*LRCA Defense Consulting - 07/11/2023
A Eve, companhia aberta controlada pela Embraer, é uma empresa pré-operacional dedicada ao desenvolvimento de uma aeronave eVTOL (decolagem e pouso elétrico vertical) e ao ecossistema de Mobilidade Aérea Urbana (UAM) que inclui o desenvolvimento de aeronaves, sistemas e serviços de gerenciamento de tráfego aéreo e soluções de suporte.
Em consequência, a Eve ainda não está gerando receita e não espera receitas significativas durante a fase de desenvolvimento de suas aeronaves. Os resultados financeiros deverão estar principalmente relacionados aos custos associados ao desenvolvimento do programa.
No 3T23, a Eve relatou um prejuízo líquido de US$ 31,2 milhões, contra US$ 36,7 milhões no 3T22. Deixando de lado despesas não recorrentes relacionadas a warrants relacionadas aos investimentos da Eve no PIPE e à fusão com a Zanite (transação SPAC) de US$ 17,4 milhões incorridas no 3T22, o prejuízo líquido foi então de US$ 19,3 milhões.
As maiores perdas líquidas recorrentes no 3T23 em comparação com o mesmo período de 2022 foram impulsionadas principalmente por maiores despesas com Pesquisa e Desenvolvimento (P&D), que são custos e atividades necessárias para avançar no desenho do eVTOL, incluindo o Master Service Agreement (MSA) com a Embraer, bem como maiores despesas recorrentes com vendas, gerais e administrativas (SG&A). Maiores despesas com P&D e SG&A recorrentes durante o trimestre foram parcialmente compensadas por receitas de investimentos financeiros e ganhos cambiais de US$ 4,4 milhões no 3T23 versus um ganho de US$ 2,0 milhões no 3T22, devido ao ambiente atual de taxas de juros mais altas, traduzindo-se em aumento de receitas de juros sobre Posição de Caixa da Eve em 2023 em comparação com 2022.
As despesas com P&D foram de US$ 28,6 milhões no 3T23, dobrando os US$ 14,3 milhões no 3T22. Nossos custos de P&D são impulsionados principalmente pela MSA com a Embraer, que realiza diversas atividades de desenvolvimento para a Eve. Esses esforços continuam a se intensificar à medida que o design do eVTOL da Eve amadurece, incluindo design interno, engenharia e desenvolvimento de programas e infraestrutura de testes.
As despesas SG&A no 3T22 foram de US$ 6,8 milhões e incluíram despesas não recorrentes, como seguros de diretores e executivos, despesas relacionadas à emissão de warrants, bem como pagamentos de consultoria jurídica e de auditoria de terceiros. Ao excluir essas despesas únicas de US$ 1,9 milhão, as despesas SG&A aumentaram de US$ 4,9 milhões no 3T22 para US$ 5,0 milhões no 3T23. Isto se deve principalmente ao maior número de funcionários diretos na Eve, que desempenham funções corporativas e administrativas críticas, como estratégia, vendas, jurídico, cadeia de suprimentos e atividades financeiras. Por último, as despesas trabalhistas com P&D e SG&A também foram impactadas positivamente pela valorização de cerca de 8% do real brasileiro em relação ao dólar norte-americano, uma vez que a maior parte de seus custos é incorrida no Brasil.
As despesas de P&D nos 9M23 atingiram US$ 72,0 milhões, contra US$ 33,8 milhões nos 9M22, enquanto as despesas gerais e administrativas aumentaram de US$ 12,4 milhões nos 9M22 (excluindo US$ 11,5 milhões em despesas não recorrentes e relacionadas a transações) para US$ 17,8 milhões nos 9M23. Tal como os números trimestrais, os custos e despesas acumulados mais elevados são impulsionados por maiores atividades de I&D necessárias para progredir no desenho do eVTOL, incluindo o MSA, e por um aumento nas despesas SG&A.
Incluindo o pessoal contratado através do MSA com a Embraer e suas subsidiárias, a Eve emprega aproximadamente 760 profissionais equivalentes em tempo integral no desenvolvimento de seu eVTOL e outros elementos do ecossistema UAM, como Soluções de Serviços e Operações e Gestão de Tráfego Aéreo Urbano, contra aproximadamente 460 em 3T22.
O consumo total de caixa da Eve no 3T23 foi de US$ 22,4 milhões, contra US$ 17,3 milhões no 3T22. Nos nove meses até setembro de 2023, o consumo de caixa foi de US$ 70,2 milhões, contra US$ 39,1 milhões nos 9M22. P&D associado ao desenvolvimento de aeronaves da Eve e despesas SG&A mencionadas acima foram os principais contribuintes para o maior consumo de caixa durante o trimestre.
Ao final do 3T23, o caixa, equivalentes de caixa, aplicações financeiras e empréstimos com partes relacionadas da Eve com a Embraer totalizavam US$ 256,4 milhões. Isto representa uma queda de apenas US$ 12,7 milhões no trimestre, refletindo a retirada da primeira parcela das duas linhas de crédito do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) que foram aprovadas em dezembro de 2022.
A Eve recebeu R$ 57,0 milhões (US$ 11,7 milhões, usando a taxa de câmbio de 30 de setembro de 2023) do total de recursos disponíveis de R$ 490,0 milhões (US$ 97,9 milhões) do BNDES. Ambas as linhas oferecem termos e condições atraentes que estão alinhados com o estágio inicial de desenvolvimento da Eve, com vencimento de longo prazo e período de carência de amortização e apoiarão a Eve à medida que ela continua avançando em seu programa eVTOL.
Com isso, a liquidez total da Eve no 3T23 – incluindo as parcelas ainda não utilizadas das linhas de crédito do BNDES está agora em US$ 342,5 milhões. Esperamos continuar a recorrer a estas facilidades até ao final de 2024, o que ajudará a Eve a gerir melhor a posição de caixa e a otimizar a nossa estrutura de capital, bem como a aplicação de capital para o desenvolvimento do nosso programa eVTOL.
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07 novembro, 2023
Eve divulga resultados do terceiro trimestre de 2023
24 setembro, 2022
Embraer prepara seus dois maiores saltos na área de Defesa
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| Aeronave Embraer KC-390 e UAV XMobots Nauru 1000C |
*LRCA Defense Consulting - 24/09/2022 (atualizada em 25/09, às 09h40)
Com o sucesso que sua aeronave militar multitarefa C-390 Millennium está obtendo no mundo, com vendas para Portugal, Hungria e Holanda, além do interesse de diversos países, a gigante brasileira Embraer está se preparando para dar o seu maior salto na área de Defesa e Segurança.
No dia 19, a empresa anunciou que, em parceria com a americana L3Harris, será desenvolvido um “Agile Tanker” (solução de tanque aerotransportado que é otimizada para Agile Combat Employment e Joint All-Domain Command and Control) baseado no KC-390, uma opção de reabastecimento aéreo tático ágil para atender às
diretrizes operacionais da Força Aérea dos Estados Unidos (USAF) e aos
requisitos da Força Conjunta, especialmente para ambientes sob disputa.
O KC-390 Millennium é veloz, versátil e pode ser rapidamente
reconfigurado para executar uma série de missões com alto índice de
confiabilidade. Ao combinar a experiência da L3Harris em integrar
sistemas de missão com a avançada plataforma Embraer KC-390 Millennium,
ambas as empresas estão preparadas para fornecer a próxima geração de
aeronaves de reabastecimento ao Departamento de Defesa dos EUA e à USAF, bem como às forças aéreas de países aliados.
Para atender aos requisitos da legislação dos Estados Unidos (“Buy
American Act”), as duas empresas estão estudando a produção do programa “Agile
Tanker” com montagem final nos Estados Unidos, seguida de modernização e
preparação para a missão no centro de modificação da L3Harris em Waco,
no Texas.
Assim, com essa associação, o objetivo explícito da Embraer fica bastante claro, sendo - nada mais, nada menos - do que disputar o maior mercado militar do mundo para esse tipo de aeronave: o dos Estados Unidos e de seus aliados.
Drones de reconhecimento, observação e combate
Os recentes conflitos bélicos no Oriente Médio, no Azerbaijão/Armênia e, principalmente, na invasão russa à Ucrânia, estão mudando radicalmente a doutrina militar no que se refere à utilização de drones (RPAS, ARP, VANT, UAV) para missões de reconhecimento, observação e combate, bem como às contramedidas para lhes fazer frente.
Em 2013, a Embraer anunciou a assinatura de uma joint venture com a Avibras para a produção de drones. Por ele, a Avibras entraria no capital social da Harpia Sistemas, uma empresa criada pela Embraer em 2011 em conjunto com a AEL Sistemas (uma subsidiária da israelense Elbit Systems, na qual tem uma participação de 25%), com o objetivo de desenvolver aeronaves não tripuladas no Brasil.
No entanto, em 2016, a Embraer decidiu encerrar as atividades dessa joint venture, afirmando que a decisão ocorreu tendo em vista o cenário de restrição orçamentária da época no Brasil e que a parceria foi dissolvida amigavelmente, ressalvando que “Devido ao fator estratégico do projeto para concepção de um SARP nacional, as empresas continuarão a desenvolver as tecnologias para atendimento futuro das demandas das Forças Armadas brasileiras e do mercado civil em um novo formato, podendo inclusive atuar em conjunto no futuro”.
Em 2020, a Embraer lançou a Eve Urban Air Mobility Solutions, Inc. (hoje Eve Holding) como uma empresa nova e independente dedicada a desenvolver o ecossistema da Mobilidade Aérea Urbana. O estrondoso sucesso da empresa após seu lançamento fez também com que a Embraer firmasse um Memorando de Entendimento (MoU) com a poderosa BAE Systems visando criar uma joint venture que reunirá as reconhecidas competências de ambas para o potencial desenvolvimento de uma variante de defesa, que terá a Eve como fornecedora da plataforma.
Além da BAE Systems, a Embraer e a Eve estão associadas a diversos e importantes grupos ligados às indústrias de defesa e de aviação, como o Thales Group, um líder global em soluções tecnológicas, serviços e produtos nas áreas de defesa, aeronáutica, aeroespacial, transporte, identidade digital e mercados de segurança.
A expertise adquirida pela Embraer desde então fez com com que a empresa se voltasse novamente para o mercado de drones militares, visando uma solução mais leve e totalmente nacional, haja vista que o drone da Harpia Sistemas era um similar melhorado do Hermes 450, UAV israelense da Elbit Systems operado pela FAB desde 2011.
