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29 novembro, 2025

Histórico: disparo de míssil ar-ar Meteor pelo Gripen consolida ingresso da FAB na era BVR


*LRCA Defense Consulting - 29/11/2025

Em 27 de novembro de 2025, a Força Aérea Brasileira (FAB) marcou um avanço histórico ao executar o primeiro lançamento real do míssil ar-ar Meteor BVRAAM a partir de um caça F-39E Gripen, durante a Operação BVR-X na Base Aérea de Natal (BANT). 

O exercício, iniciado em 17 de novembro e conduzido pelo Instituto de Pesquisa e Ensaios em Voo (IPEV) do DCTA, resultou em "absoluto sucesso", com o míssil destruindo um drone-alvo Mirach 100/5 que simulava perfis de voo de caças em alta velocidade e altitude.​

A operação mobilizou um pacote integrado de aeronaves: quatro F-39E Gripen do 1º Grupo de Defesa Aérea (1º GDA, matrículas 4101, 4102, 4104 e 4110), um E-99M de alerta antecipado, um P-3AM Orion de patrulha, dois A-1M AMX, um P-95BM, além de apoio logístico com KC-390 Millennium e C-130 Hercules. Três Gripens decolaram às 8h30 para a missão de 40 minutos, com dois armados, confirmando a integração plena do sistema de armas em cenários além do alcance visual (BVR).​

O Meteor, desenvolvido pela MBDA em colaboração europeia (Reino Unido, França, Alemanha, Itália, Espanha e Suécia), destaca-se por seu motor ramjet, alcance superior a 150 km e zona de não escape (NEZ) ampliada, superando mísseis como o AIM-120D em manobras terminais contra alvos ágeis. Integrado ao Gripen E com radar AESA Raven ES-05, datalink e guerra eletrônica, o binômio eleva a capacidade dissuasória da FAB, validando doutrinas para superioridade aérea moderna e rumo à plena capacidade operacional (FOC) em 2026.

 

 

Impactos estratégicos e industriais
O Tenente-Brigadeiro do Ar Gregor Gaspar, do 1º GDA, destacou os perfis de emprego selecionados para maximizar o teste, consolidando táticas BVR. O Comandante da BANT, Brigadeiro do Ar Breno Diogenes Gonçalves, enfatizou a transferência de tecnologia do binômio Gripen-Meteor para a guerra aérea contra qualquer vetor. O programa Gripen, com coprodução local pela Embraer e parceiros como Saab, AEL e Akaer, gera spin-offs em aviônica, materiais avançados e ciberdefesa, fortalecendo a soberania tecnológica brasileira.

28 novembro, 2025

Indiana Star Air está de olho em uma nova encomenda de cerca de 40 aeronaves Embraer

 


*Aviation A2Z, por Mahesh Darkunde - 28/11/2025

A Star Air (S5) está se preparando para um pedido significativo de aeronaves Embraer, consolidando seu crescimento regional constante na Índia. A companhia aérea expandiu sua presença por meio do programa UDAN e agora está posicionada para uma atuação nacional ainda maior.

A companhia aérea pretende expandir sua frota de 11 aeronaves Embraer para cerca de 50 aeronaves de asa fixa e rotativa até 2030. Essa meta de expansão está alinhada com sua estratégia de conectar cidades carentes de transporte aéreo e fortalecer os laços com importantes centros, como o Aeroporto de Delhi (DEL) e outras capitais estaduais, informou o TOI.

Encomenda Star Air Embraer
A Star Air iniciou suas operações em 2019 com um único jato Embraer usado e gradualmente adicionou mais aeronaves por meio de compras e arrendamentos. Sua rede inclui 31 cidades, muitas delas atendidas pelo programa de conectividade regional UDAN (RCS).

A companhia aérea opera atualmente 56 voos diários, sendo que as rotas do programa UDAN representam cerca de dois terços de sua programação. O apoio anual do UDAN situa-se entre 200 e 250 milhões de rupias, o que continua a desempenhar um papel direto na manutenção dos serviços para mercados com baixo volume de tráfego.

A administração delineou um plano claro para atingir a marca de 20 aeronaves até abril de 2028, o que qualificaria a companhia aérea para operações internacionais.

A Embraer manifestou interesse em instalar uma linha de montagem final na Índia, caso receba encomendas de cerca de 200 aeronaves de compradores indianos. Um possível pedido da Star Air seria um dos primeiros do país e poderia influenciar um interesse mais amplo nos jatos regionais da Embraer.

