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Prefeito Jerry P. Treñas entrega 80 fuzis Taurus T4 ao diretor do Gabinete de Polícia da Cidade de Iloilo (ICPO), Coronel Kim P. Legada
*LRCA Defense Consulting - 08/01/2025
A mídia filipina Panay News está divulgando que a polícia da cidade de Iloilo, capital da província de Iloilo, nesse país, recebeu hoje 80 fuzis Taurus T4 para a manutenção da paz e da ordem, garantindo a segurança pública e permitindo uma resposta mais rápida a emergências.
O fato se reveste de importância para a multinacional gaúcha, haja vista que sinaliza a expansão da utilização de seus produtos para outras instituições além do Exército e da Polícia Nacional do país asiático.
Entre 2018 e 2019 a Taurus venceu duas licitações para fornecimento de pistolas TS9 Striker à Polícia Nacional das Filipinas (Philippines National Police – PNP), totalizando o fornecimento de 20 mil unidades no período. No ano de 2022, a Polícia Nacional das Filipinas aprovou outros dois grandes lotes de pistolas TS9 Striker, sendo entregues mais 9.500 pistolas Taurus para a instituição.
Além disso, o fuzil Taurus T4 também foi o escolhido para equipar o Exército das Filipinas após ter vencido duas históricas licitações internacionais, onde concorreu com grandes marcas mundiais do setor, sendo a primeira vez que o Exército Filipino adquiriu um fuzil fabricado fora dos Estados Unidos. Foram mais de 13.500 fuzis Taurus T4 fornecidos para as Forças Armadas das Filipinas (Philippine Army) entre 2021 e 2022.
Assim, a Taurus acumula a entrega de 43 mil unidades da pistola TS9 Striker e do fuzil T4 para as forças militares e de segurança das Filipinas, além da posição de relevância que a empresa ocupa dentro do mercado civil desse mesmo país, onde seus produtos têm lugar de destaque. Este fato é agora reforçado pelas armas adquiridas pela polícia da cidade Iloilo.
A Embraer anunciou ontem (30) um pedido firme de um cliente não revelado para seis
aeronaves de ataque leve e treinamento avançado A-29 Super Tucano, equipados com capacidades aprimoradas para realizar
missões como interdição aérea, apoio aéreo tático, patrulha marítima,
ataque marítimo e outras operações de defesa territorial.
Além de não revelar o cliente, a gigante aeroespacial brasileira trouxe um ingrediente novo, ao citar "capacidades aprimoradas para patrulha marítima e
ataque marítimo", haja vista que talvez seja o primeiro cliente a solicitar tal configuração. Por outro lado, supondo-se que se trata de uma configuração típica de patrulha marítima armada (MPA), não parece ser público que a empresa possuísse condições de implementá-la ordinariamente no Super Tucano.
A aeronave, embora seja extremamente versátil e amplamente utilizada em múltiplas missões nos diversos países que a possuem - como ataque leve, treinamento avançado, reconhecimento aéreo e outras - não é primariamente configurada para missões de patrulha marítima.
No entanto, as características normais da aeronave fazem com que possa ser adaptada
para realizar algumas missões secundárias relacionadas a esse mister, como
monitoramento do tráfego marítimo e detecção de atividades suspeitas em
áreas costeiras, além do fornecimento de apoio aéreo aproximado a navios
de guerra, realizando missões de reconhecimento e ataque a alvos
marítimos de oportunidade.
Enquanto o Super Tucano é excelente para missões de curta a média duração sobre terra, sua autonomia e capacidade de carga útil são fatores limitantes para missões de patrulha marítima de maior duração, que geralmente exigem maior tempo de voo e sensores mais pesados.
Para tanto, seria necessária a adição de sensores específicos, como radar de superfície marítima, sonoboias e outros sistemas de detecção de submarinos, o que pode aumentar significativamente o custo e a complexidade da aeronave. A propósito, sonoboia (uma junção de sonar e boia ) é uma pequena boia de sonar descartável lançada de aeronaves ou navios para guerra antissubmarina ou pesquisa acústica subaquática. As sonoboias têm tipicamente cerca de 13 cm de diâmetro e 91 cm de comprimento. Quando flutuam na água, as sonoboias têm um transmissor de rádio acima da superfície e sensores de hidrofone subaquáticos.
Embora o Super Tucano não seja a escolha ideal para missões de patrulha marítima de forma geral, é possível assim empregá-la, embora com limitações, especialmente se não houver a opção de uma aeronave especializada em MPA ou se estas forem em quantidade insuficiente.
No entanto, a Embraer é uma empresa que se caracteriza por trazer surpresas positivas ao mercado mundial. Assim, como ela afirmou que o cliente deseja "capacidades aprimoradas para patrulha marítima e
ataque marítimo", não será de se estranhar que esteja nascendo um novo modelo do Super Tucano próprio para este emprego, com ênfase em países insulares ou que possuam um extenso litoral e recursos financeiros limitados.
Por outro lado, há também a possibilidade de a Embraer fazer uso das capacidades de uma empresa internacional parceira capaz de realizar a transformação da aeronave para emprego em patrulha marítima armada (MPA), como será visto no tópico abaixo referente à Indonésia.
Filipinas e Indonésia: dois potenciais clientes Filipinas Os constantes incidentes com a presença chinesa no Mar da China Meridional levaram as Filipinas a prosseguir com medidas formais de patrulhamento, ao mesmo tempo que desafia as atividades chinesas ao longo da cadeia de ilhas disputada pelos dois países.
Em resposta aos desafios estratégicos regionais e às fraquezas internas percebidas com a ameaça chinesa, a Força Aérea Filipina (PAF) embarcou em um processo de transformação para aprimorar suas capacidades. O chamado Plano de Voo 2028 prevê uma reorientação da Força, saindo de uma função primariamente de segurança interna e passando a atuar como uma força de defesa territorial. Isso está exigindo uma transformação substancial organizacional, doutrinária, de treinamento, estratégica e de equipamentos.
O Plano de Voo 2028 tem como objetivos: 1. Desenvolver a capacidade da PAF para detectar, identificar, interceptar e neutralizar intrusões na Zona de Identificação de Defesa Aérea das Filipinas e no Mar da China Meridional (ao norte e oeste do arquipélago).
2. Desenvolver a capacidade da PAF para detectar, identificar, interceptar e neutralizar intrusões em todo o território filipino.
Os principais ativos aéreos adquiridos sob esta nova iteração do programa de modernização foram 12 caças leves sul-coreanos FA-50, enquanto os programados para aquisições futuras são caças multifuncionais e aeronaves de patrulha marítima, entre outros equipamentos.
Atualmente, a PAF emprega algumas das seis aeronaves Super Tucano da sua frota para realizar missões de patrulha marítima no Mar da China Meridional, mas não é público que tais aeronaves tenham recebido uma configuração específica.
Em 2021, as Filipinas manifestaram a intenção de adquirir 18 aeronaves adicionais aos seis Super Tucanos já adquiridos e entregues, totalizando 24 aeronaves.
Em agosto de 2024, em visita oficial às Filipinas, o Ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira, afirmou que “Estou muito satisfeito com o estado da cooperação entre a Embraer e a
Força Aérea das Filipinas, que inclui o fornecimento de provavelmente
seis aeronaves Super Tucano e, possivelmente, de futuras operações".
As necessidades das Filipinas em mais meios aéreos de patrulhamento marítimo armado, combinadas com as palavras recentes do ministro brasileiro, são um forte indicativo de que as Filipinas possam ser o "cliente não revelado" dos seis Super Tucanos.
ATUALIZAÇÃO (31 Dez, às 15h11): o portal Inquirer.net confirmou que as Filipinas é o país que adquiriu seis unidades do A-29 Super Tucano.
Indonésia Por ser um país também insular, além de possuir um extenso arquipélago, a Indonésia utiliza parte de sua frota de 16 A-29 Super Tucanos em missões de vigilância marítima e patrulha costeira, de forma similar às Filipinas. O país possui três Airbus DS CN235 de patrulha marítima que estão sendo atualizados, mas que ainda são insuficientes para a dimensão de seu território.
