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18 setembro, 2026

CTEx e Omnisys levam morteiro nacional de 120 mm à era do combate digital

Acordo prevê acelerar a entrada em posição e digitalizar o apontamento do M2 Raiado, aumentando a precisão e reduzindo a exposição da guarnição no campo de batalha

Imagem meramente ilustrativa


*LRCA Defense Consulting - 18/09/2026

O Centro Tecnológico do Exército (CTEx) e a Omnisys Engenharia Ltda formalizaram, em 17 de setembro, um Acordo de Parceria para Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação destinado à automatização do Morteiro Pesado 120 mm M2 Raiado.

A iniciativa pretende acelerar a transição do armamento entre as posições de transporte e de tiro, além de digitalizar seu apontamento. Os resultados esperados são maior rapidez na entrada em ação, redução de erros humanos e aumento da precisão na aplicação dos elementos de tiro.

Mais do que facilitar o trabalho da guarnição, a automatização procura encurtar o ciclo completo de emprego do morteiro: ocupar a posição, preparar a arma, receber os dados, apontar, disparar, corrigir e abandonar o local.

Essa rapidez tornou-se especialmente importante em um campo de batalha marcado pela presença de drones, radares de contrabateria, sensores acústicos e outros meios capazes de localizar a origem dos disparos e orientar uma resposta adversária.

Um armamento concebido e produzido no País
O Morteiro Pesado 120 mm M2 Raiado foi desenvolvido no início dos anos 2000 pelo então Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento, posteriormente incorporado ao CTEx, em 2005.

O armamento é fabricado pelo Arsenal de Guerra do Rio (AGR), organização militar responsável pela produção, manutenção e revitalização de diferentes sistemas empregados pelo Exército Brasileiro.

Com aproximadamente 717 quilos, o M2 Raiado é transportado sobre um reparo com rodas. Sua configuração permite o tiro em 360 graus, sem a necessidade de reposicionar completamente a base para engajar alvos em diferentes direções.

O sistema foi concebido para proporcionar apoio de fogo às unidades de Infantaria e Cavalaria, podendo ser transportado por terra ou por meios aéreos. Seu tubo raiado imprime rotação ao projétil, contribuindo para sua estabilidade durante o voo.

Em dezembro de 2022, o Comando de Operações Terrestres aprovou a primeira edição do Manual Técnico Morteiro Pesado 120 mm M2 Raiado, EB70-MT-11.424. O Exército também vem realizando a recuperação e a revitalização de unidades existentes, demonstrando a intenção de preservar o sistema em serviço.

Da preparação manual à assistência automatizada
Na configuração convencional, a entrada em posição exige uma sequência de operações realizadas pela guarnição. O conjunto precisa ser preparado e estabilizado, a arma deve ser nivelada e orientada e os elementos de tiro precisam ser aplicados aos mecanismos de direção e elevação.

A informação divulgada pelo CTEx não apresenta a arquitetura da solução que será desenvolvida. Entretanto, a referência à automatização da passagem entre transporte e tiro indica que o projeto poderá atuar também sobre os mecanismos do reparo, e não apenas sobre o aparelho de pontaria.

Atuadores elétricos, eletromecânicos ou eletro-hidráulicos poderão, em princípio, auxiliar na movimentação, estabilização e preparação do conjunto, reduzindo o esforço físico exigido da guarnição e o tempo necessário para colocar o morteiro em condições de disparar.

A solução efetivamente adotada, sua fonte de energia e seu grau de automação ainda dependerão do trabalho de desenvolvimento realizado pelo CTEx e pela Omnisys.

Apontamento digital reduz erros
No apontamento tradicional, a central de tiro calcula o azimute, a elevação e a carga necessária para atingir o alvo. Esses elementos são transmitidos à guarnição, que realiza manualmente os ajustes na arma, conferindo escalas, níveis e referências.

Em um sistema digital, sensores podem determinar a orientação, a inclinação e a posição geográfica da peça. Um computador recebe os valores calculados pela central de tiro e informa ao operador, ou aplica por meio de atuadores, os movimentos necessários.