Assim, no dia 20 deste mês, a Embraer anunciou a assinatura de acordo de investimento para
participação minoritária na XMobots, empresa localizada em São Carlos (SP), classificada como a maior companhia de drones da
América Latina e fabricante do Nauru 1000C, o RPAS CAT 2 (Remotely Piloted Aircraft System) selecionado pelo Exército Brasileiro para missões ISTAR
(Inteligência, Vigilância, Aquisição de Alvos e Reconhecimento), pesando
150kg.
O negócio tem, como objetivos, acelerar o futuro do mercado de drones autônomos de médio e grande porte, explorar conjuntamente novos nichos de mercado e ampliar a rede de colaboração em pesquisa de novas tecnologias que tenham sinergias com as áreas de desenvolvimento tecnológico, unidades de negócio e inovação da Embraer, bem como da Embraer-X.
Iniciativas estratégicas
No entender desta Consultoria, as duas iniciativas estratégicas da Embraer visam reposicioná-la para um lugar de destaque no cenário mundial de aeronaves de Defesa, conquistando também uma fatia dos cobiçados mercados militares de aeronaves de reabastecimento e de drones de reconhecimento, observação e combate.
Caso tenha sucesso, a gigante brasileira de aviação poderá experimentar o seu maior salto na área de Defesa desde sua criação em 1969.
Expertise tecnológica e parceiros de peso não lhe faltam...
08 setembro, 2022
United assina contrato de compra para até 400 aeronaves eVTOLs da Eve
*LRCA Defense Consulting - 08/09/2022
A United anunciou hoje um investimento de US$ 15 milhões na Eve Air Mobility e um acordo de compra condicional para 200 aeronaves elétricas de quatro lugares e mais 200 opções, com as primeiras entregas previstas já em 2026. O acordo marca outro investimento significativo da United em táxis aéreos – ou eVTOLs (veículo elétrico de decolagem e pouso vertical), que tem o potencial de revolucionar a experiência do viajante em cidades ao redor do mundo. Pelos termos do acordo, as empresas pretendem trabalhar em projetos futuros, incluindo estudos sobre o desenvolvimento, uso e aplicação das aeronaves da Eve e do ecossistema de mobilidade aérea urbana (UAM).
“A United realiza investimentos iniciais em várias tecnologias de ponta em todos os níveis da cadeia de suprimentos, fortalecendo nossa posição de liderança em sustentabilidade e inovação na aviação”, explica Michael Leskinen, presidente da United Airlines Ventures. “Hoje, a United faz história novamente ao se tornar a primeira grande companhia aérea a investir publicamente em duas empresas de eVTOLs. Nosso acordo com a Eve mostra nossa confiança no mercado de mobilidade aérea urbana e serve como referência em direção à nossa meta de zerar as emissões de carbono até 2050 – sem o uso de compensações tradicionais. Juntas, acreditamos que nosso conjunto de tecnologias de energia limpa revolucionará as viagens aéreas como as conhecemos e servirá como catalisador para a indústria da aviação se movimentar em direção a um futuro sustentável”.
“O investimento da United na Eve reforça a confiança em nossos produtos e serviços e fortalece nossa posição no mercado norte-americano”, complementa André Stein, co-CEO da Eve. “Estou confiante que nossas soluções agnósticas de mobilidade aérea urbana, em combinação com o conhecimento global do mercado desenvolvido pela Eve e a herança da Embraer, são as mais adequadas para esta iniciativa, proporcionando aos clientes da United uma maneira rápida, econômica e sustentável para acessar os hubs aéreos da companhia e se deslocar em ambientes urbanos densos. Trabalhar com a United é uma oportunidade inigualável para avançarmos com o ecossistema de UAM nos EUA e estamos empolgados”.
A United foi a primeira grande companhia aérea dos Estados Unidos a criar um fundo de capital de risco, o United Airlines Ventures (UAV), projetado para apoiar o compromisso 100% verde da companhia de atingir zero emissões líquidas até 2050, sem o uso de compensações tradicionais. Por meio da UAV, a United tem liderado no setor os investimentos em eVTOLs e aeronaves elétricas, motores com célula de combustão a hidrogênio e combustível de aviação sustentável. No mês passado, a United fez um depósito de US$ 10 milhões a uma companhia californiana de eVTOLs para 100 aeronaves.
O investimento da United na Eve foi impulsionado em parte pela confiança nas oportunidades potenciais de crescimento no mercado de mobilidade aérea urbana e pelo relacionamento único da Eve com a Embraer, uma fabricante de aeronaves confiável, cujo histórico na produção e certificação de aeronaves é comprovado pelos seus 53 anos de história. Tal relacionamento inclui acesso aos centros de serviços, depósitos de peças e técnicos de serviço em campo da Embraer, o que abre caminho para uma operação confiável. Após a entrada em serviço, a United poderá ter toda a sua frota eVTOLs atendida pelos serviços agnósticos e operações de suporte da Eve.
Além disso, a United se juntou ao consórcio liderado pela Eve em Chicago, que simulará operações de UAM a partir de 12 de setembro.
Em vez de motores a combustão tradicional, o eVTOL é projetado para usar motores elétricos, proporcionando voos sem emissão de carbono, e será utilizado como 'táxi aéreo' em mercados urbanos. O design da Eve possui uma asa fixa convencional, rotores e propulsores, um design prático e intuitivo de decolagem vertical e voo de cruzeiro que favorece a segurança, eficiência, confiabilidade e certificabilidade. Com alcance de 60 milhas (100 quilômetros), a aeronave tem potencial não somente para oferecer uma viagem sustentável, mas também para reduzir o nível de ruído em 90%, quando comparado a uma aeronave convencional. A Eve também está criando uma solução de gerenciamento de tráfego aéreo, projetada para desenvolver com segurança o setor de UAM. O software tem o mesmo nível de segurança do software de gerenciamento de tráfego aéreo da Embraer, que deve ser um ativo estratégico para ajudar o setor a crescer.
28 agosto, 2022
Bem mais barato do que voar de helicóptero: entenda por que em breve você vai embarcar num carro voador da Eve, spin-off da Embraer
Se você pensa que carro voador ainda é coisa de ficção científica e desenho animado futurista, é melhor pensar de novo. Estudiosos e fabricantes especializados no assunto já preveem que esse tipo de meio de transporte deve tomar os céus ainda nesta década.
A Europa, aliás, acaba de aprovar uma regulamentação específica para o funcionamento desses veículos aéreos, questão que já vem sendo discutida inclusive aqui no Brasil.
Em julho, a Eve Air Mobility — empresa subsidiária da Embraer, criada para desenvolver novos modelos de aeronaves de mobilidade aérea urbana — revelou no evento Farnborough Airshow, na Inglaterra, um mock-up apresentando pela primeira vez o design interno da cabine de seu veículo elétrico de pouso e decolagem vertical, o eVTOL.
Com a meta de trazer um veículo aéreo muito mais acessível às grandes cidades brasileiras, com passagens custando a partir de 99 reais, a Eve pretende iniciar sua operação oficialmente já em 2026 e ter pelo menos mil aeronaves voando pelo Brasil até 2035.
No momento, já são dois mil veículos encomendados, 150 deles para o uso no mercado de defesa e segurança (mas sem armamentos), numa parceria entre a Embraer e a britânica BAE Systems.
Na Embraer desde 2006, Flavia Ciaccia, hoje vice-presidente de Experiência do Usuário e Inteligência de Mercado da Eve, embarcou no projeto desde o primeiro momento, “quando éramos menos de seis pessoas na sala”, lembra.
“Um dos desafios mais relevantes é o da aceitação da comunidade”, diz Flavia. “Não adianta nada ter um veículo seguro e com preço acessível sem pessoas interessadas em voar ou comunidades dispostas a recebê-lo.”
Em entrevista ao Draft, Flavia Ciaccia fala sobre os desafios de mercado, design e tecnologia desse setor, e como vislumbra o futuro da mobilidade aérea no Brasil.
Você tem uma carreira de 14 anos na Embraer, antes de virar vice-presidente de Experiência do Usuário da Eve. Como essa trajetória ajudou a te qualificar para os desafios do cargo atual?
Estou na família Embraer desde 2006. Entrei no Programa de Especialização em Engenharia, que a Embraer tem até hoje, para recém-formados da área. São 18 meses de curso e, nesse tempo, passamos por várias aulas com especialistas da Embraer e professores do ITA [Instituto Tecnológico de Aeronáutica] para ter um aculturamento aeronáutico. A primeira fase é geral, depois somos divididos por carreiras.
No final, fui trabalhar na área de design e estúdio, com ergonomia de produto. Foi um casamento muito bacana da minha experiência na faculdade de engenharia mecatrônica com esse olhar humano do desenvolvimento centrado em pessoas.
Trabalhei com isso por alguns anos, até que fui convidada para participar de um projeto de pesquisa com outras universidades, quando comecei a trabalhar com desenvolvimento tecnológico e inovação.
Aí aprendi sobre experiência do usuário e a importância de conhecer o antes e o depois da jornada, não pensando só no voo, mas em tudo que influencia a viagem: a preparação, compra da passagem, o aeroporto, a chegada ao destino. Tudo isso influencia a percepção de conforto e satisfação
Também fizemos projetos com foco em acessibilidade, pessoas com deficiência ou mobilidade
reduzida, para entender como a gente poderia minimizar as dores e constrangimentos desse público. Isso abriu meu leque de possibilidades.
Durante os oito anos em que trabalhei na área, ganhei uma noção de como tratar a inovação dentro de uma empresa e atuar com diferentes stakeholders, universidades, institutos de pesquisa e empresas parceiras.
Orquestrar todos esses players foi muito importante para a minha carreira. Por puxar várias frentes relacionadas à inovação, experiência do usuário e desenvolvimento centrado nas pessoas – fui ficando conhecida por isso.
Quando esse modelo do eVTOL entrou no radar da companhia? Você participou desses bastidores desde o início?
Quando o projeto Sky – que era o nome antes de virar Eve – ia começar, fui chamada. Trabalhei num grupo muito seleto que deu início a esse projeto. Claro que teve um anteprojeto na inteligência de mercado da Embraer, antes de virar uma ideia mais concreta.
Quando se estabeleceu o foco, participei desde o kick-off [do projeto], éramos menos de seis pessoas na sala… Diziam que, um dia, a gente iria virar uma empresa separada da Embraer e construir tudo isso juntos… Cinco anos depois, fomos para a Bolsa de Nova York
Hoje, somos uma empresa listada e independente. Foi muito gratificante fazer parte de tudo isso.
