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03 novembro, 2026

REMAX ganha missão antidrone em parceria entre CTEx e ARES

Acordo assinado em 29 de outubro prevê protótipo para testes no primeiro semestre de 2027, visando proteger as guarnições do Guarani e do Guaicurus contra drones de pequeno porte



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LRCA Defense Consulting - 03/11/2026 -  09h27

O Centro Tecnológico do Exército (CTEx) e a ARES Aeroespacial e Defesa S.A. assinaram, em 29 de outubro de 2026, no Rio de Janeiro, um Acordo de Parceria para Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação para criar um atuador antidrone baseado no REMAX, o sistema de armas remotamente controlado (SARC) que as duas instituições desenvolvem juntas desde 2006. O anúncio foi feito pelo próprio CTEx em seu perfil oficial no Instagram.

De acordo com o CTEx, o objetivo é chegar a um sistema completo, com conjuntos dedicados à detecção, identificação, acompanhamento e neutralização cinética de drones de pequeno porte, operado integralmente do interior de viaturas como a Viatura Blindada de Transporte de Pessoal Média Sobre Rodas (VBTP-MSR) 6x6 Guarani e a Viatura Blindada Multitarefa Leve de Rodas (VBMT-LR) Guaicurus. A previsão é de que um protótipo esteja disponível para testes no primeiro semestre de 2027; trata-se da data de início dos ensaios, não de entrada em serviço.

A ameaça que move o projeto 

A iniciativa responde a uma lição que a guerra na Ucrânia tornou evidente: drones baratos, tanto os de ataque guiados em primeira pessoa (FPV) quanto os quadricópteros de reconhecimento, passaram a localizar e destruir viaturas blindadas a um custo muito inferior ao do alvo. Para as frações mecanizadas, a resposta passa por uma proteção orgânica, embarcada na própria viatura, que não dependa apenas da artilharia antiaérea para enfrentar ameaças que voam baixo e chegam em poucos segundos.

Uma nova função para um sistema consolidado 
A escolha do REMAX aproveita uma tecnologia com histórico de fabricação, integração e suporte no País. O primeiro protótipo foi contratado pelo CTEx em dezembro de 2006, e a Portaria nº 065-EME, de março de 2016, adotou oficialmente a versão REMAX 3. Segundo o CTEx, mais de 300 exemplares já foram entregues ao Exército Brasileiro. Em abril de 2026, a Força padronizou o REMAX 4 em suas viaturas, o que amplia a base instalada sobre a qual a nova capacidade poderá ser acrescentada.

Na configuração atual, a estação recebe metralhadoras de 7,62 mm e 12,7 mm, tem estabilização em dois eixos e conjunto optrônico com câmera diurna, câmera termal e telêmetro laser, o que permite ao atirador operar abrigado no interior da viatura. Enfrentar drones, porém, exige mais do que apontar uma arma: o sistema precisará descobrir alvos pequenos, distingui-los de outros elementos do ambiente, acompanhar trajetórias irregulares e engajá-los com segurança, tudo isso integrado à alimentação elétrica e às interfaces de cada viatura.

O que já foi apresentado e financiado 

O acordo não parte do zero. Na LAAD Defence & Security de abril de 2025, a ARES apresentou o conceito REMAX ANTISARP, com quatro radares em banda S para cobertura de 360 graus, o conjunto eletro-óptico COAPS-L e duas metralhadoras M240B de 7,62 × 51 mm, segundo relato da revista Tecnologia & Defesa. A empresa também mantém um termo de subvenção com a Finep (nº 1501/22), com recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT), para o projeto Sistema de Defesa Anti-ARP, com vigência de 36 meses.

Em paralelo, a ARES desenvolve com o CTEx e o SENAI CIMATEC, também com recursos da Finep, um kit antidrone para a torre UT30BR2, que equipa o Guarani com o canhão Mk44 Bushmaster II de 30 × 173 mm e deverá empregar munição fragmentada e radares em banda S. O REMAX, de calibre menor e presente em maior número de viaturas, pode vir a ocupar outra faixa dessa defesa em camadas.

O comunicado do CTEx, contudo, fala apenas em atuador antidrone e não especifica radar, sensores, armamento ou munição. Frederico Medella, diretor comercial e de marketing da ARES, já havia afirmado que a definição do radar caberá ao Exército, o que indica que a configuração exibida em 2025 não será necessariamente a do protótipo. 

