, representantes do governo, além da participação da imprensa.

Parceria estratégica

A inauguração é um marco significativo na parceria estratégica entre a CBMM e a Echion Technologies e representa um grande avanço no objetivo conjunto das empresas de expandir o uso de Nióbio na produção de baterias. Além de impulsionar a inovação tecnológica, a nova planta reflete o compromisso da CBMM em contribuir para um futuro mais sustentável por meio de tecnologias avançadas.

O material de ânodo à base de Nióbio, tecnologia chamada de XNO®, permite que as baterias de íons de lítio sejam carregadas de forma ultrarrápida e com segurança, mantendo altas densidades mesmo em temperaturas extremas, além de fornecer alta potência, com vida útil de mais de 10.000 ciclos. O XNO® foi projetado especificamente para permitir que veículos pesados industriais, comerciais e de transporte operem com alta produtividade e apresentem o menor custo total de propriedade.

"A abertura desta planta de produção cria capacidade de fornecimento robusta para atender à significativa demanda comercial que temos pelo XNO®. O XNO® já está impactando de forma positiva nossos clientes de fabricação de células, OEMs downstream, e usuários finais. A Echion está começando a negociar em grande escala e isso é um marco importante para o crescimento da empresa. Gostaria de agradecer à CBMM pela parceria contínua com a Echion e por levar o XNO® à produção em massa", afirmou Jean de La Verpilliere, CEO da Echion Technologies.

A CBMM estabeleceu uma meta de atingir 30% de sua receita proveniente de produtos não siderúrgicos até 2030. Anualmente, a Companhia investe R$250 milhões em seu Programa de Tecnologia. Essa parceria com a Echion é fundamental para maximizar o potencial de novos materiais, focando no desenvolvimento de ânodos que incorporam Nióbio, aumentando a eficiência e a durabilidade das baterias. Como parte de seu plano estratégico de crescimento, a CBMM objetiva atingir uma capacidade de 20 mil toneladas de óxido de Nióbio para baterias até 2030.

Ricardo Lima, CEO da CBMM, declarou que "Na CBMM, esperamos um crescimento acelerado no setor de baterias nos próximos anos. Assim, estamos orgulhosos de comemorar os frutos desta parceria que reforça nosso Plano de Sustentabilidade e se alinha às tendências globais de descarbonização e promoção da eletrificação. Essa inauguração é um marco na nossa história e permite que a CBMM continue transformando ciência em tecnologia, e tecnologia em negócios".

17 setembro, 2024

Com Cerakote, DLC, nióbio, grafeno e sem parafusos, Taurus prepara o lançamento de uma submetralhadora disruptiva

Fuzil com um acabamento Cerakote personalizado de camuflagem urbana feito pela Blowndeadline Custom Cerakote
 
*LRCA Defense Consulting - 17/09/2024

A SSS Defense, empresa indiana com a qual a CBC possui uma joint venture para produção de munições para armas leves na Índia, está divulgando nesse país as vantagens do revestimento de Cerakote e, recentemente, fez uma parceria com uma estatal indiana visando o emprego desse material em armamentos.

No Brasil, a Taurus Armas utiliza o produto como revestimento para suas armas há vários anos e, inclusive, fez um upgrade no material quando desenvolveu, em conjunto com a Cerakote®, uma tinta especial com Grafeno em sua composição, que protege e torna as armas mais resistentes a riscos e outros danos aos equipamentos. A multinacional brasileira está agora finalizando o desenvolvimento de um novo upgrade, com a adição de nióbio à mistura.

Mockup da revolucionária submetralhadora Taurus (imagem borrada intencionalmente)

A propósito, a Taurus Armas S.A. deverá lançar, no início de 2025, uma nova e revolucionária submetralhadora (SMG), que será caracterizada por ser a arma de sua categoria com mais tecnologia embarcada no mundo, haja vista combinar diversas tecnologias inovadoras e disruptivas, como nióbio, grafeno e polímero de fibras longas (injetados no metal), cano com DLC (Diamond Like Carbon) e revestimento em Cerakote Graphene. Além disso, seu peso será inferior a 2,5 Kg e, em mais um pioneirismo mundial da Taurus, não terá nenhum parafuso.

Tais tecnologias estão chamando a atenção de autoridades militares e policiais dos Estados Unidos, que solicitaram à empresa maiores informações sobre a arma. 

Conforme o interesse dos consumidores, a submetralhadora já poderá sair de fábrica dotada de supressor de ruído (silenciador), acessório que a Taurus começou a produzir em 2023, lançando uma linha completa (também com tecnologia disruptiva) na LAAD do ano passado.

Confira abaixo, em uma das reportagens indianas, os empregos e as vantagens do revestimento em Cerakote.
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Aspecto furtivo do revestimento em Cerakote

CERAKOTE by SSS Defence for ARDE

*Alpha Defense, por Prafal Kumar - 06/09/2024

O Armament Research and Development Establishment (ARDE), parte da Defense Research and Development Organization (DRDO) da Índia, fez uma parceria oficial com a SSS Defence para avançar o desenvolvimento e a aplicação da tecnologia de revestimento Cerakote para armas pequenas. Esta colaboração visa aumentar a durabilidade e o desempenho de componentes críticos de armas de fogo, como canos, ferrolhos e receptores. A visão de longo prazo da ARDE é expandir o uso do Cerakote para componentes e sistemas maiores, com base em testes e avaliações bem-sucedidos.

Como parte do acordo, a SSS Defence , uma empresa de defesa indiana líder e aplicadora certificada Cerakote, projetará e estabelecerá uma instalação de processamento para essa finalidade. A instalação pode ser semiautomática ou totalmente automática, dependendo dos requisitos operacionais. O escopo do projeto inclui a entrega de 200 unidades de componentes revestidos de cerâmica — fornecidos pela ARDE — para testes e avaliações rigorosos.

Cerakote é um revestimento de arma de fogo à base de cerâmica conhecido por sua durabilidade excepcional , resistência à corrosão e resistência ao desgaste. Ele fornece um alto nível de proteção contra arranhões, abrasão e produtos químicos, tornando-o ideal para uso em armas de fogo. Além dos benefícios de desempenho, o Cerakote oferece opções de personalização por meio de uma variedade de cores e acabamentos, permitindo aprimoramentos estéticos e funcionais.

