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19 maio, 2026

Muito além do KC-390: como a Embraer Defesa & Segurança se transformou em um conglomerado estratégico de defesa, espaço, cibernética e inteligência

 Uma gigante tecnológica que a maioria dos brasileiros ainda desconhece

 

*LRCA Defense Consulting - 19/05/2026

Para o grande público, a Embraer é sinônimo de aviões de passageiros. Para quem acompanha a indústria de defesa, o nome evoca o cargueiro militar KC-390 Millennium e o turboélice de ataque leve A-29 Super Tucano. Mas existe um universo paralelo, igualmente impressionante, que raramente ocupa manchetes: a extensa teia de tecnologias, subsidiárias, consórcios e participações acionárias estratégicas que compõe a Embraer Defesa & Segurança. Satélites, radares de fabricação nacional, sistemas de controle de tráfego aéreo, cibersegurança, fragatas de guerra, aviões de alerta precoce, monitoramento de fronteiras, aviônicos de combate e até aviação agrícola. Este é o retrato de uma empresa que poucos conhecem de verdade.

No encerramento de 2025, a divisão de Defesa & Segurança respondeu por cerca de 14% da receita total da Embraer, mas cresce consistentemente: registrou alta de 10% em comparação com o ano anterior, com carteira de pedidos da ordem de US$ 3,9 bilhões. Esses números, contudo, subvalorizam o peso estratégico do segmento para o Brasil, cujos desdobramentos vão da soberania territorial à infraestrutura espacial.

As aeronaves de combate: o rosto mais conhecido

✈ KC-390 Millennium
O KC-390 Millennium é hoje o carro-chefe de exportação da divisão. Produzido em parceria com a Força Aérea Brasileira, o bimotor a jato de transporte multimissão foi concebido para substituir o C-130 Hércules em diversas frotas. Desde que entrou em operação com a FAB em 2019, acumula taxa de conclusão de missão superior a 99%. A aeronave já foi selecionada por doze forças aéreas, incluindo vários países da OTAN: Brasil, Portugal, Hungria, Países Baixos, Áustria, República Tcheca, Coreia do Sul, Suécia, Eslováquia, Emirados Árabes Unidos, Lituânia (processo de aquisição em pausa) e Uzbequistão. No acumulado de 2025, foram entregues três unidades. Em 2025, o F-39 Gripen e o KC-390 foram certificados para missões de reabastecimento em voo no âmbito da Operação Samaúma, confirmando a interoperabilidade entre as duas aeronaves-símbolo do rearmamento brasileiro.

Em fevereiro de 2026, a Embraer anunciou parceria com a Northrop Grumman para aprimorar as capacidades de reabastecimento aéreo do KC-390 para a Força Aérea dos EUA e de nações aliadas. O acordo prevê sistema de reabastecimento aéreo autônomo avançado, comunicações aprimoradas, consciência situacional e recursos de autoproteção, sinalizando que a aeronave mira o disputadíssimo mercado norte-americano.

Parceiros: FAB (cliente e coprojetista), Northrop Grumman (EUA), Elbit Systems/AEL Sistemas (sistemas de autoproteção DIRCM), Rohde & Schwarz (rádios).

✈ A-29 Super Tucano
O Super Tucano é o turboélice de ataque leve e treinamento avançado mais bem-sucedido de sua categoria. Com mais de 290 pedidos e 580 mil horas de voo acumuladas, sendo 60 mil em combate, o A-29 opera com forças aéreas de América Latina, África, Oriente Médio e Europa. Em 2024, a Embraer anunciou vendas para Portugal (versão A-29N, certificada para uso pela OTAN), Uruguai, Paraguai e dois clientes não revelados. O coração tecnológico da aeronave é a suíte aviônica desenvolvida e integrada pela AEL Sistemas, de Porto Alegre, que inclui displays multifuncionais coloridos compatíveis com óculos de visão noturna, Head-Up Display (HUD) e sistemas de comunicação segura. Essa integração transforma o A-29 em uma plataforma tripla: ataque leve, ISR armado e treinamento avançado, além da versão antidrone que está desenvolvimento final.

Parceiros: FAB, AEL Sistemas (aviônicos completos), Sierra Nevada Corporation/SNC (EUA, variantes americanas).

 

✈ F-39 Gripen: montagem nacional e aviônicos brasileiros
Embora o Gripen seja um produto da sueca Saab, a Embraer ocupa papel central no programa: é responsável pela linha de montagem final no Brasil, instalada em Gavião Peixoto (SP). Os 36 exemplares F-39E/F encomendados pela FAB serão produzidos nessa fábrica até 2032. Em março de 2026, o primeiro F-39 Gripen montado pela Embraer foi entregue formalmente à FAB, marcando um marco histórico para a aviação de combate brasileira. A aeronave realizou os primeiros disparos reais do míssil Meteor, o mais avançado míssil ar-ar de longo alcance em serviço no mundo. Aqui, novamente, a AEL Sistemas desempenha papel decisivo, fornecendo o Wide Area Display (WAD), uma tela panorâmica de alta resolução que é o principal painel do cockpit, além do HUD e dos sistemas relacionados ao Link-BR2.