Por que transformar a Eve em um spin-off, em vez de mantê-la como um braço da Embraer?
A Eve foi lançada como uma empresa nova e independente em outubro de 2020, dedicada a desenvolver o ecossistema de mobilidade aérea urbana, depois de ser incubada por quase quatro anos dentro da EmbraerX, a aceleradora de mercado da Embraer.
Nesse modelo, a empresa se beneficia de uma maior velocidade e agilidade, permitindo que a inovação e execução de projetos aconteçam num ritmo acelerado para aproveitar as oportunidades globais do mercado.
Em que grau as duas companhias permanecem conectadas?
A Embraer tem mais de 80% do capital da Eve, que conta com um suporte abrangente da Embraer, da engenharia à certificação, e sustentação e suporte de produtos numa base global.
A parceria estratégica das empresas é uma vantagem competitiva fundamental para o negócio, que inclui uma licença isenta de royalties para os mais de 50 anos de experiência de propriedade intelectual da Embraer e acesso a milhares de engenheiros qualificados
Esse alinhamento estratégico oferece importantes vantagens de custo e execução, pois a Eve busca a certificação e entrada em serviço de seu eVTOL, além de escalar sua solução para a mobilidade aérea urbana de forma global.
Qual a importância dos anúncios que a Eve fez no Farnborough Airshow?
O principal foi o nosso mock-up de interiores. Todo trabalho que a gente vem desenvolvendo ao longo dos últimos cinco anos é pautado em conversas com a comunidade, os potenciais usuários e operadores. Então, temos dado voz a todos os stakeholders para garantir que estamos entregando uma solução de valor.
Acreditamos num serviço mais acessível, sustentável e seguro. Se você olhar para nossas escolhas de materiais, de design interior, tudo ali tem motivo para existir. Não queríamos que o eVTOL parecesse um veículo para pessoas VIP, o que acontece hoje com os helicópteros
A gente não consegue ter a escala que espera com helicópteros porque o custo de operação [do helicóptero] é muito alto, além de ser um veículo muito ruidoso — algumas regiões não toleram esse tipo de operação —, e ainda tem a questão de segurança.
O interior do eVTOL traz o conceito de um veículo que é para todos. Usamos materiais sustentáveis, como cortiça para isolamento térmico e acústico e piso 98% feito de borracha reciclada. São elementos que traduzem nossa visão.
Fizemos um trabalho com os operadores para capturar o que funciona. Tem vários fatores, desde o deslocamento entre dois pontos da cidade, como do aeroporto ao centro, até voos de turismo.
No evento, também anunciamos a venda de 150 unidades de eVTOL para a Embraer no uso em sistemas de vigilância e defesa – algo que a empresa deve explorar, mas sem armamentos. Nosso veículo não é o mais adequado para isso, e nem é nosso interesse.
O que significa na prática um design centrado no ser humano?
Quando a gente fala nisso, não estamos pensando só no usuário final, mas em todo o ecossistema que existe em torno desse novo veículo: operadores, controladores de tráfego aéreo e funcionários, as partes que vão possibilitar que essa jornada não tenha atritos. Todas as camadas de backstage têm que estar muito bem alinhadas.
Valorizamos bastante a acessibilidade, então pensamos em soluções que facilitem a entrada e saída de pessoas. Na configuração do mock-up, fica uma pessoa de frente para a outra – isso permite que a entrada da cabine seja maior, facilitando o acesso daqueles com dificuldade de mobilidade. O assento tem uma pequena plataforma que ajuda no embarque e desembarque.
Temos essa mentalidade de teste, prototipação e cocriação não só no veículo, mas em outros elementos. No final de 2021, fizemos o Rio Experience. Foi uma simulação, um grande protótipo de operação. Como nossos veículos ainda não podem voar oficialmente, usamos um helicóptero. Foi uma ação envolvendo 14 empresas, desde [setor de] energia até infraestrutura, simulando uma rota da Barra da Tijuca ao Aeroporto do Galeão.
Essa rota não existia antes, então tivemos que desenvolver todo um trabalho com a Anac para entender como fazer a operação partindo do aeroporto. Os eVTOLs são elétricos, então não dá para ficar esperando para pousar, porque a bateria tem um tempo limitado
Todos esses estudos, de como sincronizar aviação comercial com eVTOL, desenvolvemos em simulações. Então, quando a gente fala em desenvolvimento centrado no ser humano, pensa em todos os elementos que vão compor o quebra-cabeça da mobilidade urbana.
Como esse veículo vai ser mais acessível?
Trabalhamos com uma passagem num valor até seis vezes mais baixo do que a de helicópteros. Só assim vamos conseguir que isso escale de forma que faça sentido. A eletrificação traz um benefício muito grande para os novos veículos, algo diferente do helicóptero, que tem aquela grande hélice em cima.
O eVTOL tem motores distribuídos, com cada modelo explorando uma distribuição diferente. Isso traz mais segurança porque, se um motor falha, tem outros para compensar. Por ser elétrico, também é mais eficiente, e sai mais barato. O eVTOL gera até 68% menos emissões que o carro, e 90% menos que um helicóptero
Quando fizemos a simulação no Rio de Janeiro, praticamos valores a partir de 99 reais, muito similares a uma corrida de Uber. A longo prazo, é isso que queremos atingir para sermos competitivos.
Qual impacto positivo o eVTOL deve trazer para o futuro da mobilidade urbana?
Se pensarmos na população que quer se deslocar dentro da cidade, o veículo é uma opção mais rápida e que atinge regiões difíceis de chegar. Não estamos falando em substituir o trânsito do solo, não é isso. Se você está atrasado para uma consulta ou precisa chegar cedo para o aniversário do seu filho, são ocasiões em que vai ter outra opção.
Pretendemos começar a operar em 2026. Na nossa visão, em 2035 devemos ter mil eVTOLs voando em cinco cidades do Brasil: São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Brasília e Curitiba
É muito pouco: uma montadora fabrica mil carros por dia… Por outro lado, [mil eVTOLs em operação] representa 16 milhões de pessoas voando por ano. Traz uma possibilidade a mais para pessoas que querem se deslocar de forma diferente – seja por diversão ou por querer chegar mais rápido.
Outro lado é abrir novas frentes de trabalho, possibilitar que pessoas tenham acesso a educação e oportunidades usando o veículo. As pessoas [hoje] podem não ter acesso a um emprego melhor porque ficam o dia inteiro no trânsito… Se puderem se deslocar com um preço acessível e de forma rápida, podem ir a um médico melhor, fazer um curso, ter acesso a mais empregos.
Comunidades que vão receber esse serviço também vão ter um crescimento, uma circulação maior de pessoas e mais possibilidades de desenvolvimento.
Como vocês enxergam o futuro do mercado de carros voadores? Devemos ver esses veículos atendendo a outras demandas e funções?
É um mercado até bastante aquecido. São mais de 200 projetos no mundo. Claro que dá para contar em uma mão as empresas que vão trazer uma possibilidade real para as populações de várias cidades. Também vemos um investimento muito alto nessas empresas, em fornecedores e infraestrutura.
Particularmente, acho positivo ter outros players, porque isso nos ajuda a ter força e construir regulamentações em conjunto. Se a gente não conversar e se unir para criar padrões, vamos ter dificuldade com a parte de carregamento das baterias, por exemplo
Vejo que várias cidades do mundo estão se preparando para isso, e órgãos de homologação trabalham em normas para atender essa demanda. Claro que queremos nos posicionar como líderes nesse segmento, mas vemos outros players importantes nessa jornada.
O que vocês esperam desse primeiro momento de lançamento, em 2026?
Estamos vendo com nossos operadores em quais regiões eles têm interesse, ajudando a criar rotas e malhas. Temos buscado entender para onde as pessoas estão se deslocando, pensando em qual a melhor configuração para o início de operação. Cliente a cliente, para garantir que estamos criando a infraestrutura necessária para que ele consiga operar.
Não é só entregar o veículo. Precisa ter um local para pousar, que o grid de energia chegue até ali, [precisa] de mão de obra qualificada. Tudo deve estar preparado para o início de operações. É nisso que a gente tem trabalhado nas simulações. Para realmente montar o cenário para que nossos operadores comecem a operação
Hoje, temos mais de duas mil intenções de compra de unidades do eVTOL. São alguns anos de backlog de veículos para entregar.
Na Europa, a operação de carros voadores já vem sendo regulamentada. Em que ponto estamos aqui no Brasil?
No início do ano, demos entrada no processo de certificação do nosso veículo junto ao órgão de homologação. Optamos pela Anac porque ela tem órgãos bilaterais tanto nos EUA quanto na Ásia e na Europa. Isso facilita.
É esperado que haja diferenças entre as certificações, mas temos a intenção de trabalhar para alcançar todas elas via Anac. Pretendemos estabelecer até o final do ano a base de certificação sobre a qual trabalhar.
Desenvolver um veículo criado num contexto de mobilidade urbana para um uso como o de defesa é um grande desafio?
Não é do nosso escopo, por isso fizemos a venda para a Embraer e a BAE, que juntas vão desenvolver isso. Nosso foco é o uso civil.
Temos trabalhado hoje com o transporte de passageiros como principal foco, mas vemos sim outras possibilidades, como transporte de carga e serviços médicos – mas tudo para uso civil
Conversamos até com alguns hospitais e empresas para entender as necessidades e requisitos, e saber quais são os casos que fazem sentido para o veículo.
Quais os principais desafios para a Eve nos próximos anos?
São vários, afinal estamos criando um serviço e um ecossistema completamente novos. A regulamentação, como falamos, ainda está sendo escrita e desenvolvida, e deve levar um tempo.
Em questão de tecnologia, tem o desafio de serem veículos elétricos, então tem toda a questão de bateria e carregamento… E há o desafio de como operacionalizar o desenvolvimento dessas duas mil unidades. Estamos até desenvolvendo um trabalho junto com a Porsche Consulting para criar nossa estratégia industrial.
Um dos desafios mais relevantes é o da aceitação. Não adianta ter um veículo seguro e com preço acessível sem pessoas interessadas em voar ou comunidades dispostas a recebê-lo. A aviação está aí há mais de 100 anos e ainda tem gente com medo de voar. Conforme as pessoas entenderem os benefícios, isso pode ser contornado
Precisamos atuar mais próximos das comunidades para criar essa cultura e educar sobre como estamos desenvolvendo esse trabalho, com cuidado e uma segurança gigantesca. Queremos que as pessoas se sintam confortáveis e seguras em voar com o eVTOL.
