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21 dezembro, 2024

Taurus vence licitação internacional do Ministério da Justiça e Segurança Pública para fornecer 37.102 pistolas


*LRCA Defense Consulting - 21/12/2024

Conforme divulgou Salesio Nuhs, CEO Global da Taurus Armas, durante a reunião com a APIMEC, realizada em 11 de dezembro, sua empresa venceu a licitação internacional aberta pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública para adquirir 37.102 pistolas semiautomáticas calibre 9mm para 14 estados que cederam agentes para a Força Nacional de Segurança.

A arma vencedora foi a pistola Taurus TS9 e cada unidade foi orçada em R$ 7,6 mil, em um total R$ 285,3 milhões.

A licitação internacional realizada pela Secretaria Nacional de Segurança Pública (SENASP) visa recompensar o chamado “legado” deixado nos anos de 2021, 2022 e 2023, anos em que estados cederam os agentes sem contrapartida da União. Pelos convênios de cooperação federativa assinado junto ao MJSP para estruturação da SENASP, da Força Nacional e da Força Tarefa de Intervenção Penitenciária, os estados têm direito a veículos, carabinas, pistolas, coletes e capacetes balísticos.

As armas incluídas nessa licitação serão enviadas, mediante requisição da SENASP, aos estados de Pernambuco (10.400 unidades), Distrito Federal (4.908 unidades), Rio Grande do Norte (4.500 unidades), Maranhão (3.500 unidades), Bahia (3.000 unidades), Rondônia (3.000 unidades), Tocantins (2.700 unidades), Roraima (2.000 unidades), Amapá (1.500 unidades), Amazonas (1.000 unidades), Rio Grande do Sul (500 unidades), Sergipe (70 unidades), Pará (20 unidades) e Paraná (4 unidades).

Pistola Taurus TS9: testada sob as mais rigorosas e reais condições
A pistola Taurus TS9 é produzida com protocolo militar e foi concebida para ser utilizada por forças policiais, de segurança e militares, pois assegura praticidade de pronto emprego, facilidade de manutenção, segurança de manuseio e rusticidade.

É a arma curta padrão de diversas polícias e corpos de bombeiros militares, polícias civis, polícias penais e guardas civis municipais de diversos estados brasileiros.
 
Além do Brasil, a arma é também exportada para órgãos militares e de segurança de outros países, como a Polícia Nacional das Filipinas, uma das organizações policiais mais exigentes do mundo, que adotou a pistola Taurus TS9 como arma curta padrão, já tendo adquirido cerca de 30 mil unidades.

No caso filipino, as armas foram aprovadas com sucesso nos rigorosos testes de aceitação – que incluem mira e precisão, tiro sob pressão, acuracidade, exposição à poeira, imersão na lama, areia e na água, segurança de queda, resistência e aquecimento, entre outros – conduzidos, durante uma semana por uma comitiva de 12 integrantes da Polícia Nacional das Filipinas (Philippines National Police) na fábrica da Taurus, em São Leopoldo (RS).

As pistolas também passaram por análise de corrosão e partículas magnéticas em laboratórios da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e por teste de resistência de 20.000 disparos, onde as amostras foram plenamente aprovadas, superando os requisitos da Norma NATO AC-225.

Os procedimentos fazem parte dos trâmites de aceitação dos produtos de contrato firmado com a instituição filipina. O resultado positivo obtido em todos os testes, comprova a qualidade, a confiabilidade e a resistência da pistola TS9 Striker, especialmente desenvolvida pela Taurus para o mercado policial e militar.

Principais recursos da Taurus TS9
- Mira traseira ajustável: A TS9 possui uma mira traseira ajustável que permite aos atiradores ajustar sua precisão para uma pontaria incomparável.

- Mira frontal ajustável: com mira frontal ajustável, a TS9 oferece versatilidade superior, possibilitando personalizar a imagem visual de acordo com as preferências e estilo de disparo, garantindo a aquisição ideal do alvo em qualquer cenário.

- Trilho para acessórios (Picatinny/MIL-STD 1913): o trilho para acessórios integrado oferece compatibilidade com uma ampla gama de acessórios, incluindo lanternas, lasers e muito mais, permitindo personalizar a TS9 para atender às necessidades e requisitos de missão específicos.

- Extração ambidestra do carregador: a Taurus entende a importância da acessibilidade e conveniência para todos os atiradores. A extração ambidestra do carregador garante que usuários destros e canhotos possam operar a TS9 com facilidade.

- Alças traseiras intercambiáveis ​​(4 tamanhos): a TS9 oferece conforto e ergonomia incomparáveis, graças às suas quatro alças traseiras intercambiáveis, possibilitando personalizar o punho para se ajustar perfeitamente à mão, melhorando o controle e reduzindo o recuo para uma experiência de tiro mais agradável.

- Segurança: possui sistema de dupla trava do gatilho (DTS - trava de gatilho e trava manual) e eficiente sistema de estancamento contra poeira, areia e lodo que garante seu uso sob as mais extremas condições de operação.

Taurus aperfeiçoa armeiros da Polícia Penal do Tocantins, em abril de 2022

Logística de pré e pós-venda: o grande diferencial da Taurus
No entender desta Consultoria, a opção da Secretaria Nacional de Segurança Pública, mesmo que no bojo de uma licitação internacional, é totalmente acertada, haja vista que, além do alto padrão de qualidade e de tecnologia que caracteriza o moderno armamento da Taurus, a opção por armas dessa empresa embute uma completa logística de pós-venda, pois não seria cautelar adquirir um produto se a empresa vendedora não puder, com oportunidade, oferecer suporte, manutenção e assistência técnica na própria região onde as armas estarão em serviço, mesmo nos mais distantes e ermos locais do País.

