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22 março, 2023

Com seu 2º melhor resultado histórico, Taurus mira EUA, Índia, dividendos e recompra de ações


*LRCA Defense Consulting - 22/03/2023

No decorrer dos últimos anos, a Taurus ganhou participação no mercado norte-americano e se firmou como a empresa líder mundial no setor em termos de volume de vendas, lucro bruto (e sua margem), Ebitda (e sua margem) e, também, destacou-se finalizando o ano de 2022 com um caixa recorde em sua história.

Ao analisar os números de seu balanço ontem divulgado, é necessário considerar que o ano de 2021 para a Taurus e para todas as fabricantes americanas de armamento leve foi um ano completamente atípico, haja vista a "tempestade perfeita" ocorrida devido às eleições americanas, à pandemia e aos distúrbios civis nos EUA, fatores que levaram a uma demanda nunca antes vista e que dificilmente se repetirá.

Assim, em alguns parâmetros, o desempenho da Taurus é comparado com o de suas congêneres americanas Ruger e Smith & Wesson, duas das maiores e mais conceituadas empresas mundiais fabricantes de armamento leve. Com isso, é possível ter uma ideia abalizada sobre o desempenho, o crescimento e as perspectivas da multinacional brasileira, sem se deixar levar apenas por comparações ano a ano ou influenciar por fatores atinentes apenas ao mercado nacional.

Com custos de produção bastante competitivos e as despesas sob controle, foi possível à empresa continuar com eficiência operacional e margens de rentabilidade elevadas, muito superiores às de empresas estrangeiras do setor.

No exercício de 2022, a Taurus registrou margem bruta de 45,7%, ante 30,2% da Ruger e 35,8% da Smith & Wesson, reforçando que essa última empresa encerrou seu exercício social em janeiro/2023, incluindo, portanto, o resultado do mês de dezembro de 2021, quando o mercado norte-americano ainda se apresentava fortemente demandante.

A Taurus apresentou um Ebitda de R$ 795,5 milhões e margem Ebitda de 31,3% em 2022, enquanto a Ruger apresentou margem Ebitda de 22,1% e a Smith & Wesson (cujo último exercício foi encerrado em janeiro/2023) teve margem Ebitda de 23,8%.

Assim, o forte desempenho de 2022 coloca a Taurus, mais uma vez, em posição bastante diferenciada em relação às principais empresas concorrentes nos EUA, onde está o seu maior mercado.

Estrategicamente, o preço médio de vendas de armas da empresa cresce continuamente. Em 2022, foi de R$ 1.268,1, com alta de 14,1% em relação ao ano anterior, e de 79,0% quando comparado ao preço médio de vendas de 2018, quando a atual gestão da Companhia assumiu.

Segundos melhores resultados da história da Taurus

No acumulado do exercício de 2022, a receita líquida consolidada da Taurus totalizou R$ 2,54 bilhões, atingindo pela segunda vez na história patamar superior a R$ 2 bilhões.

No acumulado de 2022, o lucro bruto somou R$ 1.160,4 milhões, também o segundo melhor resultado bruto da história da Taurus, superando em 47,3% o lucro bruto registrado em 2020.

Em termos de lucro líquido, no acumulado do ano, a Companhia registrou o segundo maior resultado de sua história, com o valor de R$ 520,0 milhões, resultado superior em 167,6% ao lucro líquido disponível em 2021 (após a eliminação de prejuízos acumulados e realização de reserva legal) e margem sobre a receita líquida de 20,5%.

Vale destacar que o lucro líquido ajustado do exercício de 2022 (após constituição de reserva legal, reserva de incentivos fiscais e ajuste de avaliação patrimonial), base para o cálculo do pagamento de dividendos, foi de R$ 468,8 milhões, montante superior em R$ 274,5 milhões ou 141,3% quando comparado ao lucro líquido ajustado ano de 2021, de R$ 194,3 milhões.

Ao mesmo tempo, a empresa manteve alto nível de rentabilidade operacional, característica de sua operação, com Ebitda de R$ 795,5 milhões e margem Ebitda de 31,3% em 2022, registrando assim o seu segundo maior Ebitda em um ano, que superou em 67,7% o apurado no exercício de 2020. O fato reafirma o atributo da multinacional brasileira de ser uma empresa forte geradora de caixa.

