Pesquisar este portal

Mostrando postagens com marcador Fuzil T10. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Fuzil T10. Mostrar todas as postagens

02 maio, 2025

Após adquirir fuzis T10 7,62mm para seus snipers, Polícia Judiciária Civil do MT visita a Taurus

 


*LRCA Defense Consulting - 02/05/2025

No final de abril deste ano, a Taurus Armas S.A. recebeu a visita de Marcio Nelton Pereira, Gerente de Material Bélico, e de Gustavo Rodrigues das Neves, Gerente de Operações Especiais, ambos da Polícia Judiciária Civil do Mato Grosso.

Na ocasião, os convidados conheceram as instalações da empresa, incluindo a unidade industrial 4.0, o Centro de Tecnologia e Engenharia Brasil/Estados Unidos (CITE), e o processo de MIM (Metal Injection Molding), que permite a produção de peças de geometria complexa, com precisão e em grande escala.

Antecedentes referentes à PM do Mato Grosso
Em maio de 2021, o Batalhão Rotam da PM  recebeu nove fuzis calibre 5,56mm Taurus T4 e 18 sub-metralhadoras calibre 9mm modelo Taurus SMT9.

Em 05/01/2023, foram entregues 351 fuzis Taurus de calibre 300 BLK, além de 326 espingardas calibre 12 à Polícia Militar do Mato Grosso. Os armamentos estão disponíveis para as unidades da Força Tática, em todo o Estado, para o Batalhão de Rondas Ostensivas Tático Móvel (Rotam) e para o Batalhão de Operações Especiais (Bope).

Fuzis Taurus T10 7,62mm para a GOE da Polícia Judiciária Civil do Mato Grosso

Em 18 de fevereiro de 2025, a Polícia Judiciária Civil entregou à Gerência de Operações Especiais (GOE) fuzis Taurus modelo T10, calibre 7,62mm. As armas de precisão são específicas para servidores com curso de sniper e irão reforçar o armamento da GOE.

“Essa entrega desse armamento é uma forma de valorizar os policiais e agradecer ao apoio que eles prestam a todas as unidades da Polícia Civil”, afirmou a delegada-geral da Polícia Civil, Daniela Silveira Maidel.

O investimento total foi de R$ 121 mil; cada conjunto de quatro, que inclui o fuzil e os acessórios, custou pouco mais de R$ 30 mil. O recurso é advindo de emenda parlamentar.

“Esse investimento traz a melhoria da qualidade de condições de trabalho para o nosso policial, ainda mais agora, com o enfrentamento cada vez maior contra as facções criminosas”, frisou a diretora de Administração Sistêmica da Polícia Civil, Ana Paula de Faria Campos.

As armas entregues serão utilizadas somente por atiradores de precisão, os snipers. Na GOE, há três profissionais já aptos a utilizar esse tipo de armamento.

“É uma arma moderna, que vai colocar o emprego dos snipers da unidade em outro patamar, com mais segurança, com mais eficiência. Ele é semiautomático, tem uma versatilidade muito maior para o emprego policial, tem peso abaixo da média de outros armamentos e precisão de disparo melhor para o atirador”, explicou o delegado da Gerência de Operações Especiais, Frederico Murta.  

O diretor de Atividades Especiais da Polícia Civil, Cláudio Alvares Sant'Ana, ressaltou a importância do investimento na GOE, visto que a unidade é acionada em todas as ocorrências especiais e atende a todo o Estado.

“Hoje, a GOE é o braço forte na Diretoria de Atividades Especiais e a gente vê isso a cada pedido de socorro no interior. Por isso, a GOE tem que ser olhada aqui dentro de uma maneira diferente. E realmente tem que ter efetivo para trabalhar e os melhores equipamentos. Porque quando estoura, quando precisa, é na GOE que a gente pode chamar e é 24 horas”, destacou Cláudio.

O delegado Frederico Murta frisou que as armas eram uma necessidade da unidade, e serão utilizadas em casos de intervenção e em ocorrências de gerenciamento de crise em que seja necessário o emprego de atiradores de precisão e equipamentos de longa distancia.

“Conseguir esses equipamentos modernos, com tecnologia, vai servir para que a gente possa continuar dando um atendimento ainda mais eficiente para o que é o nosso trabalho. Na nossa atividade, é extremamente necessário que o equipamento humano e o material estejam alinhados, porque é um tipo de atividade que não admite erro”, finalizou Murta.

Nova aquisição de armamentos?
Assim sendo, e considerando reconhecida a excelência das armas que já estão em operação na Polícia Militar e na própria PJC desse Estado, bem como o incomparável pós-venda oferecido pela empresa gaúcha, a visita pode ser vista como um passo estratégico da Polícia Judiciária Civil do Mato Grosso visando a aquisição de armamentos da Taurus, como fuzis T4, pistolas e carabinas.

03 agosto, 2022

Na Shot Fair 2022, Taurus e CBC trarão novidades, incluindo o lançamento do fuzil T10


*LRCA Defense Consulting - 03/08/2022

A Taurus e a Companhia Brasileira de Cartuchos (CBC) estarão presentes como principais patrocinadoras e expositoras da Shot Fair Brasil 2022, que acontecerá entre os dias 03 e 06 de agosto no Centro de Convenções e Exposições Expoville, em Joinville (SC).

O evento abrigará, em um espaço de 20 mil m², estandes com grandes marcas nacionais e internacionais de produtos e serviços voltados ao setor de armas e munições, com intuito de trazer as inovações tecnológicas do mercado e gerar negócios.

Líderes mundiais em seus segmentos, a Taurus e a CBC terão na Shot Fair Brasil 2022 o maior estande entre os expositores. Ao todo serão 240 m², onde os visitantes encontrarão o completo portfólio de produtos que são sucesso no cenário nacional e internacional de armas de fogo e munições, assim como as novidades das marcas.


Jogo em realidade virtual tem viagens como prêmio
Quem visitar o estande da Taurus e da CBC também poderá experienciar um jogo em realidade virtual desenvolvido exclusivamente para a feira. A atração simula um estande de tiros com três opções de armas – a recém-lançada Taurus GX4 Graphene, o fuzil T4 .300 BLK e a espingarda Pump Military cal. 12 da CBC – e alvos característicos para cada tipo de armamento. O tempo e a pontuação serão registrados diariamente, estabelecendo um ranking entre os participantes ao final do dia.

O primeiro colocado do dia 03/08 (dia exclusivo para lojistas do segmento) e o primeiro colocado no ranking geral entre os dias 04 e 06/08 (dias da feira aberta ao público) terão a oportunidade de conhecer a fábrica da Taurus nos Estados Unidos. Já quem ficar em 2º e 3º no dia exclusivo ao lojista, e 1º e 2° nos dias abertos ao público terão como destino uma visita à empresa sediada em São Leopoldo, no Rio Grande do Sul. Ao todo, 10 jogadores serão premiados pelo melhor desempenho e pontuação.