Em 18 de novembro de 2024, a Embraer e a PT Dirgantara Indonesia (PTDI), principal empresa aeroespacial da Indonésia, assinaram um Memorando de Entendimento com o objetivo de expandir a colaboração na aviação comercial, realizando estudos conjuntos para avaliar oportunidades de parceria na aviação comercial, em áreas como engenharia e fornecimento de aeroestruturas. Ambas as empresas estão comprometidas em explorar oportunidades que
criem valor mútuo, mantendo os mais altos padrões de qualidade e
desempenho na fabricação aeroespacial.
A PT Dirgantara Indonesia (PTDI) é uma das principais empresas aeroespaciais nativas da Ásia. Com vasta experiência em design de aeronaves, a PTDI se especializou no desenvolvimento de novas aeronaves, modificação de configurações de sistemas e fabricação de estruturas para missões específicas, como patrulha marítima, vigilância e operações de guarda costeira. A PTDI também oferece serviços de aeronaves para clientes civis e militares, com foco em aeronaves leves e médias.
Assim, a Indonésia, além de também ser um possível cliente para os seis Super Tucanos em tela, possui boas relações com as Filipinas, com quem realiza exercícios conjuntos de patrulha marítima, além de ter uma grande empresa aeroespacial com total capacidade para transformar os Super Tucanos padrão em aeronaves MPA.
Num movimento histórico para reforçar a sua posição no mercado global de defesa, a Índia deverá entregar mísseis de cruzeiro supersônicos BrahMos às Filipinas, marcando um marco significativo na cooperação bilateral em defesa. Este acordo de 374,96 milhões de dólares, assinado em janeiro de 2022, sublinha as ambições estratégicas da Índia como um exportador emergente de defesa.
Fontes da Direção Geral de Aviação Civil indicam que três Freightliners civis estão programados para partir para Manila hoje (18 de abril de 2024), acompanhados por um C-17 Globemaster da Força Aérea Indiana (IAF), ilustrando a estrutura logística de dupla utilização deste Operação. A participação do transporte civil e militar sublinha a importância estratégica e operacional da entrega.
A presença hoje do Embaixador das Filipinas em Nagpur para supervisionar o envio destaca ainda mais o peso diplomático desta iniciativa. Essa entrega utiliza um mix de meios de transporte, refletindo a magnitude logística da operação.
Estes desenvolvimentos ocorrem no momento em que as exportações de defesa da Índia atingiram um recorde de 21.083 milhões de rupias (aproximadamente 2,63 mil milhões de dólares) no ano financeiro de 2023-24, marcando um aumento de 32,5% em relação ao ano anterior. A implantação de mísseis BrahMos deverá fortalecer as capacidades de defesa marítima das Filipinas, especialmente na região estratégica do Mar da China Meridional, e ilustra um salto significativo na estratégia de exportação de defesa da Índia. Implicações estratégicas e perspectivas futuras A entrega dos mísseis BrahMos, os mísseis supersônicos mais rápidos do mundo desenvolvidos em conjunto com a Rússia, utilizando um C-17 da IAF adquirido dos Estados Unidos, simboliza uma parceria estratégica multifacetada. A utilização de um C-17 da IAF para esta operação não só destaca as capacidades logísticas imediatas, mas também a disponibilidade da Índia para fornecer apoio estratégico rápido, potencialmente em tempos de conflito.
Esta iniciativa é indicativa das proezas logísticas e militares da Índia e serve como elemento dissuasor, mostrando as capacidades de resposta da Índia aos intervenientes regionais. As implicações estratégicas destas entregas vão além da utilidade imediata da defesa, até à demonstração da crescente influência da Índia no mercado internacional de armas. Contexto Histórico e Geopolítico O contrato de US$ 374,96 milhões com a BrahMos Aerospace Private Limited representa a primeira exportação do míssil desenvolvido localmente pela Índia, uma joint venture entre a Organização de Pesquisa e Desenvolvimento de Defesa (DRDO) da Índia e a NPO Mashinostroyeniya da Rússia. O acordo inclui três baterias de mísseis e pacotes abrangentes de treinamento e apoio, aprimorando o Regimento de Defesa Costeira do Corpo de Fuzileiros Navais das Filipinas.
Este desenvolvimento é particularmente comovente dadas as disputas marítimas em curso no Mar das Filipinas Ocidental, onde as Filipinas têm enfrentado pressões marítimas da China. Espera-se que os mísseis BrahMos reforcem significativamente as capacidades navais das Filipinas, proporcionando um elemento de dissuasão credível na região.
Um salto estratégico e defensivo para a estabilidade regional A integração destes mísseis no quadro de defesa das Filipinas representa um reforço significativo das suas capacidades militares. Esta implantação em todo o arquipélago filipino serve tanto como dissuasão estratégica como como força de reação rápida, reforçando a estabilidade nacional e regional.
Além disso, a entrega que envolve uma aeronave militar fabricada nos Estados Unidos reflete ainda mais a complexa interação das relações internacionais de defesa e sublinha a capacidade da Índia de navegar e alavancar estas parcerias de forma eficaz.
Panorama À medida que as tensões na região Indo-Pacífico aumentam, o acordo sobre mísseis BrahMos deverá remodelar os alinhamentos de defesa, melhorando tanto a estatura da Índia como um parceiro chave na defesa como a postura defensiva das Filipinas contra ameaças regionais. Esta entrega não só simboliza uma transferência de armas, mas também reafirma o fortalecimento dos laços entre a Índia e as Filipinas, contribuindo para o objetivo mais amplo de manter a estabilidade num cenário geopolítico cada vez mais volátil. ---xxx---
A presença internacional da Taurus avança a cada ano e, em linha com a
estratégia da companhia, vem conquistando diversos e significativos mercados. A empresa
exporta seus produtos para mais de 100 países, além dos EUA, que têm o
maior e mais competitivo mercado mundial de armas, no qual a Taurus é a
primeira marca mais importada.
Recentemente, o Departamento de Gestão Prisional e Penal das Filipinas (BJMP - Bureau of Jail Management and Penology) aprovou um grande lote de pistolas Taurus modelo TS9, após cinco dias de testes severos realizados pelo corpo técnico e alto comando da corporação na sede da multinacional brasileira, em São Leopoldo, no Rio Grande do Sul.
Na comitiva, estavam presentes o General Luisito Caravan Munoz (Superintendente-Chefe de Serviços Prisionais), o General Baby Noel Pimentel Montalvo, o Capitão Arturo Jr Repuela Espos, e o representante da Taurus nas Filipinas.
Entre os dias 28 de agosto e 1º de setembro de 2023, amostras foram submetidas ao rigoroso protocolo de testes da polícia prisional filipina, considerado um dos mais rígidos do mundo, que inclui avaliação dimensional, precisão, intercambialidade, areia, lama, imersão em água, queda, munição sob pressão, funcionalidade, desmontagem e montagem, ensaios metalográficos, além do teste de resistência de 20 mil disparos.
As amostras foram plenamente aprovadas, cumprindo todos os requisitos, e confirmaram a qualidade da pistola Taurus TS9, uma arma extremamente resistente e confiável, especialmente desenvolvida para o mercado policial e militar.
Este é o primeiro lote a ser fornecido para o Departamento de Gestão Prisional e Penal das Filipinas (BJMP - Bureau of Jail Management and Penology). Um contrato de 1.438 pistolas, no qual a Taurus foi declarada vencedora frente a vários outros concorrentes internacionais.
Filipinas já adquiriu mais de 45 mil armas A fabricante brasileira vem obtendo sucesso e ampliando a participação de seus produtos no rigoroso e promissor mercado das Filipinas. Em dezembro de 2022, a Polícia Nacional das Filipinas (Philippines National Police – PNP) aprovou, através de rigorosos testes de aceitação, outros dois grandes lotes de pistolas TS9 Striker, um total de 9.554 pistolas. Em 2021, foram mais de 13 mil fuzis Taurus T4 5,56x45 fornecidos para as Forças Armadas das Filipinas.
Assim, entre os anos de 2019 e 2023, a Taurus já acumula a entrega de aproximadamente 45 mil unidades da pistola TS9 Striker e fuzil T4 para as forças de segurança das Filipinas, além da posição de relevância que a empresa ocupa dentro do mercado civil desse mesmo país. Soma-se a isso demais vendas e licitações confirmadas no mundo, o que demonstra a estabilidade, confiabilidade e qualidade de seus produtos no cenário mundial.