Dívida e alavancagem reduzidas
No decorrer dos últimos 12 meses, a dívida bruta bancária da Taurus foi reduzida em R$ 205,1 milhões, passando de R$ 693,3 milhões em 31/12/2021 para R$ 488,2 milhões no enceramento do exercício de 2022. Ao mesmo tempo, a empresa ampliou sua posição de caixa e aplicações financeiras em 28,1% (R$ 72,2 milhões), chegando ao final de 2022 com saldo de R$ 328,7 milhões. Isso foi possível em função da forte geração de caixa da Taurus. Assim, o endividamento bancário líquido em 31/12/2022 era de R$ 159,5 milhões, tendo sido reduzido em 63,5% (R$ 277,2 milhões) no decorrer do exercício.

Mantendo forte geração de caixa e, ao mesmo tempo, reduzindo de forma expressiva sua dívida bancária, a estrutura de capital da Taurus em 31/12/2022 mostrava uma posição amplamente desalavancada da Companhia, com o indicador medido pelo Ebitda/dívida líquida de 0,2x. Esse indicador demonstra que 20% da geração de caixa medida pelo Ebitda de 2022 seria suficiente para quitar a totalidade da dívida bancária registrada ao final do exercício.

Dividendos trimestrais e recompra de ações
O Conselho de Administração da empresa aprovou uma proposta de pagamento de dividendos a ser levada à Assembleia Geral Ordinária de pelo menos o montante obrigatório estabelecido no Estatuto Social, de 35% do lucro líquido ajustado, correspondendo ao valor de R$ 1,295620 por ação.

Aprovou também a criação de reserva estatutária em montante que proporcione a flexibilidade para vir a aprovar eventuais pagamentos de dividendos com maior periodicidade em 2023 e a possibilidade de criação de um programa de recompra de ações da Taurus, sempre mantendo uma caixa confortável – R$ 328,7 milhões em 31/12/2022 – na Companhia.

Assim sendo, além dos dividendos propostos, há R$ 304 milhões de flexibilidade para pagar dividendos intercalares durante 2023 e também para viabilizar um programa de recompra de ações. Apenas como mero exercício de suposição, caso a empresa destine R$ 100 milhões para serem usados nesse programa, o restante iria para os dividendos intercalares, o que poderia significar algo em torno de R$ 1,50/1,60 por ação, além do que já foi proposto (cerca de R$ 1,30). Somando-se o total de dividendos anuais de 2023 (cerca de R$ 2,80) com os benefícios da recompra de ações, o resultado irá ao encontro da intenção da Taurus, que é de remunerar condignamente seus acionistas.

Armas com grafeno nos EUA
Depois do lançamento no Brasil em julho/22, a Taurus finalmente estará lançando nos EUA, no 1T23, a pistola GX4 Graphene, primeira do mundo que utiliza o grafeno. O material agora é utilizado nas pistolas TS9 Grafeno e TS9c Grafeno, que serão lançadas no Brasil em abril, em conjunto com vários outros produtos inovadores, por ocasião da LAAD Defence & Security 2023 – Feira Internacional de Defesa e Segurança, maior feira de defesa da América Latina.

Law Enforcement
A Taurus hoje se apresenta como uma empresa sólida com modelo de gestão consolidada e focada no futuro, perseguindo sempre se manter como a maior fábrica de armas leves do mundo, seja por crescimento da demanda, pela sua competência de rapidamente se adaptar às tendências, ou por meio de aquisições e parcerias, principalmente focando o mercado de “law enforcement”, uma estratégia para acessar novo nicho de mercado nos EUA e a entrada em outros mercados policiais no resto do mundo.

Na live realizada hoje com a SaraInvest, o CEO Global da empresa, Salesio Nuhs, e seu CFO, Sérgio Sgrillo Filho, foram quase enfáticos ao afirmar que, neste ano, a Taurus buscará uma parceria, joint venture ou gestão de operação com uma empresa americana que já tenha tradição em Law Enforcement, a fim de facilitar o ingresso nesse enorme mercado, tanto nos EUA como no resto do mundo.

Acessoriamente e em termos de novidade, os executivos comentaram que isso também será uma opção premium para o consumidor civil que busca utilizar as armas de uso policial, o que representa outro mercado totalmente novo.

Esta editoria está convicta de que o ingresso nesses mercado se dará, principalmente, com a família de pistolas GX4, com possibilidade de incluir ainda a TS9 e TS9c, todas já com a adição de grafeno e outras tecnologias de ponta, como nióbio, DLC e polímero de fibras longas.

A propósito, em meados deste ano, a Taurus lançará a primeira arma com todas essas novas tecnologias.