Resiliência operacional e estratégia financeira
A Star Air atribui seu crescimento sustentado a práticas financeiras estáveis ​​e operações disciplinadas. A companhia aérea concluiu a primeira fase de uma captação de capital Série B de 350 milhões de rúpias, que apoiará a futura expansão da frota e o desenvolvimento da infraestrutura.

Os planos incluem a criação de capacidades internas de manutenção, reparo, revisão, treinamento e instrução em aviação para reduzir os custos operacionais a longo prazo e melhorar o controle técnico da frota.

A empresa destaca sua abordagem durante a pandemia como um ponto de virada crucial. Enquanto o setor da aviação enfrentava graves perturbações, a Star Air manteve os pagamentos a arrendadores e funcionários. Essa estabilidade ajudou a companhia aérea a conquistar a confiança de parceiros e investidores, permitindo que ela continuasse a adicionar aeronaves em um período em que muitas companhias aéreas regionais lutavam para se manter viáveis.

Trajetória de crescimento rumo a 2030
A Star Air prevê incorporar duas aeronaves adicionais neste ano fiscal e outras cinco ou seis no próximo ano. Isso aproximará a frota da meta de médio prazo de 20 aeronaves em operação.

O plano a longo prazo prevê a adição de oito a dez aeronaves anualmente, incluindo helicópteros, para atingir uma frota total de aproximadamente 50 aeronaves até 2030.

A estratégia tem como foco expandir o acesso a mercados de nível 2 e 3 pouco atendidos e melhorar a mobilidade aérea regional em toda a Índia. 

27 novembro, 2025

Embraer impulsiona proteção da Amazônia Azul com tecnologia de ponta para submarinos e fragatas

 


*LRCA Defense Consulting - 27/11/2025

A Embraer, com seu braço tecnológico Atech, desempenha papel estratégico em dois dos programas de defesa naval mais relevantes do Brasil: o Programa de Desenvolvimento de Submarinos (PROSUB) e o Programa Fragatas Classe Tamandaré. A atuação conjunta dessas empresas reforça a inovação, autonomia e modernização da Marinha do Brasil.

No PROSUB, a Embraer, por meio da Atech, é protagonista no desenvolvimento dos consoles multifuncionais do sistema de combate dos submarinos convencionais e do futuro submarino nuclear brasileiro. 
 
Além disso, responde pelo sistema de proteção e controle do laboratório de geração núcleo-elétrica (Labgene), vital para o reator do submarino nuclear. Essa atuação assegura a transferência e o domínio das tecnologias críticas, em parceria com empresas brasileiras, ampliando a autonomia operacional da Marinha.

No Programa Fragatas Classe Tamandaré, a Embraer compõe, junto com a Atech e a Thyssenkrupp Marine Systems, a Sociedade de Propósito Específico Águas Azuis. O consórcio é responsável pela construção das quatro fragatas no estaleiro de Itajaí (SC). 

A Embraer contribui diretamente no desenvolvimento do Sistema de Gerenciamento de Combate (CMS), do Enlace de Dados Tático e do Sistema Integrado de Gerenciamento da Plataforma (IPMS), garantindo a integração dos sistemas de combate, controle e comunicação das embarcações. A cooperação com a EMGEPRON potencializa o processo de nacionalização e transferência de tecnologia, fortalecendo a indústria naval brasileira.

Essa participação integral da Embraer nos principais programas navais do Brasil destaca a empresa como peça-chave na inovação tecnológica da defesa nacional, com impacto direto na proteção da Amazônia Azul e na geração de valor econômico e industrial para o país.

26 novembro, 2025

PROSUB celebra marco histórico com armamento do Tonelero e lançamento do Almirante Karam

 


*LRCA Defense Consulting - 26/11/2025

A Marinha do Brasil realizou, nesta quarta-feira, 26 de novembro de 2025, a cerimônia que marcou simultaneamente a entrega do submarino “Tonelero” (S42) ao Setor Operativo e o lançamento ao mar do submarino “Almirante Karam” (S43), no Complexo Naval de Itaguaí (CNI), no âmbito do Programa de Desenvolvimento de Submarinos (PROSUB). O evento reuniu altas autoridades civis e militares e consolidou mais um passo na construção da nova geração de submarinos da Classe Riachuelo, fruto da parceria estratégica entre Brasil e França.​