Ensaios de integração do REMAX 4 ao veículo terrestre não tripulado (UGV) Apollo

Uma semana de marcos para o REMAX 
A assinatura coincidiu com o último dia dos ensaios de integração do REMAX 4 ao veículo terrestre não tripulado Apollo, da Ambipar Robotics, conduzidos pelo CTEx com a ARES no Centro de Avaliações do Exército (CAEx) entre 25 e 29 de outubro. Na ocasião, o REMAX realizou seu primeiro tiro remoto a partir de uma plataforma sem tripulantes. São iniciativas distintas sobre a mesma base tecnológica: no Apollo, o foco é o emprego em plataforma terrestre não tripulada; na parceria com o CTEx, a defesa contra ameaças aéreas de pequeno porte.

O que ainda não se sabe 
Não foram divulgados o valor do acordo, a divisão de tarefas entre CTEx e ARES, o cronograma de ensaios, os critérios de aceitação do protótipo nem a relação entre a nova parceria, o projeto subvencionado pela Finep e o conceito REMAX ANTISARP. Também não está claro qual será a participação da Elbit Systems, grupo israelense que controla a ARES desde 2010, em um projeto apresentado como avanço da autonomia tecnológica nacional. A conclusão do desenvolvimento e uma eventual aquisição em série dependerão dos resultados dos testes de 2027 e de decisões ainda não anunciadas.

05 agosto, 2026

ARES e Ambipar Robotics discutem integração de sistemas de armas em UGVs

Visita técnica entre as duas empresas brasileiras abre conversa exploratória sobre armar plataformas robóticas terrestres, em movimento que se soma a outras iniciativas de robotização em curso na Base Industrial de Defesa
 


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LRCA Defense Consulting - 05/08/2026

A ARES Aeroespacial e Defesa recebeu, no início de agosto de 2026, uma visita técnica da Ambipar Robotics, em encontro que incluiu troca de experiências, apresentação de capacidades e discussões sobre a integração dos sistemas de armas da ARES em veículos terrestres não tripulados (UGVs, na sigla em inglês). A informação foi divulgada pela própria ARES em publicação institucional na rede social LinkedIn, na qual a empresa descreveu o encontro como um reforço do relacionamento entre companhias que atuam no desenvolvimento de tecnologias para os setores de defesa e segurança.
A publicação não detalha cronograma, escopo contratual ou modelo específico de UGV envolvido nas conversas. Trata-se, segundo o texto divulgado, de um encontro voltado à troca de conhecimentos e perspectivas para o futuro, o que caracteriza a aproximação, neste momento, como estágio exploratório de integração, sem confirmação de protótipo físico ou de acordo formal entre as partes.
O portfólio da ARES
A ARES é uma empresa brasileira com mais de 50 anos de atuação, subsidiária da israelense Elbit Systems desde 2010, dedicada ao planejamento, desenvolvimento, fabricação e integração de estações de armas, sistemas navais e equipamentos optrônicos. Seu principal produto em uso operacional é o REMAX, sistema de armas remotamente controlado presente em viaturas como a VBTP-MSR e a VBMT-LSR Guarani, do Exército Brasileiro. 
Em novembro de 2025, a empresa apresentou também o SARC UT30BR2, torre não tripulada equipada com canhão automático Mk44 Bushmaster II de 30x173mm, metralhadora coaxial de 7,62x51mm e lançador de granadas fumígenas de 76mm, versão atualizada do SARC UT30BR já em uso pelas brigadas mecanizadas do Exército.
A Ambipar Robotics e a robotização terrestre
A Ambipar Robotics, sediada em Jacareí (SP), consolidou presença crescente junto ao Exército Brasileiro ao longo de 2026. Em julho, a empresa entregou ao 6º Batalhão de Engenharia de Combate o primeiro robô de neutralização de artefatos explosivos (EOD) inteiramente desenvolvido no País, destinado à certificação de tropas brasileiras para missões de paz da ONU. A mesma empresa fornece ainda a plataforma robótica sobre esteiras utilizada pelo Centro Tecnológico do Exército (CTEx) como base para os estudos do Sistema de Veículos Terrestres Remotamente Pilotados (SVTRP).
Em 31 de julho de 2026, durante a cerimônia do Dia do Quadro de Engenheiro Militar, no CTEx, no Rio de Janeiro, essa mesma plataforma foi apresentada publicamente armada com um lançador duplo do míssil anticarro MAX 1.2 AC, em parceria com a SIATT (Sistemas Integrados de Alto Teor Tecnológico) e apoio técnico do próprio CTEx. Até o momento, nem a Ambipar Robotics, nem a SIATT, nem o Exército Brasileiro divulgaram nota oficial detalhando cronograma de testes, adoção ou produção em série dessa configuração.
Um precedente já testado
A combinação entre plataforma robótica e sistema de armas da ARES não seria inédita no País. Em anos anteriores, o Exército Brasileiro testou o UGV THeMIS, da estoniana Milrem Robotics, equipado com a torre remota REMAX, da própria ARES. O precedente indica que já existe validação técnica prévia da integração entre estações de armas da empresa e plataformas robóticas terrestres, ainda que, naquele caso, sobre um chassi importado.
Leitura do movimento
Caso a aproximação entre ARES e Ambipar Robotics avance para integração formal, o Brasil passaria a ter dois caminhos paralelos de UGV armado com componentes nacionais: um voltado ao engajamento de precisão contra blindados, com a parceria já demonstrada entre Ambipar Robotics e SIATT em torno do MAX 1.2 AC, e outro potencialmente voltado a armamento cinético de médio calibre ou metralhadora remota, caso a conversa com a ARES resulte em integração do REMAX ou do SARC UT30BR2. As duas linhas não seriam necessariamente concorrentes entre si, mas complementares, atendendo a diferentes perfis de missão.
O movimento também se soma a outro sinal já registrado pela reportagem: em maio de 2026, a Taurus Armas revelou estar desenvolvendo uma família própria de veículos não tripulados aéreos e terrestres para receber armamento de médio e pesado calibre, sem confirmar parceiro tecnológico. A recorrência da Ambipar Robotics como fornecedora de plataforma em diferentes frentes de conversa reforça a hipótese de que a empresa busca se posicionar como fornecedora preferencial de chassi robótico para múltiplos integradores de armamento na Base Industrial de Defesa, e não como parceira exclusiva de um único fabricante.
Ressalva editorial
Até o fechamento desta matéria, a aproximação entre ARES e Ambipar Robotics está apoiada exclusivamente na publicação institucional da ARES em rede social, de caráter genérico, sem nota conjunta, imagem de protótipo ou cronograma público. A informação deve ser tratada como estágio exploratório de conversas entre as duas empresas, e não como integração confirmada ou projeto em desenvolvimento formal.