Parceiros: Saab (Suécia, fabricante e licenciadora), AEL Sistemas (displays e integração aviônica), Rohde & Schwarz (rádios Soveron AR5000), MBDA (míssil Meteor).

AEL Sistemas: o sócio israelense-brasileiro no coração dos aviônicos nacionais
Pouco conhecida do grande público, a AEL Sistemas é uma das empresas mais estratégicas da Base Industrial de Defesa brasileira. Sediada em Porto Alegre e com mais de quatro décadas de existência, a empresa é controlada pela israelense Elbit Systems Ltd. (listada na NASDAQ e na Tel Aviv Stock Exchange), tendo a Embraer Defesa & Segurança como acionista minoritária. Essa estrutura dual confere à AEL uma posição singular: é uma empresa genuinamente brasileira em sua operação, com engenheiros e técnicos nacionais no centro do desenvolvimento, mas com acesso às tecnologias de ponta de um dos maiores conglomerados de defesa do mundo.

A relação entre Embraer e AEL é muito anterior à participação acionária. A AEL foi uma das primeiras fornecedoras de sistemas eletrônicos para o Tucano e o caça AMX (A-1) nas décadas de 1980 e 1990. O acordo formal de participação societária e cooperação estratégica foi anunciado na LAAD de 2011, quando as duas empresas também firmaram intenção de explorar conjuntamente o mercado de veículos aéreos não tripulados (VANTs), com a criação da Harpia Sistemas, que chegou a ter também a Avibras como sócia minoritária (9%), antes de ser encerrada em 2016 por restrições orçamentárias.

✈ Presença em toda a frota militar brasileira
Hoje, a AEL Sistemas está embarcada em praticamente toda a aviação militar brasileira. No A-29 Super Tucano, forneceu a suíte aviônica completa. Nos caças F-5M, modernizados pela própria Embraer para a FAB, integrou aviônicos digitais. No F-39 Gripen, produz o Wide Area Display e o HUD. No programa E-99M, participou da modernização dos sistemas aviônicos de bordo. No KC-390, o grupo Elbit Systems fornece o sistema de autoproteção DIRCM (Directional Infrared Countermeasures), que protege a aeronave contra mísseis de infravermelhos em voo.

 

✈ Link-BR2: o datalink tático brasileiro
Um dos projetos mais estratégicos nos quais a AEL está envolvida é o Link-BR2, o sistema de enlace de dados tático criptografado e de desenvolvimento nacional que permitirá às aeronaves da FAB trocar informações em tempo real entre si e com centros de comando e controle em terra e no mar. O Link-BR2 é o equivalente brasileiro do Link-16 da OTAN. O desenvolvimento foi iniciado pela Mectron Communication, empresa que, em 2017, foi adquirida pela AEL Sistemas e passou a integrar seu grupo. A Mectron Communication, sediada em Porto Alegre, assumiu a liderança técnica do programa. Quando plenamente operacional, o Link-BR2 conectará o F-39 Gripen, o A-29 Super Tucano, o E-99M e o KC-390 em uma rede tática integrada, multiplicando exponencialmente a eficácia de cada plataforma individual.

Parceiros do Link-BR2: AEL Sistemas/Mectron Communication (liderança), FAB/COPAC (contratante), Rohde & Schwarz (rádios compatíveis).

✈ Uma parceria de dupla via
Para a Embraer, a participação acionária na AEL representa acesso privilegiado a tecnologias de eletrônica embarcada, sensores e guerra eletrônica que ela mesma não possui em casa. Para a AEL, a associação com a Embraer garante volume de contratos, escala industrial e o prestígio de integrar os programas mais importantes da defesa brasileira. Para o Brasil, o arranjo significa que tecnologias sensíveis são desenvolvidas e produzidas no país, com engenheiros nacionais, mesmo que sob a égide de um grupo israelense. É uma das formas mais eficazes de transferência e retenção tecnológica que o país conhece.

Os "olhos" das Forças Armadas: inteligência aérea

✈ E-99M: o avião-radar brasileiro
Bem menos comentada que o KC-390, a frota de aeronaves AEW&C (Alerta Aéreo Antecipado e Controle) da FAB é uma das mais sofisticadas do mundo em sua categoria. Baseado no jato regional ERJ-145, o E-99 foi desenvolvido nos anos 1990 para integrar o SIVAM (Sistema de Vigilância da Amazônia) e entrou em operação em 2002. A FAB adquiriu cinco aeronaves do tipo AEW (designação original R-99A, rebatizadas E-99 em 2008) e três do tipo reconhecimento e sensoriamento remoto (R-99B, hoje R-99).

