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01 novembro, 2023

Grafeno: tecnologia é um dos diferenciais de Caxias do Sul e do Brasil


*LRCA Defense Consulting - 01/11/2023

Um dos minerais mais abundantes no Brasil, e que vem ganhando destaque nos últimos 13 anos, o grafeno já é uma realidade em Caxias do Sul, devido às propriedades do componente. O material é reconhecido por aspectos como alta resistência mecânica, leveza, maleabilidade e alta condutividade térmica e elétrica. Para melhor dimensão, o material aguenta mais pressão que o aço, por exemplo, que é amplamente utilizado na construção civil.

O coordenador do UCS Graphene, Diego Piazza, explica o protagonismo de Caxias do Sul e do Brasil diante da produção do material. Ele salienta que não existe apenas um padrão que é trabalhado com o material. A tecnologia é um dos diferenciais do país.

O vice-presidente de Relações Institucionais do Simecs, Ruben Bisi, reforça a aplicabilidade e variações do componente. Ele destaca a produção de plásticos, que quando for feita a partir do grafeno, deve reduzir custos de até 15% por peça. Outro benefício será a leveza dos produtos originários do mineral.

Além disso, o grafeno poderá ainda ser utilizado na medicina, peças técnicas, calçados, artigos militares, antenas, e até mesmo tintas. Isso porque outro potencial é a alta cobertura e preenchimento, que deve viabilizar até a economia de material.

O professor Diego Piazza frisa os impactos ambientais do componente. É outra importante propriedade, visto problemas climáticos gerados pela poluição. Afinal, subprodutos não são gerados pelo grafeno.

Finep já aprovou R$ 771 milhões para projetos com grafeno
A Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) está preparando novos editais para investimentos em novas pesquisas com uso de grafeno. O objetivo é atrair interessados no desenvolvimento de projetos de inovação, até o fim do ano.

Ainda não há definição de quantos editais serão publicados e quais os valores envolvidos nessas chamadas públicas. Mas os projetos com aplicação de grafeno já mobilizaram mais de R$ 771 milhões em recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT), cuja secretaria-executiva é a Finep, de cinco anos para cá.

Nos últimos cinco anos, foram aprovados mais de R$ 416,8 milhões para financiar 63 projetos de empresas e institutos de ciência e tecnologia com o uso de grafeno. Do total, R$ 134,3 milhões já foram liberados. O prazo de execução segue até 2026.

O fundo da agência contempla universidades públicas e privadas, e institutos de ciência e tecnologia (ICTs) de todo o país, inclusive do Exército. São diversos tipos de projeto para desenvolvimento de materiais avançados em fase nanoestruturadas para termodinâmica computacional; área espacial e defesa; sustentabilidade ambiental; metamateriais para dispositivos médicos implantáveis; blindagem balística por manufatura aditiva; e técnicas de bioimpressão 4D.

Na lista de empresas estão, por exemplo, Rhodia, Taurus Armas, Orbital, Marcopolo, Sulbras, Pettenati Têxtil, Dini Têxtil, Fiber Inova, Flexform e Imobras Motores Elétricos. As companhias recebem subvenção com ou sem contrapartida usando recursos próprios, ou financiamento reembolsável a juros subsidiados da agência.

Nos últimos cinco anos, foram contratados junto à Finep 63 projetos com aplicação de grafeno, num total de R$ 135,7 milhões em financiamento. São 38 projetos de instituições de ciência e tecnologia (ICTs) e 21 de empresas. Do total financiado, R$ 120,38 milhões não são reembolsáveis e R$ 80 milhões já foram liberados.

A grande maioria dos projetos, ainda em execução, foi contratada com base em editais lançados pela Finep em 2020.

Grafeno deve se tornar material revolucionário no espaço
É inegável que o grafeno tem propriedades espantosas: mais forte do que o aço, melhor condutor elétrico do que o cobre e mais leve do que quase tudo o que tem propriedades semelhantes.

E embora tenha sido parcialmente adotado em tecnologias espaciais, há ainda muitos casos de utilização em que uma forma pura do material poderia beneficiar dramaticamente a indústria espacial.