“A Taurus é uma empresa multinacional brasileira bastante competitiva no mundo, um forte player internacional no mercado de defesa e segurança pública, e estes contratos são provas disso”, afirma o CEO Global da Taurus, Salesio Nuhs.
Prêmio Exportação RS Em agosto de 2023, a companhia foi agraciada duas vezes no 51º Prêmio Exportação RS, promovido pela Associação dos Dirigentes de Marketing e Vendas do Brasil (ADVB/RS). A premiação é a maior do segmento exportador na região Sul do país e destaca as marcas que são referência em seus setores de atuação, fomentando o crescimento do Rio Grande do Sul como estado forte na exportação de produtos e matérias primas para o mundo. Além de vencer na categoria Destaque Setorial – Indústria, a Taurus recebeu a distinção especial Diamante, que homenageia as organizações que conquistaram o prêmio em dez edições ao longo dos anos.
Taurus: uma empresa global de alta tecnologia A multinacional brasileiras Taurus Armas S.A. é uma Empresa Estratégica de Defesa e integrante da Base Industrial de Defesa (BID) brasileira, com 83 anos de história. Sediada em São Leopoldo, no Rio Grande do Sul, e com mais duas unidades produtivas, uma em Bainbridge, na Geórgia (EUA), e outra no estado de Haryana, na Índia, possui um completo portfólio de produtos composto por revólveres, pistolas, armas táticas e armas longas esportivas, atendendo aos mercados civil, militar e policial no Brasil e no mundo.
A empresa investe forte em pesquisa e desenvolvimento, possui parcerias com renomadas instituições de ensino e conta com um Centro Integrado de Tecnologia e Engenharia Brasil/Estados Unidos (CITE). Já recebeu dezenas de prêmios em reconhecimento pelo seu elevado padrão de qualidade e inovação, como o "Handgun of the Year", considerado a premiação mais importante da indústria de armas dos Estados Unidos.
O pioneirismo está entre as qualidades que a levaram a ocupar um lugar de destaque na indústria mundial. Exemplo disso é a revolucionária tecnologia de utilização do grafeno na produção de armas, desenvolvida pela Taurus no Brasil para o resto do mundo. A empresa segue desenvolvendo projetos pioneiros contemplando o novo ciclo tecnológico de materiais inéditos utilizados na fabricação de armamentos, como o Nióbio, o DLC (Diamond Like Carbon) e o Polímero de Fibras Longas, adicionando ao seu portfólio armas cada vez mais leves e resistentes.
A Taurus é pioneira na área de segurança e defesa no mundo a adotar a pauta ESG e a divulgar um Relatório de Sustentabilidade, visando trazer impactos positivos para a sociedade, para o meio ambiente e para os negócios.
É a líder mundial na fabricação de revólveres e uma das maiores produtoras globais de pistolas, além de ser a maior vendedora de armas leves no mundo.
As Filipinas e a Suécia assinaram recentemente um memorando de entendimento (MoU) durante o Diálogo Shangri-La em Cingapura, abrindo caminho para um acordo em potencial que veria a Suécia fornecer aeronaves de caça multimissão à Força Aérea Filipina (PAF). O MoU sobre cooperação em material de defesa foi assinado pelo secretário interino da Defesa, Carlito Galvez Jr., e pelo ministro da Defesa sueco, Pål Jonson.
O acordo visa oferecer oportunidades para as indústrias de defesa suecas participarem do programa de modernização das Forças Armadas das Filipinas, especificamente na aquisição de aeronaves avançadas de caça multimissão. Estocolmo tem oferecido o Saab JAS-39 Gripen para atender aos requisitos do projeto de aquisição de caças multifuncionais da PAF.
Discussões anteriores entre Galvez e o Ministro do Comércio sueco, Johan Forssell, em Manila, ajudaram a finalizar o MoU e fortalecer as relações bilaterais entre os dois países. Além disso, o chefe da PAF, tenente-general Stephen Parreño, liderou uma delegação à Suécia, onde se envolveu com a Força Aérea Sueca e visitou as instalações da Saab para observar as aeronaves de alerta e controle aéreo JAS-39 Gripen e Saab 340.
A assinatura do MOU indica um passo significativo para cumprir a aspiração de longa data da PAF de adquirir caças multifuncionais para aumentar as capacidades de dissuasão. Enquanto o Saab JAS-39 Gripen surgiu como uma opção preferida, o PAF também considerou o F-16 Viper, fabricado pela Lockheed Martin, para suas futuras necessidades de caças.
O acordo prepara o terreno para uma possível colaboração entre as Filipinas e a Suécia no setor de defesa, promovendo a autossuficiência e fortalecendo a segurança nacional. Espera-se que os caças Gripen, conhecidos por seus recursos avançados e capacidades comprovadas, reforcem as capacidades de defesa das Filipinas contra ameaças regionais emergentes.
Ambos os países estão agora preparados para explorar novas possibilidades e se engajar em negociações para materializar o potencial negócio do caça Gripen. À medida que o programa de modernização da Força Aérea das Filipinas ganha impulso, a seleção de um caça multimissão adequado desempenhará um papel fundamental no aprimoramento das capacidades de defesa do país e na garantia da segurança dos céus filipinos.
O Brasil irá fabricar alguns dos componentes das viaturas blindadas de transporte de pessoal sobre rodas (VBTP-MSR) 6X6 Guarani, com o objetivo de garantir a exportação para as Filipinas. As informações são da revista Veja. O pacote de exportação é composto por 28 blindados Guarani, fabricados pela Iveco em Sete Lagoas (MG), sendo que cinco unidades estão prontas desde junho de 2022. O contrato é de US$ 46 milhões.
Propriedade intelectual do Exército Brasileiro, elas foram vendidas para o Exército das Filipinas pela Elbit Systems.
Em janeiro deste ano, a agência federal de controle de exportações da Alemanha vetou a exportação. Os veículos utilizam componentes alemães sujeitos a licenciamento para reexportação. Por isso, é preciso obter o aval do país europeu para que a negociação se concretize.
Produção nacional de peças para driblar o embargo Por isso, o governo escolherá uma empresa nacional para fabricar os componentes que, atualmente, são fabricados pela Alemanha, de forma a driblar o embargo.
A viatura blindada foi vendida para Gana, cuja fabricação começa este ano, e corre o risco de ter a exportação também embargada. O Guarani já foi exportado para o Líbano (16 unidades) e a Argentina está negociando a compra de 156 unidades.
Produção Em setembro do ano passado, a Iveco Defence Vehicles/Latin America, celebrou a fabricação de 600 unidades da viatura blindada. Dentro do Programa Estratégico do Exército Forças Blindadas, esse projeto surgiu com o objetivo de contribuir para a transformação das organizações militares de infantaria motorizada em mecanizada e a modernização das organizações militares de cavalaria mecanizada, substituindo a VBTP EE-11 Urutu.
Dessa forma, o desenvolvimento da VBTP Guarani teve início no ano de 2007, no antigo Escritório de Projetos do Departamento de Ciência e Tecnologia (DCT), no Rio de Janeiro, com a participação ativa dos engenheiros militares da Diretoria de Fabricação (DF), organização militar subordinada ao DCT.
Em meados de 2013, a Iveco inaugurou sua planta voltada à produção de veículos de defesa na cidade de Sete Lagoas. Desde então, são produzidos, anualmente, cerca de 60 viaturas destinadas a dotar diversas organizações militares pelo Brasil. O projeto tem caráter inovador, pois agrega sistemas de armas e de comando e controle (comunicações) de ponta em uma plataforma automotiva militar moderna, compondo a Nova Família de Blindados Sobre Rodas (NFBR), em atual implantação na Força Terrestre.
Dessa forma, o Programa Forças Blindadas e, em particular, o Projeto Guarani fortalece a base industrial de defesa do Brasil, conquistando autonomia em tecnologias estratégicas para o País, contribuindo para a geração de empregos e capacitando civis e militares em pesquisa, desenvolvimento e inovação na área de viaturas militares blindadas.
