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21 julho, 2026

Embraer vende ou negocia mais de 100 jatos em jornada histórica no Farnborough Airshow

Fabricante brasileira assina acordos com Saab, Anduril, Mubadala e Strata Manufacturing, enquanto a Eve amplia carteira de eVTOLs e a companhia soma novos pedidos de jatos comerciais com Abra Group, Binter, Fuji Dream Airlines, Luxair, SkyWest e Azorra


*LRCA Defense Consulting - 21/07/2026

A Embraer encerrou nesta terça-feira (21/7) uma das jornadas mais movimentadas de sua história recente no Farnborough International Airshow, no Reino Unido. Entre a tarde de domingo (19/7) e o fim do dia local desta terça, a fabricante brasileira e sua subsidiária de mobilidade aérea urbana, a Eve Air Mobility, encadearam treze anúncios distintos, somando encomendas comerciais, memorandos industriais e acordos de defesa que devem render à companhia muitos milhões de dólares em receita futura. O salão britânico, que segue até sexta-feira (24/7), reúne o E195-E2 e o KC-390 Millennium na exposição estática, além de um modelo em tamanho real do eVTOL da Eve.

Saab amplia produção do Gripen em Gavião Peixoto
A Embraer e a Saab assinaram um memorando de entendimento (Heads of Agreement) que estabelece as bases para a produção de mais 20 caças Gripen no complexo industrial de Gavião Peixoto (SP), única linha de montagem final do caça sueco fora do território da Suécia. O documento não equivale a contrato fechado: define um arcabouço de cooperação que as duas empresas pretendem transformar em acordo definitivo ainda em 2026. 

O movimento já vinha sendo sinalizado por Brasília; em junho, o ministro da Defesa, José Múcio Monteiro Filho, mencionara "talvez 20 Gripen" adicionais aos 36 já contratados pela Força Aérea Brasileira, enquanto o governo sueco confirmara o interesse formal do País. O acordo não detalha valores, cronograma de entregas ou origem do financiamento das aeronaves adicionais.

Anduril: o C-390 vira plataforma de lançamento de mísseis
Em memorando separado, a Embraer e a norte-americana Anduril estabeleceram a intenção de integrar ao C-390 Millennium o míssil de cruzeiro Barracuda-500M (designação oficial AGM-189A na Força Aérea dos Estados Unidos), lançado a partir de paletes por meio de sistemas roll-on/roll-off, sem modificações estruturais permanentes na aeronave. O míssil, com alcance superior a 500 milhas náuticas (cerca de 926 quilômetros) e custo unitário estimado entre US$ 200 mil e US$ 216 mil, é apresentado pela Anduril como fração do preço de mísseis tradicionais como o Tomahawk ou o JASSM-ER. 

Se avançar para contrato firme, a integração aproximaria o C-390 do conceito de transporte militar convertido em lançador de munições em massa a baixo custo, tema já discutido em análises sobre a guerra na Ucrânia e em tratativas com a Índia, transformando a aeronave em uma plataforma de projeção de poder.

Mubadala e Strata Manufacturing: aprofundamento no ecossistema dos Emirados
A Embraer também assinou acordo-quadro estratégico com a Mubadala Investment Company, fundo soberano de Abu Dhabi, prevendo colaboração de longo prazo em manutenção, reparo e revisão (MRO), formação de mão de obra e pesquisa e desenvolvimento conjuntos. A Sanad, subsidiária da Mubadala especializada em MRO de motores, ganha oportunidade de prestar serviços à fabricante brasileira, com potencial de expansão para o Golfo e o norte da África. 

Já a Strata Manufacturing, também controlada pela Mubadala, firmou memorando separado que avalia o fornecimento de aeroestruturas compostas para a família E-Jet E2, com intenção declarada de estender a cooperação a outras plataformas da Embraer no futuro. Segundo o comunicado conjunto, o entendimento se insere nos objetivos da Operação 300 Bilhões e da Estratégia Industrial de Abu Dhabi, iniciativas de diversificação econômica dos Emirados Árabes Unidos.

