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07 fevereiro, 2025

Atobá XR: o drone da Stella Tecnologia para missões ISR, patrulha e ataque que interessa à FAB


*LRCA Defense Consulting - 07/02/2025

À medida que avança com os testes do Albatroz - projetado para operações em navios - a Stella Tecnologia continua a progredir em outras frentes. No ano passado, a fabricante de UAV táticos com sede no Rio de Janeiro apresentou o Atobá XR, uma versão aprimorada do Atobá, a maior plataforma aérea desenvolvida na América Latina e no Caribe.

Três vezes o tamanho de seu antecessor, o Atobá XR sem ITAR (Regulamentos de Tráfego Internacional de Armas) oferece uma capacidade de carga útil de 300 kg, uma velocidade de cruzeiro de 370 km/h e configurações sob medida para três missões principais, a saber: inteligência, vigilância e reconhecimento (ISR), patrulha e ataque.

A variante de ataque pode ser equipada com munições ociosas proprietárias, bombas guiadas e outros sistemas avançados de armas, tornando-se um ativo valioso da Base Industrial e Tecnológica de Defesa brasileira.

 
Segundo a Stella Tecnologia, o Atobá XR (ou Condor) é uma plataforma de última geração em desenvolvimento, concebida como resposta a um memorando de entendimento assinado com a Força Aérea Brasileira.

Projetado para atender às demandas de monitoramento persistente de fronteiras, o Atobá XR possui autonomia projetada de até 35 horas e capacidade de embarcar múltiplos sensores e subsistemas, suportando uma carga útil de até 350 kg.

Uma de suas características marcantes é a presença de dois pontos de fixação sob cada asa, permitindo a integração de armamentos, como até dois mísseis da classe Hellfire por asa.

Essa capacidade amplia significativamente o escopo operacional da plataforma, tornando-a uma solução altamente versátil para missões de vigilância e combate estratégico.

Dados técnicos:
MTOW: 1400kg
Comprimento: 9,5m
Envergadura: 17m
Motorização: 145hp
Carga-paga: 350kg
Autonomía: 35h
Alcance do datalink: 250km
Alcance do datalink satelital: ilimitado
Decolagem e pouso: 650m
Possibilidade de embarcar múltiplos sensores.

18 junho, 2024

Eurosatory 2024: Fortalecendo a Indústria de Defesa e Segurança do Brasil


*LRCA Defense Consulting - 18/06/2024

A Associação Brasileira das Indústrias de Materiais de Defesa e Segurança (ABIMDE) marca presença na Eurosatory 2024, a mais importante exposição global de Defesa e Segurança, que acontece de 17 a 21 de junho, no Centro de Exposições Paris-Nord Villepinte. 

Realizado bienalmente em Paris, o evento é uma plataforma que reúne os principais especialistas e empresas do setor, oferecendo uma vitrine exclusiva para as mais recentes inovações e soluções tecnológicas. 

A edição 2024 da Eurosatory registrou, desde o início, um recorde de participação, com mais de 2.000 expositores e 270 delegações oficiais.


A indústria brasileira será representada por 14 empresas. Destas, 11 estarão alocadas no Estande Brasil, viabilizado pelo projeto setorial Brazil Defense, coordenado pela ABIMDE, em convênio com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), e com o apoio do Ministério da Defesa (MD) e do Ministério das Relações Exteriores (MRE) do Brasil.

Nesta edição, haverá uma delegação do MD com participação do Coordenador-Geral na Divisão de Promoção Comercial, do Departamento de Promoção Comercial (DEPCOM), Capitão de Mar e Guerra Marcelo Andrade Garcia.  Os representantes da ABIMDE serão o Presidente do Conselho Administrativo, Dr. Roberto Gallo, o Diretor-executivo, Coronel Armando Lemos, e o Coordenador de Projetos, Miquéias Silva.

São expositoras no Estande Brasil: a AEL Sistemas; a ARES; a Akaer; a Atech; a BCA Ballistic Protection; a Condor S.A. Indústria Química; a CSD - Componentes e Sistemas de Defesa; a ELO Componentes Electroquímicos; a GESPI Indústria e Comércio de Equipamentos Aeronáuticos; a M & K Assessoria, Exportadora e Importadora; a RF COM Sistemas Ltda; e a Vertical do Ponto Indústria e Comércio de Paraquedas. 

Além dessas, participam com estandes individuais a Mac Jee, a Taurus e a CBC, ampliando a representatividade do país no cenário internacional.


A Mac Jee marcou presença com sucesso já no primeiro dia de Eurosatory 2024, apresentando seu portfólio completo de soluções em defesa e segurança.

Tecnologias de ponta, como o Dagger e o Anshar, seus sistema de guiagem e defesa aérea, e sua exclusiva linha de produção de materiais energéticos com patente registrada Mac Jee, foram os destaques do dia.

A empresa demonstrou ao vivo, o funcionamento do seu lançador de foguetes, Armadillo, além de apresentar sua gama de soluções de munição como as munições aéreas MK 82, MK84 e BLU109, e sua munição de artilharia 155mm.

"Estamos orgulhosos da presença da indústria brasileira nesta renomada feira, uma excelente oportunidade para interações e colaborações internacionais", afirmou o Presidente do Conselho Administrativo da ABIMDE, Dr. Roberto Gallo.

A inauguração do pavilhão brasileiro foi marcada por uma cerimônia oficial, com a presença do General de Exército Achilles Furlan Neto, Diretor do Departamento de Ciência e Tecnologia do Exército, e do Dr. Gallo, enfatizando o compromisso do Brasil com a excelência em tecnologia de defesa e seu papel crescente no cenário mundial.

26 abril, 2024

Condor leva experiência e tecnologias não letais a forças de segurança do RS em Canoas


*LRCA Defense Consulting - 26/04/2024

O segundo Condor Day, um evento dedicado ao conceito de segurança não letal promovido pela Condor Tecnologias Não Letais, ocorreu na última quinta-feira (25), no Comando de Policiamento Metropolitano em Canoas (RS). Esta iniciativa pioneira visa promover a inovação e a tecnologia no contexto das cidades inteligentes, garantindo uma abordagem mais segura no uso da força.

O evento reuniu representantes de diversas instituições de segurança e defesa, incluindo a Brigada Militar, Superintendência dos Serviços Penitenciários (SUSEPE), Polícia Civil, Polícia Rodoviária Federal (PRF), e a Secretaria de Segurança Pública (SSP).

Sob o tema “Experiências Não-Letais: O futuro do uso da força”, a agenda do dia incluiu apresentações institucionais da Condor, seguidas de uma sessão de networking onde as mais recentes tecnologias foram apresentadas. Dentre os destaques estavam a câmera corporal COP Condor – Bodycam, o drone Condor Drop, granadas inteligentes com o novo corpo ECOBODY, munições especiais 40 x 46 mm como a NT-901, a pistola não letal FR-100, o dispositivo de incapacitação Spark DUO, e as máscaras antidistúrbios da AVON.

Também foi apresentado o Condor Virtual Training Center – CVTC, um software de realidade virtual e inteligência artificial que simula cenários operacionais em um ambiente digital, preparando profissionais para a dinâmica real de operações.

“Além de seguir as últimas tendências de mercado, as soluções não letais primam pela inteligência e integração. A captação e análise de dados criam um ecossistema avançado, essencial para entender e resolver conflitos específicos,” explicou Luiz Monteiro, Diretor Comercial da Condor.

“O Condor Day é mais que um evento, é um compromisso com a cultura de segurança não letal, buscando espalhar conhecimento sobre nossos produtos e tecnologias entre os profissionais da área,” acrescentou Lucas Carci, Supervisor de Marketing.

Após as discussões teóricas, os participantes tiveram a chance de ver as tecnologias em ação em um campo de provas, demonstrando a eficácia das soluções Condor. Este evento em Canoas é parte de uma série que visa alcançar diferentes regiões do país, ampliando o impacto e o alcance das discussões e aprendizados sobre segurança não letal.