O sistema também pode confirmar quando o morteiro alcançou a orientação correta e facilitar o reapontamento para outro alvo ou a introdução de correções após os primeiros disparos.

Essa digitalização reduz erros associados à transmissão dos dados, à leitura das escalas, ao nivelamento e à aplicação do azimute e da elevação.

A automatização não elimina a dispersão própria da munição nem a influência do vento, da temperatura, do desgaste do tubo e da qualidade das coordenadas do alvo. O ganho está principalmente na precisão com que a solução de tiro calculada é aplicada ao armamento.

Exército já testou sistema inercial de pontaria
A modernização do M2 Raiado possui um antecedente relevante. Entre 9 e 12 de maio de 2023, o Arsenal de Guerra do Rio realizou, nas instalações do Centro de Avaliações do Exército, testes para a certificação de um Sistema Inercial de Pontaria produzido pela Safran Electronics & Defense Brasil.

Segundo a divulgação feita na ocasião pelo Exército, o equipamento empregava sensores giroscópicos correspondentes aos três eixos do Morteiro Pesado 120 mm M2A1 R.

O sistema coletava e processava automaticamente diferentes dados. Em seguida, comunicava-se com o Sistema Gênesis de Direção e Controle de Tiro, permitindo o correto nivelamento dos mecanismos de direção e a introdução das correções necessárias para atingir o alvo. A atividade foi divulgada pelo Exército e reproduzida pela DefesaNet.

O acordo agora firmado não esclarece se aquela solução será incorporada, modificada ou substituída. Também não informa se a Safran participará da nova etapa.

O dado confirmado é que o projeto com a Omnisys aparenta possuir escopo mais amplo, pois inclui expressamente a automatização da transição entre transporte e tiro, além da digitalização do apontamento.

Rapidez aumenta a capacidade de sobrevivência
O primeiro ganho da automação será a redução do tempo de reação. A transmissão eletrônica dos elementos de tiro pode diminuir comunicações por voz, anotações, conferências e ajustes sucessivos.

A peça poderá entrar em ação mais rapidamente, executar correções em menos tempo e transferir o fogo para outro alvo com maior agilidade.

O segundo ganho será a maior precisão do apontamento. Sensores inerciais e codificadores angulares permitem conhecer continuamente a orientação real do armamento. Se os dados calculados pela central de tiro forem enviados diretamente à peça, reduz-se a possibilidade de erro humano.

O terceiro, e talvez mais importante, será a sobrevivência da guarnição e do armamento.

O disparo de um morteiro produz diferentes assinaturas. A trajetória das granadas pode ser detectada por radares de contrabateria, enquanto drones, sensores acústicos e observadores inimigos podem identificar a posição por meio do som, da fumaça, do clarão ou da movimentação da tropa.

Quanto mais tempo a peça permanecer na mesma posição depois de abrir fogo, maior será a possibilidade de sofrer um ataque de drones, munições vagantes, artilharia ou outros meios adversários.

A automação reduz essa janela de vulnerabilidade ao permitir que o morteiro chegue, seja preparado, cumpra a missão e abandone a posição em menos tempo.

Essa lógica é conhecida como shoot and scoot, expressão utilizada para descrever a capacidade de disparar e deslocar-se antes da chegada dos fogos de resposta.

Sistemas automatizados mais sofisticados demonstram a importância operacional desse conceito. O Patria NEMO, por exemplo, é apresentado pelo fabricante como capaz de abrir fogo em menos de 25 segundos e abandonar imediatamente a posição. O NEMO é um sistema em torre, muito diferente do morteiro rebocado brasileiro, mas a comparação evidencia por que os tempos de entrada e saída de posição se tornaram requisitos fundamentais.

Menos esforço para a guarnição
A automatização também poderá reduzir o desgaste físico dos militares responsáveis por preparar uma arma com mais de 700 quilos.

A assistência mecânica tende a diminuir a fadiga, reduzir o risco de acidentes e ajudar a manter o desempenho durante missões prolongadas. Também poderá liberar parte da guarnição para tarefas como segurança da posição, comunicações, observação e preparação das munições.

