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04 junho, 2023

Por que a Porter Airlines é uma porta de entrada para o Embraer E2 nos Estados Unidos

 A liderança da Embraer está animada com o que está por vir para o E2.


*Simple Flying, por Sumit Singh - 03/06/2023

A série Embraer E2 vem aumentando sua carteira de pedidos recentemente. Seguindo os desenvolvimentos em regiões-chave como a Europa, as companhias aéreas asiáticas também voltaram sua atenção para o jato duplo. Apesar da popularidade crescente, um grande segmento ainda não viu um pedido para o avião.

Perspectivas nos EUA
Na semana passada, a Embraer foi pressionada sobre o crescente sucesso do Airbus A220 nos Estados Unidos. Afinal, empresas como JetBlue e Delta Air Lines estão indo de vento em popa com o elegante corpo estreito.

O A220 ainda tem muito potencial e está ganhando força em ambos os lados da lagoa. No entanto, a última série da Embraer, a E2, ainda não conseguiu um acordo com uma companhia aérea com sede nos Estados Unidos. Embora a série E-Jet tenha sido um burro de carga em serviços regionais com várias operadoras americanas, ainda estamos esperando que o E2 tenha um impacto semelhante.

A Porter pode ser a centelha que acende a expansão do E2 na América do Norte, incluindo os EUA. A companhia aérea já implanta o tipo em todas as seis rotas de Toronto Billy Bishop e tem planos de implantá-lo ao sul da fronteira. A empresa busca serviços para empresas como Los Angeles, Fort Lauderdale, Las Vegas, San Francisco e Orlando com a aeronave.

O vice-presidente de planejamento e relatórios de rede da Porter Airlines, Andrew Pierce, compartilhou o seguinte em março:

“Não parece haver um fim da demanda para a Flórida. E quanto mais olho para Las Vegas, San Francisco, Los Angeles e Phoenix, mais vejo como eles são mercados empolgantes para nós.”

Uma palavra da Embraer

Desde então, o presidente e CEO da Embraer, Francisco Gomes Neto, compartilhou sua empolgação com essas perspectivas. Ele destaca que pode haver um efeito borboleta no mercado, pois já está se comunicando com outros stakeholders da aviação norte-americana sobre a oferta moderna da empresa.

Neto disse o seguinte numa apresentação em Lisboa a que assistiu a Simple Flying na semana passada:

“Essas aeronaves estarão voando (pela) América do Norte em breve. Elas estão voando no Canadá, mas em breve estarão voando (em toda) a América do Norte. Será uma boa oportunidade para mostrar os E2s na América do Norte. Isso pode nos ajudar a abrir algumas portas. Neste momento, estamos em contato com eles. Estamos falando dos produtos. Claro, os E1s sabem que é um produto maduro nos EUA.”

Desenvolvimentos naturais

Equipamentos regionais, incluindo SkyWest, Republic Airways, Mesa Airlines e Envoy Air, há muito tempo voam o E-Jet para as transportadoras herdadas do país. Enquanto isso, companhias aéreas como Horizon Air, JetBlue e Breeze são fãs da aeronave.

Assim, com o E2 ganhando força em vários mercados e sendo bem utilizado por companhias como Air Astana, Widerøe, Binter e KLM Cityhopper, devemos vê-lo em breve bem visto nos aeroportos dos EUA em meio à modernização da frota e motivos de eficiência.

17 janeiro, 2022

Embraer, Boeing e Airbus disputam a renovação da frota da Croatia Airlines

 Croatia Airlines reduces operations amid coronacrisis


*EX-YU Aviation - 17/01/2022

A Croatia Airlines está em discussões com a Boeing sobre o possível pedido de aeronaves da família MAX como parte de seu processo de renovação de frota. De acordo com o portal “AvioRadar”, os dois lados estão conversando, pois a transportadora nacional croata deve selecionar qual tipo de aeronave será o núcleo de sua futura frota, após negociações semelhantes com a Airbus e a Embraer. 

