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09 fevereiro, 2026

KC-390 da Embraer é demonstrado ao presidente da Indonésia em meio a ofensiva comercial na Ásia

Aeronave de transporte tático foi apresentada a Prabowo Subianto dias após reunião de alto nível com executivos da fabricante brasileira

Fotos da Embaixada do Brasil em Jacarta


*LRCA Defense Consulting - 09/02/2026

O presidente da Indonésia, Prabowo Subianto, acompanhou no dia 08 uma demonstração do KC-390 Millennium, aeronave militar de transporte tático fabricada pela brasileira Embraer. O evento, confirmado pela Embaixada do Brasil em Jacarta em publicação nas redes sociais, contou também com a presença do embaixador brasileiro George Monteiro Prata e de altos funcionários indonésios.

Embora a Embraer não tenha divulgado oficialmente o evento, a presença do chefe de Estado indonésio sinaliza a importância estratégica da aproximação entre o Brasil e o país do Sudeste Asiático no setor aeroespacial. A Indonésia é a maior economia da região e possui uma das forças armadas mais significativas da Ásia, atualmente em processo de modernização e diversificação de sua frota militar.

Sequência de encontros estratégicos
A demonstração do KC-390 ocorreu apenas seis dias após Prabowo receber, em 2 de fevereiro, o CEO da Embraer Commercial Aviation, Arjan Meijer, no Palácio Merdeka, sede do governo indonésio. Segundo comunicado da Secretaria Presidencial, o encontro teve como pauta as "tendências da indústria de aviação global" e "as mais recentes tecnologias no setor".

O foco das discussões, de acordo com reportagens locais, foi "fortalecer o ecossistema de aviação da Indonésia", com ênfase na adoção de tecnologias de ponta tanto no segmento comercial quanto na defesa. Participaram da reunião executivos da Garuda Indonesia, principal companhia aérea do país, e representantes da PT Pindad, empresa estatal de defesa.

A aproximação conta com um facilitador importante: a Força Aérea Indonésia já opera o EMB-314 Super Tucano, aeronave de ataque leve da Embraer, o que estabelece um histórico de confiança e familiaridade com produtos da fabricante brasileira.


O KC-390 Millennium
O KC-390 Millennium é a maior aeronave militar já fabricada no hemisfério sul e foi desenvolvido pela Embraer como uma alternativa moderna ao veterano C-130 Hercules. Capaz de transportar até 26 toneladas de carga, voar a 470 nós e operar em pistas temporárias ou não pavimentadas, a aeronave combina funções de transporte tático e reabastecimento aéreo.

Atualmente, o KC-390 está em serviço ou foi encomendado por Brasil, Portugal, Hungria, Holanda, Áustria, República Tcheca, Uzbequistão e Coreia do Sul, sendo este último o primeiro cliente asiático da aeronave. A frota global já acumulou 20 mil horas de voo, com taxas de sucesso de missão superiores a 99% e taxa de capacidade de missão de 93%, segundo dados da Embraer.

Ofensiva comercial na Ásia
A demonstração ao presidente indonésio se insere em uma estratégia mais ampla da Embraer para conquistar mercados asiáticos. Analistas do setor de defesa apontam 2026 como um ano crucial em que o KC-390 começa a "entrar no radar" de várias forças aéreas da região.

A fabricante brasileira destacou o KC-390 e sua família de jatos comerciais E2 no Singapore Airshow 2026, uma das principais vitrines da indústria aeroespacial mundial, buscando atrair novos clientes asiáticos tanto no segmento militar quanto no comercial.

No caso específico da Coreia do Sul, a primeira aeronave destinada ao país entrou na fase final de montagem justamente em fevereiro de 2026, demonstrando o avanço da Embraer na penetração do mercado asiático.

Nenhum contrato anunciado
Apesar da movimentação diplomática e comercial, até o momento não há anúncio oficial de negociação ou contrato para aquisição do KC-390 pela Indonésia. Nem o governo indonésio, nem a Embraer ou o Itamaraty confirmaram carta de intenção ou acordo formal.

O cenário observado é de prospecção comercial: demonstração da aeronave, diálogos de alto nível e exposição em eventos regionais como parte de uma ofensiva mais ampla no continente asiático.

Paralelamente, a Indonésia avança com outras compras na área de aviação militar, incluindo cartas de intenção para o treinador avançado M-346 italiano e manifestações de interesse em caças de diferentes fornecedores. Jacarta está em plena fase de renovação e diversificação de sua frota militar, e o KC-390 surge como candidato natural para a ala de transporte tático.

A sequência de eventos - reunião presidencial, demonstração da aeronave e presença planejada no Singapore Airshow - indica que a Embraer está apostando alto na conquista do mercado indonésio e, por extensão, do Sudeste Asiático, região estratégica para a expansão internacional da indústria aeroespacial brasileira.

28 janeiro, 2026

Avibras busca retomada na Indonésia enquanto luta por sobrevivência no Brasil

Visita de executivos da empresa brasileira ao Exército indonésio revela tentativa de preservar contratos milionários em meio à grave crise financeira


 *LRCA Defense Consulting - 28/01/2026

Em uma tentativa de manter viva uma de suas principais relações comerciais internacionais, a brasileira Avibras Indústria Aeroespacial realizou recentemente uma visita ao Centro de Armamento de Artilharia de Campanha do Exército Indonésio (Pussenarmed). A visita, documentada no Instagram oficial da entidade militar indonésia, contou com a presença de Sami Youssef Hassuani, ex-presidente da Avibras e atual assessor da nova gestão da empresa, e representantes da PT Poris Duta Sarana, empresa indonésia com histórico de atuação em diversos setores, incluindo defesa, que possui uma homônima no Brasil registrada em 2022.

A missão tem um contexto delicado: a Avibras atravessa sua terceira recuperação judicial desde 2022, acumula dívidas estimadas em R$ 1,5 bilhão e está paralisada há quase três anos. A empresa, que já foi referência mundial em sistemas de artilharia de saturação, agora luta por sua sobrevivência, e a Indonésia representa um dos últimos fios de esperança comercial.

Um cliente estratégico em jogo
A Indonésia é um dos principais clientes internacionais da Avibras. Entre 2012 e 2020, o país adquiriu 63 unidades do sistema ASTROS II Mk6, a versão mais moderna do lançador múltiplo de foguetes desenvolvido pela empresa brasileira. Os contratos, que somaram entre US$ 350 milhões e US$ 400 milhões, foram divididos em duas etapas: 36 unidades na primeira encomenda (2012) e 27 unidades entregues em junho de 2020.

Os sistemas ASTROS II operam ativamente no Exército indonésio, equipando batalhões de artilharia e sendo utilizados em exercícios militares regulares, como o realizado em agosto de 2025 em Java Central. A aquisição foi vista como estratégica para o fortalecimento da defesa em áreas sensíveis, como o disputado Mar de Natuna, onde as tensões geopolíticas com a China têm aumentado.

Porém, com a paralisação da Avibras desde setembro de 2022, surgem questões críticas: quem prestará manutenção e fornecerá peças de reposição para os sistemas já entregues? Quem treinará novos operadores? E, principalmente, haverá novos contratos?

Sami Youssef Hassuani: o arquiteto que retorna
A presença de Sami Youssef  Hassuani na delegação é emblemática. Engenheiro com vasta experiência na indústria de defesa brasileira, Sami foi presidente da Avibras e da Associação Brasileira das Indústrias de Materiais de Defesa e Segurança (ABIMDE). Apesar de não ocupar mais o cargo de CEO (que atualmente pertence a Fábio Guimarães Leite, nomeado em agosto de 2025), Sami retornou à empresa como assessor técnico da nova administração.