Suécia e Áustria reforçam o ecossistema de treinamento do C-390
Um dia antes, a Embraer havia fechado acordo para fornecer dispositivos de treinamento do C-390 Millennium às forças aéreas da Suécia e da Áustria. A Força Aérea Sueca recebe um pacote completo, com simulador de voo (Full Flight Simulator) buscando qualificação Nível D, estação de manuseio de carga desenvolvida com a Rheinmetall e treinamento baseado em computador (Computer-Based Training) da empresa ETI; a Força Aérea Austríaca recebe apenas o módulo de treinamento computadorizado. O pacote dá continuidade ao modelo trilateral de aquisição compartilhada entre Suécia, Holanda e Áustria, que busca padronizar frotas e maximizar interoperabilidade. 

O anúncio coincidiu com a incorporação, pela Força Aérea da República Tcheca, de seu primeiro C-390, batizado em homenagem ao brigadeiro-general Karel Toman Mareš, ex-comandante do 311º Esquadrão Tchecoslovaco da Royal Air Force na Segunda Guerra Mundial.

Mercado comercial: onda de pedidos de E-Jets
No front comercial, a Embraer fechou uma sucessão de pedidos da família E-Jet. 

O Abra Group, holding controladora da Avianca, da GOL e da Wamos Air, assinou acordo para até 45 unidades do E195-E2 (20 firmes, 10 opções e 15 direitos de compra), confirmando negociação já apurada pela imprensa desde a semana anterior. 

A companhia espanhola Binter, sediada nas Ilhas Canárias e primeira operadora europeia do modelo, fechou pedido firme de mais cinco E195-E2, além de direitos de compra para outras quatro unidades, elevando para 21 o total de aeronaves encomendadas desde 2018. 

A Luxair, companhia aérea nacional de Luxemburgo, converteu direitos de compra existentes em pedido firme de três E190-E2, além de garantir direito de compra adicional para mais uma unidade, elevando sua carteira firme da família E2 para nove aeronaves; a primeira entrega está prevista para o final de 2028, com destino a rotas corporativas de alta frequência, entre elas a ligação entre Luxemburgo e o aeroporto de London City. 

Já a japonesa Fuji Dream Airlines comprou dois E175 em configuração de classe única, com entregas previstas para 2027 e 2028, passando a operar 15 aeronaves 100% Embraer. 

Em paralelo, a locadora Azorra fechou acordo para até 30 E-Freighters (20 firmes e dez direitos de compra), marcando sua entrada no leasing de aeronaves cargueiras. O E190F, primeiro modelo da linha, segue praticamente sem concorrência direta no segmento de conversão de jatos regionais em cargueiros. 

Ao todo, os cinco clientes somaram, em um único dia, pedidos firmes de 50 jatos comerciais, em meio a uma carteira que já reúne, entre encomendas recentes, as 18 unidades do E195-E2 firmadas pela finlandesa Finnair e o pedido de até 100 jatos da norte-americana Avelo Airlines.  

Se todos os pedidos firmes, opções e direitos de compra forem confirmados, só hoje a Embraer vendeu 90 jatos. Segundo estimativa do JPMorgan, o backlog comercial da fabricante pode se aproximar de US$ 15,6 bilhões no segundo trimestre de 2026, ano que já havia começado com a maior carteira de pedidos da história da companhia, avaliada em US$ 31,6 bilhões a preços de lista.

SkyWest: suporte pós-venda
A Embraer também ampliou sua presença em serviços e em um novo nicho de mercado. A norte-americana SkyWest Airlines, maior operadora de E175 do mundo, estendeu por longo prazo o contrato de manutenção pesada que cobre os 271 jatos do tipo em sua frota, com atividades distribuídas entre as unidades de Nashville, Macon e Fort Worth; a fabricante investe ainda cerca de US$ 70 milhões em nova instalação de MRO em Fort Worth, com operação prevista para 2027. 