Na Mostra de Armamento do “Tonelero”, foram realizados os procedimentos formais de transferência do navio da Itaguaí Construções Navais (ICN) para a Marinha do Brasil, simbolizados pelo arriamento da bandeira da ICN, pelo desembarque da tripulação civil e, em seguida, pelo içamento do pavilhão nacional com a tripulação militar em posição, selando a incorporação do submarino ao Setor Operativo após uma extensa campanha de testes em mar. O “Tonelero” torna-se, assim, o terceiro submarino convencional com propulsão diesel-elétrica da Classe Riachuelo em serviço ativo, reforçando a capacidade de negação do uso do mar e de proteção da Amazônia Azul.​

O batismo e o lançamento ao mar do “Almirante Karam”, quarto submarino convencional do PROSUB, representaram outro marco da solenidade, com a participação de autoridades como o Ministro da Defesa e uma ministra do Supremo Tribunal Federal que atuou como madrinha do navio. Com cerca de 72 metros de comprimento, deslocamento em torno de 1.800 toneladas, capacidade de operar a aproximadamente 300 metros de profundidade e autonomia de até 70 dias, o S43 passa agora à fase de provas de mar, etapa anterior à futura incorporação ao Setor Operativo da Marinha.​

Ambos os submarinos integram a Classe Riachuelo, composta pelos submarinos “Riachuelo” (S40), “Humaitá” (S41), “Tonelero” (S42) e “Almirante Karam” (S43), todos com propulsão diesel-elétrica e dotados de sofisticados sistemas de combate capazes de integrar um arranjo abrangente de sensores e armamentos, como sonar, radar, sistemas de guerra eletrônica, sensores eletro-ópticos, torpedos, mísseis antinavio e minas. Projetados pelo Naval Group com intensa participação de engenheiros brasileiros e construídos no país pela ICN, esses meios consolidam o domínio nacional de tecnologias sensíveis e geram significativo arrasto tecnológico e industrial.​

Durante a cerimônia, o Alto-Comando da Marinha destacou que o PROSUB é elemento central para a estatura estratégica do Brasil, ao garantir presença permanente do poder naval em uma área marítima rica em recursos energéticos e naturais. A cooperação Brasil–França prevê, além dos quatro submarinos convencionais já construídos, o desenvolvimento do submarino nuclear convencionalmente armado “Álvaro Alberto”, cujo lançamento está previsto para a próxima década, o que colocará o país em um seleto grupo de nações com capacidade de projetar e operar submarinos de propulsão nuclear.​​

A Agência Marinha de Notícias, canais oficiais da Força, bem como veículos especializados em defesa e segurança divulgaram amplamente imagens e detalhes técnicos da solenidade, reforçando o caráter histórico do PROSUB25 para a defesa nacional. O avanço simultâneo na entrega do “Tonelero” e no lançamento do “Almirante Karam” confirma a maturidade do programa e sinaliza a continuidade dos investimentos em capacidade submarina, formação de pessoal e consolidação de uma base industrial de defesa robusta no país.

Visita técnica confirma excelência da Avibras e impulsiona recertificação como UniCat

 


*LRCA Defense Consulting - 26/11/2025

A Avibras, referência na indústria aeroespacial e bélica no Brasil, recebeu em 18 de novembro de 2025 uma visita técnica do Centro de Apoio a Sistemas Logísticos de Defesa (CASLODE), órgão do Ministério da Defesa, para reavaliar sua certificação como Unidade de Catalogação (UniCat). 

A avaliação confirmou a excelência da Avibras na prestação de serviços de catalogação, processo essencial para a recertificação da empresa como UniCat, que é autorizada a organizar e cadastrar itens de suprimento usados pelas Forças Armadas conforme o padrão OTAN. A conclusão da visita foi positiva, com os militares expressando otimismo quanto à retomada das operações da empresa, que está em processo de recuperação judicial desde 2022.

A Avibras foi pioneira como a primeira indústria privada autorizada a atuar como UniCat junto ao Ministério da Defesa no Brasil, fortalecendo seu papel estratégico na Base Industrial de Defesa Brasileira (BID). O serviço de catalogação, em operação pela empresa desde 2016, consiste na coleta e organização de dados técnicos para identificação dos itens usados nas Forças Armadas, trazendo visibilidade internacional e fortalecendo sua competitividade no mercado externo, além de gerar benefícios logísticos e econômicos.

