Pesquisar este portal

Mostrando postagens com marcador energia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador energia. Mostrar todas as postagens

30 setembro, 2025

WEG anuncia investimento de R$ 1,1 bilhão para expansão fabril em Santa Catarina até 2028

 

*LRCA Defense Consulting - 30/09/2025

A WEG, multinacional brasileira reconhecida mundialmente na fabricação de motores elétricos, automação e equipamentos industriais, anunciou nesta terça-feira (30) um ambicioso plano de investimento de aproximadamente R$ 1,1 bilhão. O foco principal é a ampliação do portfólio de produtos e o aumento da capacidade produtiva da unidade Energia, localizada em Jaraguá do Sul, Santa Catarina.

Do montante total, cerca de R$ 900 milhões serão destinados à construção de um novo parque fabril, que será dedicado à produção de equipamentos de grande porte, como compensadores síncronos de até 330 MVAr, turbogeradores de até 200 MVA e motores de indução de alta rotação. Além disso, o parque permitirá ampliar o escopo dos serviços prestados para motores, geradores e turbinas hidráulicas de até 300 MVA. A escolha da localização leva em conta a proximidade com o corpo técnico da região, a mão de obra qualificada e a infraestrutura logística, com acesso facilitado às rodovias BR-101 e BR-280, além dos principais portos catarinenses. Ainda está prevista a geração de aproximadamente 1.000 novos empregos diretos, beneficiando o desenvolvimento econômico local.

Além da nova fábrica, a WEG investirá cerca de R$ 160 milhões na expansão das operações já existentes em Jaraguá do Sul, com a adição de 11.250 m² à área produtiva da unidade. Essa ampliação visa atender ao crescimento orgânico da demanda pelos produtos fabricados, assegurando maior eficiência operacional e suporte ao crescimento futuro da companhia.

O anúncio deste plano ocorre em um momento desafiador para a WEG no mercado financeiro, com suas ações acumulando queda de cerca de 30% em 2025, na contramão do Ibovespa. Mesmo assim, a empresa mantém sua estratégia de crescimento e diversificação, demonstrando confiança no potencial de expansão industrial.

Paralelamente, a WEG também anunciou investimento internacional recente de US$ 77 milhões para modernizar a fábrica de transformadores especiais em Washington, nos Estados Unidos, visando ampliar em 50% a capacidade produtiva e fortalecer sua atuação nesse mercado estratégico.

Com estes investimentos, a WEG reforça sua posição como líder global em soluções tecnológicas industriais, mirando o fortalecimento no setor de energia e industrial pesado, tanto no mercado interno quanto no exterior. A execução desse plano está prevista para ocorrer até 2028, configurando-se como um marco para a ampliação e inovação das operações da empresa em Santa Catarina e além.

Este movimento da WEG é acompanhado de perto pelo mercado e impacta diretamente no desenvolvimento econômico da região de Jaraguá do Sul, confirmando o protagonismo da empresa no cenário industrial brasileiro e internacional.

23 julho, 2024

Embraer revela novidades em conceitos de energia

 


*LRCA Defense Consulting - 23/07/2024

A Embraer revelou novos desenvolvimentos em seus conceitos de aeronaves sustentáveis ​​– Energia. Anunciado durante o Farnborough Airshow, a Embraer expandiu sua pesquisa para incluir aeronaves de 50 assentos, do foco anterior em 30 assentos. A Embraer também expandiu sua pesquisa para incluir abordagens de turbina a gás hidrogênio/combustível duplo (GT/DF) – adicionando à exploração de tecnologias híbridas elétricas e de célula de combustível.   

A origem desses desenvolvimentos pode ser rastreada diretamente até o Energia Advisory Group da Embraer. O Energia Advisory Group, que se reúne periodicamente, é uma equipe experiente e bem informada de companhias aéreas, arrendadores, fornecedores e outros especialistas em aviação que aconselham a Embraer sobre o desenvolvimento de aeronaves sustentáveis. Com essa contribuição, e aplicando a expertise em engenharia da Embraer, não apenas em novas tecnologias de propulsão, mas em aerodinâmica avançada, design estrutural, integração de sistemas, silêncio e conforto superior para passageiros; os conceitos Energia visam aeronaves sustentáveis ​​e comercialmente viáveis ​​para o futuro.

Arjan Meijer, Presidente e CEO da Embraer Commercial Aviation, disse: “Continuaremos a explorar as necessidades dos nossos clientes e da indústria à medida que os potenciais tecnológicos, a infraestrutura e a regulamentação evoluem – prevemos uma possível entrada em serviço de um conceito Energia na próxima década. Gostaria de agradecer aos membros do grupo consultivo por tão generosamente doarem seu tempo e experiência a este importante desafio. Os membros também podem ter certeza de que ouvimos o que eles disseram sobre viabilidade – que a viabilidade completa é necessária em todos os aspectos, incluindo todos os aspectos técnicos, econômicos, comerciais e de infraestrutura – a mensagem foi clara – este desafio é muito mais do que o desenvolvimento de novas tecnologias de propulsão.”  

