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02 abril, 2025

Marca Xmobots Defense apresenta drone com foco em reconhecimento e ataques eficazes de baixo custo


*LRCA Defense Consulting - 02/04/2026

O CEO da Xmobots, Giovani Amianti, falou sobre a expansão da produção de drones para o setor de defesa e os lançamentos da empresa brasileira, que participa da LAAD Defense & Security, a maior feira de defesa e segurança da América Latina.

"Decidimos dar um passo a mais, que é lançar a marca Xmobots Defense e criar toda uma estrutura dedicada para o mercado de defesa", afirmou Amianti, ressaltando que os drones da empresa, como o Nauru 100D, seguem as tendências observadas nos conflitos recentes, com foco em reconhecimento e ataques eficazes de baixo custo. 


Vídeo promocional do Nauru 100D

Ao longo de 17 anos, a Xmobots tem impulsionado a Indústria 4.0 no setor aeroespacial, integrando automação à sua linha de produção.

O Nauru 100D redefine o escopo operacional de missões militares. Com inteligência de alto nível, precisão inigualável e sistema indetectável, este drone é uma plataforma essencial para vigilância, reconhecimento e aquisição de alvos, e para interceptação de ameaças.

Projetado para operar em missões de ataque swarming (ataque de enxame é uma tática onde vários atacantes dominam um alvo de vários lados), transporta payloads para vigilância e cargas explosivas. Com um case de transporte, tecnologia proprietária e desenvolvimento 100% verticalizado, ele garante agilidade e eficiência em qualquer cenário.

Equipado com sensores RGB e Infravermelho Termal, o Nauru 100D oferece imagens em alta definição, e em tempo real, para embasar decisões táticas, com máxima assertividade – seja dia ou noite!

Com dois tablets robustos conectados, forma-se uma Estação de Comando e Controle integrada, sem a necessidade de infraestrutura adicional.

No desenvolvimento e fabricação do Nauru 100D, robôs programados por engenheiros especializados trabalham com precisão ao garantir uniformidade na produção da aeronave.

Com capacidade produtiva de 360 unidades por mês – mais de quatro mil unidades por ano -, a Xmobots entrega ao mercado uma plataforma de confiança assegurada.

Esta Consultoria lembra que a XMobots possui uma expressiva participação da Embraer.





07 fevereiro, 2025

Atobá XR: o drone da Stella Tecnologia para missões ISR, patrulha e ataque que interessa à FAB


*LRCA Defense Consulting - 07/02/2025

À medida que avança com os testes do Albatroz - projetado para operações em navios - a Stella Tecnologia continua a progredir em outras frentes. No ano passado, a fabricante de UAV táticos com sede no Rio de Janeiro apresentou o Atobá XR, uma versão aprimorada do Atobá, a maior plataforma aérea desenvolvida na América Latina e no Caribe.

Três vezes o tamanho de seu antecessor, o Atobá XR sem ITAR (Regulamentos de Tráfego Internacional de Armas) oferece uma capacidade de carga útil de 300 kg, uma velocidade de cruzeiro de 370 km/h e configurações sob medida para três missões principais, a saber: inteligência, vigilância e reconhecimento (ISR), patrulha e ataque.

A variante de ataque pode ser equipada com munições ociosas proprietárias, bombas guiadas e outros sistemas avançados de armas, tornando-se um ativo valioso da Base Industrial e Tecnológica de Defesa brasileira.

 
Segundo a Stella Tecnologia, o Atobá XR (ou Condor) é uma plataforma de última geração em desenvolvimento, concebida como resposta a um memorando de entendimento assinado com a Força Aérea Brasileira.

Projetado para atender às demandas de monitoramento persistente de fronteiras, o Atobá XR possui autonomia projetada de até 35 horas e capacidade de embarcar múltiplos sensores e subsistemas, suportando uma carga útil de até 350 kg.

Uma de suas características marcantes é a presença de dois pontos de fixação sob cada asa, permitindo a integração de armamentos, como até dois mísseis da classe Hellfire por asa.

