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31 agosto, 2026

Será que chegamos ao limite da incompetência?

Declaração surpreendente e sincera do Ministro da Defesa expõe uma vulnerabilidade construída ao longo de décadas, enquanto o Brasil adia decisões estratégicas e assiste à erosão de sua capacidade de dissuasão



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Luiz Alberto Cureau Jr. - 31/08/2026

A declaração do ministro da Defesa de que, em um cenário hipotético de confronto com os Estados Unidos, “teríamos que abrir o portão, porque não temos equipamento para enfrentá-los nem dinheiro para consertar o portão”, talvez tenha sido a mais sincera e preocupante admissão já feita por uma autoridade brasileira sobre o estado da nossa capacidade de defesa.

O problema não é reconhecer que existe uma enorme diferença de poder militar entre Brasil e Estados Unidos. Isso é evidente. O que causa perplexidade é a naturalidade com que o país parece aceitar a própria vulnerabilidade, como se ela fosse inevitável e até aceitável. 

O Brasil vem aceitando, há décadas, um lento processo de erosão de sua capacidade de defesa, quer por pura incompetência ou por revanchismo burro.

Nenhuma nação responsável estrutura suas Forças Armadas para derrotar uma superpotência até porque creio que deveríamos ser uma. O objetivo é outro, desenvolver capacidade de dissuasão suficiente para tornar qualquer pressão militar, econômica ou estratégica inconveniente. Países respeitados não são aqueles que procuram guerras, mas aqueles que convencem seus adversários de que elas não compensam.

Enquanto grande parte do mundo amplia investimentos em defesa, indústria, tecnologia, inteligência artificial e segurança cibernética, o Brasil continua adiando decisões estratégicas. Perdemos tempo discutindo se investir em defesa é prioridade, quando a verdadeira pergunta deveria ser, quanto custará não investir?

O cenário internacional tornou-se mais competitivo. Disputam-se minerais críticos, rotas marítimas, energia, alimentos, água e domínio tecnológico. O Brasil reúne praticamente todos esses ativos em abundância. Ainda assim, insiste em acreditar que sua riqueza, por si só, será suficiente para garantir respeito internacional. Não será, podem acreditar!

A história demonstra que riquezas atraem interesses, e interesses nem sempre são defendidos pela diplomacia. A diplomacia ganha força quando está apoiada por credibilidade nacional, capacidade tecnológica e uma estrutura de defesa compatível com o tamanho e a importância do país.

Talvez a fala do ministro tenha produzido um efeito positivo: obrigar a sociedade a olhar para um problema que deixou de ser militar e passou a ser estratégico. A questão já não é quanto o Brasil gasta com defesa, mas quanto tempo ainda suportará conviver com uma capacidade de dissuasão cada vez menor diante de um mundo cada vez mais imprevisível.

A maior ameaça não é a possibilidade de uma invasão hipotética. É continuarmos acreditando que vulnerabilidades históricas se resolvem com discursos, enquanto outros países planejam décadas à frente. A incompetência de uma nação não está em reconhecer suas fraquezas, mas em conhecê-las, discuti-las há décadas e, mesmo assim, não fazer absolutamente nada para corrigi-las.


*Luiz Alberto Cureau Jr. é General de Brigada R/1 (Veterano) do Exército Brasileiro, Doutor em Ciências Militares e Bacharel em Educação Física pela Escola de Educação Física do Exército. Foi comandante do 19º Batalhão de Infantaria Motorizado, comandante do Centro de Capacitação Física do Exército, comandante da 6ª Brigada de Infantaria Blindada e, atualmente, é consultor de Defesa e Clima na Segura. 

04 agosto, 2025

WEG anuncia plano de investimentos de R$ 160 milhões em Linhares/ES

 


*LRCA Defense Consulting - 04/08/2025

A WEG S.A. anunciou um novo plano de investimentos de aproximadamente R$ 160 milhões voltado à verticalização e expansão da produção de motores elétricos em sua unidade de Linhares, no Espírito Santo.

O projeto contempla, principalmente, a construção de um novo prédio industrial e a aquisição de equipamentos de última geração para a fabricação de fios, etapa essencial no processo produtivo de motores elétricos. Com isso, a empresa reforça sua estratégia de verticalização, aumentando o controle sobre a cadeia produtiva e elevando a eficiência operacional.

