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12 agosto, 2026

Taurus vence nova licitação de fuzis nas Filipinas e reforça vitrine asiática da marca

Contrato de 10.402 unidades do fuzil T4 eleva para mais de 23 mil as armas longas fornecidas ao Exército Filipino desde 2021; Polícia Nacional das Filipinas já soma cerca de 30 mil pistolas TS9 adquiridas da fabricante gaúcha


*LRCA Defense Consulting - 12/08/2026

A Taurus Armas S.A. venceu mais uma licitação militar nas Filipinas, desta vez para o fornecimento de 10.402 unidades do fuzil T4, calibre 5,56mm, no âmbito do edital ORD PABAC2-005-25, aberto pelo Exército Filipino (Philippine Army) para a aquisição de carabinas na plataforma AR-15/M4. A proposta da empresa gaúcha, apresentada em 24 de novembro de 2025, foi declarada vencedora e confirmada por meio de Notice of Award publicado pela própria força em 2026. O contrato é o segundo grande lote de fuzis T4 vendido ao Exército Filipino desde 2021 e se soma a um histórico de mais de sete anos de fornecimento de pistolas à Polícia Nacional das Filipinas (Philippine National Police, PNP), consolidando o país como uma das principais vitrines da indústria brasileira de armas leves na Ásia.

O edital e a proposta vencedora
O projeto ORD PABAC2-005-25 previa a aquisição de 10.402 unidades de carabina 5,56mm na plataforma AR-15/M4, com orçamento autorizado de 494,095 milhões de pesos filipinos, provenientes do orçamento nacional do país asiático para o exercício de 2025. Pela cotação média do peso filipino em relação ao dólar em novembro de 2025 (cerca de 57,5 pesos por dólar, segundo dados de mercado) e do dólar frente ao real no mesmo mês (em torno de R$ 5,39, conforme o Banco Central), o valor do contrato equivale a aproximadamente US$ 8,6 milhões, ou R$ 46,3 milhões. O preço médio por unidade gira em torno de 47,5 mil pesos filipinos, o equivalente a cerca de US$ 826 ou R$ 4,45 mil, valor que tende a incluir acessórios, frete e demais itens do pacote contratual, e não deve ser tomado como o preço isolado da arma.

O edital estabelece prazo de entrega de 360 dias contados a partir do Notice to Proceed (documento que autoriza formalmente o início da execução contratual). A Taurus já havia sinalizado a vitória em releases anteriores: no relatório do 4º trimestre de 2025, divulgado em março de 2026, a Companhia mencionou, sem nomear o país, ter vencido "outra licitação para a venda de 10 mil fuzis em país da Ásia, cujo fornecimento se dará em 2026"; no relatório do 1º trimestre de 2026 confirmou o recebimento do Notice to Proceed referente à "licitação de 10.402 fuzis, vencida anteriormente"; e no relatório do 2º trimestre de 2026 voltou a citar o contrato de "10,4 mil fuzis para um país da Ásia", com entregas previstas ao longo do ano. O cruzamento desses números com o edital ORD PABAC2-005-25 e com o Notice of Award publicado pelo Philippine Army permite agora identificar, com segurança, que o país é as Filipinas. 

 

Da adoção inicial à megalicitação de 2021
O fuzil T4 não é novidade para o Exército Filipino. A primeira adoção ocorreu ainda em 2019, por meio do projeto ORD PABAC-045-19, com uma quantidade inicial e reduzida de unidades destinadas a testes e avaliação operacional. O salto de escala veio em janeiro de 2021, quando a Taurus venceu a licitação internacional do projeto ORD PABAC2-018-2021 e fechou a venda de 12.412 fuzis T4 calibre 5,56mm, a um preço unitário então em torno de US$ 590,78, com entrega concluída ainda no primeiro semestre daquele ano. Poucos meses depois, em abril de 2021, a empresa venceu a primeira etapa de uma nova licitação para o fornecimento adicional de 1.118 unidades, com entrega confirmada em 2022.

Somadas as duas rodadas, o Exército Filipino recebeu mais de 13.500 fuzis T4 entre 2021 e 2022, tornando-se a primeira força militar do mundo, fora do Brasil, a adotar o modelo. Com o novo contrato de 10.402 unidades, o total fornecido pela Taurus ao Exército Filipino desde 2021 ultrapassa 23,9 mil fuzis da plataforma T4.

