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A i-charging, empresa portuguesa de destaque em tecnologia para mobilidade elétrica, foi escolhida pela Eve Air Mobility para fornecer soluções de carregamento no solo para sua aeronave elétrica de decolagem e pouso vertical (eVTOL). A parceria marca a entrada da i-charging no inovador segmento da Mobilidade Aérea Urbana, fortalecendo o futuro da mobilidade sustentável.
Após um rigoroso processo de seleção, a i-charging se destacou pela excelência tecnológica, confiabilidade comprovada em mercados internacionais e compromisso com a inovação. O carregador desenvolvido para a Eve Air Mobility é resultado da combinação da expertise da i-charging com as demandas específicas do eVTOL, um veículo concebido para revolucionar o transporte urbano.
O equipamento criado mantém os diferenciais da tecnologia i-charging, incluindo eficiência energética, monitoramento remoto, gerenciamento inteligente de carga e conformidade com normas internacionais de segurança e cibersegurança. Projetado do zero, o sistema de carregamento é otimizado para garantir a rápida recarga das aeronaves, além de integrar-se perfeitamente com a infraestrutura aeroportuária moderna, fator crucial para a operação contínua dos eVTOLs.
Pedro Moreira da Silva, CEO da i-charging, ressaltou a importância desse contrato para a empresa: "Esta é uma oportunidade histórica. A confiança da Eve Air Mobility em nossa tecnologia reafirma a qualidade e inovação que entregamos. Estamos determinados a oferecer uma solução tão revolucionária quanto o próprio eVTOL."
Esse avanço demonstra o comprometimento da i-charging em contribuir para uma nova era de transporte urbano, alinhando tecnologia de ponta e sustentabilidade. O contrato inclui fornecimento de equipamentos e suporte técnico durante toda a vida operacional das aeronaves da Eve, consolidando uma parceria estratégica no desenvolvimento da mobilidade elétrica aérea.
Com essa iniciativa, a i-charging reforça seu papel pioneiro e abre caminho para novas soluções elétricas que transformarão o modo como as cidades e regiões se conectam, antecipando o futuro da mobilidade aérea limpa e eficiente.
Sobre a i-charging A i-charging é uma empresa portuguesa fundada em 2019, especializada em soluções tecnológicas para o carregamento de veículos elétricos, incluindo veículos leves e pesados. Com forte foco em inovação, a empresa oferece um ecossistema completo que vai além dos carregadores, incluindo ferramentas digitais e serviços para otimizar toda a jornada do consumidor na mobilidade elétrica. A i-charging é reconhecida internacionalmente por seu design premiado e tecnologia avançada, estando presente em mais de 40 países com certificações de segurança e eficiência que atendem aos mercados globais mais exigentes.
A empresa se destaca por um modelo de crescimento acelerado e inovador, que combina hardware e software integrados, e um modelo fabless que permite agilidade e escalabilidade no desenvolvimento de suas soluções. Em 2025, a i-charging foi premiada com o Prêmio PME Inovação COTEC-BPI, que reconhece sua capacidade de transformar conhecimento em crescimento sustentável e competitividade internacional. É considerada uma das startups mais promissoras da Europa no setor de mobilidade elétrica, com investimentos expressivos em pesquisa e desenvolvimento para ampliar seu portfólio tecnológico e inovador.
Com essa base sólida, a i-charging vem ampliando sua atuação no mercado, agora também no segmento de Mobilidade Aérea Urbana, como no caso da parceria com a Eve Air Mobility para fornecer carregadores para aeronaves elétricas de decolagem e pouso vertical (eVTOL), reafirmando seu papel de protagonista na transição para um futuro sustentável em mobilidade.
As aeronaves elétricas de decolagem e aterrissagem vertical (eVTOLs) têm sido desenvolvidas para atender a demandas de mobilidade urbana. Semelhantes a helicópteros, elas usam motor elétrico e fazem pousos e decolagens de modo vertical — o que economiza bastante espaço nesses processos. Ao redor do mundo, empresas de transporte urbano já interagem com fabricantes de eVTOLs para firmar acordos para a oferta dessa alternativa de deslocamento.
