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10 fevereiro, 2025

Satélite VCUB1, da Visiona (Embraer & Telebras), faz reentrada na atmosfera e encerra sua missão com excelência


*LRCA Defense Consulting - 10/02/2025

O VCUB1, primeiro satélite de observação da terra e coleta de dados projetado pela indústria nacional, encerrou com sucesso sua missão ao reentrar na atmosfera terrestre e se desintegrar conforme programado. Durante quase dois anos em órbita, o VCUB1 cumpriu todas as atividades previstas para o programa e seguiu com todos os seus subsistemas funcionando até o fim da sua jornada.

A maior parte da missão VCUB1 foi dedicada ao teste e desenvolvimento de tecnologias pela Visiona, como os sistemas de navegação, gestão de bordo e comunicação que não podiam ser testadas integralmente em terra. “Essas tecnologias agora irão equipar os próximos satélites da Visiona como o SatVHR, de observação em altíssima resolução, apoiado pela FINEP” disse Himilcon Carvalho, Diretor de Tecnologia da Visiona.

Lançado em abril de 2023, o satélite também coletou quase 500 mil km² de imagens, validando a câmera 3UCAM da Opto Space & Defense e o avançado sistema de comunicação desenvolvido pela Visiona, comprovando a capacidade da indústria nacional de atender às demandas mais desafiadoras do Programa Espacial Brasileiro.

O projeto VCUB1 foi liderado pela Visiona em colaboração com instituições de ciência e tecnologia e empresas brasileiras de renome como a OPTO Space & Defense, responsável pelo projeto e construção da câmera, a AMS Kepler, a Metalcard, a Orbital Engenharia, a Embrapii, por meio de sua unidade ISI Embarcados SENAI-SC, o Instituto de Aeronáutica e Espaço da Força Aérea e o INPE. Além disso, contribuíram no desenvolvimento a Agência Espacial Brasileira, Embrapa, CPRM, CEMADEN, UFSC, ITA, Governo de Santa Catarina, CENSIPAM, IICA, Prefeitura de São José dos Campos, Naturantins, Transpetro e o IBAMA.

“O sucesso da missão VCUB1 reafirma o papel da Visiona como protagonista no desenvolvimento de soluções espaciais no Brasil”, afirma João Paulo Campos, presidente da Visiona. “O legado deixado por essa missão servirá de inspiração e base para novos avanços fortalecendo todo o ecossistema espacial brasileiro”, completa.

Sobre a Visiona
Criada em 2012, a Visiona Tecnologia Espacial é uma joint-venture entre a Embraer Defesa & Segurança e a Telebras. Voltada para a integração de sistemas espaciais e à prestação de serviços baseados em satélites, a companhia atende aos objetivos do Programa Espacial Brasileiro e a demandas de mercado.

A Visiona foi a responsável pelo Programa do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas, o SGDC1, lançado em 2017. Em 2023, a empresa lançou o VCUB1, o primeiro nanossatélite de observação da terra e coleta de dados projetado por uma empresa no Brasil. Atualmente a Visiona lidera o projeto do satélite SatVHR de observação da Terra de altíssima resolução, apoiado pela FINEP e com ampla participação de empresas e ICTs brasileiras.

A Visiona também fornece produtos e serviços de Sensoriamento Remoto e Telecomunicações por satélite, bem como Aerolevantamento SAR nas Bandas X e P, sempre buscando a vanguarda tecnológica. Nesse mercado, a Visiona já realizou mais de 100 projetos em diversos setores como o de agricultura, óleo e gás, serviços financeiros, utilidades, meio ambiente e defesa.

09 fevereiro, 2025

Visiona, braço espacial da Embraer, prepara o mais disruptivo dos satélites brasileiros

“O SatVHR tem o potencial de desempenhar, para a indústria espacial brasileira, o mesmo papel que o avião Bandeirante desempenhou para a indústria aeronáutica brasileira 50 anos atrás”

SatVHR: satélite óptico de altíssima resolução

*LRCA Defense Consulting - 09/02/2025

A Visiona Tecnologia Espacial S.A., uma joint venture entre a Embraer Defesa & Segurança (51%) e a Telebras (49%), caminha a passos largos para se tornar a grande empresa espacial do Brasil, liderando o esforço do País neste setor e vindo a ter uma proeminência similar a que a Embraer tem no setor aeronáutico.