A nova estrutura tem início de operação previsto para 2027, com um plano de crescimento gradual da capacidade de produção de fios, alinhado à expansão projetada para a fabricação de motores elétricos nos próximos anos.

“Ao trazer mais etapas do processo produtivo para a região, conseguimos ter mais controle, melhor competitividade e ganhar agilidade. Isso nos ajuda a entregar com mais eficiência e manter a qualidade que nossos clientes esperam. Além disso, é uma forma de nos prepararmos melhor para os desafios do futuro”, destaca Julio Cesar Ramires, Diretor Superintendente de Motores Comerciais e Appliance da WEG.

12 fevereiro, 2025

Embraer pretende investir R$ 20 bilhões até 2030


*LRCA Defense Consulting - 12/02/2025

A Embraer anunciou hoje a estimativa de R$ 20 bilhões em investimentos até 2030, durante a cerimônia da “Missão 6 da Nova Indústria Brasil - Tecnologias de interesse para a soberania e defesa nacionais”, realizada em Brasília. O evento contou com a participação do Presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva, do vice-presidente Geraldo Alckmin e demais autoridades. 

A previsão de investimento segue o que vem sendo praticado pela empresa nos últimos anos e está alinhado com o plano de crescimento da companhia nos próximos cinco anos, que inclui aumento da produção de aeronaves, expansão dos negócios em mercados internacionais e desenvolvimento de tecnologias sustentáveis, com o objetivo de reduzir os níveis de emissão de carbono da indústria aeronáutica. Um dos destaques é o eVTOL (veículo elétrico de descolagem e pouso na vertical), fabricado pela EVE, do grupo Embraer. 

“O programa Nova Indústria Brasil tem um papel essencial na retomada da competitividade do País e a parceria com a Embraer, e com toda a Base Industrial de Defesa, continuará sendo fundamental para o incentivo às exportações de produtos brasileiros, assim como a geração de reservas e geração de renda, garantindo também o domínio de tecnologias críticas externas à soberania nacional”, disse Francisco Gomes Neto, CEO e Presidente da Embraer. 

O histórico bem sucedido de cooperação entre governo, universidades e indústria contribui fortemente para que o Brasil se mantenha na vanguarda de inovações, em especial em um ambiente altamente tecnológico e competitivo como o setor aeroespacial e de defesa. 

A parceria tem sido igualmente importante para a retenção e desenvolvimento de talentos. Com 23.500 colaboradores em todo o mundo, dos quais 18 mil no Brasil, a força de trabalho atual da Embraer já ultrapassa o patamar pré-pandemia. A companhia gerou mais de 2.500 empregos nos últimos dois anos e mantém o investimento contínuo em programas de capacitação e qualificação profissional.

26 abril, 2024

Embraer anuncia plano de investir US$ 390 milhões e contratar 900 funcionários adicionais neste ano


*LRCA Defense Consulting - 26/04/2024

A Embraer anunciou hoje seu plano de investir aproximadamente US$ 390 milhões e contratar 900 funcionários adicionais neste ano. O anúncio foi feito durante a visita do presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, à sede da empresa em São José dos Campos. O objetivo é atender ao aumento da produção de aeronaves e ao crescimento futuro previsto através do desenvolvimento de novos negócios, produtos e serviços. 

O investimento inclui atividades de pesquisa e desenvolvimento de novas tecnologias, como as que serão utilizadas em eVTOLs (veículos elétricos de decolagem e pouso vertical), a expansão dos serviços aeronáuticos, incluindo a conversão de aeronaves de passageiros em aeronaves de carga, defesa e segurança , projetos de melhoria de eficiência e expansão das atividades industriais. 

“A Embraer inicia uma nova fase de crescimento baseada em eficiência e inovação. Estamos focados em capturar todo o nosso potencial nos diferentes segmentos em que atuamos rumo a uma aviação mais sustentável”, disse Francisco Gomes Neto, Presidente e CEO da Embraer. “E por meio de parcerias com o setor público e privado, estamos ampliando as vendas, abrindo novos mercados e investindo em novas tecnologias, o que permite aumentar a exportação de produtos de alto valor agregado e criar milhares de empregos altamente qualificados no Brasil.” 