Lançamento do esperado fuzil T10, em calibre .308 Win/7,62x51mm
A Taurus irá expor na Shot Fair Brasil 122 armas desativadas, sendo 71 pistolas, 28 revólveres e 23 armas longas. Entre as novidades, a empresa apresenta em primeira mão o fuzil T10 na versão desenvolvida especialmente para caça e tiro esportivo. O T10 em calibre .308 Win/7,62x51mm na versão Lightweigth Precision é o mais leve do mercado, com apenas 3,8kg e cano de 20 polegadas em aço inoxidável 416R (aço especial utilizado em armas de precisão). Possui coronha totalmente ajustável (comprimento e altura), mecanismo de disparo com gatilho flat face de duplo estágio com carga de acionamento ajustável de 0,8 a 3kg e componentes do mecanismo revestidos de níquel químico, trazendo maior durabilidade e sensibilidade de disparo. Além disso, tem Upper, Lower e Guarda-mão Mlok com revestimento em Cerakote® e será fornecido com dois carregadores com capacidade de 20 disparos e um com capacidade de 10 disparos.

Os visitantes poderão conferir, entre os recentes lançamentos, a pistola GX4 Graphene, primeira arma do mundo com grafeno na composição de seus componentes injetados e no tratamento superficial das peças metálicas e que marca o início da 3ª geração de pistolas, a edição especial da pistola G2C em comemoração aos 40 anos da fábrica da Taurus nos Estados Unidos e o fuzil T4 .300 BLK no calibre .300 Blackout em duas versões, com cano de 9 ou 16 polegadas.

Também estarão em exposição no estande da empresa a premiada TX22, considerada a pistola calibre .22 LR mais avançada do mercado, as pistolas TH9 e TH9C, da conceituada linha de armas TSeries, a pistola 1911 na versão 9mm (recém-lançada), assim como a série G, composta por pistolas com armação de polímero de alta resistência e qualidade, que inclui as pistolas G2c Colors nas cores preta, lilás, verde militar e marrom, e as pistolas G3 e G3c com o inovador sistema T.O.R.O (Taurus Optic Ready Option), projetado para receber a maioria das miras ópticas disponíveis no mercado através de placas intercambiáveis.

Na linha de revólveres, destaque para os principais modelos RT 692, RT 627, RT 608, RT 605 e Ranging Hunter 44H, especialmente desenvolvido para o mercado de caça e lazer. E na linha de carabinas, a Taurus irá expor os modelos CT9 e CTT40.

CBC traz novidades em armas longas, munições e vestuário
Já a CBC mostrará no estande mais de 60 armas longas e mais de 2 mil munições, entre diferentes calibres e configurações de projéteis, do .22LR às munições militares de médios calibres, que estarão em exposição.

Entre os próximos lançamentos, os visitantes poderão conferir na Shot Fair Brasil as munições .22WMR nas versões FMJ e JHP (ogival e expansiva), o rifle .22WMR Magnum com coronhas em madeira e polipropileno, o rifle .22WMR Magnum da série comemorativa aos 200 anos da Independência do Brasil e a espingarda Pump Military com cano de 14”, da série especial CBC 96 anos.

Também estarão em exposição recentes lançamentos como os Rifles .22LR, Semiautomático Táctico com capacidade de 25+1 disparos, Lever Action Rio Bravo e Pump Action, ambos com capacidade de 15+1 disparos, as munições para treinamento Polymatch – projéteis revestidos por quatro camadas de polímero especial que proporciona menor aquecimento e atrito no cano da arma, estendendo assim a vida útil do armamento, e a nova geração de munições expansivas Pro Shock CBC, que possui design de projétil desenvolvido com uma técnica construtiva especial, permitindo desempenho superior e aliando resultados de expansão consistentes à alta performance.

Outra novidade apresentada pela CBC é sua linha de acessórios e vestuário.

No segmento de armas longas, a CBC traz também novidades em calibres como o .308Win e 30-30Win, entre outros, que serão lançadas futuramente no mercado. Além destas novidades, estará exposto todo o portfólio de armas, incluindo carabinas de pressão e armas de fogo nacionais e importadas pela CBC, voltadas para prática esportiva, lazer e segurança.

Palestras, oficinas e workshops
Especialistas renomados também farão parte da programação da Shot Fair Brasil com palestras, oficinas e workshops sobre os mais diversos temas, entre eles a legislação atual brasileira sobre o porte e posse de armas, defesa pessoal e tiro esportivo.

Uma das principais atrações será a palestra do escritor norte-americano John Lott Jr, referência na defesa do direito às armas nos Estados Unidos. Entre os nomes confirmados estão também o do atleta do tiro Felipe Wu, medalhista de prata nas Olimpíadas Rio 2016, o do professor de Direito Penal, autor de obras jurídicas e secretário de Estado de Justiça e Segurança Pública de Minas Gerais, Rogério Greco, e o do escritor, palestrante e instrutor de armamento e tiro, Bene Barbosa, entre outros.

A Shot Fair Brasil é voltada a todos os públicos, entre eles caçadores, colecionadores, atiradores esportivos, profissionais da área de segurança e admiradores do segmento de armas e munições. Em sua 1ª edição, realizada em 2021, a feira contou com a circulação de cerca de 15 mil pessoas, participação de 55 expositores e geração de R$ 19 milhões em negócios. Para este ano, a estimativa é de um público de 30 mil visitantes e mais de 100 empresas expositoras da área.

Mais informações sobre a Shot Fair Brasil e a programação completa em https://shotfairbrasil.com.br

04 maio, 2022

Índia: Min. da Defesa suspende compra de mais 72.400 fuzis SIG Sauer dos EUA devido a "falhas operacionais"

A aquisição suplementar de fuzis SIG 716 7.62 x 51mm foi abandonada após várias "falhas operacionais" que surgiram logo após as armas serem distribuídas para unidades do Exército Indiano implantadas ao longo da Linha de Controle na Caxemira.


*The Wire, por Rahul Bedi - 04/05/2022

O Ministério da Defesa da Índia (MoD) decidiu não assinar a ordem de repetição de Rs 700 crore que havia aprovado no final de 2020 para 72.400 fuzis de assalto SIG Sauer 716 'Patrol' dos EUA para seus militares, devido a diversos 'problemas' que vieram à tona com importações anteriores de um número igual de armas semelhantes um ano antes.

Fontes oficiais disseram ao The Wire que a aquisição suplementar de fuzis SIG 716 7,62 × 51mm foi abandonada após várias “falhas operacionais” que surgiram logo após as armas serem distribuídas para unidades do Exército Indiano implantadas ao longo da Linha de Controle na Caxemira e em operações de contra-insurgência na região a partir de dezembro de 2019.

Do total de SIG 716 importados, o exército recebeu 66.400 fuzis, a Força Aérea Indiana (IAF) 4.000 unidades e as Forças Especiais Garud da Marinha Indiana os restantes 2.000.

Deficiências operacionais

De acordo com funcionários da indústria, as “deficiências operacionais” nos fuzis SIG 716 incluíam “bloqueio” ao disparar projéteis de 7,62mm produzidos localmente, que não eram tão eficientes quanto as munições importadas, das quais quantidades limitadas foram adquiridas inicialmente, mas desde então foram gastas.

Quando disparadas, essas munições locais supostamente, em muitos casos, tendiam a gerar “protuberâncias de cano” que tornavam muitos fuzis inoperantes. Essas protuberâncias ocorreram depois que um projétil não conseguiu sair do fuzil ao disparar e, em seguida, o projétil seguinte acumulou uma tremenda pressão devido ao ar comprimido dentro do cano, fazendo com que, por sua vez, desenvolvesse uma protuberância, rachaduras ou até levasse a uma explosão.