Uma eventual redução no número de militares necessários para operar a peça, entretanto, não foi anunciada.

Mesmo com apontamento automatizado, permanecem atividades que exigem intervenção humana, entre elas o transporte das munições, a preparação das granadas, o carregamento do tubo, a segurança aproximada e a manutenção do sistema.

Também não há indicação de que o projeto incluirá um carregador automático. Assim, a cadência de tiro continuará dependendo, ao menos inicialmente, do trabalho da guarnição.

Munição nacional alcança até 12 quilômetros
O M2 Raiado emprega munições nacionais fabricadas pela IMBEL. O catálogo da empresa apresenta diferentes opções para morteiros pesados de 120 mm.

A granada alto explosiva convencional possui alcance de 6.600 metros e carga de arrebentamento de 2,1 quilos de TNT. A munição alto explosiva pré-raiada alcança 8.150 metros e carrega 4,4 quilos de explosivo.

A versão pré-raiada com propulsão adicional pode atingir 12.000 metros, ampliando consideravelmente a área de atuação da unidade apoiada.

A automação do apontamento não aumentará diretamente esses alcances, que dependem da munição e das características balísticas do armamento. O ganho estará na velocidade e na precisão com que os fogos poderão ser desencadeados dentro da área já coberta pelo sistema.

Integração com o Sistema Gênesis
Uma futura integração com o Sistema Gênesis de Direção e Controle de Tiro poderá conectar digitalmente o morteiro à cadeia de comando e controle.

Nesse modelo, as informações obtidas por observadores avançados, drones, radares ou outros sensores são processadas pela central de tiro e convertidas em elementos para cada peça.

Quando esses elementos chegam diretamente ao sistema de apontamento, elimina-se parte das transmissões intermediárias e reduz-se o tempo entre a identificação do alvo e a abertura do fogo.

A digitalização também facilita a concentração dos disparos de vários morteiros sobre um mesmo objetivo. Cada peça pode receber os dados correspondentes à sua posição e orientação, permitindo que os fogos cheguem de maneira coordenada.

Apesar do antecedente dos testes realizados em 2023, a integração do novo sistema com o Gênesis ainda não foi mencionada no anúncio do CTEx e deverá ser tratada como uma possibilidade técnica até que seja oficialmente confirmada.

Omnisys reúne competências de integração
Fundada em 1997 e controlada pelo Grupo Thales, a Omnisys atua em vigilância e controle do espaço aéreo, defesa aérea, guerra eletrônica, sistemas de rastreio, aviônicos, eletrônica de mísseis e aplicações espaciais.

A empresa possui experiência em sensores, processamento de sinais, eletrônica embarcada, integração de subsistemas e controle eletromecânico, competências compatíveis com um projeto de automatização do morteiro.

Em trabalho anterior para o Exército, a Omnisys desenvolveu o Sistema Transportável para Rastreio de Engenhos em Voo, destinado ao acompanhamento de mísseis, foguetes, granadas de artilharia, munições de grande calibre e aeronaves remotamente pilotadas.

Naquele programa, a empresa demonstrou a integração de subsistemas ópticos e de radar, além do controle eletromecânico dos movimentos angulares de uma antena.

A parceria com o CTEx reúne, portanto, o conhecimento militar e tecnológico acumulado no desenvolvimento do M2 Raiado com a capacidade industrial da Omnisys nas áreas de sensores, eletrônica, atuação mecânica e integração de sistemas.

Modernização não cria imediatamente um morteiro autopropulsado
A automatização anunciada não deve ser confundida com o desenvolvimento imediato de um morteiro autopropulsado ou inteiramente automático.

O comunicado não menciona a instalação do M2 em uma viatura blindada, a adoção de carregador automático, a proteção da guarnição ou a capacidade de disparar a partir do interior de um veículo.

O avanço previsto concentra-se na transição entre as configurações de transporte e tiro e na digitalização do apontamento.

Ainda assim, se o projeto entregar preparação mecanizada, localização automática da peça, aplicação digital dos elementos de tiro e integração eficiente com o Sistema Gênesis, o salto operacional será expressivo.