23 agosto, 2022
Eve, da Embraer, anuncia primeira simulação de mobilidade aérea urbana da América do Norte em Chicago
*LRCA Defense Consulting - 23/08/2022
A Eve Holding, Inc. realizará sua primeira simulação de UAM norte-americana usando helicópteros da Blade Air Mobility, Inc., como substituto de um eVTOL. A empresa tem como objetivo estudar as operações, serviços terrestres, viagens de passageiros e necessidades do operador eVTOL, criando conexões mais acessíveis e rápidas para o centro de Chicago.
A Eve realizará sua simulação de UAM em Chicago, Illinois, durante três semanas, começando com testes em solo em 12 de setembro e voos de passageiros no dia 14. Após a simulação, a cidade de Chicago obterá conhecimento sobre a infraestrutura e o ecossistema necessários para permitir o lançamento e o crescimento esperado de longo prazo da UAM na área.
“A simulação da operação eVTOL em Chicago nos permite estudar como as pessoas experimentarão esse serviço e entender todos os requisitos do ecossistema para nossos produtos e serviços, ao mesmo tempo em que mostramos os benefícios da Mobilidade Aérea Urbana em uma das cidades mais proeminentes e populosas da América do Norte”, disse André Stein, co-CEO da Eve. “Estamos finalizando os preparativos para executar essas simulações sem problemas e esperamos ajudar a preparar Chicago para uma solução UAM local de emissão zero que seja silenciosa, eficiente e sustentável.”
A Eve realizará os testes de solo na Vertiport Chicago, uma instalação de heliporto existente no centro da cidade, simulando serviços, infraestrutura e requisitos de equipamentos para o eVTOL. Na infraestrutura UAM, um vertiporto é uma área de terra ou uma estrutura utilizada para pouso, decolagem, carregamento e operação de veículos eVTOL.
“Para a Eve, é fundamental entender e abordar por meio desses projetos que envolvem parceiros e a comunidade os principais desafios associados aos principais pilares do ecossistema UAM. Nossa proposta reúne todos os stakeholders e conta com diferentes visões e feedbacks para estruturar e entregar as melhores soluções”, afirma Luiz Mauad, vice-presidente de Serviços e Operações de Frotas da Eve.
Para esta simulação, a Eve formou um consórcio de parceiros, incluindo Blade, Republic Airways, Halo Aviation, Vertiport Chicago, Village of Tinley Park, Village of Schaumburg, ACCIONA, SkyWest, Inc. e Speedbird Aero. Um helicóptero replicando o futuro eVTOL de Eve transportará passageiros das instalações da Vertiport Chicago para dois helipontos localizados a noroeste e sudoeste de Chicago. A primeira rota conectará o Vertiport Chicago ao Heliponto Municipal de Schaumburg, e a segunda rota conectará o Vertiport Chicago ao Heliponto Tinley Park em Illinois. Os voos estão disponíveis através do aplicativo e site da Blade (www.blade.com).
05 agosto, 2022
Sem dívidas, Eve Holding tem alta liquidez total e segue investindo
*LRCA Defense Consulting - 05/08/2022
A Eve reportou ontem (04) um prejuízo líquido de US$ 11,8 milhões no 2T22 versus US$ 2,4 milhões no 2T21, principalmente devido a maiores despesas de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) e custos de Vendas, Gerais e Administrativos (SG&A), à medida que o projeto eVTOL continua avançando e nossa equipe de colaboradores cresce. No 1S22, a Eve reportou um prejuízo líquido de US$ 21,3 milhões, US$ 16,7 milhões acima do prejuízo líquido de US$ 4,6 milhões no 1S21.
Durante o primeiro semestre de 2022, as operações da Eve consumiram US$ 13,2 milhões de fluxo de caixa livre, contra US$ 5,1 milhões no 1S21. O fluxo de caixa livre do 1S22 reflete um ganho de capital de giro de US$ 11,2 milhões – a maior parte devido a maiores contas a pagar com a Embraer.
No lado financeiro, o caixa líquido gerado pelas atividades de financiamento atingiu US$ 329,1 milhões durante o 1S22 com os recursos líquidos de nossa listagem na Bolsa de Valores de Nova York.
Ao final do 2T22, a Eve tinha US$ 330,8 milhões em liquidez total (caixa, equivalentes e aplicações financeiras) versus US$ 14,4 milhões no início do trimestre. A posição de caixa significativamente maior de Eve vem principalmente do aumento de capital em maio de 2022 e foi parcialmente compensada por despesas de desenvolvimento e custos de transação.
Ao final do 2T22, a Eve não possuía nenhuma dívida em seu balanço. A equipe de gestão afirmou que continua monitorando os mercados de capitais para opções de financiamento de dívida para trazer recursos de caixa adicionais para a empresa em termos atraentes. Afirmou também que, antes do início do serviço, a Eve também pode buscar linhas de capex incrementais – por meio de empréstimos corporativos, para ajudar a financiar suas instalações de fabricação e produção.
A Eve se dedica a acelerar o ecossistema de Mobilidade Aérea Urbana. Beneficiando-se de uma mentalidade de start-up, apoiada por mais de 50 anos de experiência aeroespacial da Embraer SA, e com um foco singular, a Eve está adotando uma abordagem holística para o progresso do ecossistema UAM, com um projeto eVTOL avançado, um serviço global abrangente e rede de suporte e uma solução exclusiva de gerenciamento de tráfego aéreo.
Os negócios de Eve faziam parte da Embraer SA, a terceira maior fabricante de aeronaves do mundo especializada no desenvolvimento de jatos regionais e executivos. Como uma empresa separada, a Eve tem recursos, agilidade e autonomia para buscar modelos de negócios inovadores e poderá atuar como protagonista na formação do mercado de UAM.
Segundo a empresa, a Eve está posicionada de forma única para desenvolver, certificar e comercializar sua solução UAM em escala global, dada sua herança aeronáutica, relacionamento estratégico com a Embraer e a experiência de sua equipe de gestão e funcionários, complementada pelos parceiros estratégicos envolvidos no projeto da Eve. Agora com os parceiros certos, uma equipe experiente e independente e uma extensa quantidade de financiamento garantido, a Eve está totalmente engajada para fazer história.
18 julho, 2022
Eve anuncia Halo Aviation como cliente de lançamento de sua solução de gerenciamento de tráfego aéreo urbano
*LRCA Defense Consulting - 18/07/2022
A Eve Holding, Inc., uma empresa controlada pela Embraer, anunciou hoje que celebrou uma carta de intenção (“LOI”) com a Halo Aviation Ltd., fornecedora de serviços urbanos privados sob medida Serviços de viagens de Mobilidade Aérea (“UAM”), para colaborar no desenvolvimento e lançamento da solução de software de Gestão de Tráfego Aéreo Urbano (“UATM”) da Eve. Como parte do acordo, a Halo adquirirá o software da Eve com o objetivo de usar o software para maximizar suas operações de UAM. É a primeira LOI para a solução UATM de última geração da Eve, que liberará o valor e o desempenho da rede do mercado de UAM para permitir a escalabilidade segura do setor. As empresas também pretendem desenvolver um modelo operacional a ser implantado em missões e regiões específicas nos Estados Unidos e no Reino Unido onde a Halo atua.
Andrew Collins, presidente e CEO da Halo, disse: “Eve demonstrou por que eles vão liderar a próxima geração de voos, e estamos extremamente empolgados com isso. A Halo está feliz em formar uma parceria única e colaborativa com a Eve, pois eles passaram tanto tempo focados em mais do que apenas a fabricação de um veículo eVTOL, mas estão trabalhando para implantar uma série de soluções agnósticas que impulsionarão significativamente a criação e desempenho geral da rede do UAM. Neste caso em particular, esperamos colaborar com a equipe de Eve para trazer nossa visão operacional atual como líder na elevação vertical nos EUA e no Reino Unido para ajudar a desenvolver e promover a visão UATM da Eve.”
“Acreditamos que colaborações como a nossa são vitais para promover um mercado próspero de UAM que beneficiará comunidades e passageiros com um modo de transporte novo e adicional. O portfólio agnóstico de soluções da Eve aborda a complexidade das redes UAM, que exigem serviços holísticos e integrados em todo o ecossistema que conectam as partes interessadas para manter e melhorar a segurança, otimizar o desempenho e reduzir os custos operacionais. Os excelentes serviços de viagens da Halo, juntamente com nossas soluções, tornam essa parceria extremamente promissora”, disse Andre Stein, co-CEO da Eve.
Em junho do ano passado, as empresas anunciaram o início de sua parceria focada no desenvolvimento de produtos e serviços de UAM, bem como o compromisso não vinculativo da Halo de encomendar até 200 eVTOLs da Eve (veículo elétrico vertical de decolagem e pouso). O software UATM da Eve faz parte de um portfólio agnóstico de soluções que permitirá a integração de todos os usuários do espaço aéreo no ambiente urbano, o que é fundamental para apoiar a segurança, eficiência e melhoria de todo o ecossistema UAM, incluindo operadores de frotas e vertiportos. Essa nova colaboração reforça o compromisso de Eve e Halo de integrar e dimensionar com segurança as operações globais de UAM. A Eve espera iniciar suas entregas eVTOL em 2026.
Sobre a Halo
A Halo fornece serviços personalizados de viagens de helicóptero e mobilidade aérea urbana privada nos Estados Unidos e no Reino Unido. Formada através do alinhamento da Halo Aviation Ltd. no Reino Unido e do Associated Aircraft Group (AAG) nos Estados Unidos, a Halo oferece transporte nos principais tipos de helicópteros em sua classe pilotados por pilotos qualificados. No Reino Unido, a Halo oferece elevação vertical por meio de charter, cartão, propriedade fracionada e programas de gerenciamento de propriedade total. Sua frota de helicópteros Agusta/Leonardo AW109 e AW169 despacham de bases no sul da Inglaterra, ao redor de Londres, Midlands e nas Ilhas do Canal. Nos EUA, a Halo fornece serviços de fretamento de helicópteros, propriedade fracionada e manutenção de helicópteros de suas instalações em Nova York, Teterboro, Bridgeport, Providence e Filadélfia. Para mais informações visitewww.fly-halo.com .