23 dezembro, 2021

Malásia quer adquirir até 400 veículos blindados. Brasil estará na disputa com o Guarani

K806 da Hyundai Rotem, um dos concorrentes para a licitação do Exército da Malásia de novos veículos blindados 6x6. Foto: Defense Security Asia.


*Asia Pacific Defense Jornal - 06/06/2021

O Exército da Malásia está se preparando para abrir uma licitação internacional para a aquisição de veículos blindados de rodas 6x6 para substituir os modelos mais antigos em seu estoque.

A aquisição, batizada de projeto de Veículo Blindado com Rodas de Próxima Geração, visa adquirir 400 novos veículos blindados 6x6 com rodas para substituir sua frota de veículos blindados SIBMAS 6x6 de fabricação belga e 4x4 Condor de fabricação alemã.

O Veículo Blindado de Transporte de Pessoal Condor foi construído pela Henschel Wehrtechnik GmbH da Alemanha, enquanto o SIBMAS 6x6, construído pela BN Constructions Ferroviaires et Metalliques da Bélgica e armado com canhão de baixa pressão Cockerill de 90 mm, está em serviço com o Exército da Malásia desde 1981.

O Condor é sendo usado como um transporte de pessoal blindado, enquanto os SIBMAS são usados ​​como veículos de apoio de fogo de apoio a unidades de infantaria.

Espera-se que o novo veículo se torne o veículo blindado mais numeroso no inventário do Exército da Malásia.

Espera-se que a FNSS da Turquia, a PT Pindad da Indonésia, a General Dynamic Land Systems Canada e a Hyundai Rotem da Coréia do Sul participem da licitação.

A FNSS está potencialmente oferecendo seu veículo PARS II 6x6, enquanto a PTT Pindad deve oferecer seu veículo Anoa 6x6.

A General Dynamics Land Systems Canada também pode prosseguir com uma versão 6x6 de sua bem-sucedida série de veículos LAV, enquanto a Hyundai Rotem pode oferecer o novo veículo blindado de rodas K806 6x6.

O Governo da Malásia pode exigir a produção local dos veículos. Nesse caso, a FNSS da Turquia atualmente tem vantagem devido à recente conclusão da produção dos veículos blindados PARS 8x8, conhecidos localmente como AV8 Gempita pelo parceiro malaio DefTech.

A Hyundai Rotem também abriu a possibilidade de produção local, e confirmou que participa da licitação com o veículo blindado de rodas K806. O K806 foi projetado e construído para o Exército da República da Coreia, e também está sendo oferecido para exportação para outros países.

Além da exigência de 400 novos veículos blindados de rodas 6x6, o Exército da Malásia também deverá licitar 36 novos veículos blindados 4x4, que poderiam ser para requisitos das Operações de Paz das Nações Unidas.

