Pesquisar este portal

Mostrando postagens com marcador Ocellott. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Ocellott. Mostrar todas as postagens

12 novembro, 2024

Ocellott entrega equipamentos Endurance EPC ao Exército Brasileiro


*LRCA Defense Consulting - 12/11/2024

Hoje (12), a Ocellott recebeu a visita de militares da Academia Militar das Agulhas Negras (AMAN), que vieram coletar quatro equipamentos Endurance EPC, conforme um contrato de venda de vários desses produtos para o Sistema Digitalizado de Artilharia de Campanha (SISDAC) do Exército Brasileiro.

O Sistema Gênesis, desenvolvido pela IMBEL e denominado Sistema Digitalizado de Artilharia de Campanha (SISDAC) pelo Exército Brasileiro, representa um salto tecnológico para a Força Terrestre por conferir maior eficiência na busca de alvos e garantir agilidade e precisão no desencadeamento de fogos, colocando a Artilharia brasileira no mesmo patamar de similares dos países detentores dessa tecnologia.

Entrega de unidades do Endurance EPC

Os Endurance EPC da Ocellott garantem a total Estabilização, Proteção e Conversão de potência de todos os equipamentos eletrônicos embarcados, tendo sido desenvolvidos e testados especialmente para o Exército Brasileiro, atendendo as exigências de segurança dos equipamentos para todas as viaturas da Força.

Viaturas modernas que possuem equipamentos eletrônicos precisam de um estabilizador de tensão para garantir uma operação ininterrupta e proteger os equipamentos críticos. Além de garantir o fornecimento de energia limpa, estável e segura, protegendo tais equipamentos, o Endurance EPC também protege a bateria contra descarga total.

O Endurance EPC é um Produto Estratégico de Defesa já validado em campo no obuseiro blindado autopropulsado M109 A5+BR.

01 novembro, 2024

Startup brasileira desenvolve bateria para ‘carros voadores’


*LRCA Defense Consulting - 01/11/2024

As aeronaves elétricas de decolagem e aterrissagem vertical (eVTOLs) têm sido desenvolvidas para atender a demandas de mobilidade urbana. Semelhantes a helicópteros, elas usam motor elétrico e fazem pousos e decolagens de modo vertical — o que economiza bastante espaço nesses processos. Ao redor do mundo, empresas de transporte urbano já interagem com fabricantes de eVTOLs para firmar acordos para a oferta dessa alternativa de deslocamento.

Um dos principais componentes desses veículos é a bateria, que garante o funcionamento do motor elétrico. Embora seja semelhante às usadas em carros elétricos, quem produz o componente para eVTOLs tem de se atentar a outros aspectos. Um dos principais deles é o peso: se para automóveis há pouca preocupação com essa característica, para um veículo voador é fundamental que a bateria seja leve.

Com apoio do programa Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas (PIPE), da FAPESP, a startup Ocellott está desenvolvendo um componente de alta complexidade para esse fim. “Além dessa especificidade em relação ao peso, temos outros obstáculos a superar, como a necessidade de carregamento rápido, a extensão da vida útil, a capacidade de potência e outros”, conta Rodrigo Junqueira, engenheiro de controle e automação e diretor de negócios da empresa.

O engenheiro avalia que, em breve, os veículos voadores poderão ser chamados por aplicativo — como ocorre com os carros atualmente. “É um mundo novo que começa a se desenhar”, diz. “E isso não é simples: esse mercado vai encontrar vários desafios pela frente. A própria bateria é um deles, porque mesmo as melhores tecnologias que existem hoje não atendem perfeitamente às necessidades.”

O objetivo da Ocellott é fornecer baterias tanto para fabricantes de eVTOL como para operadores de serviços de transporte. “O mercado de operadores deve ser até maior do que o de fabricantes”, estima Junqueira. “Quando esse componente atingir o limite de vida operacional e tiver de ser substituído, por exemplo, o operador vai ter de comprar um novo. Esse pode ser um dos modelos de negócio.”

Dois anos
A estimativa da chegada dos eVTOLs ao mercado é a partir de 2026. “Daqui a dois anos, já deve haver veículos desse tipo certificados”, aponta. “Mesmo assim, há ainda muitos aspectos a serem abordados. Isso porque não basta criar a aeronave, é preciso definir onde e como ela vai ser recarregada, onde ela vai pousar, como vai ser a regulamentação da operação e outros. Essas dificuldades precisam ser superadas antes de o conceito se tornar popular.”

O pesquisador imagina que provavelmente haverá veículos já disponíveis em 2026, mas as operações de transporte ainda devem demorar um pouco para serem estabelecidas. “A infraestrutura necessária é complexa e ainda precisa ser preparada.”

A demanda pela produção da Ocellott deve começar já em 2026, uma vez que as aeronaves vão entrar em serviço, mesmo que em volume pequeno. É provável que, inicialmente, a necessidade seja restrita ao próprio fabricante e a alguns operadores iniciais, mas, com o tempo, ela vai aumentar até se estabilizar. “Não vai ser uma produção grande como a de uma montadora de automóveis, com milhões de unidades por ano, mas também não vai ser tão pequena quanto a de aviões, que faz pouco mais de mil veículos anualmente”, compara.

Para Junqueira, quando crescer a massa de operadores, o mercado vai aumentar exponencialmente. “Quando ele se estabilizar, cada fabricante de eVTOL deve fabricar cerca de mil aeronaves por mês. E ainda vai ter o nicho de substituição do produto”, lembra. “E isso não vai demorar muito: daqui a cinco anos, ou talvez até em menos tempo, já deve haver mercado de reposição. Não é breve, mas não é tão distante.”

O desenvolvimento da humanidade ao longo dos anos demonstra que, muitas vezes, a criação de produtos levou à criação de necessidades. Foi assim, por exemplo, com o smartphone. Quem diria, há dez anos, que hoje praticamente todas as tarefas poderiam ser feitas diretamente nesse dispositivo, sem a necessidade de um computador?

Apesar de o mercado de transporte urbano por eVTOLs ainda não existir, a existência da solução pode fazê-lo surgir. “É nisso que os fabricantes apostam. Atualmente, o mercado mais parecido com esse é o de helicópteros. Só que ele não abrange as pessoas comuns. A grande diferença é que o objetivo é usar o eVTOL para massificar esse acesso.”

Internacionalização
A escolha do nome da empresa levou em conta o fato de a startup ter intenção de atuar no exterior. “Ocelote é um sinônimo para jaguatirica, que é uma palavra de origem indígena”, revela Junqueira. “Quando repensamos a marca da empresa, buscamos elementos que a identificassem. O ocelote é um felino que tem o tamanho ideal, tem agilidade e tem adaptabilidade. É como a nossa empresa: tem agilidade para desenvolver tecnologias complexas em um tempo muito curto. Além disso, o nome funciona bem em outros idiomas.”

Com nove anos de idade, a startup já tem escritórios no exterior há três anos. “Temos duas unidades na Flórida, nos Estados Unidos. Além disso, participamos de missões internacionais. O mercado brasileiro é pequeno para o tipo de produto que fazemos. Por isso, faz sentido buscarmos mercados fora do país.”

A startup foi uma das selecionadas para participar de missões empresariais na FAPESP Week China e Itália, que aconteceram em junho e no final da primeira quinzena de outubro.

A Ocellott concorre com fornecedores tradicionais de sistemas de aviões, mas a maioria deles não está empolgada com o eVTOL. “Eles não estão interessados nesse tipo de produto ainda. Isso permite que a gente se posicione no mercado. Além disso, nossa agilidade e nossa competência fazem nosso diferencial.”

A falta de interesse tem relação com o fato de haver muita demanda no segmento de aviões tradicionais, que é um mercado já consolidado, e no setor militar. “Alguns países têm orçamentos gigantescos para essa área. Para eles, é um momento muito bom para se manter nessa área. Sobra espaço, então, para produtos novos, em que ainda há risco.”

A própria Ocellott atua no segmento de produtos de comando e controle para as forças armadas. Ou seja, a empresa não faz exclusivamente baterias para eVTOL. “Temos um conjunto de projetos e produtos de aplicação militar.”

As especialidades da startup são o desenvolvimento e a fabricação de soluções de eletrificação e a validação de sistemas aeronáuticos e de radiofrequência. “No início, oferecíamos consultoria para fabricantes de aeronaves para ajudá-los a certificar os veículos conforme os requisitos de compatibilidade eletromagnética”, conta. “Rapidamente, porém, ficou claro que seria importante direcionar a empresa para produtos.”

A partir disso, a equipe desenvolveu sistemas para aviação tradicional, que hoje estão embarcados em plataformas existentes. “Em seguida, criamos outros produtos, como é o caso da bateria para eVTOL”, relata Junqueira. “Nesse cenário, a FAPESP fez uma diferença enorme para nós. Sem esse apoio, não teríamos fôlego financeiro para avançar na velocidade que avançamos.” 