10 outubro, 2023

O conflito Hamas-Israel provavelmente se espalhará para muitas nações

As consequências de um ataque do Hamas em Sderot, Israel, em 8 de outubro: A guerra está apenas começando. ©Reuters

*Nikkei Asia, por David Sharma - 09/10/2023 (atualizado às 10h45)

Na sua imprevisibilidade, na escala das baixas civis e no profundo choque que causou no sentimento de segurança de Israel, o ataque multifrontal do grupo terrorista Hamas no sábado foi um momento de 11 de Setembro.

Tal como os ataques terroristas aos EUA levaram a uma resposta militar profunda e dramática, a resposta de Israel será de ordem semelhante. Como disse o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu horas após o início do ataque, Israel está em guerra.

Os líderes de Israel não descansarão até que o Hamas seja completamente destruído, a sua liderança militar eliminada e o seu aparelho militar totalmente desmantelado.

A resposta será muito mais severa do que a típica operação militar de Israel contra o Hamas. Essas ofensivas, que figuras militares israelitas endurecidas descrevem como "cortar a relva", são geralmente concebidas para degradar a infra-estrutura militar do Hamas para comprar mais alguns anos de paz geral.

Desta vez, apenas uma derrota total do Hamas será suficiente para Israel. Isto significa que nos próximos dias, as Forças de Defesa de Israel irão quase certamente complementar os ataques aéreos com uma invasão terrestre em grande escala de Gaza e provavelmente eventualmente procurarão reocupar todo o território.

Dada a profundidade com que o Hamas está inserido nas infra-estruturas civis de Gaza, com quartéis-generais operacionais sob hospitais e lançadores de mísseis em edifícios de apartamentos, uma tal acção militar conduzirá a um elevado número de baixas civis.

Nas primeiras 24 horas deste conflito, pelo menos 300 israelitas foram mortos, centenas foram hospitalizados e dezenas foram feitos reféns para Gaza. Algumas centenas de palestinos foram mortos em ataques aéreos. No entanto, a guerra está apenas a começar, com a principal resposta militar de Israel ainda em preparação.

Embora as recriminações venham, com razão, mais tarde, o facto é que Israel não previu este ataque. O ataque marca a mais grave falha de inteligência de Israel desde a guerra do Yom Kippur, há meio século.

Não só Israel não antecipou o momento deste ataque ou não colocou as suas defesas num estado de prontidão adequada para resistir a uma barragem de foguetes do Hamas, como também Israel claramente não conseguiu apreciar o crescimento das capacidades militares do grupo.

O Hamas invadiu Israel por terra, mar e ar, desembarcando combatentes na costa, rompendo as defesas da fronteira com escavadeiras e mobilizando planadores aéreos. Os combatentes do Hamas invadiram e ocuparam cidades israelitas, matando e capturando residentes nas suas casas à vontade. Nas primeiras horas após a incursão, as Forças de Defesa de Israel não foram vistas em lugar nenhum.

O sentimento de segurança de Israel foi profundamente abalado por isto, e a única forma de o restaurar será com a derrota completa do Hamas.

Uma complicação serão os reféns que o Hamas levou de volta para Gaza, incluindo mulheres, crianças e idosos. O Hamas irá utilizá-los para propaganda política, influência militar e como escudos humanos.

Os reféns têm grande importância política em Israel – em 2011, o Hamas trocou 1.027 prisioneiros palestinianos por um soldado, Gilad Shalit – pelo que isto criará sérios dilemas para as operações militares.

Os restos de uma casa em Khan Younis, Gaza, atingida por um ataque aéreo israelense em 8 de outubro: As baixas de civis palestinos em contra-ataques israelenses inflamarão a opinião pública em todo o mundo árabe. ©Reuters

Para além dos combates que provavelmente veremos nos próximos dias, existe o risco de o conflito assumir uma dimensão regional.

O Hezbollah, cujo líder Hassan Nasrallah saudou a agressão do Hamas, lançou ataques com foguetes e artilharia do Líbano contra posições israelenses em uma área fronteiriça contestada no domingo. Outros, incluindo a Jihad Islâmica Palestina na Cisjordânia e o Líder Supremo iraniano Ali Khamenei, também elogiaram o Hamas. Israel poderia assim encontrar-se lutando em diversas frentes.

Entretanto, as devastadoras vítimas civis palestinianas que provavelmente veremos nesta nova guerra inflamarão a opinião pública em todo o mundo árabe, conduzindo a um risco acrescido de terrorismo, não apenas no Médio Oriente.

As conversações de aproximação entre Israel e a Arábia Saudita, que estão em curso há vários meses e podem estar em vias de serem finalizadas no início de 2024, serão quase certamente uma das primeiras vítimas desta guerra. À medida que este conflito e a sua tragédia humana se desenrolarem nos ecrãs da televisão e dos telefones nas próximas semanas, a opinião pública árabe ficará demasiado inflamada para que os sauditas tenham espaço diplomático para estender qualquer ramo de oliveira a Israel.

Na verdade, esta pode ter sido a principal intenção por detrás dos ataques, possivelmente com estímulo ou incentivo iraniano: impedir a formação de um bloco regional que colocaria a questão palestiniana em segundo plano e reuniria uma coligação de equilíbrio contra o Irã.

Os Acordos de Abraham, os acordos mediados pelos EUA que abriram relações diplomáticas entre Israel e os Emirados Árabes Unidos e o Bahrein e normalizaram os laços com Marrocos nos últimos anos, também estarão sob séria pressão.

A guerra que se aproxima será suficientemente trágica, mas existe um risco real de que se torne mais ampla e mortal, engolindo toda a região.

*Dave Sharma serviu anteriormente como embaixador da Austrália em Israel, bem como presidente do subcomitê conjunto do Parlamento australiano para relações exteriores e ajuda e principal conselheiro diplomático no departamento do primeiro-ministro.
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O conflito no Oriente Médio e a Indústria Brasileira de Defesa

*LRCA Defense Consulting - 10/10/2023

As consequência e reflexos, diretos e indiretos, de uma escalada do conflito ou da possibilidade que esta ocorra, poderão impactar a Indústria de Defesa Brasileira, haja vista que diversas empresas do setor possuem negócios com os países direta ou potencialmente atingidos, ou são alvo do interesse destes.

No Oriente Médio, palco maior desse cenário, a Arábia Saudita e os Emirados Árabes Unidos já têm ou estão em vias de formar acordos com empresas brasileira do setor, como Akaer, Avionics Services, CBC, Condor, Embraer, Kryptus, Mac Jee, Ocellott, SIATT, Taurus, Tupan e Turbomachine.

Na Ásia, onde o Paquistão (com o apoio do Afeganistão, do Irã e da China), representa a grande ameaça externa, a Índia deverá acrescentar agora um fator maior de preocupação com suas fronteiras. Além disso, a Índia também possui uma grande população estimada em cerca de 200 milhões de pessoas que professam a religião muçulmana, o que, apenas em tese, pode trazer problemas de ordem interna.

Na Índia, já estão presentes a Taurus e a CBC, que ainda não começaram a produzir, embora já estejam com as unidades fabris prontas, só aguardando a pesada burocracia estatal fornecer as últimas licenças. Por outro lado, esse país está em vias de encomendar entre 40 e 80 aeronaves multimissão para, principalmente, prover transporte de tropas e reabastecimento aéreo, além de mais seis aeronaves de vigilância e alerta antecipado, sendo que a Embraer está realizando um significativo esforço para ter o C-390 escolhido para o primeiro caso e, adicionalmente, o Praetor 600 AEW&C para o segundo.

Ainda na Índia, é sabido que o fuzil a ser produzido pela Israel Weapons Industries (IWI) em joint venture com a indiana Adani Defense and Aerospace é um dos mais fortes concorrentes à megalicitação de 425 mil fuzis CQB em curso, na qual a Taurus concorre com seu fuzil T4. Com o conflito que passou a existir após o ataque do Hamas a Israel e a possibilidade real de sua expansão, podem surgir dúvidas sobre a capacidade de a empresa israelense cumprir um contrato de tamanha magnitude, seja por ter o seu país sob ataque e necessitar fornecer mais armas localmente, seja por ter que deslocar meios humanos e tecnológicos para a Índia para montar a operação fabril no bojo desse cenário.

