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06 setembro, 2025

HAL e Star Air firmam parceria inédita para manutenção de aeronaves Embraer na Índia

 


*LRCA Defense Consulting - 06/09/2025

A aviação civil indiana testemunhou um marco histórico nesta semana. Pela primeira vez no Sul da Ásia, a companhia regional Star Air, do Grupo Sanjay Ghodawat, uniu forças com a estatal Hindustan Aeronautics Limited (HAL), tradicionalmente voltada à aviação de defesa, para criar uma unidade de manutenção, reparo e revisão (MRO) dedicada a aeronaves Embraer. O acordo foi formalizado em 1º de setembro de 2025, na cidade de Nashik, lar de uma das principais plantas industriais da HAL.

De acordo com informações confirmadas por executivos próximos ao projeto, o memorando de entendimento (MoU) prevê que a HAL disponibilize toda a sua infraestrutura de Nashik para atender não apenas à frota crescente de jatos regionais Embraer operados pela Star Air, mas também aviões de outros clientes nacionais e internacionais. O acordo inclui suporte completo de manutenção, serviços de pintura aeronáutica e programas conjuntos de treinamento técnico para formar mão de obra especializada.

Custos menores e maior autonomia
A iniciativa atende a uma demanda de longa data das companhias aéreas indianas, que até hoje precisam enviar suas aeronaves para centros de manutenção no Oriente Médio, Singapura e Europa, um processo caro e demorado. Estimativas do setor indicam que as empresas da aviação comercial da Índia gastam anualmente cerca de ₹15.000 crore (US$ 1,8 bilhão) em MRO no exterior. A nova parceria promete reduzir drasticamente essa dependência, fortalecendo o setor aeronáutico indiano e oferecendo à Star Air custos mais baixos e tempos de resposta mais curtos.

HAL entra de vez no setor civil
Para a HAL, estatal voltada majoritariamente ao fornecimento de aeronaves e manutenção militar, o acordo consolida um movimento estratégico rumo ao mercado civil de aviação. Em março de 2025, a empresa já havia dado um passo experimental ao realizar uma revisão completa em um Airbus A320neo da IndiGo, experiência considerada essencial para a construção dessa nova unidade de negócios. Agora, com o foco nos jatos Embraer, a empresa reforça sua entrada definitiva no segmento civil de MRO.

Star Air aposta na regionalização
A Star Air, fundada em 2019, opera jatos Embraer ERJ-145 em rotas regionais e está expandindo sua frota com aeronaves Embraer E175, de maior capacidade. Até agora, a companhia dependia de oficinas estrangeiras para realizar heavy checks e outros serviços críticos. O novo projeto em conjunto com a HAL representa uma redução de custos significativa e uma oportunidade de crescimento mais competitivo no mercado doméstico.

Política nacional e visão de futuro
A parceria também se conecta diretamente às diretrizes do programa Aatmanirbhar Bharat, voltado para reduzir a dependência externa e consolidar a Índia como polo industrial. O ministro da Aviação Civil, Ram Mohan Naidu, destacou recentemente a necessidade de sinergia entre órgãos governamentais e empresas como HAL, NAL e DGCA para transformar o país em um centro de fabricação e manutenção de aeronaves.

Repercussões estratégicas
Especialistas veem o acordo como um divisor de águas. Além de atender à demanda interna, a nova instalação poderá atrair clientes de outros países da Ásia e da África que operam aeronaves Embraer, consolidando a Índia como hub regional de MRO.

Segundo fontes ligadas ao setor, o movimento pode se tornar tão simbólico quanto o avanço indiano no setor de defesa nos anos 1980, agora repetido na aviação civil: “É um passo para transformar a Índia em protagonista também na manutenção aeronáutica comercial.”

Hub de MRO fortalece expansão da Embraer na Índia
Além de representar um marco para as companhias aéreas indianas, a nova unidade de manutenção firmada entre a Star Air e a HAL tem um impacto estratégico fundamental para os planos da Embraer no país, especialmente para a linha de jatos regionais de última geração da série E2 — incluindo os modelos E175, E190 e E195.

Com a criação de um hub de MRO local, a Embraer ganha um importante diferencial competitivo em um mercado promissor. As companhias aéreas indianas e da região passam a contar com uma base técnica de excelência próxima, que oferece manutenção completa, reparos rápidos, pintura e treinamento, reduzindo a necessidade de enviar aeronaves para serviços no exterior. Isso significa custos operacionais menores, maior disponibilidade das aeronaves e incremento na confiança para aquisição dos jatos Embraer.

Este suporte local é chave para que a Embraer amplie sua presença na Índia, um dos mercados de aviação de crescimento mais rápido do mundo, com forte demanda por ligações aéreas entre cidades de médio e pequeno porte. A linha E2 é vista como ideal para ocupar lacunas entre os turboélices e os jatos de fuselagem larga, oferecendo eficiência e custos competitivos para rotas regionais.

