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22 janeiro, 2023

Na Índia, Taurus participa de licitação emergencial de 5.000 submetralhadoras para o Exército

Nessa licitação, a Taurus concorre com a submetralhadora SMT9, que já equipe parte da polícia e dos Comandos SGC da Força Aérea de Bangladesh, país vizinho da Índia.


*The Wire, por Rahul Bedi - 20/01/2023

Vários fornecedores domésticos enviaram suas propostas técnicas e comerciais em resposta a uma licitação ou solicitação de proposta (RfP) do Exército Indiano (IA) para adquirir 5.000 submetralhadoras automáticas 9 × 19 mm de origem local como uma 'Aquisição de Emergência' por meio do Fast Track Procedure (FTP - Procedimento de Via Rápida) do Procedimento de Aquisição de Defesa 2020 (DAP 2020), por um valor estimado de US $ 6 milhões.

A maioria dos 10 fabricantes que respondeu ao prazo de 9 de janeiro do RfP estava em alianças com fabricantes de equipamentos originais (OEMs) de armas pequenas estrangeiras, uma disposição admissível na categoria 'Comprar da Índia' do DAP 2020, por meio da qual as submetralhadoras serão adquiridas.

Concorrentes
As empresas concorrentes incluem Punj Lloyd Rave (PLR)/Adani Defense, que tem um acordo de colaboração com Israel Weapon Industries; ICOMM de Hyderabad, que está ligada a Caracal dos Emirados Árabes Unidos; e Jindal Defense and Aerospace, com sede em Delhi, que tem uma joint venture com Taurus Armas do Brasil, acordado em 2020.

Combatentes Especiais Terrestres (Comandos SGC) do 41º Esquadrão Paraquedista de Bangladesh portando a submetralhadora Taurus SMT9 (Imagem: LRCA, via internet)

A Small Arms Factory do setor público em Kanpur - parte do antigo Ordnance Factory Board - Optic Electronics com sede em Noida, que está trabalhando com a B&T AG da Suíça (anteriormente Brugger & Thomet AG) e a Jai ​​Armaments do Reliance Group, liderada por Anil Ambani, foram algumas dos outros fornecedores que disputam o contrato de submetralhadoras do IA.

Destinação
Essas armas serão destinadas ao emprego principalmente por pelotões de comando do batalhão de infantaria Ghatak (Killer) e, de forma limitada, por tripulações de tanques, artilharia e helicópteros, e sua entrega pela rota FTP precisará ser concluída dentro de 3 a 12 meses após o acordo ser fechado. Os cerca de 20 pelotões Ghatak fortes, levemente armados e móveis são encarregados por seus respectivos comandantes de batalhão e brigada de executar missões especiais de reconhecimento atrás das linhas inimigas e conduzir outras operações especiais no nível tático. Isso pode incluir ataques a posições de artilharia inimigas, aeródromos e depósitos de suprimentos e direcionamento de artilharia e ataques aéreos em território hostil.

Exigências
Os testes - ou 'demonstrações' de acordo com as normas do FTP - para as submetralhadoras automáticas rivais devem ocorrer nos próximos meses na Escola de Infantaria do IA ​​em Mhow, em Madhya Pradesh, após o que os fornecedores seriam selecionados com base no desempenho dos sistemas de suas respectivas armas. A partir daí, serão abertas as propostas comerciais das licitantes selecionadas e com base no L1, ou menor preço cotado, serão iniciadas as negociações, após o que o contrato será então assinado.

O RfP de 75 páginas, emitido em dezembro passado pela Diretoria de Infantaria do IA, exige que as submetralhadoras medindo 650 mm de comprimento em condição estendida, não pesem mais de 2,5 kg e possam disparar munição de origem local em serviço, no taxa de 600 tiros por minuto para um 'alcance efetivo' de 100 m.