Para detalhar essas oportunidades, um grupo de cientistas da Agência Espacial Italiana publicou recentemente um documento que analisa o papel do grafeno na exploração espacial - e onde poderá ter um impacto ainda maior em breve.

Este estudo demonstrou que até 1,9% do carbono do meio interestelar é constituído por grafeno. O mesmo é criado durante o processo destrutivo de uma estrela e se espalhae pela galáxia como parte do processo.

Infelizmente, recriar uma supernova não é tão fácil aqui na Terra. E criar grafeno aqui na Terra também não é fácil - pelo menos não à escala necessária para que todas as suas propriedades materiais se tornem realidade. Contudo, mesmo um pouco de grafeno adicionado à mistura faz a diferença.

Normalmente, os engenheiros combinam o grafeno com diferentes metais e polímeros para aplicações espaciais, dando origem a uma classe de materiais conhecidos como nanocompósitos.

Mesmo esta pequena quantidade deste material pode ter benefícios positivos significativos para os resultados do compósito - quer aumentando a sua condutividade térmica ou rigidez. Alguns compósitos podem mesmo ser utilizados como sensores, com os seus resultados a controlar coisas como o posicionamento de foguetões.

Outros casos de utilização, como velas solares, antenas e sistemas anti-desgaste, mostram a versatilidade do grafeno. Mas para onde é que vamos a partir daqui? Ainda não existe uma forma de fabricar com sucesso grafeno puro com as propriedades físicas que desejamos. Porém, há muita investigação sobre a forma de o fazer.

O documento, apresentado pela Agência Espacial Italiana, faz um trabalho razoável na descrição de potenciais casos de utilização, obstáculos e oportunidades para a utilização do grafeno no espaço. Ainda há trabalho a fazer antes deste material se tornar útil nos ambientes mais adversos. No entanto, dado o seu potencial, uma forma artificial de grafeno, poderemos ainda ver muitas evoluções no âmbito espacial.

UCS realizará 2ª Feira Brasileira do Grafeno em novembro
A Universidade de Caxias do Sul já oficializou as informações sobre a 2ª Feira Brasileira do Grafeno, o 1º Simpósio de Materiais Avançados e a 2ª Mostra de Ciência, Tecnologia e Inovação, eventos que ocorrem dias 13 e 14 de novembro no Ginásio 1 da Vila Poliesportiva, no Campus-Sede da UCS. As informações foram compartilhadas pelo reitor da UCS, professor Gelson Leonardo Rech, pela pró-reitora de Inovação e Desenvolvimento Tecnológico, professora Neide Pessin, e pelo pesquisador Diego Piazza, coordenador do UCSGRAPHENE.

O evento apresentará muitos resultados e possibilidades de mercado que o grafeno torna realidade e que vem revolucionando a indústria mundial como um dos maiores recursos atuais para aplicações em alta tecnologia.

Assim como na primeira edição da Feira, realizada em julho de 2021, o evento tem como objetivo conectar profissionais e negócios e revolucionar a indústria mundial por meio do grafeno. Para tanto, terá a participação de mais de 60 expositores, mais de 20 palestrantes renomados e apresentações de cases por meio do 1º Simpósio de Materiais Avançados, uma das novidades desta edição.

A segunda edição da Feira Brasileira do Grafeno consolida a UCSGRAPHENE no ecossistema de desenvolvimento de nanomateriais, que hoje se destaca na América Latina como um dos principais ecossistemas de inovação voltado à produção, caracterização e aplicação de grafeno.

O público aguardado é de mais de 10 mil profissionais da indústria, empresários, empreendedores, especialistas em inovação, autoridades governamentais municipais, estaduais e federais, tornando-se uma oportunidade única para networking e negócios.

O evento conta com apoio da Prefeitura de Caxias do Sul, InovaRS, EMBRAPII, Finep, SIMECS, Simplás, SEBRAE, Sicredi, Instituto Hercílio Randon, UCSfm, FAPERGS, SINDUSCON-RS, CRA-RS, CIC Caxias, MoBicaxias e XPlay.

