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19 outubro, 2026

Polônia avalia Super Tucano para renovar treinamento militar, com capacidade antidrone como diferencial

Após demonstrações do A-29 e do Pilatus PC-21, comando polonês busca substituir os Orlik; Embraer pode oferecer uma aeronave multimissão para defesa multicamadas, enquanto Varsóvia prioriza F-16 e FA-50PL para interceptar ameaças mais rápidas

Major-General Ireneusz Nowak (centro), comandante operacional das Forças Armadas Polonesas, no A-29, em janeiro de 2026, na Embraer

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LRCA Defense Consulting - 19/10/2026 - 09h25

A Polônia iniciou análises para substituir seus aviões de treinamento PZL-130 Orlik e incluiu o Embraer A-29 Super Tucano e o suíço Pilatus PC-21 em atividades de demonstração e avaliação dos respectivos sistemas de formação de pilotos. A informação foi confirmada pelo major-general aviador Ireneusz Nowak, comandante operacional das Forças Armadas polonesas, em entrevista publicada pelo portal Defence24 em 15 de outubro. Embora o interesse pelo A-29 já fosse conhecido no contexto da defesa contra drones, a declaração revela uma oportunidade distinta para a indústria brasileira: a renovação da frota de instrução militar.

Avaliação concreta, mas nenhuma escolha anunciada 
Segundo Nowak, os militares realizaram em 2026 voos de demonstração e conheceram os sistemas integrados de treinamento associados ao Super Tucano e ao PC-21. O general afirmou que já existem conclusões internas sobre as duas plataformas, sem revelar os resultados. A necessidade ainda deverá ser incorporada aos instrumentos de planejamento de capacidades e ao Plano de Modernização Técnica. Portanto, as avaliações são fatos confirmados, mas não há anúncio de vencedor, contrato ou quantidade de aeronaves a adquirir.

A frota atualmente citada pela Defence24 reúne 28 PZL-130 Orlik TC-II Advanced, empregados na 42ª Base de Aviação de Treinamento, em Radom, integrante da 4ª Ala de Aviação de Treinamento. O Orlik atua em etapa anterior à instrução avançada realizada no M-346 Bielik. A preocupação de Nowak é que, mesmo modernizado, o turboélice polonês já não corresponda plenamente às necessidades de preparação para caças de quinta geração e para os F-16 após modernização.

Super Tucano e PC-21: duas propostas com vocações diferentes 
O PC-21 foi concebido como plataforma de treinamento militar avançado, com sistemas de simulação e recursos destinados a aproximar a instrução turboélice dos procedimentos de aeronaves de combate. Por isso, seu mérito precisa ser examinado à luz do currículo polonês, da integração com simuladores, dos custos de formação e da transição ao M-346 e aos caças.

O A-29 Super Tucano também oferece treinamento militar, mas acrescenta uma característica relevante: é uma aeronave de combate leve, com sensores e armamentos, experiência operacional e capacidade de executar missões além da instrução. Para a Embraer, essa flexibilidade pode ampliar o aproveitamento da frota, desde que a Polônia atribua valor a essas missões adicionais. Não há indicação pública de que o combate a drones seja requisito formal ou fator determinante na escolha do sucessor do Orlik.

A capacidade antidrone é vantagem potencial, não decisão polonesa 
A Embraer vem desenvolvendo um conceito de emprego do A-29 contra sistemas aéreos não tripulados, combinando detecção, identificação, sensores e armamentos já associados à plataforma. A LRCA noticiou, em setembro de 2026, a preparação de uma demonstração de prova de conceito com drones reais. Esse desenvolvimento pode tornar o Super Tucano especialmente útil contra alvos relativamente lentos, como drones de ataque movidos a hélice, em missões de defesa aérea em camadas.

A designação A-29N identifica a configuração voltada a requisitos da OTAN, mas não significa, por si só, que toda aeronave dessa versão já disponha de uma capacidade antidrone integralmente demonstrada e operacional. Também não seria correto afirmar que o PC-21 é tecnicamente incapaz de receber adaptações: a diferença comprovável é que o Super Tucano já dispõe de uma arquitetura de combate e de um programa específico de desenvolvimento dessa missão, ao contrário do PC-21 em sua configuração usual de treinamento. 