Um dos principais componentes desses veículos é a bateria, que garante o funcionamento do motor elétrico. Embora seja semelhante às usadas em carros elétricos, quem produz o componente para eVTOLs tem de se atentar a outros aspectos. Um dos principais deles é o peso: se para automóveis há pouca preocupação com essa característica, para um veículo voador é fundamental que a bateria seja leve.
Com apoio do programa Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas (PIPE), da FAPESP, a startup Ocellott está desenvolvendo um componente de alta complexidade para esse fim. “Além dessa especificidade em relação ao peso, temos outros obstáculos a superar, como a necessidade de carregamento rápido, a extensão da vida útil, a capacidade de potência e outros”, conta Rodrigo Junqueira, engenheiro de controle e automação e diretor de negócios da empresa.
O engenheiro avalia que, em breve, os veículos voadores poderão ser chamados por aplicativo — como ocorre com os carros atualmente. “É um mundo novo que começa a se desenhar”, diz. “E isso não é simples: esse mercado vai encontrar vários desafios pela frente. A própria bateria é um deles, porque mesmo as melhores tecnologias que existem hoje não atendem perfeitamente às necessidades.”
O objetivo da Ocellott é fornecer baterias tanto para fabricantes de eVTOL como para operadores de serviços de transporte. “O mercado de operadores deve ser até maior do que o de fabricantes”, estima Junqueira. “Quando esse componente atingir o limite de vida operacional e tiver de ser substituído, por exemplo, o operador vai ter de comprar um novo. Esse pode ser um dos modelos de negócio.”
Dois anos A estimativa da chegada dos eVTOLs ao mercado é a partir de 2026. “Daqui a dois anos, já deve haver veículos desse tipo certificados”, aponta. “Mesmo assim, há ainda muitos aspectos a serem abordados. Isso porque não basta criar a aeronave, é preciso definir onde e como ela vai ser recarregada, onde ela vai pousar, como vai ser a regulamentação da operação e outros. Essas dificuldades precisam ser superadas antes de o conceito se tornar popular.”
O pesquisador imagina que provavelmente haverá veículos já disponíveis em 2026, mas as operações de transporte ainda devem demorar um pouco para serem estabelecidas. “A infraestrutura necessária é complexa e ainda precisa ser preparada.”
A demanda pela produção da Ocellott deve começar já em 2026, uma vez que as aeronaves vão entrar em serviço, mesmo que em volume pequeno. É provável que, inicialmente, a necessidade seja restrita ao próprio fabricante e a alguns operadores iniciais, mas, com o tempo, ela vai aumentar até se estabilizar. “Não vai ser uma produção grande como a de uma montadora de automóveis, com milhões de unidades por ano, mas também não vai ser tão pequena quanto a de aviões, que faz pouco mais de mil veículos anualmente”, compara.
Para Junqueira, quando crescer a massa de operadores, o mercado vai aumentar exponencialmente. “Quando ele se estabilizar, cada fabricante de eVTOL deve fabricar cerca de mil aeronaves por mês. E ainda vai ter o nicho de substituição do produto”, lembra. “E isso não vai demorar muito: daqui a cinco anos, ou talvez até em menos tempo, já deve haver mercado de reposição. Não é breve, mas não é tão distante.”
O desenvolvimento da humanidade ao longo dos anos demonstra que, muitas vezes, a criação de produtos levou à criação de necessidades. Foi assim, por exemplo, com o smartphone. Quem diria, há dez anos, que hoje praticamente todas as tarefas poderiam ser feitas diretamente nesse dispositivo, sem a necessidade de um computador?
Apesar de o mercado de transporte urbano por eVTOLs ainda não existir, a existência da solução pode fazê-lo surgir. “É nisso que os fabricantes apostam. Atualmente, o mercado mais parecido com esse é o de helicópteros. Só que ele não abrange as pessoas comuns. A grande diferença é que o objetivo é usar o eVTOL para massificar esse acesso.”