O VCUB1, o primeiro satélite de observação da Terra projetado localmente pela empresa, já transmitiu imagens com sucesso, coincidindo com a proposta do governo de criar a Alada, uma empresa aeroespacial estatal. A Visiona lidera a investida, com base em seu papel de protagonismo no programa de Satélite de Defesa Geoestacionário e Comunicações Estratégicas (SGDC) de US$ 500 milhões.

O sucesso do VCUB1 abre caminho para o promissor futuro da Visiona, incluindo o ambicioso SatVHR, um satélite de observação da terra de altíssima resolução, apoiado pela FINEP e com ampla participação de empresas e ICTs brasileiras. ICT é a sigla para Instituto de Ciência e Tecnologia, tratando-se de entidade que realiza pesquisas científicas e tecnológicas com o objetivo de criar soluções inovadoras. Os ICTs podem ser públicos ou privados, e não têm fins lucrativos. Eles atuam em parceria com empresas, startups, empreendedores e o governo para desenvolver soluções que atendam às necessidades da sociedade.

O contrato do SatVHR foi assinado em maio de 2023 pela FINEP, durante a comemoração dos 30 anos da AIAB, e prevê um investimento total de R$ 231 milhões até 2026 (sendo R$ 220 milhões da FINEP e o restante, contrapartidas das empresas do arranjo industrial). Trata-se do maior projeto de subvenção econômica já concedido pela entidade de fomento.

O SatVHR, com imagens de altíssima resolução (sub-métrica, 0,75) e criptografia avançada, destinado à observação da Terra, garantirá que os dados brasileiros sejam protegidos e acessíveis apenas a quem realmente deve ter acesso. A tecnologia poderá ser usada para o monitoramento e vigilância de florestas, rios e mares, proteção de terras indígenas, defesa e segurança pública, além de outras finalidades.

O SatVHR estará finalizado até 2026.

A Visiona avança firmemente em seus negócios de satélites em um momento em que o Brasil indica que está buscando expandir sua presença no setor. A empresa também tem um lucrativo braço de serviços baseados em satélite que atende aos setores público e privado com projetos em áreas como agricultura, petróleo e gás, serviços públicos e serviços financeiros.

A AIAB (Associação das Indústrias Aeroespaciais do Brasil), representada por seu presidente, Julio Shidara, participou de um dos painéis do 5º SELM (Space Economy Leaders Meeting), realizado em Foz do Iguaçu entre os dias 11 e 13 de setembro de 2024.

Julio Shidara, destacou a oportunidade inédita que a indústria espacial brasileira vem recebendo do Governo Federal, de liderar o desenvolvimento de um satélite ótico de alta resolução (SatVHR), sob coordenação da Visiona. Propondo o estabelecimento de uma constelação de satélites SatVHR, afirmou que isso não só seria capaz de atender a demandas nacionais, mas também poderia contribuir para mitigar os efeitos das mudanças climáticas.

Shidara defendeu que, caso a indústria venha a ter êxito no desenvolvimento do satélite ótico de alta resolução para observação da terra, este venha a ser adotado para atender a necessidades do PESE (Programa Estratégico de Sistemas Espaciais), fato que traria previsibilidade de investimentos e criaria um potencial cenário favorável ao crescimento e ao fortalecimento da indústria espacial brasileira.

O presidente da AIAB, manifestado seu grande entusiasmo com o projeto, afirmou que “O SatVHR tem o potencial de desempenhar, para a indústria espacial brasileira, o mesmo papel que o avião Bandeirante desempenhou para a indústria aeronáutica brasileira 50 anos atrás”.

Visiona & Embraer: uma parceria com benefícios estratégicos
A Visiona Tecnologia Espacial tem potencial para trazer diversos benefícios estratégicos à Embraer, especialmente na área de tecnologia espacial, tais como:

Expansão do portfólio tecnológico
A Visiona permite que a Embraer amplie sua atuação para além da aviação e defesa, ingressando no setor aeroespacial, especialmente no desenvolvimento de satélites e tecnologias de comunicação via satélite.

