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19 setembro, 2026

Cadernos Prospectivos mapeiam competências decisivas para o futuro da BID

Oito estudos apontam que inteligência artificial, autonomia, integração de sistemas e novos materiais ampliarão a demanda por profissionais híbridos, formação contínua e políticas industriais de longo prazo



*LRCA Defense Consulting - 19/09/2026

Uma agenda para antecipar gargalos 
O futuro da Base Industrial de Defesa (BID) brasileira dependerá tanto da incorporação de novas tecnologias quanto da capacidade de formar, atualizar e reter os profissionais que irão desenvolvê-las, integrá-las, certificá-las e mantê-las. Essa é a mensagem central dos oito Cadernos Prospectivos da BID, lançados em 19 de agosto, em Brasília, como resultado de uma parceria entre a Confederação Nacional da Indústria (CNI), a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) e a Fundação Instituto de Administração (FIA), da Universidade de São Paulo (USP).

A iniciativa foi acompanhada pela Associação Brasileira das Indústrias de Materiais de Defesa e Segurança (ABIMDE), representada no lançamento por seu secretário de Relações Institucionais, Coronel RR Marcos Nunes. Os estudos abrangem os segmentos aeroespacial; armas e equipamentos de controle de tiro; defesa cibernética; sistemas C4ISTAR; munições, propelentes e explosivos, mísseis e foguetes; plataformas militares marítimas e fluviais; plataformas veiculares militares terrestres; e uniformes militares.

Mais do que relacionar tecnologias promissoras, os documentos procuram antecipar seus efeitos sobre o trabalho. Para isso, combinam pesquisa em fontes secundárias e consulta a especialistas, analisando difusão tecnológica, eventos futuros de impacto, mudanças nos perfis profissionais, conhecimentos, habilidades, aptidões, lacunas formativas e estratégias para o desenvolvimento da mão de obra. O horizonte predominante é de cinco a dez anos.

A tecnologia avança por sistemas integrados 
Embora tratem de cadeias produtivas muito diferentes, os cadernos convergem em um ponto: a inovação em defesa deixa de estar concentrada apenas na plataforma física e passa a depender de sistemas integrados, intensivos em software, dados, conectividade e capacidade de validação. Inteligência artificial, sistemas autônomos, gêmeos digitais, arquiteturas abertas, manufatura aditiva, cibersegurança embarcada, novos materiais e digitalização do ciclo de vida aparecem de forma recorrente.

No segmento aeroespacial, a transformação é descrita como uma passagem do modelo centrado em plataformas para outro orientado por sistemas integrados. A convergência entre inteligência artificial, autonomia, engenharia de sistemas, arquiteturas modulares, materiais avançados, propulsão elétrica ou híbrida e digitalização deverá ampliar a hibridização das funções profissionais. O estudo alerta que a falta de competências pode atrasar certificações, impedir a incorporação de tecnologias em programas estratégicos e comprometer capacidades produtivas nacionais.

Em armas e equipamentos de controle de tiro, sobressaem os sistemas baseados em inteligência artificial, munições programáveis, manufatura aditiva, sensores eletro-ópticos e infravermelhos, soluções eletrônicas de disparo, cibersegurança de hardware e firmware e rastreabilidade. O respectivo caderno associa essas mudanças à necessidade de combinar conhecimentos de mecânica, eletrônica, software, dados, materiais e metrologia.

Para munições, propelentes, explosivos, mísseis e foguetes, o mapa tecnológico inclui manufatura aditiva de motores e componentes, novos propelentes, materiais nanoenergéticos, gêmeos digitais, engenharia baseada em modelos, inteligência artificial aplicada a guiagem, navegação e controle, proteção térmica e tecnologias hipersônicas. Trata-se de uma cadeia na qual os requisitos de segurança, ensaio, controle de qualidade e certificação elevam ainda mais o custo de uma eventual escassez de especialistas.

Ciberdefesa e C4ISTAR colocam o fator humano no centro 
Os dois cadernos mais diretamente ligados ao ambiente digital rejeitam a ideia de que a automação reduzirá a importância das pessoas. Na defesa cibernética, a força de trabalho é apresentada simultaneamente como o principal ativo e o principal fator de vulnerabilidade. Arquiteturas de confiança zero, inteligência artificial defensiva, automação da resposta a incidentes, criptografia pós-quântica, segurança de sistemas ciberfísicos e inteligência de ameaças exigirão profissionais capazes de supervisionar algoritmos, validar modelos e decidir sob incerteza.