A parceria entre Star Air e HAL cria um ecossistema alinhado ao fabricante, que facilitará desde a operação até a manutenção das aeronaves, impulsionando vendas e fidelização de clientes. Esse movimento reforça o compromisso da Embraer com a visão de longo prazo para o mercado indiano e contribui para transformar a Índia em um polo regional de aviação comercial e serviços aeronáuticos.

07 setembro, 2024

Índia planeja fabricar seus próprios aviões comerciais regionais. Joint venture da Embraer & HAL pode ser uma opção


*LRCA Defense Consulting - 07/09/2024

A Embraer firmou um MoU com o Grupo Mahindra em fevereiro deste ano, visando a produção do cargueiro multimissão C-390 Millennium na Índia e, assim, vencer a megalicitação em curso de 40 a 80 aviões de transporte para a Força Aérea Indiana (IAF).

No dia 04 deste mês, o influente jornal indiano The Economic Times publicou a reportagem "Ministro da aviação civil KR Naidu indica planos da Índia para fabricar aviões indígenas (locais)".

O que chama a atenção é que a imagem que ilustra a reportagem é a de um avião comercial da Embraer, a mesma que está no início desta página.

O ministro afirmou que a estatal Hindustan Aeronautics Limited (HAL) seria a principal participante da iniciativa. É relevante observar que, antes de firmar o MoU com o Grupo Mahindra, a Embraer havia conversado também com a HAL e com o Grupo Tata.

Como a iniciativa indiana visa fabricar localmente aeronaves comerciais regionais, é provável que o governo da Índia esteja planejando deixar a HAL - sua gigante estatal do setor aeroespacial - na liderança estratégica do processo, independente da empresa que vença a licitação para o fornecimento dos cargueiros militares. 

Ou seja, isso significaria, no caso da Embraer, que a eventual fabricação de seus E Jets E2 ocorreria em joint venture sob liderança da HAL, mesmo que, em parceria com o Grupo Mahindra, ela vença a megalicitação indiana e venha a fornecer 40 a 80 aeronaves C-390 Millennium para a IAF.

Segue-se a matéria do The Economic Times:

O Ministro da Aviação Civil KR Naidu indicou na quarta-feira (04 Set.) em uma conferência em Delhi que a Índia logo entraria na fabricação de aeronaves para tornar a nação um centro global de fabricação de aeronaves.

O ministro disse que o governo estava fortemente promovendo a ideia da Índia fabricar seu próprio avião.

"Queremos informar à indústria que o governo está pressionando fortemente a ideia da Índia fabricar seu próprio avião", disse Naidu. Sua declaração não era apenas sobre uma nova política; era uma visão para o futuro da Índia no mercado global de aviação.

Naidu acrescentou que o governo pretendia expandir essa iniciativa não apenas para atender à demanda interna, mas também para posicionar a Índia como exportadora de aeronaves.

Além disso, ele falou sobre planos para criar uma equipe especial na forma de um Special Purpose Vehicle (SPV), atraindo especialistas da indústria, técnicos e representantes do governo. Este SPV seria responsável por todo o processo de construção de aviões indígenas. "Nossa intenção é construir o avião final aqui na Índia", declarou Naidu.

No entanto, ele reconheceu que, embora possa haver a necessidade de obter certos componentes ou motores de outros participantes inicialmente, o objetivo final é desenvolver um ecossistema autossustentável onde cada peça possa eventualmente ser fabricada no país.

Naidu falou sobre a necessidade de reconhecer as lacunas e desafios dentro da infraestrutura atual. Ele enfatizou a importância do SPV no gerenciamento dessas áreas.

"Para dar um impulso às aeronaves de transporte regional, estamos formando este SPV. Nos próximos cinco anos, vamos sentar e abordar todas as preocupações críticas", ele garantiu ao público.

Quando perguntado se gigantes internacionais como Airbus e Boeing fariam parte do SPV, Naidu respondeu: "Somos um grande cliente para eles, e eles têm uma forte inclinação para fazer parceria conosco. Vamos envolver todos em termos de know-how e experiência."

Naidu disse ainda que o objetivo não era criar um modelo de negócios, mas sim abordar preocupações mais amplas e trazer as reformas necessárias para tornar a Índia um centro global para a fabricação de aeronaves.

Naidu também destacou o potencial da Índia no setor de Manutenção, Reparo e Revisão (MRO). Ele disse que um grande obstáculo era a falta de experiência técnica, pois os fabricantes de equipamentos originais (OEMs) estavam hesitantes em compartilhar seus manuais e conhecimento.

"Enfrentamos dificuldades para manter esses aviões, então devemos melhorar nossas instalações de MRO", disse ele.