Diferentemente do que acontece com empresas que apenas exportam para o Brasil ou somente têm escritório no País, a Taurus investe pesadamente na qualificação dos armeiros das entidades de segurança pública e privada, bem como no treinamento técnico de sua equipe de representantes, que está capilarizada por todo o país, o que lhe permite resolver rápida e oportunamente os eventuais problemas que surjam.

Com o Programa Instrutores de Armamento e Tiro, por exemplo, a logística de pré e pós-venda da empresa é reforçada periodicamente com mais instrutores altamente especializados, que têm como compromisso a disseminação de conhecimentos técnicos sobre os produtos da marca e a realização de treinamentos, eventos e demonstrações, entre outras atividades. Atuando como Embaixadores Taurus & CBC, os instrutores poderão também melhor orientar os consumidores brasileiros nas eventuais decisões de aquisição de uma ou mais armas.

Além disso, o grupo Taurus & CBC oferece ao consumidor uma ampla e ágil rede de distribuidores, pontos de venda e assistência técnica treinada em todo o território nacional, além de uma equipe de instrutores credenciados e peças de reposição rapidamente acessíveis.

03 junho, 2024

Grande licitação da SENASP para carabinas, lanternas e miras foi prorrogada para o final de junho


*LRCA Defense Consulting - 03/06/2024

O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) abriu um processo licitatório internacional, por meio da Secretaria Nacional de Segurança Pública (SENASP), para adquirir 33.910 carabinas semiautomáticas calibre 5,56, 35.447 lanternas ajustáveis e 34.346 miras optrônicas.

O total previsto para o processo é de R$ 672,4 milhões, sendo que as carabinas poderão chegar ao valor de R$ 401 milhões. Já as lanternas e as miras optrônicas estão estimadas em R$ 77,5 milhões e R$ 193,9 milhões, respectivamente.

O processo tinha a previsão de ser finalizado em 24 de maio, mas foi prorrogado para o final de junho. 

Esta pode ser uma excelente oportunidade para o governo federal priorizar a indústria nacional e, em especial, uma grande empresa gaúcha com mais de 3.000 funcionários diretos e mais 20 mil pessoas indiretamente beneficiadas no Rio Grande do Sul, neste momento particular que está sendo tão difícil para os gaúchos.


18 março, 2024

Exército indiano licita 550 submetralhadoras. JD Taurus T9 é uma das duas finalistas

*LRCA Defense Consulting - 18/03/2024

Na Índia, a JD Taurus recém iniciou suas operações na unidade fabril de Hisar, estado de Haryana, e já está participando - e muito bem - de uma licitação militar.

Em recente licitação do Exército Indiano para a compra de 550 submetralhadoras, a JD Taurus T9 (JD Taurus) e a ASMI 9x19mm MP (Lokesh Machines Limited - LML)  foram as duas classificadas para prosseguirem para a segunda fase (avaliação financeira), sendo rejeitadas na avaliação técnica armas de conceituados fabricantes internacionais: Tanfoglio CBR-9/TCMP, IWI UZI Pro, G72 9mm SMG, CZUB CZ Scorpion e B&T MP-9.

Veja abaixo o texto publicado pelo portal indiano Alpha Defense:

550 submetralhadoras para o Exército

*Alpha Defense, por Prafull Kumar - 16/03/2024

As submetralhadoras representam uma categoria de armas de fogo compactas conhecidas por sua capacidade de alternar entre os modos de disparo semiautomático e totalmente automático. Essas armas são projetadas especificamente para acomodar calibres de pistola e vêm em diversos tipos, desde adaptações de pistolas existentes, como a Glock-18, até modelos de engenharia exclusiva, como a Mac-10. Amplamente adotadas por militares e agências de aplicação da lei em todo o mundo, as submetralhadoras desempenham um papel crucial em vários cenários operacionais. Notadamente, essas armas de fogo são parte integrante do arsenal das forças militares, policiais e das Forças Policiais Armadas Centrais (CAPFs) da Índia.

Dentro das forças armadas indianas, unidades especializadas como as Forças Especiais do Exército Indiano e os Pelotões Ghatak contam com submetralhadoras avançadas, como a IWI UZI e a B&T MP-9. Da mesma forma, os Comandos da Marinha de elite da Marinha Indiana estão equipados com B&T MP-9 e MP-5K, demonstrando a versatilidade e eficácia destas armas de fogo em diversos ambientes marítimos. Além disso, agências como a Unidade Antiterrorista do Ministério dos Assuntos Internos (MHA) e a Guarda de Segurança Nacional (NSG) implementam modelos de ponta como a B&T APC-9 PRO e a ARDE-LML ASMI, esta desenvolvida internamente, sublinhando a importância estratégica das submetralhadoras modernas em combate ao terrorismo e operações especiais.

Um desenvolvimento significativo no domínio da tecnologia de armas de fogo indiana é a criação da submetralhadora ASMI por um oficial do exército indiano em colaboração com o Estabelecimento de Pesquisa e Desenvolvimento de Armamento (ARDE) da Organização de Pesquisa e Desenvolvimento de Defesa (DRDO). Esta inovação local não só demonstra a crescente experiência da Índia no desenvolvimento de armas ligeiras, mas também destaca a parceria estratégica entre as indústrias militar e nacional.