Eve Air Mobility: eVTOLs Eve 100 para Cabo Verde e novos financiamentos
A subsidiária de mobilidade aérea urbana da Embraer também somou anúncios ao longo do salão. A Eve assinou carta de intenções com a Shearwater Global Capital, braço de financiamento aeronáutico da gestora de crédito privado Bay Point, para até 16 eVTOLs, e firmou entendimento com a companhia suíça Moov para até 30 unidades destinadas a turismo e mobilidade regional em Cabo Verde, além de operações na Europa. 

No campo regulatório, a ANAC publicou proposta de critérios de certificação acústica para o Eve 100, com consulta pública aberta até 8 de agosto. A empresa mantém carteira de cerca de 2.700 pré-pedidos e segue a campanha de testes de voo do protótipo de engenharia, iniciada em dezembro de 2025.

Por que importa
O conjunto de anúncios reforça o movimento de internacionalização da base produtiva da Embraer, que já mantinha parcerias e negociações em mercados como Índia, Polônia, Marrocos e Grécia, ao mesmo tempo em que amplia sua presença na cadeia de suprimentos dos Emirados Árabes Unidos por meio da Mubadala e da Strata. 

No plano de defesa, os memorandos com a Saab e com a Anduril sinalizam dois movimentos simultâneos: a consolidação de Gavião Peixoto como polo regional de produção do Gripen para a América do Sul, e a possível transformação do C-390 Millennium em plataforma de projeção de poder, para além do transporte tático. 

No mercado comercial, a sequência de pedidos de E195-E2 e E175, somada à entrada no segmento de cargueiros (E190F) com a Azorra, indica que a fabricante brasileira chega ao Farnborough 2026 em um dos momentos de maior impulso comercial de sua história recente.

30 junho, 2026

Saab assina contrato com a FMV para fornecer 16 caças Gripen E à Ucrânia

Pedido de SEK 24,6 bilhões, equivalente a cerca de US$ 2,5 bilhões, será contabilizado no terceiro trimestre de 2026; entregas à Força Aérea sueca estão previstas para 2029 e 2030, antes da transferência dos caças a Kiev 


*LRCA Defense Consulting - 30/06/2026

A fabricante sueca Saab assinou nesta terça-feira (30/06) um contrato com a FMV (Försvarets materielverk, a Administração de Material de Defesa da Suécia) para o fornecimento de 16 caças Gripen E destinados à Ucrânia. O valor do pedido corresponde a aproximadamente SEK 24,6 bilhões, cerca de US$ 2,5 bilhões, e será contabilizado no terceiro trimestre de 2026. As entregas da Saab à FMV estão programadas para o período de 2029 a 2030; depois de recebidas pela administração sueca, as aeronaves serão repassadas à Força Aérea da Ucrânia.

Além dos 16 caças, o contrato inclui peças de reposição e equipamentos e itens associados, segundo comunicado da Saab. A empresa não detalhou publicamente o cronograma de treinamento de pilotos, adaptação de bases ou pacote de armamentos que acompanhará as aeronaves.

Declarações
O presidente e CEO da Saab, Micael Johansson, declarou estar profundamente orgulhoso de que a Suécia e a empresa possam agora viabilizar o fornecimento do Gripen E à Ucrânia, afirmando que o caça vai transformar a capacidade da Força Aérea ucraniana e fortalecer significativamente a defesa aérea do país. O ministro da Defesa da Suécia, Pål Jonson, classificou em rede social a assinatura como o primeiro passo da ambição ucraniana de adquirir até 150 caças Gripen E/F ao longo do tempo. O vice-primeiro-ministro ucraniano, Mykhailo Fedorov, descreveu o acordo como histórico e afirmou que os caças vão reforçar a capacidade de Kiev contra drones, mísseis de cruzeiro e aviação inimiga.