Em qualquer caso, é lícito supor que sejam feitos, entre tais atores, movimentos que não haviam sido planejados anteriormente, levando assim a novas e urgentes encomendas, à aceleração de iniciativas em curso ou intencionadas, bem como a um possível alijamento ou afastamento de empresas israelenses de certames em curso, devidos à guerra ou ao receio de uma reação interna da população muçulmana.
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A importância dos fornecedores de defesa de países que não têm conflitos imediatos

*Patrícia Marins, via LinkedIn - 10/10/2023

À medida que o conflito se intensifica, o mundo ocidental enfrenta uma escolha: Israel ou a Ucrânia.

Se o Hezbollah enfrentasse as forças das FDI com todo o seu arsenal, que inclui foguetes que variam de 100 mm a 620 mm com um alcance de mais de 150 km, modernos mísseis guiados anti-tanque (ATGMs) e numerosos drones iranianos, é provável que Israel exigisse apoio significativo em termos de armamento.

Ainda assim, a sua maior vantagem seria a presença de milhares de militantes com experiência militar da Síria e do Iémen. Isto representa um desafio significativo para o exército israelita, que consiste principalmente de profissionais sem experiência real de combate e um elevado número de recrutas, o que leva Israel a exigir o uso de uma quantidade substancial de armas e munições de longo alcance.

Nos últimos dias, os EUA começaram a enviar armas para as FDI. No entanto, a capacidade dos EUA e dos países ocidentais, em geral, é limitada devido às entregas significativas feitas à Ucrânia.

A questão aqui não é apenas sobre projéteis; a invasão russa causou uma corrida global à obtenção de materiais para diversas indústrias de defesa em todo o mundo. Isso inclui produtos químicos para explosivos, metais e plásticos necessários para fusíveis e cartuchos de artilharia.

Se o conflito israelita se intensificar, poderá haver potencialmente uma escassez de munições de 20 a 40 mm, cuja produção nos países ocidentais tem uma taxa de cerca de 30 a 40 milhões de munições por ano. Isto pode não ser suficiente, considerando a elevada cadência de tiro destes calibres num conflito intenso.

Além disso, se o Irão decidir manter uma elevada taxa de fornecimento de armas ao Hezbollah, a situação poderá piorar.

Desde a década de 90, a indústria israelita sofreu uma grande redução, passando de 140.000 funcionários para a força de trabalho atual de 30.000-40.000.

Por exemplo, a Elbit Systems produz apenas algumas dezenas de milhares de projéteis de artilharia anualmente.

Se o conflito israelita realmente aumentar, o mundo ocidental poderá chegar a um ponto em que terá de escolher entre abastecer Israel ou a Ucrânia. A realidade é que os ocidentais não podem sustentar ambos os conflitos simultaneamente, pelo que devem ser procuradas soluções diplomáticas para um deles.

Mas a situação não é melhor para os russos. Israel pode, de fato, procurar ajuda da Rússia, particularmente devido à influência significativa dos imigrantes soviéticos no estabelecimento da indústria de defesa israelita, onde ainda mantêm laços com ambos os governos.

Na verdade, esta situação irá realçar a importância dos fornecedores de defesa de países que não têm conflitos imediatos, como a Turquia, a Índia, o Brasil e a África do Sul.

25 setembro, 2023

Stella Tecnologia e FAB firmam MoU visando desenvolver drones para controle do espaço aéreo e defesa aérea

Momento da assinatura do MoU (Foto: Sargento Muller Marin / CECOMSAER)

*LRCA Defense Consulting - 25/09/2023

No dia 21 de setembro, em Brasília (DF), a empresa Stella Tecnologia Indústria e Comércio Aeroespacial Ltda. e a Força Aérea Brasileira (FAB) firmaram um memorando de entendimento (MoU, na sigla em inglês) com o objetivo de desenvolver estudos conceituais de tecnologias-chave e de sistemas e aeronaves não tripuladas. O ato foi realizado pelo Comandante da Aeronáutica, Tenente-Brigadeiro do Ar Marcelo Kanitz Damasceno e pelo Vice-presidente Executivo e CEO da empresa, Gilberto André Buffara Junior.

A parceria representa mais um passo na realização de missões de Inteligência, Vigilância e Reconhecimento (IVR), de Busca e Salvamento (SAR), de emprego de armamento ar-solo e de Posto de Comunicação Aeroespacial (P-COM-AEPC). 

Com o memorando, ambas as partes se comprometem a definir, de forma coordenada, os conceitos relacionados aos sistemas e veículos aéreos não tripulados, conhecidos pela sigla UAS (do inglês Unmaned Aerial Systems/Vehicles) englobando, ainda, sistemas habilitadores e interfaces entre sistemas, além de envolver a Base Industrial de Defesa (BID) e as Instituições Científicas, Tecnológicas e de Inovação (ICT) nacionais na cooperação em pesquisas dos assuntos em questão.Clique aqui para baixar a imagem original

O Comandante da Aeronáutica enfatizou que a ação e a utilização dos equipamentos UAS - que servem tanto para o controle do espaço aéreo quanto para a defesa aérea - estão alinhados com o Planejamento Baseado em Capacidades (PBC). “Que a gente possa cooperar com a Indústria e manter a nossa soberania. Seria muito bom se a gente pudesse decolar com um drone, por exemplo, com todos os itens nacionais, tudo produzido aqui”, expressou o Oficial General. 

*Com informações da Agência Força Aérea
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Atobá, Albatroz e Condor: os três principais drones da Stella Tecnologia
A empresa produz três tipos de aeronaves remotamente tripuladas (ARP, VANT, UAS, drone), popularmente conhecidos como drones:

Atobá
O ARP Atobá voou em 2020, sendo a maior plataforma aérea desse tipo já desenvolvida na América Latina, possibilitando o monitoramento de fronteiras e áreas extensas com sua surpreendente autonomia de 28 horas.

Dados técnicos:
MTOW: 500 kg
Comprimento: 8 metros
Envergadura: 11 metros
Motorização: 60 hp
Carga-paga: 150 kg
Autonomia: 20 horas
Alcance do datalink: 250km
Decolagem e pouso: 400 metros
Possibilidade de embarcar múltiplos sensores. 

Drone Atobá com munição planadora Siopi, também da Stella

Albatroz
O Albatroz é uma plataforma aérea extremamente versátil, com uma autonomia surpreendente, que pode ser operada a partir de pistas não preparadas com menos de 150 metros. Foi desenvolvido para atender uma demanda da Marinha do Brasil, para operações a partir do Navio Aeródromo Multipropósito Atlântico.

Dados técnicos:
MTOW: 500 kg
Comprimento: 4 metros
Envergadura: 7 metros
Motorização: 25 hp
Carga-paga: 6 kg
Autonomia: 28 horas
Alcance do datalink: 250km
Decolagem e pouso: 150 metros
Possibilidade de embarcar múltiplos sensores.


Drone Albatroz com munição planadora Siopi

Condor
O Condor é uma plataforma em desenvolvimento para atender as necessidades de monitoramento persistente de fronteiras com habilidade de embarcar múltiplos sensores e subsistemas com até 390 kg por 40 horas. Além disso, um outro diferencial é o alcance ilimitado do seu datalink (quando são utilizadas informações satelitais). Quando estiver operacional, ocupará o lugar do Atobá como a maior plataforma aérea do tipo já desenvolvida na América Latina.

Dados técnicos:
MTOW: 1400 kg
Comprimento: 9 metros
Envergadura: 15 metros
Motorização: 145 hp
Carga-paga: 390 kg
Autonomia: 40 horas
Alcance do datalink: 250km
Alcance do datalink satelital: ilimitado
Decolagem e pouso: 600 metros
Possibilidade de embarcar múltiplos sensores.