O Evento: 2ª Feira Brasileira do Grafeno, em paralelo ao 1º Simpósio de Materiais Avançados e a 2ª Mostra de Ciência, Tecnologia e Inovação

Quando: dias 13 e 14 de novembro, das 9h30min às 20h

Onde: Ginásio 1 da Vila Poliesportiva, no Campus-Sede da UCS, em Caxias do Sul

Evento gratuito 

*Com informações da ZextecNano

09 fevereiro, 2023

Taurus Helmets lança o primeiro capacete feito com grafeno no mundo

Capacete modelo Cafe Racer, da linha Urban Helmets, com preço de R$ 989,00

*LRCA Defense Consulting - 09/02/2023 (atualizado em 10/02, às 09 horas)

A Taurus Helmets, empresa controlada 100% pela Taurus Armas S.A. - lançou o primeiro capacete automobilístico feito com grafeno no mundo. 

O grafeno é uma camada fina de grafite que é transparente, flexível, resistente e altamente condutora de energia. 

A Taurus Helmets começou a colaborar com a Universidade de Caxias do Sul e a empresa Znano de nanotecnologia em 2021 para utilizar o grafeno em seus capacetes. O resultado foi a fórmula Graph-X que melhora o conforto térmico e a segurança dos capacetes. O revestimento de grafeno permite a distribuição da força de impacto, tornando-os menos suscetíveis a danos, mesmo em condições de alta temperatura. 

O primeiro lançamento será com o modelo Cafe Racer, da linha Urban Helmets, fabricado em ABS, com o preço de R$ 989,00 mantido em relação ao modelo clássico. A Taurus Helmets faz cinco lançamentos por ano com o objetivo de melhorar a performance dos produtos e reduzir custos e consumo consciente. 

Carlos Laurentis, CEO da Taurus Helmets, disse ao Portal Terra que as entidades envolvidas no projeto apresentaram, em 2020, a possibilidade de utilizar o grafeno por meio de polímeros (macromoléculas resultantes da união de muitas unidades de moléculas pequenas), o que acabou ganhando o nome "Graph-X".

"O maior desafio foi chegar à fórmula do Graph-X, integrando o grafeno com materiais ainda não utilizados em nosso processo produtivo", diz.

A partir da nova fórmula, o material, que promete melhorar propriedades de outros elementos que recebam uma pequena porcentagem de sua composição, entrou na cadeia de produção da empresa.

Com a integração do grafeno, a companhia promete um capacete mais forte, seguro e eficiente na absorção de impactos. O artefato supostamente pode suportar mais choques sem sofrer danos mesmo em altas temperaturas, graças à sua grande capacidade de dissipação de calor.

Líder na fabricação de capacetes automobilísticos no Brasil, a Taurus Helmets poderá aumentar ainda mais sua fatia de mercado com a introdução do grafeno, haja vista que, além de se tratar de uma inovação tecnológica brasileira sem par no mundo, contibuirá para aumentar significativamente a segurança dos usuários.

Sobre a Taurus Helmets
A Taurus Helmets é pioneira e líder na fabricação de capacetes no Brasil, possuindo hoje cinco marcas em seu portfólio: San Marino - a marca de capacetes mais vendida do Brasil, Urban Helmets, Joy23, Zarref e Wind.

A empresa utiliza toda a experiência e o rígido padrão de qualidade da Taurus Armas S.A., líder mundial na venda de armas leves, para a fabricação dos capacetes. Possui cobertura de vendas nacional com mais de 12 mil pontos de vendas, além de e-commerce, atuando ainda em exportação de larga escala para América Latina e EUA .

Números robustos e possibidade de venda
A operação de capacetes é historicamente rentável e lucrativa. No 3º trimestre de 2022, a Taurus Helmets teve uma participação de 4,3% na receita líquida consolidada da Taurus Armas, correspondendo a cerca de R$ 27,52 milhões.

A Taurus permanece avaliando propostas para a venda de sua operação de capacetes, já que ela não faz mais parte do seu core business. No entanto, como não está mais pressionada a realizar ativos para suprir demandas de seu caixa e como a operação permanece em atividade e lucrativa, só considerá aquelas que trouxerem o retorno do valor que realmente o negócio possui.