Principais especificações do Cerakote

- Dureza : O revestimento deve ter um nível de dureza entre 8-10 na escala de Mohs. A Escala de Mohs é uma escala qualitativa usada para medir a dureza de materiais com base em sua capacidade de arranhar substâncias mais macias. Ela varia de 1 a 10 , com 1 sendo o mais macio (como talco) e 10 sendo o mais duro (como diamante). A escala ajuda a determinar o quão resistente um material é a arranhões e desgaste. Espera-se que o revestimento Cerakote tenha uma dureza entre 8-10 na escala de Mohs , o que significa que é bastante duro e resistente à abrasão, com 8 correspondendo a materiais como topázio e 10 ao diamante.

- Norma ASTM D3363
: A norma ASTM D3363 é um método usado para determinar a dureza de revestimentos usando testes de dureza de lápis. Este teste envolve pressionar lápis com grafites de dureza variável (graduados de macios a duros) contra a superfície revestida para avaliar sua resistência a indentação ou arranhões. O objetivo é encontrar o lápis mais duro que pode ser usado sem danificar o revestimento, o que fornece uma medição consistente da dureza do revestimento.

- Propriedades Térmicas: O revestimento é projetado para suportar temperaturas de até 600°C . Após a exposição, os componentes passarão por inspeções visuais para avaliar qualquer dano.

- Resistência à corrosão: Os componentes revestidos devem passar por um teste de banho de sal de 1000 horas, garantindo alta resistência à corrosão. Os testes seguirão o padrão ASTM B117 .

- Espessura: O revestimento Cerakote terá uma espessura entre 10-25 µm, com dois componentes testados usando métodos destrutivos e não destrutivos.

- Propriedades de Adesão
: O revestimento deve exibir excelente adesão, com classificação 5B.

- Inspeção visual: Cada componente revestido com Cerakote passará por uma inspeção visual para confirmar que a superfície está lustrosa e livre de buracos, bolhas, esfoliação ou áreas não revestidas.

Aspectos furtivos do Cerakote

- Reflexão e Stealth
O Cerakote pode ser aplicado em acabamentos foscos que reduzem a reflexão da superfície. Isso é crucial para operações militares e táticas, onde as reflexões podem expor um atirador ou equipamento sob dispositivos de visão noturna (NVDs). Um revestimento não reflexivo ajuda a manter a furtividade, minimizando a chance de detecção sob luz infravermelha (IR) usada por sistemas de visão noturna.

- Gerenciamento de Assinatura Infravermelha
Alguns revestimentos Cerakote são projetados para ter propriedades reflexivas infravermelhas, o que significa que refletem menos luz IR, o que pode ajudar a reduzir a assinatura de calor do objeto revestido. Isso torna mais difícil para o objeto ser detectado por dispositivos de visão noturna ou sistemas de imagem térmica, melhorando a camuflagem em ambientes com pouca luz.

- Personalização para Ambiente
O Cerakote oferece uma ampla gama de cores e acabamentos que podem ser personalizados para ambientes específicos. Por exemplo, revestimentos mais escuros e não reflexivos podem se misturar melhor em paisagens noturnas, o que é benéfico para operações conduzidas usando visão noturna, garantindo que o equipamento não se destaque sob NVDs.

25 agosto, 2024

Indo-MIM é a maior exportadora de defesa da Índia e uma referência para o novo negócio da Taurus

Na LAAD Security & Defence 2024, a Taurus expôs, pela primeira vez em uma feira do setor, algumas de suas peças com a tecnologia M.I.M.


*LRCA Defense Consulting - 24/08/2024

O maior exportador privado de produtos de defesa da Índia não é o Tata Group com seus múltiplos acordos, ou outro player gigante do setor, como o Mahindra Group ou o Kalyani Group, que fechou acordos com a Armênia para suas armas de artilharia. Dados do Ministério da Defesa desse país divulgados nesta semana mostram que a Indo-MIM, sediada em Bengaluru, ocupa o primeiro lugar. 

Fundada em 1996, a Indo-MIM se tornou líder global em produtos de moldagem por injeção de metal (M.I.M.), atendendo clientes em mais de 45 países nas Américas, Europa e Ásia. Como um produtor de peças MIM totalmente integrado, destaca-se em design, ferramentas, materiais e operações abrangentes de acabamento e montagem. Além disso, é especializada em moldagem por injeção de cerâmica (CIM), fundição de investimento (IC), manufatura aditiva/impressão 3D, usinagem de precisão e soluções de automação. A Indo-MIM é a maior empresa de M.I.M. do mundo, com uma instalação bem estabelecida em Bangalore, Índia, e Texas, EUA, desenvolvendo mais de 6.000 variedades de peças/componentes M.I.M. para vários segmentos, como defesa, automotivo, consumidor, médico e aeronáutico.

Taurus: hub de peças para unidades produtivas no mundo
Somente duas fábricas de armas tem a tecnologia M.I.M. no mundo, e a Taurus é a única no Hemisfério Sul.

Em uma arma, estão presentes cerca de 14 peças de M.I.M. e a empresa, hoje, fabrica mais de 110 mil dessas peças por dia. A unidade fabril de São Leopoldo (RS) é a responsável pela fabricação e distribuição de peças M.I.M. para todas as unidades produtivas (Brasil, EUA, Índia e, provavelmente, Arábia Saudita).

Como a CBC, controladora da Taurus Armas S.A., adquiriu cerca de 27% do Grupo Colt CZ neste ano, a alta direção da Taurus já visitou as sedes da CZ, na República Tcheca, e da Colt CZ, nos Estados Unidos, enquanto que a equipe da Colt CZ, por sua vez, esteve em visita à Taurus, em São Leopoldo. Durante essas visitas, foram encontradas importantes sinergias entre as duas empresas, que devem potencializar a produção da Taurus. A primeira delas se transformará em um novo e promissor negócio para a multinacional gaúcha, representado pela produção de peças M.I.M. e de peças usinadas por processo robótico (Taurus 4.0) para uso em armas produzidas pelo Grupo Colt CZ em várias partes do mundo.

Um novo centro de negócios
Em 2021, a Taurus Armas adquiriu o mais moderno e atualizado equipamento para processamento M.I.M. Fabricado pela empresa alemã Cremer Thermoprozessanlagen GmbH - líder mundial em fornos contínuos de debinding e sinterização - o MIM Master NEO XL é a mais recente tecnologia da Cremer para a produção em larga escala de peças metálicas complexas com alta produtividade e significativa redução de custos de energia e operação.

Em 2024, a empresa, em linha com a estratégia de investimento em tecnologia de equipamento e em pesquisa e desenvolvimento de materiais, anunciou que está previsto para o 2º semestre a chegada de um novo forno elétrico contínuo de M.I.M. O equipamento proporcionará maior eficiência e produtividade, além da utilização de maior gama de ligas metálicas (grafeno, nióbio etc.), levando à uma significativa redução de custos. 