“A Boeing está atualmente conversando com a Croatia Airlines sobre a renovação de sua frota de corredor único. Acreditamos firmemente que a família 737 MAX é a escolha perfeita para a rede de curta e média distância da Croatia Airlines. O 737 MAX oferece desempenho inigualável para mercados menores, com a possibilidade de aumentar a capacidade de aeronaves dentro da mesma família de aeronaves para atender ao aumento da demanda, que esperamos que ocorra no mercado croata nos próximos anos”.

A Croatia Airlines planeja renovar sua frota como parte de sua estratégia pós-Covid, que pode incluir a substituição de suas aeronaves Airbus e Dash 8 Q400. Tanto a Airbus, com seu jato A220, quanto a Embraer, com sua família E2, lançaram seus produtos para a transportadora croata. 

Espera-se agora que a companhia aérea tome uma decisão final sobre o tipo de jato antes de ter sua estratégia pós-Covid aprovada por seu proprietário - o governo croata. A Croatia Airlines operou pela última vez aeronaves Boeing no final da década de 1990, antes de mudar para a Airbus. A frota da companhia aérea uma vez consistia principalmente de Boeing 737-200s e turboélices ATR.

28 setembro, 2021

Embraer: até 2040, China precisará de cerca de 1,5 mil novas aeronaves de até 150 assentos


*LRCA Defense Consulting - 28/09/2021

A Embraer apresenta, hoje, durante o Zhuhai Airshow, a 13ª Exposição Internacional de Aviação Aeroespacial da China, seu mais recente estudo de perspectivas para esse mercado no país. O relatório prevê novas entregas de aeronaves nos próximos 20 anos com base na demanda de passageiros por viagens aéreas na era pós-pandemia. A Embraer tem uma previsão de que quase 1,5 mil novas aeronaves, na categoria de até 150 assentos, serão necessárias na região até 2040. Entre essas entregas, 77% devem atender à expansão do mercado e 23% substituirão aeronaves.

“Durante a pandemia, aeronaves de pequeno e médio porte, assim como voos regionais, foram fundamentais na rápida recuperação da conectividade na China. Nossos E-Jets foram um dos primeiros modelos de aeronaves a restaurar frequências nas malhas aéreas das empresas. Na era pós-pandemia, construir um sistema de transporte aéreo mais eficiente é de vital importância. O mercado exige um perfil de frota mais equilibrado e uma estrutura de rotas para atender mais mercados secundários. Por isso, acreditamos que, nos próximos 20 anos, aeronaves com até 150 assentos irão liberar todo o seu potencial”, disse Guo Qing, Diretor-Executivo e Vice-Presidente de Aviação Comercial da Embraer China.

O governo chinês anunciou recentemente uma série de ações para o desenvolvimento de infraestrutura que inclui cerca de 200 novos aeroportos para incentivar e promover a realocação industrial. A importância das aeronaves regionais continua aumentando após a Covid-19, desempenhando um papel fundamental no lançamento de novos serviços para esses aeroportos e no crescimento da demanda.

Atualmente, há 91 E-Jets em operação na China, voando por 550 rotas, conectando 150 cidades domésticas e no exterior. Essas aeronaves transportam cerca de 20 milhões de passageiros por ano, interligando rotas regionais e principais em todas a diferentes regiões da China.

“A receita medida em número de passageiros por quilômetros (RPK) na aviação civil chinesa deverá crescer a uma taxa média de 4,7% ao longo da próxima década, sinalizando a liderança do país na recuperação da aviação. Acreditamos que futuramente o mercado chinês de aviação será o maior do mundo. A Embraer construiu uma forte e positiva presença nessa região, fornecendo uma base sólida para o nosso jato mais avançado, o E2”, afirmou Arjan Meijer, Presidente e CEO da Embraer Aviação Comercial.

O estudo de mercado que será apresentado hoje, em uma coletiva de imprensa no Zhuhai Airshow, também inclui novos dados sobre as forças motrizes que influenciarão a forma de crescimento do mercado na China.

No estande da Embraer em Zhuhai, o público terá uma experiência única para conhecer a cabine de pilotagem do E2 por meio de realidade virtual. O espaço da companhia na feira também exibirá a família de aeronaves E-Jets da empresa, incluindo o E2, a aeronave de corredor único mais silenciosa e eficiente do segmento.