Vale registrar que nem toda disputa filipina tem sido favorável à Taurus. Em dezembro de 2025, um projeto correlato, porém distinto, o ORD PABAC2-061-24, voltado à aquisição de carabinas 5,56mm com sistema de operação a pistão de gás (gas piston), foi vencido pela sul-coreana Dasan Machineries, por meio de sua representante filipina United Defense Manufacturing Corp. O T4 opera por impacto direto de gás (direct impingement), tecnologia distinta da exigida naquele edital específico, o que ajuda a explicar a segmentação dos resultados entre os dois fabricantes. 

 

Pistolas TS9: a Polícia Nacional filipina como maior cliente institucional
Paralelamente aos fuzis, a Taurus consolidou nas Filipinas um dos maiores contratos institucionais de pistolas de todo o seu histórico de exportação. Entre 2018 e 2019, a empresa venceu duas licitações consecutivas da Polícia Nacional das Filipinas para o fornecimento da pistola TS9 Striker, calibre 9mm, somando cerca de 20 mil unidades entregues no período. Em 2022, a PNP aprovou mais dois grandes lotes do mesmo modelo, adicionando 9,5 mil pistolas ao total já fornecido.

O somatório dessas quatro rodadas de aquisição eleva para cerca de 30 mil o número de pistolas TS9 já adquiridas pela Polícia Nacional das Filipinas, uma corporação com efetivo de aproximadamente 200 mil policiais, o que sinaliza espaço para novos contratos à medida que o processo de padronização avança pelas demais unidades da força. 


 

Filipinas como vitrine asiática 
A combinação dos dois fluxos, fuzis para o Exército e pistolas para a Polícia Nacional, transforma as Filipinas em um raro caso de presença simultânea e de longo prazo da Taurus nas duas principais categorias de armas leves usadas por forças de segurança: armas longas de emprego militar e armas curtas de emprego policial. Poucos mercados fora do Brasil reúnem essa dupla frente de forma tão consistente ao longo de mais de sete anos, o que faz do país um dos principais estudos de caso da estratégia asiática da fabricante gaúcha, ao lado da joint venture indiana JD Taurus.

Para a Taurus, que vem perseguindo a diversificação de mercados internacionais como forma de reduzir a dependência do consumidor civil norte-americano, hoje responsável pela maior fatia de seu faturamento externo, o histórico filipino funciona como referência comercial em outras disputas na Ásia, ao demonstrar resistência de longo prazo a testes de qualidade e uso operacional continuado por diferentes forças de um mesmo país.

24 dezembro, 2025

Taurus e Marinha selam acordo após polêmica sobre compra de fuzis americanos

 


*LRCA Defense Consulting - 24/12/2025

O que começou como uma polêmica acabou se transformando em uma oportunidade de cooperação. A Taurus, maior vendedora de armas leves do mundo, e a Marinha do Brasil anunciaram que prepararão um memorando de entendimento para desenvolvimento e homologação de armamentos após um imbróglio envolvendo a aquisição de 140 fuzis da fabricante americana Colt's Manufacturing Company.

A polêmica teve início quando a coluna de Paulo Cappelli, do portal Metrópoles, noticiou que a Marinha gastou R$ 1,3 milhão na compra de fuzis da Colt por dispensa de licitação. A Taurus reagiu criticando a decisão, argumentando que produzia equipamento equivalente no Brasil desde 2017.

O mal-entendido e os esclarecimentos
Segundo nota divulgada pela própria Taurus, houve um desencontro de informações. A empresa esclarece que a matéria crítica foi publicada fora do momento adequado e que, em contato posterior com a Marinha, foi informada de que a compra não se tratava de aquisição de novo armamento, mas simplesmente do recompletamento de acervo existente, padronizado há mais de 25 anos.

A justificativa da Marinha para a dispensa de licitação baseou-se na Lei nº 14.133/2021, que permite a aquisição sem certame quando há necessidade de manter a padronização requerida pela estrutura de apoio logístico dos meios navais, aéreos e terrestres.

A capacidade industrial brasileira
A crítica inicial da Taurus tinha fundamento técnico. A empresa produz o fuzil T4, calibre 5.56mm, considerado equivalente ao modelo americano adquirido. O Taurus T4, apresentado no SHOT Show de 2017, é fabricado totalmente nas instalações da empresa em São Leopoldo, no Rio Grande do Sul.