17 julho, 2022
Eve apresenta cabine do eVTOL pela primeira vez no Farnborough Airshow
*LRCA Defense Consulting - 17/07/2022
A Eve Holding, Inc. revelou hoje no Farnborough Airshow, o primeiro mock-up da cabine do eVTOL (veículo elétrico de decolagem e pouso vertical), que reforça sua abordagem de design centrado no ser humano. O mock-up será apresentado na exposição ‘Fly the Future’ da Embraer, juntamente com os conceitos de suas aeronaves sustentáveis. De 18 a 22 de julho, os visitantes poderão vivenciar o futuro da aviação regional e Mobilidade Aérea Urbana (“UAM”, na sigla em inglês) no pavilhão da Embraer, localizado na E037. A Eve também compartilhou sua mais recente configuração do veículo como parte da fase atual de design.
“Este mock-up materializa de forma brilhante o conceito de cabine que cocriamos com potenciais usuários há anos. Recentemente, recebemos pareceres de nosso conselho consultivo e agora poderemos mostrá-lo a outros públicos de interesse no Farnborough Airshow. Nossas soluções foram pensadas considerando necessidades essenciais do mercado, como acessibilidade, segurança, sustentabilidade e preço da passagem. É sempre gratificante quando alcançamos essa etapa do programa,” disse Flavia Ciaccia, Vice-Presidente de Experiência do Usuário da Eve.
Junto com a experiência do mock-up, os visitantes também poderão explorar recursos externos do eVTOL por meio da tecnologia de realidade aumentada.
Como parte do desenvolvimento do produto, a Companhia também apresentou o atual design do veículo que usa asa e cauda convencionais em vez do canard da configuração anterior. Os oito rotores são fixados ao redor da asa, proporcionando capacidade de decolagem e pouso verticais, bem como segurança e confiabilidade em um design simples e intuitivo de elevação e cruzeiro (Lift plus Cruise, em inglês).
André Stein, co-CEO da Eve, acrescentou: “Nossas equipes têm trabalhado arduamente para criar as melhores soluções para o ambiente global de mobilidade aérea urbana. Nossa experiência em aviação através da Embraer não apenas nos dá confiança de que estamos no caminho certo, mas também nos coloca na vanguarda do mercado. Estamos acelerando nosso engajamento com investidores e evoluindo na maturidade do projeto.”
A Eve tem se dedicado a promover o mercado de UAM em todo o mundo, com o compromisso de fazê-lo de forma segura e acessível para todos. O eVTOL da Companhia oferecerá voos sustentáveis a um menor custo e deve entrar em operação em 2026.
Sobre a Eve
A Eve se dedica a acelerar o ecossistema de Mobilidade Aérea Urbana (UAM). Beneficiando-se de uma mentalidade de start-up, apoiada por mais de 50 anos de experiência aeroespacial da Embraer S.A. e com um foco singular, a Eve está adotando uma abordagem holística para o progresso do ecossistema UAM, com um projeto avançado de eVTOL, uma rede global abrangente de serviços e suporte e uma solução exclusiva de gerenciamento de tráfego aéreo. Desde 10 de maio de 2022, a Eve está listada na Bolsa de Valores de Nova York, onde suas ações ordinárias e bônus públicos são negociados sob os códigos “EVEX” e “EVEXW”.
14 julho, 2022
No FIA 2022, Embraer apresentará soluções mundiais para aviação comercial, defesa e UAM
*LRCA Defense Consulting - 14/07/2022
A Embraer retorna ao Farnborough International Airshow (FIA) este ano, de 18 a 22 de julho, para apresentar suas soluções para aviação comercial, defesa, sustentabilidade e tecnologia no chalé C105/C106 e na área de produtos E037.
“Estamos entusiasmados por estar de volta ao Farnborough International Airshow e receber nossos clientes para conhecer de perto as aeronaves comerciais e militares da Embraer, bem como a cabine de passageiros do eVTOL da Eve que será exibida pela primeira vez”, disse Francisco Gomes Neto, Presidente e CEO da Embraer. “As duas aeronaves E2, o KC-390 e o A-29 irão voar na feira com uma mistura de 39,06% de combustível de aviação sustentável, em linha com nosso compromisso com um futuro mais sustentável e nossas metas de energias renováveis.”
As atividades da Embraer no FIA 2022 incluem:
· Apresentação da cabine de passageiros do eVTOL da Eve (domingo, 10h na área de produtos da Embraer – E037)
· Projetos conceituais de aeronaves - de novas fontes de propulsão ao design relacionados à sustentabilidade
· Visitas de aeronaves para a imprensa/fotógrafos: aeronaves E195-E2, E190-E2, KC-390 e A-29 (segunda e terça-feira, às 15h; e quarta e quinta-feira, às 10h e às 15h na área de produtos da Embraer – E037)
· Demonstração em voo do E190-E2 “Tech Shark”
· Coletiva de imprensa: atualização da colaboração Embraer Defesa & Segurança e BAE Systems (terça-feira, 11h15 na área de produtos da Embraer – E037)
· Coletiva de imprensa: vendas e perspectivas do mercado de Aviação Comercial (terça-feira, às 13h, na área de produtos da Embraer – E037)
Aviação Comercial da Embraer
A linha de E-Jets E2 da Embraer, incluindo o E190-E2 e o E195-E2, é composta pelas aeronaves de corredor único com maior eficiência de combustível. Oferecem os menores custos operacionais, maiores rendimentos para as companhias aéreas, mais conforto para os passageiros e espaço para suas bagagens, além de menor nível de ruído e menor impacto no meio ambiente. Todos os voos em Farnborough acontecerão com uma mistura de 39,06% de combustível de aviação sustentável (SAF).
Em junho, o E195-E2 equipado com motor Pratt & Whitney GTF foi testado com sucesso, utilizando 100% SAF, comprovando que a família E-Jets E2 pode voar com ambos os motores com misturas de até 100% SAF, sem comprometer a segurança ou desempenho. Atualmente, o E2 emite 25% menos emissões de CO2 em comparação com as aeronaves da geração anterior, sendo que esta redução pode ser aumentada para 85% com uso de SAF.
Embraer Defesa & Segurança
Os produtos e soluções da Embraer Defesa & Segurança estão presentes em mais de 60 países e incluem a aeronave de transporte militar multimissão C-390 Millennium e a aeronave de ataque leve e treinamento avançado A-29 Super Tucano, que estarão em exibição na FIA.
A aeronave C-390 foi entregue pela primeira vez à Força Aérea Brasileira em 2019 e comprovou sua capacidade, confiabilidade e excelente desempenho em missões domésticas e internacionais, bem como sua capacidade de responder rapidamente a emergências ou situações humanitárias. A aeronave já foi adquirida por Portugal e Hungria. Em 16 de junho, o Ministério da Defesa da Holanda anunciou a seleção de uma frota de C-390 Millennium para atualização de seus atuais C-130 Hercules.
Em relação à aeronave A-29 Super Tucano, a frota mundial alcançou 500 mil horas de voo no início deste ano. Com mais de 260 unidades entregues, a aeronave já foi selecionada por mais de 15 forças aéreas em todo o mundo.
Sobre a Eve
A Eve se dedica a acelerar o ecossistema de Mobilidade Aérea Urbana (UAM). Beneficiando-se de uma mentalidade de start-up, apoiada por mais de 50 anos de experiência aeroespacial da Embraer S.A. e com um foco singular, a Eve está adotando uma abordagem holística para o progresso do ecossistema UAM, com um projeto avançado de eVTOL, uma rede global abrangente de serviços e suporte, e uma solução exclusiva de gerenciamento de tráfego aéreo. Desde 10 de maio de 2022, a Eve está listada na Bolsa de Valores de Nova York, onde suas ações ordinárias e bônus públicos são negociados sob os códigos “EVEX” e “EVEXW”.
Sustentabilidade na Embraer
Há mais de 20 anos, a Embraer desenvolve iniciativas a fim de tornar as aeronaves mais limpas e silenciosas para contribuir com a meta da indústria da aviação de atingir zero emissões até 2050. A Embraer pretende ser neutra em carbono até 2040 e alcançar um crescimento neutro em carbono a partir de 2022. A empresa planeja implementar 25% de combustível de aviação sustentável (SAF) em suas operações até 2040 e utilizar 100% de fontes de energia renovável até 2030.
A empresa tem um histórico reconhecido de inovação em combustíveis sustentáveis, que inclui a primeira aeronave movida a etanol certificada no setor em 2004. Trabalhando em estreita colaboração com seus clientes e parceiros, a empresa vem aprimorando continuamente a eficiência e o desempenho de seus atuais e futuros produtos. A família de jatos E2, por exemplo, tem como meta ser compatível com 100% SAF antes de 2030.
21 junho, 2022
Eve e Fahari Aviation assinam acordo com um pedido de até 40 eVTOLs
*LRCA Defense Consulting - 21/06/2022
Em março de 2022, uma subsidiária da Eve Holding, Inc. e a subsidiária da Kenya Airways, Fahari Aviation, assinaram uma Carta de Intenção (LoI) para até 40 veículos elétricos de decolagem e aterrissagem vertical (eVTOL). O acordo inclui estudos conjuntos por meio de um grupo de trabalho para desenvolver e dimensionar o mercado de UAM e um modelo de negócios para operações de drones de carga no Quênia. A previsão é que o projeto comece a ser entregue em 2026.
O veículo de elevação e cruzeiro eVTOL da Eve é movido a energia elétrica e o design mais prático para eficiência e certificabilidade. Seus múltiplos rotores são usados para decolar e pousar verticalmente e, em altitude de cruzeiro, as hélices traseiras empurram a aeronave para frente como em um voo de asa, proporcionando uma experiência de baixo ruído e facilitando a movimentação dentro das cidades, evitando engarrafamentos.
“A mobilidade aérea urbana é o futuro do transporte e temos a honra de ser os campeões disso na região. A jornada para realizar o sonho dos veículos eVTOL no Quênia está em andamento, e a parceria com a Eve é uma conquista fundamental para nós como parte da estratégia de adotar novas tecnologias como estratégia de crescimento para o desenvolvimento sustentável da África”, disse Allan Kilavuka , Diretor Administrativo do Grupo e Diretor Executivo, Kenya Airways.
“Este é um novo capítulo da parceria Eve e Fahari Aviation para fortalecer o compromisso de ambas as empresas em estabelecer as bases que apoiarão de forma sustentável o ecossistema de mobilidade aérea urbana no Quênia. No ano passado, anunciamos uma colaboração para desenvolver modelos operacionais para os principais mercados da Fahari Aviation, e o anúncio de hoje confirma que está evoluindo com sucesso”, disse Andre Stein, co-CEO da Eve.
