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29 julho, 2026

KAI e Embraer assinam memorando para ampliar cooperação em aviação comercial

Acordo entre as fabricantes, firmado durante visita do presidente sul-coreano ao Brasil, formaliza plano anunciado em fevereiro para explorar o desenvolvimento de uma aeronave de nova geração


*LRCA Defense Consulting - 29/07/2026 (atualizado em 30/07)

A Korea Aerospace Industries (KAI) e a Embraer assinaram um memorando de entendimento (MOU) para ampliar a cooperação em aviação comercial e aeroespacial, fortalecendo a parceria estratégica entre as duas fabricantes. O acordo foi firmado durante o Korea-Brazil Business Roundtable, realizado em São Paulo nesta terça feira (28), no âmbito da visita de Estado do presidente sul-coreano Lee Jae Myung ao Brasil, segundo informou o portal especializado AVIATOR.

Segundo autoridades sul-coreanas, o MOU dá continuidade a um anúncio feito pelas duas empresas em fevereiro, quando KAI e Embraer já haviam manifestado a intenção de explorar conjuntamente o desenvolvimento de uma aeronave comercial de nova geração. O novo memorando estabelece agora um marco para colaboração mais ampla e diálogo estratégico regular entre as companhias.

O acordo corporativo coincidiu com uma proposta política do presidente Lee, que, no mesmo evento, apontou o desenvolvimento conjunto de aeronaves comerciais de nova geração como um dos três eixos prioritários para aprofundar a relação econômica entre os dois países, ao lado da cooperação em minerais críticos e da crescente indústria coreana de cosméticos.

Governo fala em estágio inicial, mas empresas já formalizam colaboração
Em paralelo ao MOU entre as fabricantes, o chefe da Política Presidencial da Coreia do Sul, Kim Yong-beom, afirmou que a participação sul-coreana no programa de nova geração da Embraer ainda está em estágio muito preliminar: nem a forma dessa participação, nem os termos comerciais de um eventual acordo mais amplo foram definidos até o momento. A distinção é relevante: o MOU já assinado organiza o diálogo entre KAI e Embraer, mas o formato final da cooperação, incluindo eventual investimento ou desenvolvimento conjunto de um avião maior, segue em aberto.

Ideia surgiu durante inspeção a um C-390
O tema já havia sido lançado por Lee no domingo (26), ao chegar a Brasília, quando inspecionou um C-390, aeronave de transporte militar fabricada pela Embraer que a Força Aérea sul-coreana deve começar a receber ainda neste ano, dentro de um contrato que já prevê a produção de componentes por empresas coreanas. Na ocasião, o presidente disse a autoridades brasileiras que os dois países deveriam, no futuro, construir aeronaves civis juntos, se possível.

Foto: Korea Herald

Um avião maior que os jatos regionais atuais
De acordo com Kim, a Embraer estaria avaliando ampliar seu portfólio para além dos jatos regionais de 70 a 100 assentos, hoje núcleo de seu negócio comercial, entrando no segmento de aeronaves de médio porte, com capacidade para 150 a 200 passageiros. É nesse programa, ainda em fase de concepção, que a Coreia do Sul pretende buscar uma participação mais profunda do que a atual, hoje restrita majoritariamente ao fornecimento de partes de fuselagem e asas.

A motivação: ampliar a base industrial aeroespacial coreana
Kim explicou que a eventual parceria serviria para ampliar a base industrial aeroespacial da Coreia do Sul, hoje concentrada quase exclusivamente na fabricação de aeronaves militares pela Korea Aerospace Industries (KAI). Segundo ele, a KAI não pode permanecer restrita a esse campo, dependente apenas da demanda doméstica por caças, e precisa expandir tanto na área militar quanto na aviação comercial. O setor de aviação comercial, os motores aeronáuticos e a indústria espacial estão conectados, disse Kim, acrescentando que a Coreia do Sul precisa fortalecer significativamente suas capacidades aeroespaciais.

O que a KAI já fornece à Embraer hoje
A KAI afirmou que a parceria tem como objetivo ir além da atual relação de fornecedora que mantém com a Embraer. Atualmente, a empresa sul-coreana fabrica estruturas de asa para aeronaves comerciais da Embraer e componentes estruturais para aeronaves eVTOL (de decolagem e pouso vertical elétricos), segmento em que a fabricante brasileira atua por meio da Eve Air Mobility. Com o novo memorando, a KAI busca desenvolver uma parceria de mais longo prazo, focada em compartilhamento de tecnologia e desenvolvimento conjunto.

Representantes da Korea Aerospace Industries e da Embraer posam para foto após a assinatura de um memorando de entendimento sobre cooperação estratégica em estruturas aeronáuticas durante a Mesa Redonda Empresarial Coreia-Brasil em São Paulo, Brasil, em 28 de julho de 2026. Foto: Cortesia da KAI

Empresas já se movimentam
Durante a viagem, executivos coreanos se anteciparam ao debate público: Cho Won Tae, presidente do Hanjin Group, e Kim Jong Chool, presidente da KAI, mantiveram reuniões individuais com o chairman da Embraer para tratar de uma possível participação sul-coreana e da ampliação da parceria já existente entre as duas empresas. O acordo entre KAI e Embraer foi um dos sete memorandos de entendimento assinados entre companhias coreanas e brasileiras durante o fórum, que também abrangeram defesa, minerais críticos e biotecnologia.

Kim Yong-beom mencionou ainda conversas em andamento entre a Korean Air e a Embraer, mas o Governo evitou detalhá-las, alegando tratar-se de um estágio ainda inicial das tratativas.

Cautela diante de um mercado concentrado
O próprio Kim reconheceu que as empresas avançam com cautela: o mercado global de aeronaves é dominado por poucos fabricantes, entre eles Airbus e Boeing, e uma eventual parceria com a Embraer poderia afetar as relações da Coreia do Sul com esses concorrentes. Ainda assim, o Governo sul-coreano avalia que a Embraer, uma das três maiores fabricantes de aeronaves comerciais do mundo e importante player em aviação executiva e defesa, oferece uma oportunidade concreta de expansão na aviação civil global, caso as condições se mostrem favoráveis.