A munição local também gerou um maior recuo ou retrocesso nos fuzis em comparação com o produzido pelas variantes russas Kalashnikov AK-47 ou os fuzis de assalto de 5,56 × 45mm do Sistema de Armas Pequenas Indianas (INSAS) que as tropas do Exército Indiano empregaram por décadas.

Em uma arma de fogo semiautomática como a SIG 716, o disparo no 'modo de explosão' permitia ao atirador disparar um número predeterminado de tiros - normalmente dois ou três - em um alvo com um único acionamento do gatilho.

Além disso, os fuzis SIG 716 teriam exigido modificações locais, como alterar a empunhadura para permitir um aperto mais firme, adicionando uma 'alça de madeira' sob o cano de 457,2mm de comprimento, um pouco semelhante à inovação que o exército havia executado anteriormente em muitos AK-47. Relatos recentes da mídia também afirmaram que algumas unidades do exército haviam equipado localmente os SIG 71s com esses 'grips', bem como com bipés para fornecer estabilidade ao fuzil contra inclinação. Um erro de cant (ângulo, inclinação) pode afetar a trajetória do projétil.

Mas, acima de tudo, os fuzis não possuíam miras ópticas diurnas, noturnas, holográficas e até mesmo básicas de red dot alimentadas por LED, pois o MoD, sob o conselho do IA, decidiu, por considerações pecuniárias, não adquirir esses complementos auxiliares críticos, essenciais para o alinhamento preciso de alvos em zonas de conflito em distâncias que variam entre 100m e 700m. A última visão operada por bateria, por exemplo, fornecia aos usuários um 'ponto de mira' na forma de um ponto vermelho iluminado, um fenômeno frequentemente visto em filmes de ação; sua ausência torna o usuário total ou pelo menos parcialmente cego em áreas de escaramuça.

Além disso, não ter nenhuma dessas miras para garantir uma imagem virtual da marca pretendida exigia que o atirador fechasse um olho para fazer seu alvo, privando-o da visão periférica que poderia determinar a escolha entre a vida e a morte no campo de batalha. Por outro lado, as vistas diurnas e noturnas, dependendo de suas respectivas ampliações e sofisticação, eram mais avançadas, mas caras para importar, custando mais de Rs 50.000 cada, razão pela qual o MoD havia evitado sua aquisição. Na época, havia raciocinado que os substitutos indígenas eram mais baratos. Nos últimos meses, vários fabricantes locais demonstraram miras variadas no Army War College em Mhow, em Madhya Pradesh, para uma eventual instalação nos SIG 716, alguns dos quais estavam sob avaliação e aguardavam a seleção para tornar os fuzis operacionalmente mais eficazes.

O IA e o MoD não estavam disponíveis para comentários sobre os SIG 716, mas muitos dentro dos serviços ficaram descontentes com a importação de fuzis dos EUA.

“Como essas compras foram processadas por um comitê do MoD capacitado, chefiado por um oficial de serviço sênior, é indesculpável que um novo sistema de armas adquirido por alto custo precise ser modificado localmente antes de ser totalmente empregado”, disse um oficial sênior do IA. Ele não apenas revelou falhas óbvias nas formulações de requisitos qualitativos (QR) do exército para o fuzil, mas também nos procedimentos gerais de aquisição do MoD, declarou ele, recusando-se a ser identificado por falar sobre um assunto tão sensível.

A parte decepcionante, acrescentou outro oficial associado às aquisições, foi que ninguém jamais será responsabilizado por esse lapso. “As aquisições por meio de comitês habilitados pelo MoD geralmente tendiam a curto-circuitar os procedimentos estabelecidos, resultando em falhas de aquisição que, por sua vez, impactavam negativamente a eficiência operacional”, disse ele, também solicitando anonimato.

Ao longo dos anos, os soluços de QR do AI foram criticados por sucessivos comitês de defesa parlamentar e órgãos de vigilância como o Controlador e o Auditor Geral, resultando em inúmeras compras sendo descartadas ou consignadas, como naves espaciais, em movimento atemporal, comprometendo seriamente a modernização da força. No início de 2012, por exemplo, a Defesa Permanente em Defesa do Parlamento havia declarado que 41 das licitações do exército para diversos equipamentos nos 18 meses anteriores haviam sido retiradas ou encerradas principalmente devido a QR 'super ambiciosos'. Para enfatizar ainda mais esse ponto, o falecido ministro da Defesa Manohar Parrikar havia declarado, em uma audiência pública em Nova Délhi em 2015, que alguns dos QR (requisitos) dos militares indianos vinham diretamente dos 'gibis da Marvel' e, portanto, eram irrealistas.

Concorrência
A ex-ministra da Defesa, Nirmala Sitharaman, autorizou a aquisição do fuzil SIG Sauer no final de janeiro de 2019, depois que a oferta da empresa americana surgiu como L1, ou a mais baixa entre três fornecedores concorrentes para a licitação. A SIG Sauer havia oferecido US$ 990 por unidade do SIG 716 - cada um pesando 4,2 kg e tendo um alcance de cerca de 600 m e uma capacidade de 20 cartuchos - enquanto a rival Caracal International, de Abu Dhabi, precificou seu fuzil CAR 817 em US$ 1.200 por peça, e a Israel Weapon Industries (IWI) apresentou um lance de US$ 1.600 para cada um de seus modelos ACE1. De acordo com os procedimentos de FTP, ao abrigo do qual o concurso foi concluído, os SIG 716 foram entregues posteriormente no prazo de 12 meses. A compra subsequente dos 72.400 SIG 716 adicionais recebeu sanção do MoD no final de setembro de 2020.

Os SIG 716 foram concebidos como substitutos de 'stop gap' para os fuzis INSAS 5.56x45mm que entraram em serviço no Exército Indiano (IA) em meados da década de 1990, mas foram declarados 'operacionalmente inadequados' por ele no início de 2010 por vários motivos. No período intermediário, até que a primeira compra de consignação SIG 716 fosse acordada, o MoD e o IA passaram quase cinco anos infrutíferos perseguindo uma licitação para 66.000 fuzis de assalto multicalibre que, mais uma vez, foram vítimas do excesso de QR (requisitos qualitativos muito preciosistas) da Força.

A Diretoria de Infantaria do IA tinha em sua proposta os fuzis de assalto multicalibre, mas incredulamente exigiu que eles convertessem de 5,56x45mm para 7,62x51mm simplesmente trocando seu cano e carregador. Explicavelmente, todos os quatro fornecedores concorrentes não conseguiram cumprir os QR do IA e o concurso foi descartado em 2015. Depois disso, o MoD tentou a 'Atmanirbhar' ou rota indígena para atender às suas necessidades de fuzil, mas o IA rejeitou sumariamente o fuzil Excalibur 5.56x45mm, que foi pouco melhor do que uma atualização do modelo do INSAS desenvolvido localmente pela então estatal Ordnance Factory Board, deixando o MoD sem outra opção a não ser recorrer às importações.

Joint venture com a Kalashnikov também está em risco
No final de 2021, no entanto, o MoD assinou o acordo de Rs 5.124 crore com a Rússia para licenciar a construção de cerca de 671.000 fuzis de assalto Kalashnikov AK-203 em Korwa, perto de Amethi, em Uttar Pradesh, destinados principalmente para o IA, mas também para a IAF, a IN e os paramilitares, depois de resolver vários obstáculos que assolam o concurso desde 2019.