À medida que a China se compromete a acelerar a redução de emissões para alcançar a neutralidade de carbono até 2060, a autoridade de aviação civil chinesa também passa a valorizar o desafio ambiental que a indústria enfrenta e propõe uma série de iniciativas políticas, incluindo a introdução de aeronaves de nova geração para melhorar a eficiência. Com relação ao consumo de combustível, o E2 é 25,4% mais eficiente por assento e até 10% mais eficiente do que seus concorrentes, posicionando-o de forma efetiva para responder aos atuais desafios ambientais e contribuindo de forma concreta para alcançar a meta do país.


A Embraer anunciou, recentemente, sua ambiciosa meta de alcançar operações neutras em carbono até 2040 e apoio à meta da indústria da aviação de emissões líquidas zero de carbono até 2050.

“A sustentabilidade é uma prioridade máxima na Embraer em todos os sentidos. Especialmente, quando se trata do design de novos produtos. Mais do que ser uma aeronave mais eficiente, nossa família de jatos E2 também é a mais silenciosa e ecologicamente amigável disponível hoje no mercado”, acrescentou Guo Qing.

Os E-Jet E2s têm motores Pratt & Whitney PW1900G, novas asas projetadas sob medida, além de inovações aerodinâmicas e comandos de voo fly-by-wire de última geração, que, juntos, reduzem o consumo de combustível e as emissões. As emissões de carbono do E2 são 30% menores que as de primeira geração dos E-Jets. Isso equivale a uma redução de 3.700 quilos de CO2 por voo e de 1 milhão de toneladas de CO2 em 10 anos para uma frota de 10 aeronaves.

Além da redução significativa nas emissões e nos níveis de ruído dos produtos atuais, a promoção de tecnologias disruptivas sustentáveis, como eletrificação, híbrido, combustível sustentável de aviação (SAF) e demais alternativas energéticas inovadoras, fazem parte do plano estratégico da Embraer para reduzir o impacto no planeta.

Leia mais:
- Embraer aposta no crescimento da China 

- Embraer aposta no forte crescimento da aviação comercial chinesa 

24 agosto, 2021

Embraer revela tecnologia que deixou peças dos aviões E2 até 40% mais leves

Manufatura Aditiva é o processo no qual é possível fabricar objetos sólidos a partir de um modelo do sólido, adicionando camadas de materiais - plástico, metais e outros - para formar objetos. Ela é conhecida também como impressão 3D.

Manufatura Aditiva, Impressão 3D ou Prototipagem Rápida? | MD


*Viu Online - 22/08/2021

Graças aos avanços na Manufatura Aditiva (AM, na sigla em inglês), muitas peças da nova geração de aviões E-Jets E2 da Embraer agora pesam até 40% menos.

Segundo a fabricante brasileira, o processo, no qual os dados do projeto 3D são usados ​​para programar impressoras sofisticadas, aplica camadas de material para criar peças mais leves e sustentáveis. A empresa utiliza a AM para construir, por exemplo, peças de plástico encontradas no interior dos E-Jets E2s.

O Termoplástico AM foi empregado no início do programa E2. Ele substituiu o processo demorado e manual que era utilizado para preparação e usinagem de peças e ferramentas, respectivamente.

Hoje, essas mesmas peças levam 50% menos tempo de produção, geram 65% menos resíduos e evitam o contato de compostos orgânicos voláteis com os funcionários. O resultado é uma peça melhor, mais leve e mais sustentável, que custa menos e requer menos tempo de fabricação.

A AM é usada para construir 37 tipos de peças internas nos E2s. Isso inclui grades de ar condicionado, unidades de proteção de sistemas, flanges do sistema de sucção dos lavatórios e dutos de ar, bem como itens de ferramentas e gabaritos.

A Embraer também usa a AM para testar peças de prova de conceito, desde conjuntos de porta-copos até bordos de ataque das partes aerodinâmicas.

“No ano passado, produzimos mais de 1.800 peças por AM para o programa E2. Nossos engenheiros já estão trabalhando para criar peças de metal por meio do mesmo processo de AM. Seus estudos identificaram alguns componentes de metal impressionantes para aeronaves, onde a AM pode gerar economias de tempo, peso, custo e meio ambiente semelhantes às de materiais termoplásticos. Na verdade, os benefícios podem ser ainda maiores”, descreve a fabricante.