Essa capacidade amplia significativamente o escopo operacional da plataforma, tornando-a uma solução altamente versátil para missões de vigilância e combate estratégico.

Dados técnicos:
MTOW: 1400kg
Comprimento: 9,5m
Envergadura: 17m
Motorização: 145hp
Carga-paga: 350kg
Autonomía: 35h
Alcance do datalink: 250km
Alcance do datalink satelital: ilimitado
Decolagem e pouso: 650m
Possibilidade de embarcar múltiplos sensores.

22 julho, 2024

Drone militar brasileiro Nauru 1000C está operacional e recebe a primeira Permissão Especial de Voo do IFI


*LRCA Defense Consulting - 21/07/2024

A XMobots, Empresa Estratégica de Defesa brasileira que conta com a participação da Embraer e que é considerada a principal empresa de fabricação de drones no Brasil e na América do Sul, divulgou hoje (22) que o seu drone militar Nauru 1000C, projetado para missões de segurança, vigilância e monitoramento, tornou-se o primeiro a receber a Permissão Especial de Voo (PEV) na categoria 2, emitida pelo Instituto de Fomento e Coordenação Industrial (IFI).

Alcançar essa PEV foi uma jornada desafiadora, exigindo que a aeronave cumprisse rigorosos requisitos e passasse por inspeções detalhadas, seguindo padrões equivalentes aos da aviação civil. Essa conquista representa um importante avanço na certificação de produtos militares no Brasil.

Com essa permissão, o Nauru 1000C poderá ser utilizado pelo Comando de Aviação do Exército (CAvEx), fortalecendo as capacidades de segurança e defesa do país, contribuindo significativamente para a proteção do território nacional, oferecendo soluções avançadas e eficazes em operações críticas.

Por dentro do sistema Nauru 1000C
Mais que um drone, o Nauru 1000C é um dos sistemas mais avançados do mundo para missões de segurança e defesa, além de ser o único da América Latina fabricado para este propósito.

Com pouso e decolagem VTOL (Vertical Take-Off and Landing) elétrico, o sistema se utiliza da eficiência de 8 motores com baterias independentes, permitindo a realização de decolagens e pousos verticais automáticos e possibilitando a decolagem e aterrissagem em ambientes críticos e confinados. O drone também possui um tanque de combustível de 50 litros, que garante a longa autonomia de voo (veja tabela de especificações técnicas).  

O sistema, cuja “pilotagem” é 100% automática, possui alcance de comunicação de 60 Km e capacidade de payload de 18 kg. Entre as tecnologias embarcadas estão radares e scanner 3D de altíssima precisão, além do sistema Gimbal XSIS (XMobots Stabilized Imaging System), o primeiro gimbal voltado para defesa e segurança produzido no Brasil. Desenvolvido pela XMobots com tecnologia de ponta, o XSIS é composto por uma câmera eletro-óptica com zoom óptico de até 30 vezes; sensor infravermelho termal; sensor telerômetro (designador laser de alvos) e apontador laser.

Giovani Amianti, CEO da XMobots, revela que a tecnologia embarcada no sistema Nauru 1000C representa um avanço sem precedentes na indústria de robótica aérea do Brasil e América Latina, abrindo caminho para diferentes aplicações na área de Inteligência, Vigilância, Reconhecimento e Ataque. “Foram anos de desenvolvimento, trabalhando incansavelmente para atingir esse estágio de amadurecimento tecnológico. Com o lançamento do Nauru 1000C a XMobots abre as portas para muitos mercados que até então só encontravam este tipo de tecnologia em sistemas fabricados nos EUA, Europa e Ásia, extremamente caros – muito em função dos custos de importação – e carentes de um pós-venda baseado no Brasil”, salienta o executivo.  