A Embraer anunciou hoje a assinatura de um contrato de serviços com a Força Aérea das Filipinas (PAF, na sigla em inglês) para apoiar a frota de A-29 Super Tucano do país. O acordo fornecerá suporte a mais de 200 componentes do A-29.
“Estar próximo de nossos clientes e apoiá-los em suas missões é fundamental para o que fazemos”, disse Rinaldo Piubeli Prado, Vice-Presidente Global de Suporte e Pós-Venda ao Cliente de Defesa & Segurança da Embraer Serviços & Suporte. “Nossa equipe de suporte ao cliente na Ásia-Pacífico terá a satisfação de apoiar a Força Aérea das Filipinas para que o A-29 seja utilizado em todo o seu potencial.”
A frota de seis aeronaves A-29 Super Tucano foi entregue em 2020, durante a pandemia global, refletindo o compromisso da Embraer com a Força Aérea das Filipinas. Esses aviões são mantidos e operados pelo 15º Esquadrão de Ataque.
No ano passado, a frota mundial de A-29 Super Tucano da Embraer atingiu 500 mil horas de voo. Com mais de 260 unidades entregues, a aeronave já foi adquirida por mais de 15 forças aéreas em todo o mundo.
Nesta segunda-feira, 27 de fevereiro de 2023, a Taurus Armas realizou a entrega formal de 9.544 unidades da pistola Taurus TS9 Striker, calibre 9mm, à Polícia Nacional das Filipinas (Philippines National Police – PNP) e seu Comandante, General Rodolfo Azurin.
O evento contou com a presença dos 25 principais oficiais ranqueados da organização, além de demais oficiais e da divisão interna da PNP responsável por midia e imprensa.
A Taurus também ministrou um curso de treinamento e familiarização de tiro aos oficiais da corporação filipina, conduzido pelo General Carlos, ex-comandante chefe da Polícia Nacional das Filipinas.
Taurus: forte player internacional no mercado de defesa e segurança pública Em dezembro de 2022, a Polícia Nacional das Filipinas (PNP) aprovou dois grandes lotes de pistolas TS9 Striker, do contrato firmado com a Taurus. As armas foram submetidas com sucesso a rigorosos testes de aceitação durante uma semana, por uma comitiva com 12 integrantes da PNP na fábrica da Taurus, em São Leopoldo, no Rio Grande do Sul, onde as amostras foram plenamente aprovadas, superando os requisitos da Norma NATO AC-225 e comprovando a qualidade, confiabilidade e a resistência da pistola TS9 Striker.
Este grande contrato com a Polícia Nacional das Filipinas faz parte da estratégia da companhia de ser uma forte player internacional no mercado de defesa e segurança pública. Neste sentido, a fabricante brasileira vem obtendo sucesso e ampliando a participação de seus produtos neste rigoroso e promissor mercado. Em 2021, forneceu mais de 13 mil fuzis T4 para as Forças Armadas das Filipinas. E nos últimos três anos já totaliza aproximadamente 30 mil unidades da pistola TS9 Striker para as Forças Policiais filipinas, além de ter vencido várias outras licitações no mundo, demonstrando a estabilidade, confiabilidade e qualidade de seus produtos no cenário mundial.
“A Taurus é uma empresa multinacional brasileira bastante competitiva no mundo e estes contratos são provas disso. A presença internacional da Taurus avança a cada ano e, em linha com a estratégia da companhia, estamos conquistando diversos mercados. Exportamos nossos produtos para mais de 100 países, além dos EUA, que tem o maior e mais competitivo mercado mundial de armas, no qual somos a primeira marca mais importada”, afirma o CEO Global da Taurus, Salesio Nuhs.
A Polícia Nacional das Filipinas acaba de aprovar dois grandes lotes de pistolas modelo TS9 Striker, calibre 9mm, fabricadas pela Taurus.
As armas foram aprovadas com sucesso nos rigorosos testes de aceitação – que incluem mira e precisão, tiro sob pressão, acuracidade, exposição à poeira, imersão na lama, areia e na água, segurança de queda, resistência e aquecimento, entre outros – conduzidos, durante uma semana (de 5 a 9 de dezembro), por uma comitiva com 12 integrantes da Polícia Nacional das Filipinas (Philippines National Police) na fábrica da Taurus, em São Leopoldo (RS).
As pistolas também passaram por análise de corrosão e partículas magnéticas em laboratórios da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e por teste de resistência de 20.000 disparos, onde as amostras foram plenamente aprovadas, superando os requisitos da Norma NATO AC-225.
O resultado positivo obtido em todos os testes comprova a qualidade, a confiabilidade e a resistência da pistola TS9 Striker, especialmente desenvolvida pela Taurus para o mercado policial e militar.
Os procedimentos fazem parte dos trâmites de aceitação dos produtos de contrato firmado com a instituição que totalizam a entrega de 9.544 unidades.
Filipinas, um case de sucesso que prenuncia novos negócios Esse é mais um de uma série de grandes contratos vencidos pela Taurus
nos últimos anos com o mercado policial e militar das Filipinas por
meio de concorrência em licitações internacionais envolvendo os maiores
fabricantes mundiais.
A fabricante brasileira vem obtendo sucesso e ampliando a participação de seus produtos neste rigoroso e promissor mercado. Em 2021, forneceu mais de 13 mil fuzis T4 para as forças armadas das Filipinas e, nos últimos três anos, já totaliza aproximadamente 30 mil unidades da pistola TS9 Striker para as forças policiais filipinas, além de ter vencido várias outras licitações no mundo, demonstrando a estabilidade, confiabilidade e qualidade de seus produtos no cenário mundial.
“Os resultados desses testes reforçam mais uma vez o nosso forte compromisso com a Excelência. A Taurus é uma empresa brasileira bastante competitiva no mundo e estes contratos são provas disso. Exportamos nossas armas para mais de 100 países, além dos EUA, que tem o maior e mais competitivo mercado mundial de armas, no qual somos a quarta marca mais vendida e a primeira mais importada. A presença internacional da Taurus avança a cada ano e estamos conquistando diversos mercados, em linha com nosso plano estratégico”, afirma o CEO Global da Taurus, Salesio Nuhs.
Como comprovaram as licitações do exigente mercado militar e policial filipino, a Taurus tem no fuzil T4 e na pistola TS9 duas armas modernas, tecnológicas, versáteis e de altíssima qualidade, confiabilidade e resistência, além de apresentar a melhor relação custo/benefício do mercado, sendo perfeitamente adequadas às necessidades e exigências do mercado asiático onde, em um futuro próximo, a Taurus tem possibilidades de novos negócios na Indonésia, na Tailândia, na Malásia e no Vietnan.
O grande mercado asiático que, inicialmente, abre-se para a Taurus: Índia, Bangladesh, Filipinas, Tailândia, Indonésia, Malásia e Vietnan.
No dia 03/12/2021, o Tenente-General Andres Centino, Chefe do
Estado-Maior das Forças Armadas das Filipinas (AFP) presidiu a cerimônia
militar de entrega dos recém-adquiridos fuzis de assalto Taurus T4
5,56mm para os militares do 99º Batalhão de Infantaria do Exército das
Filipinas (99IB - Batalhão Patriótico), sediado no Forte Magsaysay, em
Nueva Ecija.
*LRCA Defense Consulting - 31/07/2022
O Ministério da Defesa da Índia divulgou, em comunicado datado de 26 de julho, que concordou com o plano de licitar aproximadamente 400 mil carabinas/fuzis CQB (apropriados para o combate à curta distância), haja vista que daria um grande impulso à indústria de fabricação de armas pequenas na Índia e aumentaria a atmanirbharta (autossuficiência) nesse tipo de armamento. O comunicado acrescentou que a Aceitação da Necessidade (AoN) foi dada a este projeto para combater o “atual paradigma complexo de guerra convencional e híbrida e contraterrorismo nas fronteiras”. Um AoN é o primeiro passo em qualquer processo de aquisição de defesa. Esta licitação passou a incluir a anterior, de cerca de 94 mil fuzis, que foi descontinuada.