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Blidado Brasileiro Guarani estará na disputa
Desde o mês de setembro, quando o assunto foi divulgado pela imprensa malaia, a concorrência internacional tem despertado grande interesse dos principais fabricantes desse tipo de veículo blindado, inclusive da Iveco Defence Vehicle que, em 16 de dezembro, com o suporte do Centro de Avaliações do Exército Brasileiro (CAEx), realizou uma grande demonstração da VBPT-MSR 6X6 Guarani equipada com uma torre de tiro SARC REMAX a uma comitiva composta por militares do Exército da Malásia e por representantes do setor de defesa desse país.

A demonstração, publicada ontem por esta Consultoria, pode ser vista neste link.



22 dezembro, 2021

Desempenho do blindado Guarani é demonstrado à comitiva do Exército da Malásia


*LRCA Defense Consulting - 22/12/2021

O Centro de Avaliações do Exército (CAEx) realizou, em 16 de dezembro, uma demonstração da Viatura Blindada de Transporte de Pessoal Médio sobre Rodas Guarani (VBTP-MSR 6X6 Guarani) para uma comitiva do Exército da Malásia.

A atividade foi conduzida pelo Chefe do CAEx, General de Brigada Alexandre Martins Castilho e teve como objetivo demonstrar o desempenho da plataforma veicular e do sistema de armas da VBTP-MSR 6X6 Guarani equipada com estação REMAX, que integram o Programa Estratégico do Exército Guarani.

A demonstração ocorreu na Seção de Testes do CAEx e contou com a presença de engenheiros e técnicos da Divisão de Avaliação de Material, de engenheiros da Iveco Defence Vehicles (fabricante da viatura), da empresa ARES Aeroespacial e Defesa (fabricante da Estação REMAX) e de uma comitiva do Exército da Malásia e da Prima Elite Technology Sdn Bhd, empresa da área de defesa daquele país.

Foram realizadas demonstrações em sítio de obstáculos, como transposição de trincheira, navegação em raia no lago de navegação e navegação em lago com a comitiva embarcada. Na Linha I, linha de tiro destinada a realizar um amplo espectro de ensaios com armamento pesado e munições de todos os calibres até o alcance de 6 Km e aparelhado com sistema de alvos fixo e móvel, foi montada uma infraestrutura para apresentação e vídeos explicativos a respeito da plataforma REMAX pela empresa ARES, com demonstração de emprego de tiro do sistema e com metralhadora .50 em alvo fixo a 1.000m e viatura parada e em aproximação.

Os militares malaios executaram tiro com o sistema REMAX e, em seguida, foram para o terraço do prédio do radar, de onde assistiram o desempenho da Viatura Guarani em terreno arenoso, para, posteriormente, embarcarem para percurso naquele tipo de terreno. Foi feito deslocamento na pista “Qualquer Terreno” (QT), assistido pela comitiva, que, em seguida, embarcou e realizou o deslocamento na pista. No circuito oval do campo de provas, houve a demonstração do Teste de Estabilidade Lateral (Double Lane Change); em seguida, os militares do Exército Malaio embarcaram para o percurso.

Ao encerramento, aconteceram as discussões finais e despedidas, momento em que foi evidenciada a importância do papel do Sistema de Ciência, Tecnologia e Inovação do Exército (SCTIEx) e da Base Industrial de Defesa e Segurança (BIDS), no fomento da Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) de tecnologia no Brasil e na projeção de nosso País no cenário internacional.

Nem os militares brasileiros e nem os malaios comentaram oficialmente sobre o interesse da Malásia no blindado. No entanto, o fato de terem vindo ao Brasil assistir uma demonstração patrocinada pelo Exército Brasileiro e feita com a presença dos fabricantes da viatura e da estação de armas é um sinal evidente desse interesse. A presença de membros da Prima Elite Technology Sdn Bhd, empresa da área de defesa daquele país, é outro fato que contribui para essa hipótese.

*Com informações do Centro de Avaliações do Exército

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16 setembro, 2021

Academia Militar das Agulhas Negras fortalece parcerias com a Base Industrial de Defesa


*LRCA Defense Consulting - 16/09/2021

A Academia Militar das Agulhas Negras (AMAN), em Resende (RJ), segue fortalecendo as parcerias com a sociedade. E isso se concretiza por meio de projetos com instituições governamentais e empresas privadas de renome.

Neste sentido, no dia 9 de setembro de 2021, a AMAN foi alvo da visita de representantes de empresas da Base Industrial de Defesa e Segurança que lá foram para participar da cerimônia de despedida do Exército do General de Divisão Luis Antônio Duizit Brito - Diretor do Departamento de Ciência, Tecnologia e Inovação da Secretaria de Produtos de Defesa, bem como para inaugurar salas com materiais e equipamentos por elas doados. 