Fontes próximas à empresa revelam que Sami foi cotado para liderar a chamada 'Nova Avibras', nome dado ao projeto de reestruturação proposto pelo fundo Brasil Crédito, principal credor da companhia. Sua participação em reuniões com o Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos em maio de 2025, quando ainda representava o Brasil Crédito, demonstra seu papel central nas negociações pela recuperação da empresa.

A visita à Indonésia, portanto, não é casual. Sami conhece profundamente o mercado indonésio, tendo participado das negociações que resultaram nas vendas milionárias do ASTROS II. Sua presença sinaliza uma tentativa de tranquilizar o cliente sobre a continuidade do suporte técnico e, possivelmente, abrir caminho para novos negócios.

 

PT Poris Duta Sarana: o elo indonésio
A PT Poris Duta Sarana, empresa indonésia que acompanhou a delegação, adiciona outra camada à narrativa. Com sede em Jacarta e atuação em diversos setores, incluindo fornecimento de materiais técnicos e serviços de importação, a Poris possui histórico no setor de defesa indonésio, embora detalhes específicos de sua participação em contratos militares sejam escassos.

Registros de importação indicam envolvimento da empresa com materiais de alta performance, como primers epóxi industriais. Curiosamente, a PT Poris Duta Sarana também possui registro no Brasil desde abril de 2022, com atividade declarada no comércio varejista de móveis, um contraste com suas operações mais técnicas na Indonésia.

A participação da Poris sugere que pode estar atuando como intermediária local, facilitando negociações entre a Avibras e o Exército indonésio, um papel comum em contratos de defesa internacionais, onde empresas locais auxiliam fabricantes estrangeiros a navegar pelas complexidades burocráticas e regulatórias.

O que está em jogo?
A visita ao Pussenarmed pode ter múltiplos objetivos. O primeiro e mais óbvio é a manutenção dos sistemas já entregues. Com a Avibras paralisada, o Exército indonésio enfrenta o risco de ficar sem suporte técnico para suas 63 unidades do ASTROS II, um problema grave para equipamentos militares complexos que exigem manutenção regular, peças de reposição e treinamento contínuo de operadores.

Um segundo objetivo provável é tranquilizar o cliente sobre a capacidade da Avibras de retomar operações. A nova administração, liderada por Fábio Guimarães Leite desde agosto de 2025, anunciou planos para retomar gradualmente as atividades, começando com setores administrativos e de engenharia. Em setembro de 2025, a empresa informou estar em processo de reestruturação, com diligências, auditorias e manutenção das instalações industriais em andamento.

Mas há também a possibilidade de negociações para novos contratos. A Indonésia vem modernizando suas Forças Armadas e o ASTROS II provou ser eficaz em exercícios de artilharia. Contratos adicionais para munições, upgrades tecnológicos ou até mesmo novas baterias do sistema poderiam representar uma injeção crucial de recursos para a Avibras.

Documentos da nova gestão indicam que a empresa já retomou visitas e reuniões técnicas com os principais clientes, incluindo prospecções no Oriente Médio e avanços em negociações com o Exército Brasileiro. A Indonésia, portanto, faz parte de uma estratégia mais ampla de reativação comercial.

A crise da Avibras: um contexto sombrio
A Avibras, fundada em 1961 e uma das poucas empresas brasileiras com capacidade de desenvolver sistemas complexos de artilharia, vive sua pior crise. Após entrar em recuperação judicial pela terceira vez em março de 2022, a empresa acumula dívidas estimadas em R$ 1,5 bilhão, incluindo cerca de R$ 200 milhões com o governo federal.

Os aproximadamente 900 trabalhadores estão em greve desde setembro de 2022, com 28 meses de salários atrasados. A fábrica em Jacareí (SP) permanece paralisada, com instalações e equipamentos em risco de obsolescência. Vários planos de venda falharam: uma tentativa com a australiana DefendTex em 2024 não se concretizou; negociações com a chinesa Norinco também não avançaram; e, mais recentemente, conversas com a saudita Black Storm Military Industries permanecem em andamento, mas sem conclusão.

Em agosto de 2025, houve uma mudança significativa: Fábio Guimarães Leite, através da empresa Vita Gestão e Investimentos, tornou-se acionista majoritário com 99% das ações, após a saída do ex-proprietário João Brasil Carvalho Leite. Um plano alternativo de recuperação judicial foi aprovado pelos credores em maio de 2025, mas sua homologação ainda enfrenta recursos legais do Banco Fibra e da União.

Em março de 2025, a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional chegou a pedir a conversão da recuperação judicial em falência, devido ao não cumprimento de parcelas de refinanciamento de dívidas tributárias. A situação permanece crítica, com a Avibras dependendo de acordos com credores, governo e trabalhadores para viabilizar sua reestruturação.

A Avibras informou hoje (28) ao Sindicato dos Metalúrgicos de SJC que pretende retomar atividades da fábrica em 16 de março, desde que seja fechado o acordo de pagamento das dívidas trabalhistas e resolvida a pendência da recuperação judicial no TJ-SP.

 
Vídeo do encontro em Jacarta (Instagram)

Implicações estratégicas
A visita à Indonésia transcende o aspecto comercial imediato. Ela representa uma tentativa de preservar um dos últimos ativos valiosos da Avibras: sua reputação internacional e sua base de clientes consolidada. Perder o mercado indonésio não significaria apenas a perda de receita, mas também o fim da credibilidade da empresa no mercado global de defesa.

Para a Indonésia, a situação também é delicada. Depender de um fornecedor em crise para manter sistemas de defesa estratégicos é um risco. O país pode ser forçado a buscar alternativas, como a transferência de tecnologia para produção local ou a aquisição de novos sistemas de outros fabricantes, como o sul-coreano K239 Chunmoo ou o israelense PULS.

Do ponto de vista brasileiro, a crise da Avibras é um sinal alarmante sobre a fragilidade da base industrial de defesa nacional. A empresa é certificada como Empresa Estratégica de Defesa (EED) e domina tecnologias críticas de propulsão, integração de sistemas e fabricação de veículos militares. Sua falência representaria não apenas a perda de empregos qualificados, mas também de capacidades tecnológicas que levaram décadas para serem desenvolvidas.

Perspectivas e incertezas
A visita ao Pussenarmed é, em muitos aspectos, um teste para a 'Nova Avibras'. Se a empresa conseguir demonstrar capacidade de retomar o suporte aos sistemas indonésios e, idealmente, fechar novos contratos, isso poderia catalisar sua recuperação. Contratos internacionais trariam não apenas recursos financeiros, mas também credibilidade junto a credores e ao governo brasileiro.

Por outro lado, o fracasso em manter essa relação comercial poderia acelerar o declínio da empresa. Clientes internacionais tendem a ser avessos a riscos quando se trata de equipamentos militares críticos. Uma vez perdida a confiança, é extremamente difícil recuperá-la.

A escolha de Sami Youssef Hassuani para liderar a delegação é estratégica. Sua experiência, reputação no mercado internacional e conhecimento profundo dos sistemas ASTROS II fazem dele o emissário ideal. Mas mesmo o melhor diplomata corporativo não pode compensar indefinidamente a falta de capacidade operacional.

A Avibras precisará demonstrar resultados concretos: retomada da produção, solução das dívidas trabalhistas, regularização tributária e, crucialmente, capacidade de entregar suporte técnico e novos equipamentos. Promessas não serão suficientes.

 

Missão de sobrevivência
A visita ao Centro de Armamento de Artilharia de Campanha do Exército Indonésio representa muito mais do que um encontro diplomático de rotina. É uma missão de sobrevivência. Para a Avibras, manter viva sua relação com a Indonésia pode ser a diferença entre uma recuperação bem-sucedida e o fim definitivo de uma das mais importantes empresas de defesa brasileiras.