O processo de seleção para aquisição de submetralhadoras automáticas pelo Exército Indiano reflete uma avaliação rigorosa e competitiva. A ARDE, na qualidade de parceira de desenvolvimento e produção (DcPP) da ASMI, envolveu-se num processo de licitação competitivo em duas fases para garantir transparência e eficiência. Recentemente, o Exército Indiano iniciou um Pedido de Informação (RFI) para adquirir 550 unidades de uma submetralhadora 9×19 mm, atraindo o interesse de diversas empresas conceituadas.

As empresas participantes no processo de licitação incluem Defind Enterprises Private Limited (DEPL) com sua oferta italiana, a Tanfoglio CBR-9/TCMP; Stump Schuele Lewis Machine Tools (SS-LMT) apresentando a G72 9mm SMG; Lokesh Machines Limited (LML) apresentando a ASMI da ARDE;  PLR Systems com a israelense IWI UZI Pro; Optic Electronic (Índia) Private Limited apresentando a suíça B&T MP-9; Vinveli Automated Systems Limited oferecendo a CZUB Evo 3 A1 Scorpion da República Tcheca; e Jindal Defense com a brasileira Taurus T9.

Após uma avaliação técnica, apenas a ARDE-LML ASMI e a Jindal Taurus T9 avançaram com sucesso, cumprindo os rigorosos critérios estabelecidos pelo Exército Indiano. A próxima etapa envolverá a apresentação de propostas financeiras pela Lokesh Machines Limited (LML) e pela Jindal Defense, com a seleção do licitante L1 dessas duas empresas marcando um marco crucial no processo de aquisição. 

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Submetralhadora JD Taurus T9

Submetralhadora JD Taurus T9
A Submetralhadora JD Taurus T9 é uma arma de fogo de última geração que foi projetada para forças de segurança e militares que procuram uma subetralhadora com precisão e confiabilidade excepcionais.

Esta Submetralhadora automática excepcional possui um comprimento de cano de 5,5" e um calibre 9X19, proporcionando exatidão e precisão incomparáveis. Seu comprimento total mede 22,8" (com coronha estendida) e 19,7" (com coronha retraída) e pesa apenas 5,3 libras (sem carregador), tornando-a leve e fácil de manusear.

A Submetralhadora JD Taurus T9 possui um seletor de tiro que permite modos de disparo seguros, semiautomáticos e automáticos, dando aos atiradores a versatilidade necessária para lidar com qualquer situação. Seu carregador pode conter até 32 tiros, proporcionando amplo poder de fogo quando é mais necessário.

Fabricadas em alumínio anodizado rígido 7075 T6, as partes superior e inferior desta submetralhadora são construídas para durar. A seção superior possui um trilho superior plano (Mil STD 1913), tornando-o compatível com uma ampla gama de miras. Enquanto isso, o acabamento Cerakote preto fosco garante que a arma seja durável e elegante.

A Submetralhadora automática JD Taurus T9 também é equipada com coronha retrátil que pode ser ajustada em seis posições diferentes, proporcionando ao atirador o conforto e o controle necessários para atingir seus objetivos.

Enfim, é possível afirmar que a submetralhadora automática JD Taurus T9 oferece alto desempenho, precisão, potência e confiabilidade excepcionais.

07 dezembro, 2022

Ministro da Defesa assina norma que favorece a aquisição de produtos da Base Industrial de Defesa

Na prática, a norma permite que outros órgãos, como as Sec. de Segurança, utilizem essa modalidade de licitação para adquirir produtos da Base Industrial de Defesa. Antes disso, apenas o Ministério da Defesa (MD) e as Forças Armadas tinham acesso à condição especial.


*LRCA Defense Consulting - 06/12/2022

O Ministro da Defesa, Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira, assinou, nesta terça-feira (06), portaria que amplia, em âmbito nacional, o direito de usar o Termo de Licitação Especial (TLE), para a aquisição de Produtos de Defesa (PRODE) e Estratégicos de Defesa (PED).

Na prática, o instrumento permite que outros órgãos, como as Secretarias de Segurança, utilizem essa modalidade de licitação para adquirir produtos da Base Industrial de Defesa (BID). Antes disso, apenas o Ministério da Defesa (MD) e as Forças Armadas tinham acesso à condição especial.

O TLE foi criado pelo Decreto nº 7.970/2013. As novas diretrizes estabelecem que os órgãos e as entidades da administração pública direta ou indireta, nos Três Poderes, nas esferas federal, estadual, distrital e municipal também poderão utilizar o termo de licitação.

Instituem, ainda, que ficará permitido, aos órgãos e entidades, utilizar, de forma discricionária, a Central de Compras do Ministério da Economia (ME) nas aquisições e nas contratações de produtos do setor de modo padronizado, garantindo maior segurança jurídica, economia de escala, racionalidade administrativa, aperfeiçoamento e inovação da gestão nas contratações quando envolver a utilização do TLE.

A oficialização da normativa ocorreu durante a 7ª Mostra BID Brasil, na Capital Federal. O evento, que acontece entre os dias 6 e 8 de dezembro, no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, é um dos mais relevantes do segmento de Defesa e Segurança.

Esta Consultoria acredita que ss maiores beneficiadas sejam empresas dos setores de armamento (letal e não letal), munição, automotivo, vestuário militar e equipamentos diversos ligados à área militar e de segurança.

*Com informações do Ministério da Defesa.

 

11 maio, 2022

Índia: com o fuzil T4, Taurus avança mais um passo em licitação de 94 mil armas


*LRCA Defense Consulting - 11/05/2022

Durante as lives de hoje, onde o CEO da Taurus Armas, Salesio Nuhs, e o CFO, Sérgio Sgrillo Filho, comentaram sobre os excelentes resultados do 1T22 e as perspectivas futuras para a empresa, uma informação divulgada é de suma importância: a Taurus já avançou mais um passo na licitação do governo indiano, onde este quer importar, em caráter emergencial, cerca de 94 mil fuzis CQB.

