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26 novembro, 2025

Brasil avança na modernização naval com financiamento para fragatas da Classe Tamandaré

 


*LRCA Defense Consulting - 26/11/2025

O governo brasileiro enviou ao Congresso o Projeto de Lei (PLN) nº 32/2025, que abre crédito especial de 500 milhões de reais para aporte federal na Empresa Gerencial de Projetos Navais (Emgepron). O objetivo dessa medida é garantir financiamento contínuo ao Programa de Fragatas da Classe Tamandaré, um esforço estratégico para modernizar a Marinha do Brasil com navios de escolta que terão papel fundamental na proteção das águas territoriais e no fortalecimento da segurança marítima nacional.

Este financiamento ocorre em contexto favorável, graças à ratificação da Lei Complementar nº 221/2025, que cria uma importante exceção no arcabouço fiscal brasileiro, permitindo que até 30 bilhões de reais sejam destinados a projetos estratégicos de defesa ao longo dos próximos seis anos, sem entrar no limite tradicional de gastos públicos. Isso inclui um teto anual de até 5 bilhões de reais para investimentos no setor, possibilitando maior previsibilidade e continuidade em programas de defesa essenciais, como o das Fragatas Tamandaré.

O Programa das Fragatas Tamandaré é visto como vital para estimular tanto a indústria nacional de defesa quanto a geração de emprego e renda direta e indiretamente associada à cadeia produtiva. Além disso, os navios apoiarão a fiscalização econômica e ambiental, contribuindo para a proteção das riquezas brasileiras e para o combate a ameaças marítimas e crimes transfronteiriços.

Já aprovado no Congresso, o PLN 32/2025 está alinhado com a prioridade governamental de garantir soberania e aumentar a capacidade operacional da Marinha, ao mesmo tempo em que aproveita os benefícios da nova legislação para fortalecer a base industrial nacional. 

07 junho, 2024

Programa Fragatas Classe Tamandaré avança com batimento de quilha do segundo navio


*Agência Marinha de Notícias - 07/06/2024

A Marinha do Brasil, a Empresa Gerencial de Projetos Navais (EMGEPRON) e a Sociedade de Propósito Específico (SPE) Águas Azuis realizaram a Cerimônia de Batimento de Quilha da Fragata “Jerônimo de Albuquerque” (F-201), nesta quinta-feira (6), na thyssenkrupp Estaleiro Brasil Sul, em Itajaí (SC).

A F-201 é a segunda embarcação do Programa Fragatas Classe Tamandaré (PFCT), que prevê a construção de quatro navios. O PFCT é considerado o mais inovador projeto de construção naval desenvolvido no Brasil, com mão de obra local e transferência de tecnologia.

A Cerimônia de Batimento de Quilha é um evento tradicional da construção naval que, no passado, consistia na finalização da primeira parte do navio, a quilha, a partir da qual eram edificadas as demais estruturas.

A evolução da engenharia e o aperfeiçoamento nos processos de produção naval permitiram que nos projetos modernos, como o das Fragatas Classe Tamandaré, a construção seja feita por meio de blocos. Eles são montados separadamente e, depois unidos, dando forma ao navio. Nesse caso, o batimento é caracterizado pelo posicionamento de um desses blocos em seu local de edificação.Esse primeiro bloco corresponde à praça de máquinas de vante da embarcação.

A estrutura metálica pesa, aproximadamente, 52 toneladas e, nela, serão instalados dois motores, uma caixa redutora e equipamentos auxiliares. As próximas etapas serão a edificação do bloco que forma a praça de máquinas de ré e posterior instalação de equipamentos.

O Diretor-Geral do Material da Marinha, Almirante de Esquadra Edgar Luiz Siqueira Barbosa, reiterou que “as Fragatas Tamandaré representam o que há de mais avançado entre os meios de superfície da Marinha do Brasil. O Programa prevê uma gestão do ciclo de vida que projeta os investimentos desde a construção até o desfazimento do navio. Além disso, são embarcações produzidas em território nacional, com conteúdo local e transferência de tecnologia, que contribuem para alavancar a construção naval brasileira”.

O PFCT é uma parceria entre a Marinha do Brasil e a SPE Águas Azuis, formada pela thyssenkrup Marine Systems, pela Embraer Defesa e Segurança e pela Atech, e gerenciado pela EMGEPRON. Desde a assinatura do contrato, em março de 2020, importantes avanços nas atividades construtivas foram alcançados, seguindo o cronograma estabelecido.