De acordo com o presidente da Taurus, Salesio Nuhs, aproximadamente 100 mil unidades do modelo foram produzidas desde 2017, sendo adotado por diversas forças nacionais e exportado para vários países. O armamento já é usado por agências policiais como a Polícia Militar de Santa Catarina e a Guarda Civil Metropolitana de São Paulo, além do Exército Filipino e da Gendarmerie do Senegal.

Contexto geopolítico e tarifas
A reação inicial da Taurus também considerou o contexto das relações comerciais com os Estados Unidos. A empresa argumentou que era contraditório o Brasil importar armamentos americanos enquanto os Estados Unidos impõem tarifas de aproximadamente 50% sobre produtos brasileiros exportados por empresas do setor.

TCU alerta para proteção da indústria nacional
A polêmica coincidiu com um momento de atenção especial do Tribunal de Contas da União sobre o tema. O TCU recomendou ao Ministério da Defesa que desestimule compras militares de bens e serviços no exterior quando esses também estiverem disponíveis no mercado nacional.

O órgão de controle apontou irregularidades nas compras externas, incluindo falhas na publicidade das licitações, inconformidades contábeis, fragilidades nos controles internos e favorecimento a determinadas empresas. Para o ministro-substituto Weder de Oliveira, o Ministério da Defesa, por meio da Portaria GM-MD 5175/2021, criou condições que direcionam as compras militares a empresas estrangeiras em detrimento das nacionais.

Base Industrial de Defesa em expansão
O episódio ilumina um debate mais amplo sobre a Base Industrial de Defesa (BID) brasileira. A indústria de defesa nacional registrou crescimento de 114% entre 2023 e 2025, alcançando US$ 3,1 bilhões em autorizações de exportação. Atualmente, cerca de 80 empresas exportadoras comercializam para aproximadamente 140 países, sendo os principais mercados Alemanha, Bulgária, Emirados Árabes, Estados Unidos e Portugal.

A Taurus, em particular, tem forte presença internacional. Mais de 80% do faturamento da empresa vem de exportações, e a companhia possui até mesmo uma fábrica nos Estados Unidos.

O acordo e o futuro
Após os esclarecimentos sobre o caráter da compra, o desfecho foi positivo. A Taurus informa que empresa e Corpo de Fuzileiros Navais realizaram reunião onde ficou decidida a preparação de memorando de entendimento para desenvolvimento e homologação de armas de calibres 9mm, 5.56, 7.62 e .50, em parceria técnica com a Marinha.

Os equipamentos desenvolvidos nessa parceria atenderão as necessidades tanto das Forças Armadas quanto das Forças Policiais brasileiras, potencialmente fortalecendo a autonomia tecnológica do país em armamentos estratégicos.

O episódio demonstra que, embora a padronização de equipamentos já existentes justifique compras específicas no exterior, há espaço crescente para a indústria nacional suprir as demandas das Forças Armadas brasileiras, especialmente em novos projetos e modernizações futuras.

Saiba mais:
- CEO da Taurus apresenta portfólio militar ao Comando do Corpo de Fuzileiros Navais 

07 novembro, 2025

Taurus Armas amplia sua presença global com um contrato milionário para fornecimento de fuzis na África

 

*LRCA Defense Consulting - 07/11/2025

A fabricante brasileira de armas Taurus Armas S.A. conquistou um importante contrato internacional para o fornecimento de fuzis de assalto e equipamentos militares a um país do norte da África, avaliado em aproximadamente US$7 millones. Este acordo inclui não apenas a entrega do armamento até o final de 2025, mas também acessórios, kits de manutenção, peças de reposição, suporte logístico e programas de capacitação técnica e operacional para pessoal especializado. Além disso, a Taurus se compromete a fornecer assistência técnica e reposição de peças por mais de uma década, alinhando-se aos padrões internacionais mais rigorosos. Este contrato fortalece a posição da Taurus como um fornecedor global de destaque em sistemas de armas leves para os setores militar e de segurança, com expansão contínua em mercados estratégicos fora do continente americano.

Com quase 86 anos de história e sede em São Leopoldo, Rio Grande do Sul, a Taurus emprega mais de 2.200 pessoas e exporta para mais de 100 países, incluindo mercados-chave como Estados Unidos, Índia, África do Sul, Quênia e Filipinas. Em 2024, oito em cada dez armas produzidas foram exportadas, com um forte peso do mercado norte-americano. A empresa também possui plantas produtivas nos estados da Geórgia (EUA) e Haryana (Índia), focadas em armamento de maior calibre para o setor militar, sob a divisão Taurus Military Products. No contexto de um mercado global de armas leves que pode alcançar um valor de US$71.500 millones até 2032, a Taurus amplia seu portfólio para armas de maior porte, como calibres até .50 BMG, e reforça sua presença em licitações internacionais.