O Exército poderá preservar um armamento desenvolvido no País, suas munições e a infraestrutura de fabricação existente, acrescentando recursos mais compatíveis com o combate contemporâneo.

Questões ainda precisam ser esclarecidas
O anúncio não informa o valor do acordo, o prazo de desenvolvimento, a quantidade de protótipos nem o cronograma previsto para os testes.

Também não esclarece o grau de automação, a fonte de energia dos mecanismos, a participação de outras empresas, a possibilidade de modernizar todas as peças existentes ou a futura escala de produção.

Outro ponto a ser confirmado é a relação entre o novo projeto e o Sistema Inercial de Pontaria testado em 2023 com a Safran.

Essas definições serão importantes para medir o alcance industrial e operacional do programa. Mesmo em sua fase inicial, entretanto, o acordo sinaliza que o Exército pretende atualizar um de seus principais armamentos coletivos de apoio de fogo sem abandonar uma solução desenvolvida e produzida no País.

Para o M2 Raiado, a automação poderá representar menos tempo parado, maior precisão na aplicação dos dados e, principalmente, melhores condições para cumprir a missão de fogo e deixar a posição antes da resposta adversária.

04 junho, 2025

Thales leva inovações à DroneShow Robotics 2025 e reforça parceria com a Stella Tecnologia em aposta no mercado brasileiro

VANT Atobá, da Stella Tecnologia, com tecnologia, sistemas de bordo e foguetes inteligentes 70mm da Thales

*LRCA Defense Consulting - 04/06/2025

Em um contexto de expansão do mercado, a Thales, líder nos mercados aeroespacial, de defesa, cibersegurança e digital, participa da DroneShow Robotics 2025, de 3 a 5 de junho, no Expo Center Norte, em São Paulo. A empresa leva ao evento sua expertise em tecnologias embarcadas, inteligência artificial, sensores e comunicações seguras, desenvolvidas para aplicações críticas em mobilidade aérea, segurança pública, infraestrutura, meio ambiente e defesa. 

Além disso, em parceria com a Stella Tecnologia, líder nacional no desenvolvimento, fabricação e operação de sistemas aéreos não tripulados, apresenta durante a feira o protótipo do SARP  Atobá,  com tecnologia, sistemas de bordo e armamentos próprios da Thales, cujo suporte técnico e logístico local no Brasil garantirá alta disponibilidade da aeronave.

Com atuação consolidada na cadeia global de drones, da concepção de sistemas e sensores à integração em plataformas não tripuladas, a Thales tem investido na adaptação de suas tecnologias ao contexto latino-americano. A presença da companhia na DroneShow reforça seu compromisso com o avanço tecnológico do setor no Brasil, em parceria com governos, Forças Armadas, empresas e centros de pesquisa.

A parceria entre a Omnisys, subsidiária brasileira do Grupo Thales, e a Stella Tecnologia visa a cooperação no desenvolvimento de sistemas avançados de vigilância e defesa a bordo de UAVs (Veículos Aéreos Não Tripulados) no Brasil. Com o avanço da parceria, as duas empresas se unem durante a DroneShow para apresentar soluções que atendam as Forças Armadas e os mercados civis no Brasil e também o mercado internacional. 

O protótipo do SARP Atobá  desenvolvido para missões de vigilância e identificação de alvos, apoio aéreo aproximado, escolta de tropas terrestres e inteligência, está exposto no estande da Stella Tecnologia (955) durante todo evento.

"Estar presente nesta nova edição da Drone Show Robotics apresentando um veículo aéreo não tripulado juntamente com a Stella Tecnologia, demonstra o compromisso que o Grupo Thales e a Omnisys têm com o país e a região para apoiar o mercado de drones e seus importantes avanços. Estar equipado para o presente e para o futuro deste mercado é um compromisso de todos e a Thales tem um portfólio robusto e modular, capaz de atender estes avanços. Participar deste evento é mais uma oportunidade de dialogar com um mercado que está amadurecendo rapidamente e que busca soluções seguras, autônomas e conectadas”, afirma Luciano Macaferri, Vice-presidente da Thales para a América Latina e Diretor Geral da Thales no Brasil.

