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02 novembro, 2025

Embraer revoluciona aviação executiva com conectividade Starlink em jatos executivos

 

*LRCA Defense Consulting - 02/11/2025

A Embraer, referência mundial em aviação executiva, dá um passo decisivo na tecnologia de conectividade ao integrar o sistema de internet via satélite Starlink em sua linha de jatos executivos, incluindo os modelos Praetor 500, Praetor 600, Legacy 450, Legacy 500 e Phenom 300E. Esta iniciativa, lançada como solução "aftermarket" por meio de um Supplemental Type Certificate (STC), representa uma revolução na experiência a bordo, oferecendo internet de alta velocidade, baixa latência e cobertura global, inclusive sobre oceanos e regiões remotas.

A primeira instalação certificada pelo FAA foi concluída em setembro de 2025 no Centro de Serviços de Melbourne, Flórida, para o Praetor 500. A certificação para os demais modelos, incluindo homologação pela ANAC e EASA, deve ser concluída até o final de 2025 e início de 2026. A solução foi desenvolvida em parceria com a Nextant Aerospace, braço de engenharia da Flexjet, que planeja equipar toda sua frota Praetor com a tecnologia.

O sistema Starlink garante baixa latência inferior a 99 milissegundos, permitindo videoconferências em 4K, jogos online, acesso a VPNs corporativas e outras aplicações que demandam alta performance de conexão durante o voo. As instalações são realizadas nos centros próprios da Embraer espalhados em nove localidades globais, além de uma extensa rede de suporte com mais de 80 oficinas autorizadas pelo mundo.

Com essa inovação, Embraer fortalece sua liderança tecnológica no competitivo mercado de jatos executivos, atendendo à crescente demanda dos passageiros por conectividade ininterrupta e qualidade superior de comunicação em voo. A conectividade Starlink em jatos Praetor e Legacy não é apenas um avanço técnico, mas um diferencial comercial significativo para operadores de táxi aéreo, propriedade compartilhada e empresas que buscam maximizar a produtividade de seus voos.

Além dos modelos Praetor e Legacy, a Embraer está desenvolvendo certificações para o Phenom 300, ampliando o alcance dessa tecnologia para mais aeronaves da sua frota executiva. Essa iniciativa vem consolidar a posição da companhia como pioneira em soluções inovadoras e centradas no cliente no setor aeroespacial.

07 agosto, 2025

Embraer oferecerá conectividade da Starlink como solução de pós-venda para os jatos Praetor

 


*LRCA Defense Consulting - 06/08/2025

A Embraer oferecerá conectividade da Starlink como solução de pós-venda para clientes dos Praetor 600, Praetor 500, Legacy 500 e Legacy 450, por meio de um Certificado de Tipo Suplementar (STC). A nova solução está sendo oferecida por meio de uma parceria com a Nextant Aerospace, unidade de negócios de engenharia da Flexjet. Os modelos Praetor 500 e Legacy 450 já foram certificados pela FAA. A certificação dos jatos Praetor 600 e Legacy 500 está prevista para o terceiro trimestre de 2025. A certificação da ANAC é esperada para o quarto trimestre deste ano, enquanto a da EASA tem previsão para o primeiro trimestre de 2026.

A Starlink fornece internet de alta velocidade e baixa latência por meio de uma constelação de satélites de Baixa Órbita Terrestre (LEO, na sigla em inglês), garantindo conectividade contínua em qualquer lugar do mundo, mesmo sobre localidades remotas ou oceanos. A Starlink oferece velocidades excepcionais para todos os passageiros a bordo e latência abaixo de 99 milissegundos, garantindo maior confiabilidade da conectividade em voo.

Graças a essa baixa latência, a Starlink viabiliza a execução de aplicações exigentes como chamadas de vídeo 4K, jogos online, acesso VPN e outras atividades em tempo real. A Starlink tem oferecido internet de alta velocidade e baixa latência em dezenas de milhares de voos e contando, mantendo os passageiros conectados desde o momento em que embarcam em suas aeronaves e durante viagens por todo o mundo.