*Com informações da FAPESP - Pesquisa para Inovação, por Roseli Andrion - 28/10/2024

===xxx===

CEO da Ocellott, Henrique Lemos de Faria

Bateria de íon de lítio do carro voador da Embraer

A empresa de engenharia eletroeletrônica Ocellott está concluindo o desenvolvimento da bateria de íon de lítio do carro voador da Embraer. O projeto desafiador, sustentável e com tecnologia de ponta está a pleno vapor, desde 2020, em São José dos Campos (SP) e para tocá-lo a empresa paulista solicitou financiamentos da Desenvolve SP – agência de fomento vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SDE) do Governo de São Paulo.

As linhas de crédito para projetos de inovação e de capital de giro da Desenvolve SP estão contribuindo para alavancar o eVTOL, sigla em inglês de “aeronave elétrica de decolagem e pouso vertical”. Para o carro voador passar para a fase de testes e ser certificado, sua bateria tem que, antes, ser certificada também pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), explica o CEO da Ocellott, Henrique Lemos de Faria. “Os recursos desembolsados pela agência foram importantíssimos para que pudéssemos desenvolver o projeto.

A bateria do eVTOL é uma inovação, mas com riscos, e seria bastante complicado e custoso um investimento da Ocellott com recursos próprios. A Desenvolve SP oferece taxas atraentes”, afirma Henrique. “Estamos diante de uma solução sustentável para um meio de transporte de motorização elétrica, que substituirá um de motorização por combustíveis fósseis. Espero que, no primeiro semestre de 2025, possamos receber a certificação da Anac da bateria de íon de lítio do carro voador”, prevê o CEO.

A expectativa é de que o eVTOL entre em operação em 2026, mas, antes disso, o veículo passará por testes e certificações. Até lá, o trabalho continua na Ocellott, instalada no Parque de Inovação Tecnológica de São José. “Precisávamos desenvolver um produto seguro, com peso menor e com eficiência energética, item no qual está inclusa a autonomia. Temos aqui uma bateria de ponta, com desempenho igualmente de vanguarda. Há mais de 200 projetos de carros voadores em desenvolvimento no mundo, em países como Estados Unidos, Alemanha, França, Inglaterra e China”, explica Faria.

Atualmente, a bateria da Ocellott possui entre 700 e 800 kg (de 30 a 40% do peso total) e é feita em módulos, para se adequar à necessidade do veículo que ela irá alimentar. “Este projeto do eVTOL tem grande potencial para ser o carro-chefe da empresa, quando o carro voador estiver operando. A previsão é que, a partir de 2030, com este meio de transporte ambientalmente mais adequado sendo popularizado, possamos ter 50% de nosso faturamento gerados pela venda deste produto”, completou o executivo da Ocellott.

Em 2023, a Desenvolve SP desembolsou mais de R$ 51 milhões para projetos desta natureza de micro, pequenas e médias empresas do estado de São Paulo. No acumulado, desde 30 de setembro de 2013, quando passou a oferecer linhas com este fim, a instituição já liberou mais de R$ 322,8 milhões.

*Com informações do portal Saneamento Ambiental - 04/11/2023

 ===xxx===

04 junho, 2024

Alckmin assina Acordo de Cooperação em Defesa com a Arábia Saudita, sendo discutidas ToT e produção local


*LRCA Defense Consulting - 04/06/2024

O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, cumpriu agenda intensa em missão oficial que liderou ao Reino da Arábia Saudita nesta segunda-feira (3). Alckmin manteve encontro reservado com o vice-presidente e ministro de Investimentos da Arábia Saudita, Khalid Alfalih, com quem também abriu uma mesa redonda entre representantes dos governos dos dois países e investidores brasileiros e sauditas.

Um dos destaques da agenda do vice-presidente foi a assinatura do Acordo de Cooperação em Defesa com o ministro saudita, Khalid bin Salman. O documento prevê o aprofundamento das relações entre Brasil e Arábia Saudita em diversas áreas, com destaque para indústria, logística e tecnologia.

Citando o presidente brasileiro, Alckmin afirmou que “a Arábia Saudita é, no Oriente Médio, o principal parceiro comercial do Brasil”.  A corrente de comércio bilateral está em cerca de U$ 7 bilhões e os investimentos recíprocos têm aumentado. A visita do vice-presidente à Arábia Saudita segue-se à viagem realizada pelo presidente ao país no final do ano passado e demonstra a importância que o governo dá à parceria com os sauditas.

Segundo informou a Agência de Notícias Saudita, durante a reunião foram revistas as relações bilaterais entre os dois países e foi discutido o fortalecimento da cooperação no domínio das indústrias de defesa, investigação e desenvolvimento, e a transferência (ToT) e localização de tecnologia (produção na Arábia Saudita), de acordo com o programa Visão Saudita 2030 (Saudi Vision 2030). (os grifos entre parênteses são desta Consultoria)

Embraer, Taurus e CBC
Embora os termos do acordo não tenham sido divulgados, esta Consultoria acredita que a afirmação "transferência (ToT) e localização de tecnologia (produção na Arábia Saudita), de acordo com o programa Visão Saudita 2030 (Saudi Vision 2030)" possa dizer respeito à parceria entre a Embraer e a Arábia Saudita no tocante ao fornecimento de jatos E2 para mobiliar a nova companhia aérea do país, bem como ao estabelecimento de uma planta de fabricação de aeronaves no Reino e seus respectivos serviços de MRO, que poderia também contemplar a produção da aeronave militar multimissão C-390 Millennium, caso os sauditas optem por ela.

Poderia também dizer respeito às iniciativas da CBC e da Taurus Armas de firmar joint ventures para produzir munições e armamento leve no Reino, haja vista que essas três empresas brasileiras estão negociando transferência de tecnologia e produção local nesse país.

Principais empresas brasileiras de Defesa com interesses na Arábia Saudita
A Akaer, na LAAD 2023, além de uma parceria com o Grupo Edge, promoveu uma outra com a empresa saudita Intra Defense Technologies para o desenvolvimento de drones naquele país.  As duas companhias estabeleceram um contrato para o desenvolvimento de veículos aéreos não tripulados (UAVs, na sigla em inglês) de grande porte para, inicialmente, atender as necessidades da Arábia Saudita. O projeto, no entanto, poderá se estender para outros países e regiões. Atualmente, a Intra opera UAVs na Arábia Saudita com grande sucesso, acumulando mais de 4 mil horas de voo em diferentes missões. A empresa parceira desenvolveu dois UAVs VTOL (que realizam pouso e decolagem /verticais), um dos quais foi exposto na LAAD Defense & Security.

Avionics Services e a Arab Organization for Industrialization (AOI), durante a IDEX 2023 em Abu Dhabi,  firmaram um MoU (Memorando de Entendimento). "O MoU que assinamos com a Organização Árabe para a Industrialização prevê o fechamento de contrato para prover serviços de manutenção especializada em helicópteros, bem como integração de sistemas embarcados, entre outros”, explicou João Vernini, Diretor Presidente da Avionics Services. Atuando pelo desenvolvimento da indústria de defesa árabe no Egito, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e Qatar, a AOI busca  intensificar a cooperação e ampliar as parcerias com instituições e empresas internacionais na área de defesa.

A CBC está próxima de firmar uma joint venture para estabelecer produção local de munições.

A Embraer, após vencer a licitação da Coreia do Sul para fornecer aeronaves de transporte, está em vias de fornecer 33 aeronaves C-390 Millennium para a Arábia Saudita, podendo estabelecer uma joint venture para produção local, tendo firmado também diversos acordos relativos à aviação comercial e militar com órgãos governamentais e grupos privados. Além disso, seus jatos E2 poderão mobiliar a nova companhia aérea saudita que está sendo montada.

A Mac Jee é uma grande exportadora de bombas, foguetes e munição de artilharia para o Oriente Médio, possuindo ainda uma grande unidade fabril de explosivos militares na Arábia Saudita em vias de conclusão.

A Ocellott assinou, em outubro de 2022, um MoU com a MISA (Ministério do Investimento da Arábia Saudita). O objetivo do acordo é a aplicação de investimentos no desenvolvimento de baterias de propulsão para aeronaves elétricas, os eVTOLs (Electric vertical take-off and landing). Essa iniciativa está alinhada com o foco de investimentos da Arábia Saudita em aviação e eletrificação, assim como no desenvolvimento de uma cadeia de suprimentos de altíssimo padrão para o país. Sobre a assinatura do acordo, o CEO Ocellott, Henrique Lemos, comentou: “A assinatura desse acordo é um passo importante na relação entre Ocellott e a Arábia Saudita, mas também um estreitamento da relação entre a Arábia Saudita e o Brasil, principal país da América Latina. Oferecemos uma colaboração tecnológica robusta e tecnologia aeroespacial de ponta que está alinhada a visão da Invest Saudi em desenvolver uma cadeia de suprimentos de altíssimo padrão no Reino da Arábia Saudita.”