O crescimento quantitativo do emprego tende a ser moderado, mas a exigência qualitativa deverá aumentar. O caderno identifica demanda por perfis híbridos, rápida atualização e maturidade técnica e institucional. A competição com outros setores, a dificuldade de reter especialistas, a oferta limitada de cursos e o acesso restrito a ambientes realistas de treinamento aparecem entre os principais riscos.

No C4ISTAR, que integra comando, controle, comunicações, computação, inteligência, vigilância, aquisição de alvos e reconhecimento, o profissional deixa de operar componentes isolados e assume funções de integração, validação e decisão. Arquiteturas centradas em dados, redes definidas por software, fusão de sensores, segurança de confiança zero, automação criptográfica e apoio à decisão por inteligência artificial reforçam a necessidade de conhecimentos combinados em engenharia, operação, dados, cibersegurança e governança.

Plataformas ganham autonomia, conectividade e novos meios de sustentação
Nas plataformas militares marítimas e fluviais, os estudos projetam a adoção progressiva de gêmeos digitais, arquiteturas modulares e abertas, propulsão híbrida-elétrica, sistemas autônomos, cibersegurança embarcada, manufatura aditiva certificável, monitoramento estrutural contínuo e suporte logístico digital. A principal ruptura prevista não é a eliminação generalizada de ocupações, mas a reconfiguração das competências ao longo de todo o ciclo de vida, do projeto à manutenção.

O mesmo padrão aparece nas plataformas veiculares militares terrestres. Materiais avançados para blindagem, sistemas de proteção ativa, propulsão elétrica e híbrida, autonomia, fusão de sensores, conectividade segura e fabricação de peças sob demanda aproximam áreas que antes podiam trabalhar de maneira mais separada. Engenharia de sistemas, software, dados, cibersegurança, testes e certificação passam a formar um núcleo comum.

Nos dois segmentos, a capacidade de sustentar os meios ao longo de décadas ganha relevância comparável à capacidade de construí-los. Isso aumenta a importância da gestão de configuração, da documentação técnica, da rastreabilidade, da manutenção preditiva e da preservação do conhecimento acumulado por equipes experientes.

Uniforme militar passa a ser sistema tecnológico
O caderno dedicado aos uniformes militares mostra que a transformação digital e os materiais avançados alcançam também setores por vezes percebidos como tradicionais. Tecidos inteligentes com sensores, proteção balística leve, tratamentos antimicrobianos, resistência térmica e química, controle de assinatura, materiais sustentáveis, automação seletiva e autenticação por RFID ou códigos digitais transformam a peça de vestuário em componente da prontidão operacional.

Nesse caso, o impacto esperado recai menos sobre a redução do emprego e mais sobre sua requalificação. Produção, engenharia de materiais, ensaios, normas, rastreabilidade, logística e gestão de dados deverão trabalhar de forma integrada. Os estudos projetam crescimento moderado do número de trabalhadores, acompanhado por aumento expressivo da densidade técnica e regulatória das funções.

O perfil híbrido torna-se o recurso mais disputado 
A conclusão transversal dos oito volumes é que a BID precisará de profissionais híbridos. Não se trata apenas de reunir duas especialidades, mas de compreender interfaces: hardware e software; engenharia e operação; dados e decisão; materiais e fabricação; inovação e certificação; tecnologia e regulação.

Também ganham importância competências cognitivas e comportamentais. Resolução de problemas complexos, julgamento técnico fundamentado em dados, percepção de falhas, atenção seletiva, adaptabilidade, trabalho multidisciplinar, aprendizagem contínua e controle emocional aparecem como requisitos para ambientes nos quais uma decisão incorreta pode afetar segurança, confiabilidade e soberania.

Essa mudança desloca parte da prioridade da formação inicial para a atualização permanente dos quadros já empregados. Cursos curtos, modulares e acumuláveis, programas de requalificação, treinamento no ambiente de trabalho, laboratórios compartilhados, simulações e intercâmbio com centros de excelência são apontados como instrumentos capazes de reduzir a distância entre a velocidade tecnológica e a velocidade de atualização dos currículos.

Formação depende de continuidade industrial 
Os cadernos deixam claro que não há política de qualificação sustentável sem demanda industrial previsível. A volatilidade dos orçamentos de defesa, a interrupção de programas, as restrições à exportação, a dependência de componentes estrangeiros e a reorganização das cadeias globais dificultam a retenção de profissionais e desestimulam investimentos empresariais em formação.