Drone Condor, em desenvolvimento

Stella Tecnologia surpreende o Setor de Defesa com o desenvolvimento de munições vagantes

A Stella Tecnologia surpreendeu o Setor de Defesa brasileiro e mundial quando, em janeiro deste ano, o jornalista e pesquisador de Defesa Roberto Caiafa divulgou que a empresa está preparando seus drones para o emprego de loitering munitions (munições vagantes, vadias, de vadiagem ou ociosas).

Esse tipo de munição, também conhecida como "drone kamikaze ou suicida", têm a capacidade de rondar durante algum tempo a área que foi identificada como potencial alvo e de atacar, mediante comando, apenas quando é encontrado algo compensador. Na maioria dos casos, são pequenas, portáteis e fáceis de lançar, mas a sua maior vantagem é serem difíceis de detectar e poderem ser disparadas à distância.

Essa característica das munições vagantes as difere dos mísseis e foguetes mais tradicionais, pois conseguem operar como pequenas aeronaves em atividades de vigilância e reconhecimento antes de impactar seu objetivo como um míssil ar-terra comum.

Podem ser lançadas a partir de múltiplas plataformas: desde as mais simples, como o ombro de um soldado ou um pequeno morteiro, até outras mais sofisticadas, como viaturas de combate, drones, aviões e navios.

Revolução no Setor de Defesa
A Stella Tecnologia - fundada em 2015 para desenvolver aeronaves não tripuladas de grande porte - desenvolve, fabrica e opera sistemas aéreos não tripulados para emprego no setor de defesa e em setores industriais que necessitam de produtos de alto desempenho.

Seus projetos aeronáuticos utilizam recursos de última geração altamente configuráveis para atender a uma ampla gama de requisitos operacionais de missões táticas e estratégicas, com o emprego dos melhores sensores e subsistemas, escolhidos com isenção, para compor sistemas integrados de altíssimo desempenho e confiabilidade.  

Percebendo que o mercado necessitava de armamentos leves para serem embarcados em  drones (VANT, ARP, SARP) e que os armamentos disponíveis no mercado internacional eram de difícil acesso devido a questões geopolíticas, a Stella iniciou o desenvolvimento de uma linha de munições vagantes para serem embarcadas em suas plataformas.

O primeiro exemplar dessa linha é a munição planadora Siopi, com uma razão de planeio máxima de 20:1, ou seja: a cada 20 metros de deslocamento, perde 1 metro de altitude. Desta forma, se lançada a 10.000 metros, ela poderá planar 200 km levando uma "cabeça de guerra" de 4 kg. 

Essa munição tem uma assinatura acústica praticamente nula, uma assinatura de radar mínima e uma assinatura térmica também próxima a zero. Desta forma, torna-se muito difícil de ser detectada.

Para atingir o alvo com precisão exata, a Stella trabalha em um sistema de guiamento que utiliza medições inerciais combinadas com visão computacional. Além do mais, o operador poderá corrigir o curso da munição, ou destruí-la, se assim o desejar, até muito perto do momento da detonação da carga.

A munição vagante terá um custo de aquisição baixíssimo e poderá também operar por enxame (sworm), pois a empresa está trabalhando em parceria com um importante pesquisador nessa área. 

A ideia é criar um produto barato, eficaz e disruptivo que permitirá o armamento de pequenos e grandes drones fabricados pela Stella Tecnologia ou por outras empresas brasileiras ou estrangeiras.

Em contato com a empresa, a LRCA apurou que todos os seus três modelos de drones de defesa poderão ser utilizados para o uso desse tipo de munição.  

Com isso, a empresa revoluciona o Setor de Defesa brasileiro, com reflexos na América do Sul e no mundo, haja vista ser a primeira fabricante sul-americana de drones a desenvolver tal recurso.




Munição planadora Siopi, da Stella Tecnologia

08 setembro, 2023

Stella Tecnologia e Marinha assinam MoU visando drone para operar no navio "Atlântico"

Foto meramente ilustrativa

*LRCA Defense Consulting - 08/09/2023

Em 18 de agosto, o Diário Oficial da União publicou um Memorando de Entendimento entre a Diretoria de Aeronáutica da Marinha e a empresa brasileira Stella Tecnologia, com o objetivo de avaliar as características e requisitos técnicos necessários ao desenvolvimento de um Sistema de Aeronave Remotamente Pilotado Embarcado (SARP-E) capaz de operar a partir do Navio-Aeródromo Multipropósito "Atlântico" (NAMAtlântico), navio capitânea da esquadra brasileira.

Albatroz, Atobá e Condor: os três principais drones da Stella Tecnologia
A empresa produz três tipos de aeronaves remotamente tripuladas (ARP, VANT), popularmente conhecidos como drones:

Albatroz
O Albatroz é uma plataforma aérea extremamente versátil, com uma autonomia surpreendente, que pode ser operada a partir de pistas não preparadas com menos de 150 metros. Foi desenvolvido para atender uma demanda da Marinha do Brasil, para operações a partir do Navio Aeródromo Multipropósito Atlântico.

Dados técnicos:
MTOW: 500 kg
Comprimento: 4 metros
Envergadura: 7 metros
Motorização: 25 hp
Carga-paga: 6 kg
Autonomía: 28 horas
Alcance do datalink: 250km
Decolagem e pouso: 150 metros
Possibilidade de embarcar múltiplos sensores.


Drone Albatroz com munição planadora Siopi

Atobá
O ARP Atobá voou em 2020, sendo a maior plataforma aérea desse tipo já desenvolvida na América Latina, possibilitando o monitoramento de fronteiras e áreas extensas com sua surpreendente autonomia de 28 horas.

Dados técnicos:
MTOW: 500 kg
Comprimento: 8 metros
Envergadura: 11 metros
Motorização: 60 hp
Carga-paga: 150 kg
Autonomía: 20 horas
Alcance do datalink: 250km
Decolagem e pouso: 400 metros
Possibilidade de embarcar múltiplos sensores. 

Drone Atobá com munição planadora Siopi

Condor
O Condor é uma plataforma em desenvolvimento para atender as necessidades de monitoramento persistente de fronteiras com habilidade de embarcar múltiplos sensores e subsistemas com até 390 kg por 40 horas. Além disso, um outro diferencial é o alcance ilimitado do seu datalink (quando são utilizandas informações satelitais). Quando estiver operacional, ocupará o lugar do Atobá como a maior plataforma aérea do tipo já desenvolvida na América Latina.

Dados técnicos:
MTOW: 1400 kg
Comprimento: 9 metros
Envergadura: 15 metros
Motorização: 145 hp
Carga-paga: 390 kg
Autonomía: 40 horas
Alcance do datalink: 250km
Alcance do datalink satelital: ilimitado
Decolagem e pouso: 600 metros
Possibilidade de embarcar múltiplos sensores.

Drone Condor, em desenvolvimento

 

27 abril, 2023

Arábia Saudita está priorizando a cooperação militar-industrial com o Brasil? Akaer, Avibras, CBC, Embraer, Taurus...

HE Khalid A. Al-Falih, Ministro do Investimento da Arábia Saudita, visita o estando da CBC e Taurus durante a 1ª edição do World Defense Show em Mar 22 em Riyadh, na Arábia Saudita

*LRCA Defense Consulting - 27/04/2023

De acordo com o portal Tactical Report, especializado em relatórios de defesa (pagos) com ênfase em países árabes, espera-se que o Ministério da Defesa saudita inicie negociações com várias empresas brasileiras de defesa para diversificar o fornecimento de armas do Reino da Arábia Saudita. Além disso, segundo a fonte, o Reino considera prioritária a cooperação militar-industrial com o Brasil.

Visão 2030 - o grande plano saudita de 15 anos
O Plano Visão 2030, anunciado pelo governo saudita em 2015, mudou economicamente a Arábia Saudita nos últimos anos e é esperado que continue mudando.