A primeira Fragata, que dá o   nome à classe, começou a ser construída em setembro de 2022, será lançada em agosto deste ano e entregue à Marinha no final de 2025. Já a F-201 teve seu processo de produção iniciado há seis meses. A segunda Fragata do Programa leva o nome de Jerônimo de Albuquerque, em homenagem ao primeiro brasileiro nato a comandar uma Força Naval para defender o Brasil. Ele foi um dos heróis da conquista do Maranhão.

Sobre as embarcações
A Marinha do Brasil conduz o Programa Fragatas Classe Tamandaré desde 2017, com o objetivo de promover a renovação da Esquadra com quatro navios modernos, de alta complexidade tecnológica, construídos no País. Os navios têm deslocamento aproximado de 3.500 toneladas e são dotados de convoo, hangar para helicóptero, radares, sensores e armamentos de última geração.


As Fragatas chegarão com a importante missão de marcar a presença da Marinha do Brasil na Amazônia Azul, contribuindo para o controle de área marítima, para a Defesa das ilhas oceânicas, para a proteção das infraestruturas críticas marítimas e para a proteção das linhas de comunicações marítimas, destacando que mais de 90% do comércio exterior brasileiro é realizado pelo mar.

São navios escolta, dotados de importante e considerável capacidade de combate, atuando em todos os ambientes de guerra, quais sejam: superfície, aéreo e submarino. Têm como uma de suas principais tarefas a proteção de unidades de maior valor, quando operando em um grupo-tarefa, com navios de diferentes características, a exemplo do Navio-Aeródromo Multipropósito “Atlântico”, que atualmente está sendo empregado em apoio à população afetada pelas calamidades causadas pelas chuvas no estado do Rio Grande do Sul. As quatro Fragatas serão entregues à Marinha de forma gradativa, entre 2025 e 2029.



05 maio, 2023

Avibras vai catalogar fragatas “Classe Tamandaré”


*LRCA Defense Consulting - 05/05/2023

Recentemente a Avibras venceu o processo licitatório para a catalogação das Fragatas “Classe Tamandaré”. O contrato tem duração de um ano, podendo ser prorrogado.

A Marinha do Brasil vem conduzindo o Programa Fragatas “Classe Tamandaré” desde 2017 com o objetivo de promover a renovação da Esquadra com quatro navios modernos, de alta complexidade tecnológica, construídos no País, com previsão de entrega para o período entre 2025-2029.

A Avibras é a primeira indústria privada do Brasil a ter o direito de atuar como Unidade de Catalogação (UniCat) junto ao Ministério da Defesa, reforçando o seu pioneirismo e expertise nesta área. As UniCats são entidades autorizadas a prestar serviços de catalogação para itens de suprimento utilizados pelas Forças Armadas ou de interesse destas.

Em dezembro do ano passado, a empresa recebeu a visita técnica do Centro de Apoio a Sistemas Logísticos de Defesa (CASLODE), que constatou in loco a excelência da Avibras na prestação de serviços de catalogação.

Desde 2016 a Avibras executa e comercializa o serviço de catalogação, que consiste na coleta de dados técnicos para o estabelecimento da identificação dos itens e sua ordenação na forma de um catálogo da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), trazendo visibilidade internacional para os produtos e destaque no cenário das exportações, além de benefícios econômicos e operacionais na área de logística. A Avibras já catalogou mais de 20 mil itens (part numbers) entre equipamentos próprios e de terceiros.

*Com informações da Avibras.

24 março, 2023

Celebrado o histórico batimento de quilha da Fragata Tamandaré


*LRCA Defense Consulting - 24/03/2023

Hoje, 24 de março, a Marinha do Brasil e a Águas Azuis – Sociedade de Propósito Específico (SPE) composta pelas empresas Embraer, Thyssenkrupp Marine Systems e Atech – Negócios em Tecnologias S/A – celebraram mais um marco na construção da Fragata Tamandaré, o batimento de quilha do navio. A cerimônia, que ocorreu na Thyssenkrupp Estaleiro Brasil Sul, em Itajaí (SC), contou com a presença de autoridades civis e militares.

Tradicionalmente presente na construção naval, o batimento ocorre quando a quilha, a “espinha dorsal” da embarcação, é concluída, possibilitando a estruturação das demais partes. Atualmente, com a evolução da engenharia e os modernos processos de produção adotados na Construção Naval, é possível que os navios sejam edificados em blocos. No caso da Fragata Tamandaré – a primeira das quatro previstas no Programa Fragatas Classe Tamandaré (PFCT), o batimento de quilha foi caracterizado pelo posicionamento, no seu local de edificação, de um importante bloco estrutural, que corresponde à praça de máquinas da parte da frente da embarcação.