Por isso, as recomendações não se limitam às instituições de ensino. Ao governo, os estudos atribuem a responsabilidade de dar previsibilidade aos programas estratégicos, financiar infraestrutura de ensaio e formação, aperfeiçoar marcos regulatórios e articular educação, ciência, tecnologia, política industrial e Defesa. Às empresas cabe sinalizar competências futuras, oferecer ambientes reais de aprendizagem, estruturar planos de sucessão e investir continuamente em qualificação. Instituições de formação profissional e instituições científicas e tecnológicas devem atualizar currículos, docentes, laboratórios e metodologias, além de aproximar pesquisa aplicada e necessidades industriais.

Nos segmentos de armas e controle de tiro e de munições, mísseis e foguetes, as estratégias priorizadas incluem currículos multidisciplinares, capacitação regulatória para produtos controlados e bens sensíveis, intercâmbio técnico, parcerias entre empresas e instituições de ensino, promoção comercial externa, garantias para exportação e simplificação de contratações de pesquisa, desenvolvimento e inovação. A lógica é direta: produção e exportação regulares ajudam a preservar equipes que levam anos para alcançar plena proficiência.

Um instrumento para decisões de Estado e de empresa 
Os Cadernos Prospectivos não oferecem previsões fechadas. Eles organizam sinais, incertezas e possíveis trajetórias para que decisões sobre pessoas, laboratórios, cursos e políticas públicas sejam tomadas antes que a carência de competências se transforme em gargalo industrial.

Para a BID, o valor prático do conjunto está em aproximar planejamento tecnológico e planejamento da força de trabalho. Um programa pode contar com projeto, orçamento e infraestrutura, mas ainda assim sofrer atrasos se não houver engenheiros de sistemas, especialistas em certificação, técnicos de ensaio, profissionais de cibersegurança, integradores de dados ou operadores preparados para tecnologias novas.

A mensagem final é especialmente relevante para o País: autonomia tecnológica não se alcança apenas com a nacionalização de equipamentos e componentes. Ela exige preservar conhecimento, formar especialistas em escala compatível com os programas estratégicos e manter uma relação contínua entre Forças Armadas, empresas, governo, universidades, SENAI e instituições de ciência e tecnologia. Ao transformar esse desafio em agenda antecipatória, os oito cadernos oferecem uma base concreta para que a qualificação profissional seja tratada como parte da política industrial e da própria capacidade de Defesa.

09 outubro, 2024

Cooperação entre Defesa e CNI fomenta oportunidades para indústria de defesa


*LRCA Defense Consulting - 09/10/2024

O Ministério da Defesa (MD) e a Confederação Nacional da Indústria (CNI), por meio do Observatório Nacional da Indústria, celebraram parceria estratégica para utilizar inteligência baseada em dados e evidências. O objetivo é fortalecer a agenda de Defesa e identificar oportunidades para a Base Industrial de Defesa e Segurança (BIDS) no mercado nacional e internacional. O acordo de cooperação, que tem vigência de seis anos, foi assinado nesta quinta-feira (8), pelo Ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, e o presidente da CNI, Ricardo Alban.  

Durante a cerimônia, o ministro reforçou a importância da parceria com a CNI destacando os estudos do Observatório. “Nós precisamos de dados comparativos para termos argumentos e defender as propostas da Indústria de Defesa e a CNI pode nos dar todas essas informações e os benefícios que BID proporciona ao país”, enfatizou José Múcio.

Ainda durante o evento, o Secretário de Produto de Defesa (Seprod), Heraldo Luiz Rodrigues, informou que, neste mês, as exportações autorizadas de produtos de defesa alcançaram a cifra de US$ 1,6 bilhão (equivalente a R$ 8,8 bilhões na cotação do dia), igualando o patamar histórico da indústria de defesa registrado em 2021. Com as negociações em curso em 2024, o novo recorde de exportações no período de 2014 a 2024 será alcançado este ano. A nova evolução no índice deve-se a fatores como a busca crescente de novas oportunidades comerciais, o potencial competitivo e a capilaridade da BID.