“É uma satisfação poder oferecer aos nossos clientes a internet de alta velocidade e tecnologia avançada da Starlink. Essa iniciativa reforça nosso compromisso contínuo em proporcionar experiências de voo com conexões estáveis e sem interrupções, em qualquer parte do mundo” afirma Marsha Woelber, Vice-Presidente de Suporte ao Cliente e de Pós-Venda para Aviação Executiva da Embraer Serviços & Suporte.

“Com mais de um ano de experiência operacional e centenas de soluções de conectividade comercializadas para frotas de aviação executiva, a Starlink se estabeleceu de maneira sólida como a principal referência em conectividade em voo”, afirma Jay Heublein, Presidente da Divisão de Serviços Técnicos da Flexjet. “O Praetor é um dos jatos executivos mais avançados tecnologicamente em sua categoria, e a integração da Starlink garante que os passageiros terão uma experiência de conectividade fluida.”

Ambas as empresas também estão desenvolvendo o Certificado de Tipo Suplementar Starlink para os jatos Phenom 300, que devem estar disponíveis no quarto trimestre de 2025. A Flexjet, que é a maior operadora de Praetors no mundo, planeja integrar o Starlink em toda a sua frota de Praetors.

A rede de Centros de Serviços Próprios da Embraer, presente em nove locais globalmente, está pronta para apoiar os clientes que desejam ter a STC instalada. Clientes interessados em agendar instalações devem ser direcionados aos representantes de vendas de Pós-Venda da Embraer globalmente. 

09 novembro, 2024

Brasil procura novo fornecedor de satélites para substituir a Starlink

Reunião com chineses (Foto: Shizuo Alves)

*LRCA Defense Consulting - 09/11/2024

A Sputnik Brasil divulgou ontem (08) pelo X que as autoridades brasileiras estão procurando um substituto para o sistema de satélites Starlink do empresário americano Elon Musk, negociando a cooperação com fornecedores de satélites chineses, conforme informou a Bloomberg no mesmo dia.

De acordo com a agência, o Ministério das Comunicações quer aumentar a competitividade no mercado local de satélites de órbita baixa para conectar mais pessoas em áreas remotas do país à Internet.

Na quinta-feira (07), o Ministério das Comunicações recebeu uma delegação da Administração Nacional de Dados da China para discutir o compartilhamento de experiências na área de infraestrutura e experiência digital.  

No mês passado, o ministro das Comunicações, Juscelino Filho, reuniu-se com representantes do governo e de várias empresas de tecnologia chinesas em busca de oportunidades de investimento para empresas chinesas no Brasil. 

Starlink no Brasil
A Starlink tem mostrado um crescimento expressivo no Brasil, registrando um salto no número de acessos de banda larga fixa de 66 mil em 2023 para mais de 215 mil em junho de 2024, desempenhando assim um papel crucial na infraestrutura digital do país. A empresa passou a ser fornecedora de importantes órgãos públicos do governo federal como o Exército, a Marinha, os ministérios da Saúde e Educação, além da gigante Petrobras.

Seus serviços, disponíveis nos mais distantes e isolados locais da Amazônia, do Pantanal e do Nordeste, não apenas conectam escolas e órgãos públicos em todas as esferas, comunidades isoladas e unidades militares, como também são fundamentais para a comunicação de operações estratégicas, como o Navio-Aeródromo Multipropósito Atlântico, o maior navio de guerra da frota nacional (embora a Marinha tenha afirmado que só comunicações ostensivas transitam por essa rede).

Com relação à Petrobras, de acordo com os documentos obtidos pela BBC News Brasil, o contrato para uso da tecnologia da empresa de Musk prevê a instalação de equipamentos para conexão de internet em pelo menos 70 bases, plataformas e navios da petroleira brasileira. Entre elas estão as bases de exploração de petróleo e gás de região de Urucu, no interior do Amazonas, plataformas de exploração de petróleo que atuam na Bacia de Campos, entre outras.