A Fahari Aviation tem se concentrado em soluções inovadoras e sustentáveis para abordar diferentes questões, como engarrafamentos, passeios turísticos, entrega de encomendas, agricultura e proteção da vida selvagem, e o eVTOL de emissão zero, baixo ruído e acessível da Eve, juntamente com sua experiência global, beneficiar o desenvolvimento da mobilidade aérea no Quênia.
Sobre a Fahari Aviation e a Kenya Airways
A Fahari Aviation é uma subsidiária integral da Kenya Airways PLC que liderará a aplicação da tecnologia de aviação emergente na região e no continente. O foco inicial de Fahari será a aplicação da tecnologia de drones em treinamento, operações e gerenciamento de tráfego com o objetivo de crescer em distribuição e design de manutenção e produção de drones.
A Kenya Airways, membro da Sky Team Alliance, é uma companhia aérea africana líder que voa para 41 destinos em todo o mundo, 34 dos quais na África, e transporta mais de quatro milhões de passageiros anualmente. Em 2020, a KQ foi nomeada a companhia aérea líder da África pelo World Travel Awards. Continua a modernizar a sua frota, sendo as suas 32 aeronaves algumas das mais novas de África. Isso inclui sua aeronave emblemática B787 Dreamliner. O serviço de bordo é renomado, e o assento da classe executiva na aeronave de fuselagem larga é consistentemente votado entre os 10 melhores do mundo. A Kenya Airways se orgulha de estar na vanguarda da conexão da África ao mundo e do mundo ao África através do seu hub no novo e ultramoderno Terminal 1A do Aeroporto Internacional Jomo Kenyatta em Nairobi.
09 junho, 2022
Eve e Corporación América Airports firmam MoU para soluções de Mobilidade Aérea Urbana na Europa e América Latina
*LRCA Defense Consulting - 09/06/2022
Em dezembro de 2021, a Eve Holding, Inc. e a Corporación América Airports SA - a maior empresa do setor de concessões aeroportuárias no mundo pelo número de aeroportos, assinaram um Memorando de Entendimento para projetar e integrar um ecossistema de serviços e suporte para operações de Mobilidade Aérea Urbana na Europa e América Latina. A Eve e a Corporación América Airports combinarão seus conhecimentos e esforços para avaliar a prontidão de mercado da infraestrutura terrestre para operações de decolagem e pouso vertical elétrico em aeroportos, incluindo estudos do ambiente regulatório.
“Os próximos cinco anos provavelmente serão decisivos na forma como nos movemos das e pelas cidades, e a aviação terá novamente um papel de liderança. A Corporación América Airports sempre esteve na vanguarda dos serviços de transporte aéreo e agora quer ser um player-chave no segmento de UAM, identificando os desafios e oportunidades para melhores contextos operacionais, infraestruturais e seguros. Queremos liderar o desenvolvimento do ecossistema UAM, permitindo mobilidade na terceira dimensão acessível a todos, em um modo de transporte mais sustentável”, disse Martin Eurnekian, CEO da Corporación América Airports.
“O ecossistema de Mobilidade Aérea Urbana inclui infraestruturas e operações terrestres, aeroportos e integração de diferentes modais de transporte. A parceria com a Corporación América Airports nos permitirá criar e implementar esses conceitos, de acordo com as exigências das autoridades reguladoras, em diferentes comunidades da América Latina e Europa apoiadas pela Corporación América Airports. Nossa dedicação em habilitar um ecossistema global de UAM faz da Eve uma parceira confiável nesta colaboração”, disse Andre Stein, co-CEO da Eve.
Essa parceria reforça o compromisso de ambas as empresas em fornecer soluções de UAM mais confiáveis, acessíveis, sustentáveis, integradas e centradas no ser humano.
07 junho, 2022
Eve e Falcon Aviation Services anunciam parceria para introduzir voos de eVTOL em Dubai
*LRCA Defense Consulting - 07/06/2022
Em abril de 2022, uma subsidiária da Eve Holding, Inc. e Falcon Aviation Services , uma empresa líder de serviços de aviação executiva na região do Oriente Médio e África, assinaram uma Carta de Intenção (LoI, na sigla em inglês) para até 35 aeronaves elétricas de decolagem e pouso vertical (“eVTOL”). Com entregas previstas para começar em 2026, a parceria apresentará os primeiros voos turísticos de eVTOL partindo do Atlantis, The Palm em Dubai. A Eve e a Falcon trabalharão em conjunto com parceiros e autoridades locais para apoiar o desenvolvimento do ecossistema de Mobilidade Aérea Urbana para os Emirados Árabes Unidos.
O Comandante Ramandeep Oberoi, diretor de operações da Falcon, disse: “Estamos empolgados em fazer parceria com a Eve e ser a primeira operadora de eVTOL em Dubai e na região do Oriente Médio e Norte da África. O lançamento deste conceito está totalmente alinhado com a visão Smart Dubai e contribuirá para posicionar Dubai como líder global em transporte sustentável de Mobilidade Aérea Urbana. A Falcon está ativamente engajada no surgimento da Mobilidade Aérea Urbana e comprometida em fornecer um novo modo de transporte urbano eficaz e sustentável, e oferecer à comunidade soluções melhores e mais rápidas. Estamos particularmente orgulhosos de dar um novo passo nos Emirados Árabes Unidos, em um projeto que será revolucionário para a mobilidade urbana sustentável”.
“Estamos entusiasmados com a parceria com a Falcon e com a imensa oportunidade de viabilizar a futura mobilidade urbana nos Emirados Árabes Unidos e lançar voos de eVTOL em Dubai. Este é um grande desafio para ambas as empresas, que ajudará a posicionar Dubai como líder no mercado de mobilidade aérea urbana. A experiência global da Eve, que abrange diferentes regiões do mundo, certamente beneficiará a realização deste projeto”, disse André Stein, co-CEO da Eve.
Essa colaboração reforça o compromisso e os esforços da Eve para promover com segurança o ecossistema global de UAM, fornecendo um portfólio de soluções agnóstico e holístico.
31 maio, 2022
Eve, da Embraer, faz parceria com a Porsche Consulting
*LRCA Defense Consulting - 31/05/2022
A Eve Holding, Inc., líder no desenvolvimento de soluções de Mobilidade Aérea Urbana de última geração e controlada pela Embraer SA , anunciou hoje que escolheu a Porsche Consulting, Inc. para definir a estratégia global de manufatura, logística e cadeia de suprimentos da eVTOL
Considerando pesquisa e inovação de fabricação avançada, as empresas combinarão seus conhecimentos aeronáuticos e automotivos para apoiar o plano de implementação da Eve. O contrato mestre de serviços firmado entre as empresas inclui estudos de operação industrial, logística, cadeia de suprimentos e distribuição de peças em uma abordagem inédita otimizada para eficiência, produtividade e segurança.
O estudo abordará a escalabilidade e a produção distribuída à medida que o mercado de UAM evolui para atender à demanda projetada. Embora a transformação digital gere novas possibilidades para o uso de tecnologias mais ágeis pelo setor com foco em objetivos de negócios e sustentabilidade, soluções de rede abrangentes estão sendo consideradas para atender às necessidades exclusivas do setor.
“Temos o prazer de trabalhar com um líder do setor que pode nos apoiar na tomada de decisões estratégicas. O ecossistema UAM está evoluindo rapidamente e só podemos atingir nosso objetivo se despertarmos o entusiasmo por novas ideias nas áreas de manufatura e cadeia de suprimentos”, disse Andre Stein, co-CEO da Eve. “Estou ansioso para ver todas as novas oportunidades à frente, pois as tecnologias estão mudando profundamente a produção industrial.”
“Estamos muito orgulhosos de nossa nova parceria com a Eve, porque temos a oportunidade de moldar o futuro da mobilidade juntos”, disse Rudy Leutz, CEO da Porsche Consulting Ltda. “Compartilhamos os mesmos valores e, com o know-how líder do setor, poderemos questionar e desafiar todos os conceitos existentes para logística e fabricação. Vamos redesenhar o conceito de industrialização para essa nova aeronave com base nos mais altos níveis de eficiência, qualidade, segurança e foco no cliente!”
10 maio, 2022
Eve Holding, Inc. começa a negociar hoje na Bolsa de Valores de Nova York sob o símbolo “EVEX”
*LRCA Defense Consulting - 10/05/2022
A Eve Holding, Inc. anunciou hoje que suas ações ordinárias e warrants (bônus de subscrição) começarão a ser negociados na Bolsa de Valores de Nova York hoje sob os códigos “EVEX” e “EVEXW”, respectivamente.
A administração participará de uma cerimônia de abertura na NYSE hoje em comemoração à listagem pública, que segue a conclusão em 9 de maio de 2022, de uma combinação de negócios entre a Zanite e a EVE UAM, LLC, líder no desenvolvimento da próxima geração soluções de Mobilidade Aérea Urbana e uma subsidiária da Embraer S.A..
“Hoje, comemoramos um marco histórico em uma jornada que iniciamos há quase cinco anos na EmbraerX, aceleradora de mercado da Embraer, líder no setor de aviação global”, disse André Stein, Co-CEO da Eve. “Esta transação é um facilitador fundamental de nossa missão de nos tornarmos um player líder em um mercado potencial endereçável de UAM de US$ 760 bilhões, e agradecemos a toda a equipe da Eve e da Embraer por todo o seu trabalho árduo, e aos nossos parceiros da Zanite, bem como aos nossos outros investidores por seu apoio”, disse ele.
A Eve criou uma solução UAM abrangente, prática e eficiente em termos de capital, abrangendo projeto e produção de veículos elétricos de decolagem e aterrissagem vertical (eVTOL), serviço e suporte, operações de frota e gerenciamento de tráfego aéreo urbano (UATM).
“Acreditamos que a Eve está em uma posição única para desenvolver, certificar e comercializar nossas soluções UAM em escala global”, disse Jerry DeMuro, Co-CEO da Eve. “Nosso pipeline de pedidos de lançamento para 1.825 veículos garantidos por meio de cartas de intenção não vinculativas de 19 clientes consiste em líderes do setor que também investiram na Eve, incluindo Azorra Aviation, Falko Regional Aircraft, Republic Airways e SkyWest, e fornece uma validação poderosa de nossos negócios. estratégia e visão”.
“Acreditamos no grande potencial do mercado global de UAM e a Eve está bem posicionada para ser líder global ao entregar um novo modo de transporte urbano eficaz e sustentável”, disse Francisco Gomes Neto, Presidente e CEO da Embraer. “Estamos totalmente comprometidos com a Eve, que desempenha um papel fundamental em nossa estratégia de crescimento impulsionada pela inovação e eficiência empresarial.”