Características do Nauru 1000C:

  • Dimensões: Envergadura 7,7 m | Comprimento 2,9 m | Altura 0,98 m
  • Peso Máximo à Decolagem (MTOW): 150 kgf 
  • Peso Máximo de Cargas Pagas: 18,0 kgf 
  • Aeronave VTOL: Asa fixa + multirotor
  • Propulsão híbrida: Combustão e elétrica (monomotor asa fixa, octacóptero multirotor)  
  • Autonomia: 10 h
  • Velocidade cruzeiro: 111 Km/h
  • Teto operacional: 10.000 ft

  • MTOW: 150 kg

Drone Nauru 1000C armado com mísseis MBDA Enforcer (inativos)



Míssil MBDA Enforcer no drone Nauru 1000C
O míssil MBDA Enforcer integra o primeiro drone armado brasileiro, o Nauru 1000C, produzido pela XMobots. Com o Enforcer, o Nauru 1000C aumenta a capacidade de engajar uma ampla gama de alvos a partir de distâncias seguras, em vez de depender de armas de queda livre. 

O míssil Enforcer é um sistema de armas leves guiadas de nova geração, pesando cerca de 7kg e fornecendo a capacidade de derrotar uma ampla variedade de alvos leves e ligeiramente blindados, incluindo veículos de movimento rápido e alvos protegidos.

03 fevereiro, 2024

Drones: Embraer mira um mercado que atingirá US$ 100 bilhões até 2032


*LRCA Defense Consulting - 04/02/2024

A matéria publicada por Prakash Nanda no The Eurasian Times permite entender o pesado investimento que a Embraer está fazendo na XMobots, maior fabricante de drones da América Latina.

Explica também, por exemplo, porque a gigante britânica BAE Systems adquiriu as fabricantes de drones Malloy Aeronautics, no dia 02 último, e Prismatic em 2021, além de estar estudando parceria com a QinetiQ, todas do Reino Unido.
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Mercado de drones atingirá US$ 100 bilhões até 2032; EUA e Ásia-Pacífico impulsionarão a demanda global por robôs assassinos

*The EurAsian Times, por Prakash Nanda - 02/02/2024

Na verdade, o ataque na noite de 27 de janeiro que matou três reservistas do Exército dos EUA da 718ª Companhia de Engenharia, com sede na Geórgia, e feriu mais de 40 soldados, todos dormindo em uma tenda que servia como alojamento temporário em uma base avançada chamada Torre 22 ( localizado perto da fronteira entre a Jordânia, o Iraque e a Síria), provou o imenso poder dos drones nas guerras modernas, sejam elas grandes ou pequenas, e quer sejam levadas a cabo por intervenientes estatais ou não estatais.

O ataque foi supostamente obra de uma organização radical chamada “Kataib Hezbollah ”, um grupo de milícias apoiado pelo Irão que os EUA já responsabilizaram pelos ataques no Iraque e na Síria.

O próprio fato do seu “drone kamikaze” ter atingido o alvo e ter explodido ao penetrar na defesa aérea é algo que os analistas militares consideram ser um grave lapso. Eles não estão convencidos pela justificativa oficial de que o drone kamikaze voando baixo se aproximou ao mesmo tempo em que se esperava que um drone de vigilância dos EUA pousasse e, portanto, não fosse atacado pelas defesas aéreas.  

Afinal, sabe-se que a Torre 22 foi vigiada por um radar phased array do tipo AN/TPS-75 PESA, normalmente usado pela Força Aérea dos EUA para controle de voo e alerta precoce e supostamente tinha defesas contra drones.

Diz-se que Stingers e C-RAM são contra drones. O C-RAM também pode disparar morteiros e foguetes de artilharia, que também são formas comuns de ataque.

A Torre 22 os possuía, junto com alguns outros sistemas anti-UAS, como bloqueadores de drones portáteis ou drones interceptadores Coyote. No entanto, estes não foram utilizados porque o sistema de defesa não conseguia distinguir entre a vigilância amiga e o drone kamikaze inimigo.