Uma base de cooperação que já existe
A eventual expansão para o campo comercial se apoiaria em uma cooperação industrial já consolidada entre os dois países. Em 2023, a Coreia do Sul foi selecionada pela Administração do Programa de Aquisição de Defesa (DAPA) como cliente do C-390 Millennium, no programa Large Transport Aircraft II (LTA II), e componentes do cargueiro, como partes de fuselagem e asas, já são produzidos por fornecedores locais como ASTG, EMK e Kencoa Aerospace. Em outubro de 2025, a Embraer e a DAPA assinaram ainda um memorando de entendimento para aprofundar a cooperação tecnológica e abrir caminho à participação de empresas coreanas nas cadeias globais de suprimentos da fabricante brasileira.

Próximos passos
Segundo Kim, o Governo sul-coreano pretende usar os resultados das conversas da Korean Air e da KAI com a Embraer para desenhar uma estratégia de participação mais ampla, envolvendo outras empresas e órgãos oficiais, sob coordenação da Presidência e da Korea AeroSpace Administration. Após o retorno da comitiva a Seul, disse Kim, o tema será discutido internamente de forma mais aprofundada, como base para dar sequência às tratativas com a Embraer.

11 abril, 2025

Embraer nomeia Patrick Peng como Diretor-Geral e VP Sênior de Vendas e Marketing da Aviação Comercial na China

 


*LRCA Defense Consulting - 11/04/2026

A Embraer nomeou Patrick Peng para o cargo de Diretor-Geral e Vice-Presidente Sênior de Vendas e Marketing da Embraer Aviação Comercial na China, com início a partir de 31 de março de 2025. Peng irá liderar as atividades da Embraer no país e se reportar a Martyn Holmes, Diretor Comercial da Embraer Aviação Comercial. 

Com mais de 20 anos de experiência no setor de aviação, o executivo tem uma carreira de destaque em líderes globais da aviação, como Airbus, GE Aviation/CFM, Thales e Safran. Seu histórico comprovado inclui liderança estratégica de vendas, negociações de contratos de serviços de pós-venda de bilhões de dólares e a formação de parcerias de longo prazo com companhias aéreas, fabricantes de equipamento original (OEMs, na sigla em inglês) e stakeholders regulatórios na China. 

"Estamos satisfeitos em dar as boas-vindas ao Patrick na companhia para liderar as operações da Embraer na China", afirma Martyn Holmes, Diretor Comercial da Embraer Aviação Comercial. "Seu profundo conhecimento da indústria e o sucesso demonstrado na construção de confiança com parceiros de aviação chineses o tornam o executivo ideal para liderar a Embraer no país. Estamos confiantes que sua liderança trará novas perspectivas e oportunidades de mercado para o E2, em um mercado de aviação em evolução como é o da China." 

Peng possui um MBA pela Universidade de Tsinghua, Mestrado em Engenharia Eletrônica pela Universidade de Aeronáutica e Astronáutica de Pequim, e é Bacharel em Engenharia da Informação pela Universidade de Correios e Telecomunicações de Pequim.

18 novembro, 2024

Embraer e PTDI da Indonésia assinam MoU para promover colaboração na aviação comercial


*LRCA Defense Consulting - 18/11/2024

A Embraer e a PT Dirgantara Indonesia, empresa aeroespacial líder da Indonésia, assinaram um Memorando de Entendimento (MoU) visando aumentar a colaboração na aviação comercial. O MoU foi assinado no Fórum de CEOs Indonésia-Brasil, presidido pelo presidente indonésio Prabowo Subianto, à margem da Cúpula do G20 no Brasil, na presença de várias figuras indonésias, incluindo o Ministro Coordenador de Assuntos Econômicos Airlangga Hartarto, o Enviado Presidencial Especial da República da Indonésia Hashim Djojohadikusumo e o Presidente da Câmara de Comércio e Indústria da Indonésia (KADIN) Anindya Bakrie.

A Embraer e a PTDI conduzirão estudos conjuntos para avaliar oportunidades de parceria na aviação comercial, em áreas como engenharia e fornecimento de aeroestruturas. A estrutura de colaboração será guiada por rigorosos padrões comerciais e técnicos, garantindo o alinhamento com as melhores práticas da indústria e objetivos de negócios. Ambas as empresas estão comprometidas em explorar oportunidades que criem valor mútuo, mantendo os mais altos padrões de qualidade e desempenho na fabricação aeroespacial. 

Este acordo representa um passo significativo no avanço da colaboração aeroespacial entre o Brasil e a Indonésia, promovendo inovação tecnológica e parcerias industriais entre economias emergentes. 

“Como principal fabricante aeroespacial da Indonésia, a PTDI tem grandes ambições para a Indonésia”, disse Gita Amperiawan, Diretora Presidente da PT Dirgantara Indonesia. “Estamos ansiosos para desenvolver esta colaboração e aproveitar os 55 anos de expertise e conhecimento da Embraer, o que aumentará nossas capacidades, particularmente no setor de aviação comercial.” 

“Estamos entusiasmados com esse relacionamento crescente entre a Embraer e a PTDI da Indonésia”, disse Rodrigo Silva e Souza, Vice-Presidente de Marketing da Embraer Commercial Aviation. “A Indonésia é um dos mercados de aviação de crescimento mais rápido no mundo e vemos áreas onde ambas as partes podem aproveitar a força de sua expertise, aprimorar as capacidades aeroespaciais da Indonésia e expandir sua conectividade aérea.” 

A Força Aérea da Indonésia opera uma frota de A-29 Super Tucanos e há uma frota considerável de jatos executivos da Embraer operando no país. A PT Wira Jasa Angkasa (WJA) é o centro de serviços autorizado nomeado pela Embraer Executive Jets na Indonésia. 

10 novembro, 2023

Embraer nomeia Marie-Louise Philippe como Vice-Presidente de Vendas & Marketing da Aviação Comercial para Europa e Ásia Central

 Vinda da Airbus, Marie-Louise tem 21 anos de experiência nos mercados europeus e asiáticos


*LRCA Defense Consulting - 10/11/2023

A Embraer Aviação Comercial nomeou Marie-Louise Philippe como nova Vice-Presidente de Vendas & Marketing para a Europa e Ásia Central. A executiva atuará em Amsterdã, apoiando também o plano de sustentabilidade da Embraer para a região, sob a liderança de Martyn Holmes, CCO da unidade de negócios. 