Cerca de 90% das contratações ocorrerão ao longo do ano para o setor de operações, com vagas para mecânicos, eletricistas, fresadores, moldadores, técnicos de manutenção de aeronaves e técnicos de qualidade com experiência, além de oportunidades para trainees de produção que passam por processos de treinamento e qualificação com mentores internos. Também há oportunidades para engenheiros e outras funções administrativas. 

No ano passado, a Embraer já havia aumentado seu quadro de funcionários em 1.500 funcionários e retornado ao nível de emprego pré-pandemia. A empresa conta atualmente com cerca de 19 mil funcionários diretos em todo o mundo, dos quais 88% estão baseados no Brasil. 

A retomada do crescimento da Embraer aconteceu em 2023, quando a empresa registrou receita total de US$ 5,26 bilhões e alcançou sua melhor rentabilidade dos últimos cinco anos. No período, foram entregues 181 jatos, volume 13% superior ao ano anterior. 

Para 2024, a Embraer estima que será mais um ano de crescimento, com entregas entre 72 e 80 aeronaves comerciais e entre 125 e 135 jatos executivos. A expectativa é gerar receitas entre US$ 6 bilhões e US$ 6,4 bilhões. Parte desse crescimento se deve à parceria com a Azul Linhas Aéreas, que deverá receber, este ano, 13 jatos E195-E2, aeronave que é referência mundial em eficiência e sustentabilidade. Um dos modelos de aeronaves da Azul, ainda em fase de produção, foi apresentado e batizado pelo presidente Lula durante visita à fábrica. 

13 março, 2024

WEG anuncia investimentos de R$ 100 milhões em nova fábrica de tintas industriais no México


*LRCA Defense Consulting - 13/03/2024

A WEG S.A. anunciou ontem investimentos de R$ 100 milhões em uma nova fábrica de tintas líquidas industriais no México.

A construção da nova unidade irá ampliar a capacidade produtiva atual da WEG Tintas e visa atender o mercado da América do Norte e Central. A nova fábrica terá aproximadamente 5.300 m² de área construída e deve entrar em operação no início de 2026.

“Estes investimentos devem acelerar o processo de internacionalização do negócio de tintas industriais da WEG, assegurando posicionamento estratégico para atendermos à crescente demanda por soluções mais eficientes e sustentáveis no México e América Central”, explica Rafael Torezan, Diretor Superintendente de Tintas Industriais da WEG.

Os investimentos serão realizados em Atotonilco de Tula, onde a empresa já produz tintas em pó para os segmentos industrial e de infraestrutura. Além desta unidade, a WEG também produz tintas e vernizes industriais em Guaramirim e Mauá, no Brasil, e em Buenos Aires, na Argentina.

09 setembro, 2023

WEG investirá R$ 70 milhões para expandir capacidade de produção de tintas industriais no Brasil


*LRCA Defense Consulting - 09/09/2023

A WEG S.A. anunciou investimentos de R$ 70 milhões para a expansão da capacidade de produção de tintas líquidas industriais no Brasil até 2024.

Além da construção de uma nova unidade de produção de tintas líquidas industriais, que deve ampliar a capacidade produtiva atual em aproximadamente 70%, o projeto inclui um novo centro de distribuição logística, com aproximadamente 6.400 m² de área construída e será projetado de forma a permitir o aumento gradual e contínuo da capacidade e atender às necessidades de expansão da companhia ao longo dos próximos anos.

“Estes investimentos são importantes para o crescimento do negócio de tintas industriais da WEG no país, pois ampliam consideravelmente nossa capacidade produtiva e logística, para atendermos à crescente demanda por tintas industriais mais eficientes e sustentáveis”, explica Rafael Torezan, diretor superintendente de tintas industriais da WEG.

Os investimentos serão realizados no parque fabril de Guaramirim/SC, sede da unidade de tintas e vernizes, onde a empresa já produz tintas líquidas e em pó, resinas e vernizes eletroisolantes para os segmentos industrial e de infraestrutura. A WEG produz tintas e vernizes industriais desde 1983, e além da sede em Santa Catarina possui atualmente unidades produtivas em Mauá/SP, Buenos Aires, na Argentina e Atotonilco de Tula, no México.

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