Internacionalização A escolha do nome da empresa levou em conta o fato de a startup ter intenção de atuar no exterior. “Ocelote é um sinônimo para jaguatirica, que é uma palavra de origem indígena”, revela Junqueira. “Quando repensamos a marca da empresa, buscamos elementos que a identificassem. O ocelote é um felino que tem o tamanho ideal, tem agilidade e tem adaptabilidade. É como a nossa empresa: tem agilidade para desenvolver tecnologias complexas em um tempo muito curto. Além disso, o nome funciona bem em outros idiomas.”
Com nove anos de idade, a startup já tem escritórios no exterior há três anos. “Temos duas unidades na Flórida, nos Estados Unidos. Além disso, participamos de missões internacionais. O mercado brasileiro é pequeno para o tipo de produto que fazemos. Por isso, faz sentido buscarmos mercados fora do país.”
A startup foi uma das selecionadas para participar de missões empresariais na FAPESP Week China e Itália, que aconteceram em junho e no final da primeira quinzena de outubro.
A Ocellott concorre com fornecedores tradicionais de sistemas de aviões, mas a maioria deles não está empolgada com o eVTOL. “Eles não estão interessados nesse tipo de produto ainda. Isso permite que a gente se posicione no mercado. Além disso, nossa agilidade e nossa competência fazem nosso diferencial.”
A falta de interesse tem relação com o fato de haver muita demanda no segmento de aviões tradicionais, que é um mercado já consolidado, e no setor militar. “Alguns países têm orçamentos gigantescos para essa área. Para eles, é um momento muito bom para se manter nessa área. Sobra espaço, então, para produtos novos, em que ainda há risco.”
A própria Ocellott atua no segmento de produtos de comando e controle para as forças armadas. Ou seja, a empresa não faz exclusivamente baterias para eVTOL. “Temos um conjunto de projetos e produtos de aplicação militar.”
As especialidades da startup são o desenvolvimento e a fabricação de soluções de eletrificação e a validação de sistemas aeronáuticos e de radiofrequência. “No início, oferecíamos consultoria para fabricantes de aeronaves para ajudá-los a certificar os veículos conforme os requisitos de compatibilidade eletromagnética”, conta. “Rapidamente, porém, ficou claro que seria importante direcionar a empresa para produtos.”
A partir disso, a equipe desenvolveu sistemas para aviação tradicional, que hoje estão embarcados em plataformas existentes. “Em seguida, criamos outros produtos, como é o caso da bateria para eVTOL”, relata Junqueira. “Nesse cenário, a FAPESP fez uma diferença enorme para nós. Sem esse apoio, não teríamos fôlego financeiro para avançar na velocidade que avançamos.”
Bateria de íon de lítio do carro voador da Embraer
A empresa de engenharia eletroeletrônica Ocellott está concluindo o desenvolvimento da bateria de íon de lítio do carro voador da Embraer. O projeto desafiador, sustentável e com tecnologia de ponta está a pleno vapor, desde 2020, em São José dos Campos (SP) e para tocá-lo a empresa paulista solicitou financiamentos da Desenvolve SP – agência de fomento vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SDE) do Governo de São Paulo.
As linhas de crédito para projetos de inovação e de capital de giro da Desenvolve SP estão contribuindo para alavancar o eVTOL, sigla em inglês de “aeronave elétrica de decolagem e pouso vertical”. Para o carro voador passar para a fase de testes e ser certificado, sua bateria tem que, antes, ser certificada também pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), explica o CEO da Ocellott, Henrique Lemos de Faria. “Os recursos desembolsados pela agência foram importantíssimos para que pudéssemos desenvolver o projeto.
A bateria do eVTOL é uma inovação, mas com riscos, e seria bastante complicado e custoso um investimento da Ocellott com recursos próprios. A Desenvolve SP oferece taxas atraentes”, afirma Henrique. “Estamos diante de uma solução sustentável para um meio de transporte de motorização elétrica, que substituirá um de motorização por combustíveis fósseis. Espero que, no primeiro semestre de 2025, possamos receber a certificação da Anac da bateria de íon de lítio do carro voador”, prevê o CEO.