O ministro acrescentou que o foco seria primeiro resolver questões domésticas e, quando a Índia estivesse adequadamente preparada, ela se envolveria com atores internacionais.

30 agosto, 2023

Embraer negocia com cinco entidades indianas para fabricar aeronaves militares de transporte na Índia

Atualmente, a Embraer está visitando as instalações das empresas indianas, que exploram e avaliam a melhor combinação para agregar valor no âmbito da iniciativa make-in-India. (Notícias Bloomberg)

*Live Mint, por Naman Suri, Mihir Mishra - 30/08/2023

A Embraer Defesa & Segurança está em negociações com cinco entidades indianas, incluindo a Hindustan Aeronautics Ltd (HAL) e o grupo Tata , para fabricar aeronaves de transporte de defesa na Índia, disse um alto executivo da fabricante brasileira de aviões. A empresa espera finalizar e anunciar seu parceiro até o final deste ano.

“É importante dizer que estamos observando muito o que esses grandes players estão fazendo aqui na Índia; estamos aprendendo com eles; e estamos em contato com eles também. Estamos conversando com quatro ou cinco empresas para discutir o programa MTA (Medium Transport Aircraft), e essas empresas são do governo e do setor privado", disse João Bosco da Costa Junior, presidente e executivo-chefe da Embraer Defesa & Segurança, em uma entrevista.

Parceiro indiano deve ser anunciado até 23 de dezembro
Respondendo a uma pergunta específica sobre se a Embraer está em negociações com o grupo HAL ou Tata, Costa Junior disse: “Acho que vocês estão tocando alguns grandes players... E estamos aprendendo com eles, e estamos em contato com eles também”. “O mais tardar no final deste ano, 23 de dezembro, esperamos anunciar o parceiro”, acrescentou. Ele também disse que a parceria potencial também poderia fabricar aeronaves comerciais.

A Mint informou em junho que a Embraer está em negociações com os grupos Tata e Mahindra, entre outros, para uma parceria de fabricação de aeronaves comerciais para a Índia.

Costa Junior acrescentou que a Embraer está atualmente visitando as instalações dessas empresas, que estão explorando e avaliando a melhor combinação para agregar valor no âmbito da iniciativa make in India.

Melhor plano e ajuda para penetrar no mercado indiano
A empresa está aberta a qualquer acordo que proponha o melhor plano e a ajude a penetrar no mercado indiano . “Faríamos tudo o que fosse necessário e venceríamos esta campanha para servir a Força Aérea Indiana (IAF). Não estamos aqui para oferecer apenas montagem final ou fabricação de peças; vemos a Índia como um centro e, se necessário, somos flexíveis para partilhar propriedades intelectuais, para trazer conhecimento e tecnologia, com o governo indiano", disse ele.

No início deste ano, a IAF emitiu uma Solicitação de Informações para uma nova frota de 40 a 80 aeronaves de transporte médio, para a qual a Embraer está oferecendo suas aeronaves C-390 Millennium.

Mercado estratégico
A Embraer disse que sua jornada de produção na Índia será independente da conquista do pedido. “A Índia é um mercado estratégico para mim. Eu gostaria de ter a Embraer Defesa & Segurança como uma marca forte aqui no país. Então, claro, estou ansioso para fazer uma grande operação aqui se eu ganhar o MTA (pedido), mas gostaria de continuar minha jornada aqui para sempre”, disse Costa Junior.

A fabricante brasileira provavelmente competirá com a empresa aeroespacial norte-americana Lockheed Martin Corp. com seu C-130J Super Hercules e a Airbus Defence and Space da Europa com sua aeronave A400M.

"Acreditamos que temos um caso em mãos"

“Estamos tentando ter uma postura diferente nesse processo de compras. Mas não só isso, temos jatos (jatos particulares usados ​​para voos VVIP) voando na IAF, e acho que a Índia está muito feliz com o desempenho de seu avião e feliz com o nível de serviço que estamos oferecendo”, acrescentou.

“Então, acho que temos condições de equilibrar a competição e estamos dando o nosso melhor. Acreditamos que temos um caso em mãos."

Atualmente, a Embraer possui cerca de 40 aeronaves na Índia, entre defesa, aviação comercial e aviação executiva.

O sistema Atech SkyFlow ATFM (Air Traffic Flow Management) da Embraer está em operação desde 2017 e cobre todo o espaço aéreo indiano.

28 agosto, 2023

Brasileira Embraer busca mega acordo de aeronaves de transporte com a IAF, em negociações com HAL e players privados

 A IAF (Indian Air Force) busca de 40 a 80 aeronaves de transporte médio com capacidade de 18 a 27 toneladas na rota Make in India. O CEO da Embraer Defesa & Segurança diz que também pretende estabelecer uma linha de montagem na Índia.