“A parceria entre a Stella Tecnologia e a Thales, por meio da Omnisys, representa um passo estratégico para o fortalecimento da base industrial de defesa do Brasil. Estamos unindo a capacidade de inovação e agilidade da Stella ao portfólio de alta tecnologia da Thales para desenvolver sistemas aéreos não tripulados com autonomia nacional, preparados para atender tanto as demandas das Forças Armadas quanto do mercado internacional. É o Brasil deixando de ser apenas consumidor de tecnologia e assumindo seu papel como desenvolvedor de soluções de ponta” destaca Gilberto Buffara, CEO da Stella Tecnologia.

Portfólio Thales na DroneShow
O portfólio da Thales possui soluções abrangentes para o mercado de veículos aéreos não tripulados que estão sendo apresentados durante a DroneShow. A lista inclui:

- Sistemas e subsistemas para UAV (Veículos Aéreos Não tripulados)
Aviônicos, radar de abertura sintética, sistemas de comunicação e inteligência, sistemas eletro-ópticos/infravermelhos e sistemas de armamento.

- Eagleshield C-UAS para aeroportos
Sistema C-UAS essencial para detecção e classificação 360° de drones.Integrando diversos sensores, a solução conta ainda com o , Gamekeeper, é um radarholográfico capaz de fornecer cobertura 3D completa, rastreando dispositivos a uma distância de até 18 km. Fabricado no Brasil, o Gamekeeper é certificado como Produto Estratégico de Defesa (PED) e se destaca como o principal componente do sistema C-UAS Eagleshield.

- TopSky - O AstraUTM
Tem como objetivo integrar de forma contínua os UAVs e drones ao espaço aéreo, oferecendo um ecossistema único que automatiza solicitações, aprovações e supervisão de missões de voo. Com monitoramento em tempo real do tráfego não tripulado e tripulado, rastreamento de voos e resolução de conflitos, o TopSky - AstraUTM permite operações de drones mais simples, seguras e eficientes, tanto em espaço aéreo controlado quanto não controlado.

DroneShow Robotics 2025
A DroneShow Robotics é considerada a principal feira da América Latina dedicada a drones, robótica móvel e sistemas autônomos. O evento reúne fabricantes, integradores, empresas de geotecnologias, startups, universidades, órgãos reguladores e usuários de diferentes setores. A edição deste ano promete ampliar o debate sobre aplicações civis e governamentais de drones em áreas como agronegócio, cidades inteligentes, energia, telecomunicações, segurança e proteção ambiental.

Sobre a Thales

A Thales é líder global em tecnologias avançadas para os setores de Defesa, Aeroespacial, Cibersegurança e Digital. Seu portfólio de produtos e serviços inovadores aborda vários desafios importantes: soberania, segurança, sustentabilidade e inclusão.

O Grupo investe mais de € 4 bilhões por ano em Pesquisa e Desenvolvimento em áreas-chave, especialmente para ambientes críticos, como Inteligência Artificial, cibersegurança, tecnologias quânticas e de nuvem.

 A Thales tem mais de 83.000 funcionários em 68 países. Em 2024, o Grupo gerou vendas de 20,6 bilhões de euros.

Sobre a Omnisys

A Omnisys é uma empresa 100% brasileira de alta tecnologia, certificada pelo Ministério da Defesa como Empresa Estratégica de Defesa. Com forte presença nos segmentos de controle de tráfego aéreo, defesa, eletrônica de mísseis, guerra eletrônica, equipamentos satelitais, cibersegurança, aviônicos e entretenimento a bordo.

Subsidiária do Grupo Thales, é referência mundial em Radares de Controle do Espaço Aéreo, produzindo equipamentos para os mercados nacional e internacional através de seu Centro de Excelência em Radares e possui mais de 40 produtos estratégicos de defesa. A Omnisys segue investindo em novos produtos e serviços e inaugurou em 2021 seu Centro de Serviços Aviônicos e, em 2023, a expansão de sua linha para produção de radares holográficos para identificação de UAVs. 