A expectativa é de que o eVTOL entre em operação em 2026, mas, antes disso, o veículo passará por testes e certificações. Até lá, o trabalho continua na Ocellott, instalada no Parque de Inovação Tecnológica de São José. “Precisávamos desenvolver um produto seguro, com peso menor e com eficiência energética, item no qual está inclusa a autonomia. Temos aqui uma bateria de ponta, com desempenho igualmente de vanguarda. Há mais de 200 projetos de carros voadores em desenvolvimento no mundo, em países como Estados Unidos, Alemanha, França, Inglaterra e China”, explica Faria.
Atualmente, a bateria da Ocellott possui entre 700 e 800 kg (de 30 a 40% do peso total) e é feita em módulos, para se adequar à necessidade do veículo que ela irá alimentar. “Este projeto do eVTOL tem grande potencial para ser o carro-chefe da empresa, quando o carro voador estiver operando. A previsão é que, a partir de 2030, com este meio de transporte ambientalmente mais adequado sendo popularizado, possamos ter 50% de nosso faturamento gerados pela venda deste produto”, completou o executivo da Ocellott.
Em 2023, a Desenvolve SP desembolsou mais de R$ 51 milhões para projetos desta natureza de micro, pequenas e médias empresas do estado de São Paulo. No acumulado, desde 30 de setembro de 2013, quando passou a oferecer linhas com este fim, a instituição já liberou mais de R$ 322,8 milhões.
Milhares de drones, robôs, pequenos veículos autônomos e eVTOLs (Electric Vertical Take-off and Landing - Veículos Elétricos de Decolagem e Pouso Vertical) estarão operando com máxima eficiência e autonomia no Brasil em um futuro próximo. Esse cenário pressupõe um vasto mercado em baterias, onde
soluções energéticas avançadas, customizadas e especificas estão sendo desenvolvidas pelo Grupo Akaer.
O projeto de baterias para eVTOL tem seu desenvolvimento financiado pela FINEP dentro do projeto de Plataformas Demonstradoras de Novas Tecnologias Aeronáuticas (PDNT), onde a Equatorial (empresa do Grupo Akaer) é coexecutora do projeto, contribuindo com o desenvolvimento da bateria que será integrada a uma bancada de testes completa. Os testes permitirão estabelecer os requisitos de uma bateria para os eVTOLs operacionais.
No Brasil os principais figurantes do mercado de aviação se preparam para operar eVTOLs antes de 2030. São cerca de 3.000 aeronaves sendo registradas na ANAC para operação comercial e a Akaer já foi consultada pelas futuras operadoras sobre a viabilidade de fornecer as baterias, bem como os serviços de manutenção e pós-venda de baterias para eVTOLs.
A primeira bateria do setor agrícola produzida pela Akaer foi entregue com o objetivo de realizar testes práticos em campo no robô agrícola SOLIX, em Araçatuba, a partir dessa semana.
Ao longo de 20 dias, a empresa monitorará de perto a operação para confirmar a eficiência e durabilidade da bateria, que possui uma capacidade de 5,2 kWh.
Em colaboração estratégica com a SOLINFTEC, especializada em robôs agrícolas, a Akaer poderá chegar a até 1.000 baterias produzidas por ano, contribuindo para o avanço conjunto de objetivos e impulsionando a inovação no setor agrícola.
Um projeto desafiador, sustentável e com tecnologia de ponta está a pleno vapor na Ocellott, em São José dos Campos. A empresa de engenharia eletroeletrônica (especializada em sistemas para os mercados aeroespacial, de defesa e testes e medições) está concluindo o desenvolvimento da bateria de íon de lítio de carro voador. Para que o projeto do veículo pudesse ser realizado desde 2020, a Ocellott solicitou financiamentos da Desenvolve SP – agência de fomento vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SDE) do Governo de São Paulo.
A Ocellott é o case de sucesso desta semana e que encerra a série especial de reportagens da Desenvolve SP para este mês do Empreendedor.