Índia, Arábia Saudita e Emirados
Na Índia, além dos 425 mil fuzis que estão sendo licitados com a participação da Taurus, a empresa informou que foi prospectada a possibilidade de mais de 44 mil armas táticas e 90 mil pistolas, existindo ainda outras oportunidades de mais de 55 mil armas.

Na live de hoje, os executivos da Taurus comentaram que, durante a recente Feira em Abu Dhabi (IDEX 2023), surgiram boas perspectivas de crescimento no mercado da Arábia Saudita e Emirados. Lembrando que a empresa já montou uma subsidiária na Arábia Saudita em 2022.

20 março, 2023

Taurus fará três lives sobre os resultados do 4T22 e do ano de 2022



*LRCA Defense Consulting - 20/03/2023

O CEO Global da Taurus Armas S.A., Salesio Nuhs, e o CFO, Sérgio Sgrillo Filho, participarão de três lives com entidades do mercado a fim de comentar e debater os resultados do 4T22 e do ano de 2022.

- Sara Invest: quarta-feira (dia 22), às 08 horas, pelo seu canal no YouTube;

- Eleven Financial Research: quarta-feira (dia 22), às 19 horas, pelo seu canal no YouTube;

- Os Economistas: sexta-feira (dia 24), às 12 horas, pelo seu canal no YouTube e no Spotfy.




10 março, 2023

Números e perspectivas da Embraer podem significar um forte crescimento a partir de 2023


*LRCA Defense Consulting - 10/03/2023

A Embraer entregou 80 jatos no quarto trimestre de 2022, sendo 30 aeronaves comerciais e 50 jatos executivos (33 leves e 17 médios). Em 2022, foram entregues 159 jatos, sendo 57 aeronaves comerciais e 102 jatos executivos (66 leves e 36 médios). A Embraer aumentou o número de aeronaves entregues em 12,7% em relação a 2021, mesmo com restrições significativas na cadeia de suprimentos.

Carteira de pedidos firmes a entregar encerrou o 4T22 em US$ 17,5 bilhões, US$ 500 milhões a mais em relação ao ano anterior, com maior book-to-bill em Aviação Executiva e Serviços e Suporte.

Receita atingiu R$ 10,5 bilhões no trimestre (44% superior ao 4T21) e R$ 23,4 bilhões em 2022, em linha com as estimativas (guidance) da Companhia.

EBIT ajustado (R$ 872 milhões no 4T22, 167% superior a 2021) e margens EBIT e EBITDA de 8,3% e 11,5% no 4T22, respectivamente, contribuíram para resultados anuais de 5,9% e 10,0%, superando as estimativas de 2022, impulsionado pelo volume/mix, pela eficiência empresarial e fiscal, e parcialmente compensada por provisões e despesas.

Fluxo de caixa livre ajustado sem EVE (FCF) no 4T22 de R$ 3.060,9 milhões, levando a um FCF anual de R$ 2.735,2 milhões em 2022, superando a estimativa do FCF para o ano devido aos excelentes resultados e desempenho de vendas da Aviação Executiva e controle muito rígido do capital de giro.

A relação Dívida Líquida sem EVE/EBITDA Ajustado diminuiu de 4,0x em 2021 para 2,1x em 2022, com forte desempenho de FCF e EBITDA.

Guidance para 2023: entregas de jatos comerciais de 65-70 aeronaves, entregas de jatos executivos de 120-130 aeronaves, receitas na faixa de US$ 5,2 a US$ 5,7 bilhões, margem EBIT ajustada de 6,4% a 7,4%, margem EBITDA ajustada de 10,0% para 11,0%, e fluxo de caixa livre ajustado de US$ 150 milhões ou mais para o ano.

Receita e Margem Bruta
A receita consolidada de R$ 23,4 bilhões em 2022 representou um aumento de 3,4% em relação ao ano anterior. Em uma comparação trimestral, as receitas aumentaram 44%. A receita total da Companhia encerrou o ano dentro do guidance de US$ 4,5 a US$ 5,0 bilhões.

A Aviação Comercial registrou crescimento de receita de 12% ano a ano para R$ 7.976,5 milhões devido a 9 entregas adicionais em 2022. Margem bruta de 10,4% contra 4,1% em 2021, uma melhoria de 6,3% devido a entregas mais altas, contribuição positiva de equilíbrio de preços e custos, e eventos únicos.