Os contratos militares são vitais, especialmente na região Norte do país, onde o Exército depende da Starlink para garantir a conectividade em áreas de difícil acesso. 

Em maio deste ano, o Comando do Exército disponibilizou 100 pontos de internet da Starlink para comunidades localizadas no Rio Grande do Sul durante as enchentes que mataram mais de 170 pessoas no Estado.

No outro extremo do Brasil, na Amazônia, o Exército também passou a adotar a tecnologia da empresa de Elon Musk. Em agosto deste ano, o Comando Militar da Amazônia (CMA) contratou uma empresa para fornecer o serviço de internet da Starlink a unidades militares da região amazônica. O CMA é um dos principais e mais estratégicos comandos das Forças Armadas do país e atende aos Estados do Amazonas, Rondônia, Roraima e Acre. Entre suas diversas unidades estão 27 pelotões especiais de fronteira (são 21, segundo o organograma do CMA), normalmente situados em locais de difícil acesso e sem conexão por fibra ótica.

Quem também utiliza a tecnologia da Starlink é a Marinha. À BBC News Brasil, a corporação informou que utiliza a Starlink em três embarcações: Navio-Veleiro Cisne Branco; Fragata Liberal e Navio-Patrulha Babitonga. Duas unidades da Marinha também mantém contratos de internet com a Starlink: o Comando do Grupamento de Patrulha Naval do Sul-Sudeste (em Santos) e o Comando do Grupamento de Patrulha Naval do Norte (em Belém). 

No entanto, em dezembro de 2023, após contratar o serviço, a Marinha informou que "A tecnologia será usada para internet com fins ostensivos, sendo completamente segregada das redes de bordo e demais redes de dados. Informações tipicamente militares não serão transmitidas ou recebidas pelos satélites da Starlink". Conforme a mesma fonte, os kits da Starlink foram adquiridos para o Navio Aeródromo Multipropósito Atlântico, a maior embarcação do País; para o Navio de Apoio Oceanográfico Ary Rongel, do Programa Antártico Brasileiro; e para o Navio-Patrulha (NPa) Maracanã, principal embarcação da Marinha para o patrulhamento na faixa compreendida entre os estados de São Paulo e Paraná.

Apesar de tais cuidados tomados pela Marinha, a guerra Rússia X Ucrânia, especialmente em seus primeiros meses, evidenciou o perigo da interceptação de comunicações particulares via smartphones entre os militares desses países ou entre eles e seus familiares, já que os Serviços de Inteligência de ambos os contendores as aproveitavam para localizar posições inimigas e até mesmo descobrir segredos militares cuidadosamente guardados.

Qual a diferença da Starlink?
Conforme matéria da BBC News Brasil, a Starlink é um braço da SpaceX, a companhia de exploração espacial de Elon Musk. A empresa fornece serviços de internet por meio de uma enorme rede de satélites. Ela é voltada para pessoas que vivem em áreas remotas, onde não há infraestrutura local como cabos e postes — caso de boa parte da Amazônia.

Estima-se que mais de 6 mil satélites Starlink já foram lançados no espaço, segundo especialistas que monitoram esses equipamentos. Segundo a própria empresa, trata-se da maior constelação de satélites do mundo, com uma base de usuários em 37 países.

Rodrigo Hendges, gerente de segurança ofensiva da empresa de segurança de dados Max Protection, explica que a chave do sucesso da empresa é o fato de ela usar, como nenhuma outra até então, um sistema uma rede de satélites de órbita baixa capaz de fornecer uma conexão de baixa latência. Latência é o tempo que leva para um dado (como uma mensagem ou um comando) viajar de um ponto a outro na rede via satélite, ser processado e retornar ao usuário.