Com uma carreira de mais de 20 anos no mercado aeroespacial, Marie-Louise tem ampla experiência internacional, com passagens pela França, Singapura e Hong Kong. A executiva ocupou altos cargos de liderança na Airbus, nas áreas comerciais e de relacionamento com clientes, além de apresentar um sólido histórico de vendas para companhias aéreas na Europa e na Ásia. 

Recentemente, Marie-Louise liderou com sucesso equipes de vendas e serviços de aeronaves no Sudeste Asiático, onde também comandou projetos de fusões e aquisições e de cooperação industrial. Além disso, a executiva atuou no conselho de diretores de um centro de formação. 

“Tenho o prazer de receber Marie-Louise na Embraer, profissional com carreira e reputação destacada. A Europa e a Ásia Central são regiões fundamentais para a Embraer, onde temos um forte histórico de parcerias com algumas das companhias aéreas mais bem-sucedidas do mundo. Sei que Marie-Louise terá grande sucesso em sua nova função, apoiando tanto o crescimento de nosso negócio como os nossos clientes”, disse Martyn Holmes, CCO da Embraer Aviação Comercial. “Além disso, o compromisso dela com a sustentabilidade na aviação e com a promoção da diversidade e inclusão também faz parte dos valores da liderança da Embraer”. 

A executiva é também a fundadora e presidente do Women in Aviation Chapter Singapore, que promove a diversidade e a inclusão no setor aeroespacial. Austríaca, Marie-Louise é casada e tem três filhos. Possui formação em Negócios, pela Universidade de Viena, é uma entusiasta dos esportes e atua na arrecadação de fundos para caridade. Além disso, recentemente, competiu no Campeonato Mundial Ironman Feminino 2023 no Havaí.

21 fevereiro, 2023

Na Índia, setor de aviação civil decola para um novo amanhecer

Com potencial inigualável, os setores regionais da Índia são um dos mercados de aviação que mais crescem no mundo.


*The Economic Times - 17/02/2023

A Air India, de propriedade do Tata Group, fez recentemente um pedido de 470 aeronaves da Boeing e da Airbus, com a opção de encomendar mais 370 aviões, o maior pedido de aeronaves de qualquer companhia aérea. O Ministro da Aviação Civil, Jyotiraditya Scindia, disse que este acordo anuncia um novo amanhecer para o setor de aviação civil da Índia.

Em uma interação com a ETNow, Scindia disse que este acordo fala do potencial de crescimento da aviação civil na Índia.

O maior pedido anterior foi um acordo de 460 aviões da American Airlines em 2011.

A Air India também assinou acordos de manutenção de motores de longo prazo com CFM International SA, Rolls-Royce Holdings Plc e GE Aerospace Inc. "Isso também é um bom presságio para todo o conceito de criação de um hub internacional na Índia. E acho que, uma vez que essas aeronaves de várias companhias aéreas cheguem, a capacidade de criar um hub internacional na Índia, em vez de nosso hub internacional estar com nossos vizinhos, será uma realidade", disse.

A coconcorrente doméstica da Air India, IndiGo, planejava fazer um pedido significativo de cerca de 300 aeronaves antes da Covid-19, que foi adiado devido à pandemia. É provável que isso continue e poderá ser ainda maior do que o previsto anteriormente, aumentando para cerca de 500 aeronaves agora.

A novata Akasa Air também pretende fazer um pedido "substancialmente" grande para novos jatos de fuselagem estreita este ano, já que a companhia aérea iniciante procura capitalizar a crescente demanda doméstica e iniciar voos internacionais.

A companhia aérea de 200 dias recebeu 17 aviões Boeing 737 MAX de um pedido total de 72 jatos a serem entregues até março de 2027.

Alta na aviação indiana
"Em suma, é uma afirmação muito positiva do potencial do setor de aviação civil, algo de que sempre falei, que passamos por uma taxa CAGR, que é de dois dígitos na Índia para a aviação civil, acima de 10-10,5%", acrescentou Scindia.

O Ministro da Aviação Civil, Jyotiraditya Scindia, disse que nos próximos quatro a cinco anos, a indústria deve chegar perto ou até ultrapassar a marca de 2.000.

Após o pedido histórico da Air India de 840 aviões para Airbus e Boeing, outras companhias aéreas indianas planejam encomendar cerca de 1.200 aeronaves em mais de 24 meses.

De acordo com o Center for Asia Pacific Aviation India (CAPA India), espera-se que as transportadoras indianas façam pedidos adicionais de 1.000 a 1.200 aeronaves, começando com outro grande pedido da IndiGo.

De acordo com um relatório da CAPA, espera-se que quase todas as transportadoras na Índia encomendem mais aeronaves nos próximos dois anos, tanto para substituição da frota quanto para crescimento, uma vez que a carteira de pedidos da maioria das transportadoras estabelecidas pode ser considerada conservadora em relação ao potencial de crescimento do mercado na próxima década e além.

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Pedido de aeronaves da Air India aumenta expectativa do setor de aviação indiano

*Business Standard - 19/02/2023

Desde o aumento da conectividade aérea internacional direta até ser um exemplo de programa de desinvestimento e criação de empregos nos distantes EUA, o mega pedido de aeronaves 470 da Air India acendeu inúmeras expectativas sobre o mercado de aviação que mais cresce no mundo - a Índia.

Uma série de fatores - aumento da demanda de tráfego aéreo, aumento da população de classe média e renda disponível, dividendo demográfico, mais de 1.200 aviões encomendados por várias transportadoras indianas e melhoria da infraestrutura de aviação - estão alimentando o crescimento do mercado.

Do pedido firme de 470 aeronaves, 250 serão fornecidos pela Airbus e 220 pela Boeing, havendo ainda a opção de compra de outros 370 aviões das duas fabricantes. O pedido firme inclui 70 aeronaves de fuselagem larga.

Aeronaves e Tráfego Aéreo
As companhias aéreas indianas fizeram pedidos para mais de 1.100 aeronaves que serão entregues nos próximos anos. A maior companhia aérea do país, a IndiGo, receberá cerca de 500 aviões, a Go First receberá 72 aeronaves, a Akasa Air receberá 56 aviões e a Vistara receberá 17 aeronaves. Além disso, a SpiceJet tem aeronaves encomendadas. Todos eles são aviões de corpo estreito.