A Taurus Armas está em vias de firmar uma importante joint venture para a produção local de armas leves (pistolas, submetralhadoras e fuzis) para equipar as Forças Armadas Sauditas e de outros países do Oriente Médio. A decisão deverá ocorrer ainda neste mês.

A WEG inaugurou, em março de 2022, na Arábia Saudita, a maior planta de dessalinização de água marinha do mundo, a Rabigh 3, da qual a empresa participou como fornecedora de motores e inversores de frequência. O êxito do projeto foi homenageado e reconhecido pelo Guinness World Records como “maior instalação de dessalinização por osmose reversa do mundo”. Tida como um dos subsegmentos em crescimento dentro da plataforma de Alimentos e Bebidas, a aquicultura dá à WEG a possibilidade de utilizar seus produtos nas mais diversas aplicações. Prova disso é o fornecimento feito pela Operação Comercial da WEG no Equador, em parceria com a fabricante equatoriana de bombas Delta Delfini, para um projeto de fazenda de camarão na Arábia Saudita.

*Com informações do Governo Brasileiro e da Agência de Notícias Saudita.


21 maio, 2024

NIDC, Grupo AHQ e Embraer: cooperação para o desenvolvimento do ecossistema aeroespacial na Arábia Saudita


*LRCA Defense Consulting - 21/05/2024

O Centro Nacional de Desenvolvimento Industrial do Reino da Arábia Saudita (NIDC, na sigla em inglês), o Grupo AHQ e a Embraer assinaram hoje um Memorando de Entendimento (MoU) para discutir uma estratégia conjunta de desenvolvimento do ecossistema aeroespacial local. A cerimônia de assinatura ocorreu em Riad, durante o Fórum da Aviação do Futuro. 

Foco: adoção de aeronaves da Embraer pelo Reino da Arábia Saudita
O acordo tem como foco a adoção de aeronaves da Embraer pelo Reino da Arábia Saudita. O MoU também tem o objetivo de explorar o desenvolvimento de uma potencial cooperação tecnológica, da cadeia de suprimentos e de capital humano entre as organizações, para alcançar a excelência em produtos e serviços, avaliar as capacidades industriais e novas oportunidades de negócios. 

A Embraer tem trabalhado pela adoção de seu portfólio com empresas locais e com o governo saudita, além de estabelecer uma colaboração industrial alinhada ao plano estratégico do país - Visão 2030. Este MoU é mais um marco importante para reforçar a colaboração entre a Embraer e o crescente cluster aeroespacial da Arábia Saudita. 

O NIDC tem atuado para facilitar o crescimento, a diversificação da base industrial e de produção do Reino da Arábia Saudita. A organização trabalha na promoção de parcerias entre entidades locais e fabricantes internacionais, para apoiar o crescimento e a diversificação da economia saudita, além de desenvolver outras atividades. 

E195-E2: novo projeto de linha aérea na região

Ainda como parte do acordo, a Embraer e a AHQ concordaram em analisar o enorme potencial da família E2 para ser a aeronave escolhida para um novo projeto de linha aérea na região. 

Ocellott
A brasileira Ocellott assinou, em 30 de julho de 2023, um MoU (Memorando de Entendimento) com a empresa saudita AHQ.

Estiveram presentes o CEO da AHQ – Abdulmalik Tariq Al Qahtani, o CEO da Ocellott – Henrique Lemos, o Vice-Presidente do Brasil – Geraldo Alckmin, Ministro do investimento saudita – Khalid Al Falih, além das demais autoridades brasileiras e sauditas. A cerimônia de assinatura ocorreu na FIESP em SP durante o evento “Fórum de Investimentos Brasil – Arábia Saudita”.

O objetivo do acordo é explorar a oportunidade de criar uma joint venture na Arábia Saudita para atuar na região MENA (Middle East and North Africa). A parceria firmada entre as empresas contou com o apoio e assessoria da Sete Partners. O MoU com a AHQ provavelmente tenha visado a produção de baterias elétricas para automóveis e/ou aeronaves.

NIDC - Centro Nacional de Desenvolvimento Industrial do Reino da Arábia Saudita

O Centro Nacional de Desenvolvimento Industrial do Reino da Arábia Saudita é a organização especializada na atração de investimentos e no desenvolvimento industrial da Arábia Saudita. A organização está no centro da transformação do setor no país, criando indústrias para diversificar a economia e cumprir os objetivos do plano estratégico “Visão 2030”. O NIDC atua em onze setores diferentes no Reino da Arábia Saudita: Aeroespacial, Automotivo, Materiais de Construção, Química, Processamento Alimentar, Maquinário e Equipamentos, Dispositivos Médicos, Minerais e Metais, Farmacêutica e Biotecnologia, Renováveis e Marítimo. 

Grupo AHQ

O Grupo iniciou suas atividades após a fundação da sua primeira empresa, Abdel Hadi Abdullah Al-Qahtani & Sons Co, no início dos anos 1940, como atacadista e fornecedor de produtos alimentares. O Grupo diversificou-se com o crescimento e expansão de seus negócios, passando a fornecer para as indústrias Petroquímica, de Sistemas de Exploração e Recolha de Petróleo e Gás, Refinarias, Fábricas de Fertilizantes, Dessalinização e outras áreas ao setor energético. Além do fornecimento de longa data em Suprimentos Industriais, Energia e da Divisão Atacadista de Alimentos, o Grupo também comercializa Instrumentos e Suprimentos Médicos, Equipamentos Recreativos, Software & Hardware de Computador, outros serviços de TI, Produtos de Consumo e Veículos & Máquinas. 

O Grupo tem gradualmente se voltado para a indústria nas principais atividades relacionadas com Petróleo & Gás e em outros setores. A maior parte das atividades do grupo são seus investimentos em instalações de Serviços de Controle de Corrosão de Tubos, Fabricação de Tubos de Aço de Médio & Grande Diâmetro, Produtos Químicos para Tratamento de Água, Fabricação de Pregos & Arame Galvanizado, Gases Industriais & Médicos, Engarrafamento de Água e Embalagens de Alimentos a Granel, que agora constituem uma parte importante das atividades do Grupo. 

O Grupo AHQ também fundou negócios no setor de serviços nas áreas de Seguros, Viagens e Turismo, Transportes e Aduaneiro, além de outros serviços especializados como Inspeção de Tubulações, Proteção Ambiental, Investimento Imobiliário, Serviços de Estacionamento e outros.

15 fevereiro, 2024

Ocellott recebe a vista do Grupo EDGE. Parceria à vista?


*LRCA Defense Consulting - 15/02/2024

No dia de hoje (15), a Ocellott recebeu a visita Marcos Degaut e Pedro Sá, representantes do Grupo EDGE no Brasil, em sua sede em São José dos Campos, São Paulo. Segundo a empresa, "a visita abriu espaço para trocas valiosas sobre futuras colaborações e projetos, reforçando a base para parcerias produtivas".

Em virtude do conhecimento que Marcos Degaut tem da alta qualificação Ocellott, especialmente no desenvolvimento de baterias de propulsão para aeronaves elétricas eVTOLs (de grande interesse para o EDGE), e da estratégia deste Grupo de priorizar o Brasil em suas iniciativas de parcerias e aquisições, é possível esperar que a visita possa evoluir para alguma espécie de acordo entre as duas empresas, seja uma parceria, seja até a aquisição de uma participação na Ocellott, tal como foi feito com a SIATT.

Lembrando que a Ocellott assinou, em outubro de 2022, um MoU (Memorandum of Understanding) com o MISA (Ministério do Investimento da Arábia Saudita), justamente para a aplicação de investimentos no desenvolvimento de baterias de propulsão para aeronaves elétricas.


Invadindo o Brasil
Com este subtítulo, o portal Breaking Defense afirmou, em 28 de setembro, que talvez em nenhum outro lugar fora da sua própria região a EDGE, um conglomerado de mais de 25 empresas de defesa, esteja a fazer mais barulho do que no Brasil, que tem o maior orçamento de defesa da América do Sul e é sede da empresa aeroespacial multinacional Embraer.

Em abril, a EDGE escolheu o Brasil como local para seu primeiro escritório internacional, e ainda hoje o conglomerado anunciou um novo acordo estratégico com o Corpo de Fuzileiros Navais do Brasil para “mostrar seu portfólio avançado de soluções multidomínio, com foco em veículos autônomos, eletrônicos guerra e comunicações seguras”.