Hendges explicou que a transmissão de sinais de internet via satélite não é uma tecnologia nova no mundo. A diferença introduzida pela Starlink, segundo ele, é que enquanto a maior parte dos sistemas disponíveis no mercado usa satélites localizados a pelo menos 30 mil quilômetros de altitude, os da empresa de Musk estão a 500 quilômetros. Com satélites muito mais perto da superfície terrestre que seus concorrentes, o tempo de latência é menor. Na prática, isso resulta em uma conexão mais estável e muito mais rápida.

Hendges ressalta ainda outra característica da Starlink que a diferencia das demais competidoras: a rede de satélites da Starlink é composta por milhares de satélites interconectados, criando uma constelação que cobre grandes áreas. "A grande quantidade de satélites e a baixa altitude são fatores-chave", explica Hendges.

O diretor de tecnologia da Sage Networks, Thiago Ayub, disse à BBC News Brasil que essa conjunção de fatores coloca a empresa de Musk à frente de muitos competidores. “Esses satélites foram projetados para estar muito mais próximos das antenas dos assinantes, o que garante um tempo de resposta menor e uma qualidade de internet que se assemelha à fibra ótica. Isso torna a Starlink uma solução única para regiões onde a infraestrutura de fibra ótica não está disponível", completou.

Principais redes chinesas de satélites
Segundo informa a Forbes, desde 2022, quando a guerra da Ucrânia demonstrou a importância da Starlink para as comunicações no campo de batalha, a imprensa chinesa publicou vários editoriais sobre a ameaça que a Starlink representa para os interesses chineses. Esses editoriais descreveram a Starlink e a SpaceX como parte da “hegemonia espacial” que os Estados Unidos estão tentando criar no espaço, dando a eles uma “vantagem militar espacial unilateral”.

Em consequência, a China passou a implementar o projeto “Constelação de Mil Velas”, que prevê o lançamento de satélites LEO para fornecer transmissões mais eficientes. Os satélites LEO são menores e ficam mais próximos da Terra do que os satélites convencionais, o que permite uma internet mais rápida e confiável.

O projeto, apoiado pelo Estado Chinês, é uma das respostas do país à Starlink e sua crescente constelação de banda larga comercial que tem perto ou até mais de seis mil satélites LEO no espaço para fornecer internet quase global a consumidores, empresas e agências governamentais.

Conforme matérias da BBC News Brasil e da Forbes, as principais redes chinesas de satélites são:

SpaceSail
Uma empresa privada de Xangai que pretende lançar até 15 mil satélites até 2030, embora, até agosto deste ano, tivesse apenas 18 satélites em órbita.

Shanghai Spacecom Satellite Technology (SSST)

Uma empresa estatal que lançou 18 satélites em órbita terrestre baixa (LEO) em agosto de 2024. A SSST planeja reduzir a altitude dos satélites para entre 300 e 500 km, permitindo a conexão direta com telefones celulares.
 
Geespace
Uma empresa privada que lançou 10 satélites em órbita baixa da Terra, e pretende lançar mais 72 para formar uma constelação com 6 mil unidades. Em comunicado relevante em setembro de 2024, a Geespace, empresa que pertence ao grupo da montadora Geely, confirmou que lançou um terceiro lote de satélites como parte do seu plano de oferecer internet estável em todo o mundo. Ao todo, a Geespace agora tem 30 satélites que podem cobrir 90% do planeta com serviços de comunicação 24 horas.
 
Trocar a Starlink pelos chineses seria a melhor decisão?

Como o Brasil não possui uma rede de satélites de comunicação e precisa conectar entidades públicas civis, escolas e organizações militares situadas em locais remotos, não há dúvida sobre a necessidade de escolher a melhor e mais eficaz rede internacional que disponibilize esse serviço. 

As informações públicas conhecidas até o momento indicam que a rede mais extensa, de maior alcance e com menor latência é a da Starlink, embora pouco se conheça sobre as redes chinesas, exceto o fato de que são bem menores e controladas, direta ou indiretamente, pelo governo deste país, mesmo as "privadas".