O contrato, celebrado sob um Acordo Intergovernamental bilateral, também incluía a importação direta de 20.000 fuzis AK-203 com coronhas dobráveis ​​da Rússia para o IA por US$ 1.100 cada. Mas o status do contrato do AK-203, que estava programado para começar a ser produzido em março de 2022, permanece tênue, impactado pelas sanções lideradas pelos EUA impostas à Rússia por sua invasão da Ucrânia há mais de dois meses. Fontes oficiais temem que este acordo possa ser adiado interminavelmente, se não totalmente descartado.

Fuzis de assalto só por produção interna (Make in India) - Taurus é uma opção
Enquanto isso, em um movimento paralelo, o Ministério da Defesa também incluiu fuzis de assalto em sua lista de 310 itens militares que a Índia não importará mais, mas fornecerá internamente. Assim, emitiu licenças para cinco fabricantes locais de produtos de defesa, como Adani Defense (JV com a Israel Weapon Industries - IWI), SSS Defense (com a qual a CBC tem JV, mas só na produção de munições; não tem JV para armas e nem escala de produção), Jindal Defense (Taurus Jindal) e Optic Electronic India para produzir fuzis de assalto, entrando em empreendimentos colaborativos com fabricantes de equipamentos originais no exterior, o que exclui ainda todas as outras importações da SIG Sauer.
===xxx===

Fuzil Taurus T4


NOTA da LRCA Defense Consulting
Os principais fatos descritos na matéria, ou seja, o Ministério da Defesa ter incluído fuzis de assalto entre os itens militares que a Índia não importará mais; esse país ter desistido do lote restante de 72.400 fuzis SIG 716 (que estavam sendo comprados em condições de grande urgência) e os eventuais problemas para a concretização da joint venture com a russa Kalashnikov, poderão ter grande impacto no futuro na Jindal Taurus, joint venture da Taurus Armas na Índia que começará a produzir no mês que vem.

Para tanto, é necessário lembrar que a Taurus já desenvolveu um fuzil T4 no calibre 7,62 x 39mm (o mesmo dos AK-203), produzido com reforçado protocolo militar e com cano nos cumprimentos de 20, 16 e 11,5 polegadas, e está finalizando o T-10, um fuzil de assalto no calibre 7,62 x 51mm (o mesmo dos SIG 716)  fabricado também com reforçado protocolo militar e canos de 16 e 20 polegadas. As duas armas estarão preparadas para serem equipadas com os mais diversos acessórios, como vários tipos de miras, lunetas, lança-granadas, etc.

Esses fatos são novos e acontecem independentemente da licitação emergencial de 94.000 fuzis CQB no calibre 5,56 x 45mm, que está em curso e na qual a Taurus está participando com o T4, e de uma outra no montante de 350.000 armas da mesma espécie que está em preparação, ambas para suprir as tropas indianas que guarnecem as fronteiras com a China e com o Paquistão.

Índia mudará completamente a perspectiva da Taurus
Se a pandemia prejudicou por um lado, causando demora no processo, por outro ela também impediu que, por enquanto, a concorrência passasse a produzir no país, no âmbito do Programa Make in India.

Em termos do imenso mercado militar e de segurança indiano, é preciso considerar que esse país conta com forças armadas que têm mais de 1,3 milhão de integrantes e forças de segurança (policiais e paramilitares) que possuem um efetivo de mais de 1,4 milhão de pessoas, além de segurança privada com mais de 7 milhões de homens e mulheres. 

A obsolescência e a diversidade de origens de seu armamento leve faz com que a Índia esteja enfrentando graves problemas operacionais e também logísticos, haja vista a dificuldade para suprir, manutenir as armas e repor peças gastas ou defeituosas.

Como seu objetivo é se tornar uma das nações proeminentes no mundo dentro de alguns anos, suas forças armadas e de segurança necessitarão caminhar no sentido de padronizar o respectivo armamento leve, limitando-o a poucos modelos e passando a utilizar armas modernas e de alta qualidade fabricadas no próprio país (Make in India / Atmanirbhar Bharat - Feito na Índia / Índia Autossuficiente). Só assim obterão excelência operacional e logística, com grande economia de tempo e recursos.

Frente a tais fatos, a JV Jindal Taurus Defence Systems Private Ltd. tem um gigantesco mercado potencial, civil e militar, sem parâmetros no mundo capitalista, o que levou o CEO e o CFO da multinacional brasileira a afirmarem, por mais de uma vez, que, no momento em que a Taurus entrar lá, mudará completamente a perspectiva da empresa.
 
Segundo tudo indica, esse fato está bem próximo de se tornar real....

Leia mais sobre o assunto:
- Taurus desenvolve fuzis com foco em mercados da Ásia, do Leste Europeu, da África e do Oriente Médio

12 dezembro, 2021

Em mais um passo audacioso, Taurus entrará no mercado de armas longas dos EUA


*LRCA Defense Consulting - 12/12/2021

Durante a apresentação na APIMEC no dia 09 último, a Taurus Armas S.A. anunciou mais um passo audacioso: entrar no mercado de armas longas dos Estados Unidos.

No maior mercado do mundo para armas leves (pistolas, revólveres e fuzis), as armas longas (fuzis, carabinas e rifles) representam cerca de 40% do total, tornando-se um atrativo para qualquer grande empresa mundial do setor.

Até o ano de 2020, a Taurus não manifestava a intenção de entrar nesse mercado, haja vista que produzia apenas um modelo de fuzil (T4, apresentado no SHOT Show de 2017) e este ainda não estava consolidado internacionalmente. Além disso, todas as grandes empresas americanas do setor, além de centenas de outras pequenas, fabricam uma versão do AR-15/M4.

Com o reconhecimento internacional de seus fuzis obtido nos últimos dois anos, com o desenvolvimento de várias versões do T4 (em tamanhos de cano e calibres), do recente T10 no calibre 7,62 x 51mm e de um rifle de ferrolho (bolt action), a empresa redefiniu sua estratégia e, pelo visto, partirá para o ataque nos EUA.

Segundo CEO Global, Salesio Nuhs, a empresa pretende concretizar esse novo e importante passo tendo, como carros-chefes iniciais, o novo rifle de ferrolho e as carabinas lever action (ação por alavanca), sendo que estas já têm uma fatia de mercado de cerca de 4% nos EUA com as carabinas Puma.


No entanto, esta Consultoria acredita que o alto conceito internacional conquistado pelo fuzil T4 poderá levar a empresa a comercializá-lo também em terras do Tio Sam, pois essa arma já deixou de ser apenas mais um modelo de AR-15/M4 para se tornar um fuzil testado e aprovado por forças militares e policiais de vários países, como o exigente Exército das Filipinas, por exemplo. 

Um outro diferencial dos fuzis Taurus em relação à maioria dos modelos AR-15/M4 fabricados nos EUA é o protocolo militar de fabricação, como pode ser constatado no item abaixo. 

Por fim, as altas margens da empresa, devidas a um custo de produção significativamente menor, permitem que possa ser bastante agressiva, tanto em licitações para o mercado de Law Enforcement (órgãos de segurança americanos) onde ainda não está presente, como para a venda de grandes lotes ao mercado civil.

Protocolos de fabricação civil e militar: principais diferenças
Em virtude do uso completamente diferenciado, há significativas diferenças entre os protocolos de fabricação civil e militar.

No militar, a arma deve ser mais robusta, ou seja, deve suportar um número muito maior de tiros e, também, os estresses causados por um uso nas piores condições possíveis, devidas à poeira, lama, areia, água, temperatura, quedas, etc.