A visita foi acompanhada pelo Comandante da AMAN, General de Brigada Paulo Roberto Rodrigues Pimentel; pelo Comandante da Base de Apoio Logístico do Exército, General de Brigada Hermeson Nóbrega Barros de Oliveira; pelo Diretor de Material do COLOG, General de Brigada Everton Pacheco da Silva; e pelo Diretor-Presidente da IMBEL, General de Divisão Aderico Visconte Pardi Mattioli.

Após as cerimônias militares de praxe, ocorreram as cerimônias de inaugurações das novas salas de instrução e espaços de aprendizados construídos, mobiliados e customizados em parceria com diferentes empresas da Base Industrial de Defesa e Segurança do País (BIDS). Estas novas instalações dão continuidade à parceria do Exército Brasileiro, por intermédio do Ministério da Defesa (MD), com as empresas da BIDS, as quais investem na produção de novas tecnologias e produtos na área de Defesa.

IMBEL, Nitroquímica do Brasil e SIATT
A primeira inauguração foi da nova sala de Propelentes e Pólvoras para munições, mísseis, foguetes e bombas, que foi desenvolvida em parceria com a IMBEL e com a Nitroquímica do Brasil, além de contar com doação de um míssel anti-carro MSS 1.2 da SIATT. Esta sala conta com todos os tipos de pólvoras, munições e propelentes desenvolvidos pela IMBEL e pela Nitroquímica, além de toda preparação anti-chamas para a condução das instruções dos cadetes no que há de mais moderno em termos de tecnologia de mísseis, foguetes, explosivos e munições. Nessa oportunidade o Sr Gen Mattioli, Diretor Presidente da IMBEl e o Sr Marcus Cruz, Diretor Geral da Nitroquímica, discursaram sobre a importância dessas parcerias das indústrias de defesa com a AMAN, berço de formação dos futuros oficiais do Exército Brasileiro. 


ARES e FTP Industrial/Iveco Defence Vehicles
Na sequência, os presentes foram convidados à se dirigirem ao Laboratório de Motores, onde foi inaugurado um novo espaço de aprendizado em parceria com a ARES Aeroespacial e com a FPT / IVECO. 

A ARES realizou a montagem de um espaço com o simulador STARMAX, que possibilita realizar instruções de simulação da nova torre REMAX que mobilia as viatura blindadas Guarani. Neste contexto, esses novos espaços, somados ao já existente simulador de operação do Guarani, irão proporcionar aos cadetes do Curso de Material Bélico uma formação em motomecanização de blindados com o que há de mais moderno no mercado brasileiro e no mundo, tanto na área de motores como dos sistemas de armas.


A FPT Industrial, pertencente à CNH Industrial promove, continuamente, a cessão de motores para o universo acadêmico. O incentivo ao conhecimento do amanhã e um futuro verde estão entre os seus objetivos, o que também vai ao encontro da filosofia de trabalho da AMAN.

Assim, a Academia recebeu um motor FPT Cursor 9 da marca, que move o conjunto de força da família de veículos blindados anfíbios Guarani VBTP 6x6, para ser utilizado nas aulas dos cadetes do curso de Material Bélico. Atualmente, o curso conta com jovens dos segmentos masculino e feminino e, em 2021, irá formar as primeiras mulheres oficiais combatentes da linha de ensino bélica.

O motor doado, reconhecido pela robustez em diferentes tipos de missão e preparado para uso extremo na aplicação militar, contribuirá para as instruções de moto mecanização do laboratório de motores do curso, além de auxiliar os militares no treinamento sobre os sistemas fundamentais das viaturas sobre rodas.

“A doação do motor para o curso nos proporciona um salto de qualidade para os futuros oficiais de Material Bélico. Desta forma, poderão ter acesso à nova tecnologia de moto mecanização da mais nova viatura blindada de transporte do Exército Brasileiro, o Guarani, o que irá possibilitar a esses futuros oficiais chegarem em suas novas unidades com conhecimentos modernos”, afirma o comandante do curso de Material Bélico, Major Figueiredo.


Já o presidente da FPT Industrial para a América Latina, Marco Rangel, destaca o compromisso da FPT para com a formação humana e sempre presente na capacitação em instituições de ensino, como a Academia Militar das Agulhas Negras. “Na FPT Industrial, incentivamos a formação de futuros especialistas. Acreditamos que criatividade, boas ideias e soluções são valores essenciais. Necessitamos de tecnologia de ponta e pessoas preparadas para desenvolver a locomotiva do futuro”, afirma.

