Pesquisar este portal

Mostrando postagens com marcador thyssenkrupp. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador thyssenkrupp. Mostrar todas as postagens

16 fevereiro, 2026

Fragata Tamandaré recebe certificação da DNV e marca estreia operacional da “Embraer naval”

Primeiro navio da Classe Tamandaré obtém aval da DNV e está pronto para operação, consolidando o maior projeto de construção naval de defesa já desenvolvido no país


*LRCA Defense Consulting - 16/02/2026 

Em um marco histórico para a indústria de defesa brasileira, a Fragata "Tamandaré" (F200), primeira unidade da Classe Tamandaré da Marinha do Brasil, recebeu nesta semana a certificação estatutária emitida pela Det Norske Veritas (DNV), uma das mais respeitadas sociedades classificadoras do mundo. A certificação oficializa a mudança de status da embarcação de "em construção" para "em operação", abrindo caminho para sua plena integração à Esquadra Brasileira.

A certificação representa muito mais do que um passo burocrático no processo de aceitação do navio. Trata-se do reconhecimento internacional de que o Brasil conseguiu conceber, construir e colocar em serviço uma escolta de última geração, cumprindo rigorosos padrões de segurança, desempenho e proteção ambiental estabelecidos por convenções como SOLAS (Convenção Internacional para a Salvaguarda da Vida Humana no Mar) e MARPOL (Convenção Internacional para a Prevenção da Poluição por Navios).

"A certificação da DNV é um reconhecimento objetivo da maturidade técnica da Fragata Tamandaré e do trabalho rigoroso realizado ao longo de todo o processo de construção e comissionamento", afirmou Fernando Queiroz, CEO do Consórcio Águas Azuis, em comunicado oficial. "Esse avanço posiciona o navio em um novo patamar operacional, dentro dos mais altos referenciais internacionais".

A "Embraer dos mares": tecnologia aeronáutica navega para o oceano
Mais do que um avanço para a Esquadra, a Fragata Tamandaré consolida-se como vitrine tecnológica da indústria de defesa brasileira, em especial da Embraer Defesa & Segurança e da Atech. A fragata representa, literalmente, a expressão naval da capacidade tecnológica desenvolvida pela Embraer ao longo de mais de cinco décadas de experiência em sistemas aeronáuticos complexos.

Integrante do Consórcio Águas Azuis, ao lado da alemã thyssenkrupp Marine Systems (TKMS), a Embraer leva para o mar sua expertise acumulada em integração de plataformas complexas, sistemas embarcados e engenharia de missão. Se nas alturas a empresa consolidou o Brasil como potência aeronáutica regional, agora transporta essa mesma filosofia de integração de sistemas e inovação tecnológica para as águas da chamada "Amazônia Azul".

A Atech, subsidiária do Grupo Embraer especializada em engenharia e integração de sistemas, desempenha papel ainda mais central no projeto. A empresa é responsável pelo desenvolvimento e fornecimento de dois dos sistemas mais críticos da fragata: o Sistema de Gerenciamento de Combate (CMS – Combat Management System) e o Sistema Integrado de Gerenciamento da Plataforma (IPMS – Integrated Platform Management System).

O CMS, derivado do Atlas ANCS e desenvolvido em parceria com a Atlas Elektronik (subsidiária da TKMS), é o "cérebro" que integra sensores, armamentos e sistemas de comunicação do navio, permitindo que a tripulação processe informações táticas e tome decisões de combate em frações de segundo. Já o IPMS, baseado no sistema da L3Harris e desenvolvido em cooperação com a empresa canadense, monitora e controla 68 sistemas integrados da plataforma, incluindo propulsão, geração e distribuição de energia, sistemas auxiliares e controle de avarias.

Para viabilizar esse trabalho, a Atech inaugurou em outubro de 2021 um escritório de 3 mil metros quadrados no Rio de Janeiro, equipado com laboratórios de integração e testes (LIT), instalações para simulação de sistemas (LBTF – Land Based Test Facility) e ambientes de treinamento com ferramentas do tipo Computer Based Training System (CBTS). Nesses laboratórios, os sistemas da fragata foram testados exaustivamente antes de serem embarcados, em um processo que envolveu estreita colaboração entre equipes da Atech, da Marinha e dos demais parceiros do consórcio.