"Testemunhamos hoje mais um momento memorável na rica história da Marinha do Brasil e a Embraer tem muito orgulho de ser parte integrante do programa das Fragatas Classe Tamandaré, um marco na atividade naval no país. Como parceiro estratégico do Estado Brasileiro, a missão da Embraer é contribuir para o desenvolvimento de tecnologias nacionais, fomentando parcerias inovadoras que levam à modernização e ao fortalecimento da Base Industrial de Defesa no país", comentou João Bosco Costa Junior, Presidente e CEO da Embraer Defesa e Segurança.

10 outubro, 2022

Atech leva soluções de Defesa Naval a Paris, na Euronaval 2022

Fragata Tamandaré

*LRCA Defense Consulting - 10/10/2022

A Atech, empresa do Grupo Embraer, estará presente na Euronaval 2022, uma das mais importantes feiras internacionais do setor e exibirá todo seu portfólio de serviços e soluções para defesa e segurança e sua expertise em desenvolvimento e integração de sistemas navais complexos. O evento acontece entre os dias 18 e 21 de outubro deste ano, em Le Bourget - Paris (França).

Com atuação em importantes programas brasileiros de Defesa e com presença no mercado internacional, a empresa oferece soluções inovadoras e personalizadas para aplicação nas áreas de comando e controle, tráfego aéreo, segurança cibernética, sistemas de instrumentação e controle, sistemas embarcados, simuladores e logística.

A Atech desenvolveu um robusto conjunto de tecnologias, com alta capacidade de integração, usabilidade e escalabilidade. Estas soluções, que estão reunidas na família de produtos Arkhe, podem ser aplicadas em diferentes ambientes de defesa, a partir da fase de evolução em que se encontram seus sistemas.

No Brasil, a Atech é reconhecida e certificada como Empresa Estratégica de Defesa pelo Ministério da Defesa e está presente nos principais programas realizados pelas Forças Armadas nas duas últimas décadas.

Por meio de sua atuação em projetos estratégicos da Marinha do Brasil, a Atech adquiriu uma expertise rara de ser encontrada no mercado global de Defesa Naval. Atualmente, a empresa participa de três importantes programas navais brasileiros: o PFCT (Programa Fragatas Classe Tamandaré), o Labgene (Laboratório de Geração de Energia Nucleoelétrica) e o H225M/H-XBR (Sistemas para Emprego Naval Embarcados em Helicópteros Multimissão).

Para estes programas, a Atech oferece soluções inovadoras para o desenvolvimento e integração de sistemas navais complexos. Dentre eles, o CMS (Combat Management System) e o IPMS (Integrated Platform Management System), para as Fragatas Classe Tamandaré; o N-TDMS (Naval Tactical Data Management System), para a versão operativa do helicóptero Super Cougar (H225M); e ainda sistemas de instrumentação e controle nuclear para propulsão nuclear, centros de comando e controle para defesa e vigilância fixos (C4I) e móveis (C2).

No Programa Fragata Classe Tamandaré, a Atech atua como membro da SPE (Sociedade de Propósito Específico) “Águas Azuis”, que inclui, também, as empresas thyssenkrupp Marine Systems e Embraer Defesa & Segurança. Este programa prevê a fabricação de navios modernos, de alta complexidade tecnológica e grande poder de combate. Estas embarcações terão como missão salvaguardar os interesses do Brasil e proteger as riquezas da Amazônia Azul – área com mais de 4,5 mil km² de águas sob jurisdição brasileira.

A primeira fragata já está em construção. No contexto do PFCT, a Atech é também a empresa receptora das tecnologias que serão transferidas (ToT) por parceiras internacionais que atuam no desenvolvimento e integração do CMS e do IPMS das fragatas.

No Labgene, a Atech é responsável pelo desenvolvimento de todos os sistemas de monitoramento, controle e proteção do laboratório, pela integração dos sistemas de instrumentação e pelos sistemas auxiliares que vão operar na unidade. A empresa será ainda responsável pelas atividades de treinamento, operação assistida e suporte ao comissionamento da planta do laboratório.

Dentro do programa H225M/H-XBR, criado pelo Ministério de Defesa do Brasil para desenvolvimento de helicópteros multimissão, a Atech é responsável pelos sistemas de comando e controle embarcados na aeronave, incluindo o de armas.