A falha na  identificação das ameaças de drones que se aproximam (erro de identificação de amigo ou inimigo) tem sido explorada por adversários americanos no Médio Oriente nos últimos meses. Na verdade, uma hora  e meia depois do ataque à Torre 22, representantes iranianos lançaram outro drone contra outra base americana do outro lado da fronteira na Síria, al-Tanf Garrison. No entanto, desta vez, um drone dos EUA, o sistema aéreo desenroscado Coyote da RTX, o derrubou.

Alegadamente, desde o início da guerra Israel-Hamas em 7 de Outubro de 2023, ocorreram cerca de 165 ataques montados em várias bases dos EUA no Iraque e na Síria por grupos militantes apoiados pelo Irão, apelidados coletivamente de “Eixo da Resistência”. Estes ataques podem não ter sido considerados fatais, mas permanece o fato horrível  de que 170  soldados norte-americanos ficaram  feridos no processo.

Deve-se notar que o Irã é um fabricante líder de drones kamikaze de muitas variedades, como o Shahed-136 e o ​​131, que costumam usar foguetes propulsores para lançamento. E o Irã fornece-os em bom número aos seus representantes regionais, como o Hamas, o Hezbollah e os rebeldes Houthi no Iêmen. Também foram partilhados com os militares russos na  guerra na Ucrânia.

Obviamente, existe agora uma pressão sistemática sobre o establishment militar dos EUA (e o mesmo se aplica a outros países) para conceber e desenvolver capacidades anti-drones mais eficazes. A tarefa é desafiadora, no entanto. Porque, para estes drones baratos, idealmente não se pode permitir contramedidas altamente caras, como o uso de baterias de mísseis de defesa aérea Patriot (3-4 milhões de dólares por míssil).

Drones militares agora dominam o mercado

Em segundo lugar, a evolução da inteligência artificial (IA) está a tornar os drones cada vez mais potentes a cada dia que passa. A IA está tornando a análise de fusão de dados e sensores de drones significativamente mais eficaz, permitindo que algoritmos complexos e aprendizado de máquina criem uma compreensão muito melhor do ambiente circundante do drone.

Diz-se que está melhorando os sistemas de comunicação e a segurança cibernética de dados críticos obtidos, interpretados, analisados ​​e transmitidos por drones.

A IA facilitou o que é chamado de “inteligência de enxame”. Permite que os drones funcionem de forma coordenada e coerente num “enxame”, o que permite aos militares lançar uma barragem de drones que pode subjugar o inimigo e executar tarefas militares táticas e estrategicamente importantes, aumentando assim ainda mais a utilidade individual de um drone.

A IA também está permitindo que os drones se tornem “autônomos”. Outrora um conceito imaginário, a IA tornou possível uma nova forma de guerra, utilizando drones que são “robôs assassinos”, que podem ser baseados no solo, no ar ou na água.  Eles estão totalmente armados e são usados ​​para rastrear forças inimigas, observar  comportamento e coletar informações cruciais.  

Isso explica por que uma pesquisa recente mostra que os drones militares agora dominam o mercado global de drones, com uma importante participação nas receitas de 48,6%, e os drones de lâmina rotativa lideram o segmento de tecnologia, com uma participação de 62,4%. A segurança e a aplicação da lei estão a impulsionar o crescimento no segmento da indústria de utilização final, representando uma quota significativa de receitas de 26,4 %.

Mercado global de drones
O mercado global de drones foi estimado em 34,5 bilhões de dólares até ao final de 2023 e deverá  testemunhar  um crescimento substancial, atingindo  101,1 bilhões de dólares em 2032. O mercado está preparado para um aumento notável, com uma Taxa Composta de Crescimento Anual (CAGR) projetada de 12,7%  durante o período de previsão de 2023 a 2032.

Região Indo-Pacífico lidera o mercado

Geopoliticamente falando, esta pesquisa também revela que a região Indo-Pacífico lidera o mercado com uma importante participação nas receitas de 39,6%. As robustas capacidades de produção da região tornaram-na numa importante produtora de drones, atendendo à procura interna e global. As suas diversas indústrias, da agricultura à construção, beneficiam-se das versáteis aplicações dos drones.