Contudo, apesar do sucesso internacional, a Taurus enfrenta obstáculos no mercado brasileiro. Em outubro de 2025, ocorreram polêmicas em licitações públicas nos estados de Alagoas e Minas Gerais devido a preços elevados e desqualificações controversas, evidenciando tensões e falta de transparência nos processos de contratação pública no país. Este contraste entre a competitividade internacional e as dificuldades no mercado nacional destaca os desafios enfrentados pela indústria local de defesa.

O contrato na África soma-se a uma série de operações que refletem a modernização tecnológica, diversificação produtiva e cooperação técnico-industrial da indústria brasileira de defesa, consolidando a reputação global da Taurus e fortalecendo o protagonismo do Brasil no mercado internacional de armamento militar.

13 maio, 2025

Polícia Penal do MS recebe mais 700 pistolas Taurus TS9 e 20 fuzis Taurus T4

 


*Folha MS, por Erik Silva - 13/05/2025

A Polícia Penal de Mato Grosso do Sul recebeu, nesta segunda-feira (13), um novo lote de equipamentos de segurança e armamento para modernizar e ampliar sua atuação em unidades prisionais do estado.

O pacote inclui 13 viaturas Chevrolet Trailblazer com proteção balística, 700 pistolas Taurus TS9 calibre 9 mm, 20 fuzis Taurus T4 calibre 5.56, 398 coletes balísticos e dispositivos de tecnologia não letal. O investimento total foi de R$ 8,46 milhões.

Os recursos são oriundos dos Fundos Penitenciários Nacional e Estadual e seguem diretrizes da Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen). A entrega oficial ocorreu no 6º Grupamento do Corpo de Bombeiros Militar, em Campo Grande.

Os veículos serão distribuídos entre as unidades penais de sete municípios: Campo Grande, Corumbá, Dois Irmãos do Buriti, Dourados, Naviraí, Ponta Porã e Três Lagoas. Segundo o secretário de Justiça e Segurança Pública, Antonio Carlos Videira, a ação vai além da renovação da frota.

“A Polícia Penal recebeu viaturas com proteção balística, que trazem mais segurança e conforto aos nossos policiais. Também foram entregues pistolas, fuzis e coletes balísticos, garantindo o exercício pleno das novas atribuições constitucionais da categoria”, afirmou.

Durante a solenidade, o governador Eduardo Riedel destacou que o reforço estrutural é uma resposta direta às demandas da categoria, que atua diariamente com mais de 23 mil custodiados no estado.

“São instrumentos e ferramentas para a continuidade do bom trabalho que o nosso efetivo exerce com profissionalismo, capacitação e qualidade. Segurança se faz com investimento, inteligência e valorização dos profissionais”, declarou.

Além do foco na Polícia Penal, o evento também marcou a entrega de 20 viaturas de última geração ao Corpo de Bombeiros Militar, voltadas ao combate de incêndios florestais no Pantanal e em áreas de floresta plantada.

De acordo com o diretor-presidente da Agepen (Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário), Rodrigo Rossi Maiorchini, a entrega representa um passo importante na reestruturação dos serviços.

“Este investimento estratégico reflete o compromisso tanto do Governo Federal quanto do Estado com a modernização do sistema prisional, a valorização dos profissionais e a promoção de um ambiente institucional mais seguro para todos”, afirmou.

As novas aquisições devem reforçar as escoltas, o transporte de internos e a segurança dos servidores nas unidades prisionais, fortalecendo a capacidade de resposta da Polícia Penal em todo o estado.

Saiba mais:
- Agepen entrega 700 pistolas Taurus TS9 à Polícia Penal do MS e está adquirindo mais 1.600 unidades

 

02 maio, 2025

Após adquirir fuzis T10 7,62mm para seus snipers, Polícia Judiciária Civil do MT visita a Taurus

 


*LRCA Defense Consulting - 02/05/2025

No final de abril deste ano, a Taurus Armas S.A. recebeu a visita de Marcio Nelton Pereira, Gerente de Material Bélico, e de Gustavo Rodrigues das Neves, Gerente de Operações Especiais, ambos da Polícia Judiciária Civil do Mato Grosso.