Em 2012, contrato de R$ 430 milhões deu início ao programa E-99M, modernização completa da frota. O quinto e último exemplar, na configuração FOC (Full Operational Capability), foi entregue em novembro de 2023. O E-99M passou a contar com o radar Erieye ER da Saab, capaz de detectar aeronaves em voo rasante a 450 km de distância e alvos em altitude a mais de 700 km, sete rádios V/UHF definidos por software, sistema de Guerra Eletrônica NCOM, novo transponder IFF e Data Link atualizado. Além do Brasil, o EMB-145 AEW&C também é operado pelas forças aéreas da Índia, México e Grécia.

Parceiros: Saab (radar Erieye ER, Suécia), AEL Sistemas (aviônicos de bordo e sistemas de missão), Rohde & Schwarz (comunicações), Atech (sistema de comando e controle e estações de planejamento de missão).

✈ R-99: reconhecimento e sensoriamento
O R-99, versão de reconhecimento e sensoriamento remoto do ERJ-145, é equipado com radar de abertura sintética capaz de produzir imagens de alta resolução do solo. Integra o SIVAM junto ao E-99, monitorando garimpos ilegais na Amazônia, movimentações de tráfico de drogas e missões humanitárias.

✈ P600 AEW&C: o próximo passo
Em 2019, durante o Paris Airshow, a Embraer firmou acordo de cooperação estratégica com a IAI/ELTA Systems, de Israel, para desenvolver o P600 AEW&C, versão militar do jato executivo Praetor 600. Com alcance civil de cerca de 8,7 mil km e teto de 45 mil pés, o P600 é proposto como plataforma de alerta antecipado mais ágil e econômica que as soluções baseadas em aeronaves de maior porte. O radar GaN AESA digital de Banda S oferece cobertura de 240° com dois arranjos de antenas dorsais back-to-back, IFF civil e militar integrado e cobertura 360° via ADS-B. O sistema foi apresentado em conferências internacionais como solução de ISR economicamente viável para países que não comportam o custo de frotas AEW de grande porte. A Índia avaliou o sistema em conjunto com o programa Netra Mk2.

Parceiros: IAI/ELTA Systems (Israel, radar ELM-2096 e sistemas de missão).

Radares e sistemas terrestres: a soberania que vem do chão
O Brasil pertence a um seleto grupo de países que domina a tecnologia de fabricação de radares. Essa conquista foi construída ao longo de décadas em parceria entre a Embraer, por meio da Bradar (hoje incorporada à Savis), e o Exército Brasileiro.

✈ Família Saber de radares
A linha de radares Saber, inteiramente desenvolvida no Brasil, abrange diferentes faixas de missão. O Saber M60 é um radar de vigilância e defesa aérea de baixa altitude, ideal para detectar aeronaves e drones em voos rasantes. O Saber M200 Vigilante é um radar de vigilância e alerta aéreo antecipado de longo alcance. Ambos já foram entregues ao Exército Brasileiro no âmbito do Programa Estratégico de Defesa Antiaérea. Em 2021, Embraer e o Departamento de Ciência e Tecnologia do Exército (DCT) assinaram acordo de cooperação técnica para o desenvolvimento conjunto do Sistema Radar de Contrabateria, destinado a localizar morteiros, obuses e foguetes inimigos em tempo real.

Parceiros: Exército Brasileiro (DCT, principal contratante e coprojetista).

✈ SISFRON: a sentinela das fronteiras
O Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteiras é um dos maiores programas de vigilância de fronteiras em execução no planeta. O SISFRON cobre os 16.886 quilômetros de fronteira terrestre do Brasil com uma rede integrada de radares, câmeras, sensores, postos de observação e centros de controle conectados em rede segura. A Embraer é a principal integradora do sistema, responsável pelos radares, pelos Centros de Comando e Controle (CC2) e pela arquitetura tecnológica como um todo.

Na Fase 1, o foco foi o trecho entre Mato Grosso do Sul e o Paraguai, com resultados expressivos no combate ao crime organizado. Na Fase 2, o programa se expandiu para o restante do Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Paraná, Santa Catarina e a Amazônia. Em novembro de 2025, a Embraer entregou ao Exército as primeiras quatro unidades do Centro de Comando e Controle Móvel (CC2), instaladas em viaturas táticas climatizadas. Esses CC2 integram rádios táticos de longo, médio e curto alcance, enlaces de dados, comunicações satelitais e redes IP com camadas de segurança militar, criando postos de comando avançados próximos à área de interesse.

Parceiros: Exército Brasileiro (contratante principal), Savis (empresa do grupo Embraer, especializada em monitoramento de fronteiras e proteção de estruturas estratégicas), Atech (sistemas de C2).

 

✈ Savis-Bradar: o braço de radares e vigilância
A Savis Tecnologia e Sistemas, sediada em Campinas (SP), foi consolidada pela Embraer Defesa & Segurança em 2016 junto com a Bradar Indústria, empresa de base tecnológica especializada no desenvolvimento e produção de radares SAR (Synthetic Aperture Radar). A fusão reuniu a capacidade de integração de sistemas da Savis com a engenharia de radares da Bradar, formando um único braço focado em projetos de defesa e vigilância territorial. Ambas compunham o Consórcio TEPRO, responsável pela implantação do SISFRON.