Com relação à resistência do cano, por exemplo, enquanto no protocolo civil a arma é estressada com 10 mil tiros durante seu desenvolvimento, no militar esse estresse é elevado aos 60 mil tiros.

Para se ter uma ideia, o cano de um fuzil Taurus T4, por exemplo, é fabricado para resistir até 12 mil tiros, enquanto o cano de um fuzil AR-15 americano de plataforma semelhante (M4), mas fabricado para uso civil (como a imensa maioria nos EUA), só resiste a cerca de 2/3 mil tiros.

Na Taurus, a submetralhadora SMG, o rifle de ferrolho, as pistolas da linha TSeries e a GX4, bem como todos os fuzis, foram e estão sendo desenvolvidos no protocolo militar.

Rifle de ferrolho
Armas com ação de ferrolho são muito populares nas atividades civis de caça e tiro ao alvo, bem como para o uso por atiradores de elite militares (sniper), pois oferecem um excelente equilíbrio entre força, robustez, confiabilidade e precisão. Via de regra, são mais leves e têm um custo menor do que as armas de fogo semiautomáticas. Outra vantagem é poderem ser desmontadas e remontadas muito mais rápido, devido ao menor número de peças móveis.

Para ocupar um nicho no qual atualmente não está presente, a Taurus está desenvolvendo um rifle de ferrolho que estará disponível em três calibres, mediante o uso de canos rosqueados intercambiáveis: .308 Winchester, .243 Winchester e 6,5 Creedmoor. A coronha será intercambiável com o rifle Remington, proporcionando maior flexibilidade ao usuário.

No mundo civil, a nova arma terá seu uso primordial na caça de javalis e de outros animais de médio e grande porte. Já nos mercados militar e de segurança, é bastante provável que também vá disputar o segmento mundial de rifles do tipo sniper, haja vista o grande esmero que a Taurus está tendo com o seu desenvolvimento, especialmente no que se refere à precisão.

Sua previsão de lançamento é para 2022.

Protótipo do rifle de ferrolho Taurus

Fuzil T4 no calibre .300 AAC Blackout
O fuzil T4 no calibre .300 AAC Blackout é uma das grandes novidades que a Taurus traz aos mercados nacional e internacional neste segundo semestre.

A arma já está homologada pelo Exército e estará disponível aos mercados civil, militar e de segurança em versões com canos de 7.5, 9, 11.5 e 14 polegadas, sendo que os dois primeiros também estarão disponíveis no calibre 5.56mm, como já ocorre com os dois últimos. No Brasil, a novidade tem previsão de ser lançada ainda em 2021, mas a munição só estará disponível a partir de janeiro de 2022, haja vista a escassez mundial deste produto.


Novos T-4 no calibre .300 Blackout com acabamento em Cerakote 

O calibre .300, também conhecido como 7.62 x 35mm, é um cartucho intermediário desenvolvido nos Estados Unidos pela Advanced Armament Corporation (AAC) para uso na carabina M4. Seu objetivo é atingir balística semelhante ao cartucho de 7.62 x 39mm, ou ainda mais similarmente ao cartucho 7,92 x 33mm Kurz em um AR-15. 

O Blackout foi feito para resolver alguns dos problemas da munição OTAN. O principal deles é que o calibre 5,56mm é muito barulhento para a quantidade de energia que carrega.

O .300 tem o tamanho de um 5,56mm e, praticamente, a energia de um 7,62mm, o que traz enorme vantagem em termos de peso e de volume de transporte. Ele funciona com todos os carregadores, ferrolhos e conjuntos de ferrolhos dos AR-15 atuais, e supera o 5.56mm em distâncias curtas e uso em cano curto, ao mesmo tempo em que é muito mais silencioso.

Por esses motivos táticos e técnicos, é o calibre favorito de forças especiais europeias, devido a seus benefícios em situações operacionais, sendo padrão nessas unidades do Reino Unido, Holanda e Alemanha, além dos EUA. 

Sendo assim, a Taurus acredita que os fuzis T4 em calibre .300 AAC Blackout possam vir a ser a opção mais acertada para as forças de segurança (polícias, escolta, etc.), haja vista que estas têm o uso primordial do fuzil em engajamentos à curta distância nos meios urbanos e rurais. Além disso, são mais práticos e mais leves para o transporte em viaturas, por exemplo.

Para as forças militares, além das unidades de operações especiais, o T4 em calibre .300 é ideal para uso no combate aproximado (CQB - close quarters battle) pelas tropas de Infantaria, como no caso das unidades de fronteira da Índia, por exemplo. Em suas versões de cano mais curto, pode ser utilizado também por aviadores e marinheiros militares, dado aos pequenos tamanho e peso, como arma de defesa pessoal ou de grupos menores, além da tradicional pistola.

No entanto, o .300 Blackout não é reservado apenas para uso em combate. Os caçadores também utilizam essa munição com grande efeito, embora não para tiros de longo alcance. Em situações de curta distância, ela pode substituir uma espingarda, devido ao forte impacto que tem.

Fuzil T4 no calibre 7,62 x 39mm
Visando o mercado da Índia, de países do Leste Europeu (antigo Pacto de Varsóvia) e outros situados na Ásia, Oriente Médio e África, bem como o de um grande grupo de aficionados nos Estados Unidos, que utilizam o calibre 7,62 x 39mm, a Taurus está desenvolvendo um fuzil T4 nesse calibre.

Será produzido com protocolo militar e com cano nos cumprimentos de 20, 16 e 11,5 polegadas, podendo assim, de acordo com o tamanho, ser empregado como fuzil de assalto (16 e 20 polegadas) ou como carabina CQB (11,5 polegadas). 

Dentro do projeto de modernização de suas Forças Armadas, a Índia passará a contar com dois calibres padrão de fuzis de assalto: 7,62 x 51mm (NATO) e 7,62 x 39mm (URSS). O primeiro é usado pelo  fuzil americano SIG Sauer 716 G2 Patrol com cano de 16 polegadas, do qual já foram compradas 144.000 unidades, em caráter emergencial, para ser usadas pelas tropas indianas nas operações de contraterrorismo e nas operações da linha de frente fronteiriça, chamada de Linha de Controle (Line of Control, LoC). O restante das forças armadas indianas será suprido, em princípio, com os fuzis Kalashnikov AK-203 (versão mais moderna do AK-47), no calibre 7,62 x 39mm, os quais têm previsão de ser produzidos em conjunto (joint venture) pela Índia e pela Rússia na fábrica de munições Amethi.

Nesse cenário, é razoável supor que, além dos 350.000/500.000 fuzis CQB (T4, no calibre 5,56 x 45mm) que a Taurus pretende vender à Índia por meio da JV com Jindal Defense, a empresa brasileira também esteja mirando o imenso mercado indiano de fuzis de assalto nos dois calibres, especialmente por saber que o SIG é importado (e essa não é mais a ideia desse país) e que a JV Jindal Taurus começará a produzir já em janeiro de 2022.  

Fuzil T4 com cano de 7,5 polegadas

Fuzil T4 com guarda-mão M-LOK
Em termos de armas de fogo, o guarda-mão é uma peça especificamente concebida para permitir ao usuário segurar a parte dianteira da arma. Ele fornece uma superfície isolada termicamente para que a mão do utilizador não corra o risco de ser queimada pela temperatura do cano, que pode ficar muito quente durante uma série maior de disparos.