Na ocasião, os convidados conheceram as instalações da empresa, incluindo a unidade industrial 4.0, o Centro de Tecnologia e Engenharia Brasil/Estados Unidos (CITE), e o processo de MIM (Metal Injection Molding), que permite a produção de peças de geometria complexa, com precisão e em grande escala.

Antecedentes referentes à PM do Mato Grosso
Em maio de 2021, o Batalhão Rotam da PM  recebeu nove fuzis calibre 5,56mm Taurus T4 e 18 sub-metralhadoras calibre 9mm modelo Taurus SMT9.

Em 05/01/2023, foram entregues 351 fuzis Taurus de calibre 300 BLK, além de 326 espingardas calibre 12 à Polícia Militar do Mato Grosso. Os armamentos estão disponíveis para as unidades da Força Tática, em todo o Estado, para o Batalhão de Rondas Ostensivas Tático Móvel (Rotam) e para o Batalhão de Operações Especiais (Bope).

Fuzis Taurus T10 7,62mm para a GOE da Polícia Judiciária Civil do Mato Grosso

Em 18 de fevereiro de 2025, a Polícia Judiciária Civil entregou à Gerência de Operações Especiais (GOE) fuzis Taurus modelo T10, calibre 7,62mm. As armas de precisão são específicas para servidores com curso de sniper e irão reforçar o armamento da GOE.

“Essa entrega desse armamento é uma forma de valorizar os policiais e agradecer ao apoio que eles prestam a todas as unidades da Polícia Civil”, afirmou a delegada-geral da Polícia Civil, Daniela Silveira Maidel.

O investimento total foi de R$ 121 mil; cada conjunto de quatro, que inclui o fuzil e os acessórios, custou pouco mais de R$ 30 mil. O recurso é advindo de emenda parlamentar.

“Esse investimento traz a melhoria da qualidade de condições de trabalho para o nosso policial, ainda mais agora, com o enfrentamento cada vez maior contra as facções criminosas”, frisou a diretora de Administração Sistêmica da Polícia Civil, Ana Paula de Faria Campos.

As armas entregues serão utilizadas somente por atiradores de precisão, os snipers. Na GOE, há três profissionais já aptos a utilizar esse tipo de armamento.

“É uma arma moderna, que vai colocar o emprego dos snipers da unidade em outro patamar, com mais segurança, com mais eficiência. Ele é semiautomático, tem uma versatilidade muito maior para o emprego policial, tem peso abaixo da média de outros armamentos e precisão de disparo melhor para o atirador”, explicou o delegado da Gerência de Operações Especiais, Frederico Murta.  

O diretor de Atividades Especiais da Polícia Civil, Cláudio Alvares Sant'Ana, ressaltou a importância do investimento na GOE, visto que a unidade é acionada em todas as ocorrências especiais e atende a todo o Estado.

“Hoje, a GOE é o braço forte na Diretoria de Atividades Especiais e a gente vê isso a cada pedido de socorro no interior. Por isso, a GOE tem que ser olhada aqui dentro de uma maneira diferente. E realmente tem que ter efetivo para trabalhar e os melhores equipamentos. Porque quando estoura, quando precisa, é na GOE que a gente pode chamar e é 24 horas”, destacou Cláudio.

O delegado Frederico Murta frisou que as armas eram uma necessidade da unidade, e serão utilizadas em casos de intervenção e em ocorrências de gerenciamento de crise em que seja necessário o emprego de atiradores de precisão e equipamentos de longa distancia.

“Conseguir esses equipamentos modernos, com tecnologia, vai servir para que a gente possa continuar dando um atendimento ainda mais eficiente para o que é o nosso trabalho. Na nossa atividade, é extremamente necessário que o equipamento humano e o material estejam alinhados, porque é um tipo de atividade que não admite erro”, finalizou Murta.

Nova aquisição de armamentos?
Assim sendo, e considerando reconhecida a excelência das armas que já estão em operação na Polícia Militar e na própria PJC desse Estado, bem como o incomparável pós-venda oferecido pela empresa gaúcha, a visita pode ser vista como um passo estratégico da Polícia Judiciária Civil do Mato Grosso visando a aquisição de armamentos da Taurus, como fuzis T4, pistolas e carabinas.

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