*The Print, por Snehesh Alex Philip - 28/08/2023

A Embraer, principal fabricante brasileira de aeronaves civis e militares, está em negociações com a estatal Hindustan Aeronautics Limited (HAL) e empresas privadas enquanto se prepara para responder à exigência da Força Aérea Indiana de 40-80 Aeronaves de Transporte Médio (MTA) que eventualmente substituirão AN32s e até IL76s.

“Nosso C-390 Millennium é a aeronave perfeita para atender às necessidades da Índia. Não pretendemos apenas vender a aeronave, mas também estabelecer uma linha de montagem na Índia, bem como um MRO (Manutenção, Reparo e Revisão), além de um centro de treinamento”, disse João Bosco Costa Junior, Presidente e CEO da Embraer Defesa e Segurança, em um comunicado a um seleto grupo de repórteres na segunda-feira.

Em uma visita à Índia para se reunir com oficiais seniores da IAF, Bosco acrescentou: “Estamos em negociações com a estatal HAL e com empresas privadas enquanto analisamos quem pode ser nosso parceiro na Índia”.

A Embraer está interessada no programa MTA, para o qual ela, juntamente com outras duas empresas – a Lockheed Martin dos EUA e a grande europeia Airbus – responderam a uma Solicitação de Informações (RFI) emitida pela IAF em dezembro do ano passado.

De acordo com a RFI, a IAF está interessada em uma aeronave de transporte médio com capacidade de carga de 18 a 27 toneladas. A IAF havia buscado um custo aproximado de ordem de magnitude (ROM) de aeronaves e equipamentos associados para um lote de 40, 60 e 80 aeronaves.

Na sua RFI, a IAF solicitou às empresas que enviassem as suas informações sobre o âmbito da transferência de tecnologia, formas de melhorar a indigenização, capacidade para garantir a produção local de sistemas, subsistemas, componentes e peças sobressalentes e para tornar a Índia um centro regional ou global para MRO.

O MTA foi originalmente concebido para ser um projeto conjunto Indo-Rússia, mas Nova Deli desistiu há alguns anos. Os dois países assinaram um pacto para o co-desenvolvimento da aeronave em 2012, segundo o qual a Índia teria comprado 45 aeronaves, enquanto a Rússia cerca de 100. No entanto, o acordo foi cancelado em 2016, depois que ambos os países não conseguiram chegar a um acordo em relação ao motor e design da aeronave.

“Na prática, nem todos os projetos produzem resultados. Durante a execução do projeto, que durou cinco anos, não conseguimos encontrar uma solução que fosse benéfica para os dois países”, disse o então ministro russo da Indústria e do Comércio, Denis Manturov, à imprensa russa em 2016.

 

22 agosto, 2023

Presidente e CEO da Embraer afirma que parceria Brasil-Índia é promissora e o C-390 Millennium será um divisor de águas para a Índia


*Financial Express - 22/08/2023

A Índia e o Brasil, duas nações que partilham semelhanças impressionantes em termos demográficos, geográficos, de diversidade cultural e de trajetórias de crescimento económico, estão preparados para aproveitar ainda mais os seus fortes laços. Enquanto o Brasil e a Índia celebram 75 anos de relações diplomáticas em 2023, o potencial para estes países alcançarem patamares maiores é óbvio. Notavelmente, o Brasil deverá presidir o G20 em 2024, um marco que amplia a importância de sua parceria. Neste contexto, a cooperação em defesa entre as duas nações está a aprofundar-se, com delegações de defesa do Brasil a dirigirem-se à Índia.

Francisco Gomes Neto, Presidente e CEO da Embraer, esclarece esses desenvolvimentos em conversa exclusiva com o Financial Express Online. A sua presença na Cimeira B20 em Nova Deli, co-presidindo o Grupo de Trabalho Inclusivo CGV para o Comércio e Investimento Global Resiliente, sublinha as aspirações partilhadas e a diversidade de ideias entre estas duas nações.

A seguir estão trechos editados da conversa na véspera do encontro do B20.

Convergência em Defesa e Espaço: Parceria Brasil-Índia
Os produtos e sistemas da Embraer abrangem diversos setores, desde defesa e segurança até mobilidade aérea comercial, executiva e urbana. Como empresa com um legado que remonta a 1969, tem projetado, construído e introduzido aeronaves de forma consistente, alcançando um ritmo de desenvolvimento incomparável desde 2000. Ele destaca o impacto mais amplo que a Embraer causou, conectando pessoas, famílias e empresas por meio de serviços aéreos acessíveis. viagem. Isto ecoa o tema da presidência do G20 da Índia de “Vasudhaiva Kutumbakam” ou “O mundo é uma família”.

