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24 abril, 2025

ITA avança em projeto de microssatélite com aplicações em ciência e defesa

 


*LRCA Defense Consulting - 24/04/2025

Em meados de março, o Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) finalizou com êxito a Revisão Preliminar de Projeto (PDR) do projeto ITASAT 2, um marco importante no desenvolvimento desse pequeno satélite que conta com apoio da Agência Espacial Brasileira (AEB), Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA). A banca contou com representantes da AEB, NASA, ITA, Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), US SouthCom, Utah State University (USU) e FINEP.

A missão ITASAT 2 dá continuidade às iniciativas de pequenos satélites, baseando-se nas experiências acumuladas em missões anteriores, como o ITASAT e o SPORT. O novo microssatélite, projetado para operações no espaço, integra uma série de tecnologias inovadoras, e seu desenvolvimento está alinhado com os requisitos da missão lunar SelenITA, também conduzida pelo ITA.

Com uma arquitetura modular que promove flexibilidade e eficiência, o ITASAT 2 será capaz de carregar múltiplos instrumentos científicos, entre eles sensores para monitoramento do clima espacial, um sensor de geolocalização por radiofrequência (RF) e uma câmera óptica. Essa configuração permitirá que o satélite apoie tanto pesquisas científicas quanto aplicações de defesa.

Com lançamento previsto para os próximos anos, o ITASAT 2 será composto por três CubeSats, com duas missões principais:

- Científica: monitoramento da ionosfera e avaliação das bolhas de plasma que impactam comunicações e navegação.

- Defesa: geolocalização de fontes de radiofrequência e identificação óptica de embarcações não colaborativas, em solo e no mar.

O principal objetivo da missão é expandir as capacidades tecnológicas em satélites brasileiros, com avanços em eletrônicos tolerantes à radiação, operações autônomas em órbita e técnicas avançadas de geolocalização. Além disso, o ITASAT 2 servirá como uma plataforma para capacitação técnica, fortalecendo a expertise nas indústrias espaciais e em instituições acadêmicas.

A missão ITASAT 2 também busca atender a importantes iniciativas estratégicas do Brasil, ao fornecer dados essenciais para o monitoramento ambiental, previsão de clima espacial e consciência situacional.

"A PDR é um marco importante no ciclo de vida do ITASAT 2 visando refinar o conceito da missão, reforçar o design preliminar, e validar as tecnologias críticas ao sucesso do projeto. A AEB teve a oportunidade de participar de uma avaliação independente por pares do status do projeto. A banca considerou que o ITASAT2 está apto a prosseguir para a próxima fase de desenvolvimento”, afirma Felipe Fraga, Coordenador de Satélites e Aplicações da AEB.

A previsão é de que, uma vez em órbita, o ITASAT 2 desempenhe um papel central nas pesquisas científicas e nas operações de defesa, valide tecnologias de ponta em ambiente espacial e contribua com a inovação no setor aeroespacial brasileiro.

*Com informações da Agência Espacial Brasileira e do ITA

19 dezembro, 2024

Akaer conclui com sucesso a Fase A do projeto do Veículo Lançador de Pequeno Porte VLN-AKR


*LRCA Defense Consulting - 19/12/2024

No dia18 de dezembro, na Akaer, foi concluído com sucesso a Fase A do projeto do Veículo Lançador de Pequeno Porte. A Revisão Preliminar de Requisitos oficializou o encerramento desta etapa inicial, confirmando que os prazos e objetivos foram cumpridos.

Agora, o projeto avança para a Fase B, dedicada às definições preliminares, que culminará com a Revisão Preliminar de Projeto.

O Veículo Lançador de Pequeno Porte (VLPP), que está em desenvolvimento na Akaer, denominado de VLN-AKR, atualmente está na fase de definição da configuração preliminar para verificar a capacidade de satelitizar nano e microssatélites. 

O protótipo do futuro veículo deverá ter capacidade para lançamento de, no mínimo, cinco quilos de carga-útil na órbita equatorial, com a realização das operações de lançamento a partir do território brasileiro, no centro de lançamento de Alcântara, onde também serão realizados todos os testes de voo.

O VLN-AKR é fruto de uma colaboração entre ‌Akaer, Acrux Aerospace Technologies, Brengtech e EMSISTI, com financiamento e apoio da FINEP. Esse projeto brasileiro apresenta algumas características com tecnologias avançadas como:
- Motores leves de materiais compostos, garantindo maior eficiência.
- Controle vetorial de empuxo para máxima precisão.
- Arquitetura eletrônica compacta, reduzindo peso e volume. 