Linhas de crédito para projetos de inovação e de capital de giro da agência estão contribuindo para alavancar o eVTOL, sigla em inglês de “aeronave elétrica de decolagem e pouso vertical”. Para o carro voador passar para a fase de testes e ser certificado, sua bateria tem que, antes, ser certificada também pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), explica o CEO da Ocellott, Henrique Lemos de Faria.
“Os recursos desembolsados pela agência foram importantíssimos para que pudéssemos desenvolver o projeto. A bateria do eVTOL é uma inovação, mas com riscos, e seria bastante complicado e custoso um investimento da Ocellott com recursos próprios. A Desenvolve SP oferece taxas atraentes”, afirma Henrique. “Estamos diante de uma solução sustentável para um meio de transporte de motorização elétrica, que substituirá um de motorização por combustíveis fósseis. Espero que, no primeiro, semestre de 2025, possamos receber a certificação da Anac da bateria de íon de lítio do carro voador”, prevê o CEO.
Bateria Ocellott para o eVTOL da Eve
A previsão de operação do eVTOL é 2026 e o veículo também terá que passar por testes e certificações. Até lá, o trabalho continua na Ocellott, instalada no Parque de Inovação Tecnológica de São José. A bateria trouxe desafios para a companhia. “Precisávamos desenvolver um produto seguro, com peso menor e com eficiência energética, item no qual está inclusa a autonomia. Temos aqui uma bateria de ponta, com desempenho igualmente de vanguarda. Há mais de 200 projetos de carros voadores em desenvolvimento no mundo, em países como Estados Unidos, Alemanha, França, Inglaterra e China”, explica Faria.
Atualmente, a bateria da Ocellott possui entre 700 e 800 quilos (de 30 a 40% do peso total) e é feita em módulos, para se adequar à necessidade do veículo que ela irá alimentar. “Este projeto do eVTOL tem grande potencial para ser o carro-chefe da empresa, quando o carro voador estiver operando. A previsão é que, a partir de 2030, com este meio de transporte ambientalmente mais adequado sendo popularizado, possamos ter 50% de nosso faturamento gerados pela venda deste produto”, completou o executivo da Ocellott.
Investimentos em inovação O fomento à inovação tem sido uma prioridade para a Desenvolve SP. Neste ano, até setembro, já foram desembolsados mais de R$ 51 milhões para projetos desta natureza de micro, pequenas e médias empresas do estado de São Paulo. No acumulado, desde 30/09/2013, quando passou a oferecer linhas com este fim, a instituição já liberou mais de R$ 322,8 milhões.
Um mundo movido a eletricidade, essa é uma realidade sem volta. Com o propósito de impulsionar esse mercado da eletrificação, a CBMM, empresa de Minas Gerais, que é líder mundial em produtos de nióbio, conta com mais de quarenta parcerias ao redor do mundo para desenvolver baterias inovadoras.
Uma verdadeira revolução no segmento da mobilidade, as baterias de lítio com nióbio oferecem carregamento ultrarrápido em menos de dez minutos, além de maior autonomia, estabilidade e vida útil prolongada.
Rogério Ribas, gerente executivo de produtos de baterias da CBMM, explica mais sobre essa inovação futurística. "Essas tecnologias de recarga ultrarrápida trazem uma grande vantagem, inclusive de diminuir o custo da operação. Você evita ter um outro equipamento parado ali sendo recarregado, enquanto você precisa de um outro operando. Esse é uma grande vantagem dessas tecnologias. Essa primeira experiência, a gente está trabalhando com os primeiros clientes, que são alguns clientes europeus. Na sequência a gente já tem alguns clientes no Japão e nos Estados Unidos, então essa deve ser o nosso 'World map' (mapa-múndi) para comercialização dessas baterias", contou à Rádio Itatiaia.
Expo Dubai: líder de mercado, Minas apresenta produção global do 'metal do futuro'
A tecnologia de nióbio no segmento de infraestrutura abre caminho para cidades mais inteligentes e para um futuro mais eficiente e sustentável, e essa é uma das soluções que a CBMM vai destacar ao longo das próximas semanas na Expo Dubai, nos Emirados Árabes. A feira internacional de negócios é realizada a cada 5 anos e reúne inovações tecnológicas.