Resta apenas definir se a aquisição será através da categoria Buy Indian (Compra da Índia) ou através da opção Indigenously Designed, Developed and Manufactured (Projetado, Desenvolvido e Fabricado na Índia - IDDM), sendo muito provável, segundo fontes idianas, que seja por meio da
categoria Buy Indian, pois significará que várias empresas estrangeiras que
têm ou terão joint ventures com empresas indianas estarão participando, enquanto a IDMM teria apenas três, com apenas uma privada.
Para lançar mais luzes sobre a participação da brasileira Taurus Armas com seu fuzil T4 na licitação, bem como sobre suas chances de se tornar a vencedora ou uma delas, esta editoria traz alguns fatos que, provavelmente, poderão influenciar o desenrolar do certame.
O caso das Filipinas A República das Filipinas é um dos países asiáticos onde a empresa
brasileira Taurus Armas tem um grande sucesso, já tendo vendido quase 30
mil pistolas TS9 para a Polícia Nacional e mais de 13 mil fuzis T4 para
o Exército do país.
O fuzil T4 foi o escolhido para dotar o Exército das Filipinas após ter
vencido duas históricas licitações internacionais onde concorreu com
armas fabricadas por grandes empresas mundiais do setor, vencendo inclusive o famoso fuzil da americana SIG Sauer. São
históricas porque foi a primeira vez que o Exército Filipino adquiriu um
fuzil fabricado fora dos Estados Unidos para o seu exército; também foi
a primeira venda do fuzil T4 para o exército regular de um país.
Como
comprovaram as licitações do exigente mercado militar e de segurança
filipino, a Taurus tem no fuzil T4 uma arma moderna, versátil e de altíssima
qualidade, confiabilidade e resistência, além de apresentar a melhor
relação custo/benefício do mercado, sendo perfeitamente adequada às
necessidades e exigências do Exército Indiano, haja vista ainda que suas
diversas versões permitem que seja empregado como fuzil de assalto ou
como fuzil/carabina CQB.
No vídeo abaixo, o canal filipino PrimeCheck apresenta o fuzil Taurus T4 em uso pelo Exército das Filipinas, comentando sobre os motivos da aquisição, a história da licitação, bem como a venda de mais de 20 mil pistolas Taurus TS9 à Polícia Nacional das Filipinas.
Fatores paralelos a considerar Para além dos quesitos técnicos e financeiros, que são fundamentais num primeiro momento do certame, há também outros fatores importantes a considerar, pois podem ser decisivos no desenrolar das negociações.
O primeiro deles é o pioneirismo da Taurus e da CBC, sendo parceiras de primeira hora do Primeiro-ministro indiano Narendra Modi em seu Programa Make in India, fato concretizado por meio das duas primeiras joint ventures (JV) firmadas dentro desse programa, com a Jindal Defence & Aerospace e com a SSS Defence, respectivamente.
Junto a este fato, está o de que Grupo CBC/Taurus passará a fabricar armas e munições na Índia, criando um ecossistema logístico facilitador completo para o Exército Indiano e para as demais forças militares, paramilitares e de segurança do país.
A poderosa parceria com o Jindal Group, maior fabricante de aço da Índia e um dos dez maiores do mundo, também é um fator muito positivo, pois fornece a segurança política e os respaldos financeiro e de infraestrutura necessários para as operações da JV da Taurus nesse país.
A demonstração para o Exército Indiano em Fev 22, realizada na Escola de
Infantaria Mhow, foi um grande sucesso. Foram empregados 15 fuzis T4
automáticos em diferentes variações, como modelos de 14,5”, 11,5” e 7,5”
de cano, guarda-mãos de alumínio quad-rail e M-Lok, diferentes miras e
carregadores metálicos e de polímero. No final, os militares indianos
que os utilizaram mostraram um alto grau de satisfação com o armamento e
ainda destacaram os atributos técnicos, intercambialidade, modularidade
e adaptabilidade dos modelos T4 para os diferentes cenários e
necessidades das forças indianas.
A estrutura da fábrica de armas da Jindal Taurus foi concluída na cidade de Hisar. No momento, está sendo finalizada a questão burocrática da formação da empresa junto ao governo indiano. Após
o pronunciamento positivo do governo e a conclusão da burocracia
necessária à formação final da nova empresa, a unidade de São Leopoldo
já poderá começar a enviar os kits a serem montados na Índia.
Fábrica da Jindal Taurus na Índia
Outras questões de cunho político, econômico e geopolítico Além desses fatores, poderão também pesar no negócio outras questões de cunho político, econômico e geopolítico: - a futura necessidade do gigante asiático de dispor de grandes fontes de matérias primas para abastecer suas indústrias, e de produtos agropecuários para alimentar sua imensa e crescente população (em breve, a maior do mundo), itens onde o Brasil é farto; - a ambição geopolítica da Índia de firmar sua presença nas Américas, tendo o Brasil como centro irradiador; - Índia e Brasil fazem parte do BRICS, um agrupamento de países de economias emergentes, juntamente com Rússia, China e África do Sul, havendo grande interesse do bloco em potencializá-lo; - a afinidade ideológica e os interesses comerciais mútuos entre o
Primeiro-ministro Narendra Modi e o Presidente Jair Bolsonaro; - um dos mais fortes concorrentes é o fuzil Galil Ace, da PLR Systems Pvt Ltd, uma joint venture
do indiano Adani Group e da Israel Weapon Industries (IWI). Porém, ele
teria dificuldades de ser exportado para diversos países, especialmente os
muçulmanos, e a intenção manifesta do país, dentro do Programa Make in India, é suprir o mercado interno
e, também, exportar o armamento, gerando divisas para a Índia; - outra empresa que poderia ser forte concorrente, já que é totalmente indiana, é a SSS Defense, com a qual a CBC tem JV (mas só para a produção de munições, não para armas); porém a sua carabina M72 ainda não foi adquirida nacional ou internacionalmente por nenhuma força armada ou de segurança, além de a empresa não possuir porte para fabricar uma grande quantidade de armas a curto/médio prazo; - correndo por fora, mas já sem tanta relevância, há ainda o fato (noticiado pela imprensa indiana em 2021) de o governo desse país asiático ter manifestado interesse em firmar uma parceria com a Embraer, visando o grande incremento planejado para a malha aeroviária do país.
Chances reais O fornecimento de fuzis e pistolas para as forças armadas e policiais das Filipinas e a joint venture com
a indiana Jindal Defence estabelecem um cenário promissor para a Taurus
Armas, pois credenciam a empresa junto à "vizinha" Índia, o maior e mais inexplorado
mercado mundial para armamentos leves.
A vitoriosa demonstração do fuzil T4 na Escola de
Infantaria Mhow foi a vitrine que a Taurus necessitava junto ao Exército Indiano, haja vista que essa Escola e seus Oficiais são os mais conceituados do país no que se refere às questões táticas e técnicas referentes à Infantaria.
Os fatores paralelos e as questões de cunho político, econômico e geopolítico, todos acima citados, poderão ter um peso decisivo nas negociações.
Ao fim e ao cabo, a resposta à pergunta-título desta matéria é "sim", a Taurus Armas tem chances reais de se credenciar na primeira parte (técnica) da licitação e se tornar L1 (melhor lance) ou L2 (segundo melhor lance) na fase seguinte (preço), haja vista que há a possibilidade (ainda não oficializada) de a empresa L1 receber 60% da encomenda (240 mil fuzis), enquanto que a L2 receberia 40% (160 mil fuzis).
Outras oportunidades de mais de 100 mil armas É relevante ressaltar que, em nota à imprensa distribuída na semana que passou, a Taurus divulgou que, adicionalmente às tratativas em curso para a
licitação de mais de 400 mil fuzis pelas Forças Armadas, sua equipe comercial que esteve na Índia identificou outros projetos
específicos para aquisição de armamento que representam
oportunidades estratégicas para o fornecimento de produtos dedicados às
necessidades de forças paramilitares e de segurança (gerenciamento de fronteiras, operações
especiais, segurança urbana e institucional, etc.).
Tais necessidades e oportunidades foram levantadas por meio de
rodadas da equipe com as principais forças policiais estaduais e paramilitares de
várias regiões do país que estão sob comando do Ministério de Assuntos
Internos (MHA na sigla em inglês).