Equipadas com Trilhos Picatinny para afixar miras e outros acessórios, as submetralhadoras, equipadas com miras reflexivas de ponto vermelho (Red Dot), terão que estar de acordo com o RfP necessário para registrar 8/10 acertos em um agrupamento de 15 × 15 cm quando disparadas no modo de tiro único de uma montagem fixa em um alvo a 50 m de distância. E, quando disparada de forma semelhante em rajadas curtas de dois a três tiros cada, a arma precisará marcar 18/30 acertos em um cluster de 30 × 30 cm.

Exigida para operar em temperaturas variando entre -20°C e 45°C “sem degradação no desempenho”, a submetralhadora deverá ter uma vida útil de 10 anos, ou 10.000 tiros, o que ocorrer primeiro, afirma o RfP. E embora desenvolvidas com assistência OEM e entrada de componentes, as armas serão obrigadas a incluir um conteúdo indígena (nacional) de 60%, que na eventualidade de serem projetadas localmente, será reduzido para 50%.

Elaborando as responsabilidades dos fornecedores qualificados, o RfP destacou que isso incluirá fornecer instruções aos usuários e equipes de manutenção e fornecer suporte ao produto, incluindo a Fabricação da Lista Recomendada de Sobressalentes (MRLS) por uma década após a entrega das submetralhadoras.

O que aconteceu com a ubmetralhadora indígena da DRDO?
Funcionários do setor, no entanto, questionaram a emissão dessa licitação, pois no início de 2021 a Organização de Pesquisa e Desenvolvimento de Defesa (DRDO), administrada pelo governo, afirmou ter desenvolvido com sucesso uma submetralhadora 9 × 19 mm em apenas quatro meses, para uso pelo militares, paramilitares e forças policiais.

Em uma declaração oficial na época, a DRDO havia declarado que o protótipo da arma, chamado Asmi (Orgulho/Auto-Respeito) havia sido projetado em conjunto por seu Estabelecimento de Desenvolvimento de Pesquisa de Armamento em Pune e a Escola de Infantaria. Declarou que a submetralhadora, com peso vazio de menos de 2 kg, apresentava um cano de 8 polegadas e um carregador de 33 cartuchos de munição de 9 mm em serviço.

A submetralhadora projetada pela DRDO também exibia um receptor superior feito de alumínio para aeronaves e um receptor inferior fabricado em fibra de carbono. Além disso, a DRDO afirmou ter usado o processo de impressão 3D para projetar e prototipar as várias partes da arma, incluindo seus componentes de gatilho. Além disso, acrescentou que o custo de produção de cada uma seria de cerca de Rs 50.000 e, embora cinco fornecedores tenham sido selecionados pelo Ministério da Defesa (MoD) em meados de 2021 para a produção em série limitada de Asmi, pouco surgiu desde então em seu status.

“Dado o ônus do governo em atmanirbharta ou autossuficiência no setor de defesa e o hype em torno dessa iniciativa, por que a IA está buscando uma nova submetralhadora automática, quando uma aparentemente confiável já foi desenvolvida com sucesso de forma nativa pela DRDO?” perguntou um oficial de infantaria aposentado de duas estrelas. Tal incongruência é questionável, declarou ele, pedindo anonimato, mas acrescentou que talvez a Asmi, como muitas outras armas pequenas projetadas anteriormente pela DRDO, não tivesse cumprido os padrões operacionais da IA, necessitando, portanto, da compra de uma nova arma sob a condição de emergência.

Outros oficiais de infantaria veteranos disseram que a aquisição de apenas 5.000 novas submetralhadoras apenas imporia requisitos logísticos adicionais ao exército em um momento em que está sob pressão para simplificar seu perfil de equipamento e dimensionar corretamente seus gastos, enquanto luta para esgotar os gastos financeiros anuais que prejudicam e impactam sua modernização continuamente atrasada.

Anteriormente, em um movimento para substituir suas submetralhadoras 1A1/2 legadas de 9 mm que eram variantes locais e licenciadas do modelo L2A3 Sterling do Reino Unido que remontava à Segunda Guerra Mundial, o IA havia adquirido 1.500 submetralhadoras MP9 fornecidas pela B&T AG por volta de 2015-16, seguido por duas ordens repetidas logo depois para mais 400-500.