Gomes Neto enfatiza o potencial para parcerias contínuas entre a Embraer e instituições ou empresas indianas. Notavelmente, ele cita a colaboração bem-sucedida com a DRDO (Organização de Pesquisa e Desenvolvimento de Defesa) no desenvolvimento do ERJ145 AEW&C, conhecido como Netra. A colaboração exemplifica a força dos esforços conjuntos nas áreas da defesa e aeroespacial, alinhando-se com a visão da Índia de autossuficiência e impulsionando a segurança nacional num cenário global em evolução.

Elevar a Aviação Civil: Uma Aspiração Conjunta
No que diz respeito à aviação civil, o CEO da Embraer reconhece o esforço da Índia para transformar os seus aeroportos em centros de aviação e melhorar a conectividade regional. Ele observa que as aeronaves da Embraer são especialistas em liberar o potencial da conectividade regional, evidente nas companhias aéreas de todo o mundo que operam os E-Jets.

Revelando o C-390 Millennium: uma virada de jogo para a Índia
Ele ainda compartilha insights sobre o C-390 Millennium, que alcançou Capacidade Operacional Plena (FOC) com a Força Aérea Brasileira em abril de 2023. O certificado FOC ressalta sua prontidão para cumprir as missões conforme projetado. Ele destaca a versatilidade do C-390, desde reabastecimento ar-ar/em voo (AAR) até evacuação médica, transporte aéreo de tropas e carga, combate a incêndios e muito mais. A capacidade da aeronave de operar em pistas curtas ou não pavimentadas mostra sua robustez.

Segundo ele, o compromisso da Embraer com alta confiabilidade e eficiência fica evidente pelos requisitos mínimos de manutenção da plataforma e pela rápida reconfiguração por meio de kits de conversão. As suas capacidades operacionais em grandes altitudes alinham-se com as necessidades da Índia, particularmente no sector Norte.

As características modernas do C-390 e sua eficiente taxa de conclusão de missão permitem que a aeronave faça parte de uma equipe de resposta rápida para resolver problemas ao longo das vastas fronteiras da Índia ou dentro dela.

Outro elemento importante do C-390 Millennium é que ele requer menos inspeções e manutenção sob demanda, combinado com sistemas e componentes comprovados e altamente confiáveis, o que reduz o tempo no solo e os custos operacionais gerais. Isso equivale a excelentes taxas de despacho (confiabilidade, capacidade de manutenção e disponibilidade) e baixos custos de ciclo de vida.

Perspectivas Futuras: Uma Continuação do Diálogo
Desde a presença do C-390 na Índia durante a AeroIndia em fevereiro de 2023, ocorreram discussões produtivas. Ele espera ampliar essas conversas, fortalecendo a proposta de valor do C-390 e promovendo um futuro colaborativo entre o Brasil e a Índia.

No cenário em constante evolução das parcerias globais, a convergência do Brasil e da Índia é promissora. Com defesa, aeroespacial, aviação civil e aspirações mútuas de conectividade e progresso, estas nações estão numa trajetória para concretizar os seus objetivos comuns. À medida que os laços diplomáticos florescem e os esforços de colaboração se aprofundam, o céu é o limite para esta aliança dinâmica.

19 julho, 2023

Argentina poderá assinar carta de intenção para adquirir 20 helicópteros leves de combate indianos 'Prachand' amanhã

Negócio poderá ser fechado amanhã, durante visita da comitiva argentina à HAL.


*EurAsian Times, por Ritu Sharma - 19/07/2023

A organização de notícias argentina Pucara informou, citando fontes próximas, que uma carta de intenções deve ser assinada para a compra de 20 helicópteros 'Prachand'.

“Durante a visita do ministro da Defesa da Argentina, Jorge Taiana, à Índia, estava prevista a assinatura de uma carta de intenções para a compra de 20 helicópteros HAL Light Combat Helicopter (LCH) Prachand, que seriam distribuídos entre os três Forças Armadas”, dizia o relatório.

O ministro da Defesa argentino está programado para visitar a HAL em Bengaluru em 20 de julho e deve assinar a carta de intenções lá.

O EurAsian Times informou que a Índia lançou o LCH para a Argentina no mês passado. Uma equipe da HAL estava na Argentina para negociar com a Força Aérea Argentina para fazer um pitch para seu LCH, junto com seus caças LCA Tejas desenvolvidos localmente.

A equipe consistia no Embaixador da Índia na Argentina, Dinesh Bhatia, e oficiais da HAL encontraram o Brigadeiro-Chefe da FAA Xavier Isaac.

“Sim, também sobre helicópteros da HAL. Nós vamos visitar Bengaluru, e vamos falar sobre helicópteros também. Precisamos comprar helicópteros e precisamos de 2 a 3 chances ou possibilidades nas quais temos que decidir qual é a melhor para a Argentina”, disse o ministro da Defesa argentino em entrevista ao WION News.