Além disso, “ambientes regulatórios favoráveis ​​e apoio governamental em países como a China incentivaram a inovação e a adoção de drones. A vasta população da região apresenta um mercado consumidor significativo para drones de consumo.

À medida que a região Ásia-Pacífico continua a investir em tecnologia e aplicações de drones, consolida a sua posição como líder no mercado global desses aparelhos.

“No entanto, espera-se que a região da América do Norte cresça no CAGR mais rápido durante todo o período de previsão. Espera-se que o investimento substancial em pesquisa e desenvolvimento de tecnologias de ponta de drones impulsione o crescimento da região norte-americana durante o período de previsão”, prevê a pesquisa. Isso significa, efetivamente, que os EUA se tornarão o líder do mercado.

Drones-alvo
Outra pesquisa da “Fact. MR Research” afirma da mesma forma que a adoção da tecnologia de drones-alvo é significativamente impulsionada pelas forças militares envolvidas em extenso treinamento de combate e testes de tecnologia.

“As forças navais em todo o mundo estão desenvolvendo e implantando ativamente tecnologia de contramedidas, conduzindo exercícios de treinamento que envolvem vários produtos-alvo, incluindo alvos aéreos móveis. Espera-se que esta maior adoção tenha contribuído para que o mercado de drones-alvo capturasse uma participação substancial de 64,2% em 2023 no setor militar”.  

De acordo com esta pesquisa, os principais players do mercado incluíam AeroTargets International LLC; China’s Military UAV; Denel Dynamics; Embention; Airbus; Griffon Aerospace; Kadet  Defense  Systems; Kratos Defense & Security Solutions, Inc.; L3Harris Technologies, Inc; Leonardo SpA; MSP; Northrop Grumman; QinetiQ; Sistemas de Controle  Remoto;  Target Arm Inc.; e UAV Navigation SL.

Drone militar: recurso crítico e vantagem estratégica
Assim, a conclusão inevitável é que, embora os drones comerciais e de consumo tenham aplicações substanciais, o papel vital dos drones militares na salvaguarda dos interesses e da segurança nacionais eleva-os ao segmento líder.

Os drones militares estão a revelar-se indispensáveis ​​para reconhecimento, vigilância e operações táticas, oferecendo uma vantagem estratégica na guerra moderna. A sua versatilidade, alcance e capacidades avançadas  tornaram-os recursos críticos para as forças de defesa em todo o mundo.  
 

17 abril, 2023

Drones militares da Akaer levam o Brasil ao nível das grandes potências nesse segmento

Albatross (direita) e Osprey (esquerda) formam a nova família de UAVs da  Akaer


*LRCA Defense Consulting - 17/04/2023

A empresa brasileira Akaer expôs, durante a LAAD, uma nova família de Sistemas de Aeronaves não Tripuladas (ou UAS - Unmanned Aerial System), que se encontram em diferentes estágios de desenvolvimento e maturidade conceitual. A novidade é um dos trunfos da Akaer durante sua participação na mais importante feira de Defesa e Segurança da América Latina, a LAAD, que ocorreu entre os dias 11 e 14 de abril, no Rio de Janeiro.

Desde 2019, a Akaer vem desenvolvendo soluções de Sistemas de Aeronaves não Tripuladas, conforme requisito de clientes internacionais. Um exemplo é o Albatross, sistema composto por uma aeronave classe 3 de 1000 kg de peso básico, centro de controle de terra e sistema de comunicação. O Albatross foi concebido para missão de patrulha marítima e reconhecimento aéreo. No entanto, em decorrência da demanda de mercado, o modelo foi recentemente ajustado para uma carga paga de armamentos de até 320 Kg.

“Osprey”, o novo UAV da Akaer
Em decorrência de vários contatos com as Forças Armadas, usuárias deste tipo de sistema, a Akaer desenvolveu a concepção de uma versão de um sistema UAS monomotor chamado de “Osprey” (Águia pesqueira). Esta aeronave monomotor apresenta um perfil de missão muito parecido com seu irmão maior, o Albatross.

