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26 outubro, 2024

Como os países podem alcançar indústrias militares bem-sucedidas?

 

*Engineer Fawaz Fahad Alakeel, via LinkedIn - 21/10/2024

Ontem, um amigo compartilhou sua pergunta comigo sobre como os países podem alcançar indústrias militares bem-sucedidas. Expliquei a ele que minha visão é privada e pode suportar erros. De qualquer forma, tentarei fornecer uma resposta objetiva com base em meu modesto conhecimento, e talvez minha abordagem seja diferente do que costumamos ouvir neste contexto.

Conjunto de requisitos liderados por um plano sólido
Vejo como um dos grandes erros o foco inicial na indústria e na engenharia como elementos-chave do início. Em vez disso, o sucesso requer um conjunto de requisitos liderados por um plano sólido. Um dos mais proeminentes desses requisitos é a necessidade de construir uma cultura industrial enraizada na sociedade. Isso pode ser alcançado explorando os currículos educacionais desde os primeiros estágios da escola, o que contribui para incutir essa cultura nas mentes das gerações futuras. Além disso, o setor de transporte e logística deve estar preparado para atender o setor industrial de forma eficiente, garantindo o fornecimento de meios de transporte econômicos e rápidos às cadeias de suprimentos.

Técnicos industriais de alto nível
Desenvolver conteúdo educacional que enriqueça as habilidades e melhorar as instituições educacionais para produzir técnicos industriais de alto nível é uma prioridade. Nesse contexto, ele cita as declarações do presidente da Apple sobre a disponibilidade dessas competências em abundância em países como a China, em comparação com um país desenvolvido como os Estados Unidos, o que os levou a fabricar o iPhone na China, não porque a crença generalizada seja de que o custo é o motivo dessa decisão.

Cadeias de suprimentos aprimoradas
Além disso, as cadeias de suprimentos devem ser aprimoradas para atender aos diversos requisitos de insumos das empresas da indústria militar. Os semicondutores podem ilustrar claramente a importância das cadeias de suprimentos; por exemplo, um veículo blindado não pode ser produzido sem vidro blindado, cabos avançados, pneus militares ou placas de blindagem.

Em suma, alcançar uma indústria militar emergente requer uma infraestrutura forte e abrangente que gradualmente ascende a maiores conquistas, assim como a construção de uma torre requer fundações fortes e porões sólidos.

Peço desculpas por passar para a filosofia em minha resposta, mas vi isso como uma necessidade de explicar minha visão escassa.

*Fawaz Fahad Alakeel é o CEO de Defesa e Segurança da empresa saudita SCOPA Military Industries, parceira da Taurus Armas; anteriormente foi o Diretor de Planejamento de Assuntos Estratégicos do Ministério da Defesa do Reino da Arábia Saudita. Possui Bacheralado em Engenharia Elétrica e Eletrônica pelo IUT - Instituto Universitário de Tecnologia de Brest (França); Mestrado em Engenharia de TI, Eletrônica e Comunicações pela ENSTA - Escola Nacional de Técnicas Avançadas da Bretanha (França), e Mestrado em Administração de Empresas pela Universidade King Faisal de Dammam (KSA). Fawaz é um dos Líderes MISK 2030 da Arábia Saudita.


 

15 agosto, 2024

Comitiva da Arábia Saudita visitará a Taurus visando aquisição de armas militares e policiais

Fuzis T10 e T4; Pistolas TS9 e TH9; Submetralhadora T9

*LRCA Defense Consulting - 15/08/2024

Em lives realizadas no dia 14 com a MSX e com a Eleven, Salesio Nuhs, CEO Global da Taurus Armas S.A., revelou que uma comitiva da Arábia Saudita virá à sede Taurus nos próximos dias para testar algumas armas da empresa, visando aquisições para suprir necessidades do Exército e das polícias desse país.

Entre as prioridades elencadas, destacam-se submetralhadoras e pistolas 9mm, bem como fuzis de assalto e de precisão, armas integrantes do portfólio da Taurus. 