A empresa está concorrendo com o seu consagrado fuzil Taurus T4 calibre 5,56 x 45mm e, em fevereiro passado, a equipe que viajou para a Índia, juntamente com integrantes da Jindal Defence, estiveram  na Escola de Infantaria Mhow, na cidade de Indore, onde realizaram a demonstração do fuzil para as Forças Armadas Indianas, visando essa licitação e outra futura que poderá chegar a cerca de 350 mil fuzis em cinco anos.

Para essa importante atividade, a Taurus levou 15 fuzis T4 automáticos em diferentes variações, como modelos de 14,5”, 11,5” e 7,5” de cano, guarda-mãos de alumínio quad-rail e M-Lok, diferentes miras e carregadores metálicos e de polímero.

Após ter sido aprovado completamente nos testes iniciais, a novidade agora é o novo passo da licitação: o Exército Indiano já definiu as especificações do fuzil que quer. Assim, a Taurus aguarda agora a solicitação para que envie um novo lote de armas para os testes definitivos.

Tomando-se por base outras licitações internacionais já vencidas pela empresa com o fuzil T4, caso a seja a vencedora também nessa, o fato poderá significar o ingresso de cerca de 55 milhões de dólares em seu caixa.

A possibilidade de a escolha do fuzil T4 pelo Exército Indiano estar cada vez mais próxima, entusiasma a empresa brasileira e seus acionistas, haja vista que, além de os frutos financeiros serem totalmente da Taurus Brasil, poderá marcar a entrada, em grande estilo, no maior e mais inexplorado mercado capitalista de armas leves do mundo, abrindo também caminho, já com a joint venture Jindal Taurus, para a grande licitação de mais de 350 mil fuzis planejada pelo Exército Indiano, isso sem contar a possibilidade fornecimento de pistolas e submetralhadoras para substituir as obsoletas armas em uso pelas forças armadas desse país.

Os executivos da Taurus também afirmaram anteriormente que outras quatro licitações menores estão em curso no país, com boas chances de sucesso. Segundo informações já divulgadas, estas são:
- para a Guarda de Segurança Nacional: submetralhadora SMTP9;
- para a polícia de um estado, que poderá adquirir até 4.000 unidades do fuzil T4;
- para polícia da cidade de Aizawl, capital do estado de Mizoram: pistolas TS9 e TH9c;
- para uma outra força que não foi anteriormente divulgada: a empresa não especificou a(s) arma(s).

30 março, 2022

Na Índia, Taurus caminha a passos firmes, inclusive na licitação para 94 mil fuzis

Unidade fabril da Jindal Taurus Defence System PVT. LTD. em fase de conclusão

*LRCA Defense Consulting - 30/03/2022

Em oportuna e esclarecedora live ocorrida hoje à noite, sob a competente condução da equipe da SaraInvest, Salesio Nuhs, CEO Global da Taurus Armas, e Sérgio Sgrillo Filho, CFO da empresa, trouxeram novas e importantes informações sobre a atualidade e perspectivas da companhia.

Um dos assuntos mais palpitantes disse respeito à joint venture firmada com o poderoso Grupo Jindal para a produção de armas civis e militares nesse país.

Segundo o CEO, a parte estrutural da fábrica indiana da Jindal Taurus Defence System PVT. LTD. está pronta e ficará operacional já em junho próximo. 

No momento, está sendo finalizada a questão burocrática da formação da empresa junto ao governo indiano, já que o board dirigente será composto por três integrantes do Grupo Jindal e dois da Taurus Armas (Salesio e Sérgio), devendo as decisões serem tomadas por unanimidade quando as quantias envolvidas forem superiores a 100 mil dólares, o que garantirá a não diluição da participação brasileira. Foi dito ainda que em todos as negociações que envolvam garantias financeiras, estas serão fornecidas pelo Grupo Jindal.

Após o pronunciamento positivo do governo e a conclusão da burocracia necessária à formação final da nova empresa, a unidade de São Leopoldo já poderá começar a enviar os kits a serem montados na Índia.

Em abril, quatro engenheiros indianos virão para a unidade brasileira, onde passarão um mês conhecendo os processos técnicos e logísticos da empresa a fim de, no regresso e junto com os engenheiros da Taurus, começarem a espelhá-los na unidade indiana.

 

Licitação de 94 mil fuzis está mais próxima
Salesio e Sérgio também afirmaram que a licitação que está sendo feita pelo Exército Indiano, para aquisição emergencial de 94 mil fuzis, ainda não será da joint venture, mas sim totalmente da Taurus Brasil.

No mês passado, a equipe da Taurus que viajou para a Índia e integrantes da Jindal Defence estiveram  na Escola de Infantaria Mhow, na cidade de Indore, estado de Madhya Pradesh, onde realizaram a demonstração do fuzil T4, calibre 5,56x45 para as Forças Armadas Indianas, visando licitações imediatas e futuras que poderão chegar a cerca de 450 mil fuzis em cinco anos.

Para essa importante atividade, a Taurus levou 15 fuzis T4 automáticos em diferentes variações, como modelos de 14,5”, 11,5” e 7,5” de cano, guarda-mãos de alumínio quad-rail e M-Lok, diferentes miras e carregadores metálicos e de polímero.

O evento, que teve resultados muito positivos, contou com a participação de aproximadamente 30 militares do Exército Indiano, incluindo o Comandante da Escola de Infantaria, Brigadeiro Sanjeev Dhar.