Major-General Ireneusz Nowak, comandante operacional das Forças Armadas Polonesas, no A-29, em janeiro de 2026, na Embraer

F-16 e FA-50PL são a prioridade imediata contra drones 
Na mesma entrevista, Nowak esclareceu que o esforço principal polonês está concentrado na integração dos foguetes guiados APKWS II aos F-16 e, em seguida, aos FA-50PL. Segundo o oficial, os pods de designação Sniper dos F-16 já receberam atualizações de software pertinentes, enquanto a disponibilidade do armamento enfrenta restrições de fornecimento. Ele também observou que o avanço de drones a jato, mais velozes e capazes de voar mais alto, alterou o problema operacional antes associado principalmente a alvos do tipo Shahed-136.

Essa avaliação não torna o A-29 irrelevante para a defesa aérea. Significa, porém, que a Polônia não está apresentando o turboélice como resposta principal à ameaça mais rápida. Em uma arquitetura de defesa em camadas, um interceptador de menor custo pode preservar caças e mísseis mais caros para alvos que exigem maior desempenho. Sua utilidade concreta dependerá de alerta antecipado, comunicações, condições meteorológicas, armamento, regras de engajamento e capacidade de alcançar os drones antes que atinjam seus objetivos.

Formar pilotos mais rapidamente também pesa na decisão 
Nowak defendeu mudanças na organização do ensino militar polonês, reduzindo interrupções entre etapas de instrução teórica e prática. A proposta descrita pelo general prevê maior continuidade da formação em voo, para evitar perda de proficiência. Nesse contexto, a futura aeronave será julgada não apenas pelo desempenho individual, mas pela contribuição ao sistema completo de treinamento, incluindo disponibilidade, simuladores, logística e progressão dos alunos.

Oportunidade para a Embraer, com limites claros 
A experiência do A-29 em diferentes forças aéreas e a adoção do A-29N por Portugal reforçam a credibilidade da proposta brasileira no ambiente da OTAN. Para a Embraer, a eventual combinação de treinamento e missões secundárias de vigilância, ataque leve e interceptação de drones lentos oferece um argumento comercial que o PC-21, essencialmente dedicado à instrução, não apresenta da mesma forma.

Entretanto, a decisão de Varsóvia poderá privilegiar a eficácia pedagógica e a compatibilidade com a cadeia de treinamento já existente, independentemente da capacidade de combate adicional. Também não há elementos públicos suficientes para afirmar qual concorrente possui vantagem em preço, custo por hora de voo ou preferência militar.

A principal novidade, portanto, não é uma suposta escolha polonesa pelo Super Tucano, mas a confirmação de que a aeronave brasileira foi efetivamente examinada para uma necessidade de treinamento. Se a Polônia buscar uma plataforma estritamente formadora de pilotos, a disputa seguirá um conjunto de critérios. Se valorizar uma frota capaz de instruir e contribuir para a defesa em camadas contra drones lentos, o A-29 terá um diferencial a apresentar. A decisão ainda está aberta.

13 outubro, 2025

Forças Armadas e polícias ampliam uso de drones em Defesa e Segurança Pública na Amazônia

 


*LRCA Defense Consulting - 13/10/2025

Militares do Comando Militar do Norte, policiais militares e agentes da Polícia Rodoviária Federal (PRF) participaram de um curso intensivo de operador de drones, promovido pelo Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam) em Belém (PA). A iniciativa marca uma nova era na integração entre tecnologia e segurança pública, especialmente nos preparativos para a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, a COP 30, que ocorrerá em novembro de 2025 na capital paraense.​​

Drones: novas ferramentas na Segurança e na Defesa
O treinamento oferecido pelo Censipam abordou técnicas avançadas de pilotagem, coleta de imagens estratégicas e vigilância aérea, ampliando significativamente a capacidade de resposta das forças de segurança em situações críticas e durante grandes operações. Os participantes realizaram práticas de sobrevoo, reconhecimento de áreas, simulações de abordagem de drones irregulares e aprenderam normas legais para atuação em eventos de grande escala.​

Instrutores destacaram que as imagens e dados obtidos pelos drones permitem uma visão ampla e detalhada do terreno, facilitando a tomada de decisões, a prevenção de incidentes e a identificação de riscos. “O uso de drones representa um avanço estratégico para a proteção da população e o sucesso das missões durante eventos como a COP 30”, explica João Bosco, instrutor do Censipam.​