 

O Consórcio Águas Azuis: parceria estratégica para soberania tecnológica
O Programa Fragatas Classe Tamandaré (PFCT) é executado pela Sociedade de Propósito Específico (SPE) Águas Azuis, formada por três players com papéis complementares:

thyssenkrupp Marine Systems (TKMS): líder do consórcio, fornece a tecnologia naval da comprovada plataforma MEKO, já utilizada em mais de 80 embarcações em operação em marinhas de 15 países, incluindo Portugal, Grécia, Austrália, Argentina e Argélia. A TKMS adaptou o design MEKO A-100 para as necessidades específicas da Marinha brasileira e gerencia a construção no estaleiro TKMS Brasil Sul, em Itajaí (SC).

Embraer Defesa & Segurança: responsável pela integração de sensores e armamentos ao sistema de combate, trazendo ao programa seus mais de 55 anos de experiência em soluções de tecnologia de sistemas e suporte em serviço. A empresa aplica à plataforma naval a mesma metodologia de integração de sistemas complexos que a tornou referência mundial na aviação.

Atech: desenvolve e fornece os sistemas CMS e IPMS, além de realizar as atividades de integração e testes dos sistemas de combate e da plataforma. A empresa consolida sua posição como fornecedora estratégica de sistemas críticos para a Defesa Nacional.

O contrato, assinado em março de 2020, tem valor de R$ 9,1 bilhões (posteriormente atualizado para aproximadamente R$ 13,8 bilhões com a incorporação de sistemas e equipamentos adicionais) e prevê não apenas a construção das quatro fragatas, mas também robusta transferência de tecnologia em engenharia naval para fabricação de navios militares e sistemas de gerenciamento de combate e plataforma, além de apoio logístico durante o ciclo de vida das embarcações.

Um navio para proteger a "Amazônia Azul"
A Fragata Tamandaré é um navio de escolta multimissão de aproximadamente 3.500 toneladas, com 107,2 metros de comprimento, 15,95 metros de boca e capacidade de atingir 25 nós (cerca de 47 km/h). Projetada para operar em todos os ambientes de guerra – superfície, aéreo e submarino – a embarcação incorpora armamentos e sensores de última geração.

Entre seus sistemas de combate, destacam-se mísseis de defesa aérea Sea Ceptor com lançamento vertical, mísseis antinavio MANSUP, torpedos antissubmarinos, canhão principal OTO Melara de 76mm e sistema de armas de proximidade (CIWS) SeaSnake de 30mm. Para detecção e rastreamento, o navio conta com radar AESA (Active Electronically Scanned Array) Hensoldt TRS-4D, sonares e sistemas eletrônicos de última geração.

A fragata possui ainda convoo e hangar para operação de helicóptero embarcado, ampliando significativamente seu raio de ação e capacidade de detecção. Sua autonomia de 5.500 milhas náuticas permite operações prolongadas sem necessidade de reabastecimento.

A missão principal das Fragatas Classe Tamandaré é proteger os 5,7 milhões de quilômetros quadrados da "Amazônia Azul", nome dado à área marítima sob jurisdição brasileira, que inclui águas territoriais, zona econômica exclusiva e plataforma continental. Além da defesa territorial, os navios realizarão operações de busca e salvamento, combate à pirataria e pesca ilegal, monitoramento de poluição e participação em missões de paz e ajuda humanitária internacionais.

Impactos econômicos e estratégicos
O PFCT foi incluído no Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC) no eixo de inovação para a indústria, e também integra a Missão nº 6 "Tecnologias de Interesse para a Soberania e Defesa Nacional" da iniciativa Nova Indústria Brasil (NIB), refletindo seu caráter estratégico para o desenvolvimento nacional.