Características do Gripen E destacadas pela Saab
Segundo a fabricante, o Gripen foi projetado para operar em ambientes de ameaça avançada, com flexibilidade operacional que permite o uso a partir de pistas curtas, pistas temporárias ou rodovias, viabilizando operações dispersas e alta disponibilidade. A arquitetura baseada em software facilita atualizações contínuas e adaptação a requisitos operacionais em evolução. A Saab também ressalta o baixo custo de manutenção e o tempo reduzido de preparação entre missões como diferenciais do caça.

Como o acordo evoluiu
O contrato assinado nesta terça-feira representa um recuo em relação ao desenho anunciado em 28 de maio de 2026, quando o premiê sueco, Ulf Kristersson, e o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, divulgaram a intenção de Kiev de adquirir até 20 caças Gripen E/F, somados à doação de até 16 unidades usadas do modelo Gripen C/D pela Suécia. O acordo final ficou restrito a 16 unidades do Gripen E, sem confirmação pública, até o momento, da doação dos C/D. Segundo a Reuters, a entrega dos modelos C/D mais antigos, se confirmada, está prevista para o início de 2027, enquanto os primeiros Gripen E só devem chegar a partir de 2029.

A aproximação entre Suécia e Ucrânia no tema remonta a outubro de 2025, quando Zelensky visitou as instalações da Saab em Linköping e assinou, com o governo sueco, uma carta de intenções para aprofundar a cooperação em defesa aérea, citando um potencial de exportação de 100 a 150 caças Gripen E. O financiamento da compra ucraniana tem como referência recursos do Ukraine Support Loan, mecanismo europeu de apoio a Kiev lastreado, entre outras fontes, em ativos russos congelados.

Onde e quando
A assinatura ocorreu na Suécia e foi divulgada oficialmente pela Saab e pela FMV em 30 de junho de 2026. Segundo a Saab, o treinamento de pilotos e técnicos ucranianos no Gripen C/D já está em andamento e deve ser ampliado a partir do outono europeu, ou seja, entre setembro e novembro de 2026.

Por que agora
O acordo se insere no esforço ucraniano de reconstruir sua força aérea diante do desgaste da frota soviética remanescente e da necessidade de contrapor ataques russos com drones, mísseis de cruzeiro e bombas planadoras. A capacidade do Gripen de operar a partir de bases dispersas e pistas improvisadas é apontada por analistas como especialmente adequada ao cenário de bases aéreas ucranianas sob ameaça constante de ataques russos de longo alcance. Em paralelo, Kiev também negocia a compra de até 100 caças Rafale F4 da França, em carta de intenções que prevê aquisições ao longo de dez anos.

Para que: o Gripen como ativo estratégico para a Saab
Para a Saab, o eventual avanço do contrato ucraniano para o patamar de 100 a 150 unidades representaria um dos maiores negócios de exportação de caças da história da empresa, conferindo ao Gripen visibilidade inédita em um cenário de combate real. O programa já vive expansão comercial relevante: o Brasil encomendou 36 unidades do Gripen E/F, das quais cerca de dez já estão operacionais na Força Aérea Brasileira; a Colômbia assinou, em 2025, contrato para 17 unidades, no valor de 3,1 bilhões de euros, com entregas entre 2026 e 2032; e a Tailândia contratou inicialmente quatro aeronaves, com opção de ampliar a frota.

Diante da demanda crescente, a Saab avalia ampliar sua capacidade produtiva, hoje em torno de 20 a 30 aeronaves por ano, e já discute com a Bombardier, do Canadá, a possibilidade de localizar parte da produção do Gripen em solo canadense, parceria que também poderia se tornar fonte adicional de entregas para a Ucrânia, assim como as aeronaves colombianas poderão ser fabricadas nas instalações brasileiras da Embraer. O backlog de pedidos da divisão de aeronáutica da Saab soma cerca de SEK 82,2 bilhões, dentro de uma carteira total de pedidos de aproximadamente SEK 274 bilhões.