Além disso, o treinamento de militares das Forças Armadas visa preparar esses profissionais para a utilização eficiente dos drones no contexto da guerra moderna, onde esses equipamentos desempenham papel fundamental em operações de reconhecimento, vigilância, e ataques de precisão. A evolução tecnológica dos drones tem transformado o campo de batalha, permitindo maior alcance, menor risco para os combatentes e ações rápidas e decisivas. O domínio dessas tecnologias é crucial para a manutenção da superioridade estratégica das Forças Armadas brasileiras em um cenário global cada vez mais tecnológico.​​

Preparativos para a COP 30
Os profissionais capacitados atuarão diretamente nas ações de vigilância e monitoramento aéreo durante a COP 30, fortalecendo o aparato de segurança destinado a milhares de delegações e visitantes esperados em Belém. As operações contemplam desde o mapeamento de áreas restritas até o bloqueio de uso irregular de drones, evitando riscos à aviação civil e à integridade dos participantes.​

A Polícia Federal, por exemplo, está preparando operações específicas para evitar o uso não autorizado de drones nos arredores do Aeroporto Internacional de Belém e nos locais dos eventos – áreas mapeadas e sob fiscalização intensa. A atuação será integrada entre forças federais, estaduais e municipais, aplicando protocolos de grandes eventos e avançada tecnologia.​


Segurança Pública e legado tecnológico
Além do foco na COP 30, o curso faz parte de uma política mais ampla de modernização da segurança pública na Amazônia. O uso de drones deve se consolidar como ferramenta essencial em fiscalizações, patrulhamento e operações de inteligência, até mesmo após a conferência internacional, criando novas possibilidades para reduzir a criminalidade e aumentar a eficiência das forças de segurança no Brasil.​​

Diversas instituições e estados investem na capacitação de agentes e na aquisição de equipamentos de ponta, fortalecendo o enfrentamento ao crime, à proteção ambiental e à resposta rápida em emergências – num momento em que eventos globais como a COP 30 demandam máxima preparação e uso inteligente de tecnologia.​

O legado da iniciativa impulsionada pelo Censipam é a formação de equipes qualificadas para operar drones com excelência, garantindo segurança, precisão e agilidade nas missões que envolvem a proteção da Amazônia e da população brasileira.

30 agosto, 2023

Embraer e CAE expandem rede global de treinamento do E-Jet E2


*LRCA Defense Consulting - 30/08/2023

 A Embraer e a CAE anunciaram uma expansão da joint-venture entre as empresas, com o objetivo de incluir o treinamento de pilotos e tripulantes de cabine para a família E-Jet E2. Com início previsto em dezembro de 2023, o novo programa de treinamento de pilotos da Embraer-CAE Training Services (ECTS) em Singapura contará com um novo simulador de voo completo (FFS, na sigla em inglês), de última geração, para os E-Jets E2 no Centro de Treinamento de Voo da CAE no local. 

Os programas de treinamento de pilotos e tripulantes de cabine do E2 serão gradualmente expandidos para locais estratégicos da rede global da CAE a fim de apoiar as entregas dos jatos da Embraer. O anúncio ocorreu no Simpósio de Treinamento de Companhias Aéreas da Ásia-Pacífico (APATS 2023). 

"Estamos muito satisfeitos em ampliar nossa oferta de treinamentos de pilotos para apoiar o crescente número de operadores dos E-Jets E2 na região da Ásia-Pacífico", afirma Johann Bordais, Presidente e CEO da Embraer Serviços & Suporte. "Estamos comprometidos em oferecer programas de treinamento de alta qualidade, posicionados em locais próximos aos nossos clientes". 

"A chegada da plataforma dos E-Jets E2 em nossa joint-venture é um avanço natural na parceria construída entre CAE e Embraer nos últimos 16 anos", disse Michel Azar-Hmouda, Vice-Presidente de Treinamento de Aviação Comercial da CAE. "O lançamento do novo programa em Singapura traz o treinamento para mais perto dos nossos clientes da Ásia-Pacífico e é decisivo na prontidão dos pilotos para o início da operação com os jatos da Embraer." 