Para a Indonésia, é uma questão de garantir que seus investimentos milionários em sistemas ASTROS II não se transformem em equipamentos obsoletos por falta de suporte. E para o Brasil, é mais um capítulo doloroso na saga de uma indústria de defesa que luta para manter relevância internacional enquanto enfrenta crises internas profundas.

O desfecho dessa história ainda está sendo escrito. Mas uma coisa é certa: os próximos meses serão decisivos para determinar se a Avibras terá uma segunda chance ou se tornará apenas mais um caso de estudo sobre a fragilidade da base industrial de defesa em países em desenvolvimento.
 

09 julho, 2025

Indonésia e Brasil prontos para colaborar em mísseis e submarinos, diz presidente indonésio

 

*ANTARA - 09/07/2025

O presidente Prabowo Subianto declarou que ele e o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva concordaram que os dois países colaborariam no desenvolvimento de tecnologia relacionada a mísseis e sistemas submarinos.

Em uma reunião bilateral entre os governos indonésio e brasileiro, liderada pelo presidente Prabowo e pelo presidente Lula, os dois países concordaram em aumentar a cooperação em vários setores, incluindo economia, comércio, agricultura, educação, defesa e indústria de defesa.

Sistemas de mísseis e submarino

"Nossas Forças Armadas têm utilizado extensivamente os equipamentos e produtos de defesa do seu país, e queremos continuar essa cooperação por meio da produção conjunta e da transferência de tecnologia. Também queremos aumentar os exercícios militares conjuntos e a colaboração tecnológica em sistemas de mísseis e submarinos", disse o Presidente Prabowo durante um pronunciamento conjunto com o Presidente Lula no Palácio do Planalto, em Brasília, na quarta-feira (9 de julho).

A coletiva de imprensa conjunta encerrou a visita de Estado do Presidente Prabowo ao Palácio do Planalto, resumindo os resultados do encontro bilateral entre o Presidente Prabowo e o Presidente Lula.

Na declaração conjunta, o Presidente Prabowo também enfatizou que a Indonésia implementará imediatamente o Acordo de Cooperação de Defesa (DCA) entre a Indonésia e o Brasil, que foi ratificado em lei em 30 de setembro de 2024.

Alguns dos equipamentos de defesa fabricados no Brasil atualmente utilizados pela Indonésia incluem o caça tático EMB-314 Super Tucano e o veículo lançador de foguetes Astros II MK6.

Outras cooperações
Não apenas no setor de defesa, o Presidente Prabowo e o Presidente Lula também concordaram em aumentar a cooperação nas áreas de agricultura e segurança alimentar, energia, especialmente a transição para energia limpa, comércio e investimento, especialmente em relação à Agência de Gestão de Investimentos de Danantara (BPI).

A delegação do Governo da República da Indonésia que acompanhou o Presidente Prabowo na reunião bilateral foi composta pelo Ministro Coordenador de Alimentos, Zulkifli Hasan, pelo Ministro de Energia e Recursos Minerais, Bahlil Lahadalia, pelo Ministro do Comércio, Budi Santoso, pelo Ministro do Ensino Superior, Ciência e Tecnologia, Brian Yuliarto, pelo Vice-Ministro das Relações Exteriores, Arrmanatha Christiawan Nasir, pelo Secretário de Gabinete, Teddy Indra Wijaya, e pelo Embaixador da Indonésia no Brasil, Edy Yusup.

Enquanto isso, o Presidente Lula estava acompanhado pelo Ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, pelo Ministro da Agricultura, Carlos Henrique Baqueta Fávaro, pelo Ministro da Educação, Camilo Santana, pelo Ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, José Wellington Barroso de Araújo Dias, pela Ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, pelo Assessor da Presidência, Celso Amorim, e pelo Embaixador do Brasil na Indonésia, George Prata. 

11 junho, 2025

Presidente turco anuncia exportação histórica de 48 caças KAAN para a Indonésia

O segundo voo da aeronave de combate nacional KAAN foi realizado com sucesso em Ancara, Turquia, em 6 de maio de 2024 (Presidência das Indústrias de Defesa da TUR - Agência Anadolu)

*Turkiye Today - 11/06/2025

O presidente turco Recep Tayyip Erdogan anunciou que a Türkiye exportará 48 caças KAAN de quinta geração para a Indonésia, marcando um marco histórico para a indústria de defesa do país no que as autoridades descrevem como o maior acordo de exportação de defesa da Türkiye.

"No âmbito do acordo que assinamos com nosso amigo e irmão Indonésia, 48 aeronaves KAAN serão produzidas na Turquia e exportadas para a Indonésia", afirmou Erdogan em uma mensagem de vídeo compartilhada em suas contas de mídia social.

Indonésia se torna o primeiro cliente internacional da aeronave de combate KAAN
O acordo, finalizado na exposição Indo Defence 2025, na Indonésia, representa um grande sucesso internacional para a Turkish Aerospace Industries (TAI).

O caça KAAN , projetado, desenvolvido e produzido inteiramente com capacidades nacionais, agora servirá como a pedra angular da cooperação de defesa aprimorada entre as duas nações.

"Os recursos locais da Indonésia também serão utilizados na produção do KAAN", disse o presidente Erdogan sobre o processo de produção.

Reconhecimento e gratidão presidencial

Em seu anúncio, Erdogan expressou gratidão ao seu homólogo indonésio por facilitar o acordo histórico.

"Transmito minhas saudações e agradecimentos ao meu estimado colega, o presidente indonésio Prabowo Subianto, que desempenhou um papel importante na assinatura deste acordo por meio de sua vontade demonstrada", disse o presidente turco.

Erdogan também parabenizou todas as instituições envolvidas no projeto, particularmente a Presidência das Indústrias de Defesa e a TAI.

O presidente reafirmou o compromisso da Turquia em fortalecer seu setor de defesa, observando: "Fornecemos todos os tipos de apoio para o fortalecimento adicional de nossa indústria de defesa e continuaremos a apoiá-la com determinação."

Ele concluiu expressando gratidão a todos os trabalhadores da indústria de defesa, desejando sucesso contínuo para todas as empresas envolvidas no setor.

Omer Cihad Vardan, Presidente do Conselho de Administração da TAI (3º à direita) e Mehmet Demiroglu, Gerente Geral da TAI (à esquerda) compareceram à cerimônia de assinatura em Jacarta em 11 de junho de 2025. (Foto AA)

Acordo KAAN sinaliza uma nova era na parceria de defesa entre a Turquia e a Indonésia
A cerimônia de assinatura, realizada em Jacarta em 11 de junho, contou com a presença do presidente indonésio Subianto, do chefe da presidência turca de Indústrias de Defesa, Haluk Gorgun, do ministro da Defesa indonésio Sjafrie Sjamsoeddin, do presidente da TAI Omer Cihad Vardan, do vice-ministro da Defesa Nacional e vice-presidente da TAI Suay Alpay, e do gerente geral da TAI Mehmet Demiroglu.

Segundo o acordo, a entrega de 48 caças KAAN será concluída em 120 meses. A aeronave a ser entregue contará com motores produzidos com capacidades nacionais, marcando outro marco na independência da defesa da Turquia.

Transferência de tecnologia
O acordo abrange não apenas a entrega dos caças KAAN, mas também a transferência de tecnologia para a Indonésia no setor de aviação. Por meio dessa parceria estratégica, a Turquia e a Indonésia buscam compartilhar conhecimento e desenvolver capacidades locais.

O processo de produção utilizará as capacidades locais existentes na Indonésia, criando uma abordagem de fabricação colaborativa que beneficia as indústrias de defesa de ambas as nações.

O segundo voo da aeronave de combate nacional KAAN foi realizado com sucesso em Ancara, Turquia, em 6 de maio de 2024 (Presidência das Indústrias de Defesa da TUR - Agência Anadolu)

KAAN: o caça de 5ª geração de Türkiye
O caça KAAN se destaca por sua alta manobrabilidade, baixa visibilidade de radar (furtividade), aviônicos com suporte de inteligência artificial e capacidades de guerra habilitadas por rede.