A construção das fragatas mobiliza cerca de 2.000 profissionais diretamente nas obras, com reflexo de aproximadamente 6.000 postos de trabalho indiretos e cerca de 15.000 empregos induzidos, totalizando 23.000 oportunidades geradas. O programa envolve uma extensa cadeia de fornecedores nacionais, com aproximadamente 2.000 empresas brasileiras participando do processo produtivo, contribuindo para o fortalecimento da Base Industrial de Defesa (BID) do país.

Lançada ao mar em agosto de 2024, a Fragata Tamandaré passou por rigorosos testes de aceitação no mar ao longo de 2025. Durante as navegações pela costa catarinense, foram avaliados sistemas de propulsão, geração de energia, automação, quadros elétricos e sistemas de alarme e segurança sob diversas condições de carga, mar e vento. A tripulação de 112 militares vem sendo capacitada para operar a embarcação desde o início do programa.

 

O futuro da Esquadra Brasileira
Com a certificação da F200, o foco agora se desloca para a plena incorporação operacional da primeira unidade, com a aceitação militar completa prevista para os próximos meses, e a continuidade das obras das demais fragatas da classe:

  • Jerônimo de Albuquerque (F201): segunda fragata, lançada em agosto de 2025, já com estrutura montada e em fase de equipagem. Previsão de entrega em 2027.

  • Cunha Moreira (F202): terceira unidade, em estágio intermediário de construção.

  • Mariz e Barros (F203): quarta fragata, em fase inicial de montagem. Entrega prevista para 2029.

As entregas graduais entre 2025 e 2029 permitirão à Marinha substituir progressivamente as antigas fragatas da Classe Niterói, adquiridas do Reino Unido na década de 1970 e que já passaram por múltiplos processos de modernização, mas que estão tecnologicamente superadas e próximas ao fim de sua vida útil operacional.

Projeção internacional e soberania tecnológica
Simbolicamente, a chegada da Tamandaré ao status de navio "em operação" sinaliza ao mercado internacional e aos parceiros estratégicos que o Brasil consolidou capacidade de conceber, construir e operar escoltas de última geração, integrando tecnologia nacional em sistemas críticos de missão e combate.

Para a Embraer e a Atech, a fragata funciona como vitrine tecnológica em potenciais futuras exportações e cooperações internacionais na área naval. "Essa parceria valida os esforços para expandir nosso portfólio de defesa e segurança além do segmento aeronáutico", destacou Jackson Schneider, então CEO da Embraer Defesa & Segurança, quando da assinatura do contrato em 2020.

Para a Marinha do Brasil, a Fragata Tamandaré representa o início concreto de uma nova geração de escoltas, mais capazes, flexíveis e alinhadas às demandas de um ambiente marítimo cada vez mais complexo e contestado. Para o país, é a materialização de décadas de investimento em capacitação tecnológica e industrial, provando que o Brasil pode ser protagonista não apenas como usuário, mas como desenvolvedor e potencial exportador de tecnologias de defesa de alta complexidade.

A "Embraer naval" acaba de fazer sua estreia nos mares brasileiros. E o oceano, assim como o céu, agora tem sotaque brasileiro.


Sobre o Programa Fragatas Classe Tamandaré:

  • Valor: R$ 13,8 bilhões
  • Quatro fragatas previstas (F200 a F203)
  • Construção: TKMS Estaleiro Brasil Sul, Itajaí (SC)
  • Gestão: EMGEPRON (Empresa Gerencial de Projetos Navais)
  • Execução: Consórcio Águas Azuis (TKMS + Embraer + Atech)
  • Entregas: 2025 a 2029
  • Empregos gerados: 23.000 (diretos, indiretos e induzidos)
  • Fornecedores nacionais: aproximadamente 2.000 empresas

 


13 agosto, 2024

Por que a Embraer participa da construção de um navio de guerra? Entenda...

 

*LRCA Defense Consulting - 13/08/2024

No último dia 09, esta Consultoria publicou a matéria "Lançada a fragata Tamandaré, um marco para a proteção e defesa da Amazônia Azul". O navio de guerra integra o Programa de Fragatas da Classe “Tamandaré”, da Marinha do Brasil, que prevê a construção de quatro embarcações do tipo.