Juntamente com a Air India, as transportadoras domésticas têm pelo menos 1.115 aviões encomendados.

Cerca de 700 aeronaves comerciais estão voando na Índia e a maioria delas são aviões de fuselagem estreita. Cerca de 470 aeronaves da Airbus e cerca de 159 aviões da Boeing estão em serviço comercial.

Terceiro maior mercado de aviação do mundo e o que mais cresce
O chefe da GE Aerospace para o sul da Ásia e Indonésia, Vikram Rai, disse que a Índia tem potencial para crescer tanto no lado de fuselagem larga quanto na fuselagem estreita.

Fornecendo uma perspectiva, ele disse que na Índia, o tráfego pré-COVID era de cerca de 75 milhões de passageiros internacionais e, deles, 60-65% usavam transportadoras estrangeiras.

"Com a economia crescendo e a renda disponível crescendo, há uma grande oportunidade para os indianos viajarem para o exterior... Esses 75 milhões de passageiros provavelmente passarão para 120-125 milhões nos próximos 7 a 10 anos", disse ele.

A Índia é o terceiro maior mercado de aviação do mundo e o que mais cresce no mundo.

O setor de aviação civil do país está preparado para um crescimento fenomenal e saudável em termos de passageiros, aeronaves e aeroportos, com o número de passageiros aéreos projetado para chegar a 40 crore até 2027, disse o ministro da União Jyotiraditya Scindia ao PTI em 7 de agosto do ano passado, dia quando a Akasa Air iniciou as operações comerciais.

"Vamos adicionar 15 por cento de capacidade ou 100 a 110 aeronaves por ano. A Índia está olhando para cerca de 1.200 aeronaves até 2027", disse ele.

Aeroportos
Atualmente, a Índia tem pelo menos 147 aeroportos operacionais e o número de aeroportos saltou de 74 há quase nove anos, especialmente devido ao ambicioso esquema de conectividade aérea regional do governo, UDAN.

Ao falar sobre o pedido de aviões da Air India, V Thulasidas, que foi chefe da Air India de dezembro de 2003 a março de 2008, disse que agora o país tem aeroportos de classe mundial que podem atuar como hubs.

"Em termos de tamanho, a Índia não deveria ter apenas um hub, mas vários hubs como a UE. Os hubs podem ser Delhi, Mumbai, Bangalore, Hyderabad, Chennai, Kolkata, Kochi e outros", disse ele.

Especialistas em aviação
Uma conclusão importante quando a Air India começar a operar a nova aeronave é que as viagens internacionais dos indianos serão atendidas principalmente pela transportadora indiana.

"Cerca de 125 aviões dos 470 serão substituídos... eles garantiram seus planos de crescimento pelo menos nos próximos 10 anos", disse um especialista do setor de aviação, associado há muito tempo ao setor de companhias aéreas.

Segundo ele, a introdução de aviões de fuselagem larga ajudará na expansão da frota, bem como nas operações na costa leste e oeste." "

Eles (Air India) podem fornecer conectividade mais direta até 8-10 horas e 16 horas de voos diretos desde que sejam capazes de atender às expectativas dos clientes e a outros parâmetros nas operações. Será uma virada de jogo para eles.

"Também ajudará a recuperar o tráfego internacional da Índia de transportadoras estrangeiras. Eles (Air India) também podem criar centros de tráfego internacional em todo o país, o que não foi possível na ausência de um player forte", disse o especialista na condição de anonimato.

Ajay Sawhney, sócio do escritório de advocacia Cyril Amarchand Mangaldas, disse que o pedido da Air India reforçará a presença de parceiros da Star Alliance da Índia na Europa e nos Estados Unidos.

“Do ponto de vista da conectividade, os indianos têm confiado muito na Emirates, Etihad e Qatar desde os últimos anos, e o último pedido da Air India significa fortalecer a comunidade de alianças estelares, que por sua vez ofereceria mais opções para a Índia, bem como para o Sudeste Asiático, para a Europa e Estados Unidos, e provavelmente com preços melhores", disse ele.

Outro especialista da indústria da aviação disse que a venda da Air India para o Tata Group e agora o pedido de aeronaves mostram o sucesso do programa de desinvestimento do governo e que grandes transações politicamente sensíveis podem ser feitas.

Atualmente, cerca de 60% dos indianos que viajam em rotas internacionais são transportados por companhias aéreas estrangeiras. Isso significa que de 100 desses passageiros, apenas cerca de 40 são transportados por transportadoras indianas.

Essa situação mudará quando a Air India começar a introduzir a nova aeronave que também fornecerá mais conectividade aérea das capitais dos estados, bem como importantes centros comerciais e turísticos para os mercados globais, disse ele.

Segundo ele, a aviação tem um efeito econômico multiplicador e a operação de uma aeronave pode gerar cerca de 150 a 200 empregos, dependendo do porte da aeronave.

"Ao longo dos próximos anos, espera-se que a melhora do crescimento econômico na Índia, juntamente com fatores demográficos encorajadores, como maior renda disponível da classe média, resulte em maiores gastos com viagens, bem como no aumento do comércio", disse Sawhney.

O renascimento da Air India
"Centenas de iniciativas em 22 grandes fluxos de trabalho estão em andamento para transformar a companhia aérea em três fases: Táxi, Decolagem e Subida", disse o chefe da Air India, Campbell Wilson, em 27 de janeiro, dia em que o Tata Group completou o primeiro aniversário de aquisição da companhia aérea.

O Tata Group também está fundindo a Air India Express com a Air Asia e a Vistara com a Air India.

Com a introdução de novas aeronaves, a Air India também deve visar as rotas entre a Índia e os países do Golfo, onde sempre há uma grande demanda. O setor do Golfo também é lucrativo, disse o ex-ministro da Aviação Civil, Suresh Prabhu.

Como disse o presidente e CEO da Boeing Commercial Airplanes, Stan Deal, em 14 de fevereiro, "com a eficiência de combustível líder do setor do 737 MAX, 787 Dreamliner e 777X, a Air India está bem posicionada para alcançar seus planos de expansão e se tornar uma empresa global de classe mundial companhia aérea com um coração indiano".