Fortalecimento da soberania e da defesa nacional
Ao participar de projetos estratégicos, como o SGDC (Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações), o VCUB1 e o SatVHR, a Embraer, por meio da Visiona, contribui para o desenvolvimento de capacidades tecnológicas nacionais, reduzindo a dependência de fornecedores estrangeiros.

A Visiona também contribui para o fortalecimento da defesa nacional, fornecendo tecnologias e serviços estratégicos para o governo brasileiro.

Novas oportunidades de negócios e parcerias
A expertise da Visiona em satélites de observação e comunicações pode abrir portas para novos contratos com governos e empresas privadas, fortalecendo a posição da Embraer no mercado de defesa e segurança.

Sinergia com outras áreas da Embraer
O conhecimento adquirido em sistemas embarcados, sensoriamento remoto e telecomunicações pode ser aplicado em produtos da Embraer, como aeronaves militares (ex: C-390 e Super Tucano) e sistemas de controle para aviação comercial.

Maior competitividade internacional
Com o avanço em tecnologias espaciais, a Embraer se posiciona como um player global não apenas na aviação, mas também no setor de defesa e aeroespacial, competindo com empresas internacionais em mercados de alto valor agregado.

Potencial para inovação e desenvolvimento de novas tecnologias
A atuação em projetos espaciais pode acelerar a inovação em inteligência artificial, análise de imagens de satélite, telecomunicações seguras e aplicações para agricultura, monitoramento ambiental e segurança nacional.

Em resumo, a parceria com a Visiona reforça a Embraer como uma empresa de alta tecnologia, diversificando sua atuação e agregando valor a seus produtos e serviços.

Sobre a Visiona
Criada em 2012, a Visiona Tecnologia Espacial é uma joint-venture entre a Embraer Defesa & Segurança e a Telebras. Voltada para a integração de sistemas espaciais e à prestação de serviços baseados em satélites, a companhia atende aos objetivos do Programa Espacial Brasileiro e a demandas de mercado.

A Visiona foi a responsável pelo Programa do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas, o SGDC1, lançado em 2017. Em 2023, a empresa lançou o VCUB1, o primeiro nanossatélite de observação da terra e coleta de dados projetado por uma empresa no Brasil. Atualmente a Visiona lidera o projeto do satélite de observação da terra de altíssima resolução (SatVHR), com ampla participação de empresas e ICTs brasileiras.

A Visiona também fornece produtos e serviços de Sensoriamento Remoto e Telecomunicações por satélite, bem como Aerolevantamento SAR nas Bandas X e P, sempre buscando a vanguarda tecnológica. Nesse mercado, a Visiona já realizou mais de 100 projetos em diversos setores como o de agricultura, óleo e gás, serviços financeiros, utilidades, meio ambiente e defesa.

Parcerias tecnológicas
Os projetos de satélites da Visiona contam com uma extensa rede de parceiros institucionais e tecnológicos na construção do satélite e no desenvolvimento das aplicações, bem como de várias empresas da base industrial brasileira como: OPTO, AMS Kepler, Metalcard, Orbital Engenharia e SENAI-SC, entre outros, além do apoio financeiro da Embrapii (Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial) e do Instituto Senai de Inovação. 



03 fevereiro, 2025

Visiona (Embraer & Telebras) e CENSIPAM celebram avanço sem precedentes para a autonomia espacial do Brasil


*LRCA Defense Consulting - 03/02/2025

A Visiona e o Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (CENSIPAM) celebram uma conquista extraordinária. No último mês, foi concluído com sucesso o comissionamento do satélite VCUB1 na antena multissatelital do Censipam, em Formosa, Goiás.

Essa conquista fortalece ainda mais o papel essencial do CENSIPAM na proteção da Amazônia, garantindo que a tecnologia de ponta seja utilizada para monitorar, preservar e defender um dos maiores patrimônios naturais do planeta.

Esse marco reforça o compromisso com a inovação e a soberania tecnológica do Brasil, abrindo novos horizontes para a observação da Amazônia. Pela primeira vez, foi realizado, em território nacional, o download de imagens da câmera multiespectral embarcada no satélite projetado por uma empresa brasileira, marcando um avanço sem precedentes para a autonomia espacial do país.

Interoperabilidade entre os sistemas espacial e de solo
Essa conquista comprova a compatibilidade e a interoperabilidade entre os sistemas espacial e de solo, além de demonstrar que o Brasil agora tem a capacidade de realizar missões de sensoriamento remoto de ponta, 100% em solo nacional.