Leonardo Silvestre, gerente executivo de desenvolvimento de mercado da companhia, explicou que uma pequena quantidade de nióbio aplicado ao aço garante redução no uso de matérias primas diversas, bem como diminuição da emissão de CO2 em toda a cadeia produtiva.
"O nióbio ele é usado para conferir melhores propriedades mecânicas no aço. Traz maior resistência ao aço, especificamente na construção civil esse aumento de resistência permite que menos aços sejam utilizados. Então a gente deixa o produto forte, esse aumento da resistência faz com que a gente precise de menos material para fazer a mesma obra, o mesmo edifício, a mesma casa, a mesma ponte e o mesmo estádio de futebol, por exemplo, um pouquinho de nióbio a gente está falando de micro ligante, é muito pouco mesmo, uma pitada de nióbio, em números precisos é 0,01% de nióbio. A partir desse valor a gente já começa a ter um ganho muito grande de resistência no aço", contou à Rádio Itatiaia.
A CBMM, líder mundial na produção e comercialização de produtos de Nióbio, firmou acordo para aquisição de 20% da startup norte-americana Battery Streak. Com o investimento, a companhia tem a expectativa de impulsionar desenvolvimentos em materiais para baterias em aplicações de mobilidade, equipamentos eletrônicos e drones.
“Este investimento estratégico é parte do plano de novos negócios da CBMM, que visa acelerar inovação em materiais para baterias de lítio, segmento muito promissor e que deve representar 25% da receita da companhia em 2030”, explica Rodrigo Amado, gerente de Estratégia e Novos Negócios da CBMM. Desde 2019, a CBMM investe estrategicamente em startups relacionadas à inovação de materiais e conectadas com a megatendência global de eletrificação. Todas as startups investidas utilizam Nióbio em suas tecnologias.
“Estamos honrados e entusiasmados com o apoio da CBMM em concretizar nossa visão compartilhada de um futuro alimentado por baterias. Essa parceria vai permitir maior rapidez e eficiência para alcançar nossos objetivos”, disse David Grant, presidente da Battery Streak.
Com visão de longo prazo, a CBMM tem a perspectiva de continuar investindo em pesquisas e desenvolvimentos de tecnologias com Nióbio para baterias. “Estamos atuando de forma intensa com grandes parceiros para oferecer ao mercado, principalmente para o setor automotivo, baterias com características exclusivas de recarga ultrarrápida, em menos de 10 minutos, e que contam com maior estabilidade, segurança e vida útil. A Battery Streak está totalmente alinhada com esse objetivo e nos permitirá dar um passo importante, inclusive com aplicações além do mercado de mobilidade”, complementa Amado.
A Battery Streak, também conhecida como BSI, é uma startup ligada à Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA), nos Estados Unidos. A tecnologia patenteada da BSI usa óxido de nióbio nanoestruturado como ânodo das baterias de íons de lítio. Com a parceria, CBMM e BSI pretendem oferecer os primeiros produtos ao mercado em 2023.
Sobre a Battery Streak A Battery Streak foi fundada em 2017 para comercializar tecnologias que permitem que as baterias de íons de lítio sejam carregadas rapidamente, em aproximadamente 10 minutos. As baterias que utilizam materiais patenteados da Battery Streak também contam com ciclo de vida mais longo e superam desafios térmicos em comparação com as baterias convencionais. A Battery Streak está sediada em Ventura County, CA.
Sobre a CBMM Líder mundial na produção e comercialização de produtos de Nióbio, a CBMM possui mais de 400 clientes, em 50 países. Sediada no Brasil, com escritórios e subsidiárias na China, Países Baixos, Singapura, Suíça e Estados Unidos, a companhia fornece produtos e tecnologia de ponta aos setores de infraestrutura, mobilidade, aeroespacial e energia. Em 2019, investiu na 2DM, empresa dedicada ao Grafeno e, em 2021, nas startups Echion e Battery Streak. Os investimentos visam novos desenvolvimentos em materiais para baterias de íons de lítio.