Sobre a Stella Tecnologia
A Stella Tecnologia é uma empresa brasileira sediada em Duque de Caxias, no estado do Rio de Janeiro, especializada no desenvolvimento e fabricação de Veículos Aéreos Não Tripulados (VANTs) de grande porte para aplicações civis e militares. Fundada em 2015, a empresa tem se destacado no setor aeroespacial nacional, oferecendo soluções tecnológicas avançadas e integradas para vigilância, defesa e monitoramento.

Entre seus principais produtos estão os drones Atobá, Albatroz e Condor (Atobá XR), projetados para atender a diversas demandas operacionais. O Atobá, por exemplo, é reconhecido como o maior drone já produzido no Brasil, com 11 metros de envergadura, capacidade de voo de até 28 horas e carga útil de 75 a 150 kg. Ele foi desenvolvido para missões de vigilância e reconhecimento de média altitude e longa autonomia, sendo capaz de operar em diversas condições e ambientes. 

A Stella Tecnologia também tem investido em parcerias estratégicas para ampliar suas capacidades e presença no mercado. Em 2025, firmou um acordo com a Omnisys Engenharia, subsidiária brasileira do Grupo Thales, para o desenvolvimento conjunto de sistemas avançados de vigilância e defesa embarcados em UAVs, visando atender às necessidades das Forças Armadas e de clientes civis. 

Com uma equipe altamente qualificada e foco na inovação, a Stella Tecnologia busca consolidar sua posição como referência na indústria de drones no Brasil e no exterior, contribuindo para o fortalecimento da soberania tecnológica nacional e para o desenvolvimento de soluções eficientes e adaptadas às demandas do mercado. 

22 abril, 2025

Além da Embraer, mais 12 empresas brasileira estarão na FAMEX 2025, onde o Brasil é convidado de honra

 


*LRCA Defense Consulting - 22/04/2025

De 23 a 26 de abril de 2025, o Brasil participará como convidado de honra da Feira Aeroespacial Mexicana (FAMEX), consolidando sua presença internacional no setor de defesa, segurança e aeroespacial. Organizado pela Força Aérea Mexicana e pela Secretaria de Defesa Nacional do México, o evento acontece na Base Aérea Militar nº 1, em Santa Lucía, ao lado do Aeroporto Internacional Felipe Ángeles, a cerca de 60 km da Cidade do México.

Espaço Brasil
Além da Embraer, que estará expondo em espaço próprio e com participação já divulgada por esta Consultoria na matéria FAMEX 2025: palco de novos negócios entre Embraer e México?, o Espaço Brasil reúne 12 empresas que atuam em segmentos estratégicos da Base Industrial de Defesa e Segurança (BIDS):  Modirum | Gespi, Omnisys Engenharia, IAS, Edasim, Pensa, IMBEL, IDV - Iveco Defense Vehicles, DuPont, CSA AeroEngines, Xmobots, BRENG e o Parque de Inovação Tecnológica São José dos Campos (PIT).

Coordenação da ABIMDE e ApexBrasil, com apoio do MD e MRE
Coordenada pela Associação Brasileira das Indústrias de Materiais de Defesa e Segurança (ABIMDE), em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil),  a participação brasileira conta com o apoio do Ministério da Defesa (MD) e do Ministério das Relações Exteriores (MRE) do Brasil.

O Diretor de Projetos da ABIMDE, Coronel Antonio Ribeiro, estará no gerenciamento das expositoras nacionais. Ele acredita que será uma grande oportunidade para o Brasil mostrar suas capacidades aos países daquela região. “A FAMEX nos abre uma perspectiva de conhecermos melhor não apenas o mercado de defesa e segurança mexicano e do entorno, mas também o da aviação civil, buscando parcerias e mostrando nossa capacidade de atender quaisquer demandas”, afirmou.

A presença brasileira na FAMEX 2025 foi oficializada em março, durante o lançamento promocional da feira, com a entrega de uma carta do Embaixador do Brasil, o diplomata Nedilson Ricardo Jorge, ao Comandante da Força Aérea Mexicana, General de Divisão Óscar René Rubio Sánchez, confirmando a aceitação do convite. A participação do Brasil como convidado de honra simboliza o fortalecimento dos laços diplomáticos e comerciais entre os dois países, especialmente nas áreas aeroespacial, de defesa e de segurança.