A empresa participa do desenvolvimento do sistema tático de missão da versão operacional naval do H225M/H-XBR: o N-TDMS (sigla em inglês para Sistema de Gerenciamento de Dados Táticos Navais). Por meio da integração de sensores e dos dados de voo, o N-TDMS apresenta ao operador do helicóptero e ao comando militar, em terra, toda a situação tática em torno da aeronave, facilitando a tomada de decisão pela tripulação ou pelo centro de operação.

Ainda no mercado de Defesa, a empresa tem participação em projetos estratégicos na América do Sul, Ásia, Oriente Médio, e no Norte da África, onde instalou recentemente um sistema completo de Vigilância Aérea e Terrestre, que inclui plataformas aéreas, centro de comando e controle fixo (C4I) e móveis (C2).

“A qualidade dos projetos executados pela Atech, adicionada aos constantes investimentos em capacitação, tecnologia e inovação, impulsiona sua presença no mercado global, e reforça a confiabilidade e segurança das soluções desenvolvidas pela empresa”, destaca Edson Carlos Mallaco, Presidente da Atech.

Os representantes da Atech e da Embraer, estarão disponíveis na Euronaval 2022, no estande F-67 para discutir as capacidades e soluções da empresa para o segmento naval, assim como os seus desafios atuais e futuros.

06 agosto, 2022

Marinha e ABIMDE realizam webinar sobre programas da Força e seus impactos positivos para a BID

A obtenção de quatro Fragatas da Classe “Tamandaré” (FCT) faz parte de um dos Programas Estratégicos da Marinha do Brasil

*LRCA Defense Consulting - 06/08/2022

A Diretoria-Geral do Material da Marinha (DGMM) e a ABIMDE (Associação Brasileira das Indústrias de Materiais de Defesa e Segurança) promoveram, nesta terça-feira (2), o webinar “Atuais programas da Marinha do Brasil e seus impactos positivos para a Base Industrial de Defesa”. A apresentação foi conduzida pelo Almirante de Esquadra José Augusto Vieira da Cunha de Menezes, Diretor-Geral do Material da Marinha, que explanou sobre as atividades e programas e esclareceu dúvidas dos participantes.

O presidente da ABIMDE, Dr. Roberto Gallo, abriu o webinar agradecendo ao Almirante Cunha por aceitar o convite. “É uma honra para todos nós participarmos desse encontro. Muito obrigado por oferecer a nossas associadas esta oportunidade para se atualizarem sobre os programas da Marinha”, disse.

O Almirante Cunha iniciou a apresentação falando sobre o conceito político estratégico da Amazônia Azul, e as atribuições da Marinha nessa área marítima, que abrange cerca de 5,7 km².

“A Marinha Brasileira é responsável pela aplicação da lei no mar (...) não somos apenas para ‘war fighting’, somos dedicados à fiscalização de fronteiras marítimas, pesquisas, monitoramento e vigilância, busca e salvamento. Para estabelecermos nossa soberania, precisamos de sistemas e consciência situacional marítima sobre esse imenso patrimônio no mar”, disse o Almirante.

O Diretor-Geral apresentou as principais atribuições da DGMM e atualizou os participantes sobre a situação dos principais programas da Marinha, destacando o SisGAAz (Sistema de Gerenciamento da Amazônia Azul), o Programa Fragatas Classe Tamandaré (PFCT) e o PROSUB (Programa de Submarinos), entre outros.

O Almirante também ressaltou como os programas contribuem para o avanço da tecnologia nacional e para a economia, citando como exemplo o NApAnt (Navio de Apoio Antártico), projeto gerenciado pela Empresa Gerencial de Projetos Navais - EMGEPRON, que espera gerar 600 empregos diretos e cerca de 6.000 indiretos.

“Cada navio [fabricado no país] arrasta atrás de si uma cadeia produtiva e de suprimentos enorme (...) o arrasto tecnológico que esses programas trazem para o Brasil é tangível, conseguimos estabelecer quais as variáveis trazidas ao processo e medi-las”, explicou, acrescentando que os programas preveem manutenção, inclusive evolutiva, gerando benefícios para a cadeia produtiva e de suprimentos por até 35 anos.

Além disso, a capacitação tecnológica gerada nos programas contribui com a inserção das indústrias brasileiras no mercado internacional, fomentando as exportações.