O consórcio Águas Azuis (uma Sociedade de Propósito Específico - SPE), responsável pelo projeto, é formado pela Embraer, por sua subsidiária Atech, e pela a multinacional alemã Thyssenkrupp, sob gerenciamento da Empresa Gerencial de Projetos Navais - EMGEPRON. O projeto da fragata é baseado no modelo alemão MEKO, desenvolvido pela Thyssenkrupp Marine Systems, que lidera o desenvolvimento técnico.

Mas, afinal, o que tem a ver a gigante brasileira do setor aeroespacial com a construção de um navio de guerra?

Na verdade, a Embraer S.A. é um conglomerado transnacional brasileiro que produz aviões comerciais, aviões executivos, aviões agrícolas e aviões militares, além de peças aeroespaciais, prestando ainda serviços e suporte na área. Suas principais divisões são: Aviação Comercial, Aviação Executiva, Defesa & Segurança, e Serviços e Suporte. Além destas há ainda a Aviação Agrícola, a ELEB - Divisão de Equipamentos e a Embraer-X. A Embraer possui também empresas subsidiárias e outras onde tem participação majoritária ou não, em um universo diversificado de mais de 30 empresas, como Atech, OGMA, Eve, Tempest, Kryptus, XMobots, Visiona, SAVIS, Bradar etc.

As fragatas tem a participação de uma das grandes divisões da empresa, a Embraer Defesa & Segurança, que, por sua vez, possui cinco divisões próprias: Aérea, Marítima, Terrestre, Aeroespacial e Cibernético.

Em sua Divisão Marítima, a Embraer Defesa & Segurança desenvolve um conjunto abrangente de produtos especializados para soluções integradas, possibilitando diferentes missões táticas marítimas por meio da integração total dos sistemas de embarcações, sensores e aeronaves, proporcionando ampla consciência situacional do cenário tático e uma tomada de decisão mais ágil, oportuna e eficaz.

As soluções permitem que a Marinha (bem como o Exército e a Força Aérea) evoluam sua infraestrutura física e lógica, agregando novos elementos como radares, câmeras e sistemas legados. Além disso, permitem o processamento eficiente e pontual de um grande volume de dados com o mais alto nível de segurança cibernética.

Assim, a Embraer Defesa & Segurança é responsável pela integração dos sensores e armamentos ao sistema de combate da embarcação, enquanto a Atech, subsidiária da Embraer, é encarregada do fornecimento dos sistemas CMS (Combat Management System) e IPMS (Integrated Platform Management System), recebendo transferência de tecnologia em cooperação com a ATLAS ELEKTRONIK, também subsidiária da Thyssenkrupp, e com a L3 MAPPS. 

Na reportagem, entrevista de Rodrigo Persico, CEO da Atech



09 agosto, 2024

Lançada a fragata Tamandaré, um marco para a proteção e defesa da Amazônia Azul


*LRCA Defense Consulting - 09/08/2024

No dia 9 de agosto, a Marinha do Brasil, a EMGEPRON e a Sociedade de Propósito Específico (SPE) Águas Azuis - fundada pelas empresas thyssenkrupp, Embraer Defesa & Segurança e Atech - celebraram em conjunto a nomeação da primeira de quatro fragatas, que ocorreu no estaleiro thyssenkrupp Estaleiro Brasil Sul, em Itajaí, Santa Catarina.

Os 550 convidados incluíram o Presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, bem como o Ministro da Defesa do Brasil, José Múcio Monteiro, o Comandante da Marinha do Brasil, Almirante de Esquadra Marcos Sampaio Olsen, e outros representantes de alto escalão da Alemanha e do Brasil, além de dirigentes das empresas envolvidas. A madrinha do navio 'Tamandaré' foi Vera Brennand, esposa do Ministro da Defesa do Brasil.