Comando de Operações Terrestres e SENAI/FIRJAN

Foi apresentado também aos cadetes e a todos os presentes, o novo simulador do Fuzil IA2, desenvolvido em parceria do Comando de Operações Terrestres e o SENAI/FIRJAN do Rio de Janeiro,  que possibilitará o estudo do novo fuzil de assalto do Exército por meio de aplicativo de smartphones, tablets ou computadores e que irá reformular o estudo dos armamentos leves. Este simulador, somado ao novo software de estudo do funcionamento dos armamentos leves adquirido pelo Curso com o patrocínio do Clube da Graxa, possibilitará uma nova era no ensino-aprendizagem dos armamentos leves e na qualidade do conhecimento dos futuros oficiais de Material Bélico. 

Fuzil de Assalto 7,62 IMBEL IA2 é homologado pelo Exército – Defesa Aérea &  Naval

Michelin
Por fim, foram inauguradas três instalações em parceria com a Michelin, no novo Pavilhão Escola de Manutenção: uma borracharia escola, um laboratório de pneus e uma sala de instrução customizada para o aprendizado de pneus de viaturas leves e pesadas. A nova borracharia escola foi totalmente mobiliada com equipamentos modernos doados pela Michelin, enquanto que o novo laboratório de deteccção de falhas em pneus foi mobiliado com exemplos de todas as falhas possíveis de acontecer em pneus, tendo estes exemplos sido reunidos no laboratório após análise técnica da Michelin.


Encerrando as atividades do dia, o curso de Material Bélico prestou justa homenagem ao seu eterno comandante, Gen Duizit Brito, na Sala Tenente Lopes Reis, que foi reformada por este Oficial General quando comandou Curso no ano de 2001. Na ocasião, foi apresentado um vídeo realizado em conjunto pelos cadetes do curso, familiares e amigos do Gen Duizit.

30 agosto, 2021

ARES Aeroespacial e Defesa está finalizando o REMAX 4, um protótipo de sua família RCWS

ARES está finalizando o desenvolvimento do REMAX 4 RCWS.  (ARES)

ARES está finalizando o desenvolvimento do REMAX 4 RCWS. (ARES)

*Janes - 27/08/2021

A ARES Aeroespacial e Defesa do Brasil, uma operação local da Elbit Systems, está finalizando um protótipo de sua família REMAX (Reparo de Metralhadora Automatizado X) de nova geração de estações de armas controladas remotamente estabilizadas (RCWS) para veículos blindados sobre esteiras e rodas.

O REMAX 4, em desenvolvimento desde o final de 2019 em conjunto com o Centro Tecnológico do Exército Brasileiro, é adequado para metralhadoras M2HB 12,7 × 99 mm e MAG58 7,62 × 51 mm.

O novo RCWS será testado no Centro de Avaliações do Exército montado em um veículo blindado Iveco VBTP-MSR Guarani 6 × 6 assim que o protótipo estiver concluído até o final do ano, disse o diretor de Marketing e Comercial da empresa, Frederico Medella, a Janes. O RCWS será proposto para os mercados brasileiro e de exportação, acrescentou Medella.

Apresentando rastreamento automático de alvos, o novo RCWS mede cerca de 690 mm de altura e pesa aproximadamente 200 kg.

Ele utiliza uma montagem de arma giro-estabilizada de eixo duplo de perfil baixo com berço de arma, sistema de alimentação de munição, carregador de munição para 300 tiros de 12,7 × 99 mm ou 600 tiros de 7,62 × 51 mm, quatro lançadores de granadas de fumaça de 76 mm, anel de deslizamento produzido internamente, computador balístico, equipamento de controle de movimento e um compartimento de sistema de controle de fogo montando uma unidade de giroscópio e um gerador de imagens eletro-óptico OIP EOPTRIS 2.0. Ele também incorpora uma câmera diurna, uma câmera térmica não resfriada e um telêmetro a laser seguro para os olhos que são independentes do compartimento de armamento.

A torre é controlada pelo display interno de alta definição Elbit Systems do artilheiro acoplado a uma unidade de controle. Um monitor de alta definição do comandante está disponível como uma opção.

A torre pode ser ligada a um sistema de alerta de laser Elbit Systems E-LAWS 2 instalado no casco do veículo. O Exército está estudando a adição de proteção balística ao redor da suíte optrônica.

09 julho, 2021

Iveco Veículos de Defesa fornecerá blindados 6×6 Guarani ao Exército de Gana


*Zona Militar - 09/07/2021

Recentemente, a Elbit Systems confirmou a venda de um lote de veículos blindados de rodas (VCBR) para a República de Gana. No total, serão fornecidas 19 unidades ao Exército de Gana para serem utilizadas no transporte de tropas, missões de reconhecimento e combate ao terrorismo, bem como outras ameaças que incidem na fronteira com o Burkina Faso.

O lote de 19 unidades é dividido em duas versões na configuração 6 × 6 e 8 × 8. No caso da primeira, a Elbit Land Systems fornecerá o VBTP-MR Guarani fabricado pela Iveco Defense Vehicles em sua fábrica em Sete Lagoas (MG), Brasil. Os veículos blindados serão equipados com a estação de controle remoto de armas REMAX, projetada e fabricada pela empresa brasileira Ares.