Os principais atributos dos novos conceitos incluem:

- Projeto avançado de fuselagem - asa limpa sem propwash; avanços em aerodinâmica, projeto estrutural e integração de sistemas;

- Conforto superior na cabine;

Silêncio - propulsão traseira, cabine muito mais silenciosa.

Conceitos Híbridos-Elétricos:  

- Usina elétrica híbrida paralela, com motores térmicos de última geração e pequeno motor elétrico empregado para maximizar a eficiência do motor térmico (fases de decolagem e marcha lenta);

- Eletrificação da propulsão integrada com mais sistemas de aeronaves elétricas;

- Bateria pequena e econômica. 

Conceitos de células de combustível:

- Sistema de propulsão de célula de combustível, que leva a zero emissões de carbono, NOx e fuligem, mais eficiente do que pequenas turbinas a gás, mas mais pesado e requer gerenciamento térmico complexo;

- Instalação avançada de propulsão com estratégias de otimização para gerenciamento térmico de células de combustível, reduzindo peso e arrasto. 

Conceitos de hidrogênio/combustível duplo

- Motor de turbina a gás de hidrogênio ou combustível duplo;

- Se combustível duplo: hidrogênio usado para missões típicas e tanques de hidrogênio líquido (criogênicos) dimensionados para a missão típica, enquanto JetA/SAF usado para extensão de alcance e reservas;

- Se somente hidrogênio, tanques de hidrogênio líquido (criogênicos) dimensionados para alcance total;

- Emissões zero de carbono, baixo NOx.

28 julho, 2020

Veículos elétricos: WEG tem novo nicho na produção e conversão no Brasil



*LRCA Defense Consulting - 28/07/2020

A WEG S.A. está participando de duas grandes iniciativas, uma na produção de veículos elétricos e outra na conversão de motores tradicionais para o sistema elétrico.

Parceria com a Volkswagen
Em 2019, a Volkswagen Caminhões e Ônibus anunciou em Södertälje/Suécia, o plano para comercializar caminhões e ônibus elétricos no Brasil a partir de 2020. Os modelos serão desenvolvidos e fabricados no país.

O projeto inclui não apenas novos produtos, mas também componentes e o que acontece depois da compra, com instalação e operação de pontos de recarga em todo o Brasil e medidas para descarte das baterias após o fim de sua vida útil.

Chamado de e-Consórcio, o plano é baseado na parceria com diversas empresas. O conceito já é adotado na produção de caminhões e ônibus na fábrica de Resende (RJ), com fornecedores atuando diretamente na produção dos veículos. Para os elétricos, a novidade é que os parceiros da Volkswagen atuarão também no pós-venda.

Entre as parceiras da Volkswagen estão a Siemens, no fornecimento de carregadores elétricos, e a Moura, que vai auxiliar no manejo das baterias. Já a alemã Bosch e brasileira WEG serão responsáveis pelo conjunto elétrico. O e-Consórcio faz parte de um investimento de R$ 1,5 bilhão que a empresa está fazendo no Brasil.

Parceria com a FuelTech
A FuelTech, conhecida por preparar a injeção de veículos de alta performance anunciou a compra da também brasileira Energy Systems. O objetivo, segundo a companhia, é aumentar a participação nesse mercado, ainda pouco explorado por aqui.

O projeto também conta com a parceria da WEG, empresa brasileira que produz motores elétricos de vários tipos. Ela inclusive trabalha junto com a Volkswagen no desenvolvimento do primeiro caminhão elétrico do país, o e-Delivery.

Nesse formato de parceria, a Weg entraria com o fornecimento de motores e inversores, enquanto a FuelTech desenvolve os gerenciadores de bateria e centrais eletrônicas.

De acordo com a empresa, há cerca de 1.000 oficinas credenciadas em todo o país que podem ser qualificadas para realizar a conversão, que consiste na retirada do motor a combustão, na preparação da carroceria e na instalação de motor elétrico, baterias, gerenciamento e todo o cabeamento necessário.

"Com o movimento da eletrificação, existe no Brasil um nicho a ser explorado", afirma Manfred Peter Johann, diretor superintendente da WEG Automação. A parceria não mudará o principal negócio da catarinense, que trabalha sobretudo com veículos pesados. Isso porque ainda é um aceno a um negócio ainda incipiente. "Esse mercado de conversão de automóveis pode surgir com o tempo", diz.