Almirante de Esquadra José Augusto Vieira da Cunha de Menezes, Diretor-Geral do Material da Marinha

Participantes
O General Aderico Mattioli, presidente executivo da ABIMDE, agradeceu e parabenizou o Almirante Cunha pela apresentação, ressaltando o evidente compromisso do almirantado em manter o plano estratégico da Marinha, apesar das flutuações orçamentárias, gerando certa tranquilidade aos empresários da Base Industrial de Defesa e Segurança. Outro aspecto interessante na apresentação, destacado por ele, é com relação ao processo licitatório focado nos marcos legais em vigência, em especial o tecnológico.

Citando a construção do Galeão Padre Eterno, no período colonial, o General lembrou que a Marinha tem uma longa história de preservação de capacidades produtivas e de inovação.

 “O maior navio do mundo, no século XVII, foi construído no Brasil. Essas capacidades foram conquistadas com muito suor, a Marinha consegue preservá-las, apesar das condicionantes orçamentárias ao longo do tempo, e prioriza seus programas nacionalizando capacitações estratégicas. É um orgulho muito grande termos a nossa Marinha Brasileira”, afirmou Mattioli.

Ele ressaltou ainda que a Marinha promove o desenvolvimento de tecnologias e capacidades, mas a Base Industrial de Defesa tem o desafio de escalar essa produção.  “O cluster naval demanda alta tecnologia e qualidade, mas tem reduzida escala produtiva. É um desafio que estamos enfrentando: como a ABIMDE pode colaborar para preservar essas capacidades?”

Neste sentido, o chefe de Gabinete da Secretaria de Produtos de Defesa (Seprod), General de Divisão Luis Antonio Duizit Brito, destacou a importância das empresas do cluster naval se certificarem como ED (Empresa de Defesa) ou EED (Empresa Estratégica de Defesa) para que possam ser apoiadas institucionalmente, passando a usufruírem de benefícios fiscais e de processos especiais de licitação.  Ele lembrou que o Brasil tem hoje cerca de 1.200 empresas com atividades na área de Defesa, porém apenas 140 estão classificadas como empresas de Defesa.

“A empresa precisa ser uma ED ou EED para que a gente possa formalmente divulgar e fazer sua promoção internacionalmente e, assim, atingir esse objetivo da ABIMDE de gerar escala [para as associadas]”, disse o General Duizit.

A apresentação despertou muito interesse por parte dos ouvintes, entre eles se manifestaram e encaminharam perguntas ao Almirante Cunha o comandante Luciano Lunardelli Salomon (Radiomar), Leonardo Taborda Sandor (Villares Metals) e o professor Marcos José Barbieri Ferreira (Unicamp - Universidade Estadual de Campinas).

O evento, bastante prestigiado, contou  ainda, além das empresas da Base Industrial de Defesa e Segurança (BIDS), com a participação de representantes de diversos Comdefesa estaduais; e dos diretores de Departamentos da Seprod,  o Contra-Almirante Vagner Belarmino de Oliveira (Produtos de Defesa), o General de Brigada Carlos Eduardo da Mota Góes (Ciência, Tecnologia e Inovação) e o Brigadeiro do Ar Antonio Ferreira de Lima Júnior (Promoção Comercial), entre outros convidados.

O Almirante Cunha respondeu às dúvidas dos participantes e, finalizando, agradeceu a todos e parabenizou, antecipadamente, a ABIMDE pelos 37 anos de atividades, que serão celebrados no dia 9 de agosto.

25 outubro, 2021

Atech inaugura novo escritório no RJ com foco inicial no Programa Fragatas Classe Tamandaré


*LRCA Defense Consulting - 25/10/2021

A Atech, empresa do Grupo Embraer, inaugurou um novo escritório no Rio de Janeiro (RJ), nesta segunda-feira (25), resultado de sua estratégia para potencializar a presença junto a clientes da região e acomodar as atividades da empresa em um único local, considerando os seus setores de atuação. O foco inicial de sua operação é o Programa Fragatas Classe Tamandaré. A unidade possui amplas instalações, com infraestrutura moderna e laboratórios para integração e testes de sistemas, e ambiente de treinamento.

O Programa Fragatas Classe Tamandaré tem o objetivo de construir quatro navios classe Tamandaré de última geração para a Esquadra da Marinha do Brasil. No programa, a Atech é responsável pela aquisição e desenvolvimento do Sistema de Gerenciamento de Combate e do ADL – Automatic Data Link (CMS), parceria com a Atlas, e o Sistema Integrado de Gerenciamento da Plataforma (IPMS), em parceria com a L3Harris.