A Aviação Executiva teve receita de R$ 6.433,9 milhões, 5% maior em relação ao ano anterior, impulsion
ada por 9 aeronaves adicionais entregues em comparação com 2021. Margem bruta reportada de 23,4% versus 18,3% em 2021 devido a melhor absorção de custos com o maior volume de entregas e eventos únicos.

A Defesa & Segurança teve receita de R$ 2.310,2 milhões, 27% menor na comparação anual devido a menos Super Tucanos entregues em 2022. Margem bruta reportada de 21,6% contra 17,0% reportada em 2021.

O segmento de Serviços e Suporte reportou receitas de R$ 6.532,9 milhões, representando um crescimento anual de 7%. Margem bruta de 28,0% acima dos 26,9% reportados em 2021, impulsionada pelas receitas de componentes "pagos por hora" na Aviação Comercial e pelo crescimento da participação de mercado na Aviação Executiva.

EBIT e Margem EBIT
Excluindo esses itens especiais, o EBIT ajustado do 4T22 foi de R$ 872,0 milhões e a margem EBIT ajustada do período foi de 8,3%, em comparação com o EBIT ajustado de US$ 326,1 milhões e a margem EBIT ajustada de 4,5% no 4T21.

Para o ano fiscal de 2022, o EBIT ajustado, excluindo os itens especiais mencionados acima, foi de R$ 1.376,4 milhões, e a margem EBIT ajustada do ano foi de 5,9%, em comparação com o EBIT ajustado de 2021 de R$ 891,1 milhões e a margem EBIT ajustada de 3,9%. O maior EBIT ajustado em 2022 impulsionado pelo volume/mix, pela eficiência empresarial e fiscal, e parcialmente compensada por provisões e despesas.

Lucro Líquido (Prejuízo)
O lucro líquido atribuível aos acionistas da Embraer e o prejuízo por ação no 4T22 foi de R$ 119,2 milhões e R$ 0,16 por ação, respectivamente, em comparação com R$ 11,1 milhões em lucro líquido atribuível aos acionistas da Embraer e R$ 0,02 em lucro por ação no 4T21. Em 2022, o prejuízo líquido atribuível aos acionistas da Embraer foi de R$ (953,6) milhões e o prejuízo por ação foi de R$ (1,30).

Gestão de Dívidas e Passivos
A Embraer encerrou o 4T22 com dívida líquida sem posição EVE de R$ 4.956,4 milhões, ante R$ 8.235 milhões no trimestre anterior e R$ 7.848,8 milhões no comparativo anual. A melhora na posição de endividamento líquido da Companhia trimestral resultou do significativo fluxo de caixa livre positivo gerado no 4T22, conforme explicado abaixo.

O prazo médio dos empréstimos no 4T22 foi de 3,4 anos, comparado a 3,7 no trimestre. A estrutura de prazo dos empréstimos é de 90% no longo prazo e 10% no curto prazo. O custo dos empréstimos denominados em Dólar no 4T22 foi de 5,24% a.a., em linha com os 5,33% a.a. custo no 3T22, enquanto o custo dos empréstimos em reais aumentou para 8,79% a.a. no 4T22 ante 7,95% no 3T22.

Free Cash Flow
O fluxo de caixa livre ajustado para o ano fiscal de 2022 foi de R$ 2.414,3 milhões, uma melhoria significativa em comparação aos R$ 1.677,1 milhões reportados em 2021, devido ao desinvestimento das instalações de Évora no 2T22, excelentes resultados e desempenho de vendas da Aviação Executiva e controle muito rígido sobre o capital de giro, especialmente em relação a estoques, fornecedores e pagamentos antecipados de clientes.

CAPEX
As adições líquidas ao imobilizado total no 4T22 foram de R$ 250,8 milhões, contra R$ 168,1 milhões em adições líquidas reportadas no 4T21. Do total de adições ao imobilizado no 4T22, o CAPEX totalizou R$ 163,1 milhões, e as adições de peças sobressalentes do programa pool representaram R$ 110,7 milhões das adições, parcialmente compensadas por R$ 23,0 milhões de receitas da venda de imobilizado. Para o ano de 2022, a Companhia investiu um total de R$ 673,6 milhões em adições líquidas ao imobilizado e R$ 1.183,9 milhões em P&D. O aumento de R$ 333,3 milhões em pesquisa em 2022 está relacionado às primeiras atividades do programa EVE e o programa TP foi responsável por R$ 125,9 MM do aumento em P&D no ano passado.

Capital de Giro
O aumento dos estoques relacionados a trabalhos em andamento e equipamentos em preparação para a produção de 2023 é totalmente mitigado por maiores passivos contratuais e contas a pagar, que suportaram o maior Fluxo de Caixa Livre reportado.