Infraestrutura de controle de satélites do Ministério da Defesa
A campanha também foi essencial para coletar informações estratégicas e definir requisitos fundamentais que garantirão que os futuros satélites da Visiona estejam totalmente preparados para operar, desde o lançamento, com a infraestrutura de controle de satélites do Ministério da Defesa.

Juntas, as duas instituições são mais fortes
O sucesso dessa campanha é a prova de que, juntas, as duas instituições são mais fortes. Ele reforça a sólida parceria entre a Visiona e o CENSIPAM, unindo expertise, inovação e dedicação em prol do avanço tecnológico do Brasil.

Mais do que um marco técnico, essa conquista simboliza o poder da colaboração, mostrando que, ao unir forças, podemos alcançar novos patamares e garantir um futuro mais inovador e soberano para o país.

Sobre a Visiona
Criada em 2012, a Visiona Tecnologia Espacial é uma joint-venture entre a Embraer Defesa & Segurança e a Telebras. Voltada para a integração de sistemas espaciais e à prestação de serviços baseados em satélites, a companhia atende aos objetivos do Programa Espacial Brasileiro e a demandas de mercado.

A Visiona foi a responsável pelo Programa do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas, o SGDC1, lançado em 2017. Em 2023, a empresa lançou o VCUB1, o primeiro nanossatélite de observação da terra e coleta de dados projetado por uma empresa no Brasil. Atualmente a Visiona lidera o projeto do satélite SatVHR de observação da Terra de altíssima resolução, apoiado pela FINEP e com ampla participação de empresas e ICTs brasileiras.

A Visiona também fornece produtos e serviços de Sensoriamento Remoto e Telecomunicações por satélite, bem como Aerolevantamento SAR nas Bandas X e P, sempre buscando a vanguarda tecnológica. Nesse mercado, a Visiona já realizou mais de 100 projetos em diversos setores como o de agricultura, óleo e gás, serviços financeiros, utilidades, meio ambiente e defesa.

18 outubro, 2024

Visiona, JV da Embraer, divulga as primeiras imagens captadas pelo satélite VCUB1 e confirma o sucesso da missão


*LRCA Defense Consulting - 18/10/2024

A Visiona, joint-venture entre a Embraer e a Telebras, apresentou as primeiras imagens coletadas pelo VCUB1, primeiro satélite de alto desempenho projetado pela indústria nacional e com isso conclui a avaliação operacional do satélite. 

“Os satélites desempenham papel fundamental em todo o mundo e no Brasil. O VCUB1 pode ser utilizado para questões que são centrais ao País como a proteção ambiental, a resposta a desastres naturais, o combate às queimadas ou ainda o desenvolvimento da agricultura”, afirma João Paulo Rodrigues Campos, CEO da Visiona. “Além da geração de novas oportunidades de negócios, ampliação da infraestrutura espacial brasileira e geração de empregos”. 

Pesando apenas 12 kg, o VCUB1 está equipado com uma câmera de alta resolução e com um avançado sistema de comunicações. O VCUB1 também é o primeiro satélite com software embarcado 100% desenvolvido no Brasil, o que se traduz na autonomia completa no projeto. O sucesso da missão comprova a capacidade da Visiona em desenvolver soluções capazes de endereçar grandes desafios do Programa Espacial Brasileiro.

Após o lançamento em 2023, o primeiro ano da vida do satélite foi dedicado ao desenvolvimento e amadurecimento de sistemas. Após esse período, passou-se à calibração da sofisticada câmera para que as primeiras imagens fossem coletadas e divulgadas.

O VCUB1 foi concebido originalmente para validar os sistemas de navegação e de controle desenvolvidos pela Visiona, tecnologias até então não dominadas pelo país. “O domínio do software embarcado é o que nos dá liberdade para integrar ou substituir qualquer componente, concedendo total liberdade ao projeto. Entramos num seleto grupo de empresas no mundo capazes de projetar integralmente satélites”, afirma Himilcon Carvalho, Diretor de Tecnologia Espacial da Visiona. “As imagens, por sua vez, confirmam o desempenho dos sistemas desenvolvidos, que devem agora equipar os próximos projetos da empresa”. 