O ministro da Defesa da Argentina, Taiana, e o secretário de Assuntos Internacionais da Defesa, Francisco Cafiero, iniciaram sua visita à Índia em 18 de julho. Além de se encontrar com o ministro da Defesa da Índia, Rajnath Singh, a equipe argentina está visitando as empresas de defesa indianas para explorar a compra da LCA Tejas e da BrahMos.

Embora o míssil de cruzeiro supersônico BrahMos pareça promissor, o acordo para o LCA ainda enfrenta o obstáculo dos componentes britânicos na aeronave. O Reino Unido tem sanções pelas quais eles recusam licenças para a exportação e comércio de mercadorias consideradas para aumentar a capacidade militar argentina.

“Enviamos nossos pilotos para voar e considerar diferentes aeronaves em todo o mundo. Uma questão é que, se o avião tiver pelo menos um componente britânico, os britânicos não permitem que ele seja vendido para a Argentina. LCA tem 16 desses componentes. A questão é trocar ou substituir esses componentes”, acrescentou o ministro da Defesa argentino.

A organização de notícias argentina acrescenta que o exército do país está procurando helicópteros para substituir sua frota envelhecida. Os militares argentinos estão negociando um lote de AH-1 Cobras dos estoques do Exército dos Estados Unidos.

Outras armas dos militares também manifestaram a intenção de comprar aeronaves de asa rotativa para substituir o Fennec na Marinha Argentina e transportar helicópteros na Força Aérea Argentina.

O Exército Argentino quer substituir seus helicópteros de transporte – o antigo UH-1H e o já aposentado Super Puma. Os militares argentinos assinaram recentemente uma carta de intenções para doze Airbus H215M usados ​​(passeios de zero horas) no Le Bourget Hall por US$ 360 milhões.


LCH – Teu nome é feroz
O Exército Indiano e a Força Aérea Indiana introduziram o LCH em sua frota em 2022. O exército pretende implantar essas aeronaves em sua fronteira com o Paquistão e a China.

O LCH Prachand é o primeiro helicóptero de combate multifuncional nativo da Índia com potente ataque terrestre e capacidade de combate aéreo. Ele foi personalizado de acordo com os requisitos das forças armadas indianas para operar em desertos e montanhas.

O LCH Prachand é produzido como parte de uma colaboração entre a HAL e a empresa francesa Safran, movido por dois motores Shakti. O helicóptero pode voar a uma velocidade máxima de 288 mph e tem um raio de combate de 500 km e um teto de serviço de 21.000 pés, o que significa que pode operar no campo de batalha mais alto do mundo – a Geleira Siachen.

O piloto e o co-piloto, conhecidos como Operador de Sistemas de Armas (WSO), sentam-se em conjunto em uma cabine de vidro e são protegidos por painéis blindados.

O complemento de armas inclui um canhão frontal de 20 mm, capaz de disparar 800 tiros por minuto a uma distância de até 2 km. Um foguete de 70 mm é montado na ponta da asa, com alcance de tiro direto de até 4 km e indireto de até 8 km.

Acima da arma está um casulo eletro-óptico para vigilância diurna e noturna de longo alcance e rastreamento de alvos. O míssil guiado anti-tanque 'Dhruvastra' e o míssil ar-ar francês 'Mistral-2' têm um alcance máximo de interceptação de 6,5 km.

O helicóptero foi desenvolvido pela Índia depois que seus russos Mi-25 e Mi-35 se mostraram ineficazes durante o Conflito de Kargil contra o Paquistão em 1999. O estabelecimento de defesa indiano construiu um helicóptero de ataque mais leve, furtivo e manobrável. Os projetos para um LCH foram elaborados pela primeira vez em 2003.

O governo sancionou o projeto LCH local em 2006. Após alguns soluços e trabalho incansável de mais de uma década, testes de voo extensivos foram realizados em quatro protótipos e as autorizações operacionais ocorreram entre 2017 e 2019.

Durante os testes, o LCH pousou em uma base avançada da região, a 4.700 metros acima do nível do mar, e com carga de 500 kg. É o único helicóptero operando a 5.000 metros com uma carga considerável de armas e combustível.

Mercado Sul-Americano de Defesa
Depois que a exportação inaugural da Índia para a América Latina – seu Advanced Light Helicopter (ALH) 'Dhruv' para o Equador teve um final desastroso, a venda do LCH será um acordo inovador para impulsionar as ambições indianas de se tornar um exportador de armas.

Depois de vários acidentes, o Equador imobilizou sua frota de helicópteros de fabricação indiana e colocou os helicópteros à venda. O país também cancelou unilateralmente seu pedido de mais ALHs da Índia. A Índia, por sua vez, levou o governo equatoriano ao tribunal sobre o assunto.