Pedidos Firmes em Carteira - Backlog
Ao final do ano, a composição da carteira de pedidos era composta por: Aviação Comercial – US$ 8,6 bilhões (49,2%); Aviação Executiva – US$ 3,9 bilhões (22,3%); Defesa & Segurança – US$ 2,4 bilhões (13,5%); e Serviços & Suporte – US$ 2,6 bilhões (15,1%)

Aviação Comercial

No 4T22, a Embraer entregou 30 jatos comerciais.

Os destaques de vendas em 2022 incluem acordos com a Porter Airlines (que aumentou o número de pedidos firmes de aeronaves E195-E2 em 20, para um total de 50 pedidos firmes), Alaska Air Group (que encomendou 8 novos jatos E175 para operar com a Horizon Air e opções para outras 13 unidades), SalamAir (com 6 pedidos confirmados de jatos E195-E2), Binter (que encomendou 5 novos jatos E195-E2) e 21 aeronaves vendidas para clientes não divulgados que resultaram em 60 aeronaves vendidas no ano.

O ano também marcou o início dos programas de conversão de aeronaves comerciais E190 e E195 para transporte de carga (E190F e E195F) e o teste bem-sucedido de uma aeronave E195-E2 com combustível 100% sustentável em um voo de cerca de 70 minutos, feito em colaboração com a Pratt & Whitney.

Por fim, a Embraer recebeu a Certificação de Tipo para seu jato E190-E2 da Civil Aviation Administration of China (CAAC), abrindo um novo mercado potencial no país.

Aviação Executiva
A Aviação Executiva entregou 33 jatos leves e 17 jatos médios, totalizando 50 aeronaves no 4T22 e 102 jatos em 2022, um aumento de 9,7% em relação ao ano anterior.

A liderança da Embraer no segmento de jatos executivos leves e médios continuou em 2022. O Phenom 300 Series manteve seu título de jato leve mais vendido e mais entregue pelo 11º ano consecutivo, com 59 entregas e 33% de participação no mercado de jatos leves. No segmento de jatos super médios, as entregas do Praetor 600 aumentaram mais de 23% e a participação de mercado cresceu para 19%. No total, as 102 entregas da Embraer representam um crescimento de 10% em relação ao ano anterior e estão entre as mais altas de seus pares. As vendas de novas aeronaves em 2022 permaneceram fortes, com a carteira de pedidos da Aviação Executiva encerrando 2022 em US$ 3,9 bilhões, alta de 34% em relação a 2021.

Defesa & Segurança
A receita líquida de Defesa & Segurança caiu R$ 865,9 milhões em relação a 2021, principalmente devido à entrega de 5 Super Tucanos a um cliente não divulgado em 2021. Por causa de seus diferentes níveis de execução, os contratos neste segmento com reconhecimento de receita POC também avançaram mais em 2021 do que em 2022, pois estão atualmente em fase final de trabalho.

Mesmo após contabilizados os efeitos do termo aditivo do contrato com a Força Aérea Brasileira (FAB), que reduziu o número total de aeronaves de 22 para 19 e alterou cláusulas contratuais para manter o equilíbrio financeiro e econômico do contrato, o faturamento do KC-390 foi praticamente idêntico ao do 2021. O desempenho do contrato do KC-390 para a Hungria foi melhor do que no ano anterior, o que compensou o efeito de reversão de receita para o KC390.

Serviços & Suporte
Renovações de contratos com clientes do Programa Pool, como Azul Repair Management e LOT Polish, bem como adições de novos clientes, como TUI e Airnorth, serviram como os principais impulsionadores dos serviços de Aviação Comercial. A entrada em serviço de clientes como Overland, Porter, Air Cairo, TUI e SAS é outro destaque deste segmento. Porter foi o primeiro cliente a receber o E2 na América do Norte. As receitas de componentes "pagos por hora" aumentaram em 2022 devido a um aumento nas horas de voo para nossos clientes, principalmente na Aviação Comercial.

A demanda por serviços de jatos executivos continua robusta, suportada por um alto volume de transações de aeronaves de mercado secundário que trazem novos clientes para o programa Executive Care e por renovações de contrato que refletem a fidelidade dos clientes existentes. Além disso, a Aviação Executiva teve aumento de participação de mercado, e negócios como treinamento, fortemente impactados pela pandemia, puderam retomar as operações, o que também ajudou a aumentar a receita.