O projeto, liderado pela Visiona, contou com a participação de diversas empresas e Institutos de Ciência e Tecnologias brasileiros como a OPTO Space & Defense, responsável pelo projeto e construção da câmera, a AMS Kepler, a Metalcard, a Orbital Engenharia, a Embrapii, por meio de sua unidade ISI Embarcados SENAI-SC, o Instituto de Aeronáutica e Espaço da Força Aérea e o INPE.  Além disso, contribuíram no desenvolvimento a Agência Espacial Brasileira, Embrapa, CPRM, CEMADEN, UFSC, ITA, Governo de Santa Catarina, CENSIPAM, IICA, Prefeitura de São José dos Campos, Naturantins, Transpetro e o IBAMA.

Sobre a Visiona
Criada em 2012, a Visiona Tecnologia Espacial é uma joint-venture entre a Embraer Defesa & Segurança e a Telebras. Voltada para a integração de sistemas espaciais e à prestação de serviços baseados em satélites, a companhia atende aos objetivos do Programa Espacial Brasileiro e a demandas de mercado.

A Visiona foi a responsável pelo Programa do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas, o SGDC1, lançado em 2017. Em 2023, a empresa lançou o VCUB1, o primeiro nanossatélite de observação da terra e coleta de dados projetado por uma empresa no Brasil. Atualmente a Visiona lidera o projeto do satélite SatVHR de observação da Terra de altíssima resolução, apoiado pela FINEP e com ampla participação de empresas e ICTs brasileiras.

A Visiona também fornece produtos e serviços de Sensoriamento Remoto e Telecomunicações por satélite, bem como Aerolevantamento SAR nas Bandas X e P, sempre buscando a vanguarda tecnológica. Nesse mercado, a Visiona já realizou mais de 100 projetos em diversos setores como o de agricultura, óleo e gás, serviços financeiros, utilidades, meio ambiente e defesa.

15 abril, 2023

VCUB1, satélite desenvolvido pela Visiona, JV entre Embraer e Telebras, é lançado nos EUA

- VCUB1 é o primeiro satélite de Observação da Terra e Coleta de Dados projetado pela indústria nacional
- Nanossatélite será usado para desenvolvimento e validação de tecnologias espaciais da Visiona e na agricultura e controle de desmatamento, entre outras aplicações.


*LRCA Defense Consulting - 15/04/2023

O nanossatélite VCUB1, desenvolvido pela Visiona Tecnologia Espacial, joint-venture entre a Embraer e a Telebras, foi lançado na madrugada desta sexta-feira da Base de Lançamento de Vandenberg, na Califórnia, nos Estados Unidos, às 03h48, horário de Brasília. O VCUB1 é o primeiro satélite de Observação da Terra e Coleta de Dados projetado pela indústria nacional e deverá demonstrar a capacidade da indústria brasileira de realizar missões espaciais avançadas.

“O lançamento do VCUB1 é histórico para a indústria aeroespacial brasileira porque coloca o país em um seleto grupo de nações que dominam todo o processo de desenvolvimento de satélites e nos capacita para voos ainda maiores”, afirma João Paulo Campos, Presidente da Visiona Tecnologia Espacial. “O VCUB1 materializa um esforço de anos para a criação de uma empresa integradora de sistemas espaciais brasileira iniciado com o programa SGDC.”, completa.

O principal objetivo da missão é validar a arquitetura do satélite e o seu software embarcado, de forma a poder usá-los em satélites de maior porte. A Visiona implementou, e irá testar no VCUB1, todo software que integra o computador de bordo, o cérebro do satélite, incluindo o sistema de controle de órbita e atitude, inédito no país, e o sistema de gestão de dados de bordo, que permite o controle de todos os componentes do satélite. A empresa também validará o software de comunicação do satélite, importante para implementação dos serviços finais e para garantir a segurança das comunicações e do controle do satélite, elemento importantíssimo para a nossa soberania no espaço. A missão também permitirá a qualificação no espaço da câmera OPTO 3UCAM, a primeira câmera reflexiva projetada e produzida no Brasil.