O fornecedor suíço de armas leves, trabalhando em colaboração com a já mencionada Optic Electronics em Noida, também forneceu ao exército quatro bases e 40 oficinas de campo para sustentar as MP9s, que se acreditava estarem funcionando de forma eficaz. No entanto, uma submetralhadora totalmente nova, conforme planejado na aquisição de emergência projetada, obrigará o IA a estabelecer ainda mais oficinas desse tipo no ambiente predominante de frugalidade, disseram funcionários da indústria.

O IA enfrenta uma escassez em larga escala de armas leves eficientes.
Em novembro passado, o MoD emitiu um RfP para fabricantes locais para 425.213 carabinas de batalha de 5,56 × 45 mm, e no início deste mês uma instalação em Korwa, perto de Amethi em Uttar Pradesh, que foi inaugurada em 2019, finalmente iniciou a fabricação licenciada de fuzis de assalto russos Kalashnikov Ak-203 7,62 × 39 mm. O primeiro lote de 5.000 Ak-203s, de um total de 750.000 unidades, produzido pela joint venture Indo-Russian Private Limited está programado para entrega ao IA em março como substitutos para os fuzis 5,56 × 45 mm Indian Small Arms Systems (INSAS) projetados pela DRDO, que foi declarado 'operacionalmente ineficiente' pela Força em 2010.

Talvez a submetralhadora Asmi também tenha sido considerada nesta categoria, e a aquisição emergencial de uma nova arma do tipo tenha sido invocada para atender aos requisitos operacionais urgentes do exército para este sistema de armas.

28 março, 2022

Na Malásia, Taurus participa da maior feira de Defesa e Segurança Interna da Ásia


*LRCA Defense Consulting - 28/03/2022

De 28 a 31 de março, a Taurus Armas S.A. estará expondo seus produtos na  17ª edição da Exposição e Conferência do Serviço de Defesa da Ásia (DSA 2022), no Malaysia International Trade and Exhibition Centre (MITEC) na capital Kuala Lumpur.

A DSA - uma dos Top 5 feiras do mundo nessa área - é a maior e mais eficiente feira de Defesa e Segurança Interna da Ásia. Com 30 anos de experiência, o evento apresentará algumas das tecnologias mais sofisticadas do mundo em hardware, guerra eletrônica em Defesa Terrestre, Aérea e Marítima, Segurança Interna, Robótica de Combate, Defesa e Segurança Cibernética, HADR, UAVs e Medicina no Campo de Batalha.

A DSA Exhibition and Conference Sdn Bhd é uma empresa de propriedade da Malásia e foi criada com o objetivo de organizar com sucesso a série de exposições e conferências dos Serviços de Defesa da Ásia em conjunto com o governo da Malásia.

Como alguns dos mais importantes parceiros, estão: o Ministério da Defesa, Ministério do Interior, Forças Armadas, Polícia Real da Malásia, Departamentos de Imigração, Alfândega Real e o Conselho da Indústria de Defesa da Malásia (MDIC). 

Fuzil T4 e submetralhadora SMT9
Em meados de 2021, o fuzil T4 calibre 5,56mm e a submetralhadora SMT9 calibre 9mm foram aprovados na dura bateria de testes a que foram submetidos pela Malaysian Royal Police (Polícia Real da Malasia). Os testes abordaram: precisão, intercambialidade, areia, lama, imersão em água, queda e funcionalidade. 

Segundo a Taurus, "o sucesso obtido nessa etapa abre caminho para negociações relevantes do fuzil T4 e da submetralhadora SMT9 com a força policial do país, em uma ação que está em linha com plano estratégico da companhia de expandir sua penetração na região asiática". 