Parceria
Com o objetivo de monitorar e construir cenários sobre temas como: orçamento, financiamento, impacto econômico e social do setor, tecnologia e inovação e mercado nacional e internacional, a iniciativa apoiará o fortalecimento da BIDS. Com a parceria, será possível identificar quais são as necessidades dos países. Já para o mercado interno, o acordo visa gerar mais competitividade, além de priorizar a produção para atender a demandas de públicos específicos, como as Forças Armadas e órgãos da segurança pública do país.  

“Há muito espaço para o desenvolvimento e a expansão da indústria brasileira de defesa nas áreas de cibersegurança, satélites e aeroespacial. São setores estratégicos para o país e para nossa soberania. Este acordo entre a CNI e o Ministério da Defesa vai ajudar a indústria nacional a aproveitar mais e melhor as oportunidades no mercado global, fortalecendo nossa competitividade”, explica o presidente da CNI, Ricardo Alban.

Outra possibilidade de benefícios para a indústria será a identificação de atividades com maior demanda na área da defesa, listadas por meio da Classificação Nacional de Atividade Econômica (Cnae), que vai permitir mapear as carências no segmento e as tecnologias de interesse do mercado. O Cnae é um instrumento de padronização nacional por meio dos códigos.

O setor de defesa no Brasil   
Um levantamento do Observatório Nacional da Indústria mostra que para cada emprego aberto no setor de defesa, outros três são abertos em outros setores. Os dados também demonstram que a BID representa 3,58% do Produto Interno Bruto (PIB) e gera 2,9 milhões de empregos diretos e indiretos no país.

As tecnologias requeridas pela indústria de defesa são capazes de colaborar com diversas outras áreas, como no campo ESG (Ambiental, Social e Governança), monitoramento ambiental e segurança digital, tanto no meio público como privado. Os produtos desenvolvidos pelo setor são capazes de proporcionar o transbordo tecnológico para, também, o uso civil.    

Tecnologias usadas para monitoramento de fronteiras, por exemplo, podem ser usadas também no monitoramento de áreas de preservação ambiental e como apoio para agricultura. Tecidos inteligentes desenvolvidos para fardas militares também já se tornaram um importante aliado para a indústria têxtil. O investimento na indústria de defesa reverbera em outros setores.   

Pelo alto valor agregado dos produtos do setor, quanto melhor o desempenho nas exportações, mais benefícios são distribuídos no encadeamento produtivo brasileiro. Para isso, é preciso fortalecer o financiamento à inovação e ampliar as estratégias de estímulo à pesquisa e desenvolvimento.  

BID
O Ministério da Defesa tem um cadastro de 235 empresas que integram a Base Industrial de Defesa (BID). O portfólio classificado no âmbito da defesa inclui cerca de 1.700 produtos. Entre os itens mais exportados estão aeronaves de asa fixa e rotativa, bem como suas partes e peças, armamentos leves, munições, armamentos não letais e serviços de engenharia em produtos de defesa.

*Com informações do Ministério da Defesa

06 dezembro, 2021

Painel BID: Proteção, Desenvolvimento e Geração de Empregos


*LRCA Defense Consulting - 06/12/2021

No dia 08 de dezembro (Quarta-feira), às 10 horas, será a abertura do painel "BID: Proteção, Desenvolvimento e Geração de Empregos", realizada pelo Ministro da Defesa, Walter Souza Braga Netto.

O evento contará com a participação da ABIMDE, BNDES, APEX, CNI e SEPROD do MD, que apresentarão os resultados mais recentes da Indústria Brasileira de Defesa, que em 2021, bateu recorde de exportações.

O evento está inserido na 6ª Mostra da Base Industrial de Defesa, que acontecerá de 7 a 9 de dezembro no Centro de Convenções de Brasília, podendo ser acompanhado pelo link youtube.com/VideosDefesa

BID forte, autonomia tecnológica das Forças Armadas!

14 novembro, 2021

Emirados Árabes devem ser parceiros estratégicos para o Brasil, diz presidente da CNI

Autoridades no seminário sobre negócios Brasil-Emirados Árabes

*Agência de Notícias da Indústria - 14/11/2021

Os Emirados Árabes Unidos representam uma oportunidade para expandir a presença brasileira no mercado internacional. O presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson Braga de Andrade, afirmou que o empresariado brasileiro precisa conhecer melhor a infinidade de negócios que o Brasil pode realizar com o país da Península Arábica.