As gigantes mundiais Volkswagen Caminhões e Ônibus – VWCO e a CBMM – Companhia Brasileira de Metalurgia e Mineração se uniram com a missão de criar a superbateria de Nióbio. A multinacionais fecharam um acordo para desenvolverem e produzirem superbaterias para veículos elétricos de grande porte, utilizando o metal tão precioso e abundante no Brasil, o nióbio. Com elas os automóveis serão recarregados em menos de dez minutos e terão maior autonomia. Além disso, em paralelo, a CBMM está desenvolvendo novas tecnologias com óxidos de grafeno.
A solução pode colocar o Brasil em posição de destaque no segmento ao unir a CBMM, empresa que trabalha no desenvolvimento de novas tecnologias com nióbio, e a Volkswagen, responsável pelo funcionamento dessas baterias em cada veículo.
Bateria de Nióbio está sendo desenvolvida há três anos numa parceria com a japonesa Toshiba De acordo com o vice-presidente da CBMM, Ricardo Lima, a bateria de Nióbio está sendo desenvolvida há três anos numa parceria com a japonesa Toshiba. “Pela primeira vez estamos implementando esta solução que, devido ao uso do óxido de Nióbio no ânodo da bateria, permitirá uma operação de carregamento ultrarrápido, em menos de 10 minutos, maior durabilidade, vida útil e segurança”, informa o executivo.
Segundo a Volkswagen, maior produtada global de veículos, o acordo com a CBMM é estratégico, pois a empresa está consolidada como uma referência mundial no desenvolvimento de novas tecnologias com nióbio para baterias de íons de lítio. Já a VW Caminhões e Ônibus entrará com sua expertise para estabelecer o comportamento dessas baterias em veículos, com todos os parâmetros de segurança e qualidade para concretizar o desempenho esperado.
CBMM anuncia R$ 7 bilhões de investimentos para novas tecnologias com óxidos de grafeno e vai produzir 185 mil ton de nióbio por ano A Companhia Brasileira de Metalurgia e Mineração (CBMM) anunciou nova rodada de aportes para projeto de expansão de sua unidade em Araxá, no Alto Paranaíba, em Minas Gerais. O plano de investimento de R$ 7 bilhões, recém anunciado pela Companhia, segue voltado para o aumento da capacidade de produção de nióbio. Além disso, a companhia está desenvolvendo novas tecnologias com óxidos de grafeno na unidade.
Na frente de mobilidade há investimentos em tecnologias para baterias elétricas e em outros materiais avançados para o segmento automotivo, por exemplo. Além disso, a companhia está desenvolvendo novas tecnologias com óxidos de nióbio e grafeno, elementos que apresentam grande sinergia em aplicações para este segmento.
“Mas as aplicações não param por aí. O nióbio também é um metal relevante para a transição energética global, contribuindo para a construção de cidades mais inteligentes, sendo um elemento fundamental para fontes alternativas de energia“, completa.
Brasil ganha a primeira e maior fábrica de produção de grafeno da América do Sul, capaz de produzir até 5000 Kg por ano, que junto com o nióbio vai revolucionar o destino da humanidade A inauguração da primeira e maior fábrica de produção de grafeno, em escala industrial da América do Sul, que aconteceu no dia 09 de julho, contou com a presença do presidente da República, Jair Bolsonaro, o ministro-chefe da Casa Civil, Luiz Eduardo Ramos, e o ministro da Ciência, Tecnologia e Inovações, Marcos Pontes. A unidade terá capacidade de produzir até cinco mil quilos de alta qualidade por ano.
Em seu discurso o presidente, Jair Bolsonaro, destacou o potencial brasileiro: “Temos uma pátria abençoada. Voltando à tabela periódica, temos toda ela aqui no Brasil. Inclusive naquilo que é raro. Temos aí por volta de 1/3 das reservas de grafite, ou grafita, em vários estados. Temos, aproximadamente, 97% do Nióbio, que casado com grafeno, realmente vão revolucionar o destino da humanidade”, disse.