A
demanda inicial desses contratos e oportunidades identificadas somam
uma significativa quantidade de curto/médio prazo de mais de 100.000 armas, com destaque
para pistolas 9mm, submetralhadoras e fuzis. Esse número ainda pode aumentar na medida em que o governo indiano libere verbas para as compras estaduais.
*LRCA Defense Consulting - 19/06/2022 (atualizado em 23/06)
A multinacional brasileira Taurus Armas S.A. continua ampliando a diversificação geográfica de suas vendas, conquistando novos mercados e passando a ter posição de proeminência em outros com grande potencial e/ou com expressivo crescimento.
Dentro dessa estratégia, a Ásia assume importância capital para a empresa, haja vista que alguns de seus países estão entre os que mais crescem no mundo. Além disso, é a região que possui o maior adensamento populacional do planeta e onde os mercados militar, policial, paramilitar e de segurança privada estão entre os mais promissores, haja vista que, via de regra, dispõem de armamentos de muitas origens e, em vários casos, parcialmente obsoletos.
Bangladesh A República Popular do Bangladesh, localizada na fronteira Leste da Índia e o oitavo país mais populoso do mundo, tem registrado um enorme crescimento nos últimos anos, mesmo num momento em que as economias dos gigantes asiáticos perderam força. O país deve registrar uma taxa de crescimento superior a China. Ainda segundo um relatório de competitividade do Fórum Econômico Mundial de 2019, Bangladesh foi o segundo país asiático que mais subiu nesse ranking.
O país asiático é um dos com maior adensamento populacional do mundo,
com 162 milhões de habitantes em 147.570 quilômetros quadrados, o que
evidencia também o potencial mercado consumidor.
Desde 2017, período em que a Taurus passou por uma forte transformação e iniciou seu turnaround, a fabricante brasileira vem conquistando este importante mercado.
A polícia nacional de Bangladesh - maior força policial do mundo - já é
cliente da empresa desde 2017, quando adquiriu 2.500 submetralhadoras
9mm (SMT9). Em maio de 2019, a Taurus entregou um grande lote de
pistolas PT57SC e submetralhadoras SMT 9mm para a Bangladesh Air Force –
BAF, no primeiro negócio fechado junto à essa instituição.
Além do fornecimento de submetralhadoras, o contrato firmado incluiu a realização de cursos de manutenção de armas longas táticas, com o objetivo de preparar cerca de 40 oficiais – um para cada batalhão de Bangladesh – para torná-los multiplicadores dos protocolos de segurança e manuseio exigidos pela marca.
Submetralhadora Taurus SMT-9C 9x19mm em uso pela polícia de Bangladesh
Índia Outro país promissor e que está entre os que mais crescem mundialmente é a Índia, onde a Taurus assinou uma joint venture dentro do programa do governo local na área de defesa “Make in Índia”, que permitirá a fabricação e comercialização de armas leves no país. A poderosa parceria com o Jindal Group, maior fabricante de aço da Índia e um dos dez maiores do mundo, possibilitará a abertura do grande mercado indiano aos produtos da Taurus.
No país, a empresa está participando de uma licitação de 93.895 fuzis calibre 5,56x45, lançada pelo Ministério de Defesa indiano em 2021, por meio de um processo chamado Fast Track Procedure (FTP - compra rápida). Além dessa oportunidade específica, a Índia tem uma demanda de outros 365.000 fuzis no calibre 5,56x45 para os próximos cinco anos, a serem adquiridos através do Programa Make-in-India, o que a torna um dos mercados mais atrativos do mundo.
A multinacional brasileira também está disputando armamentos para Guarda de Segurança Nacional (submetralhadora SMT9), para a polícia de um estado indiano (até 4.000 unidades do fuzil T4) e para polícia da cidade de Aizawl, que está interessada nas pistolas TS9 e TH9c.
De acordo com relatório do Fundo Monetário Internacional, a perspectiva de crescimento econômico da Índia é superior à da China. O segundo país mais populoso do mundo (1,37 bilhão de pessoas), que deve ultrapassar a China nos próximos 10 anos, é considerado também uma das maiores potências militares do planeta, atrás apenas dos EUA, Rússia e China.
Com mais de 1,3 milhão de homens e mulheres a serviço da nação, a Índia possui a quarta maior força militar do mundo em termos de efetivo, segundo levantamento da Global Firepower. Na área de segurança pública, o número de agentes e policiais armados impressiona. A Índia possui 1,4 milhão de policiais e cerca de 7 milhões de agentes de segurança particulares.
A obsolescência e
a diversidade de origens de seu armamento leve faz com que a Índia
esteja enfrentando graves problemas operacionais e também logísticos,
haja vista a dificuldade para suprir, manutenir as armas e repor peças
gastas ou defeituosas.
Como seu
objetivo é se tornar uma das nações proeminentes no mundo dentro de
alguns anos, suas forças armadas e de segurança necessitarão caminhar no
sentido de padronizar o respectivo armamento leve, limitando-o a poucos
modelos e passando a utilizar armas modernas e de alta qualidade
fabricadas no próprio país (Make in India / Atmanirbhar Bharat
- Feito na Índia / Índia Autossuficiente). Só assim obterão excelência
operacional e logística, com grande economia de tempo e recursos.
A estrutura da fábrica de armas da Taurus Jindal no país já foi concluída na cidade de Hisar, sendo aguardada para breve sua entrada em operação.
“Nossos engenheiros estão na fábrica para dar todo o suporte na questão
de infraestrutura, receber os equipamentos e maquinários, para iniciar a
produção ainda este ano. Temos boas expectativas para 2022 com a
entrada no mercado indiano que já está nos trazendo oportunidades para
possíveis licitações das Forças Armadas e Policiais indianas. E na Índia
tudo é superlativo, é o segundo país mais populoso do mundo, com
números muito grandes em qualquer licitação, inclusive para o
abastecimento do imenso mercado militar, policial e de segurança
privada. Estamos bastante esperançosos de que a Índia vai gerar um
resultado bastante firme nos próximos anos”, afirmou o CEO Global da
Taurus, Salesio Nuhs.
Filipinas A Taurus também vem conquistando o exigente mercado filipino, comprovando a qualidade, a confiabilidade e a resistência de seus produtos. Recentemente, a empresa realizou o fornecimento de 13.530 dessas armas ao Exército das Filipinas. Foi a primeira vez que esta força armada adquiriu fuzis de um país diferente dos Estados Unidos. Após a
entrega da primeira leva (12.430 armas), ocorreu também a estreia do Fuzil T4 na dotação regular de um
exército mundial.
Fuzil Taurus T4 em uso pelo Exército das Filipinas
Em 2018, a companhia venceu um grande contrato para o fornecimento de pistolas striker modelo TS9 para Polícia Nacional das Filipinas e, de lá até dezembro de 2021, já foram vendidas 29.500 pistolas desse modelo para essa força policial, sendo que as últimas 9.500 armas serão entregues neste segundo semestre. As armas passaram por um dos mais rigorosos testes de avaliação, incluindo teste de resistência de 20.000 disparos, onde as amostras foram plenamente aprovadas sem nenhuma falha. Os testes aplicados superaram em vários requisitos os testes da Norma NATO AC-225.
Assim como Bangladesh e Índia, as Filipinas possuem uma economia dinâmica e também em rápida expansão. Projeta-se que a economia desse país seja a 5ª maior da Ásia e a 16ª maior do mundo até 2050. Sendo um país densamente povoado, com mais de 108 milhões de habitantes em 300.000 quilômetros quadrados de área (um pouco maior que o estado brasileiro do Rio Grande do Sul), seu grande mercado interno tem potencial para se expandir ainda mais.
Nepal O Nepal é um país localizado entre a Índia e o Tibete, tendo uma das maiores densidades demográficas do continente, com 184 habitantes por quilômetro quadrado.
O país tem laços estreitos com ambos os seus vizinhos, especialmente com a Índia. De acordo com um tratado de longa data, os cidadãos indianos e nepaleses podem viajar livremente entre os dois países, sem passaporte ou visto. Cidadãos nepaleses podem trabalhar na Índia, sem qualquer restrição legal.