Até 2015, o petróleo respondia por cerca de 75% das receitas orçamentárias, 40% do PIB e 90% das receitas das exportações. O "vício do ouro negro" acostumou os sauditas a comprar tudo o que precisavam, pois sempre houve dinheiro farto e era muito mais barato importar do que produzir localmente.

No entanto, o atual governo vislumbrou que o país não poderia manter a dependência da renda petroleira e o enorme gasto público diante de um cenário de grandes mudanças que estão acontecendo no mercado energético internacional (variações enormes nos preços do petróleo, surgimento de fontes alternativas não poluentes e política mundial contra o uso de combustíveis fósseis) e de tendências demográficas que indicam aumento significativo no número de sauditas em idade produtiva até 2030.

A ascensão do príncipe Mohamed Bin Salman (conhecido como MbS) no cenário político saudita e o declínio dos preços do petróleo em 2014 incentivaram o desenvolvimento do plano como meio de abandonar ou, pelo menos, diminuir grandemente essa dependência e diversificar a atividade econômica, abrindo amplamente as portas para o envolvimento de um setor privado ativo e facilitando a entrada dos investimentos estrangeiros no país. Assim, um dos pilares do Visão 2030 é justamente transformar a Arábia Saudita em um centro de investimentos globais.

Segundo análises, a elevação de produtividade por meio da reforma econômica permitirá ao país duplicar seu PIB e criar até 6 milhões de novos empregos até 2030. Com as reformas, Riad pretende elevar sua renda não petroleira, de US$ 43,6 bilhões em 2015 para US$ 267 bilhões em 2030.

Setor de Defesa no Plano Visão 2030
A Arábia Saudita é um dos principais compradores de armas do mundo. Foi o maior importador de armamento entre 2010 e 2014, com 5% das aquisições mundiais. O país possui as forças armadas mais poderosas do Golfo Pérsico, com cerca de 478 mil combatentes na ativa (de um total de 688 mil integrantes), compreendendo o exército, a força aérea e a marinha de guerra, além de unidades de defesa antiaérea, brigadas da Guarda Nacional e paramilitares.  

O país gasta 25% do seu orçamento, ou pelo menos US$ 88 bilhões, com suas forças armadas. Em 2019, operou o terceiro maior orçamento militar do mundo, caindo para o nono lugar em 2020, efeito colateral da queda brutal nos preços do petróleo durante a pandemia.

O príncipe Salman, que também é ministro da Defesa, anunciou que o país buscará desenvolver sua própria indústria bélica como parte do plano de reformas. O primeiro passo nesse sentido foi associar a assinatura de contratos no exterior ao desenvolvimento da indústria local.

"A partir de agora, o Ministério de Defesa, assim como outros órgãos militares e de segurança, só fecharão contratos com provedores estrangeiros se estes estiverem vinculados à indústria local", disse Salman. "Vamos reestruturar vários de nossos contratos militares para atá-los à indústria saudita."

Em fevereiro de 2021, o governador da GAMI - Autoridade Geral para Indústrias Militares saudita, Ahmed bin Abdulaziz Al-Ohali, afirmou que o país iria investir mais de US$ 20 bilhões em sua indústria de defesa local pelos próximos 10 anos. O objetivo é desenvolver e fabricar mais armas e sistemas militares domesticamente, com o objetivo de gastar 50% do orçamento militar localmente até 2030.

Assim, nessa sensível área, onde quase tudo era importado, principalmente dos Estados Unidos, o foco dos sauditas passou a ser o desenvolvimento da sua indústria de defesa, com a produção de armamentos, equipamentos e aeronaves militares, para atingir a autossuficiência na área e aumentar as exportações para os seus parceiros regionais, haja vista que a presença de indústrias estrangeiras permite a obtenção de know-how e a transferência de tecnologia para a economia local.

Nesse campo, o Plano Visão 2030 muito se assemelha às iniciativas Make in India (Fazer na Índia) e Atma Nirbhar Bharat (Índia Autossuficiente), ambas do governo da Índia.

Empresas brasileiras de Defesa presentes ou com interesses na Arábia Saudita

Taurus Armas e CBC

Em 22 de março deste ano, o CEO Global da Taurus Armas S.A., Salesio Nuhs, informou que, durante a recente Feira em Abu Dhabi (IDEX 2023), surgiram boas perspectivas de crescimento no mercado da Arábia Saudita e Emirados, deixando implícito que a empresa está próxima de fechar um importante negócio nessa região.

Em 30 de dezembro de 2021, a Taurus Armas S.A. já havia celebrado um contrato para constituição de joint venture com sua coligada Companhia Brasileira de Cartuchos (CBC), como parte das estratégias de internacionalização de suas operações visando fomentar negócios e oportunidades na Arábia Saudita.

Com o nome de Companhia Brasileira de Cartuchos Taurus Arabia Holding, LLC., a  joint venture tem como principal objetivo possibilitar a busca e antevisão mais eficiente de oportunidades de negócios neste mercado relevante, especialmente considerando os planos do governo do país para estabelecer uma base industrial de defesa local, no âmbito da estratégia denominada “Visão 2030”.

O estabelecimento de uma subsidiária na Arábia Saudita e o interesse da Taurus e da CBC na região estão em consonância com os planejamentos estratégicos das duas empresas, haja vista que o mais rico, poderoso e estratégico país do Oriente Médio passou a desenvolver uma política industrial de defesa bastante similar à da Índia, onde ambas já possuem fábricas.

Localização estratégica reúne Arábia Saudita, Índia e Filipinas na importante e promissora região do Oriente Médio e  Indo-Pacífico

Embraer
Em entrevista ao portal Defense Here, em 26/04/2023, o CEO da Embraer Defesa e Segurança, Bosco da Costa Junior falou sobre os mercados de interesse da Embraer onde destacou a região do Oriente Médio, dizendo “Temos nosso escritório em Dubai desde 2009. Então vemos esta região, a região do Oriente Médio, como uma região muito importante e muito estratégica para a Embraer”. Ele também afirmou que a Embraer está buscando fortalecer suas parcerias com os países da região e ajudá-los a localizar tecnologias, acrescentando que “estamos buscando oferecer nossas soluções para a Arábia Saudita e também para os Emirados”.

Grupo Edge (estatal dos Emirados Árabes Unidos)
A região MENA (sigla em inglês que se refere a regiões do Médio Oriente e Norte da África), e o Golfo em particular, é um mercado natural para o Grupo EDGE, que participou do Riyadh World Defense Show inaugural em 2022, com seu presidente executivo Faisal Al Bannai dizendo que “a Arábia Saudita é um mercado estratégico fundamental para a empresa".

O EDGE fez parceria com a Saudi Arabian Military Industries (SAMI) no passado: em 2021, sua subsidiária NIMR assinou um acordo com a SAMI para a produção de veículos militares na Arábia Saudita.

Na LAAD 2023, ocorrida recentemente no Rio de Janeiro, o Grupo Edge realizou várias parcerias com empresas brasileiras do setor de defesa, a saber:
- com a Akaer: parceria estratégica para a área de Defesa e Aeroespacial. As duas companhias assinaram um Memorando de Entendimento (MOU) com o objetivo de desenvolver e produzir sistemas e equipamentos de altíssima tecnologia no setor de aeroespaço e defesa em ambos os países;
- com a Kryptus: parceria para colaborar para aprimorar os recursos de comunicações cibernéticas e seguras e buscar oportunidades estratégicas nos mercados de tecnologia avançada e defesa;
- com a SIATT: MoU para cooperar no domínio de armas inteligentes;
- com a Condor, especialista em tecnologias não letais do Brasil, para combinar as capacidades das empresas e buscar conjuntamente oportunidades de negócios nos mercados dos Emirados Árabes Unidos e do Brasil. O MoU com a Condor já foi assinado por Marcos Degaut.