Com esse forno de última geração, que deverá começar a operar ainda neste ano, a Taurus dobrará a capacidade instalada do M.I.M., o que permitirá ampliar a venda para terceiros em diferentes negócios e mercados, com o M.I.M. se tornando um novo centro de negócios da Taurus.

O novo forno, combinado com a utilização da fórmula própria do composto (veja abaixo), além de gerar uma economia de custos de cerca de 25% e tornar a empresa independente de fornecedores estrangeiros desse material, possibilitará dobrar as vendas de produtos M.I.M., podendo gerar uma significativa receita adicional, já que a intenção da empresa é passar a ofertar tais produtos em nível global, diferentemente do âmbito local atual. Isso sem contar com a eventual comercialização do próprio composto M.I.M. produzido pela Taurus.

Como está explicado em detalhes no último item desta matéria, a importância do processo M.I.M reside no fato de ser capaz de produzir grandes quantidades de peças de altíssima complexidade geométrica, garantindo toda a precisão necessária, por um custo muito competitivo. 

De acordo com a capacidade instalada e com a demanda do mercado, a intenção da empresa é expandir os negócios de produtos M.I.M., podendo assim, à semelhança da indiana Indo-MIM, atender também outros segmentos, além do armamento leve, como defesa (amplo), automotivo, médico/odontológico e aeroespacial.

Forno elétrico contínuo de M.I.M da Taurus

Fórmula própria
Como só duas empresas no mundo produzem o composto para injeção de metal, os engenheiros do CITE - Centro Integrado de Tecnologia e Engenharia BR/EUA da empresa desenvolveram uma fórmula interna, viabilizando a injeção de metal (M.I.M.) com 25% do composto produzido pela própria fábrica, inclusive com a adição de grafeno e nióbio.

Assim, a multinacional brasileira líder em vendas de armas no mundo já está fabricando 25% de todo o composto M.I.M. que necessita para produzir as peças em polímero de suas armas e acessórios.

O fato é significativo na medida em que possibilita a verticalização do processo produtivo, gera uma economia de custos também na ordem de 25% e está tornando a empresa independente de fornecedores estrangeiros desse material.

No primeiro semestre de 2024, a receita com venda de produtos M.I.M. para terceiros foi de RS 8,56 milhões, representando 1% da receita total da empresa. Com o aumento e diversificação da produção e dos clientes, espera-se que essa receita possa se multiplicar nos próximos anos, tornando-se um dos grandes negócios da Taurus.

Mercado
Entre os principais mercados globais, além do Brasil, estão Índia e Estados Unidos, onde a empresa já está presente e tem canais de venda e de distribuição, mas os países tecnológicos das regiões Ásia-Pacífico e Oriente Médio são também muito promissores.

O tamanho do mercado global de peças de moldagem por injeção de metal (peças M.I.M.) foi de cerca de US$ 2,5 bilhões em 2022, devendo atingir US$ 3,4 bilhões em 2028, exibindo um CAGR (crescimento anual) de 5,7% durante o período de previsão. O mercado pode ser segmentado em automotivo, eletrônico, componentes industriais, médicos e odontológicos, armas de fogo, produtos de consumo, entre outros.

Espera-se que as regiões Ásia-Pacífico e Oriente Médio testemunhem um grande crescimento na participação de mercado de peças moldadas por injeção de metal, devido à crescente demanda por eletrônicos de consumo e automóveis. O aumento da população e o aumento dos níveis de renda também estão contribuindo para o desenvolvimento do mercado. Prevê-se que o aumento dos investimentos dos principais players do mercado para os empreendimentos de P&D e a ampliação de suas capacidades de produção e portfólios de produtos aumentem o crescimento. A expansão do mercado regional está sendo auxiliada pela evolução tecnológica.
Peças de armas produzidas pelo processo M.I.M.

Tecnologia M.I.M. - Metal Injection Molding
A tecnologia M.I.M. permitiu a produção de peças de geometria complexa, com baixo custo e alto volume, dispensando a necessidade de fornecedores externos utilizados pela maioria dos fabricantes de armas, com grande vantagem sobre processos tradicionais, como microfusão e usinagem. Esta tecnologia de alta performance une a resistência mecânica dos metais com a versatilidade de forma dos polímeros, a partir da injeção dos componentes, com posterior processo térmico de remoção dos polímeros e sinterização.

Assim, o M.I.M. combina dois processos comprovados: moldagem por injeção de plástico e sinterização de alta densidade. O processo molda a liga metálica como se fosse plástico e, com o avanço da tecnologia, foi realmente refinado ao ponto de as peças poderem ser fabricadas de forma rentável utilizando os aços de alta qualidade atuais.

O processo M.I.M. é ideal para a produção de componentes metálicos relativamente pequenos (de 1 a 50 gramas), de formato complexo, com tolerância restrita, alta resistência e muito bons requisitos de acabamento superficial, haja vista que as diversas partes precisam ser fortes o suficiente para suportar as pressões que se desenvolvem ao disparar uma arma.

Muitas peças pequenas e complexas não podem ser produzidas usando usinagem tradicional; ou, se puderem ser usinadas, o processo será tão extenso que se tornará proibitivamente caro. Outras peças podem ser fundidas, mas requerem operações secundárias, como usinagem para adicionar recursos e polimento para melhorar o acabamento superficial. O processo M.I.M., entretanto, oferece grande flexibilidade em termos de design, formato e recursos da peça. As peças M.I.M. têm formato quase final sem exigir operações secundárias.

Uma outra grande vantagem na utilização desta tecnologia é que o processo M.I.M. não se aplica apenas aos aços, permitindo uma ampla seleção de ligas metálicas, incluindo aço inoxidável, aços-liga, aços para ferramentas, latão, cobre, titânio, tungstênio, cerâmica e muitas ligas especiais, como o aço inoxidável sem níquel ASTM F17 e, mais recentemente, ligas com grafeno e nióbio, ambas desenvolvidas pela Taurus e seus parceiros.

02 novembro, 2023

CEO da Taurus vislumbra grande demanda nos EUA em 2024. Resultados lá estão maiores que na pré-pandemia

Sede da Taurus USA em Bainbridge, Georgia

*Money Times, por Pedro Pligher - 27/10/2023 (extrato)

Para a Taurus, o mercado mais representativo nas vendas é o norte-americano, centralizado no público civil. Por lá são vendidas mais de 75% das armas produzias pela empresa.

“Com a inflação americana o comportamento dos distribuidores também mudou. Antes você podia trabalhar com três meses de estoque, uma média local, pois financiamento do seu giro era muito barato”, diz Salesio. O Índice de Preços para Gastos de Consumo Pessoal (PCE), divulgado nesta sexta (27), mostrou que a inflação anual está em 3,4% no país.