O país tem tentado explorar países latino-americanos, africanos e do sudeste asiático. A Índia introduziu uma abordagem holística para impulsionar as exportações militares para a África, combinando vendas de armas com financiamento, treinamento, desenvolvimento de infraestrutura e poder brando.

Nova Delhi já abriu seu balanço de exportação de defesa no Sudeste Asiático vendendo BrahMos para as Filipinas. Está ansioso para começar a fazer negócios também na América Latina.

23 março, 2023

Sanções ocidentais podem beneficiar Embraer na disputa com a Sukhoi na Índia

Com até 90 assentos, o E175-E2 seria uma excelente opção para a Índia

*LRCA Defense Consulting - 23/03/2023

No começo de março, esta editoria publicou a matéria "Índia está em negociações com Embraer e Sukhoi para fabricar pequenos jatos localmente", onde foi escrito que a Embraer pode se tornar parceira do governo da Índia na fabricação de um avião de passageiros com até 100 assentos, a ser produzido em regime de joint venture no estado de Gujarat, no oeste do país, dentro do Programa Make in India.

A fabricante de aviões brasileira seria uma das empresas que está negociando com o governo de Narendra Modi e já teria concluído as discussões preliminares sobre o projeto, segundo fontes ouvidas pelo Blooomberg.

A Sukhoi, diz a emissora, também teria manifestado interesse em participar da parceria. A famosa empresa que projeta os principais caças russos faz parte do grupo United Aircraft Corporation (UAC) e desenvolveu o jato regional SSJ100.

No entanto, a situação na Rússia é conflituosa, em virtude da guerra com a Ucrânia e das sanções ocidentais impostas ao país. Embora a Índia mantenha boas relações com o governo de Vladimir Putin, o jato SSJ100 depende de componentes ocidentais para ser fabricado.

Uma hipotética variante indiana não poderia ter a UAC como parceira devido às sanções ocidentais, exceto se utilizasse peças russas, no caso o novo SSJ-New , em desenvolvimento nesse país.

Sem dúvida, tal fato parece se tornar uma vantagem para a Embraer em suas pretensões de estabelecer uma grande parceria com o governo da Índia e ingressar em um dos maiores e mais promissores mercados civis do mundo para o setor aéreo.

Lembrando ainda que a Embraer está costurando uma parceria com a gigante aeronáutica e aeroespacial indiana HAL para poder se habilitar a fornecer ao país 40 a 80 unidades da sua aeronave militar multitarefa KC-390 Millennium.

*Com informações do ADN - Air Data News

 

04 fevereiro, 2023

Índia quer adquirir entre 40 e 80 aeronaves de transporte. Embraer C-390 é forte concorrente


*LRCA Defense Consulting - 04/02/2023

A Força Aérea da Índia (IAF) emitiu um Pedido de Informações (RFI) para um programa de Aeronave de Transporte Médio (MTA) e solicitou aos fornecedores interessados que forneçam o custo aproximado de Ordem de Magnitude (ROM) de aeronaves e equipamentos associados, etc., para 40, 60 e 80 aeronaves que a IAF pretende adquirir.

O RFI foi emitido em 9 de dezembro de 2022 e a data anterior de apresentação de propostas, 3 de fevereiro, foi prorrogada até 31 de março.

O RFI afirma que o MTA será usado para várias funções de aeronaves de transporte entre 18 e 30 toneladas de capacidade de carga. As aeronaves de transporte selecionadas serão feitas na Índia e a entrega começará a partir do 36º mês do contrato concedido entre o MoD e a licitação vencedora.

O RFI está aberto para aeronaves de transporte turboélice/turbofan que tenham a capacidade de operar a partir de um aeródromo semipreparado e desempenho operacional esperado sob a atmosfera de referência indiana (IRA) a ser listada em resposta ao RFI emitido. 

Make na Índia
A RFI solicitou aos fabricantes de aeronaves que indicassem o escopo do trabalho relacionado ao MTA, que será realizado sob Make in India na categoria apropriada com estimativa de conteúdo indígena obrigatoriamente.

Devem declarar também a capacidade de realizar a fabricação nacional de sistemas, subsistemas, componentes, consumíveis, sobressalentes, munições e materiais dos principais equipamentos e plataformas da Índia, seja por meio de subsidiária própria ou em joint venture, bem como o prazo para desenvolvimento de infraestrutura para fabricação. “Métodos para aprimorar a indigenização e configurar uma linha de fabricação dedicada, incluindo processos de design, integração e fabricação na Índia, por meio de sua própria subsidiária ou em uma joint venture”, detalhou o RFI. 

A capacidade dos fornecedores indianos de projetar e desenvolver de forma nativa o equipamento necessário, juntamente com o nível de indigenização, incluindo o uso de material militar indígena, capacidade de entrega, suporte de manutenção e suporte ao ciclo de vida também deve ser especificada.