Esse anúncio seguiu-se a um mês passado em que a EDGE disse que estava trabalhando com organizações militares brasileiras para co-desenvolver sistemas de defesa. Especificamente, a empresa Emitari disse que unirá forças com o Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA) da Força Aérea Brasileira para desenvolver conjuntamente sistemas não tripulados e autônomos, armas inteligentes e projetos aéreos e espaciais.

Antes disso, em 11 de agosto, a EDGE assinou um acordo com a empresa brasileira de engenharia Turbomachine para co-desenvolver motores, incluindo turbofan e ventilador propelente, para os UAVs e mísseis do conglomerado dos Emirados. No início de julho, a EDGE assinou um importante acordo para desenvolver mísseis antinavio de longo alcance para a marinha brasileira.

Durante a exposição de defesa e segurança LAAD no Brasil em abril passado, a Edge assinou uma série de acordos com empresas de defesa, incluindo um acordo com a brasileira Kryptus para cooperar em capacidades cibernéticas, outro com a SIATT para armas inteligentes e integração de sistemas de alta tecnologia, e com a AKAER para “combinar experiência e fornecer capacidades críticas para apoiar os usuários finais”, de acordo com a declaração da empresa.

Em 29 de setembro, o Grupo Edge anunciou a aquisição de uma participação de 50% na empresa brasileira de alta tecnologia SIATT, especialista em sistemas de armas inteligentes.

“As empresas de defesa de Abu Dhabi procuram outros mercados regionais para construir laços comerciais. Entrar no mercado latino-americano, e no Brasil especificamente, ajuda a construir a atração de produtos dos Emirados para vários cenários hipotéticos na região”, disse Theodore Karasik, consultor sênior do think tank Gulf State Analytics, ao Breaking Defense. “O Brasil é um país-alvo devido à capacidade dos Emirados de fazer parceria com instituições brasileiras”, nas parcerias que Karasik disse ter mais probabilidade de obter apoio do governo brasileiro do que empresas estrangeiras independentes.

Durante o World Defense Show, na Arábia Saudita no começo deste mês, o recém-nomeado CEO da empresa, Hamad Al Marar, afirmou ao Breaking Defense que a América Latina e o Leste Asiático continuarão a ser mercados quentes para a empresa no futuro.

24 janeiro, 2024

Ocellott entrega à Embraer o primeiro Gerador de Lightning brasileiro


*LRCA Defense Consulting - 24/01/2024

No dia 13 de dezembro, a Ocellott realizou a entrega do primeiro Gerador de Lightning desenvolvido e fabricado no Brasil para a Embraer.

O Gerador de Lightning, ou Gerador de surtos elétricos, é um equipamento capaz de produzir formas de onda de transitórios de corrente e tensão para reproduzir efeitos indiretos de descargas atmosféricas em laboratório.

O equipamento fortalece a autonomia da Embraer para a realização de ensaios de desenvolvimento, qualificação e/ou certificação de suas aeronaves, garantindo conformidade e agilidade no processo de seus produtos.  

A Ocellott é a única empresa brasileira desenvolvedora e fabricante desse tipo de equipamento, e a aquisição pela Embraer reforça a enorme capacidade da empresa no fornecimento de soluções de alta tecnologia que acelera a expansão da indústria nacional no mercado global.


Sobre a Ocellott
A Ocellott é uma empresa brasileira de engenharia eletroeletrônica especializada no desenvolvimento e fabricação de sistemas para os mercados Aeroespacial, Defesa e T&M (Testes e Medições). Fundada em 2015, a empresa vem conquistando grandes clientes do mercado nacional e internacional, oferecendo agilidade e enorme know-how técnico.

Para mais informações sobre o Gerador de Lightning, acesse https://ocellott.com/produtos/gerador-de-raios/.

15 novembro, 2023

Ocellott foi selecionada para integrar o hub de inovação da FPL – NextEra Energy


*LRCA Defense Consulting - 15/11/2023

O Ocellott divulgou hoje (15) que, após um restrito processo seletivo, disputando com centenas de empresas do mundo todo, foi selecionada para integrar o 35 Mules, o hub de inovação da FPL – NextEra, localizado nos EUA, no estado da Flórida.

O 35 Mules é um hub de inovação que ajuda empresários a darem vida às suas ideias de maneira mais ágil, inteligente e em escala. O suporte oferecido pelo programa do 35 Mules inclui prêmios em dinheiro, treinamentos, infraestrutura física, networking, consultoria com experts da indústria e mais.

A qualificação da empresa, dentre diversos fatores, levou em conta seus projetos de eletrificação aeronáutica, notadamente para as novas tecnologias de eVTOL (Eletric Vertical Take-off and Landing). A Ocellott possui projetos de conversores de potência, sistemas de distribuição elétrica, baterias de propulsão, dentre outros.

A Ocellott considera que "integrar esse incrível hub de inovação é mais um enorme salto para a empresa no desenvolvimento de tecnologias para a eletrificar e conectar o mundo".

01 novembro, 2023

Financiada pela Desenvolve SP, empresa produz bateria sustentável para carro voador

CEO da Ocellott, Henrique Lemos de Faria

*Desenvolve SP - 31/10/2023

Um projeto desafiador, sustentável e com tecnologia de ponta está a pleno vapor na Ocellott, em São José dos Campos. A empresa de engenharia eletroeletrônica (especializada em sistemas para os mercados aeroespacial, de defesa e testes e medições) está concluindo o desenvolvimento da bateria de íon de lítio de carro voador. Para que o projeto do veículo pudesse ser realizado desde 2020, a Ocellott solicitou financiamentos da Desenvolve SP – agência de fomento vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SDE) do Governo de São Paulo.

A Ocellott é o case de sucesso desta semana e que encerra a série especial de reportagens da Desenvolve SP para este mês do Empreendedor.

Linhas de crédito para projetos de inovação e de capital de giro da agência estão contribuindo para alavancar o eVTOL, sigla em inglês de “aeronave elétrica de decolagem e pouso vertical”. Para o carro voador passar para a fase de testes e ser certificado, sua bateria tem que, antes, ser certificada também pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), explica o CEO da Ocellott, Henrique Lemos de Faria.

“Os recursos desembolsados pela agência foram importantíssimos para que pudéssemos desenvolver o projeto. A bateria do eVTOL é uma inovação, mas com riscos, e seria bastante complicado e custoso um investimento da Ocellott com recursos próprios. A Desenvolve SP oferece taxas atraentes”, afirma Henrique. “Estamos diante de uma solução sustentável para um meio de transporte de motorização elétrica, que substituirá um de motorização por combustíveis fósseis. Espero que, no primeiro, semestre de 2025, possamos receber a certificação da Anac da bateria de íon de lítio do carro voador”, prevê o CEO.

Bateria Ocellott para o eVTOL da Eve

A previsão de operação do eVTOL é 2026 e o veículo também terá que passar por testes e certificações. Até lá, o trabalho continua na Ocellott, instalada no Parque de Inovação Tecnológica de São José. A bateria trouxe desafios para a companhia. “Precisávamos desenvolver um produto seguro, com peso menor e com eficiência energética, item no qual está inclusa a autonomia. Temos aqui uma bateria de ponta, com desempenho igualmente de vanguarda. Há mais de 200 projetos de carros voadores em desenvolvimento no mundo, em países como Estados Unidos, Alemanha, França, Inglaterra e China”, explica Faria.

Atualmente, a bateria da Ocellott possui entre 700 e 800 quilos (de 30 a 40% do peso total) e é feita em módulos, para se adequar à necessidade do veículo que ela irá alimentar. “Este projeto do eVTOL tem grande potencial para ser o carro-chefe da empresa, quando o carro voador estiver operando. A previsão é que, a partir de 2030, com este meio de transporte ambientalmente mais adequado sendo popularizado, possamos ter 50% de nosso faturamento gerados pela venda deste produto”, completou o executivo da Ocellott.

Investimentos em inovação
O fomento à inovação tem sido uma prioridade para a Desenvolve SP. Neste ano, até setembro, já foram desembolsados mais de R$ 51 milhões para projetos desta natureza de micro, pequenas e médias empresas do estado de São Paulo. No acumulado, desde 30/09/2013, quando passou a oferecer linhas com este fim, a instituição já liberou mais de R$ 322,8 milhões.

10 outubro, 2023

O conflito Hamas-Israel provavelmente se espalhará para muitas nações

As consequências de um ataque do Hamas em Sderot, Israel, em 8 de outubro: A guerra está apenas começando. ©Reuters

*Nikkei Asia, por David Sharma - 09/10/2023 (atualizado às 10h45)

Na sua imprevisibilidade, na escala das baixas civis e no profundo choque que causou no sentimento de segurança de Israel, o ataque multifrontal do grupo terrorista Hamas no sábado foi um momento de 11 de Setembro.

Tal como os ataques terroristas aos EUA levaram a uma resposta militar profunda e dramática, a resposta de Israel será de ordem semelhante. Como disse o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu horas após o início do ataque, Israel está em guerra.