Singapura foi escolhida como o primeiro local por conta da crescente frota de jatos E2 na Ásia-Pacífico.  A instalação do simulador de voo (FFS) e do programa de treinamento de pilotos aumenta a proposta de valor da Embraer na região. 

As soluções de treinamento do ECTS são destaques na plataforma da Embraer Serviços & Suporte, que reúne todo o portfólio de produtos e soluções para proporcionar a melhor experiência de atendimento e potencializar o negócio de pós-venda, intensificando a presença da companhia no dia a dia dos operadores e gerando mais valor para os clientes. O programa de treinamento do E2 contará com simuladores de voo completos (FFSs) da série CAE 7000XR, incluindo o inovador sistema visual CAE Tropos™ 6000XR, bem como dispositivos de treinamento de voo (FTDs) da série CAE XR.

Sobre a CAE
Na CAE são preparadas pessoas em funções importantes com a experiência e as soluções para criar um mundo mais seguro. Como uma empresa de tecnologia, digitaliza o mundo físico, implantando treinamento de simulação baseado em software e soluções de suporte a operações críticas. Acima de tudo, capacita pilotos, tripulantes de cabine, companhias aéreas, forças de defesa e segurança e profissionais de saúde para que tenham o melhor desempenho possível todos os dias, em especial quando os riscos são mais altos. 

Em todo o mundo, está em todos os lugares onde os clientes precisam que esteja, com mais de 13.000 funcionários em aproximadamente 250 instalações e locais de treinamento em mais de 40 países.

A CAE representa mais de 75 anos de pioneirismo no setor - os simuladores de voo, de missão e médicos da mais alta fidelidade e os programas de treinamento alimentados por tecnologias digitais. A empresa incorpora a sustentabilidade em tudo o que faz, garantindo, hoje e amanhã, que seus clientes estejam prontos para os momentos que importam.

25 julho, 2022

CBC lança nova família de munições Polymatch, exclusivas para treinamento


*LRCA Defense Consulting - 25/07/2022

A Companhia Brasileira de Cartuchos (CBC), Empresa Estratégica de Defesa e líder mundial em munições, está lançando no mercado a nova família de munições Polymatch, desenvolvida nos principais calibres de armas curtas: 9mm, .45Auto, .40S&W, .38SPL, .357Mag e, em breve, .380Auto (que está em fase de homologação junto a órgão competente).

Exclusivas para treinamento, seus projéteis são revestidos por quatro camadas de polímero especial, sendo carregadas com peso de projétil adequado para proporcionar recuo e precisão similares às munições operacionais.

O revestimento de polímero do projétil Polymatch proporciona menor aquecimento e atrito no cano da arma, quando comparado com projéteis encamisados, estendendo assim a vida útil da arma.  

Outro diferencial é a redução da emissão de fumaça e menor acúmulo de chumbo na arma, quando comparada às munições com projéteis de chumbo convencionais. Além de oferecer aos consumidores a confiabilidade de uma munição original de fábrica e excelente custo-benefício, possibilitando treinamento constante.

A CBC consiste no maior complexo industrial integrado de fabricação de munições do mundo. Conta também em sua estrutura com a fábrica de iniciadores, de propelentes, engenharia de máquinas e de tecnologia, além de laboratórios de controle de qualidade e balística.


“Todos os produtos comercializados pela CBC são submetidos a exaustivos testes durante o desenvolvimento, abrangendo desempenho balístico e conformidade com normas internacionais, além de possuírem certificados de reconhecimento de qualificação dos mais renomados órgãos mundiais. Toda essa estrutura aliada à sua credibilidade internacional, fizeram com que a CBC alcançasse o patamar de líder mundial em fabricação de munições, um orgulho para nós brasileiros”, afirma Paulo Ricardo Gomes, Diretor Comercial & Marketing da CBC.

O pré-lançamento da nova família de munições Polymatch ocorreu em julho de 2022 nas lojas Platinum Partner, do Programa de Relacionamento com o Lojista (PRLO) promovido pela Companhia Brasileira de Cartuchos (CBC) e pela Taurus. Estes estabelecimentos possuem, entre outros benefícios, acesso antecipado a lançamentos de produtos das marcas CBC e TAURUS.

O lançamento oficial da nova família de munições Polymatch ao mercado ocorreu dia 18 de julho, com comercialização nas lojas revendedoras CBC de todo Brasil

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