A previsão é que o primeiro lançamento do VLN AKR ocorra no primeiro semestre de 2027. Com isso, o Brasil busca se unir ao seleto grupo de apenas 13 países no mundo capazes de realizar lançamentos orbitais de forma independente.

13 dezembro, 2023

Avibras emite nota sobre o veículo lançador de microssatélites brasileiro

 


*LRCA Defense Consulting - 13/12/2023

Em relação à reportagem veiculada nesta quarta-feira, dia 13/12/23, no Canal Caiafa Master no YouTube, intitulada “Foguete VLM agora é da Akaer! Sai Avibras Aeroespacial e Defesa e entram as empresas Akaer e Cenic", a Avibras esclarece que a informação não procede. O projeto do Veículo Lançador de Microssatélites (VLM) é desenvolvido pelo Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE), uma organização do Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA) em parceria com a Avibras e não envolve outras empresas e a Finep.

A Avibras permanece como parceira do IAE neste importante projeto, que visa lançar microssatélites em órbitas baixas equatoriais e de reentrada atmosférica com três estágios. A empresa é a única fabricante do motor S50, concebido com tecnologia nacional e inovadora, incorporando fibra de carbono no envelope motor, uma combinação única de leveza e eficiência, evidenciando um salto tecnológico para o Programa Espacial Brasileiro (PEB). Este motor representa uma etapa determinante para a conclusão do VLM.

Recentemente a Avibras realizou com sucesso o carregamento do motor S50, que envolveu o trabalho, a dedicação e a competência de uma equipe multidisciplinar da empresa. É importante ressaltar que o desenvolvimento bem-sucedido do motor S50 não apenas valida um projeto totalmente nacional, mas também impulsiona o desenvolvimento de foguetes suborbitais e lançadores de microssatélites.

O VLM representa um feito tecnológico, posiciona o Brasil como participante ativo no mercado global de lançamentos de nano e microssatélites e contribui para o crescimento e a inovação no setor espacial, e a Avibras como empresa aeroespacial e pioneira no Programa Espacial Brasileiro faz parte desta conquista.

Akaer desenvolverá veículo lançador de nano e microssatélites


*LRCA Defense Consulting - 13/12/2023

A Akaer venceu seleção pública do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) para o desenvolvimento de um veículo lançador de pequeno porte capaz de levar nano e microssatélites ao espaço.

O edital prevê um investimento de R$ 185 milhões no projeto, por meio da FINEP (empresa pública de fomento ligada ao governo federal), nos próximos três anos – trata-se de um dos maiores contratos de subvenção econômica à inovação já celebrados no país.

A construção do veículo lançador representa um enorme salto para o Brasil, assegurando maior autonomia de acesso ao espaço. Atualmente, apenas 13 países dominam essa tecnologia.

“Liderar um projeto de tamanha importância para o futuro do país é uma grande honra para a Akaer, que tem a inovação em seu DNA”, disse o CEO da empresa, Cesar Silva.

O contrato foi anunciado nesta quarta-feira (13) durante solenidade em Brasília, com as presenças da ministra de Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, do presidente da FINEP, Celso Pansera, e do presidente da AEB (Agência Espacial Brasileira), Marco Antonio Chamon, entre outras autoridades.

A seleção pública do MCTI avaliou, entre outros pontos, o grau de inovação de cada proposta apresentada e seu impacto de médio e longo prazos (incluindo o potencial de geração de empregos e a capacidade de internacionalização). Foram analisadas, também, a experiência e a capacidade técnica e operacional das concorrentes.

A previsão é que o protótipo do futuro veículo tenha capacidade para lançamento de, no mínimo, cinco quilos de carga-útil na órbita equatorial, com a realização das operações de lançamento a partir do território brasileiro.

“Os nanossatélites e microssatélites movimentaram US$ 2,8 bilhões em 2022, e é esperado que esse mercado alcance US$ 6,7 bilhões até 2027. Além dos ganhos científicos e das possíveis aplicações em diversas áreas, o projeto apoiado pela FINEP insere o Brasil em um mercado muito promissor”, afirmou o CEO Cesar Silva.

O projeto será custeado com recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT), sob acompanhamento da FINEP e da AEB.

*Com informações da Akaer.

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