Itajaí é o centro da América do Sul com uma área de produção de 310.000 metros quadrados. Essas condições estruturais dão suporte à thyssenkrupp Marine Systems para atender seus clientes ainda mais rápido e combinar a produção de produtos altamente inovadores em toda a região. O estaleiro é caracterizado por instalações de plantas altamente especializadas, capacidade de produção suficiente e boa infraestrutura, por exemplo, um cais flutuante de última geração com capacidade de 7.000 toneladas. Isso define um curso promissor para a Marine Systems que oferece a perspectiva de assumir pedidos subsequentes e favorece o fortalecimento das estruturas regionais de criação de valor.

Oliver Burkhard, CEO da thyssenkrupp Marine Systems: “Como 'Maritime Powerhouse', combinamos todas as soluções técnicas sob o mesmo teto, comandamos capacidades de produção globais e fornecemos aos nossos clientes soluções personalizadas. O Brasil é nosso hub para a América do Sul, o que destaca nossa estreita parceria com a Marinha do Brasil em particular. Os navios da classe Tamandaré têm os mais recentes padrões tecnológicos e também garantem alto valor agregado local. Nossa parceria é uma vitória para o Brasil, bem como para a thyssenkrupp Marine Systems. Meus sinceros agradecimentos, portanto, vão para todos os envolvidos - Presidente Lula da Silva, a Marinha do Brasil, Águas Azuis e nossos aproximadamente 900 funcionários.”

Foto: Roberto Caiafa

Para fortalecer ainda mais sua competitividade e flexibilidade para atender às necessidades dos clientes, não apenas no fornecimento de embarcações de alta classe, mas também em serviços de pós-venda, a thyssenkrupp Marine Systems investiu recentemente significativamente em seu estaleiro brasileiro ao comprar um swim dock para o lançamento e re-docagem de embarcações. Isso deve ser visto como um claro compromisso da thyssenkrupp Marine Systems para seu envolvimento de longo prazo na região.

O batismo (nomeação) da fragata com o número de construção F200 marca outro marco no setor de embarcações de superfície da thyssenkrupp Marine Systems. Com um comprimento de 107 metros, um deslocamento de 3.500 toneladas e uma velocidade máxima de 25 nós, a fragata brasileira oferece valores impressionantes.

O navio foi batizado de Tamandaré, mesmo nome que se aplica à classe, por ser o primeiro navio do conjunto. Ele deve ser incorporado à Marinha em 2025. As demais embarcações estão previstas para entrega gradual nos próximos quatro anos: a Jerônimo Albuquerque em 2026, a Cunha Moreira em 2027 e a Mariz e Barros em 2028.

Programa Fragatas Classe Tamandaré
A Marinha do Brasil conduz o Programa Fragatas Classe Tamandaré desde 2017, com o objetivo de promover a renovação da Esquadra com quatro navios modernos, de alta complexidade tecnológica, construídos no País. Os navios têm deslocamento aproximado de 3.500 toneladas e são dotados de convoo, hangar para helicóptero, radares, sensores e armamentos de última geração.

As Fragatas chegarão com a importante missão de marcar a presença da Marinha do Brasil na Amazônia Azul, contribuindo para o controle de área marítima, para a Defesa das ilhas oceânicas, para a proteção das infraestruturas críticas marítimas e para a proteção das linhas de comunicações marítimas, destacando que mais de 90% do comércio exterior brasileiro é realizado pelo mar.

São navios escolta, dotados de importante e considerável capacidade de combate, atuando em todos os ambientes de guerra, quais sejam: superfície, aéreo e submarino. Têm como uma de suas principais tarefas a proteção de unidades de maior valor, quando operando em um grupo-tarefa, com navios de diferentes características, a exemplo do Navio-Aeródromo Multipropósito “Atlântico”.

07 junho, 2024

Programa Fragatas Classe Tamandaré avança com batimento de quilha do segundo navio


*Agência Marinha de Notícias - 07/06/2024

A Marinha do Brasil, a Empresa Gerencial de Projetos Navais (EMGEPRON) e a Sociedade de Propósito Específico (SPE) Águas Azuis realizaram a Cerimônia de Batimento de Quilha da Fragata “Jerônimo de Albuquerque” (F-201), nesta quinta-feira (6), na thyssenkrupp Estaleiro Brasil Sul, em Itajaí (SC).