Taurus e CBC na Arábia Saudita
A Arábia Saudita é um importante e proeminente mercado, estando na lista dos cinco maiores gastos militares do mundo e considerado um dos países que mais investe em defesa. Não por acaso, a região está nos planos estratégicos da Taurus e da CBC de expansão no Oriente Médio e de produção local.

A Taurus conta com um escritório regional na Arábia Saudita desde 2022 e, em dezembro de 2023, assinou um Term Sheet não vinculativo para estudo de viabilidade da constituição de uma joint venture no Reino da Arábia Saudita com a empresa Scopa Military Industries. O Plano de Negócios foi concluído recentemente e ambas as empresas estão agora em suas análises finais. A Taurus também possui uma marca registrada nesse país, a Taurus Saudia.

“A estratégia comercial da Taurus segue focada em oportunidades nos mercados internacionais, além dos Estados Unidos, maior mercado de armas do mundo e consecutivamente da Taurus. A escolha pela Arábia Saudita e região do GCC (Conselho de Cooperação do Golfo) está alinhada com o plano estratégico de expandir os negócios e aumentar a participação no Oriente Médio”, afirmou Salesio Nuhs, CEO Global da Taurus.

Divulgado em 14/11/2023, o acordo de transferência de tecnologia de ponta e de fabricação local entre a empresa saudita Scopa Defense e a brasileira Companhia Brasileira de Cartuchos (CBC) está em linha com o grande projeto Visão Saudita 2030 para produzir no Reino da Arábia Saudita a maior parte das necessidades de defesa deste país até 2030.

Aliando esse acordo com o provável acordo definitivo entre a Scopa e a Taurus, o binômio de defesa Taurus & CBC passará a fabricar armas leves e munições na Arábia Saudita, criando um ecossistema logístico completo, sinérgico e facilitador para o Exército Saudita e para as demais forças militares e de segurança do país.

No entanto, a ideia dos sauditas é explorar também estratégicas e promissoras oportunidades no mercado externo, principalmente nos países em que possui forte influência política e/ou econômica. Como a Taurus escreveu no Fato Relevante em que divulgou seu acordo inicial com a Scopa: "O objetivo da joint venture será a fabricação de armas Taurus no Reino da Arábia Saudita e comercialização em toda a região do GCC (Cooperation Council for the Arab States of the Gulf), que tem como membros os seguintes países: Arábia Saudita, Bahrein, Catar, Emirados Árabes Unidos, Kuwait e Omã".

Além disso, o ministro de Investimentos do Reino da Arábia Saudita, Khalid Al Falih, declarou em julho de 2023, quando de sua visita ao Brasil, que as iniciativas do Reino podem alcançar uma parte da grande região MENA, composta por 19 países do Oriente Médio e do Norte da África.

Ocupando novos e importantes nichos mercadológicos, Taurus & CBC visam ter uma posição de proeminência nessas regiões, pois podem oferecer um portfólio completo, adequado, tecnológico e com custo/benefício muito competitivo, capaz de atender as mais diversas necessidades das forças armadas e de segurança, além dos civis aficionados por esses tipos de armamento.

Os entendimentos com a Scopa Defense estão no âmbito do planejamento estratégico da Taurus e da CBC no sentido de avançar no mercado internacional, estabelecendo parcerias de grande benefício mútuo, principalmente em países com expressivo crescimento e grande potencial, como também é o caso da Índia (onde ambas estão presentes) pois, assim, as duas multinacionais brasileiras de defesa ampliam e potencializam a diversificação geográfica em termos de produção e vendas.

Em síntese, embora uma das principais motivações da Taurus e da CBC seja a de fornecer seus produtos para um dos maiores compradores de armas e munições do mundo, o fato de passar a ter a Arábia Saudita como um forte país parceiro e base de exportação para mercados hoje inacessíveis às duas empresas, pode se tornar uma estratégia paralela de grande sucesso, pois irá ao encontro dos objetivos de ambas e da Visão 2030 do Reino.