Atech: a "system house" invisível que está em todo lugar
Adquirida pelo grupo Embraer em 2013, a Atech Negócios em Tecnologia S.A. é descrita como uma "system house" brasileira, empresa capaz de integrar sistemas complexos de missão crítica para aplicações civis e militares. Ela está presente em praticamente todos os grandes programas do grupo.

✈ Controle do espaço aéreo
A Atech é responsável pelos dois sistemas-espinha-dorsal do controle de tráfego aéreo brasileiro. O SAGITARIO (Sistema Avançado de Gerenciamento de Informações de Tráfego Aéreo e Relatório de Interesse Operacional) processa dados de radares e satélites em tempo real, exibindo uma visão integrada do espaço aéreo para os controladores dos CINDACTAs e centros de aproximação do país. O SIGMA (Sistema Integrado de Gestão de Movimentos Aéreos) gerencia planos de voo, capacidade das aerovias e distribuição do tráfego. Em julho de 2024, durante o Farnborough Airshow, a Atech assinou contrato de US$ 17 milhões com o DECEA para modernizar ambos os sistemas. A Atech é uma das dez empresas no mundo que dominam tecnologia de controle de tráfego aéreo, garantindo ao Brasil autonomia na gestão do próprio espaço aéreo.

Parceiros: DECEA/FAB (contratante), CISCEA (Comissão de Implantação Sistema Controle Espaço Aéreo).

✈ Submarino e reator nuclear da Marinha
A Atech atua no LABGENE (Laboratório de Geração de Energia Nuclear) da Marinha do Brasil, desenvolvendo os sistemas de Controle e Proteção do reator nuclear que alimentará o futuro submarino de propulsão nuclear da classe Álvaro Alberto. O contrato, avaliado em R$ 231 milhões, representa um dos projetos estratégicos mais sensíveis da defesa brasileira.

Parceiros: Marinha do Brasil, CTMSP (Centro Tecnológico da Marinha em São Paulo), Atlas Elektronik (em projetos navais complementares).

✈ Helicóptero naval e demais projetos
A Atech forneceu o sistema tático de missões de combate para o H225M/H-XBR Super Cougar da Marinha do Brasil. Também participou do programa de modernização dos P-3 Orion da FAB, em parceria com a Cassidian (braço de defesa da EADS/Airbus Group), e integrou sistemas de missão dos E-99M.

Visiona: o braço espacial da Embraer
Criada em 2012, a Visiona Tecnologia Espacial é uma joint venture entre a Embraer Defesa & Segurança (51%) e a Telebras (49%). Com sede no Parque Tecnológico de São José dos Campos, a Visiona tem por missão integrar sistemas espaciais e prestar serviços baseados em satélites para atender ao Programa Espacial Brasileiro e demandas de mercado.

✈ SGDC-1: o satélite geoestacionário estratégico
O principal marco da Visiona até hoje é o Programa do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC-1), lançado em 2017 a bordo de um foguete Ariane 5. O satélite oferece cobertura de telecomunicações para todo o Brasil, com banda Ka destinada ao programa Banda Larga nas Escolas e com capacidade reservada para comunicações estratégicas das Forças Armadas. A Visiona gerenciou o programa, num contrato estimado em US$ 500 milhões.

Parceiros: Thales Alenia Space (fabricante, França/Itália), Arianespace (lançamento), Telebras (co-acionista e operadora).

✈ VCUB1: o primeiro satélite projetado pela indústria nacional
Em abril de 2023, a Visiona lançou o VCUB1 a bordo de um foguete Falcon 9 da SpaceX, na missão Transporter-7. Com 12 kg, o nanossatélite de observação da Terra foi o primeiro totalmente projetado por uma empresa brasileira. Em outubro de 2024, as primeiras imagens foram divulgadas, confirmando o sucesso da missão. O satélite foi descomissionado em fevereiro de 2025, após cumprir sua missão de validação tecnológica.

Parceiros: SpaceX (lançamento), D-Orbit (veículo de transferência orbital ION).

✈ SatVHR: o próximo salto
A Visiona lidera atualmente o projeto do satélite de observação da Terra de altíssima resolução (SatVHR), com apoio da FINEP e ampla participação de empresas e ICTs brasileiras. Quando lançado, colocará o Brasil entre os países com capacidade independente de imageamento de alta resolução para defesa, agricultura, monitoramento ambiental e gestão de desastres.

 

Consórcio Águas Azuis: Embraer no mar
O Consórcio Águas Azuis, formado pela Thyssenkrupp Marine Systems (TKMS), pela Embraer Defesa & Segurança e pela Atech, venceu a concorrência do Programa Corvetas Classe Tamandaré e assinou contrato com a EMGEPRON para fornecer quatro fragatas modernas à Marinha do Brasil, por valor estimado em US$ 1,6 bilhão.