01 maio, 2026

Simulador com IA desenvolvido por empresa portuguesa pode transformar o Gripen E em um caça com “copiloto digital”

Projeto liderado pela empresa portuguesa Critical Software, em parceria com a sueca Saab, aposta em inteligência artificial para reduzir carga do piloto e ampliar capacidade de combate 

Imagem meramente representativa

*LRCA Defense Consulting - 01/05/2026

A empresa portuguesa Critical Software está desenvolvendo um avançado simulador de voo baseado em inteligência artificial que poderá mudar significativamente a forma como pilotos de caça operam aeronaves modernas. O sistema, ainda em desenvolvimento, tem como objetivo final viabilizar um “copiloto digital” para o Saab JAS 39 Gripen E, um dos caças mais avançados atualmente em operação.

A iniciativa ocorre em cooperação com a fabricante sueca Saab e integra um esforço mais amplo de evolução tecnológica do Gripen, cuja arquitetura já foi concebida para priorizar software, conectividade e atualizações contínuas.

Um simulador que vai além do treinamento
Diferentemente dos simuladores tradicionais, voltados apenas à formação de pilotos, o sistema em desenvolvimento tem dupla função: treinar operadores humanos e, principalmente, desenvolver algoritmos de inteligência artificial capazes de atuar em cenários de combate aéreo.

Na prática, o ambiente virtual permite a criação de milhares de situações táticas, incluindo combates complexos e cenários extremos, nas quais agentes de IA podem aprender, errar e evoluir sem qualquer risco real. Esse processo é essencial para amadurecer sistemas autônomos antes de sua aplicação em aeronaves operacionais.

O conceito de “copiloto digital”
O objetivo central do projeto é incorporar ao Gripen E um assistente inteligente capaz de atuar como um verdadeiro copiloto virtual. Esse sistema não substituiria o piloto humano, mas funcionaria como um amplificador de suas capacidades.

Entre as funções esperadas estão:

  • Apoio à tomada de decisão em combate
  • Sugestão de manobras táticas em tempo real
  • Gerenciamento de sensores e fusão de dados
  • Identificação e priorização de ameaças
  • Assistência no emprego de armamentos

A proposta é reduzir significativamente a carga cognitiva do piloto, permitindo que ele se concentre nos aspectos mais críticos da missão.

Testes já avançam para o mundo real
Embora o simulador da Critical Software ainda não esteja concluído, a base conceitual do projeto já começa a se materializar em testes práticos conduzidos pela Saab.

Em experiências recentes, sistemas de inteligência artificial foram embarcados em voos reais do Gripen E, demonstrando capacidade de executar manobras e auxiliar o piloto em decisões de combate. Esses testes indicam que a transição do ambiente virtual para a operação real está em curso, ainda que de forma gradual e controlada.

Portugal ganha espaço na indústria de defesa
O envolvimento da Critical Software reforça o papel de Portugal na cadeia global de defesa, especialmente no segmento de software crítico. A empresa já possui histórico em setores como aeroespacial, energia e sistemas de missão crítica, e agora amplia sua atuação para soluções de inteligência artificial aplicadas ao combate aéreo.

Esse movimento acompanha uma tendência global: o valor estratégico dos sistemas militares está migrando do hardware para o software, especialmente para algoritmos capazes de processar grandes volumes de dados e tomar decisões em tempo real.

Uma nova era no combate aéreo
O desenvolvimento de um copiloto baseado em IA sinaliza uma transformação mais ampla na aviação de combate. Em vez de operar isoladamente, o piloto passa a dividir o cockpit com uma inteligência artificial capaz de analisar cenários complexos em frações de segundo.

Especialistas apontam que essa integração pode redefinir o conceito de superioridade aérea, tornando a capacidade de processamento e decisão tão importante quanto velocidade, alcance ou poder de fogo.

Se bem-sucedido, o projeto liderado pela Critical Software e pela Saab poderá colocar o Gripen E entre os primeiros caças do mundo a operar com um verdadeiro “copiloto digital”, um passo decisivo rumo à próxima geração de sistemas de combate aéreo.

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