10 julho, 2021

Grafeno: conheça o produto que poderá liderar a próxima revolução tecnológica mundial


*LRCA Defense Consulting - 10/07/2021

O grafeno é uma das formas alotrópicas do carbono, assim como o diamante, o carvão e o grafite (do qual é derivado), caracterizando-se pela organização hexagonal dos átomos. Trocando em miúdos, ele tem a capacidade de se apresentar sob formas diferentes. Foi isolado pela primeira vez em 2004, na Inglaterra, pelos cientistas Andre K. Geim e Konstantin S. Novoselov, em uma pesquisa que ganhou o Prêmio Nobel de Física.

Tem elevada transparência, é leve, maleável, resistente ao impacto e à flexão, ótimo condutor térmico e elétrico, em meio a inúmeras vantagens mais. Ganhou fama e é, hoje, considerado o material mais leve e forte do mundo, 200 vezes mais resistente do que o aço, superando mesmo o nobre diamante. Uma folha de grafeno de 1m² pesa 0,0077 gramas, mas, pasmem, é capaz de suportar até 4 quilos.

É também o material mais fino que existe — tem a espessura de um átomo ou 1 milhão de vezes menor que um fio de cabelo. Sua elevadíssima condutividade elétrica se deve ao fato de os elétrons se moverem em seu interior sem, praticamente, nenhuma resistência e, aparentemente, sem massa.

As propriedades mecânicas, elétricas, térmicas, ópticas do grafeno superam materiais convencionais em diversas aplicações. Além disso, tais qualidades podem ser combinadas em um único material, componente ou sistema.

Assim, diante desse crème de la crème dos materiais, as aplicações são promissoras tanto para o aperfeiçoamento de tecnologias existentes, quanto para a criação daquelas disruptivas.

Conheça mais sobre o grafeno na primeira parte do vídeo produzido pela TV Brasil. Na semana que vem, será publicada a segunda parte, vcom ênfase nas suas múltiplas aplicações.



Feira do Grafeno formaliza estímulo a pesquisas com material

Radioagência Nacional - 09/07/2021

Começou hoje e vai até a próxima sexta-feira a Primeira Feira Brasileira do Grafeno, na Universidade de Caxias do Sul, no Rio Grande do Sul. A abertura oficial ocorreu durante a tarde, com a participação do presidente Jair Bolsonaro e do ministro da Ciência, Tecnologia e Inovações, Marcos Pontes.

Bolsonaro afirmou ter grande expectativa sobre o desenvolvimento da cadeia produtiva do produto.

Durante a cerimônia, foram assinados quatro documentos. O primeiro foi um convênio para desenvolver o uso medicinal do grafeno, com investimento de mais de 1 milhão e 800 mil reais. O segundo documento foi um acordo de parceria entre diversas instituições de pesquisa pelo país.

O ministro Marcos Pontes também assinou a portaria que instituiu o programa Inova Grafeno, para desenvolver as cadeias produtivas do grafeno e outros materiais à base de carbono. E Bolsonaro criou, por decreto, a Política de Materiais Avançados, para fabricar produtos com o uso de novas tecnologias.

Marcos Pontes afirmou que o grafeno tem grande potencial de retorno financeiro.

Em entrevista à TV Brasil Gov, o coordenador-geral de Tecnologias Habilitadoras do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações, Felipe Belucci, explicou o que é o grafeno e como o material pode ser usado.

O evento também marcou a inauguração da UCSGraphene. É a primeira fábrica de grafeno em escala industrial da América Latina.

Saiba mais:

- Taurus mostra ao Presidente da República armas e capacetes com o revolucionário grafeno

- Tecnologia revolucionária: Taurus e UCS desenvolverão as primeiras armas leves com grafeno no mundo

- Na 1ª Feira Brasileira do Grafeno, Taurus estará expondo a primeira arma com este material no mundo

- CEO Global da Taurus comenta sobre a revolução que o grafeno poderá trazer à empresa

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