O modelo e a versão do resto dos veículos na configuração 8 × 8 não foram confirmados. No entanto, provavelmente irá equipar algumas das soluções que a Elbit Land Systems oferece no segmento. Nesse sentido, vale destacar a torre não tripulada UT30MK2, projetada para uso em veículos blindados de transporte de pessoal.

Ao longo de 2020, diversos meios de comunicação noticiaram as negociações entre as autoridades ganenses e representantes da empresa israelense. Informavam que a venda, recentemente confirmada, seria realizada por meio de um empréstimo oferecido pelo Banco de Desconto de Israel ao governo de Gana, exigindo seu tratamento e aprovação do Parlamento. A operação, que giraria em torno de US$ 74 milhões, teria o apoio da Corporação Israelense de Seguros de Riscos de Comércio Exterior, agência estatal cujo objetivo é reduzir os riscos econômicos e políticos para aumentar as exportações do Estado de Israel.

Com a confirmação da operação pela Elbit Systems, a República de Gana acrescentará ao Exército o VBTP-MR Guarani, de fabricação brasileira. Atualmente, além do Brasil como principal usuário, deve se juntar as Filipinas, que confirmou a aquisição de 28 unidades da Guarani em fevereiro de 2021.

13 março, 2021

ARES inaugura base em Uruguaiana para atender Exército Brasileiro


*Rádio Charrua, por Guilherme Wiltgen - 11/03/2021

A ARES inaugurou nesta quarta-feira, 10 de março, uma base de apoio logístico em Uruguaiana, Rio Grande do Sul, com o objetivo de atender as unidades do Exército Brasileiro equipadas com o REMAX. A estação de armas, desenvolvida pela empresa em parceria com o CTEx, foi adotada para equipar o blindado Guarani.

Será a segunda base de apoio da empresa fora do Rio de Janeiro, onde fica sua sede. Em 2019 foi estabelecida a primeira base no 15º Batalhão Logístico em Cascavel, no Paraná.

Em Uruguaiana, a base atenderá além do 8° RC Mec outras OMs localizadas em mais 7 cidades: Quaraí, Santana do Livramento, Bagé, Jaguarão, Santa Rosa, São Borja e Itaqui.

De acordo com Frederico Medella, diretor de Marketing da ARES, essas bases têm como objetivo fortalecer a parceira com o Exército Brasileiro. “Estamos incrementando o atendimento de suporte logístico para os sistemas distribuídos pelo Brasil”.

A base da ARES em Uruguaiana contará com uma equipe que supervisionará as manutenções de primeiro escalão realizadas pelo Exército Brasileiro e executará as manutenções de segundo escalão. “Nosso contrato prevê além da execução e supervisão das manutenções de 1° e 2° escalão a transferência de capacidade para organizações militares”, afirmou Medella.

Com a distribuição dos próximos lotes do REMAX, que em 2021 comemora 15 anos, a empresa prevê instalar mais bases de apoio pelo Brasil. “Fora o Paraná e agora o Rio Grande do Sul, os atendimentos do REMAX distribuídos no estado Rio de Janeiro, no Distrito Federal e em Minas Gerais são suportados pela sede da empresa no Rio de Janeiro. Mas verificando a necessidade do Exército, podemos sim inaugurar outras bases”, declarou o diretor de Marketing.

Sobre o REMAX
É uma estação de armas remotamente controlada giro-estabilizada para metralhadoras 12,7 mm e 7,62 mm que foi desenvolvida a partir dos requisitos do Exército Brasileiro por meio de uma parceria da ARES com o CTEx (Centro Tecnológico do Exército). Trata-se de um projeto ambicioso iniciado em 2006 com a promessa de desenvolvimento da primeira estação de armas 100% nacional.

Hoje é uma realidade no Exército Brasileiro e já equipa as primeiras unidades da viatura blindada sobre rodas média VBTP-MR 6X6 Guarani. Além de equipar a viatura média 6X6 o REMAX será irá equipar às futuras viaturas de reconhecimento 4x4 do Exército Brasileiro.

Sobre a ARES
Empresa com mais de 50 anos de experiência comprovada no País, atendendo com excelência às Forças Armadas Brasileiras no desenvolvimento, na produção, no fornecimento e no suporte logístico de produtos que incrementam suas capacidades operacionais. Orientada para inovação, a ARES investe constantemente em qualificação e capacitação de seus colaboradores, acrescentando valor e produtividade à força de trabalho.