Ele explica que agora os distribuidores estão diminuindo os estoques para um mês, “pois ele quer que a venda dele financie o estoque, sem ter de recorrer aos bancos”, afirma.

“Tivemos de enxugar o mercado que estava com uma forte demanda e, por outro, aceitar essa redução de três meses para um mês nos estoques”, diz. Ele afirma, no entanto, que os resultados por lá estão ainda maiores que os da pré-pandemia.

Grande demanda por armas em 2024

No entanto, o CEO vislumbra uma grande demanda por armas em 2024. O motivo, explica, são as eleições americanas. Em 5 novembro do ano que vem, eleitores dos EUA escolherão um novo presidente.

“A cada 4 anos você tem um pico na intenção de compra do americano”, afirma, explicando que a possibilidade de qualquer mudança na legislação sobre armas aumenta a procura dos produtos nos EUA.


01 novembro, 2023

Índia pode ser divisor de águas, avalia CEO da Taurus. Arábia Saudita em avaliação


*Money Times, por Pedro Pligher - 27/10/2023 (extrato)

Uma das grandes disputas da Taurus no momento, em relação a licitações, é com o governo indiano, que há alguns anos abriu processo para uma compra bilionária de 420 mil fuzis. A fabricante gaúcha é uma das concorrentes.

São 5 anos para fornecer todo o volume de armas, que devem ter ao menos 60% das partes produzidas na Índia. A empresa já tem uma fábrica no país, em parceria com Jindal Group, está pronta e montada para operação no país. “Só falta o documento”, diz. Ele cita que uma das vantagens do Brasil nessa tramitação é justamente o conhecimento de mecanismos burocráticos, presentes em nosso país. “Um país que não sabe conviver com a burocracia não consegue competir com a Índia”, afirma.

Segundo Salesio, a vitória na disputa pode ser um divisor de águas para a Taurus, mais pelo desafio superado do que pelo resultado financeiro. “Numa licitação você não tem margens grandes, pois você ‘briga’ com outros concorrentes pelo melhor preço”, diz Salesio.

“Mas é um divisor no que diz respeito a essa questão de transferência de tecnologia. Montarmos uma fábrica num país ‘hiper-burocrático’ e complicado como a Índia, que tem um conceito de agilidade muito diferente do Brasil, é um divisor de águas”, afirma.

A fabricante gaúcha está praticamente na parte final do processo, com um teste físico dos fuzis da empresa. A data dos testes, que seriam realizados neste mês, foi alterada para dezembro. Segundo Salesio, o adiamento foi feito para que a temperatura ficasse ainda mais baixa para os testes, que serão realizados nas montanhas do Himalaia. Depois dele, são feitos os relatórios sobre as armas, e então divulgado o resultado do vencedor.

Fábrica na Arábia Saudita em avaliação
O CEO diz também que tudo que está sendo feita na Índia pavimenta um caminho para outro país que a Taurus está de olho: “É importante demais para o processo que estamos fazendo para a Arábia Saudita, pois é uma ‘escola’ para nós”, afirma Salesio.

“Estamos mapeando o tamanho do mercado do Oriente Médio junto a nosso parceiro local”, diz Salesio. A parceria, no caso, é com a Scopa Defense Trading, empresa saudita com que a Taurus assinou um Mou (memorando de entendimento) para a constituição de uma joint-venture local.

O acordo faz vêm no âmbito do Saudi Vision 2030, estratégia política dos sauditas para diminuir a dependência em petróleo, com investimentos em várias áreas, incluindo defesa. O público alvo das empresas é o setor militar e policial de toda a região, mas o civil também é “uma possibilidade”, segundo Salesio.

“Em Riad (capital saudita) tem um clube de tiro. Lá, 90% das armas do clube são da Taurus”, afirma. “Estamos considerando montar a primeira franquia AMTT [loja conceito da Taurus, com unidades em Brasília e em São Paulo] fora do país em Riad, se esse projeto da joint-venture for encaminhado”, diz.

Salesio diz que um dos grandes problemas encontrados é em relação aos funcionários que a fábrica terá de encontrar. “O grande problema da Arábia Saudita é a mão de obra qualificada”, afirma Salesio. “Isso será um grande desafio”, diz. Segundo ele, será necessária ter grande volume na demanda para que o investimento local valha a pena.

26 outubro, 2023

Nióbio e inovação: Taurus produzirá arma disruptiva e pioneira


*LRCA Defense Consulting - 26/10/2023

Em matéria com data de hoje, assinada pelo arguto jornalista Pedro Pligher, o portal Money Times noticiou que a multinacional brasileira Taurus Armas S.A. "vai lançar nova submetralhadora feita com nióbio — a mais leve do mundo".

Realmente, a Taurus Armas S.A. estará produzindo, em breve, uma revolucionária submetralhadora, que será caracterizada por ser a arma de sua categoria com mais tecnologia embarcada no mundo, haja vista combinar diversas tecnologias inovadoras e disruptivas, como nióbio, grafeno e polímero de fibras longas injetados no metal, cano com DLC (Diamond Like Carbon) e revestimento em Cerakote Graphene.

Assim, após ser pioneira mundial na produção de armas leves contendo grafeno no polímero e no revestimento (linha de pistolas GX4 e TS9), a Taurus Armas trabalha agora em mais uma tecnologia disruptiva totalmente brasileira: a adição de nanopartículas de nióbio injetadas nas partes metálicas. 

Além de ser a primeira arma no mundo produzida com nióbio injetado no composto metálico (pelo processo MIM - Metal Injection Molding), será também a mais compacta e mais leve submetralhadora na categoria, com um peso inferior a 2,5 Kg e, em mais um pioneirismo mundial da Taurus, não terá nenhum parafuso. Como se não bastasse, o emprego de tais tecnologias contribuem para baixar o custo final da arma.

Conforme o interesse dos consumidores, a arma já poderá sair de fábrica dotada de supressor de ruído (silenciador), acessório que a Taurus começou a produzir neste ano, lançando uma linha completa (também com tecnologia disruptiva) na LAAD 2023.

Mockup da submetralhadora SMG (imagem borrada intencionalmente)

Tais tecnologias visam proporcionar maior resistência, robustez, leveza e durabilidade à arma, tornando-a também praticamente imune à corrosão normal dos metais, qualidades estas que são muito valorizadas pelos mercados policiais e militares mundiais e que, conforme a empresa, poderão se constituir em um diferencial imbatível no mercado internacional.