Além do custo para a troca do provedor, relativo a novos equipamentos e ao tempo para aquisição/instalação, e de uma possível perda de qualidade/alcance nas comunicações via Internet, subsiste a possibilidade de o Brasil vir a comprar uma briga comercial e política desnecessária com o empresário mais poderoso do futuro governo dos EUA e até mesmo com este governo. 

Por outro lado, o eventual trânsito de informações militares (ou provindas de militares, mesmo que teoricamente ostensivas) por uma rede de satélites chineses pode expor o Brasil a uma vulnerabilidade significativa em suas operações estratégicas e gerar uma crise de confiança com países não alinhados com a China.

Assim, cabe perguntar quais benefícios essa troca traria para o Brasil e se ela seria mesmo a melhor opção para o nosso País...

31 agosto, 2024

Decisão contra Starlink poderá afetar Forças Armadas, escolas públicas e mais de 215 mil clientes, especialmente em áreas remotas

 

*Jornal Brasil Online -30/08/2024 

A decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), de bloquear as contas bancárias da Starlink, empresa de internet via satélite de Elon Musk, criou um cenário de incerteza que ameaça diretamente a continuidade dos serviços da principal provedora desse tipo de conexão no Brasil.

Com uma base de 215 mil clientes, incluindo contratos importantes com as Forças Armadas e escolas públicas, a medida pode levar a um "apagão" digital caso a empresa fique impossibilitada de realizar pagamentos a seus fornecedores essenciais.

Áreas remotas
Embora o impacto imediato da decisão ainda não seja sentido na prestação dos serviços, a continuidade do bloqueio prolongado pode trazer consequências graves. Especialistas alertam que, sem poder honrar seus compromissos financeiros, a Starlink pode enfrentar dificuldades para manter a operação de seus gateways — estruturas físicas críticas para o funcionamento da rede de satélites. A paralisia dessas operações poderia afetar milhares de brasileiros que dependem dessa conexão, especialmente em áreas remotas.

Papel crucial na infraestrutura digital do país
A Starlink, que tem mostrado um crescimento expressivo no Brasil, registrando um salto no número de acessos de banda larga fixa de 66 mil em 2023 para mais de 215 mil em junho de 2024, desempenha um papel crucial na infraestrutura digital do país. Seus serviços não apenas conectam escolas públicas e unidades militares, como também são fundamentais para a comunicação de operações estratégicas, como o Navio-Aeródromo Multipropósito Atlântico, o maior navio de guerra da frota nacional.

O bloqueio das contas também ameaça contratos militares vitais, especialmente na região Norte do país, onde o Exército depende da Starlink para garantir a conectividade em áreas de difícil acesso.

O presidente do Sindicato Nacional das Empresas de Telecomunicações por Satélites (Sindisat), Fabio Alencar, destacou que a manutenção dessa decisão pode comprometer severamente as operações da Starlink, caso a empresa não consiga arcar com os custos operacionais.

Em resposta às ações do STF, a Starlink declarou que a decisão é inconstitucional e afirmou que está disposta a defender seus direitos. A empresa garantiu que, se necessário, continuará prestando seus serviços gratuitamente, em um esforço para mitigar os efeitos do bloqueio. No entanto, essa promessa de continuidade sem recursos financeiros levanta dúvidas sobre a sustentabilidade a longo prazo, especialmente se as contas permanecerem bloqueadas por um período prolongado.

Apagão digital
O mercado observa com apreensão os desdobramentos desse caso, ciente de que a persistência do bloqueio pode ter repercussões profundas para a infraestrutura de telecomunicações do Brasil. A ameaça de um apagão digital causado por uma decisão judicial não apenas coloca em risco o acesso à internet de milhares de brasileiros, mas também expõe o país a uma vulnerabilidade significativa em suas operações estratégicas, criando um precedente perigoso para a segurança jurídica dos investimentos internacionais.

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