Novo foco: sudeste asiático e norte da África
Desde o final de 2021, a estratégia de exportações envolvendo a indústria de defesa brasileira passou a ter alguns novos países em foco, como Malásia, Filipinas e Indonésia, no sudeste asiático. A região vive um clima de forte tensão com a expansão militar promovida por Pequim na região marítima ao sul da China. 

Outro foco de interesse é o norte da África, especialmente a Tunísia.

Malaysian Royal Police (Polícia Real da Malasia)

 

28 novembro, 2021

Armas da Taurus serão avaliadas pelo Exército e forças policiais da Índia em dezembro

Slide da apresentação institucional


*LRCA Defense Consulting - 28/11/2021

Durante visita de uma equipe de analistas e de investidores private da casa de análises Sara Invest à fábrica brasileira da Taurus Armas S.A. (São Leopoldo -RS), realizada no dia 26 de novembro, Sérgio Sgrillo Filho - Diretor Financeiro, de Relações com Investidores e Gerente da joint venture na Índia, e Ricardo Guimarães - Coordenador de Relações com Investidores, anunciaram que, após a situação pandêmica estar sob maior controle, a equipe da Taurus finalmente irá se deslocar para a Índia a fim de apresentar seus produtos, conforme já estava combinado desde o primeiro trimestre deste ano.

A previsão, formulada anteriormente, é de que a empresa leve para a Índia 10 unidades de cada um desses tipos de armas: fuzil T4 em três versões, três tipos de pistola e um de submetralhadora (metralhadora de mão), para serem analisados pelas Forças Armadas e Policiais indianas 

Esse evento começará a acontecer no dia 10 de dezembro, quando a joint venture Jindal Taurus Defence Systems Private Ltd. iniciará a apresentação e demonstração dos produtos Taurus para o Exército.

A seguir, são listadas as principais armas que a empresa gaúcha estará levando para a Índia, bem como as organizações militares ou policiais interessadas.

Fuzil T4 participará de megalicitações de fuzis CQB
No dia 13 de fevereiro, a imprensa indiana informou que o exército desse país emitiu um novo pedido de informações (RFI) para uma aquisição rápida de 93.895 carabinas CQB (a carabina/fuzil Close Quarter Battle é uma arma mais curta que o fuzil de assalto, própria para o combate aproximado). Isso ocorreu cinco meses depois que o Ministério da Defesa revogou a licitação para adquirir um número semelhante de carabinas sob o Procedimento Fast-Track (FTP). Após fevereiro, a licitação não teve seguimento devido às questões da pandemia.

Além da licitação urgente e emergencial de 93.895 carabinas/fuzis CQB, a Índia solicitou 10 unidades do Fuzil T4 para submetê-los a testes, haja vista que pretende fazer, em data ainda não definida, uma megalicitação ainda maior, que poderá variar entre 350.000 e 500.000 fuzis/carabinas CQB para suas unidades de Infantaria, especialmente as que atuam nas regiões de fronteira, onde há a possibilidade de serem travados combates aproximados.

O fuzil T4 será apresentado também à polícia de um estado indiano, que poderá adquirir até 4.000 unidades da arma.

Submetralhadora SMT9 para a Guarda de Segurança Nacional
Contando com um efetivo de cerca de 14.000 integrantes, a Guarda de Segurança Nacional (NSG) é uma unidade indiana de elite contra o terrorismo subordinada ao Ministério de Assuntos Internos da Índia. Embora utilize as submetralhadoras Heckler & Koch MP5 e a SIG Sauer MPX, a NSG está procurando padronizar seu armamento e substituir os atuais modelos estrangeiros por uma opção que seja também moderna e de alta qualidade, mas produzida na Índia, como será o caso da submetralhadora brasileira Taurus SMT9.

A grande perspectiva para a SMT9 é o fato de a submetralhadora mais utilizada pelas forças policiais indianas ser a JVPC - Joint Venture Protective Carbine, também conhecida como MSMC - Modern Sub Machine Carbine até 2014, uma arma hoje com calibre 9 × 19mm Parabellum (anteriormente 5,56 × 30 mm MINSAS) que está substituindo as obsoletas submetralhadoras Sten (inglesa) e SAF Carbine 2A1 (indiana).