Anderson Frederico Dick, diretor geral da FuelTech, conta que a eletrificação deve ganhar relevância nos próximos anos. "A gente está diante da maior revolução da indústria automobilística e a gente vê como isso está impactando o mundo", diz.

A FuelTech ficará responsável pela montagem do equipamento nas mil oficinas mecânicas especializadas da empresa espalhadas pelo mundo. A WEG fará a produção dos inversores de sistemas auxiliares e do Powertrain, motor elétrico já utilizado em uma colaboração com ônibus e caminhões da Volkswagen e em aviões de pequeno porte monomotor da Embraer.

Para o professor de Engenharia Mecânica da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo Marcelo Alves, a conversão tem maior potencial de crescimento no mercado de veículos de coleção, já que a substituição dos motores vale o custo-benefício para donos de modelos antigos que querem continuar circulando nas cidades.

"É um nicho de mercado que pode explodir, assim como foi a conversão de GNV (Gás Natural Veicular)", diz Fabio Delatore, professor de Engenharia Elétrica da Faculdade de Engenharia Industrial (FEI). Com poucas empresas no mercado, ele cita o sucesso da californiana EV West, que vende kits de conversão para modelos clássicos por preços de US$ 7 mil a US$ 16 mil, assim como peças avulsas dos mais variados valores e tipos. No Brasil, segundo ele, não há nenhuma solução do tipo até agora.

(Com informações do G1, Gaúcha ZH e Diário MS News)

26 julho, 2020

WEG fornece turbogerador para produção de energia renovável na Argentina



*LRCA Defense Consulting - 26/07/2020

Como parte do projeto RenovAR, de energia renovável do governo argentino, a empresa catarinense WEG S.A. forneceu uma turbina a vapor TGM modelo TM 5000 de 7MW, pressão 42 kgf/cm² e um redutor TGM modelo RTS 360 para o cliente Cia. Inversora Industrial S.A. - Ingenio Leales, do segmento de Açúcar & Etanol desse país. Os produtos fazem parte do portfólio da TGM, empresa do Grupo WEG.

O processo funciona através da queima do bagaço da cana de açúcar (resíduo da extração do suco da cana), e gera 95 toneladas de vapor por hora, que alimenta o turbogerador WEG e resulta na produção de uma energia elétrica limpa e renovável.

A energia de biomassa é renovável, garante o fornecimento de energia e também auxilia na diminuição do CO2 na atmosfera.

Os benefícios de um processo de energia renovável são a autossuficiência em energia elétrica para o próprio engenho, uma energia elétrica mais estável e de melhor qualidade, e a possibilidade da venda da energia excedente gerada para a Concessionária de Serviço Público, gerando assim mais uma fonte de renda para o engenho.

Essa solução solidifica a presença da WEG no mercado argentino e seu foco na sustentabilidade, fornecendo produtos cada vez mais eficientes e com menores impactos no meio ambiente.

24 julho, 2020

No 2T20, WEG tem resultados positivos em cenário desafiador



*LRCA Defense Consulting - 25/07/2020

A WEG S.A mostrou mais um trimestre de resultados positivos, com expansão de receita, EBITDA e ROIC. A carteira de equipamentos de ciclo longo, em conjunto com a agilidade nos ajustes operacionais e o impacto positivo da variação cambial, mais do que compensaram até o momento as dificuldades impostas pela pandemia de COVID-19, que causou impactos negativos importantes em parte dos negócios.

Os efeitos da pandemia foram sentidos principalmente na demanda por equipamentos de ciclo curto, nas áreas de Motores Comerciais e Appliance, Tintas e Vernizes e também Motores Industriais, cuja retração de volumes foi similar no mercado brasileiro e no mercado externo.

A paralisação das operações de clientes e a incerteza na demanda desses produtos foram fatores determinantes para a queda na entrada de pedidos ao final do trimestre passado e início do 2T20, resultando em uma menor receita reportada em parte destas áreas de negócios.

Vale destacar a melhora gradual ao longo do trimestre na dinâmica da entrada de pedidos para os negócios de ciclo curto, denotando, aparentemente, que os piores meses de entrada de pedidos para esses negócios foram abril e maio.

Por outro lado, a resiliência dos negócios de ciclo longo, onde a empresa construiu uma importante carteira de pedidos no Brasil e no exterior, mostrou-se relevante neste momento. Estes equipamentos, ligados a projetos de longo prazo, não costumam ser afetados por volatilidades de curto prazo, dado o extenso processo de planejamento e decisão envolvidos em projetos que consomem estes tipos de produtos.

Apesar da melhora gradual na dinâmica dos negócios verificada ao longo do trimestre, a WEG afirma que ainda não pode afirmar que a crise foi superada. Incertezas com relação à recuperação econômica dos países onde atua e uma possível segunda onda de contágio global podem impactar os negócios nos próximos meses.