Arábia Saudita: o quinto maior investidor militar do mundo
A Arábia Saudita foi classificada como o quinto maior investidor militar do mundo em 2023, depois dos EUA, China, Rússia e Índia, de acordo com o SIPRI. Juntos, estes países representaram 61 por cento dos gastos militares mundiais. Os gastos da Arábia Saudita aumentaram 4,3%, para cerca de 75,8 bilhões de dólares, ou 7,1% do seu PIB, em 2023.

A participação do Reino nos gastos militares mundiais atingiu 3,1% no ano passado. A sua despesa militar como percentagem da despesa governamental foi de 24 por cento, a mais elevada a nível mundial depois da Ucrânia assolada pelo conflito.

"A Arábia Saudita é o maior exportador mundial de petróleo bruto, e o crescimento dos seus gastos militares em 2023 foi parcialmente financiado devido ao aumento da procura de petróleo não russo e ao aumento dos preços do petróleo após a invasão em grande escala da Ucrânia pela Rússia". "Embora os desafios de segurança regional estejam a impulsionar as despesas de defesa do Reino, as Forças Armadas Sauditas também embarcaram num programa de modernização nos últimos cinco anos que requer grandes investimentos", afirmou o relatório.

A Arábia Saudita está desenvolvendo um programa similar ao da Índia, chamado de Saudi Vision 2030, por meio do qual quer nacionalizar 50% dos seus gastos com Defesa até o ano de 2030. Para isso, está fazendo um grande esforço para trazer empresas estrangeiras de Defesa para o Reino, principalmente via estabelecimento de joint ventures com transferência de tecnologia (ToT).

No contexto regional onde o país está inserido, as despesas no Oriente Médio aumentaram 9%, para cerca de 200 bilhões de dólares, tornando-a na região com a maior despesa militar em proporção do PIB no mundo, com 4,2%, seguida pela Europa (2,8%), África (1,9%), Ásia e Oceania (1,7%) e Américas (1,2%).

 

11 fevereiro, 2024

A transformação significativa das forças militares modernas nos últimos anos e seus pontos-chave

Display Tático de Comando e Controle que compõe o Módulo Computador Veicular (MCV-2000) produzido pela brasileira Ocellott (imagem meramente ilustrativa)

*Eng. Fawaz Fahad Alakeel - SCOPA CEO for Defense and Security, via LinkedIn - 05/02/2024

A transformação significativa que as forças militares modernas sofreram nos últimos anos é informada pela natureza evolutiva das ameaças e pela crescente importância da tecnologia na guerra.

Pontos-chave nessa mudança:

1. Importância da Guerra Cibernética: a necessidade de proteger os interesses de segurança nacional se estende ao ciberespaço. Os países investem em capacidades cibernéticas defensivas e ofensivas para proteger infraestruturas críticas e interromper inimigos. A segurança cibernética se torna tão crítica quanto a segurança física.

2. Integração tecnológica: tecnologias avançadas como a IA são integradas em operações militares para processar grandes quantidades de dados para coleta de inteligência, avaliação de ameaças e planejamento estratégico. Drones e robótica estão se tornando comuns, aumentando as capacidades dos militares e reduzindo os riscos para os soldados humanos, além de analisar o big data vindo de todos os sensores que alimentam os sistemas C4I (Comando, Controle, Comunicações, Computadores e Inteligência) para obter uma COP (imagem ou quadro operacional comum) precisa e pré-real.

3. Computação quântica: embora ainda em fase de desenvolvimento, a computação quântica promete revolucionar as capacidades militares de comunicação, criptografia e simulação. Seu potencial para análise instantânea de dados e comunicação segura é de grande interesse estratégico.