Os líderes de Israel não descansarão até que o Hamas seja completamente destruído, a sua liderança militar eliminada e o seu aparelho militar totalmente desmantelado.

A resposta será muito mais severa do que a típica operação militar de Israel contra o Hamas. Essas ofensivas, que figuras militares israelitas endurecidas descrevem como "cortar a relva", são geralmente concebidas para degradar a infra-estrutura militar do Hamas para comprar mais alguns anos de paz geral.

Desta vez, apenas uma derrota total do Hamas será suficiente para Israel. Isto significa que nos próximos dias, as Forças de Defesa de Israel irão quase certamente complementar os ataques aéreos com uma invasão terrestre em grande escala de Gaza e provavelmente eventualmente procurarão reocupar todo o território.

Dada a profundidade com que o Hamas está inserido nas infra-estruturas civis de Gaza, com quartéis-generais operacionais sob hospitais e lançadores de mísseis em edifícios de apartamentos, uma tal acção militar conduzirá a um elevado número de baixas civis.

Nas primeiras 24 horas deste conflito, pelo menos 300 israelitas foram mortos, centenas foram hospitalizados e dezenas foram feitos reféns para Gaza. Algumas centenas de palestinos foram mortos em ataques aéreos. No entanto, a guerra está apenas a começar, com a principal resposta militar de Israel ainda em preparação.

Embora as recriminações venham, com razão, mais tarde, o facto é que Israel não previu este ataque. O ataque marca a mais grave falha de inteligência de Israel desde a guerra do Yom Kippur, há meio século.

Não só Israel não antecipou o momento deste ataque ou não colocou as suas defesas num estado de prontidão adequada para resistir a uma barragem de foguetes do Hamas, como também Israel claramente não conseguiu apreciar o crescimento das capacidades militares do grupo.

O Hamas invadiu Israel por terra, mar e ar, desembarcando combatentes na costa, rompendo as defesas da fronteira com escavadeiras e mobilizando planadores aéreos. Os combatentes do Hamas invadiram e ocuparam cidades israelitas, matando e capturando residentes nas suas casas à vontade. Nas primeiras horas após a incursão, as Forças de Defesa de Israel não foram vistas em lugar nenhum.

O sentimento de segurança de Israel foi profundamente abalado por isto, e a única forma de o restaurar será com a derrota completa do Hamas.

Uma complicação serão os reféns que o Hamas levou de volta para Gaza, incluindo mulheres, crianças e idosos. O Hamas irá utilizá-los para propaganda política, influência militar e como escudos humanos.

Os reféns têm grande importância política em Israel – em 2011, o Hamas trocou 1.027 prisioneiros palestinianos por um soldado, Gilad Shalit – pelo que isto criará sérios dilemas para as operações militares.

Os restos de uma casa em Khan Younis, Gaza, atingida por um ataque aéreo israelense em 8 de outubro: As baixas de civis palestinos em contra-ataques israelenses inflamarão a opinião pública em todo o mundo árabe. ©Reuters

Para além dos combates que provavelmente veremos nos próximos dias, existe o risco de o conflito assumir uma dimensão regional.

O Hezbollah, cujo líder Hassan Nasrallah saudou a agressão do Hamas, lançou ataques com foguetes e artilharia do Líbano contra posições israelenses em uma área fronteiriça contestada no domingo. Outros, incluindo a Jihad Islâmica Palestina na Cisjordânia e o Líder Supremo iraniano Ali Khamenei, também elogiaram o Hamas. Israel poderia assim encontrar-se lutando em diversas frentes.

Entretanto, as devastadoras vítimas civis palestinianas que provavelmente veremos nesta nova guerra inflamarão a opinião pública em todo o mundo árabe, conduzindo a um risco acrescido de terrorismo, não apenas no Médio Oriente.

As conversações de aproximação entre Israel e a Arábia Saudita, que estão em curso há vários meses e podem estar em vias de serem finalizadas no início de 2024, serão quase certamente uma das primeiras vítimas desta guerra. À medida que este conflito e a sua tragédia humana se desenrolarem nos ecrãs da televisão e dos telefones nas próximas semanas, a opinião pública árabe ficará demasiado inflamada para que os sauditas tenham espaço diplomático para estender qualquer ramo de oliveira a Israel.

Na verdade, esta pode ter sido a principal intenção por detrás dos ataques, possivelmente com estímulo ou incentivo iraniano: impedir a formação de um bloco regional que colocaria a questão palestiniana em segundo plano e reuniria uma coligação de equilíbrio contra o Irã.

Os Acordos de Abraham, os acordos mediados pelos EUA que abriram relações diplomáticas entre Israel e os Emirados Árabes Unidos e o Bahrein e normalizaram os laços com Marrocos nos últimos anos, também estarão sob séria pressão.

A guerra que se aproxima será suficientemente trágica, mas existe um risco real de que se torne mais ampla e mortal, engolindo toda a região.

*Dave Sharma serviu anteriormente como embaixador da Austrália em Israel, bem como presidente do subcomitê conjunto do Parlamento australiano para relações exteriores e ajuda e principal conselheiro diplomático no departamento do primeiro-ministro.
===xxx=== 


 

O conflito no Oriente Médio e a Indústria Brasileira de Defesa

*LRCA Defense Consulting - 10/10/2023

As consequência e reflexos, diretos e indiretos, de uma escalada do conflito ou da possibilidade que esta ocorra, poderão impactar a Indústria de Defesa Brasileira, haja vista que diversas empresas do setor possuem negócios com os países direta ou potencialmente atingidos, ou são alvo do interesse destes.

No Oriente Médio, palco maior desse cenário, a Arábia Saudita e os Emirados Árabes Unidos já têm ou estão em vias de formar acordos com empresas brasileira do setor, como Akaer, Avionics Services, CBC, Condor, Embraer, Kryptus, Mac Jee, Ocellott, SIATT, Taurus, Tupan e Turbomachine.

Na Ásia, onde o Paquistão (com o apoio do Afeganistão, do Irã e da China), representa a grande ameaça externa, a Índia deverá acrescentar agora um fator maior de preocupação com suas fronteiras. Além disso, a Índia também possui uma grande população estimada em cerca de 200 milhões de pessoas que professam a religião muçulmana, o que, apenas em tese, pode trazer problemas de ordem interna.

Na Índia, já estão presentes a Taurus e a CBC, que ainda não começaram a produzir, embora já estejam com as unidades fabris prontas, só aguardando a pesada burocracia estatal fornecer as últimas licenças. Por outro lado, esse país está em vias de encomendar entre 40 e 80 aeronaves multimissão para, principalmente, prover transporte de tropas e reabastecimento aéreo, além de mais seis aeronaves de vigilância e alerta antecipado, sendo que a Embraer está realizando um significativo esforço para ter o C-390 escolhido para o primeiro caso e, adicionalmente, o Praetor 600 AEW&C para o segundo.

Ainda na Índia, é sabido que o fuzil a ser produzido pela Israel Weapons Industries (IWI) em joint venture com a indiana Adani Defense and Aerospace é um dos mais fortes concorrentes à megalicitação de 425 mil fuzis CQB em curso, na qual a Taurus concorre com seu fuzil T4. Com o conflito que passou a existir após o ataque do Hamas a Israel e a possibilidade real de sua expansão, podem surgir dúvidas sobre a capacidade de a empresa israelense cumprir um contrato de tamanha magnitude, seja por ter o seu país sob ataque e necessitar fornecer mais armas localmente, seja por ter que deslocar meios humanos e tecnológicos para a Índia para montar a operação fabril no bojo desse cenário.

Em qualquer caso, é lícito supor que sejam feitos, entre tais atores, movimentos que não haviam sido planejados anteriormente, levando assim a novas e urgentes encomendas, à aceleração de iniciativas em curso ou intencionadas, bem como a um possível alijamento ou afastamento de empresas israelenses de certames em curso, devidos à guerra ou ao receio de uma reação interna da população muçulmana.
===xxx==

A importância dos fornecedores de defesa de países que não têm conflitos imediatos

*Patrícia Marins, via LinkedIn - 10/10/2023

À medida que o conflito se intensifica, o mundo ocidental enfrenta uma escolha: Israel ou a Ucrânia.

Se o Hezbollah enfrentasse as forças das FDI com todo o seu arsenal, que inclui foguetes que variam de 100 mm a 620 mm com um alcance de mais de 150 km, modernos mísseis guiados anti-tanque (ATGMs) e numerosos drones iranianos, é provável que Israel exigisse apoio significativo em termos de armamento.

Ainda assim, a sua maior vantagem seria a presença de milhares de militantes com experiência militar da Síria e do Iémen. Isto representa um desafio significativo para o exército israelita, que consiste principalmente de profissionais sem experiência real de combate e um elevado número de recrutas, o que leva Israel a exigir o uso de uma quantidade substancial de armas e munições de longo alcance.