Além de proporcionar também uma empunhadura mais firme e facilitar a precisão do tiro, o guarda-mão pode servir ainda como uma plataforma anexa para armas secundárias (como um lançador de granadas), bem como para acessórios como bipés, luzes táticas, miras a laser, dispositivos de visão noturna e uma variedade de outros.

M-LOK (de Modular Lock) é um guarda-mão moderno que permite a fixação direta de acessórios nos pontos de montagem de slot oco. É um padrão concorrente do sistema KeyMod para substituir o onipresente trilho Picatinny em algumas aplicações. Em comparação com este último, o M-LOK  permite que o usuário tenha um guarda-mão mais fino, mais leve, mais suave e com acessórios montados apenas onde for necessário, enquanto um guarda-mão tipo trilho Picatinny normalmente terá ranhuras em todo o seu comprimento, o que o torna mais pesado, mais volumoso e com ventilação inferior do cilindro.




Fuzil T10

Com foco na Índia e em muitos outros países que também utilizam os calibres padrão OTAN para seus fuzis de assalto,
a empresa está desenvolvendo o Taurus T10, um fuzil no calibre 7,62 x 51mm baseado na consagrada plataforma AR-10, o que lhe permite se beneficiar de um eventual intercâmbio de peças e acessórios com outros modelos desenvolvidos na mesma plataforma.

Fabricado com reforçado protocolo militar, o T10 é um típico fuzil de assalto com cano de 20 polegadas, que também poderá ser fabricado com um de 16 polegadas. Esta arma está sendo planejada para disputar os mercados militar e de segurança com outros fuzis similares existentes no mundo.

No caso da Índia, poderá disputar o mercado de fuzis de assalto no calibre 7,62 x 51mm, pois ainda não há nenhuma joint venture estabelecida dentro do Programa Make in Índia que esteja em condições de fabricar um fuzil com esse calibre.

Do ponto de vista logístico, seria bastante interessante a Taurus poder oferecer ao mercado militar, paramilitar e policial indiano fuzis nos mesmos calibres usados pelas forças armadas desse país, ainda mais com possibilidade de exportação para os demais países que também os adotam.

O T10 tem previsão de lançamento para 2022.

Fuzil Taurus T10

Carabina Puma
A carabina (ou rifle) Puma Lever Action (ação por alavanca - repetição) é disponibilizada em calibres poderosos (.357 Magnun e .454 Casull), além dos tradicionais .38 e .44, e tem um bom alcance de utilização de cerca de 200 metros. 
 
Disponível em tamanhos de cano de 20 ou 24 polegadas e capacidade para 9 a 12 cartuchos, a carabina Puma é a substituta ideal para os americanos que quiserem adquirir uma arma poderosa e com maior alcance útil que uma pistola ou revólver, seja para caça, seja para defesa da propriedade ou seja, ainda, para o tiro esportivo. 
 
Carabina Puma: edição especial comemorativa 95 anos da CBC

Ampliação da unidade de armas longas
Ainda na apresentação na APIMEC, os executivos da Taurus, ao detalharem a grande e revolucionária ampliação que será feita na empresa, deixaram claro que o setor de produção será subdivido em três: fábrica de revólveres, fábrica de pistolas e fábrica de armas longas, sendo que esta última merecerá uma ampliação própria, haja vista a nova estratégia nos EUA e, também, à possibilidade de vir a fornecer fuzis para o imenso mercado indiano.

Incremento de 50% na produção de armas até 2025 poderá ser superado
De forma bastante conservadora, ou seja, considerando apenas a ampliação/modernização do seu parque fabril, o crescimento histórico no mercado americano de armas leves nos últimos 20 anos e a conquista constante de um maior market share (como tem ocorrido anualmente desde 2018), a empresa estima estar produzindo cerca de 15.000 armas/dia em 2025, tornando-se a maior fabricante de armas leves do mundo.

No entanto, em tal estimativa não estão incluídas as demandas consequentes da recente estratégia focada no novo nicho de mercado (armas longas) nos EUA e, tampouco, as dos mercados civil, militar e de segurança indiano. Caso ambas tenham o sucesso esperado, tal previsão poderá ser facilmente excedida.


05 dezembro, 2021

Finalmente, a Índia começou a definir os fuzis e calibres para seu exército


*LRCA Defense Consulting - 05/12/2021

Como poderá ser lido na matéria abaixo, produzida pelo portal especializado indiano Defence Star, a Índia finalmente decidiu produzir os mais de 500.000 fuzis de assalto russos Kalashnikov AK-203 no calibre 7,62 x 39mm (padrão da antiga URSS) para substituir seus problemáticos e obsoletos INSAS. A produção poderá ser estendida a até 750.000 dessas armas. Essa licitação já estava acertada há dois anos, mas faltavam alguns detalhes, que ora foram resolvidos.

Com isso, finalmente ficou definida a questão desse tipo de arma e calibre, mas o país ainda precisará definir a produção de fuzis de assalto no calibre 7,62 x 51mm (padrão OTAN) e a de carabinas CQB no calibre 5,56 x 45mm.

Apesar do problema logístico, a Índia indica que manterá os três calibres. Assim, necessitará de uma futura opção Made in India para substituir os fuzis de assalto SiG 716 G2 Patrol 7,62 × 51 mm fabricados nos EUA e comprados em caráter emergencial em 2019 e 2020.

Da mesma forma, mas em caráter mais urgente, precisará de outra opção nacional para produzir as cerca de 500.000 carabinas CQB (Close Quarters Battle - combate aproximado) no calibre 5,56 x 45mm para substituir os obsoletos fuzis INSAS (indianos), AK-47 e AKM existentes (estes dois últimos de várias procedências), utilizados pelas tropas que guarnecem as fronteiras com a China e com o Paquistão.

Em síntese, isso significa que a multinacional brasileira Taurus Armas, por meio da joint venture com o poderoso grupo indiano Jindal (nominada como Jindal Taurus), que começará a operar no início de 2022, tem excelentes chances na disputa pela fabricação, tanto das carabinas CQB (com o fuzil Taurus T4, que é o seu grande objetivo), quanto (possivelmente) do fuzil de assalto no calibre 7,62 x 51, neste caso com o novíssimo e ainda não lançado fuzil Taurus T-10.

Sobre as possibilidades da Taurus nesses gigantescos negócios, leia também esta reportagem: "Fuzis Taurus T4 são entregues ao Exército das Filipinas em cerimônia militar"

---xxx---



Índia fecha acordo para fabricação de fuzis AK-203

*Defence Star - 04/12/2021

Dois dias antes da visita do presidente russo Vladimir Putin à Índia, o governo do primeiro-ministro Narendra Modi fechou no sábado o acordo para a fabricação de mais de 5.00.000 rifles AK-203 Kalashnikov na Índia por meio de uma joint venture, Indo-Russia Rifles Private Limited (IRRPL), localizada na cidade de Korwa, no distrito de Amethi, no estado de Uttar Pradesh, no norte da Índia, onde o governo está desenvolvendo um centro de fabricação de defesa.

O presidente Putin virá à Índia em 6 de dezembro para participar da cúpula anual Índia-Rússia com o primeiro-ministro Narendra Modi em Nova Delhi.