A demonstração consistiu em apresentações sobre a precisão, efetividade e confiabilidade do T4, em todos seus modelos, com a variação de alvos, movimentação e mudança no modo e cadência de tiro, além de outros testes como queda e imersão em água. Ao todo, foram realizados mais de 2.000 disparos, sendo que os integrantes do Exército Indiano também puderam testar individualmente todos os fuzis.

Ao final da demonstração, os militares indianos se mostraram bastante satisfeitos e ainda destacaram os atributos técnicos, intercambialidade, modularidade e adaptabilidade dos modelos T4 para os diferentes cenários e necessidades das forças indianas.

O sucesso da demonstração fez com que a Taurus fosse convidada para dar continuidade ao processo, realizando uma segunda apresentação demonstrativa ao Exército, o que acontecerá nos próximos dias.

O fato de o sucesso na escolha do fuzil T4 estar cada vez mais próximo, entusiasma a empresa brasileira e seus acionistas, haja vista que, além de os frutos financeiros serem totalmente da Taurus Brasil, poderá marcar a entrada, em grande estilo, no maior e mais inexplorado mercado capitalista de armas leves do mundo, abrindo também caminho, já com a joint venture Jindal Taurus, para a grande licitação de 350 mil fuzis planejada pelo Exército Indiano, isso sem contar a possibilidade fornecimento de pistolas e submetralhadoras para substituir as obsoletas armas em uso.

Os executivos da Taurus também afirmaram que outras quatro licitações menores estão em curso no país, com boas chances de sucesso. Segundo informações anteriores, estas são: para a Guarda de Segurança Nacional (submetralhadora SMTP9), para a polícia de um estado (que poderá adquirir até 4.000 unidades do fuzil T4), para polícia da cidade de Aizawl, capital do estado de Mizoram (pistolas TS9 e TH9c) e para uma outra força que não foi anteriormente divulgada.










 

 

16 fevereiro, 2021

Na Índia, Taurus participará de megalicitação de 93.985 fuzis CQB para o exército


*LRCA Defense Consulting - 16/02/2021

No dia 13 de fevereiro, a imprensa indiana informou que o exército desse país emitiu um novo pedido de informações (RFI) para uma aquisição rápida de 93.895 carabinas CQB (a carabina Close Quarter Battle é uma arma mais curta que o fuzil de assalto, própria para o combate aproximado). Isso ocorre cinco meses depois que o Ministério da Defesa revogou a licitação para adquirir um número semelhante de carabinas sob o Procedimento Fast-Track (FTP).

Os RFIs foram emitidos em 10 de fevereiro para vários fabricantes globais, incluindo Caracal, Colt, SiG Sauer, Beretta e Kalashnikov. Segundo a imprensa indiana, a mudança significativa no FTP desta vez foi a remessa do RFI também para várias empresas indianas, como a Jindal Defense/Taurus Armas, Ordinance Factory Board, Reliance Defense, SSS Defense, Bharat Forge/Thales e Adani-PLR Systems/IWI, entre outras.

Como antes, o exército quer a nova carabina com câmara para o cartucho de 5,56x45 mm. A arma deve ter alcance efetivo não inferior a 200 metros; precisão menor que igual ao MoA; Picatinny Rails: compatível com MIL Standard1913; peso não deve ser superior a 3,3 kg sem o carregador e outros acessórios; confiabilidade durante o preenchimento de 2.000 rodadas, não deve sofrer mais do que três interrupções de `Classe 1 'ou` Classe II' e nenhuma Classe III. Mais importante ainda, deve ser capaz de operar entre -20ºC e +45ºC.

Com apenas uma página, o novo RFI do exército indiano é muito mais simples em comparação com seu RFI de três páginas em 2018. A licitação visa adquirir as armas um ano após a assinatura do contrato. 

A iniciativa se enquadra na diretriz Atmanirbhar Bharat (Índia Autossuficiente) na área de Defesa e, como tal, poderá priorizar propostas que atendam ao programa Make in India, ou seja, que incluam a fabricação desse lote ou de lotes futuros em uma joint venture formada com uma empresa local.

Em 2018, a carabina CAR 816, do fabricante de armas dos Emirados Árabes Unidos Caracal, surgiu como o lance mais baixo no FTP iniciado pelo Exército Indiano para uma nova arma compacta para substituir sua carabina "Sterling" de 9 mm 1A1 vintage da 2ª Guerra Mundial.

O secretário de Defesa Ajay Kumar, que chefia o Conselho de Aquisições de Defesa (DPB), finalmente cancelou a aquisição em setembro passado. O acordo anterior foi questionado por altos funcionários do Ministério da Defesa por dois motivos:
- as carabinas eram mais caras do que os fuzis de assalto SiG 716 feitos nos Estados Unidos, também importados pelo FTP no ano passado por mais de $ 96 milhões; e
- os funcionários do ministério da defesa observaram que nenhuma parte das armas estava sendo fabricada internamente.

Em setembro passado, a Caracal se ofereceu para fabricar todos as carabinas no país, como parte da iniciativa do governo Make in India. O fabricante de armas estatal dos Emirados Árabes Unidos disse que também supervisionaria a transferência de tecnologia. Além disso, oficiais do Exército também exploraram opções para comprar uma quantidade menor de cerca de 25.000 carabinas do fabricante dos Emirados Árabes Unidos, mas essas opções foram abandonadas em favor de um novo contrato.