A F-201 é a segunda embarcação do Programa Fragatas Classe Tamandaré (PFCT), que prevê a construção de quatro navios. O PFCT é considerado o mais inovador projeto de construção naval desenvolvido no Brasil, com mão de obra local e transferência de tecnologia.

A Cerimônia de Batimento de Quilha é um evento tradicional da construção naval que, no passado, consistia na finalização da primeira parte do navio, a quilha, a partir da qual eram edificadas as demais estruturas.

A evolução da engenharia e o aperfeiçoamento nos processos de produção naval permitiram que nos projetos modernos, como o das Fragatas Classe Tamandaré, a construção seja feita por meio de blocos. Eles são montados separadamente e, depois unidos, dando forma ao navio. Nesse caso, o batimento é caracterizado pelo posicionamento de um desses blocos em seu local de edificação.Esse primeiro bloco corresponde à praça de máquinas de vante da embarcação.

A estrutura metálica pesa, aproximadamente, 52 toneladas e, nela, serão instalados dois motores, uma caixa redutora e equipamentos auxiliares. As próximas etapas serão a edificação do bloco que forma a praça de máquinas de ré e posterior instalação de equipamentos.

O Diretor-Geral do Material da Marinha, Almirante de Esquadra Edgar Luiz Siqueira Barbosa, reiterou que “as Fragatas Tamandaré representam o que há de mais avançado entre os meios de superfície da Marinha do Brasil. O Programa prevê uma gestão do ciclo de vida que projeta os investimentos desde a construção até o desfazimento do navio. Além disso, são embarcações produzidas em território nacional, com conteúdo local e transferência de tecnologia, que contribuem para alavancar a construção naval brasileira”.

O PFCT é uma parceria entre a Marinha do Brasil e a SPE Águas Azuis, formada pela thyssenkrup Marine Systems, pela Embraer Defesa e Segurança e pela Atech, e gerenciado pela EMGEPRON. Desde a assinatura do contrato, em março de 2020, importantes avanços nas atividades construtivas foram alcançados, seguindo o cronograma estabelecido.

A primeira Fragata, que dá o   nome à classe, começou a ser construída em setembro de 2022, será lançada em agosto deste ano e entregue à Marinha no final de 2025. Já a F-201 teve seu processo de produção iniciado há seis meses. A segunda Fragata do Programa leva o nome de Jerônimo de Albuquerque, em homenagem ao primeiro brasileiro nato a comandar uma Força Naval para defender o Brasil. Ele foi um dos heróis da conquista do Maranhão.

Sobre as embarcações
A Marinha do Brasil conduz o Programa Fragatas Classe Tamandaré desde 2017, com o objetivo de promover a renovação da Esquadra com quatro navios modernos, de alta complexidade tecnológica, construídos no País. Os navios têm deslocamento aproximado de 3.500 toneladas e são dotados de convoo, hangar para helicóptero, radares, sensores e armamentos de última geração.


As Fragatas chegarão com a importante missão de marcar a presença da Marinha do Brasil na Amazônia Azul, contribuindo para o controle de área marítima, para a Defesa das ilhas oceânicas, para a proteção das infraestruturas críticas marítimas e para a proteção das linhas de comunicações marítimas, destacando que mais de 90% do comércio exterior brasileiro é realizado pelo mar.

São navios escolta, dotados de importante e considerável capacidade de combate, atuando em todos os ambientes de guerra, quais sejam: superfície, aéreo e submarino. Têm como uma de suas principais tarefas a proteção de unidades de maior valor, quando operando em um grupo-tarefa, com navios de diferentes características, a exemplo do Navio-Aeródromo Multipropósito “Atlântico”, que atualmente está sendo empregado em apoio à população afetada pelas calamidades causadas pelas chuvas no estado do Rio Grande do Sul. As quatro Fragatas serão entregues à Marinha de forma gradativa, entre 2025 e 2029.



Postagem em destaque