Os navios são baseados no conceito da classe MEKO, desenvolvida pela TKMS, com 82 corvetas e fragatas entregues a 14 Marinhas desde 1982. A divisão de responsabilidades é clara: a TKMS lidera a engenharia naval; a Atech é responsável pelo CMS (Combat Management System) e pelo IPMS (Integrated Platform Management System); a Embraer Defesa & Segurança responde pela integração de sensores e armamentos. Os quatro navios serão finalizados no Arsenal da Marinha do Rio de Janeiro, com grau de nacionalização de 31,6% a 41%.

Paralelamente, a Atech desenvolve para a Marinha os sistemas de controle e proteção do LABGENE, o laboratório que testa em escala real a planta nuclear do futuro submarino Álvaro Alberto.

Parceiros: Thyssenkrupp Marine Systems (Alemanha), Atlas Elektronik (sistemas eletrônicos navais), L3 MAPPS (sistemas de plataforma), Estaleiro Oceana (construção local), EMGEPRON e Marinha do Brasil.

 

Tempest Security Intelligence: a cibersegurança sob o guarda-chuva da Embraer
Em 2020, a Embraer se tornou acionista majoritária da Tempest Security Intelligence, a maior empresa especializada em cibersegurança e prevenção a fraudes digitais do Brasil. Fundada em 2000 no Recife por pesquisadores da UFPE, a Tempest já tinha participação indireta da Embraer desde 2016 por meio do FIP Aeroespacial, fundo criado em parceria com o BNDES, a FINEP e a Agência de Desenvolvimento Paulista.

Com escritórios em Recife, São Paulo e Londres, a Tempest atende mais de 600 empresas e conta com mais de 600 colaboradores. Um de seus produtos emblemáticos, o "Allow Me", está embarcado em mais de 30 milhões de smartphones brasileiros, integrando o sistema de autenticação do internet banking. O investimento da Embraer abriu à Tempest novos mercados em defesa, indústria aeroespacial e infraestrutura crítica.

Parceiros históricos: BNDES, FINEP e Desenvolve SP (via FIP Aeroespacial).

Centros móveis de operações táticas: o C2 vai ao campo
A Embraer Defesa & Segurança desenvolve e fornece Centros de Comando e Controle (CC2) móveis, instalados em viaturas táticas ou abrigos transportáveis. No âmbito do SISFRON Fase 2, as primeiras quatro unidades foram entregues ao Exército Brasileiro em 2025. Cada CC2 embarca estações de trabalho redundantes, servidores, sistemas de visualização georreferenciada, múltiplos meios de comunicação seguros (rádios táticos de longo, médio e curto alcance, enlaces de dados, comunicações satelitais e redes IP) e camadas de cibersegurança compatíveis com requisitos militares. A mobilidade permite que o comandante acompanhe o cenário em tempo quase real, mesmo em deslocamento ou após rápida instalação em terreno adverso.

 

Aviação agrícola: o Ipanema e um segmento à parte
A aviação agrícola é uma divisão própria da Embraer, tecnicamente separada da Defesa & Segurança, mas merece menção pelo peso histórico e pela peculiaridade de conter a única aeronave certificada e produzida em série no mundo movida a etanol. O Ipanema, fabricado na Unidade Botucatu (SP), herdeira da Neiva (adquirida em 1980), está em sua quinta geração. O modelo EMB-203 pulveriza mais de 200 hectares por hora. Em novembro de 2025, a empresa celebrou a entrega da unidade 1.700. O Ipanema detém 60% de participação no mercado nacional de pulverização aérea.

Parceiros: Koppert (bioinsumos), BNDES (financiamento via Fundo Clima), Sabri e Agroefetiva (consultorias técnicas).

A dimensão do conglomerado: síntese estratégica
Olhando para o conjunto, a Embraer Defesa & Segurança emerge como um dos mais completos ecossistemas de defesa e tecnologia do Hemisfério Sul. Ela não é apenas fabricante de aeronaves: é integradora de sistemas navais complexos, desenvolvedora de satélites, gestora do espaço aéreo civil e militar, guardiã das fronteiras terrestres, parceira estratégica do programa nuclear da Marinha, controladora da maior empresa de cibersegurança do país e acionista de uma das empresas mais críticas para a eletrônica de combate brasileira, a AEL Sistemas.

A internacionalização avança em múltiplas frentes. O KC-390 está presente em três continentes. O E-99M e o P600 AEW&C disputam mercados na Europa, Ásia e Oriente Médio. O Super Tucano segue como referência global. Os sistemas de controle de tráfego aéreo da Atech atraem interesse internacional. E o Link-BR2, em desenvolvimento pela AEL/Mectron Communication, promete conectar toda a aviação de combate brasileira em uma rede tática de última geração.

Para além dos números, o que esses programas representam é uma cadeia de transferência de tecnologia, formação de competências e consolidação de capacidades industriais que dificilmente poderiam ser reconstruídas do zero. A participação acionária cruzada, como a que une Embraer e AEL Sistemas, cria laços que vão além de contratos: são estruturas que garantem que o conhecimento permaneça no Brasil, que engenheiros brasileiros dominem tecnologias sensíveis e que o país mantenha autonomia nas decisões mais críticas de sua defesa. Em um mundo que se remilitariza a passos largos, isso tem um valor que nenhum balanço contábil consegue capturar inteiramente.