A Taurus Armas S.A. está investindo fortemente em pesquisas de futuro com foco, principalmente, em novos e disruptivos materiais nos quais o Brasil tem algumas das principais reservas estratégicas no mundo, como o grafeno e o nióbio, priorizando assim o desenvolvimento e a riqueza nacionais, além de se situar na linha de frente das tecnologias de ponta na fabricação de armamento leve. O Brasil detém a 2ª maior reserva mundial de grafita (de onde é extraído o grafeno) e 98% do nióbio do mundo.

Segundo Salesio Nuhs, CEO Global da empresa, "é provável que a Taurus, no Brasil, seja a empresa que mais explorou grafeno nos seus produtos. Agora, está muito fortemente investindo nas pesquisas de nióbio, inclusive para introdução no sistema MIM de produção. A companhia está desenvolvendo um composto Taurus para produção de metais injetados, sendo que hoje 25% da produção já é feita com esse composto". Em testes de laboratório, foi realizada com sucesso a introdução do nióbio para a injeção de aço no MIM, levando à produção de protótipos que estão em fase final de testagem.

Os cenários tecnológicos de aplicação do grafeno e do nióbio são muito promissores e vão além das peças e acessórios das armas, pois podem ser empregados também nos equipamentos que os produzem, servindo-se da tecnologia MIM utilizada na fábrica da Taurus, o que proporcionará um desgaste menor nos moldes e uma utilização de máquinas de menor porte, com redução de custos e de investimentos para a empresa.

09 outubro, 2023

Com grafeno e nióbio, Taurus foca em alta tecnologia com uso de minerais estratégicos nacionais


*LRCA Defense Consulting - 09/10/2023

A multinacional brasileira Taurus Armas S.A. - maior vendedora mundial de armas leves e líder em indicadores financeiros entre suas congêneres - está investindo fortemente em pesquisas de futuro com foco, principalmente, em novos e disruptivos materiais nos quais o Brasil tem algumas das principais reservas estratégicas no mundo, como o grafeno e o nióbio, priorizando assim o desenvolvimento e a riqueza nacionais, além de se situar na linha de frente das tecnologias de ponta na fabricação de armamento leve.

O uso do grafeno está bastante avançado nas pesquisas e nas aplicações, com a empresa já tendo desenvolvido diversos produtos baseados na tecnologia de uso desse mineral: a família de pistolas GX4 Graphene - primeira pistola do mundo com grafeno, a família de pistolas TS9 Graphene, a família de pistolas TH380 Graphene, o óleo lubrificante para armas UP1 à base de grafeno, a tinta de cerâmica Cerakote Graphene presente nas armas e nas facas, e o capacete para motocliclista Graph-X, além de embalagens plásticas e coldres à base de grafeno.

Segundo Salesio Nuhs, CEO Global da empresa, "é provável que a Taurus, no Brasil, seja a empresa que mais explorou grafeno nos seus produtos. Agora, está muito fortemente investindo nas pesquisas de nióbio, inclusive para introdução no sistema MIM de produção. A companhia está desenvolvendo um composto Taurus para produção de metais injetados, sendo que hoje 25% da produção já é feita com esse composto e, em laboratório, está sendo testada a introdução do nióbio para a injeção de metais de aço no MIM". 

Os cenários tecnológicos de aplicação do grafeno e do nióbio são muito promissores e vão além das peças e acessórios das armas, pois podem ser empregados também nos equipamentos que os produzem, servindo-se da tecnologia MIM utilizada na fábrica da Taurus, o que proporcionará um desgaste menor nos moldes e uma utilização de máquinas de menor porte, com redução de custos e de investimentos para a empresa.

Como curiosidade, o Brasil detém a 2ª maior reserva mundial de grafita (de onde é extraído o grafeno) e 98% do nióbio do mundo.

Outras tecnologias de ponta: DLC e polímero de fibras longas
Além do grafeno e do nióbio, a empresa gaúcha absorveu também outras tecnologias de ponta existentes no mundo.

A Taurus negociou um contrato inédito de nacionalização da tecnologia de aplicação de DLC (material que dá ao aço a resistência do diamante - diamond like carbon). O DLC consiste em um filme fino de carbono com características físico-químicas próximas ao diamante. É aplicado em superfícies metálicas para garantir novas propriedades, como altíssima resistência ao atrito e à corrosão.

A nova fábrica de canos com esta tecnologia será localizada em um dos prédios do Condomínio de Fornecedores, em São Leopoldo (RS).

A Taurus também estabeleceu uma parceria inédita de transferência de tecnologia com uma empresa norte-americana para desenvolver polímeros com fibras longas, material que proporciona maior resistência e robustez ao produto, além de baratear o custo final.

Em síntese, tais tecnologias disruptivas - grafeno, nióbio, DLC e polímeros de fibras longas - visam proporcionar maior resistência, robustez, leveza e durabilidade à arma, tornando-a também praticamente imune ao "câncer dos metais" (corrosão), qualidades estas que são muito valorizadas pelos mercados policiais e militares americanos e que, conforme a empresa, poderão se constituir em um diferencial imbatível nos EUA e no mundo.

Submetralhadora SMG: uma arma revolucionária
No final deste ano ou no início de 2024, a Taurus lançará a Submetralhadora SMG (nome provisório) no calibre 9mm - uma inovadora e disruptiva arma com todas essas tecnologias presentes: grafeno, nióbio, polímero de fibras longas, DLC e Cerakote Graphene. A SMG não terá parafusos e apresentará um peso sensivelmente menor quando comparada com suas congêneres. Com tais características únicas, a SMG poderá revolucionar o mercado mundial desse tipo de arma.

Mockup provisório da submetralhadora SMG (imagem borrada propositalmente)

Taurus estará expondo na 2ª Feira Brasileira do Grafeno
A Universidade de Caxias do Sul (UCS), a UCSGraphene e a Zextec Nano realizam, nos dias 13 e 14 de novembro, a 2ª Feira Brasileira do Grafeno, o 1º Simpósio de Materiais Avançados e a 2ª Mostra de Ciência, Tecnologia e Inovação. Os eventos ocorrem no Ginásio 1 da Vila Poliesportiva, no campus-sede da UCS, em Caxias do Sul (RS).

Considerada pela UCS a maior feira temática do Brasil e da América Latina, ela já tem empresas como Taurus, Ford, Aquabios, Empotech e ITM entre os expositores confirmados. A primeira edição teve 12 expositores e. para a desse ano. a capacidade é de 28. A expectativa de público é de 12 mil visitantes. 