4. Manobrabilidade e Eficiência: as forças modernas enfatizam a capacidade de serem rápidas, flexíveis e precisas. Isso significa unidades menores, mais ágeis, com equipamentos de alta tecnologia, capazes de rápida implantação e adaptação a diferentes cenários de combate.

5. Redução da dependência de mão de obra: com os avanços da tecnologia, há uma necessidade reduzida de um grande número de tropas. As capacidades aprimoradas de soldados, drones e sistemas automatizados individuais permitem operações mais eficazes sem o mesmo nível de mão de obra exigido anteriormente.

6. Realocação orçamentária: o ônus financeiro de manter grandes exércitos permanentes levou as nações a realocar recursos para o desenvolvimento de tecnologia de ponta, que pode oferecer um melhor retorno sobre o investimento em termos de capacidades de defesa e dissuasão estratégica.

7. Treinamento e Especialização: à medida que a tecnologia se torna mais sofisticada, cresce também a necessidade de pessoal qualificado. As forças militares estão investindo mais na educação e no treinamento de seus membros para lidar com sistemas tecnológicos complexos e novas formas de guerra.

Essa mudança fundamental reflete um entendimento de que os conflitos futuros provavelmente serão assimétricos e impulsionados pela tecnologia, exigindo uma mistura de poderio militar tradicional e tecnologia avançada para garantir capacidades de defesa abrangentes.

 

*Fawaz Fahad Alakeel é o CEO de Defesa e Segurança da empresa saudita SCOPA Military Industries, parceira da Taurus Armas; anteriormente foi o Diretor de Planejamento de Assuntos Estratégicos do Ministério da Defesa do Reino. Possui Bacheralado em Engenharia Elétrica e Eletrônica pelo IUT - Instituto Universitário de Tecnologia de Brest (França); Mestrado em Engenharia de TI, Eletrônica e Comunicações pela ENSTA - Escola Nacional de Técnicas Avançadas da Bretanha (França), e Mestrado em Administração de Empresas pela Universidade King Faisal de Dammam (KSA). Fawaz é um dos Líderes MISK 2030 da Arábia Saudita. Currículo completo aqui.
 

08 fevereiro, 2024

Em reunião decisiva na Arábia Saudita, Taurus e SCOPA alinham estratégias para uma poderosa joint venture


*LRCA Defense Consulting - 08/02/2024

No dia 06, a multinacional brasileira Taurus Armas S.A. firmou um memorando de entendimento (MoU) com o Ministério dos Investimentos Saudita e com a Autoridade Geral das Indústrias Militares (GAMI). Nesta ocasião, esse Ministério deixou claro que, em se concretizando a joint venture, poderá ser financiado cerca de 75% de todo o investimento necessário para estabelecer uma indústria de armas no país, tudo dentro da iniciativa Visão 2030, que objetiva produzir localmente pelo menos 50% das necessidades de Defesa do Reino até 2030. 

Reunião decisiva
Ontem (07), aconteceu a reunião prevista entre os executivos da Taurus e da SCOPA Military Industries, onde foi discutido profundamente o estabelecimento de uma joint venture entre as duas empresas. 

Na reunião, ficou claro que a SCOPA é a empresa privada predominante de defesa do Reino da Arábia Saudita e que a Taurus foi escolhida para, por meio da joint venture, ser fornecedora de armas leves para o país e para exportação.

Ampliando em muito propósito inicial de apenas produzir pistolas, ficou acertado que a futura JV produzirá armas leves militares desde o calibre 9mm até o 7,62mm/.308, com expectativa de aumentar esse portfólio muito rapidamente.

Participaram pela Taurus: Salesio Nuhs, CEO Global; Eduardo Minghelli, Diretor de Supply Chain e de Novos Negócios; e Regis Jacobsen, Gerente de Vendas Internacionais. Pela SCOPA: Sheikh Mohammad bin Abdulaziz Alajlan, Presidente da empresa e Vice-presidente do Grupo Ajlan & Bros; Eng. Fawaz Fahad Alakeel, CEO de Defesa e Segurança; Faisal bin Dos, Vice-presidente de Desenvolvimento de Negócios; e Eduard Kukharchuk, Vice-presidente de Munições.