Trata-se de uma submetralhadora indiana projetada pelo Armament Research and Development Establishment of Defense Research and Development Organization e fabricada pela estatal Ordnance Factory Board na Fábrica de Armas Pequenas, em Kanpur, e na Fábrica de Armas Tiruchirappalli. Foi desenvolvida para o Exército Indiano com base na experiência anterior da família de armas de fogo da estatal INSAS.

Embora com um design aparentemente mais moderno, é uma arma de concepção mais antiga (2006), carecendo dos aperfeiçoamentos tecnológicos presentes nas modernas submetralhadoras, como as SMT9 da Taurus, por exemplo.

File:MSMC - Modern Sub Machine Carbine.jpg
Submetralhadora MSMC


Pistolas TS9 e THc para a
polícia do estado de Mizoram
A polícia da cidade de Aizawl, capital do estado indiano de Mizoram, irá avaliar as pistolas Taurus TS9 e THc, ambas no calibre 9mm, com o objetivo de dotar o efetivo estadual com armas de mão modernas e de alta qualidade, podendo também se interessar pelo fuzil T4 e pela submetralhadora SMT9.

O armamento da polícia de Mizoram é bastante diversificado, causando um grande problema logístico de manutenção e reposição de peças, pois usam:

  • pistolas: Glock 19 (unidades especiais) e as antigas Pistol Auto 9mm 1A (predominante); 
  • fuzis: AK47, AKM e AKMS (todos no calibre 7,62 x 39), 1A1 Self Loading Rifle (versão indiana do FN FAL, no calibre 7,62 x 51), os antiquados fuzis INSAS (indiano, predominante) e Colt M4 (USA, unidades especiais), estes no calibre 5,56; 
  • submetralhadoras: a alemã Heckler e Koch MP5 (unidades especiais) e a inglesa Sterling Sub Machine Gun (predominante), ambas em 9mm.

Com algumas exceções, a pistola padrão das forças armadas e policiais indianas é a Pistol Auto 9mm 1A, uma antiga e obsoleta pistola semiautomática de ação simples, cópia licenciada da pistola Inglis 9mm (Browning Hi-Power), fabricada sob licença na Índia pela empresa estatal Rifle Factory Ishapore desde 1981. A Hi-Power foi descontinuada em 2017 pela Browning Arms, mas permanece em produção sob licença e ainda é utilizada como pistola padrão pelas forças armadas e policiais de diversos países.

Em virtude desse fato, a Jindal Taurus Defence Systems Private Ltd., caso seja escolhida para produzir uma nova pistola padrão para os mercados militar, paramilitar e policial desse país, poderá ter aí um negócio bilionário para a empresa, haja vista os grandes efetivos dessas forças.

File:Pistol Auto 9 mm 1A - Kolkata 2012-01-23 8779.JPG
Pistol Auto 9mm 1A

Índia mudará
completamente a perspectiva da Taurus
Se a pandemia prejudicou por um lado, causando demora no processo, por outro ela também impediu que, por enquanto, a concorrência passasse a produzir no país, no âmbito do Programa Make in India.

Em termos do imenso mercado militar e de segurança indiano, é preciso considerar que esse país conta com forças armadas que têm mais de 1,3 milhão de integrantes e forças de segurança (policiais e paramilitares) que possuem um efetivo de mais de 1,4 milhão de pessoas, além de segurança privada com mais de 7 milhões de homens e mulheres. 

A obsolescência e a diversidade de origens de seu armamento leve faz com que a Índia esteja enfrentando graves problemas operacionais e também logísticos, haja vista a dificuldade para suprir, manutenir as armas e repor peças gastas ou defeituosas.