O tamanho desse negócio ainda não é conhecido, mas em uma estimativa feita a partir da oferta de 2018 da Caracal, provavelmente seria mais de $ 110 milhões, ou 1.100 dólares por unidade, aproximadamente, uma valor considerado alto para uma arma desse tipo. 

O porte dessa licitação internacional, o potencial de negócios futuros que embute e a participação dos maiores fabricantes de armamento leve do mundo, podem fazer com que ela se transforme no mais disputado e importante certame semelhante dos últimos tempos.

Jawans do exército indiano patrulhando perto da fronteira coberta de neve em Kupwara, portando ultrapassados fuzis Kalashnikov - Foto ANI

Taurus Armas
Além da licitação emergencial de 93.895 carabinas CQB divulgada no dia 10, recentemente a Índia solicitou 10 unidades do Fuzil T4 para submetê-los a testes, haja vista que pretende fazer, em data ainda não definida, uma megalicitação ainda maior, que poderá variar entre 350.000 e 500.000 fuzis/carabinas CQB para suas unidades de Infantaria, especialmente as que atuam nas regiões de fronteira, onde há a possibilidade de serem travados combates aproximados.

Como comprovou a licitação para o Exército Filipino, vencida recentemente pelo Fuzil T4, a Taurus tem nele uma arma moderna, de altíssima qualidade e com a melhor relação custo/benefício do mercado, sendo perfeitamente adequada às necessidades e exigências do Exército Indiano.

Para além dos quesitos técnicos e financeiros, que são fundamentais num primeiro momento do certame, há também outros fatores importantes a considerar, pois podem ser decisivos no desenrolar das negociações.

O primeiro deles é o pioneirismo da Taurus e da CBC, sendo parceiras de primeira hora do Primeiro-ministro indiano Narendra Modi em seu Programa Make in India, concretizado por meio das joint ventures (JV) já firmadas com a Jindal Defence e com a SSS Defence, respectivamente.

Junto a este fato, está o de que Grupo CBC/Taurus passará a fabricar munições e armas na Índia, criando um ecossistema facilitador completo para o Exército Indiano e para as demais forças militares, paramilitares e de segurança do país.

A poderosa parceria com o Jindal Group, maior fabricante de aço da Índia e um dos dez maiores do mundo, também é um fator muito positivo, pois fornece a segurança política e o respaldo financeiro necessários para as operações da JV da Taurus nesse país.

Além desses fatores, poderão também pesar no negócio a afinidade ideológica e os interesses comerciais mútuos entre o Primeiro-ministro Narendra Modi e o Presidente Jair Bolsonaro, bem como a ambição geopolítica da Índia de firmar sua presença nas Américas, tendo o Brasil como centro irradiador. 

Correndo por fora, há ainda o fato (noticiado pela imprensa indiana) de o governo desse país asiático ter grande interesse em firmar uma parceria com a Embraer, visando sua divisão de jatos comerciais que havia sido vendida à Boeing e teve o negócio desfeito por esta.

Como novidade mais recente e possível handcap, o Fuzil T4 foi testado, aprovado e adquirido pelo Exército das Filipinas, após testes considerados dos mais exigentes do mundo. Esta aquisição totalizou 12.412 fuzis, sendo a primeira vez que o Exército Filipino adquiriu fuzis de um país diferente dos Estados Unidos. Após a entrega, será também a estreia do Fuzil T4 na dotação regular de um exército.

Fuzil T4
O fuzil Taurus T4 é baseado na consagrada plataforma M4/M16, amplamente empregada pelas forças militares em todo o mundo e principalmente pelos países membros da OTAN, por ser considerada uma arma extremamente confiável, leve, de fácil emprego e manutenção.

Além disso, tem alta performance, confiabilidade, segurança e é fabricado com materiais de última geração, sendo adaptado para permitir o uso de uma vasta gama de acessórios. O modelo possui trilho para acessórios integrado ao upper receiver para o acoplamento de aparatos de mira. A coronha telescópica do fuzil permite ao usuário mais conforto e facilidade de manuseio.

Podendo ser ajustada em até seis posições, ajusta-se perfeitamente a qualquer usuário. Possui, também, um quebra-chamas seguindo os rigorosos padrões STANAG, e apresenta empunhadura ergonômica para assegurar melhor grip no momento do disparo, promovendo assim maior precisão e segurança.

O T4 está atualmente disponível em três versões, todas no calibre 5,56 x 45mm (padrão OTAN). Uma de 11,5” de cano com guarda-mão com quad-rail (quatro trilhos para acessórios) e duas versões com guarda-mão em polímero de alta resistência com canos de 11,5” e 14,5”.

As diferenças estão, principalmente, no comprimento de cano, peso e modos de disparo disponíveis em cada um. As versões com 11,5” de comprimento de cano possuem modos de disparo semiautomático, auto e safe. Estes modelos possuem um comprimento total de, no máximo, 811mm (com coronha completamente estendida) e, no mínimo, 716mm (com coronha completamente retraída).

Já o modelo com cano de 14,5” possui somente o modo de disparo semiautomático e safe. Esta versão é ligeiramente mais pesada que o modelo de 11,5”, tendo comprimento total de, no máximo, 870mm (com coronha completamente estendida) e, no mínimo, 787mm (com coronha completamente retraída).

Fuzil T4 em novos calibre e tamanhos
A Taurus também está desenvolvendo um fuzil T4 no calibre 7,62 x 39mm, calibre este que é usado pelos países do Leste Europeu (antigo Pacto de Varsóvia) e outros situados na Ásia, Oriente Médio e África, entre os quais a Índia. Será produzido com protocolo militar e com cano nos cumprimentos de 20, 16 e 11,5 polegadas, podendo assim, de acordo com o tamanho, ser empregado como fuzil de assalto (16 e 20 polegadas) ou como carabina (11,54 polegadas).