07 novembro, 2022

No 3T22, Embraer entregou 10 jatos comerciais e 23 executivos


*LRCA Defense Consulting - 07/11/2022

A Embraer entregou 33 jatos no terceiro trimestre de 2022, sendo 10 comerciais e 23 executivos (15 leves e oito médios). O volume de entregas é 10% maior em relação aos 30 jatos entregues no mesmo período de 2021, quando a companhia entregou nove jatos comerciais e 21 executivos. No ano, a empresa acumula um total de 79 aeronaves entregues (27 comerciais e 52 executivas). A carteira de pedidos firmes (backlog) encerrou o 3T22 em US$ 17,8 bilhões, estável em relação ao trimestre anterior. A Embraer reafirma a projeção de entregas (guidance) para o ano de 2022.

Em setembro, a Embraer celebrou a entrega do E-Jet de número 1.700. Um E195-E2, adquirido pela Aircastle, foi entregue à KLM Cityhopper durante uma cerimônia em São José dos Campos. O programa é um sucesso global desde o seu início, em 2004. Os E-Jets já foram adquiridos por mais de 150 companhias aéreas e empresas de leasing de 50 países.

Em outubro, a SalamAir, de Omã, e a TUI, da Bélgica, anunciaram a seleção do E195-E2 para integrar as suas respectivas frotas. A companhia aérea de Omã assinou um pedido firme para a aquisição de seis aeronaves, com direito de compra para mais seis aviões. As entregas para a SalamAir serão feitas a partir do final de 2023. A TUI, por sua vez, irá receber três E195-E2 da AerCap, por meio de um contrato de leasing de longo prazo.

Em setembro, a Embraer celebrou a entrega do E-Jet de número 1.700. Um E195-E2, adquirido pela Aircastle, foi entregue à KLM Cityhopper durante uma cerimônia em São José dos Campos. O programa é um sucesso global desde o seu início, em 2004. Os E-Jets já foram adquiridos por mais de 150 companhias aéreas e empresas de leasing de 50 países.

Em outubro, a SalamAir, de Omã, e a TUI, da Bélgica, anunciaram a seleção do E195-E2 para integrar as suas respectivas frotas. A companhia aérea de Omã assinou um pedido firme para a aquisição de seis aeronaves, com direito de compra para mais seis aviões. As entregas para a SalamAir serão feitas a partir do final de 2023. A TUI, por sua vez, irá receber três E195-E2 da AerCap, por meio de um contrato de leasing de longo prazo.

24 julho, 2022

'A crise da pandemia está ficando para trás', diz presidente de aviação comercial da Embraer


*Terra Notícias - 22/07/2022

Presidente do principal segmento da Embraer, o de aviação comercial, o holandês Arjan Meijer afirma que a crise da pandemia está ficando para trás, mas que ainda é preciso aguardar o processo lento de venda de aviões para voltar a um patamar normal. "Esse processo leva, em média, pelo menos um ano para chegar à assinatura dos contratos. E aí você tem de fabricar as aeronaves. Então, acho que estamos no ritmo esperado, mas é preciso ser paciente."

Meijer assumiu o comando da aviação comercial da Embraer em junho de 2020, quando o segmento era reincorporado à companhia após ser desmembrado para ser vendido à Boeing, em uma operação fracassada. O executivo diz que, para deixar essa história também para trás, a companhia aposta em seu portfólio e nas tendências do mercado pós-pandemia. Isso porque a aviação regional - que utiliza aviões menores, como os da Embraer - e a sustentabilidade têm ganhado força na retomada do setor. Confira trechos da primeira entrevista do executivo a um jornal brasileiro.

Como o sr. avalia a recuperação da aviação?

Estamos vendo uma demanda reprimida em todo o mundo. O desafio é que reduzimos os negócios em geral, e agora precisamos fazê-los crescer novamente. Mas acreditamos que estamos saindo da crise completamente diferentes do que entramos. Antes, era como se houvesse um crescimento ilimitado, e todo mundo (empresas aéreas) estava adicionando mais e mais assentos, aeronaves cada vez maiores. Agora, no pós-crise, vemos novas tendências. Uma delas é a regionalização. Vemos também a preocupação crescente com sustentabilidade. Tem ainda a guerra na Ucrânia, efeitos inflacionários, preços de combustível em alta. O mundo, daqui para frente, é muito incerto. Então, as companhias aéreas também ficarão mais avessas ao risco, enquanto precisam de lucratividade para pagar as dívidas. Essa nova realidade se conecta com os produtos da Embraer. Estamos bem posicionados com uma aeronave menor, como as da família E2, que têm um custo de viagem menor (por gastar menos combustível). Acho que podemos ajudar nossos clientes na retomada. Eles podem ser mais ágeis, não precisam preencher todos os assentos adicionais (de aviões maiores), mas ainda obterem recompensas dos baixos custos por assentos.

Acha que essas mudanças serão permanentes?

No caso da sustentabilidade, a mudança é permanente. Aí nós não estamos olhando apenas para o E2 (nova família de aviões da empresa), mas também para o turboélice (modelo de aeronave que a companhia está desenvolvendo). É uma tecnologia que pode realmente reduzir as emissões.

Mas vocês já afirmaram que só vão desenvolver o projeto se houver algum parceiro…
Sim, mas estamos muito determinados a trazer essa aeronave para o mercado, principalmente agora que a preocupação com a sustentabilidade cresceu. Estamos estudando como trazer novas tecnologias. A Airbus e a Boeing, que têm aeronaves maiores, podem usar SAF (combustível sustentável de aviação) ou talvez hidrogênio verde (combustível limpo obtido a partir de água ao se separar o hidrogênio do oxigênio). Esses aviões não poderão usar baterias nem ser híbridos (por serem muito grandes). No nosso segmento de até 150 assentos, podemos olhar para a eletricidade, para o híbrido, para células de combustível. Há mais oportunidades.