“Queremos promover a troca de experiências sobre modelos de negócios, tecnologias, e procedimentos para operações comerciais e de investimentos que possam, efetivamente, contribuir para o fortalecimento das relações do Brasil com os Emirados Árabes Unidos”, disse Andrade, durante a abertura do seminário Como fazer negócios com os Emirados Árabes Unidos, realizado neste domingo (14), em Dubai.

A CNI - com apoio de federações das indústrias, Ministério das Relações Exteriores, Apex-Brasil, Dubai Chamber e Câmara de Comércio Árabe Brasileira (CCAB) – lidera uma missão prospectiva para os Emirados Árabes e que tem como pano de fundo a Expo Dubai 2020, a primeira Expo Mundial realizada no Oriente Médio e o maior evento já realizado no mundo árabe. A exposição abriu as portas em 1º de outubro, dura seis meses e reúne exibições de 192 países, onde cada nação apresenta o que há de melhor em cultura, arquitetura, tecnologia e engenharia. 

Presidente da CNI, Robson Braga de Andrade, de terno, fala a empresário brasileiros e árabes em Dubai


Maior missão empresarial brasileira para o mundo árabe
Mais de 300 empresários e executivos brasileiros de 230 indústrias e organizações participam entre, 13 e 19 de novembro, da maior missão de negócios brasileira já realizada na região. “Os Emirados Árabes Unidos devem ser parceiros estratégicos para os negócios brasileiros”, afirmou presidente da CNI.

Para Andrade, a retomada das relações comerciais e de investimentos após a pandemia da Covid-19 exigirá das empresas mais ousadia na construção de novas parcerias de negócios e criatividade na incorporação de soluções em um mundo cada vez mais digital. Além disso, as iniciativas comerciais estarão cada vez mais voltadas para as melhores práticas para um mundo mais sustentável.

O primeiro passo para proporcionar a troca de experiências e conhecimentos sobre como fortalecer as relações entre os países é estabelecer um ponto focal para o Brasil em relação ao mercado árabe.

“Os governos deverão estar comprometidos com a facilitação do ambiente de negócios, garantia de segurança jurídica nas operações comerciais e de investimento e uma visão estratégica de longo prazo para estabelecer redes”, comentou Andrade.


Emirados Árabes: um hub estratégico
O diretor presidente do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), Carlos Melles, disse que os micros e pequenos empresários devem estar mais próximos dos Emirados Árabes Unidos. “Há muita oportunidade para os pequenos negócios por aqui, pois estamos inseridos em diversas cadeias produtivas. O pequeno negócio tem um papel de encadeamento muito importante”, comentou Melles. Ele ainda ressaltou que o povo árabe recebe os brasileiros com o coração.     

Na sua fala, o diretor de Escritórios Internacionais da Dubai Chamber, Omar Khan, destacou que a América Latina é um mercado muito atraente, que merece atenção. “Da nossa parte, já estamos encorajando as empresas árabes a fazer negócio com os brasileiros”.

Khan disse que a Câmara oferece condições técnicas para que os empresários do Brasil consigam se relacionar e conhecer de perto as diversas oportunidades para exportar seus produtos para o mundo árabe e até mesmo para ouros países, já que Dubai funciona como um grande hub de distribuição de produtos.

Facilidades e atrativos para as empresas brasileiras
O presidente da Câmara Árabe Brasileira (CCAB), embaixador Osmar Chohfi, ressaltou que os EAU possuem incentivos fiscais e acordos de facilitação de investimentos. “Temos mais de 40 Zonas Francas, melhor acesso a mercados locais e oferecemos ótimas condições para as empresas se estruturarem. Damos suporte técnico e de equipe para as empresas que quiserem operar no mundo árabe”, observou Chohfi.  

O Embaixador deu “uma dica” para quem quiser estreitar as relações comerciais. “É importante entender a cultura árabe. Isso é fundamental. Eles consomem o que há de melhor no mundo e estão atentos à sustentabilidade do produto”. Nos EAU, quem respeita o produto hallal - certificação de qualidade para produtos que respeitam o islamismo – é muito valorizado, um diferencial.


Internacionalizar é preciso
O presidente da Apex-Brasil, Augusto Pestana, afirma que internacionalizar é preciso. “O país como Brasil precisa se internacionalizar mais e estar aqui em Dubai, pela posição estratégica. A relação por aqui é de ganha ganha”, falou Pestana.

“Se aumentarmos nosso share em 0,1%, poderiam ser feitos negócios em cerca de US 6 bilhões”.  Nesse sentido, Pestana reafirmou que a Apex está pronta para dar suporte às empresas brasileiras para que consigam fazer negócios nos EAU.