As forças armadas do país consistem no Exército, que inclui a Força Aérea do exército nepalês. A Polícia Nepalesa é a polícia civil, enquanto a Polícia Armada do Nepal é a força paramilitar (segue normas e costumes militares mas não é ligada ao Exército).
A maioria dos equipamentos usados pelo exército nepalês é importada de outros países. A Índia é o maior fornecedor de armas e munições do exército, bem como de outros equipamentos logísticos, que geralmente são fornecidos sob generosos subsídios militares. Alemanha, Estados Unidos, Bélgica, Israel, Reino Unido, União Soviética, China e Coreia do Sul também forneceram ou ofereceram armas ao exército nepalês.
O primeiro rifle padrão do Exército foi o belga FN FAL, que foi adotado em 1960. Os FAL nepaleses foram posteriormente complementados por variantes não licenciadas fabricadas na Índia, bem como sua contraparte britânica, o rifle L1A1 Self-Loading. A partir de 2002, estes foram oficialmente suplementados no serviço militar pelo fuzil americano M-16, que tomou o lugar do FAL como fuzil de serviço padrão do exército. No entanto, o FAL e suas respectivas variantes continuam sendo a arma mais prolífica no serviço do exército nepalês, com milhares de exemplos de segunda mão fornecidos pela Índia até 2005.
A pistola padrão do Exército Nepalês é a obsoleta Browning Hi Power (FN P-35) uma pistola semiautomática de ação simples no calibre 9mm, com modelo inicial de 1935 e aperfeiçoamentos introduzidos em 1962.
Indonésia As Forças Armadas da Indonésia (TNI) incluem o Exército (TNI–AD), a Marinha (TNI–AL, que inclui o Corpo de Fuzileiros Navais) e a Força Aérea (TNI–AU). O exército tem cerca de 400.000 militares ativos. Os gastos de defesa no orçamento nacional foram de 0,7% do PIB em 2018, com envolvimento controverso de fundações e interesses comerciais de propriedade militar.
As Forças Armadas foram formadas durante a Revolução Nacional da Indonésia quando empreendeu a guerrilha junto com a milícia informal. Desde então, as linhas territoriais formaram a base de toda a estrutura das sucursais da TNI, visando manter a estabilidade interna e dissuadir as ameaças externas. Os militares possuem uma forte influência política desde a sua fundação, que atingiu o pico durante a Nova Ordem. As reformas políticas em 1998 incluíram a remoção da representação formal do TNI da legislatura. No entanto, sua influência política permanece, embora em nível reduzido.
Soldados de infantaria do exército indonésio
O armamento leve padrão das Forças Armadas é produzido pela PT Pindad (inglês: Indonesian Army Industries Ltd.), empresa estatal indonésia especializada em produtos militares e comerciais. Pindad fornece os armamentos e munições para as Forças Armadas Nacionais da Indonésia e para outras agências uniformizadas.
A pistola padrão é a Combate G2 (desenvolvida em parceria com a indiana Bhukhanvala Industries), uma pistola semiautomática de ação única no calibre 9×19mm, embora ainda haja muitas Pindad P1 e P2 em uso, que são cópias locais da Browning Hi-Power.
A submetralhadora padrão é a M12 nas versões PM1 e PM1A1 e no calibre 9×19mm, fabricadas sob licença da Beretta.
O fuzil de assalto padrão atual é o SS2, com calibre 5.56×45mm, que está substituindo gradualmente a versão antiga SS1 (uma versão licenciada do FN FNC). O supressor de flash do SS2 é baseado no do Colt M16A2 e possui uma alça de carregamento recíproca que pode ser usada para assistência à frente, com a mira frontal baseada nos rifles AK.
MD apresenta atuação das Forças Armadas para comitiva da Índia, Bangladesh, Nepal e EUA No dia 08 de junho, o Ministério da Defesa do Brasil recebeu a visita de militares do Colégio de Defesa Nacional da Índia. A comitiva, que contou também com militares de Bangladesh, do Nepal e dos Estados Unidos, participou de um ciclo de palestras. O encontro fortalece as relações do Brasil com essas nações amigas.
Durante as palestras, foram apresentados temas como o planejamento estratégico e a atuação conjunta das Forças Singulares brasileiras, além dos principais aspectos da indústria de defesa nacional. A iniciativa é uma oportunidade para projetar a atuação das Forças Armadas brasileiras no cenário internacional, além de contribuir para o fortalecimento dos laços de cooperação entre as nações.
A ABIMDE (Associação Brasileira das Indústrias de Materiais de Defesa e Segurança), APEX-Brasil (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos) e Ministérios da Defesa e das Relações Exteriores realizaram, nesta quarta-feira (19), uma reunião para definição dos países que serão alvo das ações estratégicas do convênio para o biênio 2022-2023. O evento online contou ainda com a participação de associadas.
Os países-alvo definidos para esse biênio são: Catar, Colômbia, Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Filipinas, Indonésia, Índia, Egito e Mauritânia. A escolha foi feita com base em pesquisa quantitativa e qualitativa realizada pela APEX-Brasil junto às associadas da ABIMDE, e análises conjunturais dos especialistas do MD e MRE.
Com os países definidos, as instituições e órgãos envolvidos passam a discutir as ações estratégicas para alavancar a BID (Base Industrial de Defesa) brasileira nesses mercados.
A reunião contou com a participação do Dr. Roberto Gallo e do Almirante Rodrigo Honkis, Presidente e Presidente Executivo da ABIMDE, respectivamente. Pela APEX, participaram Maria Paula Velloso, Gerente de Indústria e Serviços; Wagner Paes, Analista de Exportação Industrial; Daniel Pirola, Especialista Técnico, e Guilherme Nacif, Analista da Gerência de Inteligência de Mercados.
O Ministério da Defesa foi representado pelo Brigadeiro do Ar José Ricardo de Meneses Rocha, Diretor do Departamento de Promoção Comercial (DEPCOM), e pelo Capitão de Mar e Guerra Leonardo José Trindade Gusmão. Pelo Ministério das Relações exteriores, participaram o Conselheiro Franklin Netto, Chefe da Divisão de Produtos de Defesa (DIPROD) e o Secretário Marcel Garcia.
“Com o time de países escalado, o próximo passo agora é definir as ações estratégicas.Vamos começar o projeto assim, mas estamos abertos a ajustes. Entendemos que o mercado pode mudar ao longo deste período do convênio, então podemos retirar ou incluir outros países”, disse Daniel Pirola, da Apex.
O Dr. Roberto Gallo e o Almirante Rodrigo agradeceram a união e colaboração de todos em prol da BID nacional.
“Quero agradecer à Apex-Brasil pelo apoio continuado à Base Industrial de Defesa e por seu trabalho profissional. É sempre uma alegria poder contar com vocês. As associadas estão ansiosas para começar a nova etapa do convênio”, disse o Presidente da ABIMDE.
Fabricante brasileira de armas amplia sua presença em um novo e
promissor cenário de países asiáticos como Bangladesh, Índia e Filipinas
*LRCA Defense Consulting - 24/12/2020
Na mira, países com expressivo crescimento e grande potencial Seguindo
firme com a estratégia de avançar no mercado internacional,
principalmente em países com expressivo crescimento, a Taurus Armas S.A. está
ampliando a diversificação geográfica de suas vendas e passando a ter uma
posição de proeminência em mercados com grande potencial, onde seu
diferencial é oferecer soluções completas de alta tecnologia.
Bangladesh A República Popular do Bangladesh (localizada na fronteira Leste da Índia) tem registrado um enorme crescimento nos últimos anos, mesmo num momento em que as economias dos gigantes asiáticos estão estagnadas ou perdendo força. O país deve registrar neste ano uma taxa de crescimento em torno de 8% e superar a China, que prevê um crescimento de quase 6%. Ainda segundo um relatório de competitividade do Fórum Econômico Mundial de 2019, Bangladesh foi o segundo país asiático que mais subiu nesse ranking.
Desde 2017, período em que a Taurus passou por uma forte transformação e iniciou seu turnaround, motivado pelo processo de reestruturação e reengenharia iniciado pela nova administração, a fabricante brasileira vem conquistando este importante mercado e fornecendo milhares de produtos, entre pistolas, espingardas e submetralhadoras, para a Polícia Nacional, para as Forças Auxiliares de Segurança e para as Forças Armadas de Bangladesh. O país asiático é um dos com maior adensamento populacional do mundo, com 162 milhões de habitantes em 147.570 quilômetros quadrados, o que evidencia também o potencial mercado consumidor.