No mercado financeiro, a Embraer se recuperou relativamente bem da crise e da desistência da Boeing de comprar seu segmento de aviação comercial. Isso aconteceu não por causa da aviação comercial, mas porque a empresa cortou custos e o mercado ficou otimista com o desenvolvimento do eVTOL (o 'carro voador'). Quando a aviação comercial voltará a ser o destaque da empresa?
Estamos quase lá, mas podemos melhorar um pouco mais. Tivemos de reduzir nossos volumes em 2021 para atravessar a crise. Esse era o único modo (de sobreviver). Mas também reduzimos custos. Houve um foco grande nisso. Aí conseguimos apresentar resultados relativamente bons no ano passado. Temos uma base forte para crescer. Devemos entregar de 60 a 70 aeronaves (em 2019, último ano antes da pandemia, foram 89). É um grande passo que estamos dando, especialmente se você olhar o crescimento (se forem entregues 70 jatos neste ano, o crescimento terá sido de 31%). E queremos crescer mais daqui para frente. Outra coisa que gostaria de dizer: tivemos a incerteza com a Boeing por quase dois anos, antecedendo a crise. Depois, entramos na crise, um período em que não havia muita atividade no mercado. O que você vê agora são muitas companhias aéreas tendo de tomar decisões. As frotas delas precisam avançar em sustentabilidade. As empresas estão olhando para o nosso segmento, mas esses negócios levam tempo para serem fechados. Não são investimentos pequenos. Faz três meses que estamos vendo o mercado se recuperar. As empresas estão começando a ganhar velocidade, mas teremos de dar tempo a elas. O cenário é positivo.

Mas quando vamos ver que a crise ficou para trás e que as companhias aéreas voltaram a comprar?
Acho que isso está acontecendo agora, mas temos de passar pelo processo normal de venda. Esse processo leva, em média, pelo menos um ano para chegar à assinatura dos contratos. E aí você tem de fabricar as aeronaves. Então, acho que estamos no ritmo esperado, mas é preciso ser paciente.

Quando vocês fecharam a venda para a Boeing, que depois seria desfeita pela empresa americana, vocês falaram que a Embraer precisava do negócio para competir com a Airbus. Isso porque a Airbus havia comprado o A220 da Bombardier, um avião que está no mesmo segmento dos da Embraer. Como está agora a aviação comercial da Embraer sem a Boeing?
Nós trabalhamos em um acordo com a Boeing, em 2018 e 2019, que não foi para frente em 2020. Estávamos em um mercado completamente diferente naquela época. Qual é o mercado hoje? Acreditamos que a Embraer tem um portfólio muito mais forte e também que há mais motivos para as companhias aéreas nos olharem. O mercado mudou. Quando o acordo com a Boeing caiu, ficamos muito desapontados, porque estávamos trabalhando duro para que ele acontecesse. Mas agora, dois anos depois, acho que temos produtos e projetos muito fortes, como o turboélice. O segmento de até 150 assentos pode ajudar os clientes nas questões de sustentabilidade e de enfrentar a crise. Acreditamos que estamos em uma posição muito boa sem a Boeing, e competir com o A220 não é apenas uma questão de preço, mas de como esse avião se encaixa na frota das companhias aéreas. Que receita o cliente pode gerar com essa aeronave? Qual alcance eles precisam? E qual é o nível de custo total além do preço de compra?

A Airbus não tem uma condição melhor de negociar com os clientes, dado que pode oferecer diferentes produtos para uma única companhia?
Haverá momentos em que eles terão vantagens nas negociações. Haverá também momentos em que nós sairemos melhor. Existem muitos jatos da Embraer no mercado hoje. Então, há muitos benefícios para as companhias trocarem seus modelos para os da família E2 e, realmente, depende do que as empresas estão precisando.

14 julho, 2022

No FIA 2022, Embraer apresentará soluções mundiais para aviação comercial, defesa e UAM


*LRCA Defense Consulting - 14/07/2022

A Embraer retorna ao Farnborough International Airshow (FIA) este ano, de 18 a 22 de julho, para apresentar suas soluções para aviação comercial, defesa, sustentabilidade e tecnologia no chalé C105/C106 e na área de produtos E037.

“Estamos entusiasmados por estar de volta ao Farnborough International Airshow e receber nossos clientes para conhecer de perto as aeronaves comerciais e militares da Embraer, bem como a cabine de passageiros do eVTOL da Eve que será exibida pela primeira vez”, disse Francisco Gomes Neto, Presidente e CEO da Embraer. “As duas aeronaves E2, o KC-390 e o A-29 irão voar na feira com uma mistura de 39,06% de combustível de aviação sustentável, em linha com nosso compromisso com um futuro mais sustentável e nossas metas de energias renováveis.”

As atividades da Embraer no FIA 2022 incluem:

· Apresentação da cabine de passageiros do eVTOL da Eve (domingo, 10h na área de produtos da Embraer – E037)

· Projetos conceituais de aeronaves - de novas fontes de propulsão ao design relacionados à sustentabilidade

· Visitas de aeronaves para a imprensa/fotógrafos: aeronaves E195-E2, E190-E2, KC-390 e A-29 (segunda e terça-feira, às 15h; e quarta e quinta-feira, às 10h e às 15h na área de produtos da Embraer – E037)

· Demonstração em voo do E190-E2 “Tech Shark”

· Coletiva de imprensa: atualização da colaboração Embraer Defesa & Segurança e BAE Systems (terça-feira, 11h15 na área de produtos da Embraer – E037)

· Coletiva de imprensa: vendas e perspectivas do mercado de Aviação Comercial (terça-feira, às 13h, na área de produtos da Embraer – E037)

Aviação Comercial da Embraer

A linha de E-Jets E2 da Embraer, incluindo o E190-E2 e o E195-E2, é composta pelas aeronaves de corredor único com maior eficiência de combustível. Oferecem os menores custos operacionais, maiores rendimentos para as companhias aéreas, mais conforto para os passageiros e espaço para suas bagagens, além de menor nível de ruído e menor impacto no meio ambiente. Todos os voos em Farnborough acontecerão com uma mistura de 39,06% de combustível de aviação sustentável (SAF).

Em junho, o E195-E2 equipado com motor Pratt & Whitney GTF foi testado com sucesso, utilizando 100% SAF, comprovando que a família E-Jets E2 pode voar com ambos os motores com misturas de até 100% SAF, sem comprometer a segurança ou desempenho. Atualmente, o E2 emite 25% menos emissões de CO2 em comparação com as aeronaves da geração anterior, sendo que esta redução pode ser aumentada para 85% com uso de SAF.