Contamos também com o destaque da OGMA, como o marco histórico ao se tornar o primeiro Centro de Manutenção Autorizado certificado pela autoridade aeronáutica portuguesa (ANAC - Autoridade Nacional da Aviação Civil) para realizar manutenção pesada em aeronaves comerciais da família Embraer E-Jets E2 de aeronaves comerciais na Europa, Oriente Médio e África (EMEA, na sigla em inglês).

16 fevereiro, 2022

Weg registra lucro líquido de R$ 874 mi no 4º trimestre, alta de 17,8% em um ano

Weg registra lucro líquido de R$ 874 mi no 4º trimestre, alta de 17,8% em um ano


*Investing - 16/02/2022

A Weg encerrou o quarto trimestre de 2021 com lucro líquido de R$ 874 milhões, com crescimento de 17,8% em relação ao mesmo período do ano anterior. O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e Amortização) somou R$ 1,124 bilhão no último trimestre do ano, com aumento de 14,7% ante o registrado um ano antes. A margem Ebitda caiu 2,9% pontos porcentuais para 17,2%.

Segundo a empresa, os desafios na cadeia de suprimentos global e o consequente aumento dos custos das matérias-primas, em conjunto com a alteração no mix de produtos, devido notadamente à volta da receita de novos projetos de geração eólica, resultaram em redução das margens operacionais neste trimestre.

A receita operacional líquida totalizou R$ 6,540 bilhões entre outubro e dezembro, alta de 33,7% ante o último trimestre de 2020, sendo 28,6% no mercado interno e 38,1% no mercado externo.

A geração de caixa nas atividades operacionais foi de R$ 939,4 milhões no ano de 2021. Este resultado foi impactado pela maior necessidade de capital de giro no período, notadamente em relação ao aumento dos estoques da companhia. Este movimento fez-se necessário em virtude do cenário de volatilidade e incertezas na cadeia global de suprimento.

No quarto trimestre a empresa investiu R$ 321,3 milhões em modernização e expansão de capacidade produtiva, máquinas e equipamentos e licenças de uso de softwares, sendo 52% destinados às unidades produtivas no Brasil e 48% destinados aos parques industriais e demais instalações no exterior.
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A WEG destacou que:
- A Receita Operacional Líquida (ROL) foi de R$ 6.540,0 milhões no 4T21, 33,7% superior ao 4T20 e 5,5% superior ao 3T21;

- O EBITDA atingiu R$ 1.124,9 milhões, 14,7% superior ao 4T20 e 1,7% inferior ao 3T21, enquanto a margem EBITDA de 17,2% foi 2,9 pontos percentuais menor do que no 4T20 e 1,3 ponto percentual menor do que o trimestre anterior;

- O Retorno Sobre o Capital Investido (ROIC) atingiu 30,5% no 4T21, crescimento de 5,0 pontos percentuais em relação ao 4T20 e redução de 0,8 ponto percentual em relação ao 3T21.

Mensagem da Administração:
A continuidade da recuperação econômica mundial contribuiu para o crescimento das nossas receitas neste trimestre. Além do aumento na demanda por equipamentos industriais em diversas regiões, mantivemos o nosso bom desempenho no fornecimento de soluções ligadas à geração de energias renováveis.

No mercado interno, a área de Geração, Transmissão e Distribuição de Energia (GTD) foi o grande destaque no comparativo com o mesmo período do ano anterior, influenciada principalmente pelos negócios de geração eólica e solar. Nossa operação de Motores Comerciais e Appliance apresentou sinais de acomodação no nível de negócios, após a elevada demanda observada nos últimos trimestres.

No mercado externo registramos novamente desempenho positivo na área de Equipamentos Eletroeletrônicos Industriais, impulsionado pela contínua demanda de fabricantes de equipamentos (OEMs) de diversos segmentos de mercado. Nossos negócios relacionados a GTD e Motores Comerciais e Appliance também apresentaram boa performance, com crescimento de vendas e aumento da participação em mercados importantes.

Os desafios da cadeia de suprimentos global e consequente pressão no custo dos produtos vendidos, em conjunto com a alteração de nosso mix de produtos, continuaram a pressionar as margens operacionais da companhia. Apesar deste contexto, nosso modelo de negócio baseado na verticalização e flexibilidade financeira nos permitiu usufruir de uma maior disponibilidade de produtos e aproveitar oportunidades de crescimento de receita com ganho de participação de mercado nas principais regiões onde atuamos.

O release completo pode ser consultado neste link.

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