A Taurus, como empresa pioneira na utilização do grafeno para a fabricação de armas leves e parceira tecnológica da Universidade de Caxias do Sul, da UCSGraphene e da Zextec Nano, estará expondo, principalmente, seu portfólio produzido com a adição desse revolucionário material, ou seja, as pistolas da Linha Graphene (GX4, TS9 e TH380), o capacete para motocliclista Graph-X, o óleo lubrificante para armas UP1, a tinta de cerâmica Cerakote Graphene, coldres e embalagens plásticas.

A pedido dos próprios expositores, as novidades serão apresentadas somente nos dias de feira. Segundo Diego Piazza, coordenador da UCSGraphene, elas não serão antecipadas nem mesmo na Mercopar, que ocorre neste mês.

A planta de grafeno da UCS opera hoje 1 tonelada de grafeno por ano. A capacidade aumenta conforme a demanda do mercado.

Elon Musk
O mega empresário americano Elon Musk foi convidado a participar do evento, haja vista sua forte ligação com tecnologias disruptivas. O convite, assinado pelo reitor da UCS, Gelson Rech, e pelo prefeito Adiló Didomenico, foi enviado ao bilionário dono de grandes empresas como Tesla e X (ex-Twitter). "Se ele vier, faremos uma conferência no UCS Teatro", disse o reitor durante coletiva de imprensa de apresentação da feira na manhã do dia 06.

A vinda de Elon Musk ainda é incerta. Se for concretizada, projetará mundialmente a cidade e a Universidade de Caxias do Sul, com reflexos postivos para todas as empresas envolvidas na produção e na utilização do grafeno.

08 outubro, 2023

Em inovação pioneira no mundo, Taurus já produz composto MIM para fabricar seus produtos

Somente duas fábricas de armas no mundo tem a tecnologia Metal Injection Molding (MIM) e a Taurus é a única abaixo do Equador.  

Terceiro forno contínuo da Taurus com a tecnologia MIM

*LRCA Defense Consulting - 07/10/2023

Salesio Nuhs, Presidente e CEO Global da Taurus Armas S.A. - multinacional brasileira líder em vendas de armas no mundo, revelou a esta editoria que sua empresa já está fabricando 25% de todo o composto MIM (Metal Injection Molding - Moldagem por Injeção de Metal) que necessita para produzir as peças em polímero de suas armas e acessórios.

O fato é significativo na medida em que possibilita a verticalização do processo produtivo, gera uma economia de custos também na ordem de 25% e está tornando a empresa independente de fornecedores estrangeiros desse material.

Como só duas empresas no mundo produzem o composto para injeção de metal, os engenheiros do CITE - Centro Integrado de Tecnologia e Engenharia BR/EUA da empresa desenvolveram uma fórmula interna, viabilizando a injeção de metal (MIM) com 25% do composto produzido pela própria fábrica, inclusive com a adição de grafeno. A Taurus está agora finalizando as pesquisas para a introdução do nióbio nesse produto, já tendo injetado com sucesso as peças pioneiras.

Somente duas fábricas de armas tem a tecnologia Metal Injection Molding (MIM) no mundo e a Taurus é a única abaixo do Equador.

Em uma arma, estão presentes cerca de 14 peças de MIM e a empresa, hoje, fabrica mais de 110 mil dessas peças por dia. A unidade fabril de São Leopoldo (RS) é a responsável pela distribuição de peças MIM para todas as unidades produtivas (Brasil, EUA, Índia e, provavelmente, Arábia Saudita).

Salesio Nuhs assim se referiu ao comentar sobre novos produtos e processos: "A Taurus investe forte em desenvolvimento de produtos e processos. Para cada produto novo, você tem que agregar valor para que o cliente perceba valor nele e tem que investir num processo para fabricá-lo, para que no final das contas, você consiga produzir esse produto mais barato e com valor agregado maior. Essa é a diferença na margem de contribuição dos produtos".

Taurus é maior empresa com tecnologia MIM no Hemisfério Sul
Em 2021, a Taurus Armas adquiriu o mais moderno e atualizado equipamento para processamento MIM. Fabricado pela empresa alemã Cremer Thermoprozessanlagen GmbH - líder mundial em fornos contínuos de debinding e sinterização - o MIM Master NEO XL é a mais recente tecnologia da Cremer para a produção em larga escala de peças metálicas complexas com alta produtividade e significativa redução de custos de energia e operação.

MIM Master NEO XL

Em julho de 2022,  a Taurus iniciou a operação de seu terceiro forno contínuo na unidade MIM na planta de São Leopoldo (RS). O novo equipamento possibilitou um significativo aumento da capacidade de produção de peças com a tecnologia MIM pela companhia, passando de 80 mil peças/dia para mais de 110 mil peças/dia.

A implementação do projeto do forno - da proposta à instalação - durou cerca de um ano, com investimentos da ordem de R$ 5 milhões. Com a aquisição, a Taurus se consolidou no ranking mundial das 10 maiores empresas com a tecnologia MIM e se tornou a maior no Hemisfério Sul.

Esse investimento, combinado com os demais realizados nessa tecnologia, possibilitou um aumento de 130% na capacidade total de produção de peças MIM de alta qualidade, garantindo os planos de crescimento da Taurus no Brasil e no mundo.

O objetivo é que os equipamentos operem 24 horas nos 365 dias do ano, aumentando a flexibilidade e capacidade de produção de armas e componentes pela Taurus.

Tecnologia MIM - Metal Injection Molding
A tecnologia MIM permitiu a produção de peças de geometria complexa, com baixo custo e alto volume, dispensando a necessidade de fornecedores externos utilizados pela maioria dos fabricantes de armas, com grande vantagem sobre processos tradicionais, como microfusão e usinagem. Esta tecnologia de alta performance une a resistência mecânica dos metais com a versatilidade de forma dos polímeros, a partir da injeção dos componentes, com posterior processo térmico de remoção dos polímeros e sinterização.

Assim, o MIM combina dois processos comprovados: moldagem por injeção de plástico e sinterização de alta densidade. O processo molda a liga metálica como se fosse plástico e, com o avanço da tecnologia, foi realmente refinado ao ponto de as peças poderem ser fabricadas de forma rentável utilizando os aços de alta qualidade atuais.

O processo MIM é ideal para a produção de componentes metálicos relativamente pequenos (de 1 a 50 gramas), de formato complexo, com tolerância restrita, alta resistência e muito bons requisitos de acabamento superficial, haja vista que as diversas partes precisam ser fortes o suficiente para suportar as pressões que se desenvolvem ao disparar uma arma.