Projetado para atingir desempenho superior em missões ar-ar e ar-solo, o KAAN representa o símbolo da visão da Turquia para independência completa na defesa.

O KAAN concluiu com sucesso seu voo inaugural em 21 de fevereiro de 2024, marcando o início de uma nova era na aviação turca. A aeronave decolou pela segunda vez em 6 de maio de 2024, demonstrando o progresso contínuo do programa de desenvolvimento.

Nas próximas fases do projeto KAAN, a integração de um motor produzido nacionalmente visa tornar a aeronave totalmente nacional, aumentando ainda mais seu potencial de exportação. Este compromisso com a produção totalmente nacional reforça a determinação da Türkiye em alcançar a autossuficiência em tecnologias avançadas de defesa. 

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Caça turco de 5ª geração TAI TF KAAN atrai a atenção mundial, inclusive do Brasil


*LRCA Defense Consulting - 14/04/2026

No dia 07 de abril, após a assinatura de um Memorando de Entendimento (MoU) para explorar uma potencial cooperação industrial entre a Turkish Aerospace e a Embraer, esta Consultoria noticiava, em caráter pioneiro no mundo, que tal acordo de colaboração industrial poderá ir muito além da produção dos E Jets E2 na Turquia, passando pela aquisição do C-390 pelo país e até pela produção conjunta do caça de 5ª geração KAAN, em desenvolvimento pela Turquia.

É importante frisar que, até o momento, nem a Embraer e nem a Turkish Aerospace comentaram sobre a venda do C-390 para a Turquia ou sobre a cooperação no desenvolvimento do caça TF KAAN. Quem afirmou que o Brasil está em negociações com a Turquia, Polônia e Finlândia para uma possível compra de aeronaves militares Embraer C-390 foi o Ministro da Defesa brasileiro, José Mucio Monteiro, em 02 de abril, durante a LAAD. Já as ilações unindo o desenvolvimento do caça KAAN à Embraer são fruto de análise desta Consultoria.

Caso venha a se confirmar a extensão do acordo para o setor de defesa, a Embraer se tornará mais uma grande empresa da Base Industrial de Defesa do Brasil a estabelecer parceria com empresas da Turquia para este fim. As demais são a Taurus Armas, que está em negociações para adquirir a empresa turca Mertsav Savunma Sistemleri; a Akaer, que participa do programa HÜRJET, da Turkish Aerospace Industry; a SIATT, que tem um acordo de importação com a Kale Jet Engines para o fornecimento de motores turbojato destinados a mísseis; e a CBC, que possui um acordo de importação e distribuição espingardas e rifles dos fabricantes turcos Khan Arms e ATA Arms. A WEG também possui uma unidade produtiva na Turquia e, embora seja uma Empresa Estratégica de Defesa no Brasil, não há informações sobre eventuais destinações militares para os motores elétricos industriais e comerciais naquele país.

A excelente matéria abaixo, além de mostrar o interesse e os motivos estratégicos da Indonésia em se juntar ao programa de caças de quinta geração desse país, detalha as características do caça e evidencia, mais uma vez, a importância que a indústria de defesa turca vem assumindo no cenário mundial.
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Indonésia recorre à Turquia para obter vantagem sobre o caça KAAN de quinta geração em um equilíbrio Indo-Pacífico em mudança

*Army Recognition - 14/04/2025

Durante visita oficial a Ancara em 10 de abril de 2025, o presidente indonésio, Prabowo Subianto, expressou o interesse de seu país em se juntar ao programa de caças de quinta geração da Turquia, o KAAN, enfatizando o fortalecimento da parceria de defesa com a Turquia, particularmente nos setores aeroespacial e naval, conforme noticiado pela Bloomberg. O anúncio ocorre em meio ao fortalecimento dos laços estratégicos entre a Indonésia e a Turquia, enquanto Jacarta busca ativamente modernizar suas antigas capacidades de defesa aérea em resposta às persistentes ameaças regionais e à necessidade de maior autonomia estratégica.

Em uma coletiva de imprensa conjunta com o presidente turco, Recep Tayyip Erdoğan, o presidente Subianto declarou que "a Indonésia deseja participar do desenvolvimento do caça KAAN de quinta geração, bem como do desenvolvimento de submarinos com a indústria turca". Suas declarações, divulgadas pela agência de notícias indonésia Antara, refletem a ambição de Jacarta de diversificar suas parcerias de defesa em um cenário internacional cada vez mais moldado pela competição entre grandes potências. Essa intenção foi reforçada pela assinatura de novos acordos bilaterais nas áreas de cultura, gestão de desastres e mídia, que se somam aos treze acordos de cooperação assinados entre Ancara e Jacarta em fevereiro.

Programa KAAN
O programa KAAN, desenvolvido pela Turkish Aerospace Industries (TAI), foi lançado oficialmente em 2011 por iniciativa da Subsecretaria de Indústrias de Defesa (SSM) da Turquia, com o objetivo de reduzir a dependência de aeronaves de combate estrangeiras e fortalecer a soberania tecnológica do país. O programa ganhou força após a retirada da Turquia do programa F-35 dos EUA em 2019, consequência direta da aquisição por Ancara de sistemas de defesa aérea russos S-400. Washington alegou preocupações de que tecnologias sensíveis do F-35 pudessem ser comprometidas por sistemas de radar russos. Desde então, o KAAN tornou-se uma prioridade estratégica para o governo turco, posicionando o país como um ator autônomo no desenvolvimento da aviação militar de próxima geração.

Anteriormente conhecido como TF-X, o KAAN é uma aeronave de caça de quinta geração que está sendo desenvolvida com o suporte técnico da BAE Systems. Ele apresenta um design stealth avançado usando materiais de absorção de radar (RAM) que são considerados dez vezes mais eficazes do que aqueles usados ​​no F-35 em condições ambientais extremas. Alimentado por dois motores gerando até 38.000 libras de empuxo, a aeronave é capaz de atingir velocidades de Mach 1,8, superando o F-35, que é limitado a Mach 1,6. O KAAN também foi projetado para incorporar inteligência artificial para suporte à decisão em tempo real, fusão de sensores e coordenação com sistemas não tripulados, como drones leais alas, em cooperação com o fabricante turco de UAV Baykar. Esses recursos visam aumentar a eficácia operacional em ambientes de combate com uso intensivo de dados e alta ameaça.

Operacionalmente, o KAAN foi projetado para missões de superioridade aérea, interceptação e ataque de precisão. Oferece uma carga útil interna e externa de armas comparável à do F-35, estimada em mais de 8.300 kg. Espera-se que a aeronave transporte mísseis ar-ar de fabricação turca, como o Gökdoğan (longo alcance) e o Bozdoğan (curto alcance), mantendo a capacidade de furtividade através de seu compartimento interno de armas. Seu radar AESA, sistemas de guerra eletrônica e arquitetura de combate em rede proporcionam-lhe forte consciência situacional — um fator essencial em cenários de combate modernos.

O KAAN completou seu voo inaugural em fevereiro de 2024, atingindo uma altitude de 8.000 pés a 230 nós. Um segundo voo de teste bem-sucedido ocorreu em maio de 2024, validando elementos críticos como a integridade da fuselagem, propulsão e aviônicos. Espera-se que protótipos adicionais entrem em uma fase intensiva de testes no final de 2025 ou início de 2026. O gerente geral da TAI, Mehmet Demiroglu, declarou que a campanha de testes será acelerada para entregar a primeira aeronave operacional à Força Aérea Turca entre 2028 e 2029. Ele também confirmou que o KAAN integrará gradualmente os recursos de sexta geração para manter sua competitividade ao longo do tempo.