Como seu objetivo é se tornar uma das nações proeminentes no mundo dentro de alguns anos, suas forças armadas e de segurança necessitarão caminhar no sentido de padronizar o respectivo armamento leve, limitando-o a poucos modelos e passando a utilizar armas modernas e de alta qualidade fabricadas no próprio país (Make in India / Atmanirbhar Bharat - Feito na Índia / Índia Autossuficiente). Só assim obterão excelência operacional e logística, com grande economia de tempo e recursos.

Em síntese, a JV Jindal Taurus Defence Systems Private Ltd. tem um gigantesco mercado potencial, civil e militar, sem parâmetros no mundo capitalista, o que levou o CEO e o CFO da multinacional brasileira a afirmarem, por mais de uma vez, que, no momento em que a Taurus entrar lá, mudará completamente a perspectiva da empresa.
 
Segundo tudo indica, esse fato está bem próximo de se tornar real....

13 maio, 2021

Taurus: Polícia Real da Malásia poderá adquirir fuzis T4 e submetralhadoras SMT9


*LRCA Defense Consulting - 13/05/2021

O fuzil T4 calibre 5,56mm e a submetralhadora SMT9 calibre 9mm, ambos produzidos pela multinacional brasileira Taurus Armas, foram aprovados na dura bateria de testes a que foram submetidos pela Malaysian Royal Police (Polícia Real da Malasia). Os testes abordaram precisão, intercambialidade, areia, lama, imersão em água, queda e funcionalidade. 

Segundo a Taurus, "o sucesso obtido nessa etapa abre caminho para negociações relevantes do fuzil T4 e da submetralhadora SMT9 com a força policial do país, em uma ação que está em linha com plano estratégico da companhia de expandir sua penetração na região asiática".


Malaysian Royal Police
A Polícia Real da Malásia (RMP) é uma força policial nacional federal, composta por homens e mulheres, que atua uniformizada. Com uma organização centralizada, sua sede está localizada em Bukit Aman, Kuala Lumpur.

No cumprimento das suas atribuições, a RMP regular conta ainda com cinco grupos de apoio: Policiais Extra, Policiais Voluntários, Polícia Auxiliar, Cadetes de Polícia e um elemento do serviço civil.

A RMP coopera constantemente com as forças policiais em todo o mundo, incluindo os seis países vizinhos com que a Malásia faz fronteira: Polícia Nacional da Indonésia, Polícia Nacional das Filipinas, Força Policial Real de Brunei, Polícia Real da Tailândia, Força Policial de Cingapura e Segurança Pública do Povo do Vietnã.

A Polícia Real da Malásia tem um efetivo de 137.574 policiais seniores, policiais subordinados e funcionários públicos. 

O armamento da corporação é bastante diversificado e consta de sete tipos de pistola (fabricantes diferentes), seis tipos de fuzil (quatro fabricantes) e três tipos de fuzil de precisão, de três fabricantes. Este fato acarreta problemas de natureza logística e operacional, que podem ter sido determinantes para que a RMP esteja buscando uma maior padronização de suas armas de dotação.

Por outro lado, abre também a possibilidade para que a Taurus possa oferecer suas pistolas da linha TSeries à corporação, além dos fuzis e submetralhadoras que já estão em pré-compra, unificando ainda mais o fornecimento e facilitando a logística e as operações.

Modelos de armas usados pela RMP e países de origem

12 maio, 2021

Polícia Militar de Mato Grosso recebe armamento Taurus


*Polícia Militar de Mato Grosso - 12/05/2021

Nesta quarta-feira (12/05) a Polícia Militar recebeu equipamentos de proteção individual, fardamentos e armamentos para o Comando Especializado e Batalhão de Rondas Ostensivas Tático Móvel (Rotam). A solenidade de entrega dos equipamentos foi realizada na sede do Batalhão Rotam, no bairro Dom Aquino, em Cuiabá.

O comandante-geral da PM, coronel Jonildo José de Assis agradeceu o governo do estado e os deputados estaduais por apoiarem a instituição. "Agradeço a sensibilidade da atual legislatura em confiar na gestão da PM e da Secretária de Segurança Pública ao nos entregar esses novos equipamentos que padronizam ainda mais nossas forças de segurança pública", destacou coronel Assis.