Joint venture até 30 de junho
No entendimento dos CEOs da Taurus e da SCOPA, as expectativas e o senso de urgência estão muito alinhados. Dentro de 30 dias, as duas empresas irão apresentar um plano de negócios e, após os acertos finais, até 30 Jun poderá ser firmada a joint venture.

Word Defense Show 2024

A Taurus está presente no World Defense Show, a segunda edição de uma megafeira bianual de defesa que ocorre em Riad, na Arábia Saudita, de 04 a 08 deste mês.

Segundo o CEO Global, Salesio Nuhs, a participação foi um grande sucesso, haja vista que a empresa recebeu clientes e futuros clientes do Oriente Médio e de diversos países de outras regiões, o que poderá se traduzir em novos e excelentes negócios.

Saiba mais:
- Na Arábia Saudita, Taurus & CBC podem criar um forte ecossistema logístico para as Forças Armadas e para exportação

- Taurus prepara "turnaround mercadológico" para 2024

06 fevereiro, 2024

Taurus firma MoU com o Ministério dos Investimentos Saudita e com a Autoridade Geral das Indústrias Militares


*LRCA Defense Consulting - 06/02/2024

Na abertura da World Defense Show 2024, a Taurus, uma das principais fabricantes de armas do mundo, assinou, no evento em Riade, na Arábia Saudita, um memorando de entendimento (MoU) com o Ministério dos Investimentos Saudita e ´com a Autoridade Geral das Indústrias Militares (GAMI) — responsável por regular, habilitar e licenciar o setor de Defesa da Arábia Saudita.

Após a abertura de um escritório regional na Arábia Saudita em 2022 e assinatura de um Term Sheet para estudo de viabilidade da constituição de uma joint venture no Reino da Arábia Saudita com a empresa SCOPA MILITARY INDUSTRIES em dezembro de 2023, cujos estudos estão bastante avançados, este é mais um importante passo da multinacional brasileira neste importante e estratégico mercado.

“Os planos de expansão da Taurus no Oriente Médio e de produção local fazem parte do planejamento estratégico da empresa e atende a estratégia do Ministério de Investimentos de unir forças com renomadas empresas internacionais para potencializar iniciativas na Arábia Saudita, à medida que o Reino procura diversificar a sua economia no âmbito de um ambicioso programa denominado Saudi Vision 2030”, salienta Salesio Nuhs, CEO Global da Taurus Armas S.A.

O projeto Saudi Vision 2030 objetiva uma posição abrangente e ambiciosa para o Reino da Arábia Saudita até o ano de 2030, com várias frentes estratégicas para promover o desenvolvimento econômico e social da região, principalmente na área de Defesa.

A Arábia Saudita está na lista dos cinco maiores gastos militares do mundo e é considerado um dos países que mais investe em Defesa. A região tem hoje o maior interesse na transferência de tecnologias para fabricação de armas.

 

Taurus expõe portfólio de produtos na Arábia Saudita; parceria com a SCOPA avança


*LRCA Defense Consulting - 06/02/2024

A Taurus está presente como expositora na World Defense Show (WDS) 2024, uma das principais mostras globais do setor de Defesa, que acontece de 04 a 08 de fevereiro em Riad, na Arábia Saudita. 

No evento, a empresa, multinacional brasileira e uma das principais fabricantes de armas do mundo, exibe seu amplo portfólio de produtos e lançamentos voltados às forças policiais e militares em um estande situado em uma área de destaque. Além disso, a Taurus está presente em um estande no Pavilhão Brasil, organizado pela ABIMDE (Associação Brasileira das Indústrias de Materiais de Defesa e Segurança), junto de outras empresas brasileiras do setor, divulgando a expertise tecnológica e de inovação da Base Industrial de Defesa e Segurança (BIDS), promovendo parcerias estratégicas e impulsionando oportunidades de negócios para o Brasil.