T4 com cano de 11,5 polegadas

Além desse, estão sendo desenvolvidos fuzis T4 no calibre .300 AAC Blackout e canos de 9 (este também no calibre 5,56), 11,5 e 14 polegadas.

O calibre .300, também conhecido como 7.62×35mm, é um cartucho intermediário desenvolvido nos Estados Unidos pela Advanced Armament Corporation (AAC) para uso na carabina M4. Seu objetivo é atingir balística semelhante ao cartucho de 7.62x39mm, ou ainda mais similarmente ao cartucho 7,92×33mm Kurz em um AR-15. 

O Blackout foi feito para resolver alguns dos problemas da munição OTAN. O principal deles era que o calibre 5,56 mm é muito barulhento para a quantidade de energia que carrega. O .300 funciona com todas os carregadores AR atuais, ferrolhos, conjuntos de ferrolhos, e supera o 5.56 em distâncias curtas e uso em cano curto, ao mesmo tempo em que é muito mais silencioso.

É o calibre favorito particular de forças especiais europeias, devido a seus benefícios em situações táticas, sendo padrão nessas unidades do Reino Unido, Holanda e Alemanha, além dos EUA. Mas não é reservado apenas para uso em combate. Os caçadores também usam essa munição com grande efeito, embora não para tiros de longo alcance. Em situações de curta distância, esta munição pode substituir uma espingarda, devido ao forte impacto que tem.

T4 com calibre .300

Fuzil T10
Além dos T4 em diversos calibres e tamanhos de cano, a multinacional gaúcha também está desenvolvendo o Taurus T10, um fuzil no calibre 7,62 x 51mm padrão OTAN baseado na conceituada plataforma AR-10, o que lhe permite se beneficiar de um eventual intercâmbio de peças e acessórios com outros modelos desenvolvidos na mesma plataforma.

Fabricado com reforçado protocolo militar, o T10 é um típico fuzil de assalto com cano de 20 polegadas, mas que também poderá ser fabricado com um de 16 polegadas. Esta arma está sendo planejada para disputar os mercados militar e de segurança com outros fuzis similares existentes no mundo.

No caso da Índia, poderia disputar o mercado de fuzis de assalto no calibre 7,62 x 51mm, pois ainda não há nenhuma joint venture estabelecida dentro do Programa Make in Índia que esteja em condições de fabricar um fuzil com esse calibre.

Do ponto de vista logístico, seria bastante interessante a Taurus poder oferecer ao mercado militar, paramilitar e policial indiano fuzis nos mesmos calibres usados pelas forças armadas desse país, ainda mais com possibilidade de exportação para os demais países que também os adotam.
 
Fuzil Taurus T10 no calibre 7,62 x 51mm

 
Portfólio completo
A nova gama de fuzis em vários calibres e tamanhos de cano se traduz por uma flexibilidade que possibilitará à empresa dispor de um portfólio capaz de atender as mais diversas necessidades das forças armadas e de segurança mundiais. 

Outras licitações
Em que pese a importância das licitações na Índia, a Taurus está participando também de outros importantes certames, seguindo firme com a estratégia de avançar no mercado internacional, principalmente em países com expressivo crescimento, ampliando assim a diversificação geográfica de suas vendas e passando a ter uma posição de proeminência em mercados com grande potencial, onde seu diferencial é oferecer soluções completas de alta tecnologia.

Saiba mais:

- Parceria Índia & Brasil será "uma das definidoras deste século", afirma embaixador indiano

- Mirando o futuro, Taurus está conquistando alguns dos países que mais crescem no mundo

08 dezembro, 2020

Taurus: licitação nas Filipinas poderá render mais de 7,3 milhões de dólares


*LRCA Defense Consulting - 08/12/2020

Ontem (07), a multinacional brasileira Taurus Armas S.A. divulgou que seu Fuzil T4 venceu a segunda fase (testes de resistência) da megalicitação de 12.412 fuzis que está sendo feita pelo Exército das Filipinas.

Em termos práticos, é possível afirmar que a Taurus está a um passo de ser declarada a vencedora do certame, haja vista que a próxima fase é apenas burocrática (documentação) e a empresa brasileira já foi totalmente credenciada junto ao governo desse país após ter vencido uma licitação semelhante em 2018, passando a ser a grande fornecedora de pistolas (modelo TS9 Striker) para a Polícia Nacional das Filipinas, concluída com a entrega das 20.000 armas em 2019. No mercado civil desse país é uma das três principais marcas importadas.

Segundo informou a empresa, caso seja declarada vencedora dessa megalicitação, as armas deverão ser entregues ainda no primeiro semestre de 2021.

É provável que a Taurus estabeleça uma parceria com uma empresa filipina, com o propósito de prestar serviços de pós-venda nesse país (assistência técnica e reposição de peças), pois essa é uma exigência do licitante para a habilitação final. Uma das possibilidades é a Trust Trade, empresa responsável pela distribuição exclusiva dos produtos das brasileiras Taurus Armas, CBC/Magtech e Condor Tecnologias Não-Letais, importadora e distribuidora internacional líder em armas de fogo, munições e acessórios nesse país asiático, atendendo às necessidades da polícia, agentes da lei, militares e civis para transações individuais, no atacado e institucionais. No entanto, outras opções poderão surgir, de acordo com as conveniências da empresa e do exército filipino.

O preço ofertado pela brasileira foi de US $ 590,78 por unidade, o que significará um significativo ingresso  de mais de 7,3 milhões de dólares nos cofres da companhia ao término da transação.