Muitas peças pequenas e complexas não podem ser produzidas usando usinagem tradicional; ou, se puderem ser usinadas, o processo será tão extenso que se tornará proibitivamente caro. Outras peças podem ser fundidas, mas requerem operações secundárias, como usinagem para adicionar recursos e polimento para melhorar o acabamento superficial. O processo MIM, entretanto, oferece grande flexibilidade em termos de design, formato e recursos da peça. As peças MIM têm formato quase final sem exigir operações secundárias.

Uma outra grande vantagem na utilização desta tecnologia é que o processo MIM não se aplica apenas aos aços, permitindo uma ampla seleção de ligas metálicas, incluindo aço inoxidável, aços-liga, aços para ferramentas, latão, cobre, titânio, tungstênio, cerâmica e muitas ligas especiais, como o aço inoxidável sem níquel ASTM F17 e, mais recentemente, ligas com grafeno e nióbio, ambas desenvolvidas pela Taurus e seus parceiros.

Processo MIM


13 setembro, 2023

Parceria entre WEG e CBMM impulsiona a pesquisa e inovação


*LRCA Defense Consulting - 13/09/2023

A WEG tem o compromisso de desenvolver soluções e tecnologias inovadoras para reduzir o consumo de energia elétrica e consequentemente, emissçoes de CO2, por isso os motores WEG hoje atingem cerca de 98,7% A CBMM, empresa líder mundial na produção e comercialização de produtos de Nióbio, contribuiu com a WEG em um inovador projeto visando a utilização de material nanocristalino em motores elétricos de fluxo axial. Neste projeto, o material nanocristalino, que conta com Nióbio em sua composição, foi usado como material constituinte do núcleo magnético do motor.

O Nióbio é um metal de transição, capaz de transformar as propriedades de outros materiais, o que amplia consideravelmente seu leque de aplicações. Possui alta condutividade térmica e elétrica, maleabilidade, alta resistência ao calor e ao desgaste mecânico, sendo amplamente utilizado na indústria eletrônica.

Melhor desempenho e eficiência
Apesar dos desafios de manipulação decorrentes de suas propriedades físicas, o uso do material nanocristalino contendo Nióbio permitiu uma redução significativa das perdas magnéticas do motor em alta frequência, sendo extremamente vantajoso para motores de alto rendimento.

Nos testes de validação experimental realizados na WEG, o material nanocristalino com Nióbio proporcionou uma expressiva redução de 53% nas perdas totais do motor, aumentando em significativos 6,7 pontos percentuais o seu nível de rendimento, quando comparado com o mesmo projeto baseado em aço silício, que é o material tradicionalmente usado na fabricação de motores elétricos. Esse ganho acarretou considerável redução na temperatura de operação e consequente aumento na densidade de potência do motor.

Motor de fluxo axial
Por questões intrínsecas à sua topologia construtiva, os motores de fluxo axial apresentam projeto compacto, elevada densidade de potência e alto desempenho, aplicando-se perfeitamente ao propósito de uso de produtos mais sustentáveis ao demandar menos recursos para sua fabricação e reduzir o consumo de energia elétrica devido à sua alta eficiência operacional.

A WEG, além de investir em novos produtos com tecnologia avançada, está sempre em busca de soluções inovadoras e eficientes para contribuir com o futuro, hoje.

Sobre a CBMM
Líder mundial na produção e comercialização de produtos de Nióbio, a CBMM possui mais de 500 clientes, em 50 países. Sediada no Brasil, com escritórios e subsidiárias na China, Países Baixos, Singapura, Suíça e Estados Unidos, a companhia fornece produtos e tecnologia de ponta aos setores de infraestrutura, mobilidade, aeroespacial, saúde e energia. Para suportar seus planos de crescimento por meio da diversificação, a empresa conta com uma frente de Novos Negócios com atuação focada na aceleração da entrada, no mercado global, da tecnologia do Nióbio. 

Nos últimos 4 anos, a CBMM realizou investimentos estratégicos em empresas como a Echion e Battery Streak visando novos desenvolvimentos em materiais com Nióbio para baterias de íons de lítio. Desde a sua fundação, a CBMM desenvolve projetos no Brasil e em diversos países do mundo para fomentar a adoção da tecnologia do Nióbio por diversas indústrias. Para mais informações,visite: Niobium.tech

30 junho, 2023

Frasle Mobility inicia comercialização pioneira de produtos com revestimento contendo nanotecnologia


*LRCA Defense Consulting - 30/06/2023

A Frasle Mobility, por meio da Fremax, divulgou hoje o início da comercialização da linha de produtos Maxcoating. Lançada oficialmente neste ano, na feira Automec, a nova linha traz ao mercado global discos e tambores de freio revestidos com pintura que contém nanotecnologia exclusiva e patenteada. As primeiras unidades comercializadas chegam nas próximas semanas para clientes da América do Norte, um dos principais mercados potenciais para essa tecnologia inovadora.

Nanopartículas de pentóxido de nióbio podem dobrar a vida útil da peça
A linha Maxcoating recebe um revestimento protetivo contendo nanopartículas de pentóxido de nióbio, que agem para aumentar a performance da pintura e a resistência à corrosão. Tais características, associadas com uma formulação à base d’água, permitem a aplicação de camadas mais finas, aumentando a vida útil do revestimento. A alta performance contra corrosão é ideal para o uso dos discos e tambores de freio em condições climáticas extremas, como em regiões com muita ocorrência de neve – onde a aplicação de sal nas estradas para garantir a trafegabilidade acelera a oxidação de componentes dos automóveis, por exemplo. Testes em laboratório mostraram que a nova tecnologia aplicada nos produtos da Fremax garante aproximadamente mil horas de proteção, o que pode dobrar a vida útil da peça.

Tecnologia aplicada no processo produtivo, único no mundo em suas características
Outro diferencial do investimento realizado pela Frasle Mobility é a tecnologia aplicada no processo produtivo, único no mundo em suas características. O uso de robotização e automação aumenta a versatilidade no desenvolvimento dos componentes, atendendo diferentes especificidades de cores, com maior precisão na pintura e garantia de qualidade na entrega da solução. A nova linha de pintura também apresenta ganhos de desempenho no processo de fabricação, com secagem ultrarrápida e baixo consumo de energia, por meio de um exclusivo processo de cura por micro-ondas. A companhia investiu R$ 3 milhões na estruturação de uma nova área de produção, junto da planta fabril da Fremax em Joinville (SC).

“A linha Maxcoting chega para agregar mais tecnologia ao portfólio da marca, já reconhecido pela alta performance e resistência dos seus produtos premium. Este processo, nos moldes que fizemos, é único no mundo. Percebemos uma relevante aceitação do mercado para essa solução, que contribui para um uso mais sustentável do disco de freio, aliando durabilidade com um processo produtivo inovador”, destaca Hemerson de Souza, diretor de Negócios da Fremax e diretor de M&A e Relações com Investidores da Frasle Mobility.