A cerimônia de inauguração contou com a participação do Diretor Geral de Material da Marinha, Almirante de Esquadra José Augusto Vieira da Cunha de Menezes; do Almirante de Esquadra llques Barbosa Junior; do Diretor-Presidente da EMGEPRON; do Vice-Almirante (RM1-IM) Edesio Teixeira Lima Júnior; da presidente da Comissão Especial de Indústria Naval, de Offshore e de Petróleo e Gás, Deputada Estadual do Rio de Janeiro Célia Jordão; do Diretor-Presidente da Atech, Edson Carlos Mallaco; e do Diretor de Negócios da Atech – Defesa & Segurança, Giacomo Feres Staniscia, entre outras autoridades e convidados, como as empresa parceiras Embraer, Thyssenkrupp Marine Systems e SPE Águas Azuis.

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“A inauguração do novo escritório da Atech no Rio de Janeiro é um marco relevante da empresa em sua participação no Programa Fragatas Classe Tamandaré, um dos mais importantes programas estratégicos da Marinha do Brasil. Como parte integrante da SPE Águas Azuis, estaremos prontos para suportar as demandas planejadas das próximas etapas do programa”, disse Edson Mallaco, presidente da Atech, durante o evento de inauguração.

No novo espaço serão conduzidas diversas atividades do programa, com destaque para os processos de integração e testes dos principais sistemas das novas fragatas, o CMS e IPMS.

“Aqui também acontecerá parte relevante do processo de Transferência de Tecnologia, atividade de grande importância que permitirá à Marinha dispor dos conhecimentos e ferramentas para operar e manter os sistemas do navio no futuro”, destacou o presidente da Atech.

Para esta finalidade, estão sendo instalados no novo escritório ambientes de integração e testes para o CMS (LIT – Laboratório de Integração e Testes), e IPMS (LBTF – Land Based Test Facility, em inglês), onde serão realizados testes nos simuladores dos principais equipamentos do navio junto aos seus sistemas, além de um ambiente de treinamento que utilizará ferramentas do tipo Computer Based Training System (CBTS). O escritório também possibilitará interações que acontecerão entre os times da Atech, da Marinha e dos demais parceiros envolvidos no processo de construção das fragatas.

O CEO da SPE Águas Azuis, Fernando Queiroz, destacou a importância do novo escritório dentro do PFCT.

“É um prazer ver que há uma evolução forte e constante desse programa, e nós já estamos dando os primeiros passos para podermos materializar esse grande sonho de todos os brasileiros, que é ter a Fragata Tamandaré. Parabéns à equipe Atech e a todos os companheiros de trabalho que têm colocado seu esforço para transformar esse sonho em realidade”, disse Queiroz.

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A praticidade e proximidade entre a Atech e a gestão do Programa Fragatas ClasseTamandaré foi enfatizada no evento pelo Diretor-Presidente da EMGEPRON, Vice-Almirante Edesio.

“A infraestrutura aqui projetada, que será também espelhada em instalações da Marinha do Brasil quando totalmente concluída, permitirá não apenas a fiscalização técnico-contratual e o acompanhamento pari passu pela EMGEPRON da qualidade e conformidade da evolução do projeto do software, mas, notadamente, possibilitará uma absorção tecnológica com maior dimensão e valor agregado para os representantes da Marinha”, destacou o Vice-Almirante durante seu discurso no evento.

Para o Diretor-Geral do Material da Marinha,  Almirante de Esquadra Cunha, a inauguração do novo escritório traduz o envolvimento cada vez maior da Atech no Programa Fragatas Classe Tamandaré. “A parceria da Atech com a Marinha do Brasil, traduzida pelo excelente relacionamento, troca conante de ideias e de conhecimento benéfico para ambas as partes, certamente contribuirá para a operação e a manutenção dos sistemas dos navios no futuro”, ressaltou o Diretor-Geral.

O Almirante Ilques também parabenizou a Atech pela inauguração do novo espaço no Rio de Janeiro.

“A vinda da Atech associa com vigor e em projeto desafiador: a iniciativa privada, civis e militares na Defesa e Segurança do Brasil. Essa associação, irrigada com nosso esforço e inteligência, está largando as espias em mais uma navegação continuadamente invicta da Marinha de Tamandaré e, desde agora, contribuindo para o fortalecimento da dissuasão estratégica, instrumento primordial para a manutenção da paz”, disse.

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