Akaer
Também na LAAD, a Akaer, empresa brasileira com mais de 30 anos de atuação no desenvolvimento de tecnologias de ponta para os setores de Defesa e Aeroespacial, além da parceria com o Grupo Edge, promoveu uma outra com a empresa saudita Intra Defense Technologies para o desenvolvimento de drones naquele país.  As duas companhias estabeleceram um contrato para o desenvolvimento de veículos aéreos não tripulados (UAVs, na sigla em inglês) de grande porte para inicialmente atender as necessidades da Arábia Saudita. O projeto, no entanto, poderá se estender para outros países e regiões.

Atualmente, a Intra opera UAVs na Arábia Saudita com grande sucesso, acumulando mais de 4 mil horas de voo em diferentes missões. A empresa parceira desenvolveu dois UAVs VTOL (que realizam pouso e decolagem /verticais), um dos quais foi exposto na LAAD Defense & Security.

Militares brasileiros integrantes do Projeto Estratégico ASTROS 2020 em um intercâmbio sobre artilharia de mísseis e foguetes com o Exército da Arábia Saudita em 2014

Avibras
A Avibras exportou o Sistema Astros II para a Arábia Saudita em meados dos anos 80. Em novembro de 1985, a empresa fechou contrato para o fornecimento de dez baterias Astros II em um negócio de US$ 389 milhões, e esse país chegou a utilizá-lo na 1ª Guerra do Golfo contra as forças iraquianas, sob comando da coalizão liderada pelos Estados Unidos, com grande sucesso.

Enfrentando agora uma delicada situação financeira, um pesado investimento saudita poderia ser muito bem-vindo para a Avibras.


 

21 abril, 2023

Grupo EDGE, dos Emirados, avança em todas as frentes de exportação, inclusive no Brasil

- O Grupo Edge contratou Marcos Degaut, destacado ex-Secretário de Produtos de Defesa, para ser o novo executivo para os mercados latino-americanos, e abriu escritório em Brasília.


*Defense-Aerospace, por Tim Maxwell - 18/04/2023

Tornou-se lugar-comum dizer que os players ocidentais de defesa estão enfrentando uma concorrência cada vez mais acirrada dos recém-chegados ao mercado. Depois de décadas como um grande importador de armas, os Emirados Árabes Unidos parecem emergir como um desses novos concorrentes importantes, com sucessos notáveis ​​alcançados por seu recém-criado conglomerado de defesa EDGE (estatal). Quais mercados Abu Dhabi está conseguindo atender e como a pequena federação está fazendo isso?

A cada feira de defesa que passa, um novo player está deixando uma marca na indústria. O EDGE Group, o conglomerado industrial de defesa dos Emirados estabelecido em 2019, conseguiu capturar os holofotes em todos os eventos, seja pela apresentação de produtos às vezes com aparência futurista, seja pelo anúncio de novos contratos com clientes inesperados ou parcerias com empresas estabelecidas.

Este ambicioso concorrente está agora afirmando suas ambições de exportação, tendo feito grandes esforços para se transformar, de fornecedor nacional de equipamentos para as forças dos Emirados Árabes Unidos, em sério concorrente global. Em 2022, a empresa registrou US$ 1,5 bilhão em exportações (na época, um aumento de 500% em relação ao ano anterior), representando 30% do total de pedidos recebidos. Nesse mesmo ano, a empresa reorganizou sua estrutura para melhor atuar nos mercados de exportação, conforme relatado pela publicação confidencial francesa Intelligence Online, por meio da criação de um novo departamento dedicado.

Até agora, o EDGE tendia a se concentrar em projetos de baixo custo de entrada, como enxame de drones, conforme observado pelo membro sênior do Instituto do Oriente Médio, Bilal Saab, na Shephard Media. No entanto, o grupo está presente em uma impressionante variedade de segmentos: de pequenas armas à construção naval, a mísseis e sistemas de defesa antimísseis, UAVs e sistemas anti-UAV, veículos blindados, guerra eletrônica e soluções cibernéticas…

A jornada dos Emirados rumo ao estabelecimento de uma indústria nacional de defesa provou ser bastante eficaz. Conforme expresso pelo diretor de negócios internacionais do EDGE, Miles Chambers, em entrevista ao Flight Global, “passamos dos Emirados Árabes Unidos como destinatários da transferência de tecnologia para os Emirados Árabes Unidos como aquele que transfere a tecnologia”.

Vamos mergulhar em alguns desses sucessos e delinear as razões pelas quais alguns players ocidentais devem realmente se preocupar com seus mercados tradicionais.

Vários sucessos de exportação já reservados
O exemplo mais impressionante de sucesso de exportação ocorreu em fevereiro passado, quando a subsidiária naval da empresa Abu Dhabi Ship Building (ADSB) anunciou um acordo de US $ 1 bilhão - o maior contrato de exportação do EDGE - para a construção de quatro corvetas BR71 Mk II para a Marinha Angolana.

Afastando-se do negócio naval, mas ainda na África, o EDGE firmou uma parceria estratégica com os militares da Tanzânia, outro exemplo do potencial de mercado ainda a explorar para o conglomerado no continente.

Olhando para a Ásia, o EDGE esteve presente na Indo Defense 2022, com o CEO Mansour AlMulla falando sobre “a importância estratégica do mercado indonésio” para a empresa. A Índia é mais uma importante perspectiva de mercado para o conglomerado dos Emirados.

A subsidiária Al Tariq do EDGE, desenvolvida a partir de uma JV forjada entre o fundo soberano Tawazun e a sul-africana Denel Dynamics, assinou dois MoUs com parceiros indianos em 2023: um com a Bharat Dynamics para a produção conjunta de munições Al Tariq na Índia, e outro com a HAL para a integração das munições nas plataformas de asa fixa desta última (nomeadamente Tejas).

Fontes também indicaram que Al Tariq ajudaria a HAL a comercializar seu LCA para os países do MENA, abrindo mais possibilidades de exportação para suas munições guiadas de precisão na região. A região MENA, e o Golfo em particular, é um mercado natural para o EDGE, que participou do Riyadh World Defense Show inaugural em 2022, com seu presidente executivo Faisal Al Bannai dizendo que “a Arábia Saudita é um mercado estratégico fundamental para a empresa.”

O EDGE fez parceria com a Saudi Arabian Military Industries (SAMI) no passado: em 2021, sua subsidiária NIMR assinou um acordo com a SAMI para a produção de veículos militares na Arábia Saudita.

Rio de Janeiro como futura potência da América Latina
O EDGE também acaba de participar do LAAD Defence & Security 2023 no Rio de Janeiro, onde vários anúncios foram feitos sobre a futura cooperação com entidades brasileiras. A reaproximação foi originalmente iniciada em um nível muito político no governo Bolsonaro, notadamente através do filho do ex-presidente Eduardo Bolsonaro e Marcos Degaut, ex-secretário de Produtos de Defesa do Ministério da Defesa do Brasil, que então se tornou chefe do EDGE Brasil.

Questionado sobre como uma presença mais forte do EDGE no Brasil beneficiaria o país, Degaut disse que enquanto “empresas de vários países” têm um “viés predatório”, citando EUA, Itália ou Egito, os Emirados Árabes Unidos não. As últimas notícias do Brasil mostram que a chegada de Lula no lugar de Bolsonaro não acabou com essas boas perspectivas, como demonstra a visita do atual ministro da Defesa do Brasil, José Lúcio, ao estande do EDGE na feira LAAD em 11 de abril.

Além de propor soluções convincentes do ponto de vista tecnológico a preços mais baixos (pelo menos, assim diz a propaganda do EDGE), o player dos Emirados se beneficia de seu posicionamento político, abertura para transferência de tecnologia e apoio ao surgimento de players industriais de defesa em suas exportações mercados.

Esse sucesso não vem sem desafios, no entanto: o EDGE agora precisa aumentar sua capacidade de produção, que ainda não está adaptada para produção em larga escala, e fortalecer sua cadeia de suprimentos, contando com a integração de fornecedores estrangeiros. Tudo isto, mantendo a PI recém-adquirida… e continuando a apostar no desenvolvimento de novas competências e conhecimentos tecnológicos.