A parceria estratégica da Eve com a Embraer é uma vantagem competitiva fundamental. A parceria inclui uma licença isenta de royalties para a propriedade intelectual de fundo da Embraer para ser usada no mercado de UAM, bem como acesso a milhares de funcionários qualificados da Embraer em uma base flexível e prioritária e uso da infraestrutura global da Embraer, de acordo com os termos de determinados serviços acordos entre a Embraer e a Eve. O alinhamento estratégico com a Embraer também oferece à Eve importantes vantagens de custo e execução, pois busca escalar sua solução UAM globalmente.
“A equipe da Zanite está animada por fazer parte da impressionante jornada de Eve”, disse Kenn Ricci, diretor da Eve e diretor da Directional Aviation Capital, ex-membro do patrocinador da Zanite. “Estamos ansiosos por nossa parceria contínua com a Eve, onde continuaremos a alavancar nossa ampla experiência no setor de aviação para apoiar a Eve à medida que continua expandindo sua presença no mercado global de eVTOL.”
09 maio, 2022
Eve conclui combinação de negócios com a Zanite e será listada na Bolsa de Valores de Nova York
*LRCA Defense Consulting - 09/05/2022
A Eve Holding, Inc., anteriormente conhecida como Zanite Acquisition Corp. (Nasdaq: ZNTE, ZNTEU, ZNTEW), anunciou hoje que fechou o combinação de negócios anunciada anteriormente com a Eve UAM, LLC, líder no desenvolvimento de soluções de Mobilidade Aérea Urbana de última geração e uma subsidiária da Embraer SA. A transação foi aprovada pelos acionistas da Zanite em 6 de maio de 2022.
Com a transação agora concluída, a Zanite mudou seu nome para “Eve Holding, Inc.” Em conexão com o fechamento da transação, os títulos da Zanite serão voluntariamente retirados do Nasdaq Capital Market após o fechamento do mercado em 9 de maio de 2022, e as ações ordinárias e warrants públicos da Companhia deverão começar a ser negociados na Bolsa de Valores de Nova York em 10 de maio 2022 sob os símbolos “EVEX e “EVEXW”, respectivamente.
“A conclusão bem-sucedida desta transação é um marco importante, fornecendo capital e suporte estratégico para que a Eve desempenhe um papel fundamental na aceleração do ecossistema global de UAM. O financiamento levantado por meio da transação fornece à Eve capital de crescimento e posiciona a Eve bem para executar seus planos de desenvolvimento, auxiliado por nossa parceria estratégica contínua com a Embraer. Pretendemos fortalecer ainda mais nossa posição como líder global em UAM, oferecendo um novo modo de transporte urbano eficaz e sustentável”, disse o Co-CEO da empresa, Andre Stein.
O co-CEO da empresa, Jerry DeMuro, acrescentou: “O fechamento desta transação nos coloca no caminho para desenvolver e comercializar ainda mais nossa solução abrangente de UAM. Acredito que nossa equipe qualificada, diretoria de classe mundial e extensas parcerias globais estratégicas fornecem um posicionamento superior para a Eve executar as principais iniciativas de desenvolvimento nos próximos anos, em nossa busca por oferecer uma forte criação de valor para nossos stakeholders.”
Um PIPE aumentado de US$ 357 milhões ao preço de US$ 10,00 por ação também foi fechado em 6 de maio de 2022, imediatamente antes do fechamento da transação. O PIPE inclui investimentos de US$ 185 milhões da Embraer, US$ 25 milhões do patrocinador da Zanite e US$ 147 milhões de um consórcio dos principais investidores financeiros e estratégicos, incluindo Acciona, Azorra Aviation, BAE Systems, Bradesco BBI, Falko Regional Aircraft, Republic Airways, Rolls-Royce, SkyWest, Inc., Space Florida e Thales USA.
A White & Case LLP atuou como consultora jurídica da Zanite. Jefferies LLC, BTIG, LLC e Cowen and Company LLC atuaram como consultores financeiros e de mercado de capitais da Zanite. Skadden, Arps, Slate, Meagher & Flom LLP e Mattos Filho, Veiga Filho, Marrey Jr. e Quiroga Advogados atuaram como consultores jurídicos da Embraer e Embraer Aircraft Holding, Inc. Raymond James & Associates, Inc. atuou como consultor financeiro e mercado de capitais assessor da Eve e do Banco Santander (Brasil) SA, o Banco Bradesco BBI SA e o Banco Itaú International atuaram como assessores financeiros da Eve.
08 maio, 2022
Nos EUA, acionistas da Zanite aprovaram a combinação de negócios com a Eve

*Broadcast, por Altamiro Silva Júnior e Aline Bronzati - 06/05/2022
Acionistas da norte-americana Zanite, uma companhia de propósito específico de aquisição (Spac, na sigla em inglês) focada no setor de aviação, aprovaram no começo da tarde de hoje a combinação de negócios com a Eve, startup de "carros voadores" da Embraer, em assembleia virtual acompanhada pelo Broadcast. O movimento é o que faltava para a empresa resultante da combinação de negócios colocar os pés na Bolsa de Valores de Nova York (Nyse).
Com a fusão, o nome da Zanite passa a ser Eve Holding. A Eve vai ser listada na Nyse com o símbolo "EVEX".
A Embraer e a Eve farão um anúncio na próxima terça-feira, dia 10, em Nova York. No mercado, a agenda disparou a expectativa de que a empresa de carros voadores comunique a listagem de suas ações nos Estados Unidos. O local e o tema do evento não foram comunicados pelas empresas. No entanto, vai reunir a nata de ambas. Estarão presentes na ocasião o CEO da Embraer, Francisco Gomes Neto, e os dois CEOs da Eve: Andre Stein e Jerry DeMuro.
"Cada uma das propostas apresentadas aos acionistas nesta reunião foi aprovada", disse um dos executivos da Zanite no final da reunião de acionistas, que puderam votar de forma antecipada nos últimos dias. Não foi informado o porcentual de aprovação dos acionistas em cada item, o que deve ocorrer em documento a ser enviado aos reguladores americanos na semana que vem, com os resultados finais da votação.
A assembleia extraordinária aconteceu nesta sexta-feira, de forma virtual, com início às 11h pelo horário da costa leste dos EUA. A reunião durou apenas 10 minutos, com a aprovação da combinação dos negócios e de outras pautas, como o aumento do número de ações Classe A da Zanite de 100 milhões para 1 bilhão.
Na fusão, a Eve foi avaliada em US$ 2,4 bilhões e considerando o "equity value", ou seja, de suas ações no mercado, de US$ 2,9 bilhões, ambos maior do que o da própria fabricante cinquentenária de aeronaves, avaliada nesta sexta-feira em US$ 2,04 bilhões. A empresa de carros voadores foi criada pela Embraer e desenvolveu o veículo elétrico de decolagem e pouso vertical (eVTOL).
10 janeiro, 2022
SPAC Zanite ajuda empresa de mobilidade aérea urbana Eve a decolar
*Crain's Cleveland Business - 09/01/2022
A Zanite Acquisition Corp., empresa de aquisição de propósito específico (SPAC) que foi lançada em Cleveland em 2020 com o objetivo de se fundir e abrir o capital de um negócio de aviação promissor, deriva seu nome de uma variação da tanzanita, uma pedra preciosa rara.
Depois de avaliar cerca de 200 empresas no ano passado, os fundadores da Zanite estão confiantes de que descobriram a joia que procuravam.
Em 21 de dezembro de 2021, a Zanite, que arrecadou US $ 232 milhões em uma oferta pública inicial de novembro de 2020, anunciou uma combinação com a Eve, que é descrita como um negócio de mobilidade aérea urbana (UAM).
Desmembrada da fabricante aeroespacial brasileira global Embraer SA no outono de 2020, o foco da Eve é o desenvolvimento de veículos elétricos de decolagem e pouso vertical (eVTOL) ecologicamente corretos que poderiam ter uma variedade de usos em viagens aéreas pessoais e comerciais de curta distância.
As aeronaves sofisticadas e elegantes que a Eve está desenvolvendo são movidas por baterias recarregáveis e parecem uma mistura de tecnologia extraída de helicópteros, aviões e drones.
Uma versão pilotada pode acomodar quatro passageiros. Um futuro conceito autônomo poderia acomodar seis. Uma viagem de 20 milhas no primeiro pode custar cerca de US $ 47 por assento, de acordo com uma apresentação para investidores.
A Zanite é liderado pelos co-CEOs Steven Rosen, que fundou a empresa de private equity Resilience Capital Partners em Cleveland em 2001, e Kenneth Ricci, diretor da Directional Aviation Capital of Cleveland, que possui várias empresas. O portfólio da Directional Aviation inclui empresas como Corporate Wings, Flexjet e Nextant Aerospace.
"Este será um mercado muito, muito grande. Quer venha em dois, três, quatro ou mais anos a partir de agora, está chegando", disse Rosen. "Estes (eVTOLs) são silenciosos, menos perturbadores para as comunidades e cidades e muito, muito mais seguros do que os helicópteros tradicionais em muitos aspectos."
Rosen vê aeronaves elétricas como o que a Eve está desenvolvendo como a próxima evolução em veículos elétricos. Ele disse que havia céticos - "chamem-nos de pessimistas" - daqueles antes de Tesla se enraizar no mercado.
Mas assim como a Tesla se tornou pioneira nesse espaço e as montadoras tradicionais correram para alcançá-la, Rosen está apostando que a Eve, com o apoio da Embraer - que será acionista de 82% da Eve após a fusão - pode causar um grande impacto no setor eVTOL.
"Este é um enorme mercado endereçável. Estudos feitos por empresas como a KPMG mostram um mercado de três quartos de um trilhão de dólares entre agora e 2040", disse Jerry DeMuro, co-CEO da Eve. "Ele atende a algumas necessidades sociais em termos de economia de tempo das pessoas e de congestionamento em ambientes urbanos. Esses fatores tornam esse mercado muito atraente."
A tecnologia, os imperativos sociais e a economia disso convergiram neste momento para criar uma proposta atraente, disse ele.
A Eve não é a única empresa a trabalhar neste espaço.
A Airline Weekly Corp. relata que o "mercado nascente eVTOL está atraindo a atenção - e bilhões de dólares - de companhias aéreas, empresas de mobilidade urbana e departamentos de defesa".