O Projeto VCUB1 conta com uma rede de parceiros formada por instituições como o Instituto Senai de Inovação, o Governo de Santa Catarina, o Cemaden (Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais), o Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), a Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária), a CPRM (Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais), o IICA (Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura), a AEB (Agência Espacial Brasileira), o Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis), o Naturatins (Instituto Natureza do Tocantins), a Transpetro (Petrobras Transporte) e a Prefeitura de São José dos Campos, além de várias empresas da base industrial brasileira como a OPTO, a AMS Kepler, a Metalcard e a Orbital Engenharia, entre outras.

O projeto contou com o apoio financeiro da Embrapii (Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial) e do Instituto Senai de Inovação.

Para saber mais sobre o VCUB1, acesse: https://visionaespacial.com/plataforma-vcub/

Sobre a missão de lançamento
O lançamento do VCUB1 foi contratado junto a empresa de logística e transporte espacial D-Orbit e foi lançado pelo foguete Falcon 9, dentro da missão Transporter 7, que colocará em órbita diversos pequenos microssatélites e nanossatélites para clientes comerciais e governamentais.

Após o lançamento, o VCUB1 deverá ser levado à sua órbita final de forma precisa pelo veículo de transferência orbital ION da D-Orbit e passará por um período de estabilização e testes preliminares. Em seguida, serão realizados os testes de validação das tecnologias embarcadas no satélite, sua missão principal, para que entre em operação definitiva na prestação de serviços de sensoriamento remoto e coleta de dados pela Visiona. 

Sobre a Visiona

A Visiona tem sede no Parque Tecnológico de São José dos Campos e é uma joint-venture entre a Embraer Defesa & Segurança e a Telebras, voltada para a integração de sistemas espaciais. Foi criada em 2012 para atender os objetivos do Programa Espacial Brasileiro.

A empresa foi a responsável pelo Programa do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas, o SGDC, lançado em 2017. Em 2018, a Visiona anunciou o programa do primeiro satélite projetado integralmente pela indústria nacional, o VCUB1, e concluiu com êxito o primeiro Sistema de Controle de Órbita e Atitude de satélites desenvolvido no Brasil. A Visiona também fornece produtos e serviços de Sensoriamento Remoto e Telecomunicações por satélite, bem como Aerolevantamento SAR nas Bandas X e P, sendo uma das referências desse mercado no Brasil, com um histórico de mais de 100 projetos executados.

17 fevereiro, 2023

Akaer marca presença no desenvolvimento de satélites de observação da Terra


*LRCA Defense Consulting - 17/02/2023

Mais uma vez, a Akaer está marcando presença no desenvolvimento de satélites de observação da Terra.

O nanossatélite brasileiro VCUB1, que está sendo desenvolvido pela Visiona Tecnologia Espacial S.A., conta com a participação da Opto Space & Defense, uma empresa do Grupo Akaer, que é responsável pelo desenvolvimento e fabricação da câmera óptica multiespectral, cuja campanha de testes para determinação do eixo óptico foram feitas em suas instalações, na cidade de São Carlos (SP).

E3UCAM
Mais eficiente e evoluída que as tradicionais, a câmera E3UCAM da Opto possui massa menor que 5 kg e tamanho 300x100x100 mm. Com capacidade para fazer imagens da superfície terrestre em alta definição, a E3UCAM é capaz de identificar objetos menores que 3,5 metros em até 4 bandas espectrais e uma faixa de varredura terrestre de 14Km. Trata-se da câmera para nanossatélite mais avançada da história do Brasil.

"A E3UCAM foi desenvolvida para o mercado New Space, sendo concebida dentro de um conceito de família de câmeras, flexibilizando a carga útil do satélite com a composição de várias câmeras, ampliando assim, a quantidade de bandas ou a faixa de varredura terrestre. Essa flexibilidade é um importante diferencial, pois a arquitetura óptica pode ser escalada para diferentes plataformas de nanossatélites", ressalta Claudio Carvas, da Opto.


E por falar em satélites, a Akaer é a responsável por todas as câmeras espaciais desenvolvidas no Brasil para este fim, estando embarcada no CBERS 4, CBERS 4A e Amazônia 1, que já estão em operação. Mais recentemente, a empresa venceu a Seleção Pública da FINEP (Financiadora de Estudos e Projetos) para o desenvolvimento do "Satélite observação da Terra de alta resolução".

O VCUB1 será lançado ainda em 2023, embarcando no foguete Falcon 9, da empresa americana SpaceX, rumo ao espaço.

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