Em suma, ainda há um longo caminho a percorrer para que o EDGE se torne o principal player de defesa que deseja ser; ainda assim, as empresas ocidentais tradicionais devem ficar de olho nesse novo concorrente, especialmente em países emergentes. Os mercados há muito considerados seguros podem acabar sucumbindo aos encantos dos Emirados…
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Acordos, parcerias e MoU firmados pelo Grupo EDGE durante a LAAD 2023


*LRCA Defense Consulting - 21/04/2023

- com a Marinha do Brasil: acordo de desenvolvimento conjunto para cooperar no desenvolvimento de mísseis anti-navio de longo alcance e mísseis hipersônicos;

- com a Akaer: parceria estratégica para a área de Defesa e Aeroespacial. As duas companhias assinaram um Memorando de Entendimento (MOU) com o objetivo de desenvolver e produzir sistemas e equipamentos de altíssima tecnologia no setor de aeroespaço e defesa em ambos os países;

- com a Kryptus: parceria para colaborar para aprimorar os recursos de comunicações cibernéticas e seguras e buscar oportunidades estratégicas nos mercados de tecnologia avançada e defesa;

- com a SIATT: MoU para cooperar no domínio de armas inteligentes;

- com a Condor, especialista em tecnologias não letais do Brasil, para combinar as capacidades das empresas e buscar conjuntamente oportunidades de negócios nos mercados dos Emirados Árabes Unidos e do Brasil. O MoU com a Condor já foi assinado por Marcos Degaut.

Sobre a participação do Grupo EDGE na LAAD 2023, Mansour AlMulla, diretor administrativo e CEO disse: “A participação do EDGE na LAAD 2023 nos permite mostrar nossas capacidades avançadas nos domínios aéreo, terrestre, marítimo e cibernético, e é uma indicação clara da grande importância que a EDGE atribui ao mercado brasileiro. mercado, e outros grandes mercados na América Latina. Nosso objetivo é aproveitar as valiosas parcerias que mantemos com alguns dos principais players da região e forjar novas colaborações para expandir nossa presença por meio de exportações, aumentando as cadeias de suprimentos locais e auxiliando no desenvolvimento de capacidades de defesa nacional em todo o continente.”

Abertura de escritório em Brasília para gerenciar negócios na América Latina

O Grupo EDGE anunciou, em 11 de abril, que abrirá um novo escritório regional na capital federal do Brasil, Brasília. O novo escritório, que será administrado por uma equipe dedicada e experiente de profissionais da indústria de defesa e dos ecossistemas de negócios locais, está programado para ser inaugurado em breve. O anúncio foi feito no estande do EDGE na LAAD Defence & Security 2023.

A mudança sinaliza a confiança do EDGE nos mercados latino-americanos à medida que expande sua presença global nas áreas de tecnologia avançada e defesa.

Mansour AlMulla, diretor administrativo e CEO do EDGE, disse: “Este é um momento de enorme orgulho para o EDGE como uma empresa relativamente jovem de pouco mais de três anos. O anúncio de hoje de nosso novo escritório regional LATAM em Brasília é um sinal claro de nossa confiança nos mercados de todo o continente e nas valiosas oportunidades que eles apresentam para o desenvolvimento de negócios internacionais, compartilhamento de conhecimento e maior prosperidade.

“À medida que expandimos nossa presença global, agora estamos tendo um grande interesse comercial nesses mercados com o objetivo de apresentar nossa tecnologia avançada líder do setor e soluções de defesa, forjando novas parcerias e auxiliando no desenvolvimento de capacidades de defesa nacional, no espírito de colaboração internacional e para realizar objetivos mútuos e apoiar o crescimento econômico”.

13 abril, 2023

Condor Tecnologias Não Letais e Grupo Edge (Emirados) assinam MoU na LAAD 2023

 


*LRCA Defense Consulting - 13/04/2023

A brasileira Condor Tecnologias Não Letais e o Grupo Edge, dos Emirados Árabes Unidos, assinaram no primeiro dia da LAAD Defence and Security, maior feira de Defesa e Segurança da América Latina, no Riocentro (RJ), Memorando de Entendimentos com o objetivo de “investigar sinergias operacionais”.

“A Condor é líder mundial em tecnologias não letais e a Edge é um dos maiores conglomerados de Defesa e Segurança do planeta. A assinatura deste MOU traduz não apenas o interesse de ambas as empresas pela busca incessante por inovação e tecnologia de ponta, mas demonstra também a importância geopolítica da parceria Brasil – Emirados Árabes”, disse Frederico de Aguiar, presidente do Conselho da Condor, que assinou o documento.

20 fevereiro, 2023

IDEX 2023: ABIMDE apresenta tecnologias e capacidades da BIDS em Abu Dhabi


*ABIMDE - 20/02/2023

A ABIMDE (Associação Brasileira das Indústrias de Materiais de Defesa e Segurança) apresenta as tecnologias e capacidades da Base Industrial de Defesa e Segurança do Brasil na Idex 2023 (International Defence Exhibition & Conference), que começa nesta segunda-feira (20) e segue até sexta-feira (24), em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos.

Quinze empresas brasileiras estão presentes no evento, considerado o maior do segmento de Defesa no Oriente Médio.

O Pavilhão Brasil, coordenado pela ABIMDE em parceria com a ApexBrasil (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos), está instalado no estande 09-A18. O espaço abrigará as empresas Akaer, Atech, Avionics Services, Condor, CSD, Gespi, Imbel, Kryptus, M&K Logistics, MacJee, Ocellott e Siatt. 

As empresas CBC, Embraer e Taurus estarão com estandes próprios.

“O Oriente Médio é um importante mercado para a Indústria Brasileira de Defesa e Segurança. Durante a IDEX , vamos mostrar que nossas empresas estão capacitadas para oferecer serviços e produtos de alta tecnologia e atender às mais variadas demandas das forças terrestres, aéreas e navais dos países amigos”, disse o Diretor Executivo da ABIMDE, Coronel Armando Lemos. Ele e o Diretor de Projetos da Associação, Coronel Antonio Ribeiro, estarão presentes no Pavilhão Brasil.

A Base Industrial de Defesa e Segurança do Brasil é constituída por mais de 1.100 empresas e conta com apoio das Forças Armadas, do Ministério de Defesa, do Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação, do Ministério das Relações Exteriores, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, e da ApexBrasil, além de parcerias com instituições de pesquisas e outras associações de apoio à indústria brasileira.

Conheça as empresas brasileiras presentes na Idex 2023:

Akaer
Com mais de 30 anos de atuação no desenvolvimento de tecnologias de ponta para os setores de Defesa, Aeroespacial e Indústria 4.0, a Akaer vem ao longo dos anos conquistando a confiança de clientes no Brasil e ao redor do mundo. Com sede localizada no município de São José dos Campos (SP/Brasil), a empresa ainda possui escritórios comerciais na Turquia e Portugal.
Na IDEX, os destaques da Akaer serão o programa de modernização de veículos de combate blindados "Cascavel"; o projeto de UAS para reconhecimento terrestre e naval "Albatross", que pode ser configurado para outros tipos de missões; as capacidades para o desenvolvimento de nano e micro satélites, e o Monóculo de Imagem Térmica OLHAR.

Atech
A Atech é uma empresa do Grupo Embraer, reconhecida como “System House” da Defesa Brasileira e especializada no desenvolvimento de soluções para sistemas críticos e tecnologias de apoio à tomada de decisão. Fazendo parte de diferentes projetos estratégicos de defesa e segurança, seus recursos estão focados em Comando & Controle, Simulação, Gerenciamento de Tráfego Aéreo, Instrumentação & Controle, Segurança Cibernética e Inteligência, com experiência no fornecimento de integração e consciência situacional para sistemas terrestres e de bordo. A Atech desenvolveu um conjunto robusto de tecnologias, com alta capacidade de integração, usabilidade e escalabilidade. Essas soluções, que estão agrupadas no portfólio da Família Arkhe, podem ser aplicadas em diferentes ambientes de defesa, adaptando-se ao grau de maturidade do cliente.