Não obstante, a empresa declarou que continuará tomando todas as medidas necessárias para proteção, prevenção e mitigação, visando preservar a integridade dos seus colaboradores e minimizar, tanto quanto possível, impactos em sua operações, como tem feito deste o início da pandemia.

 
Destaques
A Receita Operacional Líquida (ROL) foi de R$ 4.063,9 milhões no 2T20, 23,7% superior ao 2T19 e 9,4% superior ao 1T20;

O EBITDA(1) atingiu R$ 732,2 milhões, 36,3% superior ao 2T19 e 18,3% superior ao 1T20, enquanto a margem EBITDA de 18,0% foi 1,7 ponto percentual maior do que no 2T19 e 1,3 ponto percentual maior do que o trimestre anterior;

O Retorno Sobre o Capital Investido (ROIC(2)) atingiu 21,6% no 2T20, crescimento de 3,2 pontos percentuais em relação ao 2T19 e crescimento de 0,9 ponto percentual em relação ao 1T20.



Paulo Polezi, Diretor de Finanças e Relações com Investidores da WEG,
comenta os principais destaques da Divulgação de Resultados do 2T20.

23 julho, 2020

WEG vê postergação de pedidos para fazendas fotovoltaicas




A conjuntura atual do mercado brasileiro de energia tende a desestimular a antecipação de fazendas solares. Os empreendedores tendem a ajustar o cronograma de investimentos ao atendimento aos contratos do ambiente regulado. Essa é a avaliação de André Salgueiro, gerente de Relações com Investidores da fabricante WEG. A empresa sentiu uma desaceleração também no mercado de geração solar distribuída devido à pandemia de coronavírus, contudo, esse negócio já dá sinais de retomada.

Mesmo com o advento do Covid-19, a multinacional brasileira apresentou um excelente resultado no segundo trimestre de 2020. A empresa registrou lucro líquido de R$ 514,4 milhões, aumento de 32,2% quando comparado ao segundo trimestre do ano passado.

O resultado positivo pode se explicado pelo estoque de pedidos para produtos de ciclo longo. O segmento de GTD (Geração, Transmissão e Distribuição de Energia) respondeu por 35,8% da receita no segundo trimestre de 2020, com destaque para entrega de equipamentos para o segmento de transmissão de energia.

“Apesar da melhora gradual na dinâmica dos negócios de ciclo curto verificada no final do trimestre, ainda não podemos afirmar que a crise foi superada. Incertezas com relação à recuperação econômica nos países onde atuamos e uma possível segunda onda de contágio global podem impactar nossos negócios nos próximos meses. Por outro lado, a nossa carteira de produtos de ciclo longo deve continuar trazendo estabilidade e resiliência para os nosso negócio ao longo do ano”, disse Paulo Polezi, diretor de Finanças e Relações com Investidores da WEG, em teleconferência com analistas de mercado nesta quinta-feira, 23 de julho.

Sobre a dinâmica do mercado de energia solar, a WEG disse que o negócio de geração distribuída está evoluindo bem; mas como todos os negócios de ciclo curto da companhia, foi impactado pela pandemia e está operando abaixo do nível pré-crise.

“De qualquer forma é um segmento que tem boas perspectiva de médio e longo prazo, e a gente acredita que através do nosso modelo de negócio, a marca da WEG que é bem conhecida nesse mercado, a gente terá oportunidades de continuar endereçando esse mercado e aproveitar a retomada que deve acontecer daqui para frente”, disse Salgueiro.

Já no negócio de fazenda solares a empresa espera uma desaceleração no número de pedidos no curto prazo, que deverá ser compensado pelas carteiras de energia eólica e linhas de transmissão. Segundo Salgueiro, praticamente todos os projetos solares licitados entre 2018 e 2019 não fecharam contrato para compra de equipamentos. A obrigação regulatória para o início de operação desses projetos ocorre entre 2023 e 2025. Uma fazenda solar pode ser construída em 1 ano.

“Tem bastante oportunidade no mercado, mas o fato é que por questões macro, câmbio, a questão do custo da energia estar mais barata por conta da crise, o pessoal não tem incentivo para antecipar esses projetos e vender no mercado livre. O pessoal está esperando um pouco mais e tende a fazer esses projetos mais próximo do prazo regulatório”, disse Salgueiro.

Competição com importados
A decisão do governo de zerar a tarifa de importação para componentes para energia solar foi vista como positiva e não deve impactar a competitividade dos equipamentos produzidos localmente pela WEG. “Do ponto de vista geral, a iniciativa é bastante positiva e tende a fomentar o negócio de energia solar com essa redução do imposto de importação dos equipamentos”, avaliou Salgueiro.

Postagem em destaque