Nos últimos dias, os EUA começaram a enviar armas para as FDI. No entanto, a capacidade dos EUA e dos países ocidentais, em geral, é limitada devido às entregas significativas feitas à Ucrânia.

A questão aqui não é apenas sobre projéteis; a invasão russa causou uma corrida global à obtenção de materiais para diversas indústrias de defesa em todo o mundo. Isso inclui produtos químicos para explosivos, metais e plásticos necessários para fusíveis e cartuchos de artilharia.

Se o conflito israelita se intensificar, poderá haver potencialmente uma escassez de munições de 20 a 40 mm, cuja produção nos países ocidentais tem uma taxa de cerca de 30 a 40 milhões de munições por ano. Isto pode não ser suficiente, considerando a elevada cadência de tiro destes calibres num conflito intenso.

Além disso, se o Irão decidir manter uma elevada taxa de fornecimento de armas ao Hezbollah, a situação poderá piorar.

Desde a década de 90, a indústria israelita sofreu uma grande redução, passando de 140.000 funcionários para a força de trabalho atual de 30.000-40.000.

Por exemplo, a Elbit Systems produz apenas algumas dezenas de milhares de projéteis de artilharia anualmente.

Se o conflito israelita realmente aumentar, o mundo ocidental poderá chegar a um ponto em que terá de escolher entre abastecer Israel ou a Ucrânia. A realidade é que os ocidentais não podem sustentar ambos os conflitos simultaneamente, pelo que devem ser procuradas soluções diplomáticas para um deles.

Mas a situação não é melhor para os russos. Israel pode, de fato, procurar ajuda da Rússia, particularmente devido à influência significativa dos imigrantes soviéticos no estabelecimento da indústria de defesa israelita, onde ainda mantêm laços com ambos os governos.

Na verdade, esta situação irá realçar a importância dos fornecedores de defesa de países que não têm conflitos imediatos, como a Turquia, a Índia, o Brasil e a África do Sul.

06 outubro, 2023

Ocellott finaliza com sucesso a recertificação AS9100


*LRCA Defense Consulting - 06/10/2023

No dia 06 de setembro a Ocellott finalizou com sucesso o processo de recertificação do Sistema de Gestão da Qualidade Aeroespacial para AS9100 Rev. D, com a inclusão da unidade de Santa Rita do Sapucaí – MG.

A recertificação da Ocellott demonstra a estabilidade e a consciência das práticas da empresa e seu compromisso com a segurança, qualidade e prazo dos produtos e serviços que entrega para o mercado.

A AS9100 é uma norma de sistema de gestão da qualidade baseada na ISO 9001 com foco na qualidade aeroespacial. Seja para distribuidores, organizações de manutenção ou fabricantes, a certificação AS9100 serve de base para a segurança, confiabilidade e conformidade regulatória de seus produtos.

Para a Ocellott, a certificação orienta na busca da melhoria contínua, trabalho com segurança e padronização, gerenciando os riscos dos processos e propiciando a confiabilidade e conformidade de nossos produtos e serviços.

O processo se iniciou em maio, com a formação do time de auditores internos que realizaram as atividades de revisão de todos os processos. Foram semanas de trabalho que resultaram em um sistema ainda mais robusto e organizado, atingindo o excelente resultado da recertificação sem nenhuma não conformidade. Essa maturidade foi observada pelos auditores que destacaram o poder de criticidade com as auditorias internas realizadas e a responsabilidades com as ações aplicadas.

A auditoria externa aconteceu entre os dias 01 e 06 que avaliaram os nossos processos dentro do contexto do sistema de gestão de qualidade. Nesse processo foi alcançado a recertificação da unidade de São José dos Campos e da certificação da unidade de Santa Rita do Sapucaí.

Esse objetivo foi alcançado devido ao comprometimento e competência de todo o time da Ocellott com o sistema de gestão da qualidade e dedicação aos processos. 

28 setembro, 2023

Ocellott: manobra do Exército comprova a excelência das soluções de comunicações, comando e controle


*LRCA Defense Cosnulting - 29/09/2023

Coordenando o apoio de fogo da 5ª Divisão de Exército (5ª DE) com o objetivo de cumprir sua missão de aprofundar o combate e aumentar o apoio de fogo proporcionado pelos Grupos de Artilharia orgânicos em operações militares de Defesa Externa, a AD/5 (Artilharia Divisionária da 5ª DE) realizou, no período de 18 e 22 de setembro, no Campo de Instrução Marechal Hermes (Três Barras/SC), a “Operação Marechal Setembrino de Carvalho”.

Durante o exercício militar, foram utilizados equipamentos desenvolvidos e fabricados pela Ocellott, sendo empregados em um grupo composto por dois blindados M113, um blindado M577 e um obuseiro autopropulsado M109.

Entre os produtos Ocellott que equiparam as viaturas blindadas estiveram os Conversores de Potência, Computador Tático de Comando e Controle, além do Centro de Interoperabilidade Modular Inteligente – CIM-2000, equipamento da IMBEL que contou com a contribuição da Ocellott no desenvolvimento do Módulo Roteador de Áudio (MRA) e do Módulo Roteador de Dados (MRD).

Display Tático de Comando e Controle (C2) da Ocellott

Além da Ocellott e da IMBEL, foram utilizados equipamentos da empresa SAFRAN Defense, todos trabalhando de maneira perfeitamente integrada na missão.

Uma atividade muito relevante durante as demonstrações foi a análise de desempenho entre o Obuseiro Autopropulsado M109 A5+BR, viatura que foi comprada pelo EB já modernizada, com as viaturas equipadas com os produtos da Ocellott e demais empresas presentes, que apresentaram ótimos resultados no comparativo e comprovaram a plena capacidade técnica nacional de modernizar a frota de blindados do Exército Brasileiro.

Comentando sobre o fato em uma mídia social, a Ocellott afirmou que "se orgulha de contribuir com o avanço tecnológico nacional, provendo soluções de comunicação, comando e controle de altíssima qualidade ao Exército Brasileiro".

22 setembro, 2023

Ocellott e IMBEL irão desenvolver Sistemas de Comunicações com apoio do MCTI, MD e Finep

 


*LRCA Defense Consulting - 22/09/2023

A Ocellott junto ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), o Ministério da Defesa e a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) firmaram, nesta quinta-feira (21), em Brasília, parceria para a contratação de subvenção para projeto de desenvolvimento.

Em uma parceria inovadora, a Ocellott e a Indústria de Material Bélico do Brasil (IMBEL) irão iniciar o projeto “Sistemas de Comunicações Além da Linha do Horizonte Empregando Equipamentos Táticos Definidos por Software”. O objetivo do projeto é desenvolver um sistema inovador de comunicações além da linha do horizonte, totalmente nacional, robusto e redundante utilizando como base a tecnologia do equipamento tático definido por software TRC-1222 Rondon da IMBEL.

Além da Ocellott e Imbel, a cerimônia celebrou a contratação de mais 21 projetos de inovação de 24 empresas brasileiras que atuam também na área de defesa. No total, os projetos somam R$ 238 milhões em investimentos do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT) para fomentar a inovação na Base Industrial de Defesa.

A celebração da assinatura desse contrato é motivo de grande orgulho para a Ocellott, pelo incentivo ao desenvolvimento da comunicação a serviço da defesa do Brasil e importante para toda a Base Industrial de Defesa em fomento ao avanço e autonomia tecnológica nacional. 

TRC-1222

TRC-1222
O Rádio Transceptor Multibanda TRC-1222 é um equipamento de aplicação tática para uso por tropas do Exército, Marinha, Aeronáutica e Forças Policiais, proporcionando troca segura de dados e voz entre os elementos da rede de comunicações.

Projetado para operar em ambientes operacionais diversificados, de tal forma que, com um único equipamento, atende-se as necessidades de comunicações em vários escalões ou situações. Para ambientes de selva ou de longa distância, opera na faixa reduzida de HF (8 a 16 MHz), a qual proporciona as melhores condições para comunicações neste ambiente. Para comunicações entre pelotão e subunidade; opera na faixa de VHF tático (30 a 108 MHz). Por fim, na faixa de 117 a 148 MHz, opera em VHF terra-avião proporcionando coordenação entre a tropa em solo e aeronaves, muito utilizadas na Amazônia.

Desenvolvido em duas configurações: portátil tipo handheld, e veicular, através de acessório para instalação embarcada com amplificador de potência de até 150W em HF e 50W em VHF.

O transceptor possui ainda, recursos de transmissão e recepção de dados pela interface USB e Ethernet para conexão com dispositivos externos, transmissão e recepção de mensagens curtas (SMS), recursos de salto em frequência (TRANSEC), criptografia (COMSEC) e GPS interno.