"Em um esforço para fornecer um grande impulso à autossuficiência na fabricação de defesa na Índia, o governo aprovou o plano para a produção de mais de cinco lakh (mais de meio milhão) de fuzis AK-203 em Korwa, Amethi UP", disse uma fonte oficial.

A fonte disse que isso reflete a mudança cada vez maior de paradigma, passando da aquisição global de produtos de defesa para a produção Make in India.

“Essa empreitada será feita em parceria com a Rússia e reflete o aprofundamento da parceria entre os dois países no setor de defesa”, afirmou a fonte.

Embora o primeiro-ministro Narendra Modi tenha inaugurado a fábrica de rifles da Indo-Rússia há mais de dois anos, em março de 2019, tanto a Índia quanto a Rússia não assinaram um contrato firme devido às diferenças sobre o pagamento de royalties ao Grupo Kalashnikov da Rússia, o fabricante do equipamento original (OEM).

O Exército indiano , que enfrenta um cenário de guerra em duas frentes, com o vizinho do leste (China) e o vizinho do norte (Paquistão), ordenou que mais de 72.000 fuzis de assalto SiG 716 G2 7,62 × 51 mm fabricados nos EUA em 2019 como uma medida provisória sob seus poderes de aquisição de emergência para equipar a frente tropas de linha.


Make in India em Defesa
No ano passado, o governo do primeiro-ministro Narendra Modi lançou seu ambicioso programa para tornar a Índia autossuficiente (Atma Nirbhar Bharat) em setores críticos, incluindo defesa.

O governo também divulgou duas listas negativas para importação de itens de defesa em suas licitações, a fim de incentivar a produção nacional de equipamentos de defesa no país.

Segundo os dirigentes, o projeto proporcionará oportunidades de negócios a diversas MPMEs e demais indústrias de defesa para fornecimento de matéria-prima e componentes, o que levará à geração de novas oportunidades de emprego.

“O projeto marca um passo significativo no sentido de tornar o estado de Uttar Pradesh um contribuidor-chave na ascensão da fabricação de produtos de defesa da Índia”, disseram eles.

Os fuzis AK-203 de calibre 7,62 X 39 mm substituirão os rifles INSAS em serviço lançados há mais de três décadas. Com alcance efetivo de 300 metros, são leves, robustos e fáceis de usar. Os fuzis de assalto modernos possuem tecnologia comprovada que aumentará o potencial de combate dos soldados para enfrentar adequadamente os desafios operacionais atuais e previstos.

Eles aumentarão a eficácia operacional do Exército Indiano nas operações de Contra-Insurgência e Contraterrorismo.

Indo-Russia Rifles Private Limited (IRRPL)
O projeto será implementado por uma joint venture de propósito especial chamada Indo-Russian Rifles Private Ltd (IRRPL), que foi estabelecida entre o antigo OFB (agora Advanced Weapons and Equipment India Limited - AWEIL e Munitions India Limited - MIL), da Índia, e a Rosoboronexport (RoE) em parceria com o grupo Kalashnikov, da Rússia.

 

05 setembro, 2021

Taurus prepara o lançamento de novas armas táticas para ocupar nichos mundiais

Fuzis T4 em exposição na Word Combat Conference, que acontece de 04 a 07 de Set na Base Armalite / ITU-SP

*LRCA Defense Consulting - 05/09/2021

Em virtude do sucesso que suas armas táticas da linha TSeries estão alcançando no Brasil e no mundo, a multinacional brasileira Taurus Armas S.A. está preparando o lançamento de uma nova gama de fuzis em vários calibres e tamanhos de cano, de uma submetralhadora compacta e de um rifle de ferrolho para ocupar importantes nichos mercadológicos mundiais, podendo oferecer assim um portfólio capaz de atender as mais diversas necessidades das forças armadas e de segurança do planeta, além dos civis aficionados por esses tipos de armamento.

Fuzil T4 no calibre .300 AAC Blackout
O fuzil T4 no calibre .300 AAC Blackout é uma das grandes novidades que a Taurus traz aos mercados nacional e internacional neste segundo semestre.
 
A arma já está homologada pelo Exército e estará disponível aos mercados civil, militar e de segurança em versões com canos de 7.5, 9, 11.5 e 14 polegadas, sendo que os dois primeiros também estarão disponíveis no calibre 5.56mm, como já ocorre com os dois últimos. No Brasil, a novidade será lançada ainda em 2021, mas a munição só estará disponível a partir de janeiro de 2022, haja vista a escassez mundial deste produto.


Novos T-4 no calibre .300 Blackout com acabamento em Cerakote 


O calibre .300, também conhecido como 7.62 x 35mm, é um cartucho intermediário desenvolvido nos Estados Unidos pela Advanced Armament Corporation (AAC) para uso na carabina M4. Seu objetivo é atingir balística semelhante ao cartucho de 7.62 x 39mm, ou ainda mais similarmente ao cartucho 7,92 x 33mm Kurz em um AR-15. 

O Blackout foi feito para resolver alguns dos problemas da munição OTAN. O principal deles é que o calibre 5,56mm é muito barulhento para a quantidade de energia que carrega.

O .300 tem o tamanho de um 5,56mm e, praticamente, a energia de um 7,62mm, o que traz enorme vantagem em termos de peso e de volume de transporte. Ele funciona com todos os carregadores, ferrolhos e conjuntos de ferrolhos dos AR-15 atuais, e supera o 5.56mm em distâncias curtas e uso em cano curto, ao mesmo tempo em que é muito mais silencioso.

Por esses motivos táticos e técnicos, é o calibre favorito de forças especiais europeias, devido a seus benefícios em situações operacionais, sendo padrão nessas unidades do Reino Unido, Holanda e Alemanha, além dos EUA. 

Sendo assim, a Taurus acredita que os fuzis T4 em calibre .300 AAC Blackout possam vir a ser a opção mais acertada para as forças de segurança (polícias, escolta, etc.), haja vista que estas têm o uso primordial do fuzil em engajamentos à curta distância nos meios urbanos e rurais. Além disso, são mais práticos e mais leves para o transporte em viaturas, por exemplo.

Para as forças militares, além das unidades de operações especiais, o T4 em calibre .300 é ideal para uso no combate aproximado (CQB - close quarter battle) pelas tropas de Infantaria, como no caso das unidades de fronteira da Índia, por exemplo. Em suas versões de cano mais curto, pode ser utilizado também por aviadores e marinheiros militares, dado aos pequenos tamanho e peso, como arma de defesa pessoal ou de grupos menores, além da tradicional pistola.

No entanto, o .300 Blackout não é reservado apenas para uso em combate. Os caçadores também utilizam essa munição com grande efeito, embora não para tiros de longo alcance. Em situações de curta distância, ela pode substituir uma espingarda, devido ao forte impacto que tem.

T4 no calibre .300


Fuzil T4
no calibre 7,62 x 39mm
Visando o mercado da Índia, de países do Leste Europeu (antigo Pacto de Varsóvia) e outros situados na Ásia, Oriente Médio e África que utilizam o calibre 7,62 x 39mm, a Taurus está desenvolvendo um fuzil T4 nesse calibre.

Será produzido com protocolo militar e com cano nos cumprimentos de 20, 16 e 11,5 polegadas, podendo assim, de acordo com o tamanho, ser empregado como fuzil de assalto (16 e 20 polegadas) ou como carabina CQB (11,5 polegadas). 