Além disso, a recertificação da Avibras acontece num momento importante de reestruturação da empresa, que teve seu plano de recuperação judicial homologado em 2025, possibilitando a retomada gradual das atividades e fortalecendo sua governança e estabilidade institucional. A parceria histórica entre Avibras e o Ministério da Defesa é reforçada pela realização das visitas técnicas do CASLODE, demonstrando confiança na capacidade da empresa de continuar contribuindo para a defesa nacional e o desenvolvimento tecnológico do país. 

IACIT conclui entrega do sistema antidrone DroneBlocker ao Exército Brasileiro

 


*LRCA Defense Consulting - 26/11/2025

A brasileira IACIT finalizou a entrega do último lote do Sistema Antidrone DroneBlocker ao Comando de Comunicações e Guerra Eletrônica do Exército Brasileiro (CCOMGEX), consolidando a incorporação da tecnologia no Projeto SAD/SISFRON, o Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteiras. Ao todo, 10 equipamentos foram entregues, sendo os últimos quatro recentemente instalados para reforçar a proteção das tropas e infraestruturas críticas contra ameaças de drones não autorizados.

Desenvolvido com tecnologia 100% nacional, o DroneBlocker utiliza bloqueadores de radiofrequência para inibir a comunicação entre drones e seus operadores, forçando o pouso controlado ou o retorno automático dos dispositivos interceptados. A tecnologia pode operar de forma autônoma ou manual, adaptando-se a diversos cenários operacionais. A eficácia foi amplamente testada no Forte Marechal Rondon, em Brasília, com simulações integradas ao Centro de Instrução de Guerra Eletrônica (CIGE) e ao 1º Batalhão de Guerra Eletrônica, garantindo capacitação intensiva dos militares.

O sistema antidrone também tem papel estratégico em outros órgãos, como o Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República (GSI), e em missões de proteção das fronteiras, combate a crimes ambientais como o garimpo ilegal, e enfrentamento ao narcotráfico na Amazônia. Sua utilização se estende a grandes eventos, como os Jogos Olímpicos de 2016, Cúpula do G20, encontro dos BRICS e a recente conferência climática da ONU, a COP30.

Para o CEO da IACIT, Luiz Teixeira, o DroneBlocker representa uma solução eficaz para as ameaças reais enfrentadas no território brasileiro, evidenciando o potencial da Base Industrial de Defesa nacional e fortalecendo a soberania, segurança e prontidão tecnológica do país. Com certificação como Empresa Estratégica de Defesa, a IACIT investe constantemente em inovação para suprir as necessidades do mercado nacional e internacional de defesa e segurança.

A integração do DroneBlocker ao SISFRON representa um avanço significativo para o Exército, ampliando a capacidade de resposta adaptável a ameaças emergentes, mesmo frente a drones de baixo custo e alta mobilidade, uma preocupação crescente em cenários de conflito e segurança pública. 

Brasil avança na modernização naval com financiamento para fragatas da Classe Tamandaré

 


*LRCA Defense Consulting - 26/11/2025

O governo brasileiro enviou ao Congresso o Projeto de Lei (PLN) nº 32/2025, que abre crédito especial de 500 milhões de reais para aporte federal na Empresa Gerencial de Projetos Navais (Emgepron). O objetivo dessa medida é garantir financiamento contínuo ao Programa de Fragatas da Classe Tamandaré, um esforço estratégico para modernizar a Marinha do Brasil com navios de escolta que terão papel fundamental na proteção das águas territoriais e no fortalecimento da segurança marítima nacional.

Este financiamento ocorre em contexto favorável, graças à ratificação da Lei Complementar nº 221/2025, que cria uma importante exceção no arcabouço fiscal brasileiro, permitindo que até 30 bilhões de reais sejam destinados a projetos estratégicos de defesa ao longo dos próximos seis anos, sem entrar no limite tradicional de gastos públicos. Isso inclui um teto anual de até 5 bilhões de reais para investimentos no setor, possibilitando maior previsibilidade e continuidade em programas de defesa essenciais, como o das Fragatas Tamandaré.

O Programa das Fragatas Tamandaré é visto como vital para estimular tanto a indústria nacional de defesa quanto a geração de emprego e renda direta e indiretamente associada à cadeia produtiva. Além disso, os navios apoiarão a fiscalização econômica e ambiental, contribuindo para a proteção das riquezas brasileiras e para o combate a ameaças marítimas e crimes transfronteiriços.

Já aprovado no Congresso, o PLN 32/2025 está alinhado com a prioridade governamental de garantir soberania e aumentar a capacidade operacional da Marinha, ao mesmo tempo em que aproveita os benefícios da nova legislação para fortalecer a base industrial nacional. 

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