"A inovação está acontecendo em um ritmo recorde em todos os setores, e a aviação não é diferente", disse Rosen. "Será mais verde, menos poluente. Se você acredita nisso, pensa em quem será o vencedor no mercado. E você tem que pensar que a Embraer será um participante significativo no mercado."
A vantagem do parceiro
Muitas das vantagens da Eve, dizem os interessados, remetem à parceria com a Embraer.
De acordo com os termos da fusão da SPAC, a Embraer emprestará seus recursos de manufatura e sua força de trabalho de engenharia e aeroespacial para a Eve. Ela também traz consigo um histórico de obtenção das certificações necessárias para diferentes tipos de aeronaves.
Obter essas certificações será uma das principais necessidades para esse negócio, disse Robert W. Mann Jr., engenheiro aeronáutico e especialista no setor de aviação que fornece serviços de consultoria para o setor de aviação por meio de sua empresa, RW Mann & Co. em Nova York.
"Tudo isso levanta muitas questões", disse Mann. Por exemplo, quem os segura? Quem os certifica? Quais operadoras serão certificadas para operá-los? Quando eles serão integrados ao sistema de segurança de controle de tráfego aéreo?
Mann reconhece que o apoio da Embraer e a expertise do conselho da Zanite são algumas das vantagens de Eve. Essa combinação é o que ajudou a convencer a Eve a se associar com a Zanite, disse DeMuro.
"O que isso me diz é que há ideias muito interessantes. Mas, como o carro voador, vamos falar sobre isso daqui a 10 anos, talvez 20 anos a partir de agora. Nesse ponto, as tecnologias se aglutinam para tornar tudo viável?", adiciona Mann. “Não é 'Os Jetsons'. Mas será viável e econômico do ponto de vista do operador? Esse é o problema final. A menos que seja econômico, você não pode realmente criar um mercado que faça isso funcionar."
Existem, sem dúvida, algumas colinas para escalar, disse Mann, que prevê que a Eve terá uma longa pista pela frente para alcançar a viabilidade e pode precisar levantar capital adicional.
Mas voar sobre essas lombadas é o que Eva está se posicionando para fazer. E muitos no mercado estão acreditando nisso.
A transação com a Zanite, prevista para ser concluída no segundo trimestre, avalia a Eve em US $ 2,4 bilhões e fornece mais de meio bilhão de dólares - incluindo US $ 237 milhões em dinheiro levantado pela Zanite e um PIPE (investimento privado em capital público) de US $ 305 milhões, a $ 10 por ação - para desenvolver ainda mais os veículos UAM da Eve. Além disso, no fechamento do negócio, a Zanite mudará seu nome para Eve Holding Inc. e será listada na Bolsa de Valores de Nova York sob os novos símbolos "EVEX" e "EVEXW".
O negócio do PIPE inclui alguns grandes nomes corporativos no espaço da aviação, incluindo Azorra Aviation, BAE Systems, Bradesco BBI, Falko Regional Aircraft, Republic Airways, Rolls-Royce e SkyWest Inc.
Enquanto isso, a Eve disse que tem uma carteira de pedidos de cerca de US $ 5,2 bilhões, que é "composta por 1.735 pedidos de veículos, por meio de cartas de intenção não vinculantes, de 17 clientes de lançamento, incluindo operadores de asa fixa e helicópteros, locadores de aeronaves e parceiros de plataforma de compartilhamento de carona."
Tempo é essencial. Mas, de acordo com os materiais dos investidores, a Eve está projetando obter as certificações necessárias e ver a entrada em serviço em 2026.
"Este mercado levará algum tempo para amadurecer e provavelmente amadurecerá mais rapidamente fora dos Estados Unidos", disse DeMuro. "Mas no final do dia, acho que a Embraer, e a Eve como o spinout, serão um dos jogadores mais proeminentes. Elas têm as ferramentas e o apoio de um OEM para chegar à linha de chegada."
O que vem por aí para Zanite?
Os acionistas e fundadores da Zanite terão uma participação combinada de 10% na Eve quando a fusão for concluída. Ricci também entrará para o conselho da Eve nessa época.
A sede da Eve nos Estados Unidos não será em Cleveland, disse Rosen, mas provavelmente em algum lugar na Flórida, possivelmente em Melbourne.
Enquanto esta iteração atual do Zanite se transforma em Eve com a fusão, Rosen já está pensando em uma Zanite 2.0.
"Ainda não foi determinado, mas a Zanite continuará crescendo no mercado de SPAC", disse Rosen. "Esse ainda será baseado em Cleveland e semelhante a Zanite. Esperamos construir uma franquia Zanite daqui para frente."
Isso significa ser possível levantar dinheiro para um segundo negócio em algum momento no futuro.
Nesse ínterim, Rosen está ansioso para ver o que acontece com a Eve.
"Como alguém que simplesmente aprecia ideias inteligentes, talentosas e inovadoras que perturbam as indústrias, isso é tão empolgante quanto qualquer coisa em que estive envolvido", disse ele. "Pensar em fazer parte do futuro da aviação no que se refere a este mercado é uma oportunidade incrível."
09 janeiro, 2022
Republic Airways e Rolls-Royce se inscrevem como investidores no esforço de mobilidade aérea
*Indianapolis Business Journal - 07/01/2021
A Republic Airways Holdings Inc. e a Rolls-Royce assinaram contrato como investidores e parceiros em um esforço inicial para lançar uma rede de mobilidade aérea urbana que transportaria passageiros dentro de cidades ao redor do mundo.
A Republic e a Rolls-Royce, com sede e presença significativa em Indianápolis, estão entre sete investidores estratégicos que prometeram um investimento combinado de $ 105 milhões na Eve UAM LLC, um spinoff da fabricante de aeronaves baseada no Brasil, Embraer S.A.
O objetivo geral: nos próximos anos, desenvolver e operar uma frota de aeronaves elétricas de elevação vertical projetada para passageiros que estão dispostos a pagar um valor extra para atravessar a cidade mais rapidamente.
A Eve disse aos investidores no mês passado que o mercado global de mobilidade aérea urbana pode totalizar US $ 760 bilhões entre 2025 e 2040 - e pretende obter uma parte dessa receita.
“A mobilidade aérea urbana é um evento transformador na aviação e uma oportunidade geracional para interromper os setores de transporte terrestre e helicópteros”, disse o co-CEO Gerard DeMuro aos investidores no mês passado.
Tanto a Republic quanto a Rolls-Royce também são identificadas como entre mais de 30 entidades que assinaram memorandos de entendimento não vinculativos ou cartas de intenção para trabalhar com a Eve de outras maneiras. Uma apresentação para investidores identifica a Rolls-Royce como um parceiro de tecnologia e a Republic como um dos seus parceiros operadores de aeronaves de asa fixa.
Em um comunicado à imprensa emitido em 21 de dezembro, a Eve anunciou que ela e a Republic formaram uma parceria na qual a Republic compraria até 200 aeronaves elétricas de decolagem e pouso vertical de Eve. As duas partes também planejam “explorar oportunidades adicionais” com a LIFT Academy da Republic, uma escola de Indianápolis onde a Republic treina pilotos comerciais e técnicos de manutenção.
Eve e Republic trabalharão no “desenvolvimento de uma rede de implantação em todos os mercados da costa central e leste dos Estados Unidos, com foco inicial nos mercados de Boston, Nova York e Washington, DC”, disse o comunicado à imprensa.
A Republic, companhia aérea regional que opera voos para a American Airlines, Delta Air Lines e United Airlines, já possui bases de operações nessas três cidades, entre outras.
A Eve também anunciou parcerias semelhantes com outras empresas. Ao todo, a Eve diz que tem acordos não vinculantes com empresas que podem comprar até 1.735 aeronaves com um valor combinado de US $ 5,2 bilhões.
A Eve diz que também formou parcerias com várias empresas americanas e internacionais para desenvolver outras coisas que dariam suporte à aeronave, incluindo estações de recarga e tecnologia de manutenção.
A Embraer criou a Eve e a lançou como uma empresa independente em outubro de 2020. A Eve, com sede em Melbourne, Flórida, está em processo de abertura de capital por meio de uma fusão com a Zanite Acquisition Corp., uma empresa de aquisição de propósito específico com sede em Cleveland, Ohio . O negócio, que avalia a Eve em US $ 2,4 bilhões, deve ser fechado no segundo trimestre. Além dos US $ 105 milhões vindos da Republic, da Rolls-Royce e dos demais investidores estratégicos, a Embraer investirá US $ 175 milhões no empreendimento.
Para uma viagem típica de 20 milhas, a Eve diz que um voo em uma aeronave Eve pilotada custaria US $ 100, em comparação com US $ 78 para uma viagem de Uber e US $ 12 se o passageiro dirigisse seu veículo pessoal movido a gasolina. Um vôo de 20 milhas em uma aeronave autônoma Eve custaria US $ 50. A Eve disse que espera lançar aeronaves autônomas por volta de 2030.
Como exemplo de seus planos, a Eve disse que uma rede de serviços aéreos em Miami pode ter 88 rotas e 32 locais de decolagem e pouso. Os passageiros da Eve poderiam ir do bairro de South Beach ao Aeroporto Internacional de Miami (uma viagem de cerca de 11 milhas) em cerca de 7 minutos, em comparação com 45-90 minutos no tráfego moderado a pesado.
Claro, o sucesso do esforço é incognoscível neste ponto - só no início de 2026 que a Eve espera ter aeronaves em serviço - e ainda há muitas incertezas.
Em comunicações com os investidores, a Eve divulga uma longa lista de fatores de risco potenciais. Entre eles: O mercado de mobilidade aérea urbana pode não ser tão grande quanto o previsto, os clientes em potencial podem não estar dispostos a pagar um prêmio pelo serviço aéreo e certas localidades podem não permitir operações verticais de aeronaves devido a problemas de segurança percebidos ou outros riscos. Nenhuma das aeronaves ainda foi fabricada e eles podem não ter um desempenho de acordo com as expectativas.
A Republic e a Rolls-Royce se recusaram a comentar sobre seu envolvimento porque o projeto está em um estágio preliminar.
A Rolls-Royce projeta e fabrica tecnologia que permite que as aeronaves decolem e pousem verticalmente, e parte desse trabalho ocorre em Indianápolis. Mas a Rolls-Royce disse que é prematuro saber se o projeto Eve pode trazer algum trabalho para suas instalações locais.
E a Republic disse no início desta semana que ainda não estava preparada para falar sobre seu envolvimento no projeto Eve.



