05 novembro, 2020

Taurus Armas vence primeira fase de licitação para fornecer 12.412 fuzis T4 para o exército das Filipinas

 

*LRCA Defense Consulting - 05/10/2020

A empresa brasileira Taurus Armas venceu a primeira e mais importante fase da licitação para fornecer 12.412 fuzis automáticos T4 para o exército das Filipinas, oferecendo o preço de US $ 590,78 por unidade, considerado o menor entre as empresas licitantes.

Em segundo lugar, classificou-se a empresa coreana Dasan Machineries Co., Ltd, com o preço de US $ 605.71; em terceiro, a israelense EMTAN Karmiel Ltd., com o preço de US $ 940.44.

A licitação agora prossegue para a fase seguinte, conhecida como de pós-qualificação, onde será examinada a documentação adicional e realizados minuciosos testes de endurance nas amostras, como pode ser visto em https://urlzs.com/Kas9n

Caso seja vencedora também nas demais fases, a Taurus Armas poderá vir a ter um faturamento de mais de 7,3 milhões de dólares com essa venda.

A Taurus tem obtido sucesso em sua participação no mercado filipino, onde já entregou mais de 20.000 unidades de pistolas e submetralhadoras para a forças policiais nos últimos anos. No mercado civil desse país é uma das três principais marcas importadas.

Histórico
Em 2018, a companhia venceu um grande contrato para o fornecimento de pistolas Striker modelo TS9 para Polícia Nacional das Filipinas. As armas passaram por um dos mais rigorosos testes de avaliação, incluindo teste de resistência de 20 mil disparos, onde as amostras foram plenamente aprovadas. Os testes aplicados superaram em vários requisitos os requisitos da Norma NATO AC-225. Os lotes foram entregues para a corporação filipina no ano passado.

No final de 2019, a Taurus participou da primeira grande licitação internacional para o fornecimento de 11.551 fuzis de assalto para suprir o Exército Filipino, estimada em 540.779.108 pesos filipinos, equivalente hoje a mais de 10,6 milhões de dólares.

O processo licitatório foi encerrado em 20 de janeiro do corrente e, no dia 04 de fevereiro, a empresa brasileira Taurus Armas S.A. foi declarada vencedora da primeira etapa, após ter apresentado a melhor proposta técnica e financeira.

No entanto, em março, após ter sido declarada praticamente vencedora do certame e ter informado este fato ao mercado brasileiro, a licitação foi suspensa e, posteriormente, cancelada definitivamente.

Filipinas e Índia credenciam a Taurus no imenso mercado asiático
O fornecimento de fuzis e pistolas para as forças armadas e policiais das Filipinas e a joint venture com a indiana Jindal Defense estabelecem um cenário promissor para a Taurus Armas, pois credenciam a empresa junto ao imenso mercado asiático, pressupondo novos e significativos negócios no maior e mais inexplorado mercado mundial para armamentos leves.

O fuzil Taurus T4
Adotado, desde o segundo semestre de 2017, como arma padrão pela Polícia Real de Omã, que importou 10 mil unidades, o fuzil T4 produzido pela Taurus Armas S.A. em São Leopoldo (RS) é um dos atuais carros-chefes da empresa para os mercados policial e militar do Brasil e do exterior.

Por meio da joint venture indiana firmada no final de janeiro de 2020 entre a Taurus e a Jindal Defense Systems, há a expectativa de o governo da Índia adquirir meio milhão de fuzis T4 ao longo dos próximos cinco anos, conforme informou a empresa após a assinatura do contrato de joint venture.

No Brasil, o T4 é utilizado com sucesso pelas polícias militares e civis de diversos Estados. Em 2019, venceu uma licitação internacional para equipar a Polícia Civil do Estado de São Paulo.

O fuzil Taurus T4 é baseado na consagrada plataforma M4/M16, amplamente empregada pelas forças militares em todo o mundo e principalmente pelos países membros da OTAN, por ser considerada uma arma extremamente confiável, leve, de fácil emprego e manutenção.

Além disso, tem alta performance, confiabilidade, segurança e é fabricado com materiais de última geração, sendo adaptado para permitir o uso de uma vasta gama de acessórios. O modelo possui trilho para acessórios integrado ao upper receiver para o acoplamento de aparatos de mira. A coronha telescópica do fuzil permite ao usuário mais conforto e facilidade de manuseio.

Podendo ser ajustada em até seis posições, adequa-se perfeitamente a qualquer usuário. Possui, também, um quebra-chamas, seguindo os rigorosos padrões STANAG, e apresenta empunhadura ergonômica para assegurar melhor grip no momento do disparo, promovendo assim maior precisão e segurança.

O T4 está disponível em três versões. Uma de 11,5” de cano com guarda-mão com quad-rail (quatro trilhos para acessórios) e duas versões com guarda-mão em polímero de alta resistência com canos de 11,5” e 14,5”.

As diferenças estão, principalmente, no comprimento de cano, peso e modos de disparo disponíveis em cada um. As versões com 11,5” de comprimento de cano possuem modos de disparo semiautomático, auto e safe. Estes modelos possuem um comprimento total de, no máximo, 811mm (com coronha completamente estendida) e, no mínimo, 716mm (com coronha completamente retraída).

Já o modelo com cano de 14,5” possui somente o modo de disparo semiautomático e safe. Esta versão é ligeiramente mais pesada que o modelo de 11,5”, tendo comprimento total de, no máximo, 870mm (com coronha completamente estendida) e, no mínimo, 787mm (com coronha completamente retraída).

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