03 fevereiro, 2025

Visiona (Embraer & Telebras) e CENSIPAM celebram avanço sem precedentes para a autonomia espacial do Brasil


*LRCA Defense Consulting - 03/02/2025

A Visiona e o Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (CENSIPAM) celebram uma conquista extraordinária. No último mês, foi concluído com sucesso o comissionamento do satélite VCUB1 na antena multissatelital do Censipam, em Formosa, Goiás.

Essa conquista fortalece ainda mais o papel essencial do CENSIPAM na proteção da Amazônia, garantindo que a tecnologia de ponta seja utilizada para monitorar, preservar e defender um dos maiores patrimônios naturais do planeta.

Esse marco reforça o compromisso com a inovação e a soberania tecnológica do Brasil, abrindo novos horizontes para a observação da Amazônia. Pela primeira vez, foi realizado, em território nacional, o download de imagens da câmera multiespectral embarcada no satélite projetado por uma empresa brasileira, marcando um avanço sem precedentes para a autonomia espacial do país.

Interoperabilidade entre os sistemas espacial e de solo
Essa conquista comprova a compatibilidade e a interoperabilidade entre os sistemas espacial e de solo, além de demonstrar que o Brasil agora tem a capacidade de realizar missões de sensoriamento remoto de ponta, 100% em solo nacional.

Infraestrutura de controle de satélites do Ministério da Defesa
A campanha também foi essencial para coletar informações estratégicas e definir requisitos fundamentais que garantirão que os futuros satélites da Visiona estejam totalmente preparados para operar, desde o lançamento, com a infraestrutura de controle de satélites do Ministério da Defesa.

Juntas, as duas instituições são mais fortes
O sucesso dessa campanha é a prova de que, juntas, as duas instituições são mais fortes. Ele reforça a sólida parceria entre a Visiona e o CENSIPAM, unindo expertise, inovação e dedicação em prol do avanço tecnológico do Brasil.

Mais do que um marco técnico, essa conquista simboliza o poder da colaboração, mostrando que, ao unir forças, podemos alcançar novos patamares e garantir um futuro mais inovador e soberano para o país.

Sobre a Visiona
Criada em 2012, a Visiona Tecnologia Espacial é uma joint-venture entre a Embraer Defesa & Segurança e a Telebras. Voltada para a integração de sistemas espaciais e à prestação de serviços baseados em satélites, a companhia atende aos objetivos do Programa Espacial Brasileiro e a demandas de mercado.

A Visiona foi a responsável pelo Programa do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas, o SGDC1, lançado em 2017. Em 2023, a empresa lançou o VCUB1, o primeiro nanossatélite de observação da terra e coleta de dados projetado por uma empresa no Brasil. Atualmente a Visiona lidera o projeto do satélite SatVHR de observação da Terra de altíssima resolução, apoiado pela FINEP e com ampla participação de empresas e ICTs brasileiras.

A Visiona também fornece produtos e serviços de Sensoriamento Remoto e Telecomunicações por satélite, bem como Aerolevantamento SAR nas Bandas X e P, sempre buscando a vanguarda tecnológica. Nesse mercado, a Visiona já realizou mais de 100 projetos em diversos setores como o de agricultura, óleo e gás, serviços financeiros, utilidades, meio ambiente e defesa.

11 julho, 2024

Embraer Defesa e Segurança transformará viaturas Agrale Marruá para uso em Projeto de Sensoriamento do EB


*LRCA Defense Consulting - 11/07/2024

O Programa Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteiras - SISFRON, integrante do PAC do Governo Federal, adquiriu 109 Viaturas de Transporte Não Especializadas Marruá da empresa gaúcha Agrale S.A., que estão armazenadas na Companhia de Suprimento do Batalhão de Suprimento e no Arsenal de Guerra de São Paulo. Estas viaturas serão entregues à Embraer Defesa & Segurança para transformação, atendendo cronograma contratual firmado entre o Comando de Comunicações e Guerra Eletrônica do Exército e a empresa.

Na semana de 01 a 04 de julho de 2024, a 2ª Região Militar e o Arsenal de Guerra de São Paulo apoiaram a entrega de 18 viaturas, cumprindo três etapas do cronograma.

Essas viaturas serão transformadas em Viaturas Especializadas de Comunicações pelas empresas Iturri Brasil e RF COM Sistemas Ltda., subcontratadas da Embraer Defesa & Segurança, sendo então destinadas ao Projeto de Sensoriamento e Apoio à Decisão 2 do Sistema de Comando e Controle do Comando Militar do Oeste. 

*Com informações do CPEx.