Na sequência da abertura do dia da missão empresarial, o ex-presidente do Brasil Michel Temer falou aos empresários sobre as relações Brasil e Emirados Árabes.

CNI: grandes oportunidades de negócios com o mundo árabe na maior missão prospectiva já realizada nos Emirados

 Robson Braga de Andrade dá boas-vindas aos 327 empresários e executivos que participam da maior missão prospectiva já realizada nos Emirados Árabes Unidos


*Agência de Notícias da Indústria 13/11/2021

O presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson Braga de Andrade, abriu a maior missão empresarial prospectiva ao mundo árabe com uma mensagem forte: “Nos Emirados Árabes Unidos, existem muitas chances e oportunidades das empresas brasileiras fazerem ótimos negócios. O mundo mudou com a pandemia. Precisamos também de novos olhares em mercados em expansão”, afirmou, para uma plateia de mais de 320 representantes de 230 indústrias e instituições brasileiras.

O evento ocorreu neste sábado (13) no Hotel Ritz, em Dubai, e também contou com presença do governador de Minas, Romeu Zema e parlamentares.

Andrade, líder da missão empresarial, destacou que os próximos dias são de uma agenda robusta que inclui rodadas de prospecção de negócios, networking empresarial, visitas técnicas e de busca de oportunidades de investimentos em Dubai. A delegação tem programação até o dia 19 de novembro.

O evento de abertura também contou com apresentação das relações comerciais entre o Brasil e os Emirados Árabes, mostrando a corrente de comércio ao longo das últimas décadas. O presidente da Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC), Mario Cezar de Aguiar, destacou a importância de o Brasil ter políticas que promovam a participação da indústria brasileira nas cadeias globais e apresentou oportunidades para diversos setores na abertura de um novo capítulo da relação de comércio exterior entre os países.  

Num bate papo descontraído, o diretor IXL Center, Manuel Mendes, e o diretor da SAP, Pedro Pereira, falaram sobre os aspectos culturais e sociais na hora de negociar com empresários árabes. Por fim, a Gerente de Internacionalização da CNI, Sarah Saldanha, e o Coordenador de Internacionalização da CNI, Felipe Spaniol, passaram os objetivos, agenda de trabalho e dinâmica da missão empresarial. 


 

24 outubro, 2021

SEPROD (Min. da Defesa) e CNI promovem o curso EAD "Economia de Defesa"

 Economia de Defesa será tratada em curso a distância — Português (Brasil)


*LRCA Defense Consulting - 24/10/2021

Com abordagens atuais e relevantes sobre a Economia de Defesa e o seu papel na indústria brasileira, a Secretaria de Produtos de Defesa (SEPROD), do Ministério da Defesa, promove, de 08 de novembro a 08 de dezembro, a 3ª edição do "Curso de Educação a Distância sobre Economia de Defesa", resultado do Acordo de Cooperação Técnica assinado entre a Pasta e a Confederação Nacional da Indústria (CNI). 

As inscrições estão abertas, a todos os interessados, até 03 de novembro. As aulas serão oferecidas por meio de plataforma disponibilizada pela CNI.

O curso contará com sete módulos, que serão aprofundados em mais de 20 conteúdos. Ao fim da capacitação, os participantes receberão certificado de conclusão. Entres os assuntos em análise, estarão: Base Industrial de Defesa (BID), Inovação e Tecnologia em Defesa, Bases Legais e Benefícios para a BID, Promoção Comercial, e Economia de Defesa e Apoio à Exportação. Além disso, serão debatidos aspectos relativos ao Sindicato Nacional das Indústrias de Materiais de Defesa (SIMDE). 

Os participantes serão capacitados sobre o que é a Economia de Defesa e tudo o que ela engloba, desde a atuação da SEPROD até a exportação de produtos, serviços e tecnologias do setor de defesa.

Esse setor é de elevada importância para o Brasil, pois, além de representar 4,46% do PIB nacional, gera 2,9 milhões de empregos diretos e indiretos, de acordo com estudo elaborado pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (FIPE), em 2021.

SERVIÇO
Projeto: Curso de Educação a Distância sobre Economia de Defesa
Data: de 08 de novembro a 08 de dezembro
Inscrições até 03 Nov: https://pt.surveymonkey.com/r/MTJQKYC 

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