As aplicações potenciais da AM são enormes. A Embraer está avaliando sua eficácia em uma ampla gama de itens: fuselagem; sistemas hidráulicos, elétricos e de ar condicionado; trem de pouso; interior; protótipo funcional e ferramentas, apenas para citar alguns.

“A manufatura aditiva é apenas mais uma ferramenta que nos ajuda a tornar nossos E2s os aviões mais ecologicamente corretos do mercado”, finaliza a Embraer.


21 março, 2021

Embraer aposta no forte crescimento da aviação comercial chinesa


*Aero Magazine, por Gabriel Benevides - 19/03/2021

A Embraer continua apostando no potencial de crescimento no mercado chinês, que deverá se consolidar como o maior do mundo nos próximos anos. O fabricante brasileiro acredita no sucesso da família E-Jet E2 em linhas regionais, especialmente graças ao tamanho do mercado interior da China.

Embora o país asiático tenha estabelecido grandes cidades nas últimas três décadas, o interior do país ainda reúne grande parte da população e está cada dia mais conectado aos centros urbanos como Xangai e Pequim. Rotas regionais entre cidades pequenas e médias também cresceram consideravelmente nos últimos anos.

Em entrevista ao portal japonês Nikkei Asia, Arjan Meijer, CEO da Embraer Aviação Comercial, disse que o fabricante brasileiro tem um grande potencial de mercado na China, mesmo com o rápido crescimento da Comac, o novo fabricante local para aviação comercial.

O executivo aposta que a família E2, com as versões com capacidade entre 100 e até 146 passageiros poderá complementar a família de jatos C919 da Comac, criado para disputar a faixa acima de mercado, disputando com as famílias A320neo e 737 MAX.

Ao considerar as projeções de mercado, a Embraer avalia que nos próximos dez anos a demanda mundial será de aproximadamente 5.500 jatos regionais com até 150 assentos, sendo que um terço desta demanda virá apenas da Ásia, especialmente da China.

"Com as ambições da China de se expandir para as cidades regionais e países asiáticos vizinhos, acreditamos que dar às companhias aéreas chinesas acesso ao E2 oferece grandes oportunidades", disse Meijer ao Nikkei Asia.

Apesar de ter sido o epicentro do surgimento do novo coronavírus, a demanda de passageiros no mercado doméstico chinesa está recuperando rapidamente, já com níveis próximos de 2019, no pré-pandemia.

O processo da China se tornar o maior mercado de aviação comercial do mundo deverá ganhar novo folego, já que os Estados Unidos e Europa ainda estão sofrendo com os efeitos diretos da crise causada pela covid-19. A franca recuperação do mercado chinês, somado ao potencial se de tornar o maior do mundo certamente interessa aos planos de curto e médio prazo da Embraer.

De acordo com dados da consultoria de aviação Cirium, a Embraer possui atualmente 96 jatos em operação na China, o que representa 2,6% da frota aviões comerciais do país. A Comac entregou, por ora, apenas 42 aeronaves da família ARJ21, o que representa 1,1%.

A Comac prevê um avanço considerável de sua participação no mercado chinês para os próximos anos, tanto que os planos atuais são primeiro conquistar a confiança das empresas aéreas locais, que sozinhas podem absorver mais de 3.000 aviões da família C919. O fabricante também não descarta comercializar seus aviões no exterior, mas diz que este projeto ocorrerá apenas em um segundo momento.

Com a possibilidade da exportação de aeronaves como o C919 para outros países, Meijer aposta que a experiência da Embraer poderá ser fundamental para a conquistar a confiança de novos clientes na Ásia, que ainda contam com uma estabelecida rede de apoio na China, Cingapura, Índia e Filipinas, incluindo ainda um centro de simuladores no Japão.

Com a redução nos pedidos de aeronaves de fuselagem larga registrada nos últimos meses, previsto para ser uma tendência nos próximos dois anos, a Airbus, principal rival da Embraer, também avalia o potencial de crescimento da China no mercado de aviação comercial. O ingresso dos A220 no mercado chinês poderá ser crucial para o consórcio europeu se estabelecer no segmento de aeronaves regionais.

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