07 junho, 2024

Programa Fragatas Classe Tamandaré avança com batimento de quilha do segundo navio


*Agência Marinha de Notícias - 07/06/2024

A Marinha do Brasil, a Empresa Gerencial de Projetos Navais (EMGEPRON) e a Sociedade de Propósito Específico (SPE) Águas Azuis realizaram a Cerimônia de Batimento de Quilha da Fragata “Jerônimo de Albuquerque” (F-201), nesta quinta-feira (6), na thyssenkrupp Estaleiro Brasil Sul, em Itajaí (SC).

A F-201 é a segunda embarcação do Programa Fragatas Classe Tamandaré (PFCT), que prevê a construção de quatro navios. O PFCT é considerado o mais inovador projeto de construção naval desenvolvido no Brasil, com mão de obra local e transferência de tecnologia.

A Cerimônia de Batimento de Quilha é um evento tradicional da construção naval que, no passado, consistia na finalização da primeira parte do navio, a quilha, a partir da qual eram edificadas as demais estruturas.

A evolução da engenharia e o aperfeiçoamento nos processos de produção naval permitiram que nos projetos modernos, como o das Fragatas Classe Tamandaré, a construção seja feita por meio de blocos. Eles são montados separadamente e, depois unidos, dando forma ao navio. Nesse caso, o batimento é caracterizado pelo posicionamento de um desses blocos em seu local de edificação.Esse primeiro bloco corresponde à praça de máquinas de vante da embarcação.

A estrutura metálica pesa, aproximadamente, 52 toneladas e, nela, serão instalados dois motores, uma caixa redutora e equipamentos auxiliares. As próximas etapas serão a edificação do bloco que forma a praça de máquinas de ré e posterior instalação de equipamentos.

O Diretor-Geral do Material da Marinha, Almirante de Esquadra Edgar Luiz Siqueira Barbosa, reiterou que “as Fragatas Tamandaré representam o que há de mais avançado entre os meios de superfície da Marinha do Brasil. O Programa prevê uma gestão do ciclo de vida que projeta os investimentos desde a construção até o desfazimento do navio. Além disso, são embarcações produzidas em território nacional, com conteúdo local e transferência de tecnologia, que contribuem para alavancar a construção naval brasileira”.

O PFCT é uma parceria entre a Marinha do Brasil e a SPE Águas Azuis, formada pela thyssenkrup Marine Systems, pela Embraer Defesa e Segurança e pela Atech, e gerenciado pela EMGEPRON. Desde a assinatura do contrato, em março de 2020, importantes avanços nas atividades construtivas foram alcançados, seguindo o cronograma estabelecido.

A primeira Fragata, que dá o   nome à classe, começou a ser construída em setembro de 2022, será lançada em agosto deste ano e entregue à Marinha no final de 2025. Já a F-201 teve seu processo de produção iniciado há seis meses. A segunda Fragata do Programa leva o nome de Jerônimo de Albuquerque, em homenagem ao primeiro brasileiro nato a comandar uma Força Naval para defender o Brasil. Ele foi um dos heróis da conquista do Maranhão.

Sobre as embarcações
A Marinha do Brasil conduz o Programa Fragatas Classe Tamandaré desde 2017, com o objetivo de promover a renovação da Esquadra com quatro navios modernos, de alta complexidade tecnológica, construídos no País. Os navios têm deslocamento aproximado de 3.500 toneladas e são dotados de convoo, hangar para helicóptero, radares, sensores e armamentos de última geração.


As Fragatas chegarão com a importante missão de marcar a presença da Marinha do Brasil na Amazônia Azul, contribuindo para o controle de área marítima, para a Defesa das ilhas oceânicas, para a proteção das infraestruturas críticas marítimas e para a proteção das linhas de comunicações marítimas, destacando que mais de 90% do comércio exterior brasileiro é realizado pelo mar.

São navios escolta, dotados de importante e considerável capacidade de combate, atuando em todos os ambientes de guerra, quais sejam: superfície, aéreo e submarino. Têm como uma de suas principais tarefas a proteção de unidades de maior valor, quando operando em um grupo-tarefa, com navios de diferentes características, a exemplo do Navio-Aeródromo Multipropósito “Atlântico”, que atualmente está sendo empregado em apoio à população afetada pelas calamidades causadas pelas chuvas no estado do Rio Grande do Sul. As quatro Fragatas serão entregues à Marinha de forma gradativa, entre 2025 e 2029.



29 abril, 2024

Embraer irá atualizar a frota de A-29 Super Tucano da FAB


*LRCA Defense Consulting - 29/04/2024

O comandante da Força Aérea Brasileira (FAB), Tenente-Brigadeiro Marcelo Kanitz Damasceno, anunciou, durante apresentação à Comissão Brasileira de Relações Exteriores e Defesa Nacional no último dia 17, que a Força está trabalhando com a Embraer para realizar o mid-life upgrade (MLU - atualização de meia-vida) das aeronaves de treinamento e ataque leve A-29 Super Tucano da FAB para que elas possam voar por mais 20 ou 25 anos, acrescentando que isso estimula muito a Base Industrial de Defesa, gerando alguns milhares de empregos nessa e em suas empresas-satélites.