O Batalhão Rotam da PM  recebeu nove fuzis calibre 556 Taurus T4 e 18 sub-metralhadoras calibre 9 mm modelo Taurus SMT9. A aquisição do armamento faz parte de um convênio firmado entre os governos federal e estadual através de emendas impositivas no valor de R$ 217 mil. O secretario de Estado de Segurança Pública, Alexandre Bustamante, destacou o empenho do governo do estado em executar emendas para investir na segurança pública.

"Estamos economizando, pagando em dia mas seguimos investindo e modernizando nossas forças de segurança. Temos viatura, equipamento e agora estamos focando em melhores as nossas unidades", conta Alexandre Bustamante.

Com o apoio dos deputados da Assembléia Legislativa, por meio de emendas parlamentares no valor total de mais de R$ 350 mil, os policiais militares receberam sete fuzis calibre 556 modelo Taurus 556. Além do armamento, o investimento dos parlamentares permitiu a aquisição de fardamentos camuflados, capas de coletes modulares de última geração com todos os acessórios ideais para a atuação  do policial no patrulhamento tático, cintos de guarnição, coldres e kits de APH Tático com todos os materiais de primeiros socorros e coturnos para todas as unidades especializadas da PMMT.

Presidida pelo comandante geral da Polícia Miltar, coronel Jonildo José de Assis, a cerimônia da entrega simbólica dos equipamentos aos policiais miltiares  contou com a presença  de autoridades militares e civis, dentre elas, o secretário de estado de segurança pública, Alexandre Bustamante, do secretario adjunto de Turismo Jeferson Preza Moreno, dos deputados estaduais Elizeu Nascimento e delegado Claudinei de Souza Lopes; o subchefe do Estado Maior Geral, coronel Carlos Eduardo Pinheiro, comandante da Diretoria de Gestão de Pessoas, coronel Edvam Manoel de Azevedo, coordenador de Segurança Pública da Assembléia Legislativa, coronel Henrique Correia da Silva Santos.


01 abril, 2021

Taurus fornece armas à PMSC e à Polícia Civil do Vale do Rio Pardo

Fuzis T4 e Carabinas CTT40 recebidos pela PMSC

*LRCA Defense Consulting - 01/04/2021

O Portal São Miguel noticiou, no dia 31 de março, que a Polícia Militar de Santa Catarina recebeu, nessa data, 69 novas viaturas, novos armamentos, além de equipamentos de proteção individual. Ao todo, o Governo do Estado de Santa Catarina investiu cerca de R$ 11,5 milhões, através de recursos provenientes de indicações de emendas de 23 parlamentares estaduais.

A entrega protocolar foi realizada no hall de entrada da Assembleia Legislativa do Estado de Santa Catarina (Alesc), contando com a presença da governadora Daniela Reinehr.

Entre o material entregue estão 71 Fuzis Taurus T4 e 22 Carabinas Taurus CTT40, armas semiautomáticas, ideais para a utilização policial e militar em operações urbanas.

Para o comandante-geral da PMSC, coronel Dionei Tonet, as novas aquisições fortalecem o serviço operacional. "Potencializando as ações dos nossos policiais ampliamos a capacidade de trabalho e damos mais segurança ao cidadão catarinense. Hoje é um dia de agradecimento ao Governo do Estado e aos deputados estaduais", pontuou.

Fuzis T4 e Submetralhadoras SMT9 recebidos pela Polícia Civil do Vale do Rio Pardo

Também em 31 de março, o portal GAZ publicou que o arsenal das delegacias de polícia da região do Vale do Rio Pardo (RS) está mais equipado a partir desta mesma data, pois já estão à disposição dos agentes 11 Submetralhadoras Taurus SMT9, calibre 9 milímetros, e dois Fuzis Taurus T4, calibre 5,56 milímetros. As novas armas fazem parte de um lote adquirido pela Delegacia Regional com recursos oriundos do processo da Consulta Popular de 2018.