A empresa estruturou o primeiro Centro de Excelência, em Duque de Caxias, no Rio de Janeiro, no desenvolvimento e fabricação de Estações de Armas e Torres no Brasil, mantendo sempre a cooperação no desenvolvimento de novas tecnologias e soluções em conjunto com as Forças Armadas e parceiros.

24 fevereiro, 2021

No ano em que comemora 15 anos do projeto REMAX, ARES quer fortalecer parceria com Exército e Marinha


*LRCA Defense Consulting - 24/02/2021

Sempre que um ano começa, traçamos metas e realizamos um plano de ação. Essas atitudes são importantes para que saibamos exatamente onde queremos chegar. Com a ARES, não é diferente.

Ao longo dos últimos anos, a empresa vem investindo massivamente na capacitação de seus funcionários e no incremento de suas capacidades, com objetivo de atender as demandas das Forças Armadas Brasileiras com produtos que corroboram para o cumprimento das suas missões. Hoje, a empresa é a principal parceira do Exército Brasileiro no desenvolvimento, fabricação e suporte logístico de sistemas de armas para o projeto estratégico Guarani.

Para 2021, a ARES tem como objetivos: fortalecer a parceria com o Exército e a Marinha do Brasil; continuar no desenvolvimento, fabricação e fornecimento de sistemas de armas, principalmente o REMAX; incrementar os serviços de suporte logístico para os sistemas distribuídos pelo Brasil e apoiar o Exército Brasileiro no futuro das forças blindadas.

De acordo com Frederico Medella, diretor de Marketing da ARES, o ano de 2020 foi marcado pela concretização das ações previamente planejadas, dentre as quais se destaca o estreitamento dos laços de parceria com os clientes e fornecedores, a melhoria nos processos fabris, a continuidade na pesquisa e desenvolvimento de novos produtos e a melhoria nas atividades de suporte ao cliente.

“Apesar de o ano passado ter sido um período conturbado, devido à pandemia, a empresa não parou. Nosso foco foi garantir a saúde dos nossos colaboradores, com menor impacto nos projetos e contratos em andamento. Até agora, graças aos esforços da direção da empresa e dos colaboradores, cumprimos nossas obrigações contratuais e conseguimos manter um ambiente seguro e saudável”.

REMAX
Um dos marcos deste ano será a comemoração dos 15 anos do projeto REMAX. “O projeto é motivo de orgulho para a ARES. Esses 15 anos foram marcados por muitos esforços, perseverança e dedicação total. Nos tornamos o principal parceiro do Exército no desenvolvimento, fabricação e fornecimento desse tipo de equipamento”, declarou Frederico Medella.

A ARES criou dois protótipos até chegar no REMAX 3, versão que está em uso pela tropa. Neste ano, a versão do REMAX 3 completa 8 anos e a ARES, desde do ano passado, vem trabalhando com o Exército para dar continuidade no projeto.  

O diretor de Produção, Frederico Fróes, destacou que nos últimos 10 anos, a ARES investiu em seus funcionários, assim como na infraestrutura e nos processos da linha de produção. “Treinamos os funcionários na metodologia Lean, diversificamos a planta de usinagem com máquinas de última geração e investimos em softwares de comunicação entre as camadas operacionais e gerenciais, o que permite monitorar a produção em tempo real e identificar problemas e gargalos imediatamente”.

Segundo o diretor, essas ações permitiram a melhor utilização dos recursos de trabalho, a redução do tempo de desenvolvimento e entrega dos produtos, bem como a melhora na qualidade do produto final. “Nosso objetivo é tornar a ARES mais competitiva e inovadora”.


Feiras e eventos
A ARES pretende participar de duas feiras no Brasil que estão planejadas para ocorrer no segundo semestre de 2021 e também estuda a realização de seminários e exposição para comemorar os 15 anos do projeto REMAX.  “A participação nas feiras é muito importante para a ARES, já que nelas temos a oportunidade de mostrar um pouco de quem somos, o que oferecemos e para onde pretendemos ir. Além disso, é um ótimo espaço para dialogar e estreitar os laços com os nossos principais parceiros”, afirmou Medella.

Sobre a ARES
Empresa com mais de 50 anos de experiência comprovada no País, atendendo com excelência às Forças Armadas Brasileiras no desenvolvimento, na produção, no fornecimento e no suporte logístico de produtos que incrementam suas capacidades operacionais. Orientada para inovação, a ARES investe constantemente em qualificação e capacitação de seus colaboradores, acrescentando valor e produtividade à força de trabalho.

A empresa estruturou o primeiro Centro de Excelência, em Duque de Caxias, no Rio de Janeiro, no desenvolvimento e fabricação de Estações de Armas e Torres no Brasil, mantendo sempre a cooperação no desenvolvimento de novas tecnologias e soluções em conjunto com as Forças Armadas e parceiros.

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