O Osprey foi concebido para a missão de reconhecimento aéreo marítimo ou terrestre, e ataque leve ao solo. A Aeronave apresenta alta comunalidade com o Albatross o que permite a otimização de missões e do custo operacional da frota.

Tanto o Albatross como o Osprey compartilham os mesmos sistemas de terra e de comunicação.

AKR-HA, o novo conceito da Akaer para missões na estratosfera
Sempre com um olhar apurado para as demandas futuras do mercado, a Akaer está mirando um novo passo: criar uma aeronave capaz de voar acima de 50 mil pés (15 Km) de altitude com a capacidade de executar missões de sensoriamento e possivelmente relay de comunicações.

Este tipo de aeronave é particularmente importante em missões militares para suporte de operações de UAVs além do horizonte. Com o custo muito menor do que um satélite e com uma latência de sinais eletromagnéticos muito melhor, o HAPS (High Altitude – Pseudo Satellite) é uma necessidade para um país com a superfície terrestre e oceânica do Brasil.

AKR-HA é o primeiro projeto conceitual de um HAPS Brasileiro

UAV híbrido à hidrogênio e nova família de drones de Carga
A Akaer, sempre buscando novos conhecimentos e tecnologias, obteve junto à FINEP (Financiadora de Estudos e Projetos) a aprovação de uma subvenção para o desenvolvimento de uma aeronave não tripulada (UAV) de propulsão híbrida à base de hidrogênio. No momento o projeto foi nomeado AKR-H2.

Akar-H2 pousando na Esplanada em Brasília

O projeto inovador e único no país permitirá que a Akaer trabalhe em um protótipo para desenvolvimento de um UAV de pequeno porte eVTOL. O objetivo é demonstrar a viabilidade técnica de uma aeronave de transporte de cargas utilizando propulsão de energia limpa. É também foco da Akaer avaliar a alternativa de propulsão híbrida através de um gerador a etanol. Esta parte do projeto, entretanto, aguarda uma fonte de financiamento.

Com base na tecnologia que será desenvolvida com o projeto AKR-H2, a Akaer pretende desenvolver uma família de aeronaves não tripuladas para transporte de carga, focada no uso civil, mas que poderá servir também para outras aplicações como humanitárias e militares.

Outras novidades na LAAD
Entre os produtos apresentados na LAAD estão o programa de modernização de veículos de combate blindados “Cascavel”; a modernização das asas da aeronave “P3-A Orion” da Força Aérea Brasileira (FAB), e a câmara “3UCAM” para nanosatélites que está instalada no satélite VCUB e tem lançamento previsto para os próximos meses. A empresa também pretende apresentar o monóculo de imagem termal OLHAR; o IRSA, que trata-se do conjunto sensor infra-vermelho que equipa o míssil Ar-Ar A-DARTER, além de outros produtos importantes para o setor de defesa.  

Sobre a Akaer
A Akaer possui 31 anos de atuação no desenvolvimento de tecnologias de ponta para os setores de Defesa, Aeroespacial e Indústria 4.0, com clientes no Brasil e no exterior. A empresa fica sediada no município de São José dos Campos (SP/Brasil), e tem escritórios comerciais em outros dois países – Turquia e Portugal.

A empresa levou novidades exclusivas para a LAAD, como baterias, UAVs híbridos, câmeras de satélite e anúncio de novas parcerias. O evento ocorreu no RioCentro e reuniu grandes empresas e organizações do setor

21 julho, 2022

Na FIA 2022, Akaer demonstra o Albatross, seu drone de emprego militar


*LRCA Defense Consulting - 21/07/2022

No Farnborough International Airshow 2022, que acontece de 18 a 22 de julho, a Akaer está demonstrando o drone Albatross, seu projeto de UAS para reconhecimento terrestre e naval, que poderá ser configurado para outros tipos de missões. 

A plataforma possui  amplos compartimentos internos os quais, somados aos seus pontos duros, possibilitam o transporte de uma carga útil que poderá ser composta de sensores e sistemas de ataque.