“Por uma questão burocrática do Estado, com licitações, compras, registro e outros procedimentos, esse investimento de 2018 floresceu agora e será equipado à polícia do Vale do Rio Pardo, distribuído de forma homogênea pelas delegacias. Os fuzis são da mesma patente do AR-15, já as submetralhadoras dão tiro unitário, duplo e de rajada. Essa é uma novidade, pois até então a polícia não recebia armas que dão rajada”, comentou o delegado regional Luciano Menezes.

O experiente agente relembra o caso de outubro de 2017, quando 36 armas da facção Os Manos foram apreendidas no apartamento de um universitário de 26 anos, no Bairro Avenida. “Aquela vez, apreendemos armas similares a essas. Temos agora um armamento de ponta, até para fazermos frente ao equipamento que os faccionados têm”, salientou Menezes. 

“Não somos uma polícia bélica, mas sim de inteligência e resultado. Ainda assim, temos que ter condições de materiais para dar enfrentamento devido à criminalidade.” O delegado ainda agradeceu a comunidade pelos votos obtidos no processo de Consulta Popular, que resultou na aquisição das armas recebidas nesta quarta-feira.


26 janeiro, 2021

Taurus entrega armas para o Ministério da Defesa


*LRCA Defense Consulting - 26/01/2021

A Taurus realizou nesta terça-feira (26), em cerimônia no salão nobre do Ministério da Defesa, em Brasília, a entrega oficial de novos armamentos e acessórios que contribuirão para o serviço da equipe de segurança do órgão de defesa do Brasil.

Na ocasião, estiveram presentes o Ministro da Defesa, Fernando Azevedo e Silva, o Secretário de Produtos de Defesa, Dr. Marcos Rosas Degaut Pontes, o Diretor do Departamento de Promoção Comercial, General de Divisão Luis Antônio Duizit Brito, e o CEO Global da Taurus, Salesio Nuhs.

Os armamentos, que foram entregues acompanhados de acessórios, entre eles coldres e porta-carregadores, fazem parte da linha T Series, especialmente desenvolvida para o mercado militar e policial, e contempla pistolas TH9 e TH9C, além de submetralhadoras SMT9 e fuzis modelo T4 calibre 5,56, cujo projeto é baseado na consagrada plataforma M4/M16, amplamente empregada pelas forças militares em todo mundo e principalmente pelos países membros da OTAN, por ser considerada uma arma extremamente confiável, leve, de fácil emprego e manutenção.


De acordo com o CEO Global da Taurus, Salesio Nuhs, é uma enorme satisfação produzir no Brasil armas de qualidade que possam contribuir com o reforço e a atualização dos equipamentos utilizados pela equipe de Segurança do Ministro da Defesa e sua comitiva. "É um orgulho para todos nós produzir armas aqui no Brasil que equipam policiais e Forças Armadas ao redor do mundo, e que também vão fazer parte da segurança deste importante Ministério e de seus representantes", declara Nuhs.

Com 81 anos de história, mais de 23 milhões de armas produzidas e exportando para mais de 100 países, a Taurus é uma das maiores fabricantes de armas leves do mundo e a maior produtora mundial de revólveres, além de ser considerada a quarta marca mais vendida e a mais importada no exigente e competitivo mercado dos Estados Unidos.

Nos últimos anos, a empresa implantou novas práticas de gestão e governança, empregando o que há de mais avançado tecnologicamente na produção de armas para atender as necessidades do mercado e buscando oferecer o que há de melhor e mais moderno em termos de armamento para os clientes. "Concebidas especificamente para as forças de segurança do Brasil e do mundo, as armas entregues hoje ao Ministério da Defesa são fruto de tudo o que fizemos até aqui, priorizando sempre a qualidade, o sucesso da missão e a segurança de todos", explica Nuhs.

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