Interesse de vários países
Em entrevista ao Breaking Defense, Demiroglu observou que vários países manifestaram interesse em aderir ao programa, embora tais decisões envolvam negociações complexas e de alto nível que levam tempo. 

O interesse da Indonésia, juntamente com sinais anteriores dos Emirados Árabes Unidos e, mais recentemente, da Arábia Saudita — que supostamente considerou adquirir mais de 100 unidades — ressalta o crescente impulso para a colaboração internacional em torno do programa KAAN e destaca seu potencial como plataforma multinacional de defesa.


 

31 dezembro, 2024

A-29 Super Tucano em configuração de patrulha marítima armada (MPA): a novidade trazida pela Embraer (atualização)


*LRCA Defense Consulting - 31/12/2024

A Embraer anunciou ontem (30) um pedido firme de um cliente não revelado para seis aeronaves de ataque leve e treinamento avançado A-29 Super Tucano, equipados com capacidades aprimoradas para realizar missões como interdição aérea, apoio aéreo tático, patrulha marítima, ataque marítimo e outras operações de defesa territorial. 

Além de não revelar o cliente, a gigante aeroespacial brasileira trouxe um ingrediente novo, ao citar "capacidades aprimoradas para patrulha marítima e ataque marítimo", haja vista que talvez seja o primeiro cliente a solicitar tal configuração. Por outro lado, supondo-se que se trata de uma configuração típica de patrulha marítima armada (MPA), não parece ser público que a empresa possuísse condições de implementá-la ordinariamente no Super Tucano.

A aeronave, embora seja extremamente versátil e amplamente utilizada em múltiplas missões nos diversos países que a possuem - como ataque leve, treinamento avançado, reconhecimento aéreo e outras - não é primariamente configurada para missões de patrulha marítima.

No entanto, as características normais da aeronave fazem com que possa ser adaptada para realizar algumas missões secundárias relacionadas a esse mister, como monitoramento do tráfego marítimo e detecção de atividades suspeitas em áreas costeiras, além do fornecimento de apoio aéreo aproximado a navios de guerra, realizando missões de reconhecimento e ataque a alvos marítimos de oportunidade.

Enquanto o Super Tucano é excelente para missões de curta a média duração sobre terra, sua autonomia e capacidade de carga útil são fatores limitantes para missões de patrulha marítima de maior duração, que geralmente exigem maior tempo de voo e sensores mais pesados.

Para tanto, seria necessária a adição de sensores específicos, como radar de superfície marítima, sonoboias e outros sistemas de detecção de submarinos, o que pode aumentar significativamente o custo e a complexidade da aeronave. A propósito, sonoboia (uma junção de sonar e boia ) é uma pequena boia de sonar descartável lançada de aeronaves ou navios para guerra antissubmarina ou pesquisa acústica subaquática. As sonoboias têm tipicamente cerca de 13 cm de diâmetro e 91 cm de comprimento. Quando flutuam na água, as sonoboias têm um transmissor de rádio acima da superfície e sensores de hidrofone subaquáticos.

Embora o Super Tucano não seja a escolha ideal para missões de patrulha marítima de forma geral, é possível assim empregá-la, embora com limitações, especialmente se não houver a opção de uma aeronave especializada em MPA ou se estas forem em quantidade insuficiente. 

No entanto, a Embraer é uma empresa que se caracteriza por trazer surpresas positivas ao mercado mundial. Assim, como ela afirmou que o cliente deseja "capacidades aprimoradas para patrulha marítima e ataque marítimo", não será de se estranhar que esteja nascendo um novo modelo do Super Tucano próprio para este emprego, com ênfase em países insulares ou que possuam um extenso litoral e recursos financeiros limitados.

Por outro lado, há também a possibilidade de a Embraer fazer uso das capacidades de uma empresa internacional parceira capaz de realizar a transformação da aeronave para emprego em patrulha marítima armada (MPA), como será visto no tópico abaixo referente à Indonésia.


Filipinas e Indonésia: dois potenciais clientes

Filipinas

Os constantes incidentes com a presença chinesa no Mar da China Meridional levaram as Filipinas a prosseguir com medidas formais de patrulhamento, ao mesmo tempo que desafia as atividades chinesas ao longo da cadeia de ilhas disputada pelos dois países.

Em resposta aos desafios estratégicos regionais e às fraquezas internas percebidas com a ameaça chinesa, a Força Aérea Filipina (PAF) embarcou em um processo de transformação para aprimorar suas capacidades. O chamado Plano de Voo 2028 prevê uma reorientação da Força, saindo de uma função primariamente de segurança interna e passando a atuar como uma força de defesa territorial. Isso está exigindo uma transformação substancial organizacional, doutrinária, de treinamento, estratégica e de equipamentos.

O Plano de Voo 2028 tem como objetivos:
1. Desenvolver a capacidade da PAF para detectar, identificar, interceptar e neutralizar intrusões na Zona de Identificação de Defesa Aérea das Filipinas e no Mar da China Meridional (ao norte e oeste do arquipélago).

2. Desenvolver a capacidade da PAF para detectar, identificar, interceptar e neutralizar intrusões em todo o território filipino.

Os principais ativos aéreos adquiridos sob esta nova iteração do programa de modernização foram 12 caças leves sul-coreanos FA-50, enquanto os programados para aquisições futuras são caças multifuncionais e aeronaves de patrulha marítima, entre outros equipamentos.

Atualmente, a PAF emprega algumas das seis aeronaves Super Tucano da sua frota para realizar missões de patrulha marítima no Mar da China Meridional, mas não é público que tais aeronaves tenham recebido uma configuração específica. 

Em 2021, as Filipinas manifestaram a intenção de adquirir 18 aeronaves adicionais aos seis Super Tucanos já adquiridos e entregues, totalizando 24 aeronaves.

Em agosto de 2024, em visita oficial às Filipinas, o Ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira, afirmou que “Estou muito satisfeito com o estado da cooperação entre a Embraer e a Força Aérea das Filipinas, que inclui o fornecimento de provavelmente seis aeronaves Super Tucano e, possivelmente, de futuras operações".

As necessidades das Filipinas em mais meios aéreos de patrulhamento marítimo armado, combinadas com as palavras recentes do ministro brasileiro, são um forte indicativo de que as Filipinas possam ser o "cliente não revelado" dos seis Super Tucanos.

ATUALIZAÇÃO (31 Dez, às 15h11): o portal Inquirer.net confirmou que as Filipinas é o país que adquiriu seis unidades do A-29 Super Tucano.

Indonésia
Por ser um país também insular, além de possuir um extenso arquipélago, a Indonésia utiliza parte de sua frota de 16 A-29 Super Tucanos em missões de vigilância marítima e patrulha costeira, de forma similar às Filipinas. O país possui três Airbus DS CN235 de patrulha marítima que estão sendo atualizados, mas que ainda são insuficientes para a dimensão de seu território.

Em 18 de novembro de 2024, a Embraer e a PT Dirgantara Indonesia (PTDI), principal empresa aeroespacial da Indonésia, assinaram um Memorando de Entendimento com o objetivo de expandir a colaboração na aviação comercial, realizando estudos conjuntos para avaliar oportunidades de parceria na aviação comercial, em áreas como engenharia e fornecimento de aeroestruturas. Ambas as empresas estão comprometidas em explorar oportunidades que criem valor mútuo, mantendo os mais altos padrões de qualidade e desempenho na fabricação aeroespacial.

A PT Dirgantara Indonesia (PTDI) é uma das principais empresas aeroespaciais nativas da Ásia. Com vasta experiência em design de aeronaves, a PTDI se especializou no desenvolvimento de novas aeronaves, modificação de configurações de sistemas e fabricação de estruturas para missões específicas, como patrulha marítima, vigilância e operações de guarda costeira. A PTDI também oferece serviços de aeronaves para clientes civis e militares, com foco em aeronaves leves e médias. 