Por meio do seu design inovador e de sua grande autonomia de voo, este sistema fica por muitas horas sobre a área de atuação, atendendo plenamente as múltiplas necessidades do seu operador.

“Temos a plena capacidade de desenvolvimento de soluções não tripuladas cobrindo todo o cilco de desenvolvimento, desde a concepção, projeto, integração de sistemas, testes e certificação”, afirma Aldo da Silva Junior, Vice-Presidente de Marketing e Vendas da Akaer.

Segundo Aldo, o que a Akaer apresentará na feira é apenas um exemplo das soluções não tripuladas da empresa nesse segmento. “Desenvolvemos aeronaves que atendem a requisitos complexos oriundos dos nossos clientes: desde missões de inteligência, vigilância, até mesmo tarefas que exijam emprego operacional de sistemas de armas.” 

Além do Albatross, a Akaer está apresentando também:

Modificações e Modernizações de Aeronaves
Dentre os pacotes de serviços prestados destacam-se as soluções de modificações as quais  efetuam as alterações de estruturas, mecanismos primários, desenvolvem novos interiores e instalam equipamentos e sistemas. Todas essas atividades são plenamente aplicáveis em aeronaves comerciais, VIPs e militares tanto de asa rotativa como fixa.

Para as modernizações, destacamos o trabalho feito com o P3 Orion da Força Aérea Brasileira destinado à patrulha do litoral brasileiro, no qual o mesmo passou por um processo completo de revitalização das suas asas, prolongando assim a vida útil dessa importante plataforma de vigilância aérea.

“A Akaer possui longo histórico referente à revitalização das mais variadas plataformas aéreas, sejam elas civis ou militares, adequando seu emprego para os novos desafios dos nossos clientes”, afirma Cesar Silva, CEO da Akaer.

Satélites
Para o segmento dos nanos e micros satélites de observação remota de alvos, a Akaer irá apresentar sua nova câmera, a qual possui dentre suas aplicações a geração de imagens em alta resolução para a detecção de movimentação de contingentes como tropas e veículos blindados.

Além disso, a empresa possui total capacidade de desenvolvimento de outras tecnologias utilizadas nesse setor, como por exemplo: processamento de sinal e controle de carga útil, concepção e projeto de missões espaciais completas, engenharia de sistemas espaciais, entre outros.

Modernização de veículos de combate
A empresa exibe também seu novo programa de modernização de veículos de combate blindados, aumentando dessa forma suas respectivas vidas úteis.

Dentre os possíveis pacotes de modernização, destacam-se a possibilidade de implantação de novas motorizações, a revitalização da suspensão, instalação de torres de comando automatizada para melhora da consciência situacional, substituição das miras óticas por optrônicos de última geração para busca e pontaria dos alvos e instalação de lançadores de mísseis anti-tanque.

Um dos pontos de destaque é a possibilidade de instalação de modernos computadores de tiro para execução de todos os cálculos balísticos e um outro computador de comando e controle o qual irá analisar em tempo real os parâmetros ambientais que possam interferir na execução das missões.

Sobre a Akaer
Em março de 2022, a Akaer completou 30 anos de contribuição para o desenvolvimento de tecnologias de ponta para os setores Aeroespacial, Defesa e Indústria 4.0. A empresa possui sua sede em São José dos Campos (SP/Brasil), e escritórios comerciais em outros dois países. Como um dos seus mais recentes destaques está o projeto em parceria com a sueca SAAB do caça Gripen NG para a Força Aérea Brasileira.

Farnborough International Airshow
A feira acontece nos anos pares, tendo a última edição ocorrida em 2018, já que em 2020 a pandemia prejudicou a realização do evento. A organização Farnborough International Limited (ADS Group) espera mais de 1.500 expositores e 80 mil visitantes de 96 países diferentes este ano. Em 2018, foram anunciados US$ 192 bilhões em fechamento de negócios.

A Akaer está no estande 4540 no Espaço Brasil.

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