Dentro do projeto de modernização de suas Forças Armadas, a Índia passará a contar com dois calibres padrão de fuzis de assalto: 7,62 x 51mm (NATO) e 7,62 x 39mm (URSS). O primeiro é usado pelo  fuzil americano SIG Sauer 716 G2 Patrol com cano de 16 polegadas, do qual já foram compradas 144.000 unidades, em caráter emergencial, para ser usadas pelas tropas indianas nas operações de contraterrorismo e nas operações da linha de frente fronteiriça, chamada de Linha de Controle (Line of Control, LoC). O restante das forças armadas indianas será suprido, em princípio, com os fuzis Kalashnikov AK-203 (versão mais moderna do AK-47), no calibre 7,62 x 39mm, os quais têm previsão de ser produzidos em conjunto (joint venture) pela Índia e pela Rússia na fábrica de munições Amethi.

Nesse cenário, é razoável supor que, além dos 350.000/500.000 fuzis CQB (T4, no calibre 5,56 x 45mm) que pretende vender à Índia por meio da JV com Jindal Defense, a Taurus também esteja mirando o imenso mercado indiano de fuzis de assalto nos dois calibres, especialmente por saber que o SIG é importado (e essa não é mais a ideia desse país), que a JV Jindal Taurus começará a produzir já em janeiro de 2022 e que a JV da Índia com a Rússia ainda está "patinando" em questões de preço e burocráticas.  

Fuzil T4 com cano de 7,5 polegadas


Fuzil T4 com guarda-mão M-LOK
Em termos de armas de fogo, o guarda-mão é uma peça especificamente concebida para permitir ao usuário segurar a parte dianteira da arma. Ele fornece uma superfície isolada termicamente para que a mão do utilizador não corra o risco de ser queimada pela temperatura do cano, que pode ficar muito quente durante uma série maior de disparos.

Além de proporcionar também uma empunhadura mais firme e facilitar a precisão do tiro, o guarda-mão pode servir ainda como uma plataforma anexa para armas secundárias (como um lançador de granadas), bem como para acessórios como bipés, luzes táticas, miras a laser, dispositivos de visão noturna e uma variedade de outros.

M-LOK (de Modular Lock) é um guarda-mão moderno que permite a fixação direta de acessórios nos pontos de montagem de slot oco. É um padrão concorrente do sistema KeyMod para substituir o onipresente trilho Picatinny em algumas aplicações. Em comparação com este último, o M-LOK  permite que o usuário tenha um guarda-mão mais fino, mais leve, mais suave e com acessórios montados apenas onde for necessário, enquanto um guarda-mão tipo trilho Picatinny normalmente terá ranhuras em todo o seu comprimento, o que o torna mais pesado, mais volumoso e com ventilação inferior do cilindro.
 
O lançamento do T4 com guarda-mão M-LOK deverá acontecer até o final deste ano.
 
AR-15 com um protetor de mão HWK M-LOK Free Float


Fuzil T10

Com foco na Índia e em muitos outros países que também utilizam os calibres NATO para seus fuzis de assalto,
a empresa está desenvolvendo o Taurus T10, um fuzil no calibre 7,62 x 51mm baseado na consagrada plataforma AR-10, o que lhe permite se beneficiar de um eventual intercâmbio de peças e acessórios com outros modelos desenvolvidos na mesma plataforma.

Fabricado com reforçado protocolo militar, o T10 é um típico fuzil de assalto com cano de 20 polegadas, que também poderá ser fabricado com um de 16 polegadas. Esta arma está sendo planejada para disputar os mercados militar e de segurança com outros fuzis similares existentes no mundo.

No caso da Índia, poderá disputar o mercado de fuzis de assalto no calibre 7,62 x 51mm, pois ainda não há nenhuma joint venture estabelecida dentro do Programa Make in Índia que esteja em condições de fabricar um fuzil com esse calibre.

Do ponto de vista logístico, seria bastante interessante a Taurus poder oferecer ao mercado militar, paramilitar e policial indiano fuzis nos mesmos calibres usados pelas forças armadas desse país, ainda mais com possibilidade de exportação para os demais países que também os adotam.

O T10 tem previsão de lançamento em 2022.

Fuzil Taurus T10


Rifle de ferrolho

Armas com ação de ferrolho são muito populares nas atividades civis de caça e tiro ao alvo, bem como para o uso por atiradores de elite militares (sniper), pois oferecem um excelente equilíbrio entre força, robustez, confiabilidade e precisão. Via de regra, são mais leves e têm um custo menor do que as armas de fogo semiautomáticas. Outra vantagem é poderem ser desmontadas e remontadas muito mais rápido, devido ao menor número de peças móveis.

Para ocupar um nicho no qual atualmente não está presente, a Taurus está desenvolvendo um rifle de ferrolho que estará disponível em três calibres, mediante o uso de canos rosqueados intercambiáveis: .308 Winchester, .243 Winchester e 6,5 Creedmoor. A coronha será intercambiável com o rifle Remington, proporcionando maior flexibilidade ao usuário.

No mundo civil, a nova arma terá seu uso primordial na caça de javalis e de outros animais de médio e grande porte. Já nos mercados militar e de segurança, é bastante provável que também vá disputar o segmento mundial de rifles do tipo sniper, haja vista o grande esmero que a Taurus está tendo com o seu desenvolvimento, especialmente no que se refere à precisão.

Sua previsão de lançamento é para 2022.

Protótipo do rifle de ferrolho Taurus


Foto Pack Sniper 1: Rifle Remington 700 VTR-5 .308 + monturas + visor +...  foto 40894
Rifle Remington 700 Target Tactical VTR-5 em calibre .308 Win, com acessórios


Submetralhadora SMG 9mm

Em desenvolvimento já há quase três anos e com previsão de lançamento para este semestre, a nova submetralhadora da Taurus no calibre 9mm (SMG é um nome provisório) promete ser uma outra arma revolucionária, com possibilidades de obter grande sucesso nos mercados militar e de segurança do Brasil e do mundo, haja vista que, conforme a empresa, será a mais compacta e mais leve (2,5Kg) submetralhadora na categoria, já saindo de fábrica dotada de supressor de ruído (silenciador), acessório para o qual a Taurus recebeu a homologação recentemente .

 

Protótipo recente da submetralhadora SMG 9mm

Protótipo da SMG no final de 2019


Protocolos de fabricação civil e militar: principais diferenças

Em virtude do uso completamente diferenciado, há significativas diferenças entre os protocolos de fabricação civil e militar.

No militar, a arma deve ser mais robusta, ou seja, deve suportar um número muito maior de tiros e, também, os estresses causados por um uso nas piores condições possíveis, devidas à poeira, lama, areia, água, temperatura, quedas, etc.

Com relação à resistência do cano, por exemplo, enquanto no protocolo civil a arma é estressada com 10 mil tiros durante seu desenvolvimento, no militar esse estresse é elevado aos 60 mil tiros.

Para se ter uma ideia, o cano de um fuzil Taurus T4, por exemplo, é fabricado para resistir até 12 mil tiros, enquanto o cano de um fuzil AR-15 americano de plataforma semelhante (M4), mas fabricado para uso civil (como a imensa maioria nos EUA), só resiste a cerca de 2/3 mil tiros.

Na Taurus, a submetralhadora SMG, o rifle de ferrolho, as pistolas TS9 e GX4, bem como todos os fuzis, foram e estão sendo desenvolvidos no protocolo militar.

Postagem em destaque