Mercado Potencial
A Arábia Saudita é um importante e proeminente mercado, estando na lista dos cinco maiores gastos militares do mundo e considerado um dos países que mais investe em defesa. Não por acaso, a região está nos planos estratégicos da Taurus de expansão no Oriente Médio e de produção local. 

A Taurus conta com um escritório regional na Arábia Saudita desde 2022 e, em dezembro de 2023, assinou um Term Sheet não vinculativo para estudo de viabilidade da constituição de uma joint venture no Reino da Arábia Saudita com a empresa Scopa Military Industries. 

“A estratégia comercial da Taurus segue focada em oportunidades nos mercados internacionais, além dos Estados Unidos, maior mercado de armas do mundo e consecutivamente da Taurus. A escolha pela Arábia Saudita e região do GCC (Conselho de Cooperação do Golfo) está alinhada com o plano estratégico de expandir os negócios e aumentar a participação no Oriente Médio”, afirma Salesio Nuhs, CEO Global da Taurus.


No estande, os visitantes são recebidos pelos executivos Salesio Nuhs, CEO Global da Taurus; Eduardo Minghelli, Diretor de Supply Chain da Taurus; Regis Jacobsen, Gerente de Vendas Internacionais da Taurus; Emerson Luiz de Souza, Executivo de Vendas da Taurus; Rodolfo Romero, Gerente do Escritório da Taurus no país; Fernando Salm, Vice-presidente de Vendas e Marketing Internacional da CBC; e Denis de Morais Pinhal, Gerente de Negócios Militares Internacionais da CBC.

Reunião com a SCOPA
Durante o evento, está agendada uma reunião executiva alto nível entre o CEO Global da Taurus e o CEO da SCOPA Military Industries, com o finalidade de discutir e alinhar detalhes em direção ao estabelecimento de uma joint venture entre ambas, a fim de possibilitar a fabricação de armas Taurus no Reino da Arábia Saudita e comercialização em toda a região do “GCC” (Cooperation Council for the Arab States of the Gulf), que tem como membros os seguintes países: Arábia Saudita, Bahrein, Catar, Emirados Árabes Unidos, Kuwait e Omã.

Exposição de produtos reconhecidos e inovadores
O estande da Taurus conta com o completo portfólio de armas, incluindo os produtos de sucesso da marca e novidades desenvolvidas no Centro Integrado de Tecnologia e Engenharia Brasil Estados Unidos da Taurus (CITE). 

A Taurus expõe na World Defense Show 2024 modelos de armas táticas reconhecidos, como o fuzil T4 em variadas versões, nos calibres 5.56, 7.62 e .300 BLK, além da submetralhadora T9 no calibre 9 mm e o fuzil T10 semiautomático de precisão em calibre .308 Win/7,62x51. 

No segmento de pistolas, destaque para os modelos TS9 e a TH9, nas versões full e compacta, e para a inovadora família de produtos com acabamento em Cerakote® Graphene e com o revolucionário sistema T.O.R.O. (Taurus Optic Ready Option) que, através de placa intercambiável, permite acomodar miras ópticas, entre eles a GX4 XL T.O.R.O. e a nova GX4 CARRY, da série GX4, premiada como Best Value Handgun, pela Ballistic Magazine, e como Handgun of the Year, pela Guns and Ammo Magazine. Em exposição também as pistolas da linha G3, a G3c T.O.R.O. e a G3 Tactical, e a robusta pistola PT92 com armação de alumínio. 

A Taurus expõe ainda revólveres da marca trazendo modelos clássicos e lançamentos mundiais, com destaque para o RT 856 Defender T.O.R.O., da primeira linha de revólveres do mundo prontos para receberem mira óptica, e o RT 856 Executive Grade com seus diferenciais único de acabamento, sistema de gatilho e acessórios, ambos no calibre .38 SPL. A empresa também exibe modelos da linha de revólveres Taurus da marca Rossi, reconhecidos por suas características clássicas e técnicas de fabricação modernas, entre eles o RM64. 