Embraer Defesa & Segurança
Os produtos e soluções da Embraer Defesa & Segurança estão presentes em mais de 60 países e incluem a aeronave de transporte militar multimissão C-390 Millennium e a aeronave de ataque leve e treinamento avançado A-29 Super Tucano, que estarão em exibição na FIA.

A aeronave C-390 foi entregue pela primeira vez à Força Aérea Brasileira em 2019 e comprovou sua capacidade, confiabilidade e excelente desempenho em missões domésticas e internacionais, bem como sua capacidade de responder rapidamente a emergências ou situações humanitárias. A aeronave já foi adquirida por Portugal e Hungria. Em 16 de junho, o Ministério da Defesa da Holanda anunciou a seleção de uma frota de C-390 Millennium para atualização de seus atuais C-130 Hercules.

Em relação à aeronave A-29 Super Tucano, a frota mundial alcançou 500 mil horas de voo no início deste ano. Com mais de 260 unidades entregues, a aeronave já foi selecionada por mais de 15 forças aéreas em todo o mundo.

Sobre a Eve
A Eve se dedica a acelerar o ecossistema de Mobilidade Aérea Urbana (UAM). Beneficiando-se de uma mentalidade de start-up, apoiada por mais de 50 anos de experiência aeroespacial da Embraer S.A. e com um foco singular, a Eve está adotando uma abordagem holística para o progresso do ecossistema UAM, com um projeto avançado de eVTOL, uma rede global abrangente de serviços e suporte, e uma solução exclusiva de gerenciamento de tráfego aéreo. Desde 10 de maio de 2022, a Eve está listada na Bolsa de Valores de Nova York, onde suas ações ordinárias e bônus públicos são negociados sob os códigos “EVEX” e “EVEXW”.

Sustentabilidade na Embraer

Há mais de 20 anos, a Embraer desenvolve iniciativas a fim de tornar as aeronaves mais limpas e silenciosas para contribuir com a meta da indústria da aviação de atingir zero emissões até 2050. A Embraer pretende ser neutra em carbono até 2040 e alcançar um crescimento neutro em carbono a partir de 2022. A empresa planeja implementar 25% de combustível de aviação sustentável (SAF) em suas operações até 2040 e utilizar 100% de fontes de energia renovável até 2030.

A empresa tem um histórico reconhecido de inovação em combustíveis sustentáveis, que inclui a primeira aeronave movida a etanol certificada no setor em 2004. Trabalhando em estreita colaboração com seus clientes e parceiros, a empresa vem aprimorando continuamente a eficiência e o desempenho de seus atuais e futuros produtos. A família de jatos E2, por exemplo, tem como meta ser compatível com 100% SAF antes de 2030.

27 janeiro, 2022

Negócio de Aviação Comercial é reintegrado à Embraer

Proposta de reestatização da Embraer começa a tramitar no Senado — Senado  Notícias


*LRCA Defense Consulting - 27/01/2022

A Embraer concluiu com sucesso a reintegração dos principais sistemas de tecnologia da informação e processos do negócio da aviação comercial. As atividades desenvolvidas ao longo do mês de janeiro ocorreram sem prejuízo de continuidade das operações essenciais da companhia.

A reorganização decorrente deste processo foi iniciada em maio de 2020 e, desde então, tem sido um dos principais focos da Embraer, como parte da revisão do plano estratégico e da execução de iniciativas para o aproveitamento das competências e recuperação de sinergias, garantindo benefícios operacionais e eliminando ineficiências fiscais como uma gestão integrada, menos complexa e mais ágil pode oferecer. Com a conclusão e restabelecimento do ritmo normal da empresa, a aviação comercial volta a estar diretamente ligada à estrutura da Embraer.

“Acreditamos que 2022 será um ano de crescimento e estamos bem preparados para aproveitar todo o potencial da companhia. Desta forma, o sucesso da reintegração do negócio da aviação comercial é mais um passo importante no processo de execução do nosso planejamento estratégico e deverá resultar em melhorias operacionais significativas e melhor rentabilidade”, disse Antonio Carlos Garcia, Vice-Presidente Executivo Financeiro e Relações com Investidores. “Toda a equipe da Embraer está de parabéns pelo trabalho de excelência realizado e concluído em tempo menor do que o planejado”.

16 agosto, 2021

Embraer entrega 81% a mais de aviões em 2021 do que em 2020

Embraer (Divulgação)


*O Vale - 15/08/2021

Depois de entregar apenas 31 aviões no primeiro semestre de 2020, em decorrência da crise econômica provocada pelo novo coronavírus, a Embraer voltou a registrar números mais positivos e entregou 56 aviões em igual período de 2021.

A retomada foi impulsionada principalmente pela aviação comercial, que saiu de nove aviões entregues de janeiro a junho de 2020 para 23 em igual período deste ano, aumento de 156%.

Apenas no segundo trimestre de 2021, a fabricante entregou 14 aeronaves comerciais contra quatro no ano passado, crescimento de 250%.

Um dos principais motivos para o reaquecimento das entregas é que a Embraer, segundo a própria companhia, não teve pedidos cancelados por causa da pandemia, apenas encomendas adiadas.

“Nossos resultados são fortes e mostram que a nossa estratégia foi bem executada. Estamos passando por um bom momento”, disse Francisco Gomes Neto, presidente e CEO da Embraer. “Na aviação comercial, anunciamos novos pedidos recentemente. Esses pedidos e outras atividades mostram o contínuo interesse em nossos jatos comerciais”.

Histórico
O aumento das entregas de aviões em 2021 permite à Embraer voltar aos níveis de antes da pandemia, quando entregou 73 aeronaves no primeiro semestre de 2019 e 2018 e 92 em 2017, com 96 em 2016.

A pandemia derrubou tanto o mercado da aviação que a fabricante encerrou 2020 com 130 aeronaves entregues, o pior resultado desde 2006, quando entregou 125 aviões.

Mas há muito caminho a se percorrer para a companhia retomar o volume de entregas que conseguiu em 2010 e 2009, quando entregou 244 e 237 aeronaves, respectivamente, recordes da série histórica.