Assim, a Indonésia, além de também ser um possível cliente para os seis Super Tucanos em tela,  possui boas relações com as Filipinas, com quem realiza exercícios conjuntos de patrulha marítima, além de ter uma grande empresa aeroespacial com total capacidade para transformar os Super Tucanos padrão em aeronaves MPA.

18 novembro, 2024

Embraer e PTDI da Indonésia assinam MoU para promover colaboração na aviação comercial


*LRCA Defense Consulting - 18/11/2024

A Embraer e a PT Dirgantara Indonesia, empresa aeroespacial líder da Indonésia, assinaram um Memorando de Entendimento (MoU) visando aumentar a colaboração na aviação comercial. O MoU foi assinado no Fórum de CEOs Indonésia-Brasil, presidido pelo presidente indonésio Prabowo Subianto, à margem da Cúpula do G20 no Brasil, na presença de várias figuras indonésias, incluindo o Ministro Coordenador de Assuntos Econômicos Airlangga Hartarto, o Enviado Presidencial Especial da República da Indonésia Hashim Djojohadikusumo e o Presidente da Câmara de Comércio e Indústria da Indonésia (KADIN) Anindya Bakrie.

A Embraer e a PTDI conduzirão estudos conjuntos para avaliar oportunidades de parceria na aviação comercial, em áreas como engenharia e fornecimento de aeroestruturas. A estrutura de colaboração será guiada por rigorosos padrões comerciais e técnicos, garantindo o alinhamento com as melhores práticas da indústria e objetivos de negócios. Ambas as empresas estão comprometidas em explorar oportunidades que criem valor mútuo, mantendo os mais altos padrões de qualidade e desempenho na fabricação aeroespacial. 

Este acordo representa um passo significativo no avanço da colaboração aeroespacial entre o Brasil e a Indonésia, promovendo inovação tecnológica e parcerias industriais entre economias emergentes. 

“Como principal fabricante aeroespacial da Indonésia, a PTDI tem grandes ambições para a Indonésia”, disse Gita Amperiawan, Diretora Presidente da PT Dirgantara Indonesia. “Estamos ansiosos para desenvolver esta colaboração e aproveitar os 55 anos de expertise e conhecimento da Embraer, o que aumentará nossas capacidades, particularmente no setor de aviação comercial.” 

“Estamos entusiasmados com esse relacionamento crescente entre a Embraer e a PTDI da Indonésia”, disse Rodrigo Silva e Souza, Vice-Presidente de Marketing da Embraer Commercial Aviation. “A Indonésia é um dos mercados de aviação de crescimento mais rápido no mundo e vemos áreas onde ambas as partes podem aproveitar a força de sua expertise, aprimorar as capacidades aeroespaciais da Indonésia e expandir sua conectividade aérea.” 

A Força Aérea da Indonésia opera uma frota de A-29 Super Tucanos e há uma frota considerável de jatos executivos da Embraer operando no país. A PT Wira Jasa Angkasa (WJA) é o centro de serviços autorizado nomeado pela Embraer Executive Jets na Indonésia. 

12 março, 2024

Depois da Europa, o C-390 Millennium se volta para o Oriente

 

*Avions Legendaires, por Arnaud - 11/03/2024

Ele ainda roubará contratos da Lockheed-Martin e de seus C-130J/J-30 Super Hercules? Isto é o que parece estar emergindo para a fabricante brasileira de aeronaves Embraer e seu jato tático C-390 Millennium. E agora tem como alvo três países asiáticos: Indonésia, Malásia e Vietname . Onde irá parar esse glutão sul-americano?

Os dois primeiros já são usuários do Lockheed C-130 Hercules, tanto nas versões Bravo (B) quanto Hotel (H) e até na versão civil L-100. Mas ambos também começaram a substituí-los com a encomenda de cinco C-130J-30 Super Hercules e dois Airbus Defense A400M Atlas para a Indonésia e quatro destes últimos para a Malásia.

Podemos então nos perguntar se a abordagem brasileira é realmente razoável? Nós não sabemos disso. Inflado, por outro lado, sim, é inegável e é justamente isso que lhe confere um certo caráter. Porque enfrentar esses dois gigantes do mercado quando você (ainda) é o Pequeno Polegar é realmente arriscado. Os fabricantes de aviões americanos e europeus poderão ficar muito mal se os C-390 Millennium forem brevemente encomendados por estes dois países, porque isso seria necessariamente em detrimento das máquinas que já lhes venderam.

A abordagem da Embraer é, portanto, inflacionada, mas não totalmente estúpida. Na verdade, é óbvio que cinco C-130J/J-30 Super Hercules e dois A400M Atlas nunca serão capazes de substituir totalmente vinte e três C-130B/H/H-30 e L-100 na Indonésia. Da mesma forma, os quatro A400M Atlas são muito poucos para substituir totalmente os dez C-130H na Malásia. Portanto, há espaço para o C-390 Millennium. Deve-se notar também que a Indonésia já é cliente do fabricante de aeronaves por meio de uma dezena de Super Tucanos A-29B utilizados para apoio tático próximo e no combate ao terrorismo islâmico. A Malásia, por outro lado, não tem contrato com este fabricante de aeronaves.

E o Vietnã então? Não seria questão de substituir Hércules, ele não tem! Sua frota de transporte tático é limitada a três Airbus Defense C-295M e o mesmo número de Casa C-212 Aviocars. Este último também foi montado sob licença indonésia por Nurtanio; estes são, portanto, NC-212s. A ideia do Embraer C-390 Millennium nas cores vietnamitas é justamente aumentar significativamente as capacidades de transporte tático deste país que se emancipa cada vez mais de Moscou e Pequim para se aproximar dos fabricantes Norte-Norte, americanos e europeus. Um industrial sul-americano teria, portanto, o seu lugar ao lado do Vietname.

A informação sobre estes três países é uma lição do recente show aéreo de Singapura. Acima de tudo, é uma demonstração flagrante de que a fabricante brasileira de aeronaves pretende tornar seu avião o concorrente número 1 do Super Hercules da Lockheed-Martin.

O caso (portanto) deve continuar.
 

03 junho, 2023

Na Indonésia, Taurus pode estar próxima de realizar negócios com Exército e/ou Polícia Nacional

Taurus e CBC na Indo Defence 2022


*LRCA Defense Consulting - 02/06/2023 (atualizada às 14h24)

Desde o final de 2021, a estratégia de exportações envolvendo a indústria de defesa brasileira passou a ter alguns novos países em foco, como Malásia, Filipinas e Indonésia, no Sudeste Asiático. A região - integrada por Birmânia, Brunei, Camboja, Cingapura, Filipinas, Indonésia, Laos, Malásia, Tailândia, Timor Leste e Vietnã - vive um clima de forte tensão com a expansão militar promovida por Pequim na região marítima ao sul da China e está procurando obter meios para melhor equipar e/ou modernizar suas forças armadas e de segurança pública em face da ameaça chinesa.

Dentro dessa estratégia, a Taurus Armas S.A. e a Companhia Brasileira de Cartuchos (CBC) direcionam esforços para aproveitar as oportunidades no Sudeste Asiático que, juntamente com a Índia, forma o maior e mais inexplorado mercado mundial para armamentos leves e respectivas munições. Para tanto, as duas multinacionais brasileiras participam ativamente de feiras, exposições e demonstrações nos países dessa região, como as duas últimas na Indonésia.

Indo Defence 2022
De  2 a 5 de novembro de 2022, a Taurus e a CBC participaram da Indo Defence 2022, exposição bienal de tecnologia e venda de produtos voltados ao segmento de Defesa e Segurança. O evento aconteceu em Jacarta, na Indonésia.