Dois transceptores TRC-1222, operando em frequências diferentes, podem ser ligados por seus conectores auxiliares para formar uma estação retransmissora. Quando um dos transceptores recebe voz ou dados, a retransmissão ocorre de forma automática, sem necessidade de configuração por parte do operador. 

Especificações Técnicas
- Faixa de Frequência : 8 a 16 MHz; 30a 108 e MHz; e 117 a 148 MHz
- Resolução de Frequência : 10 Hz
- Configurações de Rede : 100 (10 selecionáveis com 1 toque)
- Impedância : 50 Ohms
- Largura de canal : 3 kHz -24 kHz em HF, com passo de 3kHz 25 kHz-100 kHz em VHF, com passo de 25 kHz
- Modos de Operação : Voz: FM e AM para VHF. Voz: SSB para HF;Dados e voz digital: até 8-PSK, FSK, QPSK, até 256- QAM e CPM Dados: 2400 bps em HF e até 256kbps em VHF
- Alimentação : 23 - 32 VDC (Veicular) 13 - 16 VDC (Portátil)

02 agosto, 2023

Ocellott assina memorando de entendimento com a AHQ, uma empresa da Arábia Saudita


*LRCA Defense Consulting - 02/08/2023

A Ocellott assinou, nessa segunda-feira (31/07), um MoU (Memorando de Entendimento) com a empresa saudita AHQ. 

Estiveram presentes o CEO da AHQ – Abdulmalik Tariq Al Qahtani, o CEO da Ocellott – Henrique Lemos, o Vice-Presidente do Brasil – Geraldo Alckmin, Ministro do investimento saudita – Khalid Al Falih, além das demais autoridades brasileiras e sauditas. A cerimônia de assinatura ocorreu na FIESP em SP durante o evento “Fórum de Investimentos Brasil – Arábia Saudita”.

O objetivo do acordo é explorar a oportunidade de criar uma joint venture na Arábia Saudita para atuar na região MENA (Middle East and North Africa). A parceria firmada entre as empresas contou com o apoio e assessoria da Sete Partners.

Para a Ocellott, assinar um segundo memorando de entendimento com instituições da Arábia Saudita significa viabilizar o desenvolvimento e fabricação de produtos com tecnologia de ponta que irão impactar positivamente o setor aeronáutico do Brasil e do mundo.

O CEO da Ocellott, Henrique Lemos, comenta: “Estamos entusiasmados com a ‘visão 2030’ do Reino da Arábia Saudita que tem como objetivo investir em soluções ambientalmente sustentáveis como a fornecida pela Ocellott, que viabiliza o transporte com zero emissão de carbono”.

Embora não tenha sido divulgado pela empresa, é provável que o objetivo da futura joint venture seja a produção de baterias elétricas para helicópteros e/ou eVTOL.

Grupo de Empresas Tariq Al-Qahtani & Bros (AHQ)
O Grupo iniciou seus negócios inicialmente após fundar sua primeira empresa, Abdel Hadi Abdullah Al-Qahtani & Sons Co, no início dos anos 40 do século XX, como atacadista e fornecedor de produtos alimentícios. À medida que o negócio cresceu e se expandiu, diversificou-se para fornecer outras indústrias, incluindo Petroquímica, Exploração de Petróleo e Gás e Sistemas de Coleta, Refinarias, Plantas de Fertilizantes, Dessalinização e outros campos relacionados à energia. Além de suprimentos industriais e relacionados à energia e a divisão atacadista de alimentos há muito estabelecida, o Grupo fornece instrumentos e suprimentos médicos, equipamentos recreativos, software e hardware de computador, outros serviços de TI, produtos de consumo, veículos e máquinas.

O Grupo mudou gradualmente para a indústria nas principais atividades relacionadas a Petróleo e Gás e Não Petróleo e Gás.

Atualmente, o Grupo AHQ controla 20 empresas e tem como General Manager o empresário Abdulmalik Tariq Al Qahtani (foto), que é também CEO de outras três empresas: SaudiGulf Airlines Co., EARADAT Transport Co. e IZAR Co.

A maior parte de suas atividades são investimentos em instalações em serviços de controle de corrosão de tubos, fabricação de tubos de aço de médio e grande diâmetro, produtos químicos para tratamento de água, fabricação de pregos e arame galvanizado, gases industriais e médicos, engarrafamento de água e embalagens de alimentos a granel, que agora constituem uma parte importante das suas atividades.

O Grupo AHQ também fundou negócios no setor de serviços nas áreas de Seguros, Viagens & Turismo, Transportes e Despachos Aduaneiros, além de outros serviços especializados como Inspeção de Tubulação, Proteção Ambiental, Investimento Imobiliário, Serviços de Estacionamento e outros.

27 julho, 2023

Fórum de Investimentos Brasil – Arábia Saudita: oportunidade para a Indústria de Defesa


*LRCA Defense Consulting - 27/07/2023

A Federação das Indústrias de São Paulo (FIESP) está promovendo o Fórum de Investimentos Brasil – Arábia Saudita, a acontecer entre os dias 31 de julho e 02 de agosto na sede da entidade. O convite foi enviado às entidades associadas e aos possíveis interessados.

O evento faz parte dos esforços da Arábia Saudita para estabelecer parcerias de investimentos com o setor privado de países de todo o mundo, diversificar sua economia e fortalecer sua posição como um centro de comércio internacional. No Brasil, serão discutidos os interesses dos sauditas nos produtos e serviços brasileiros, bem como as possibilidades de investimentos em alguns setores do país.

A importância do Fórum pode ser aquilatada pela participação do ministro de Investimentos do Reino da Arábia Saudita, Khalid Al Falih (foto), liderando a maior delegação saudita que o Brasil já recebeu, bem como pelas presenças do vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, e do prefeito da cidade de São Paulo, Ricardo Nunes, além de outras autoridades governamentais e empresários de importantes companhias brasileiras.

Segunda a Câmara de Comércio Árabe-Brasileira, o evento é uma oportunidade única para promover investimentos e explorar potenciais parcerias em diversos setores.

Em março, uma delegação saudita também de alto nível visitou a Alemanha, quando os dois países lançaram em Berlim o Fórum de Investimentos Arábia Saudita - Alemanha, com a participação de governantes e empresas privadas, registrando a assinatura de vários acordos de investimento.

A transmissão do congresso será feita através do canal do YouTube da Federação das Indústrias de São Paulo.

 

A Indústria Brasileira de Defesa e a Arábia Saudita
A Indústria Brasileira de Defesa tem grandes interesses no Reino da Arábia Saudita e, nos dois últimos anos, já foram fechadas diversas parcerias com empresas desse país. De forma similar, a Arábia Saudita tem demonstrado forte interesse por produtos e serviços brasileiro desse setor.

De acordo com o portal Tactical Report, especializado em relatórios de defesa com ênfase em países árabes, em edição publicada no final de abril, espera-se que o Ministério da Defesa saudita inicie negociações com várias empresas brasileiras de defesa para diversificar o fornecimento de armas do Reino da Arábia Saudita. Além disso, segundo a fonte, o Reino considera prioritária a cooperação militar-industrial com o Brasil.

Em virtude desses fatos e da grande importância que a FIESP e a Câmara de Comércio Árabe-Brasileira estão atribuindo ao  Fórum de Investimentos Brasil - Arábia Saudita, é possível esperar que outras parcerias possam ser anunciadas, à semelhança do que ocorreu na Alemanha em março.

Veja abaixo uma síntese das principais empresas brasileiras de Defesa presentes ou com interesses na Arábia Saudita.

Akaer
Na LAAD 2023, a Akaer, empresa brasileira com mais de 30 anos de atuação no desenvolvimento de tecnologias de ponta para os setores de Defesa e Aeroespacial, além de uma parceria com o Grupo Edge, promoveu uma outra com a empresa saudita Intra Defense Technologies para o desenvolvimento de drones naquele país.  As duas companhias estabeleceram um contrato para o desenvolvimento de veículos aéreos não tripulados (UAVs, na sigla em inglês) de grande porte para, inicialmente, atender as necessidades da Arábia Saudita. O projeto, no entanto, poderá se estender para outros países e regiões. Atualmente, a Intra opera UAVs na Arábia Saudita com grande sucesso, acumulando mais de 4 mil horas de voo em diferentes missões. A empresa parceira desenvolveu dois UAVs VTOL (que realizam pouso e decolagem /verticais), um dos quais foi exposto na LAAD Defense & Security.

Akaer estabelece parceria com empresa da Arábia Saudita para desenvolvimento de drones

Avibras
A Avibras exportou o Sistema Astros II para a Arábia Saudita em meados dos anos 80. Em novembro de 1985, a empresa fechou contrato para o fornecimento de dez baterias Astros II em um negócio de US$ 389 milhões, e esse país chegou a utilizá-lo na 1ª Guerra do Golfo contra as forças iraquianas, sob comando da coalizão liderada pelos Estados Unidos, com grande sucesso.