Avionics Services
A Avionics Services é uma empresa com atuação no mercado de equipamentos aviônicos, apta a desenvolver, instalar e certificar qualquer projeto de aviônico em aviões e helicópteros (civis e militares). Possui mais de 26 anos de atuação e atua em 6 mercados principais: Engenharia e Certificação, Instalação e manutenção de componentes aeronáuticos, Engenharia e Certificação, Representação técnica e comercial, Simuladores e dispositivos de treinamento e VANTs (veículos aéreos não tripulados).

CBC
Líder mundial em munição para armas portáteis e um dos principais fornecedores para a OTAN, a CBC é a principal marca da Defesa no segmento de munição de pequeno calibre. A CBC foi criada no Brasil em 1926 e detém o status de Empresa Estratégica de Defesa, sendo a principal fornecedora para as forças militares e policiais locais. A ampla gama de produtos da CBC é exportada para mais de 100 países e emprega 3.500 trabalhadores qualificados, produzindo mais de 1,5 bilhões de munições por ano.

Condor Tecnologias Não-Letais
A Condor Tecnologias Não-Letais é uma empresa brasileira do setor de Defesa e Segurança focada exclusivamente no Conceito Não Letal e dedicada à inovação, P&D e fabricação de sistemas não letais.

CSD
A CSD - Componentes e Sistemas de Defesa atua na produção e fornecimento de Bombas Aeronáuticas (MK 80, Bombas de Penetração - BLU-109 e APW), Foguetes 70mm, Fuzis, Munições de Artilharia (60, 81 e 120mm ), munições para obuses de 155 mm, kits de orientação e componentes para empresas de defesa. A CSD é uma empresa do Grupo Hübner, que também atua nas áreas de Fundição, Usinagem e Montagem, possuindo quatro fábricas no Brasil.

Embraer
A Embraer é uma empresa global com mais de 50 anos de experiência aeroespacial. Além do A-29 Super Tucano, aeronave de treinamento avançado e ataque leve, e do C-390 Millennium,http://www.gespi.com.br/ aeronave de transporte militar multimissão, oferece uma linha completa de soluções integradas para aviação, espaço, mar, terra, e sistemas cibernéticos.

Gespi
Com mais de 48 anos atuando nas indústrias de Defesa e Segurança Pública, a Gespi Defense Systems é uma empresa 100% brasileira, intitulada pelo Ministério da Defesa do Brasil como uma Empresa Estratégica de Defesa. Nossos principais produtos são foguetes de 70 mm (2,75"), bombas aéreas MK 81, 82, 83, 84, bombas aéreas de exercícios BDU-33 e BDU-50, Armas leves Anti Tank e Anti Bunker, Barcos de Patrulha Blindados e militarização de aeronaves.

IMBEL
A IMBEL é uma empresa estatal, vinculada ao Ministério da Defesa por meio do Exército Brasileiro, que tem como missão produzir e comercializar produtos de segurança e defesa, especialmente para as Forças Armadas e Forças Policiais. Seus principais produtos são: 1) Fuzis e Carabinas IA2 5,56mm e 7,62mm; 2) Pistolas; 3) Munições Pesadas; 4) Explosivos e Acessórios; Eletrônica e 5) Materiais de Comunicação (Rádio Transceptor Mallet Manpack/Veículo; Rádio Transceptor Multibanda TRC-1222; Centro de Interoperabilidade Modular Inteligente – CIM-2000; Transceptor Portátil Pessoal – TPP 1400; e Sistema Genesis – Sistema de Controle e Direção de Apoio de Fogo).

Kryptus
A Kryptus é uma multinacional brasileira provedora de soluções de criptografia, cibersegurança e defesa cibernética altamente customizáveis, confiáveis e seguras para aplicações críticas, com foco na entrega de serviços de alto nível para resolução das missões de seus clientes. As soluções da empresa atendem aos mais variados mercados: defesa, governamental, financeiro, certificação digital, saúde, indústria, telecomunicações, infraestruturas críticas.
Para saber mais sobre, visite www.kryptus.com.

M&K
Com mais de 20 anos de atividades, a empresa oferece soluções logísticas para transporte marítimo, aéreo e terrestre de produtos militares e cargas perigosas. A M&K oferece assessoria para importação e exportação, autorizações governamentais e agenciamento de cargas.

Mac Jee
A Mac Jee é uma das principais empresas da Base Industrial de Defesa (BID) do Brasil. Com atuação global, possui unidades fabris em São José dos Campos (SP) e Paraibuna (SP), com escritórios também em São Paulo (SP) e França. Há mais de uma década no mercado, atua nos segmentos de Defesa e Aeroespacial. Atualmente é formada por Mac Jee Defesa, responsável pelo desenvolvimento, fabricação e comercialização de sistemas de defesa; Mac Jee Tecnologia, especializada no aprimoramento ou criação de linhas de produtos energéticos, e Equipaer, responsável pela criação de produtos e serviços do segmento aéreo.

Ocellott
A Ocellott é uma empresa de engenharia eletroeletrônica especializada no desenvolvimento e fabricação de sistemas complexos para os mercados Aeroespacial, Defesa e T&M (Testes e Medições). No setor da Defesa, a Ocellott desenvolve e fabrica produtos como Rádios Definidos por Software, Baterias para rádios militares, Conversores de potências, Antenas MAGE, Displays de C2, entre outros. Na área Aeroespacial, a Oce oferece supressores de surtos elétricos (aplicados a Aeronaves militares e civis), baterias aeronáuticas, conversores de potências. Especialista em EMI/EMC, a Ocellott também oferece produtos e serviços na área de T&M, como caixas blindadas, câmaras anecoicas e geradores de raios.

SIATT
A SIATT, empresa brasileira especializada na integração de alto teor Tecnológico, estará presente na IDEX 2023, uma das mais importantes feiras de defesa do mundo. O evento acontecerá em Abu Dhabi, de 20 a 24 de fevereiro de 2023. A empresa apresentará sua capacitação plena para o projeto, desenvolvimento e fabricação de armamentos inteligentes como o MANSUP, míssil anti-navio lançado de superfície, o MSS 1.2 AC, míssil superfície-superfície anti-tanque, e outras munições guiadas de precisão.

Taurus
A Taurus Armas é uma Empresa Estratégica de Defesa no Brasil e integrante da Base Industrial de Defesa (BID), com 83 anos de história e sólida reputação, baseada em seu compromisso com a excelência. Sediada em São Leopoldo, no Rio Grande do Sul, e com unidade produtiva em Bainbridge, na Geórgia (EUA), possui um portfólio completo de produtos composto por revólveres, pistolas, submetralhadoras, fuzis, carabinas e espingardas, atendendo aos segmentos civil, militar e mercados policiais no Brasil e em mais de 100 países.

Sobre ABIMDE
Com 37 anos de fundação, a Associação Brasileira das Indústrias de Materiais de Defesa e Segurança (ABIMDE) é reconhecida como legítima interlocutora da Base Industrial de Defesa e Segurança do Brasil. A Entidade promove ações para valorização e fomento das empresas do setor nos mercados nacional e internacional, e para fortalecimento ou implementação de políticas e programas que assegurem o desenvolvimento desta indústria. Dentre suas mais de 200 associadas, estão as principais empresas de defesa e segurança instaladas no país.

Sobre ApexBrasil
A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) atua para promover os produtos e serviços brasileiros no exterior e atrair investimentos estrangeiros para setores estratégicos da economia brasileira. A Agência realiza ações diversificadas de promoção comercial, como missões prospectivas e comerciais, rodadas de negócios, apoio à participação de empresas brasileiras em grandes feiras internacionais, e visitas de compradores estrangeiros e formadores de opinião para conhecer a estrutura produtiva brasileira.

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