Patrocinada pelo Ministério da Defesa da Indonésia, a Indo Defence Expo & Forum, que acontece desde 2004, simultaneamente com a Indo Aerospace Expo & Forum e a Indo Marine Expo & Forum, é considerada a maior exposição de segurança e defesa terrestre, aérea e naval do Sudeste Asiático, e uma das principais exposições internacionais do setor.

A Taurus e a CBC estiveram presentes em um estande no Pavilhão Brasil, organizado pela ABIMDE - Associação Brasileira das Indústrias de Materiais de Defesa e Segurança e em parceria com a ApexBrasil - Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos, ao lado de outras 16 empresas brasileiras, com o objetivo de divulgar a expertise tecnológica e de inovação da Base Industrial de Defesa e Segurança (BIDS) brasileira.

Fun Shooting Day
A Taurus também esteve presente no Fun Shooting Day, importante evento de demonstração realizado no dia 6 de novembro de 2022 no clube de tiro Teratai, na cidade de Tangerang, na Indonésia.

O encontro, organizado pelo seu distribuidor e parceiro local Swarna Tripada Sejahtera, reuniu representantes das polícias locais, entre eles o comandante da Academia de Polícia da Indonésia, o chefe de polícia da província de East Java, o inspetor geral de polícia, e o comissário de polícia de Jakarta, além de celebridades do país e de líder religioso islâmico.

No evento, um funcionário especialista em armamentos e o executivo de vendas internacionais da empresa  apresentaram as novidades em equipamentos e realizaram demonstração das armas Taurus.
 
Os participantes tiveram a oportunidade de testar as pistolas Taurus TS9 e TH9c, da conceituada linha de armas TSeries; as pistolas GX4, G3 e G3c – da linha da série G, composta por pistolas com armação de polímero de alta resistência e qualidade; e a robusta pistola PT92 com armação de alumínio, bem como o consagrado fuzil T4 semiautomático.

Fun Shooting Day

Possibilidades de negócios com o Exército e a Polícia Nacional da Indonésia
O distribuidor e parceiro local da Taurus na Indonésia é a empresa Swarna Tripada Sejahtera, que tem como objetivo "contribuir para o avanço da defesa nacional, segurança e conquistas esportivas, fornecendo as ferramentas e equipamentos necessários, desde vestuário a armas de fogo e munições, a diversos órgãos do país, em especial às Forças Armadas da Indonésia (TNI) e à Polícia Nacional da Indonésia (POLRI), bem como para os atletas da Indonesian Shooting Association (ISHA) - PERBAKIN e para um determinado grupo de pessoas sob a supervisão da POLRI".

Essa empresa presta, também, todo o suporte de pós-venda à linha Taurus, da qual é represente exclusiva, além de somente comercializar essa marca.

No dia 31 de maio último, o executivo de vendas internacionais da Taurus esteve novamente na Indonésia, onde se reuniu com o Chefe do Estado-Maior do Exército Indonésio, General Dudung Abdurachman, cujo cargo é o mais elevado do Exército desse país (correspondente ao de Comandante do Exército no Brasil).

A presença do especialista em armamento da Taurus e a participação de seu executivo de vendas internacionais na Indo Defence e no Fun Shooting Day, bem como a forte participação de importantes membros da Polícia Nacional da Indonésia no segundo evento, pode significar que negócios importantes tenham sido pré-alinhavados entre a multinacional brasileira e a POLRI. De forma semelhante, o retorno recente do executivo de vendas internacionais ao país e sua reunião com o mais alto comandante militar da força terrestre, é um forte indício de que haja negociações em curso também com o Exército Indonésio.

Essas possibilidades são reforçadas pelo fato de a Taurus ser a fornecedora da pistola padrão (TS9) da Polícia Nacional das Filipinas e do fuzil padrão (T4) do Exército deste país, que é vizinho da Indonésia. As Filipinas têm ótimas relações com a Indonésia, haja vista que todas as disputas territoriais entre os dois países foram resolvidas há alguns anos, ao contrário do que acontece entre Filipinas e Malásia.

É relevante também notar a relativa proximidade existente entre a Indonésia e as Filipinas com a Índia, o que poderá facilitar futuros negócios.

Localização estratégica reúne Arábia Saudita, Índia, Filipinas e Indonésia na importante e promissora região do Oriente Médio e Indo-Pacífico

Sudeste Asiático

Forças Armadas da Indonésia (TNI): efetivo e armamento
As Forças Armadas da Indonésia (TNI) incluem o Exército (TNI–AD), a Marinha (TNI–AL, que inclui o Corpo de Fuzileiros Navais) e a Força Aérea (TNI–AU), dispondo de um efetivo de cerca de 476.000 militares ativos. Os gastos de defesa no orçamento nacional giram em torno de 0,7% do PIB.

O armamento leve padrão das Forças Armadas é produzido pela PT Pindad (Indonesian Army Industries Ltd.), empresa estatal indonésia especializada em produtos militares e comerciais. Pindad fornece os armamentos e munições para as Forças Armadas Nacionais da Indonésia e para outras agências uniformizadas.

A pistola padrão é a Combate G2 (desenvolvida em parceria com a indiana Bhukhanvala Industries), uma pistola semiautomática de ação única no calibre 9×19mm, embora ainda haja muitas Pindad P1 e P2 em uso, que são cópias locais da Browning Hi-Power.

A submetralhadora padrão é a M12 nas versões PM1 e PM1A1 e no calibre 9×19mm, fabricadas sob licença da Beretta.

O fuzil de assalto padrão atual é o SS2, com calibre 5.56×45mm, que está substituindo gradualmente a versão antiga SS1 (uma versão licenciada do FN FNC).

Polícia Nacional da Indonésia (POLRI): efetivo e armamento
Em 2020, o efetivo da Polícia Nacional da Indonésia era de 440.000 policiais, com o número aumentando a cada ano, incluindo 14.000 funcionários do Corpo de Brigada Móvel (BRIMOB -  unidade de operações especiais, paramilitares e táticas)  e com até 7.000 policiais navais e aéreos. A POLRI também é assistida por cerca de 1 milhão de membros de voluntários da Senkom Mitra Polri em todo o país, que são civis que auxiliam a polícia, embora, via de regra, não sejam armados.

A arma de porte padrão para todos os policiais da POLRI é o revólver Taurus Modelo 82 .38 Especial,  enquanto o pessoal da polícia ligado a unidades especiais, como o Destacamento 88, Gegana e BRIMOB, são dotados com a pistola semiautomática Glock 17.

Os fuzis padrão são o Pindad SS1 (nacional) e o M16, mas outras armas também estão disponíveis, como: submetralhadora Heckler & Koch MP5, espingarda Remington 870, fuzis de assalto Steyr AUG e AK-101, carabinas M4, SIG MCX, SIG MPX, M1 Carbine e outras.

Há também o fuzil de assalto especial "Sabhara"/Police V1-V2 Pindad SS1 (nacional), antigo padrão para as forças armadas indonésias e para algumas unidades da POLRI. É baseado no fuzil FN FNC, mas modificado para atender às necessidades ergonômicas e do ambiente tropical. O V1 - a variante primária - é mais amplamente utilizado pelas forças de infantaria regulares da Indonésia, com cano padrão e coronha dobrável. O V2 é a variante compacta carabina, com cano curto, mais utilizada para operações em áreas urbanas (CQB). 

Filipinas e Índia são credenciais na Ásia
O fuzil Taurus T4 5.56mm foi o escolhido para dotar o Exército das Filipinas após ter vencido duas históricas licitações internacionais onde concorreu com armas fabricadas pelas grandes empresas mundiais do setor.