Enfrentando agora uma delicada situação financeira, um pesado investimento saudita poderia ser muito bem-vindo para a Avibras.

Militares brasileiros integrantes do Projeto Estratégico ASTROS 2020 em um intercâmbio com o Exército Saudita em 2014

Avionics Services
Durante a IDEX 2023 em Abu Dhabi, a empresa brasileira Avionics Services e a Arab Organization for Industrialization (AOI) firmaram um MoU (Memorando de Entendimento).

“O MoU que assinamos com a Organização Árabe para a Industrialização prevê o fechamento de contrato para prover serviços de manutenção especializada em helicópteros, bem como integração de sistemas embarcados, entre outros”, explicou João Vernini, Diretor Presidente da Avionics Services.

Atuando pelo desenvolvimento da indústria de defesa árabe no Egito, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e Qatar, a AOI busca  intensificar a cooperação e ampliar as parcerias com instituições e empresas internacionais na área de defesa.

Avionics Services firma Memorando de Entendimento com a árabe AOI na IDEX 2023

Embraer
Em entrevista ao portal Defense Here, em 26/04/2023, o CEO da Embraer Defesa e Segurança, Bosco da Costa Junior, falou sobre os mercados de interesse da Embraer onde destacou a região do Oriente Médio, dizendo “Temos nosso escritório em Dubai desde 2009. Então vemos esta região, a região do Oriente Médio, como uma região muito importante e muito estratégica para a Embraer”. Ele também afirmou que a Embraer está buscando fortalecer suas parcerias com os países da região e ajudá-los a localizar tecnologias, acrescentando que “estamos buscando oferecer nossas soluções para a Arábia Saudita e também para os Emirados”.

Em julho de 2022, a Embraer Defesa & Segurança celebrou acordos de cooperação com a BAE Systems por meio de dois memorandos de entendimento (MoUs, na sigla em inglês) que visam ampliar a atuação das empresas no mercado global de defesa. O primeiro é voltado para promover o C-390 nos mercados do Oriente Médio (inicialmente no Reino da Arábia Saudita) e o outro confirma uma intenção de criar uma joint venture para desenvolver uma variante de defesa do veículo elétrico de decolagem e aterrissagem vertical (eVTOL) da Eve.

Embraer C-390 pousando em pista não preparada, similar a de um deserto

IMBEL
A Indústria de Material Bélico do Brasil - IMBEL, participou da World Defense Show (WDS), uma das maiores feiras globais do setor, inaugurada no dia 6 de março em Riad, na Arábia Saudita. A participação da IMBEL decorreu do convite formulado pela empresa saudita Life Shield para, juntamente com a empresa brasileira NRS Defence Solutions Ltda., expor seu portfólio de produtos na feira, especialmente munições pesadas (mock-up) e materiais de comunicações e eletrônica.

Imbel e NRS Defence Solutions participam na World Defense Show na Arábia Saudita

Mac Jee
O Grupo Mac Jee instalou na Arábia Saudita uma moderna planta de material energético com capacidade de produção de 2 mil toneladas de TNT e 120 toneladas de RDX, onde tem tecnologia para adaptar a capacidade de fabricação de acordo com a necessidade de cada cliente. A estrutura montada na Arábia Saudita possui aproximadamente 500 mil metros quadrados e está localizada dentro da Saudi Chemical Company Limited (SCCL), a maior empresa de produção de energia civil e militar do país.

No início de 2022, um dos protótipos do Armadillo foi avaliado na Arábia Saudita. Trata-se de um dos lançadores de foguetes mais leves, compactos e rápidos do mercado global, projetado e desenvolvido para condições extremas de operação.

Durante a participação na World Defense Show, em março de 2022,  a Mac Jee anunciou a assinatura de um acordo de parceria com o Ministério de Investimento da Arabia Saudita, passando a integrar um seleto grupo de empresas brasileiras aptas a cooperar no fomento das tecnologias de fabricação e desenvolvimento de sistemas, transferência de tecnologia, entre outras colaborações importantes para indústria de defesa.

Mac Jee firma parceria com o Ministério de Investimento da Arábia Saudita

Ocellott
A Ocellott assinou, em outubro de 2022, um MoU (Memorandum of Understanding) com a MISA (Ministério do Investimento da Arábia Saudita). O objetivo do acordo é a aplicação de investimentos no desenvolvimento de baterias de propulsão para aeronaves elétricas, os eVTOLs (Electric vertical take-off and landing). Essa iniciativa está alinhada com o foco de investimentos da Arábia Saudita em aviação e eletrificação, assim como no desenvolvimento de uma cadeia de suprimentos de altíssimo padrão para o país.

Sobre a assinatura do acordo, o CEO Ocellott, Henrique Lemos, comentou: “A assinatura desse acordo é um passo importante na relação entre Ocellott e a Arábia Saudita, mas também um estreitamento da relação entre a Arábia Saudita e o Brasil, principal país da América Latina. Oferecemos uma colaboração tecnológica robusta e tecnologia aeroespacial de ponta que está alinhada a visão da Invest Saudi em desenvolver uma cadeia de suprimentos de altíssimo padrão no Reino da Arábia Saudita.”

Ocellott assina acordo com o Ministério do Investimento da Arábia Saudita

Taurus Armas e CBC
Em 30 de dezembro de 2021, a Taurus Armas S.A. celebrou um contrato para constituição de joint venture com sua coligada Companhia Brasileira de Cartuchos (CBC), como parte das estratégias de internacionalização de suas operações visando fomentar negócios e oportunidades na Arábia Saudita. Com o nome de Companhia Brasileira de Cartuchos Taurus Arabia Holding, LLC., a  joint venture tem como principal objetivo possibilitar a busca e antevisão mais eficiente de oportunidades de negócios neste mercado relevante, especialmente considerando os planos do governo do país para estabelecer uma base industrial de defesa local, no âmbito da estratégia denominada “Visão 2030”.

Após a abertura de um escritório regional da empresa na Arábia Saudita em 2022, a Taurus Armas S.A. deu mais um importante passo no país, assinando um contrato com a empresa SEPHA Military Industries Company no dia 04 de julho. O contrato prevê a distribuição e o agenciamento das armas leves da Taurus para os mercados Militar e Policial no território da Arábia Saudita. 

A SEPHA Industries Co. LLC é uma proeminente empresa de defesa no Reino da Arábia Saudita que contribui diretamente para o plano estratégico Vision 2030 criando indústrias militares orgânicas, modernizando as Forças Armadas Sauditas e alcançando a defesa global e o mercado de segurança em parceria com empresas líderes mundiais.

A SEPHA é controlada pelo poderoso grupo Ajlan & Bros. Holding, fundado em 1979 (como holding, em 2017), que  detém participação em mais de 75 empresas que empregam cerca de 15.000 colaboradores em mais de 25 países e possui ativos que ultrapassam 15 bilhões de dólares, sendo um conglomerado atuante em diversos setores estratégicos, além de ter parcerias com mais de 100 empresas ao redor do mundo.

O estabelecimento de uma subsidiária na Arábia Saudita e o interesse da Taurus e da CBC na região estão em consonância com os planejamentos estratégicos das duas empresas, haja vista que o mais rico, poderoso e estratégico país do Oriente Médio passou a desenvolver uma política industrial de defesa bastante similar à da Índia, onde ambas já possuem fábricas.

HE Khalid A. Al-Falih, Ministro do Investimento da Arábia Saudita, visita o estande da CBC e Taurus durante o World Defense Show, na Arábia Saudita

WEG
Foi inaugurado no dia 31 de março de 2022, na Arábia Saudita, a maior planta de dessalinização de água marinha do mundo, a Rabigh 3, da qual a WEG participou como fornecedora de motores e inversores de frequência. O êxito do projeto foi homenageado e reconhecido pelo Guinness World Records como “maior instalação de dessalinização por osmose reversa do mundo”.

Tida como um dos subsegmentos em crescimento dentro da plataforma de Alimentos e Bebidas, a aquicultura dá à WEG a possibilidade de utilizar seus produtos nas mais diversas aplicações. Prova disso é o fornecimento feito pela Operação Comercial da WEG no Equador, em parceria com a fabricante equatoriana de bombas Delta Delfini, para um projeto de fazenda de camarão na Arábia Saudita.

WEG participou como fornecedora da maior planta de dessalinização do mundo na Arábia Saudita

Saiba mais:
- Arábia Saudita está priorizando a cooperação militar-industrial com o Brasil? Akaer, Avibras, CBC, Embraer, Taurus...

- Taurus assina contrato de distribuição na Arábia Saudita

- Taurus poderá fechar importante negócio na Arábia Saudita e Emirados

- Taurus e CBC no rumo da Arábia Saudita

Postagem em destaque