Os fornecedores também devem considerar fazer da Índia um centro regional ou global para fabricação e manutenção, reparo e revisão geral (MRO) do equipamento. Entre outros detalhes exigidos, o RFI acrescentou que os fornecedores também devem especificar a capacidade de fornecer infraestrutura de manutenção e estabelecer um ecossistema de fornecedores e fabricantes indígenas para sustentar a plataforma e também indicar a viabilidade de usar materiais militares indígenas e matérias-primas já sendo fabricado no país. 

Embraer já negocia com a principal indústria aeronáutica indiana
A Embraer já está em negociações com a estatal Hindustan Aeronautics Limited (HAL) para produzir localmente C-390 no país se a IAF concordar em adquiri-los. A HAL é a principal indústria dos setores aeronáutico e aeroespacial da Índia.

Segundo publicou o portal indiano Indian Defence Research Wing no dia 02/02, Bosco da Costa Junior, Presidente e CEO da Embraer Defesa & Segurança, disse que o C-390 está certificado para operar a uma altitude de 14.000 pés, o que atende aos requisitos operacionais da Força Aérea Indiana (IAF) em grandes altitudes no Setor Norte da Índia.

Junior também apresentou o KC-390, que é uma variante de reabastecimento aéreo, e afirmou que o KC-390 oferece versatilidade devido ao seu design moderno e exclusivo, o que o torna mais adequado para a Força Aérea Indiana, que opera em diferentes tipos de terreno e pode fornecer facilmente reabastecimento aéreo para caças de alta velocidade devido ao seu sistema de sonda e drogue muito flexível.

O CEO da Embraer afirmou ainda que a empresa ofereceu o C-390 à Força Aérea Indiana e terá prazer em fornecer demonstração e personalização de acordo com os requisitos da IAF. 

Breve comparação entre dois dos principais concorrentes
O Embraer C-390 Millennium e o C-130J Super Hercules são aeronaves de transporte militar de custo equivalente, mas possuem capacidades diferentes e são projetados para funções diferentes.

O Embraer C-390 Millennium é uma aeronave turbofan de nova geração projetada para funções de transporte militar e multimissão, tem peso máximo de decolagem de 85.000 kg, velocidade de cruzeiro de 830 km/h, alcance de 4.000 km e capacidade de carga de até 26 toneladas. O C-390 é equipado com aviônicos avançados e sistemas de comunicação, tornando-o capaz de realizar várias missões, incluindo transporte de carga e tropas, reabastecimento aéreo e ajuda humanitária. Em sua versão KC-390, pode ser utilizado para reabastecimento aéreo (caças e helicópteros).

O C-130J Super Hercules, por outro lado, é uma aeronave de transporte militar turboélice quadrimotor projetada para missões de transporte aéreo tático. Tem um peso máximo de decolagem de 77.000 kg, uma velocidade de cruzeiro de 670 km/h, capacidade de carga de até 21,7 toneladas e um alcance de mais de 3.000 km. O C-130J é capaz de operar em uma ampla variedade de ambientes, incluindo aeródromos irregulares, tornando-o uma aeronave versátil para transporte aéreo e missões de operações especiais.

Em resumo, o C-390 Millennium é uma aeronave mais nova e avançada, projetada para uma gama mais ampla de missões, mais veloz, com teto de serviço mais alto, com maior capacidade de carga e com maior alcance, enquanto o C-130J Super Hercules é uma aeronave comprovada e versátil projetada para transporte aéreo tático.

Principais opções da Força Aérea Indiana

Aeronaves de transporte da IAF
A IAF opera cerca de 100 AN-32s, que são o "cavalo de trabalho" da Força e todos eles foram atualizados recentemente sob um acordo de $ 400 milhões assinado com a Ucrânia em 2009. Alguns deles foram atualizados na Ucrânia há uma década para melhorar os aviônicos e aumentar o motor vida útil, enquanto vários outros estão sendo atualizados em uma instalação de reparos da IAF em Kanpur.

Em setembro do ano passado, o Ministério da Defesa assinou um contrato de 21.935 Crore com a Airbus and Space SA, Espanha, para aquisição de 56 aeronaves de transporte C-295MW para substituir a aeronave Avro em serviço com a IAF, que está executando em parceria com a Tata Advanced Systems Limited (TASL). Uma joint venture Airbus-TASL montará os C-295 em uma instalação de fabricação em Vadodara, Gujarat.

Além dos AN-32s e AVROs, a frota de transporte da IAF consiste nos transportes pesados ​​IL-76 e aviões-tanque de reabastecimento aéreo IL-78 da Rússia, 12 C-130J Super Hercules e 11 C-17 Globemaster (aviões de transporte aéreo estratégico dos Estados Unidos).

Principais opções da Força Aérea Indiana


Fontes: Indian Defence Research Wing, Defence Matrix, The Indu.

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