Projeção internacional e ambiente de negócios
Reconhecida como uma das principais feiras aeroespaciais da América Latina, a FAMEX se consolidou como uma plataforma para a geração de negócios e parcerias. A edição anterior, realizada em 2023, contou com a participação de 703 empresas de 51 países, mais de seis mil reuniões comerciais, 71 aeronaves em exposição e 105 mil visitantes.

Em 2025, a expectativa é superar esses números, reforçando o prestígio do evento e sua relevância internacional. O Brasil, com sua sólida estrutura industrial e tecnológica no setor de defesa e aeroespacial, terá uma vitrine privilegiada para apresentar soluções e estreitar relações com parceiros da América Latina e de outras regiões.

Durante os dias 23, 24 e 25 de abril, a programação será voltada às atividades comerciais, com estandes abertos das 9h às 18h. O sábado, 26, será reservado às apresentações aéreas e à cerimônia de encerramento.

Abertura oficial e presença da Presidente do México no Espaço Brasil
A solenidade oficial de abertura da feira acontece na véspera do início das atividades comerciais, às 18h do dia 22 de abril, e contará com a presença da Presidente da República do México, Claudia Sheinbaum.

Está prevista também uma visita presidencial ao Espaço Brasil, reforçando a visibilidade institucional da delegação brasileira e a relevância da participação nacional no evento como convidada de honra. Além disso, pode se tratar de um momento interessante para a divulgação de um acontecimento importante.

Brazil Defense

O Projeto do Setor de Defesa Brasileiro – Brazil Defense – tem como objetivo impulsionar as exportações através do desenvolvimento e implementação de plataformas para empresas não exportadoras e intermediárias avançadas, incluindo monitoramento de mercado, feiras comerciais e iniciativas comerciais integradas.

Sob a direção conjunta da ABIMDE-ApexBrasil, em colaboração com os Ministérios da Defesa e das Relações Exteriores, o projeto executa um plano de promoção internacional de curto prazo com o objetivo de atrair empresas qualificadas para o mercado global. Para consolidar a presença e competitividade brasileira no cenário global, a integração das empresas no plano de promoção e na agenda do setor a médio e longo prazo é um avanço estratégico.

Sobre a ABIMDE
A Associação Brasileira das Indústrias de Materiais de Defesa e Segurança (ABIMDE) é reconhecida como legítima interlocutora da Base Industrial de Defesa e Segurança do Brasil. A entidade promove ações para valorização e fomento das empresas do setor nos mercados nacional e internacional, e para o fortalecimento ou implementação de políticas e programas que assegurem o desenvolvimento desta indústria. Dentre suas mais de 240 associadas, estão as principais empresas de Defesa e Segurança instaladas no País.

Sobre a ApexBrasil

A ApexBrasil (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos) atua para promover os produtos e serviços brasileiros no exterior e atrair investimentos estrangeiros para setores estratégicos da economia brasileira. Para alcançar os objetivos, a agência realiza ações diversificadas de promoção comercial que visam promover as exportações e valorizar os produtos e serviços brasileiros no exterior, como missões prospectivas e comerciais, rodadas de negócios, apoio à participação de empresas brasileiras em grandes feiras internacionais, visitas de compradores estrangeiros e formadores de opinião para conhecer a estrutura produtiva brasileira entre outras plataformas de negócios que também têm por objetivo fortalecer a marca Brasil. A Agência também atua de forma coordenada com atores públicos e privados para atração de investimentos estrangeiros diretos (IED) para o Brasil com foco em setores estratégicos para o desenvolvimento da competitividade das empresas brasileiras e do país.

Serviço
Feria Aeroespacial Mexicana (FAMEX)
Data: 22 a 26 de abril de 2025
Local: Base Aérea Militar nº 1, em Santa Lucía
Site: https://www.f-airmexico.com.mx/


 

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