Parceria Instituto Hercílio Randon e WEG Tintas, com solução da NIONE
O projeto da Maxcoating com nanopaint foi desenvolvido em parceria com o Instituto Hercílio Randon (IHR) e com a empresa WEG Tintas, com solução fornecida pela NIONE, empresa da Randoncorp e Frasle Mobility especializada no desenvolvimento de nanotecnologia para a melhoria das propriedades físico-químicas de materiais.

“Este lançamento reforça nossa visão de futuro, baseada no investimento contínuo em inovação de produtos, em processos cada vez mais sustentáveis, e na colaboração para soluções disruptivas e de alcance mundial”, salienta o COO da Frasle Mobility, Anderson Pontalti.

A segurança e qualidade aplicadas aos produtos da marca Fremax são reconhecidos por certificações internacionais, como a ISO 9001, que atesta a qualidade uniforme e a segurança na aplicação dos produtos da marca, e a IATF 16949, que atende aos requisitos exigidos pelas montadoras de todo o mundo.

25 abril, 2023

Taurus lançará uma revolucionária e disruptiva submetralhadora: a SMG 9mm

A SMG9 será a arma de sua categoria com mais tecnologia embarcada no mundo

Em fevereiro de 2022, este era o mockup provisório da submetralhadora SMG (imagem borrada propositalmente)

*LRCA Defense Consulting - 25/04/2023

A Taurus Armas S.A. está preparando o lançamento, para julho ou agosto deste ano, de uma revolucionária submetralhadora (SMG9: nome provisório), caracterizada por ser a arma de sua categoria com mais tecnologia embarcada no mundo, haja vista que conterá todas as novas e disruptivas tecnologias em uso e/ou em desenvolvimento na Taurus: grafeno, nióbio, Cerakote Graphene, DLC e polímero de fibras longas, tornando-se a primeira arma de fogo no mundo com tais características.

Além disso, conforme a empresa, será a mais compacta e mais leve submetralhadora na categoria, com um peso inferior a 2,5 Kg e - em mais um pioneirismo mundial da Taurus - não terá nenhum parafuso.

A arma já poderá sair de fábrica dotada de supressor de ruído (silenciador), acessório que a Taurus começou a produzir neste ano, lançando uma linha completa (e também com tecnologia disruptiva) na LAAD 2023.

Em desenvolvimento já há cerca de três anos, a SMG - grande novidade tática da Taurus no calibre 9mm - promete ser uma outra arma revolucionária, com possibilidade de obter enorme sucesso nos mercados militar e de segurança do Brasil e do mundo.

Tecnologias de ponta: nióbio, grafeno, Cerakote® Graphene, DLC e polímero de fibras longas
As aplicações de grafeno (no polímero) e de nióbio (no metal), ambas em caráter pioneiro no mundo, são tecnologias revolucionárias e extremamente disruptivas que conferem propriedades únicas ao produto e permitem que, quando combinado a outros materiais (cerâmicos, poliméricos e metais, por exemplo), passem a emprestar suas propriedades para estes, agregando muito valor ao produto final.

Tal como nas pistolas da linha Graphene (GX4 e TS9) e em outras armas mais recentes, a SMG possuirá, juntamente com componentes injetados com nióbio e grafeno, também terá um revestimento exclusivo em Cerakote® Graphene, tecnologia exclusiva da Taurus, que traz ainda mais resistência e durabilidade para a arma.

Além disso, a SMG contará ainda com duas outras tecnologias internacionais de ponta: o DLC (material que dá ao aço a resistência do diamante - diamond like carbon) e o polímero de fibras longas.

O DLC consiste em um filme fino de carbono com características físico-químicas próximas ao diamante. É aplicado em superfícies metálicas para garantir novas propriedades, como altíssima resistência ao atrito e à corrosão. Já o polímero de fibras longas é um material que proporciona maior robustez ao produto, oferecendo resistência ao impacto significativamente melhorada sem sacrificar a resistência e a rigidez, mesmo em temperaturas extremas, além de baratear o custo final.

Tais tecnologias visam proporcionar maior leveza, resistência, robustez e durabilidade à arma, tornando-a também praticamente imune ao "câncer dos metais" (corrosão), qualidades estas que são muito valorizadas pelo mercado de armamento, quer seja este o de segurança, militar ou civil. Conforme a empresa, o uso de tais tecnologias poderá se constituir em um diferencial imbatível nos EUA e no mundo.

Sem dúvida, a Submetralhadora SMG9 será um dos mais significativos lançamentos da história das armas leves.

Neste trecho da live do canal Fabi Venera Gun House na LAAD 2023, o CEO Global da Taurus, Salesio Nuhs, revela o lançamento e algumas de suas características.

Parcerias tecnológicas & CITE
A utilização do grafeno foi possível após ser estabelecida uma parceria com a Universidade de Caxias (UCS) e sua spin-off tecnológica UCSGRAPHENE.
 
Para o desenvolvimento do uso de nanopartículas de nióbio, a Taurus estabeleceu parceria com uma destacada instituição de pesquisa nacional.

A Taurus também negociou um contrato inédito de nacionalização da tecnologia de aplicação de DLC, que já era utilizada no cano da linha de pistolas microcompactas GX4 na Taurus USA, estabelecendo a nova fábrica no Condomínio de Fornecedores, na sede da empresa em São Leopoldo (RS). Para o polímero de fibras longas, foi realizada uma parceria também inédita de transferência de tecnologia com uma empresa norte-americana.

O CITE contará com um pavilhão próprio nas novas instalações da Taurus

As entidades parceiras trabalham em conjunto com o Centro Integrado de Tecnologia e Engenharia Brasil / Estados Unidos (CITE) da Taurus no desenvolvimento das novas e disruptivas tecnologias totalmente brasileiras - como é o caso do nióbio, do grafeno e do Cerakote® Graphene, ou da aplicação de tecnologias de ponta estrangeiras, caso do DLC e do polímero de fibras longas.

No CITE, que contará com um pavilhão próprio nas novas instalações da empresa, trabalham mais de 200 engenheiros voltados à pesquisa e ao desenvolvimento de novos produtos, tecnologias e processos, sempre com foco nas tendências mundiais, nas novas e/ou disruptivas tecnologias e, principalmente, nas necessidades e desejos dos consumidores. Os objetivos são agregar valor aos produtos e reduzir o custo de produção, assim como também reduzir as emissões de poluentes e o consumo de energia elétrica e de água, entre outros focos constantes da pauta ESG da Taurus.

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