A Polícia Nacional das Filipinas, uma das organizações policiais mais exigentes do mundo, adotou a pistola Taurus TS9 como arma curta padrão, já tendo adquirido cerca de 30 mil unidades.

O fornecimento de fuzis e pistolas para o exército e polícia das Filipinas e a joint venture com o Jindal Group (Índia) estabelecem um cenário promissor para a Taurus Armas, pois credenciam a empresa junto ao imenso mercado asiático, pressupondo novos e significativos negócios.

É importante ressaltar que o foco principal da empresa é o mercado de armas civis, pois é perene e é nele que são obtidas as melhores margens, sendo este o motivo primordial de a fábrica indiana começar sua fase operacional produzindo esse tipo de armas. As licitações, como toda a venda por atacado, causam uma diminuição das margens, que é compensada, no entanto, pelos altos volumes envolvidos.

Mais um lote de pistolas Taurus TS9 entregue à Polícia Nacional das Filipinas

Entrega dos fuzis de assalto Taurus T4 5.56mm para os militares do 99º Batalhão de Infantaria do Exército das Filipinas

10 novembro, 2022

Taurus: Polícia Nacional da Indonésia pode ser excelente oportunidade de negócios


*LRCA Defense Consulting - 10/11/2022

A Taurus Armas S.A., maior vendedora de armas leves do mundo, esteve presente no Fun Shooting Day, importante evento realizado no dia 6 de novembro no clube de tiro Teratai, na cidade de Tangerang, na Indonésia.

O encontro, organizado pelo seu distribuidor e parceiro local Swarna Tripada Sejahtera, reuniu representantes das polícias locais, entre eles Untung Widyatmoko, comandante da Academia de Polícia da Indonésia, Machfud Arifin, chefe de polícia da província de East Java, Rudi Dharmoko, inspetor geral de polícia, e Gatot Mangkurat, comissário de polícia de Jakarta, além de celebridades do país, como a atriz Okky Lukman, os atores Bemby Putuanda e Ferry Maryadi, o atirador e modelo Fardhan Khan, e convidados, como o líder religioso islâmico Habib Bahaudin.

O evento contou também com a participação do especialista de produtos da Taurus, Danilo Haggstrom, e do executivo de vendas da marca, Gileno Junior, que apresentaram na ocasião as novidades em equipamentos e realizaram demonstração das armas Taurus. 
 
Os participantes tiveram a oportunidade de testar no estande de tiro as pistolas Taurus modelos TS9 e TH9C – da conceituada linha de armas TSeries –, GX4, G3 e G3C – da linha da série G, composta por pistolas com armação de polímero de alta resistência e qualidade – e a robusta pistola PT92 com armação de alumínio, além do fuzil T4 semiautomático, trazendo visibilidade para a marca e para o seu parceiro comercial Swarna Tripada Sejahtera.

Rudi Dharmoko, Inspetor Geral de Polícia, e Danilo Haggstrom, especialista de produtos da Taurus

Armas testadas


Com forte presença internacional, este é mais um importante evento em que a Taurus participa na Indonésia. Antes, entre os dias 2 e 5 de novembro de 2022, a empresa marcou presença na Indo Defence, exposição bienal de tecnologia e venda de produtos voltados ao segmento de Defesa e Segurança, realizado em Jakarta.

No Fun Shooting Day, mais uma vez, a Taurus se destacou como uma multinacional brasileira fornecedora de produtos de qualidade e excelência voltados aos mercados militar, policial e civil.

Uma excelente oportunidade de negócios com a Polícia Nacional da Indonésia
Segundo sua página na Internet, a empresa Swarna Tripada Sejahtera visa contribuir para o avanço da defesa nacional, segurança e conquista (esportiva), fornecendo as ferramentas e equipamentos necessários, desde vestuário a armas de fogo e munições, a diversos órgãos do país, em especial às Forças Armadas da Indonésia (TNI) e à Polícia Nacional da Indonésia (POLRI), bem como para os atletas da Indonesian Shooting Association (ISHA) - PERBAKIN e para um determinado grupo de pessoas sob a supervisão da POLRI.

A Swarna Tripada Sejahtera presta, também, todo o suporte de pós-venda à linha Taurus, da qual é represente exclusiva, além de somente comercializar essa marca.

No entender desta Consultoria, o deslocamento do especialista em armamento da Taurus e a participação de seu executivo de vendas internacionais, bem como a forte presença de importantes membros da Polícia Nacional da Indonésia no prestigiado evento, pode significar que negócios importantes estejam sendo alinhavados entre a multinacional brasileira e a POLRI.

Essa possibilidade é reforçada pelo fato de a Taurus ser a fornecedora da pistola padrão (TS9) da Polícia das Filipinas e do fuzil padrão (T4) do Exército deste país, que é vizinho da Indonésia.

Note-se ainda a proximidade existente entre a Indonésia e as Filipinas com a Índia, o que poderia facilitar futuros negócios.

Armamentos da Polícia Nacional da Indonésia (POLRI)
Em 2020, o efetivo da Polícia Nacional da Indonésia era de 440.000 policiais, com o número aumentando a cada ano, incluindo 14.000 funcionários do Corpo de Brigada Móvel (BRIMOB -  unidade de operações especiais, paramilitares e táticas)  e com até 7.000 policiais navais e aéreos. A POLRI também é assistida por cerca de 1 milhão de membros de voluntários da Senkom Mitra Polri em todo o país, que são civis que auxiliam a polícia, embora, via de regra, não sejam armados.

A arma de porte padrão para todos os policiais da POLRI é o revólver Taurus Modelo 82 .38 Especial,  enquanto o pessoal da polícia ligado a unidades especiais, como o Destacamento 88, Gegana e BRIMOB, são dotados com a pistola semiautomática Glock 17.

Os fuzis padrão são o Pindad SS1 (nacional) e o M16, mas outras armas também estão disponíveis, como: submetralhadora Heckler & Koch MP5, espingarda Remington 870, fuzis de assalto Steyr AUG e AK-101, carabinas M4, SIG MCX, SIG MPX, M1 Carbine e outras. 

Há também o fuzil de assalto especial "Sabhara"/Police V1-V2 Pindad SS1 (nacional), padrão para as forças armadas indonésias e para algumas unidades da POLRI. É baseado no rifle FN FNC, mas modificado para atender às necessidades ergonômicas e do ambiente tropical. O V1 - a variante primária - é mais amplamente utilizado pelas forças de infantaria regulares da Indonésia, com cano padrão e coronha dobrável. O V2 é a variante compacta carabina, com cano curto, mais utilizada para operações em áreas urbanas (CQB).

Brasão da POLRI

Presença internacional da Taurus
O Brasil é um dos maiores exportadores de armas leves do mundo, um contexto diretamente resultante do sucesso da Taurus. A companhia exporta seus produtos para mais de 100 países, além dos EUA, que tem o maior mercado de armas do mundo.

A empresa é referência mundial em seu segmento e tem entre seus pilares estratégicos expandir ainda mais as vendas externas. A Taurus conta com uma equipe de monitoramento e inteligência de mercado, um portifólio de produtos amplo e diversificado, composto por revólveres, pistolas, submetralhadoras, fuzis, carabinas, rifles e espingardas, além de processos operacionais eficientes que proporcionam agilidade para adequar o mix e com flexibilidade para direcionar a produção para diferentes mercados mundiais.

A Taurus já recebeu mais de 37 prêmios internacionais em reconhecimento pelo seu elevado padrão de qualidade e inovação, entre eles o NASGW-POMA Caliber, uma das premiações mais importantes da indústria de armas norte americana, que elegeu a pistola Taurus GX4 como “Melhor Nova Arma de 2021” e “Melhor Novo Produto Geral”, e recentemente o cobiçado prêmio Handgun of the Year 2022, da revista americana GUNS & AMMO.
 

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