Além das armas, os visitantes da World Defense Show 2024 podem conferir também os modelos de supressores da linha de alto desempenho e multicalibre da Taurus, voltada para a melhor performance dos profissionais de operações táticas e especiais. Leves, versáteis e com alto padrão de qualidade, os supressores Taurus são os primeiros do mundo a serem produzidos com core único, em Titanium, com cobertura exclusiva em CerakoteⓇ Graphene, e possuem inovador sistemas de anéis. Além disso, reduzem em até 25dB o ruído dos disparos, garantem estabilidade nas armas com menor recuo e permitem um engate rápido.

Sobre o World Defense Show
O evento, que está em sua 2ª edição, é realizado a cada dois anos e conta com cerca de 750 expositores, de mais de 45 países, apresentando as inovações no mercado de defesa. São esperados em torno de 100 mil visitantes e mais de 115 delegações internacionais.

28 dezembro, 2023

Taurus e SCOPA avançam em entendimentos para fabricação de armas na Arábia Saudita

Imagem fictícia e meramente representativa da parceria da Taurus & CBC com a saudita SCOPA Defense

*LRCA Defense Consulting - 28/12/2023

Em Fato Relevante enviado hoje à Comissão de Valores Mobiliários, a Taurus Armas S.A. informou aos seus acionistas e ao mercado que, em continuidade ao Fato Relevante publicado em 31 de Julho de 2023 e após autorização do Conselho de Administração, celebrou nesta data a assinatura de um Term Sheet (Termo de Compromisso), não vinculante, que estabelece as premissas iniciais para avançar com o estudo de viabilidade da constituição de uma joint venture no Reino da Arábia Saudita com a empresa SCOPA MILITARY INDUSTRIES (anteriormente denominada SCOPA DEFENSE TRADING).

O objetivo da joint venture, se obtidas todas as autorizações estatutárias e legais, será a fabricação de armas Taurus no Reino da Arábia Saudita e comercialização em toda a região do “GCC” (Cooperation Council for the Arab States of the Gulf), que tem como membros os seguintes países: Arábia Saudita, Bahrein, Catar, Emirados Árabes Unidos, Kuwait e Omã.

A parceria, caso efetivada, também busca atender uma série de programas e plataformas do projeto Saudi Vision 2030 (www.vision2030.gov.sa), que objetiva uma posição abrangente e ambiciosa para o Reino da Arábia Saudita (KSA) até o ano de 2030, com várias frentes estratégicas para promover o desenvolvimento econômico e social da região, principalmente na área de defesa.

As partes seguirão com os estudos para elaboração do plano de negócios a ser desenvolvido, bem como as demais condições para criação da joint venture.

A SCOPA é uma das principais empresas de defesa do Reino da Arábia Saudita. Através de um portfólio de produtos para indústrias militares, contribui para o projeto SAUDI VISION 2030, de fabricar 50% da produção internamente e ajudar no desenvolvimento das indústrias militares no Reino, visando alcançar a sustentabilidade no atendimento às necessidades e demandas das forças armadas sauditas.

A Arábia Saudita possui atualmente o 5º maior orçamento de defesa no mundo e planeja que, até o ano de 2030, 50% dos investimentos militares tenham origem em empresas locais.

A assinatura deste Term Sheet é um passo importante na estratégia global da TAURUS como líder mundial na fabricação de armas leves e transferência de tecnologias, tendo como base a rentabilidade sustentável, qualidade e melhoria dos indicadores financeiros e operacionais, além do forte investimento no desenvolvimento de tecnologias de novos produtos, processos e materiais.

Saiba mais:
- Taurus prepara "turnaround mercadológico" para 2024
- Na Arábia Saudita, Taurus & CBC podem criar um forte ecossistema logístico para as Forças Armadas e para exportação



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