Índia Outro país promissor e que está entre os que mais crescem mundialmente é a Índia, onde a Taurus assinou no início deste ano uma joint venture dentro do programa do governo local na área de defesa “Make in Índia”, que permitirá a fabricação e comercialização de armas no país. Existe uma expectativa de o governo indiano adquirir, em cinco anos, meio milhão de fuzis CQB (armas menores, para o combate aproximado, como o Taurus T4). A poderosa parceria com o Jindal Group, maior fabricante de aço da Índia e um dos dez maiores do mundo, abrirá o grande mercado indiano aos produtos da Taurus.
De acordo com relatório do Fundo Monetário Internacional, a perspectiva de crescimento econômico da Índia é de 7,1%, superior ao da China que é de 5,9%. O segundo país mais populoso do mundo (1,37 bilhão de pessoas), que deve ultrapassar a China nos próximos 10 anos, é considerado também uma das maiores potências militares do planeta, atrás apenas dos EUA, Rússia e China.
Com mais de 1,3 milhão de homens e mulheres a serviço da nação, a Índia possui a quarta maior força militar do mundo em termos de efetivo, segundo levantamento da Global Firepower. Na área de segurança pública, o número de agentes e policiais armados impressiona. A Índia possui 1,4 milhão de policiais e cerca de 7 milhões de agentes de segurança particulares.
O governo e empresários brasileiros, inclusive, realizaram uma visita diplomática ao país asiático, no mesmo período da assinatura da joint venture pela Taurus. A aproximação brasileira se deve ao fato da Índia ter um forte apelo comercial e oferecer oportunidade para impulsionar objetivos estratégicos do Brasil na relação bilateral, tais como a ampliação e diversificação da pauta exportadora para o mercado indiano, a atração de investimentos indianos e o melhor aproveitamento das potencialidades da cooperação bilateral em defesa, entre outras áreas.
Filipinas A Taurus também vem conquistando o exigente mercado filipino, comprovando a qualidade, a confiabilidade e a resistência de seus produtos. Recentemente, a empresa recebeu a confirmação de que seu fuzil T4 calibre 5.56 foi vitorioso em todas as fases da licitação internacional para o fornecimento de 12.412 dessas armas ao Exército das Filipinas. Segundo a Taurus, a confirmação oficial e a assinatura do contrato deverão acontecer ainda neste ano.
Em 2018, a companhia venceu um grande contrato para o fornecimento de pistolas striker modelo TS9 para Polícia Nacional das Filipinas. As armas passaram por um dos mais rigorosos testes de avaliação, incluindo teste de resistência de 20.000 disparos, onde as amostras foram plenamente aprovadas sem nenhuma falha. Os testes aplicados superaram em vários requisitos os testes da Norma NATO AC-225. Os lotes foram entregues à corporação em 2019.
Assim como Bangladesh e Índia, as Filipinas possuem uma economia dinâmica e também em rápida expansão. Projeta-se que a economia desse país seja a 5ª maior da Ásia e a 16ª maior do mundo até 2050. Sendo um país densamente povoado, com mais de 108 milhões de habitantes em 300.000 quilômetros quadrados de área (um pouco maior que o estado brasileiro do Rio Grande do Sul), seu grande mercado interno tem potencial para se expandir ainda mais.
Rumo a se tornar a maior empresa de armamento leve do mundo As profundas transformações efetuadas na empresa, a operação e o ramp-up da nova fábrica nos Estados Unidos, a ampliação e modernização da unidade brasileira, o estabelecimento de uma fábrica na Índia e a agressiva conquista de alguns dos mais importantes e promissores mercados internacionais são fatores que evidenciam o excepcional turnaround da Taurus Armas.
Tais fatores têm tudo para proporcionar um futuro de expressivas vitórias para a companhia e para seus acionistas, tornando cada vez mais possível a concretização de seu objetivo maior: tornar-se a maior e mais poderosa empresa de armamento leve do mundo.
O site filipino especializado MaxDefense informou que a empresa israelense Elbit Systems é a vencedora de duas grandes licitações para o fornecimento de veículos blindados para o Exército das Filipinas. De acordo com o site, o Ministério da Defesa israelense recebeu o aviso de adjudicação dessas duas licitações há vários meses.
O contrato inclui 28 APC (Armoured Personnel Carrier ou VBTP-Me Viatura Blindada de Transporte de Pessoal Média) Guarani 6x6, fabricadas no Brasil pela Iveco Veículos de Defesa, no valor de cerca de US $ 47 milhões. A empresa brasileira é um braço da italiana Iveco Defence Vehicles.
Todos as APCs têm uma torre tripulada com uma metralhadora pesada de 12,7 mm e um lançador automático de granadas de 40 mm. Além disso, as APCs são equipados com um sistema de comunicação baseado em computador E-LynX e um sistema de gerenciamento de combate Torch-X feito pela Elbit. Neste contrato, a Elbit colaborou com a empresa italiana Iveco, que forneceu sua APC sobre rodas para o projeto.
Conforme divulgou o site Tecnodefesa, caso essa venda se concretize, como a da Argentina e outras em negociação, se somará às 16 VBTP Guarani já exportadas para o Líbano.
Mesmo ocorrendo sobre o âmbito de um programa de uma empresa estrangeira, o fato evidencia a qualidade do projeto brasileiro e coloca o Brasil novamente no mercado de fornecedor de veículos blindados, recuperando parte do espaço perdido com o fechamento de empresas como ENGESA e Bernardini, e podendo gerar bons frutos para outras empresas nacionais no futuro.
Os dois restantes do total de seis aeronaves de apoio aéreo aproximado A-29 "Super Tucano" da Embraer Defesa e Segurança adquiridas pelo governo filipino chegaram à Base Aérea de Clark, em Angeles City, Pampanga, na tarde desta quinta-feira (01).
"Os dois Super Tucanos restantes chegaram ontem (quinta-feira). A primeira aeronave pousou às 1304H (13h04) e a outra às 1327H (13h27)", disse o porta-voz do Departamento de Defesa Nacional (DND), Arsenio Andolong em uma mensagem para a Philippine News Agency (PNA) na sexta-feira.
Andolong disse que os dois Super Tucanos chegaram do Vietnã, a última etapa de seu voo para as Filipinas.
Espera-se que os aviões de ataque A-29 reforcem a 15ª Ala de Ataque da Força Aérea Filipina.
Os primeiros quatro Super Tucanos chegaram à Base Aérea de Clark na tarde de 19 de setembro. Os pilotos da Embraer voaram com a aeronave do campo de pouso da empresa em São Paulo, Brasil, e fizeram paradas para abastecimento nas Ilhas Canárias, Portugal, Malta, Egito, Bangladesh, Emirados Árabes Unidos, Índia, Tailândia e Vietnã antes de desembarcar nas Filipinas.
Andolong disse anteriormente que os pilotos da Embraer treinarão os pilotos da PAF selecionados para voar no "Super Tucano" por dois meses como parte do acordo do Comitê de Inspeção Técnica e Aceitação.
Os A-29s estavam programados para serem entregues antes do final de julho, mas a pandemia da doença Covid-19 e subsequentes proibições de viagens distorceram os horários de entrega.
A aeronave, que fará parte da 15ª Asa de Ataque da PAF, reforçará o restante da aeronave de ataque norte-americana Rockwell OV-10 "Bronco" usada pela Força Aérea em missões de ataque.
"Eles são um substituto bem-vindo e muito necessário para as aeronaves de apoio aéreo aproximado da PAF, e sua versatilidade de missão e capacidade de transportar uma variedade de munições serão muito úteis em campo", disse Andolong.
O Super Tucano é uma aeronave turboélice projetada para ataque leve, contra-insurgência, apoio aéreo aproximado, missões de reconhecimento aéreo em ambientes de baixa ameaça, bem como para treinamento de pilotos. O contrato para as seis aeronaves vale PHP 4,968 bilhões ($ 102.429.909,84) e foi emitido no final de 2017.