“Temos confiança na nossa estratégia e nos motiva a acelerar a melhora de desempenho e o nosso plano estratégico a longo prazo”, disse Gomes Neto.

Para o presidente da Embraer, a empresa está a caminho de atingir todo seu potencial produtivo nos próximos anos.

“2021 é ano de recuperação e, a partir de 2022, pretendemos captar o desempenho pleno da Embrar. Temos capacidade de dobrar o tamanho da Embraer nos próximos anos. Estamos mostrando resultados positivos do trabalho duro que nossa equipe de funcionários fez nos últimos tempos.”

13 abril, 2021

Conselho da Embraer vai contar este ano com dois membros estrangeiros



*LRCA Defense Consulting - 13/04/2021

Em linha com a nova estratégia da empresa para o período 2021-2025, de crescer via parcerias globais, projetos de inovação e diversificação de negócios, o Conselho da Embraer vai contar este ano com dois membros estrangeiros, com reconhecida experiência em Aviação Comercial, no Comitê de Estratégia.

“O setor de aviação está em plena transformação frente aos desafios da pandemia, da chegada de novos entrantes e do desenvolvimento de tecnologias inovadoras e sustentáveis. A Embraer também passa por um processo acelerado de evolução e entende que a incorporação agora de membros globais em Comitês do Conselho, e para o mandato seguinte no próprio Conselho, visa ao fortalecimento da Administração no que diz respeito a reforçar a visão global e preparar a companhia para o futuro”, afirma o presidente do Conselho de Administração da Embraer, Alexandre Silva.

O Conselho de Administração é composto por 11 membros efetivos, sendo oito independentes. O Governo Brasileiro, detentor da Golden Share, nomeia um conselheiro e os colaboradores indicam outros dois conselheiros. O Conselho de Administração conta atualmente com o suporte de três comitês de assessoramento: o Comitê de Auditoria, Riscos e Ética (CARE), o Comitê de Pessoas e ESG (CPESG) e o Comitê de Estratégia e Inovação (CESTI).

*Com informações da Embraer

12 abril, 2021

Índia deverá se tornar o segundo maior mercado da aviação comercial


*Aero Magazine, por Marcel Cardoso - 12/04/2021

A Índia deverá necessitar de 2.230 aeronaves nos próximos vinte anos, quadriplicando sua frota atual. O estudo faz parte de um relatório de perspectiva de mercado comercial (CMO) divulgado pela Boeing.

O crescimento do mercado de aviação indiano tem sido constante nas últimas décadas, podendo se tornar o segundo maior do mundo, atrás da China. Se destaca o fato de 79% dos aviões serem para ampliação da frota e apenas 21% destinado a renovação de modelos em serviço.

Do total de aeronaves estimadas para a Índia, 1.960 são aviões de um corredores e 260 de dois corredores, além de um considerável número de modelos regionais.

O documento também cita que entre as aeronaves de fuselagem estreita, o Airbus A320 e o 737 MAX continuarão sendo os favoritos das companhias aéreas indianas, ainda que exista a previsão de no curto prazo estarem disponíveis o russo MS-21 (MC-21, na sigla no alfabeto cirílico) e o chinês C919.

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Atualmente, a Airbus domina o mercado indiano entre as aeronaves média, presente em seis companhias aéreas locais. Já o segmento de aeronaves de grande porte, a Boeing lidera, com 39 aeronaves das famílias 747, 777 e 787. Segundo a fabricante norte-americano, a Índia irá retomar com rapidez a sua trajetória de crescimento no setor, apesar de 2020 ter fechado com uma forte queda no tráfego, relacionado a crise sanitária global.

Entre os países do chamado BRICS, a Índia desponta ao lado da China como líderes do bloco, mantendo destaque de forma isolada da Rússia, Brasil e África do Sul.

24 setembro, 2020

Embraer Aviação Comercial nomeia novo Vice-Presidente de Contratos e Gestão de Ativos

 


*LRCA Defense Consulting - 24/09/2020

O executivo Marcelo Santiago foi nomeado para liderar a equipe de Contratos e Gestão de Ativos da unidade de negócios da Aviação Comercial da Embraer a partir de 1º de outubro. Nessa importante função, ele se reportará diretamente a Arjan Meijer, Presidente e CEO da Embraer Aviação Comercial.

Marcelo ingressou na Embraer no programa E-Jet em 2001 e, há sete anos, atua como Diretor Executivo de Financiamento de Vendas e Gestão de Risco de Crédito, supervisionando as necessidades de todas as unidades de negócios da Embraer. Sua experiência abrange finanças estruturadas e de aviação, vendas, leasing, financiamento de dívidas, mercado de capitais, gestão de risco, análise de crédito, securitização, financiamento de exportação e comércio. É mestre em Engenharia de Produção, com especialização em Engenharia Financeira e Project Finance, e Bacharel em Administração de Empresas, ambos pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

“Esta é uma grande atribuição para um grande profissional como Marcelo e estou extremamente satisfeito em vê-lo se juntar à minha equipe de liderança. Ele tem grande paixão e energia pelo negócio e, adicionalmente, agregará valioso conhecimento e experiência de sua função anterior em financiamento de vendas. Uma mudança merecida e estou confiante de que se sairá muito bem nesta função.”, disse Arjan Meijer, Presidente e CEO da Embraer Aviação Comercial.

Marcelo assume o cargo em substituição a Simon Newitt, que decidiu deixar a empresa após 20 anos de valiosa contribuição. Simon indicou que gostaria de buscar novas oportunidades.

“Gostaria de agradecer a Simon por seus muitos anos de excelente serviço à empresa em uma série de funções diversas. Sua contribuição tem sido significativa, ele tem sido um grande colega e desejamos a Simon o melhor em seus empreendimentos futuros”, acrescentou Arjan Meijer.

A Embraer é a fabricante líder mundial de aeronaves comerciais de até 150 assentos, com mais de 100 clientes em todo o mundo. Somente para o programa de E-Jets, a Embraer registrou mais de 1.800 pedidos e 1.600 aeronaves já foram entregues. Hoje, os E-Jets estão voando na frota de mais de 80 clientes em cerca de 50 países. A versátil família de 70 a 150 assentos está voando em companhias aéreas de baixo custo, bem como em companhias aéreas regionais e principais.

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