Atualmente, a Força Aérea Brasileira conta com uma frota de 60 aeronaves A-29 operando em cinco esquadrões diferentes, totalizando mais 325 mil horas de voo. Com mais de 260 unidades entregues em todo o mundo, a aeronave foi selecionada por mais de 15 forças aéreas, incluindo a Força Aérea dos Estados Unidos (USAF).

O início dos estudos para um midlife upgrade da aeronave A-29 Super Tucano foi anunciado durante o 54º Salão Aéreo Internacional de Paris, em 19 de junho de 2023.

“A Força Aérea Brasileira poderá contar com o extenso rol de atualizações implementadas ao longo da vida útil da aeronave, que mantiveram a plataforma tecnologicamente atualizada sem impactar no baixo custo operacional”. “Durante os estudos, se a FAB avaliar a necessidade de novas funcionalidades e capacidades que ainda não foram desenvolvidas, é possível que a Embraer desenvolva e implemente conforme a demanda”, disse Bosco da Costa Junior, Presidente e CEO da Embraer Defesa & Segurança, à época.

“Desde a sua entrada em operação na Força Aérea Brasileira, o A-29 tem desempenhado com excelência as diversas missões para as quais foi designado. A atualização proposta deverá permitir à Força Aérea manter a plataforma moderna e ampliar o uso operacional desta aeronave versátil e extremamente confiável por muitos anos”, disse o Comandante da Força Aérea Brasileira durante o 54º Salão Aéreo Internacional de Paris.

Exemplos de atualizações e evoluções já aplicadas ao produto, que poderiam trazer benefícios à FAB, estão no sistema aviônico de quinta geração com capacidade de expansão, nos sistemas de navegação e comunicação, na ampliação dos sistemas de armas disponíveis, nos sensores de proteção da aeronave e nos sistemas de vigilância e autoatendimento. As atualizações também proporcionam maior consciência situacional com melhorias na interface homem-máquina.

Aeronave versátil e eficaz
Extremamente versátil, o A-29 Super Tucano pode realizar uma ampla gama de missões, incluindo ataque leve, vigilância e interceptação aérea e contrainsurgência. O A-29 é robusto e versátil, sendo capaz de operar em pistas remotas e não pavimentadas em bases operacionais avançadas em ambientes hostis com pouco suporte – tudo com baixos custos operacionais e alta disponibilidade (acima de 90%).
 
Além de funções de combate, a aeronave é amplamente utilizada como treinador avançado. Sua capacidade de simular missões de combate e fazer upload e download de dados de voo tornou-o uma plataforma de treinamento altamente eficaz. Como uma aeronave multimissão genuína, o A-29 é flexível o suficiente para fornecer às forças aéreas uma plataforma única para ataque leve, reconhecimento armado, apoio aéreo aproximado e treinamento avançado, otimizando assim suas frotas.

Sensores e armas de última geração
O A-29 é equipado com uma variedade de sensores e armas de última geração, incluindo um sistema eletro-óptico/infravermelho com designador de laser, óculos de visão noturna, comunicações seguras e um pacote de link de dados. Seus sistemas permitem a coleta e o compartilhamento de informações urgentes, e a aeronave pode operar como parte de um ambiente de rede. Em resumo, o A-29 Super Tucano representa o padrão ouro em sua área, combinando desempenho superior de aeronave com armas, sensores integrados e sistemas de vigilância do século XXI para criar um componente altamente eficaz do poder aéreo.

11 abril, 2024

CEO de Defesa & Segurança: Embraer vê mercado para 490 Super Tucanos


*Janes, por Zach Rosenberg - 11/04/2024

A Embraer Defesa & Segurança vê um mercado para até 490 aeronaves de treinamento e ataque A-29 Super Tucano nas próximas duas décadas, disse o seu presidente e CEO, Bosco da Costa Jr, a Janes em 10 de abril, no show aéreo FIDAE 2024 em Santiago, Chile.

“Estamos em contacto com vários países ao redor do mundo, não só aqui na América do Sul, mas temos alguns [clientes] potenciais em África, na Ásia e também na Europa”, disse da Costa. “Estamos em conversações avançadas com países da Europa [e] em conversações avançadas com países da Ásia. Não posso divulgar os países porque o processo de aquisição de defesa não nos permite fazer isso. Mas garanto que estamos agora numa fase final em alguns deles.”

Embora da Costa tenha se recusado a identificar os países interessados, em abril de 2023 a Embraer anunciou que iria projetar e comercializar uma versão padrão da OTAN do Super Tucano, designada A-29N, que incorporaria o datalink Link-16, bem como outros equipamentos não especificados. . A Embraer assinou memorandos de entendimento (MOUs) com a indústria portuguesa para potencialmente cumprir a exigência do país de uma aeronave de ataque leve, mas da Costa disse que Portugal pode não ser o cliente lançador do A-29N. A empresa aguardará um pedido firme de um país da OTAN antes de construir o novo modelo, acrescentou da Costa.

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