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13 agosto, 2025

Campinas terá novo polo tecnológico em parceria com Exército e Governo do Estado

 Área com quase 200 mil metros quadrados poderá abrigar startups de defesa e segurança

 

*LRCA Defense Consulting - 13/08/2025

Campinas ganhará um novo parque tecnológico. O primeiro passo foi realizado na tarde desta segunda-feira, 11 de agosto, com a assinatura de um memorando de entendimento para estudos do futuro Centro de Ciência e Tecnologia do Exército.  

O prefeito de Campinas, Dário Saadi, assinou o documento junto com o general Achilles Furlan Neto, chefe do Departamento de Ciência e Tecnologia (DCT) do Exército Brasileiro, e com o secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação do Estado de São Paulo, Vahan Agopyan, durante uma cerimônia no Palácio dos Bandeirantes, em São Paulo.  

"Hoje lançamos a semente de um ecossistema inovador que vai integrar ciência e tecnologia, consolidando Campinas como referência nacional e internacional em inovação", explicou o prefeito. 

“A gente fica muito feliz com essa iniciativa do Exército, que foi intermediada pelo Governo de São Paulo, de levar o Parque Tecnológico de Defesa e Segurança para Campinas”, disse o governador Tarcísio de Freitas. Segundo ele, nada melhor do que uma cidade muito estruturada e vocacionada para educação, ciência e tecnologia como Campinas para sediar esse projeto. "Tenho certeza de que essa iniciativa vai fazer muita diferença na nossa cidade de Campinas”, destacou o governador. 

A instalação está prevista para acontecer em parte da área da Coudelaria do Exército, entre Campinas e Valinhos. Somente a área dedicada ao futuro centro tem cerca de 200 mil metros quadrados. O parque será voltado para empresas de áreas de tecnologias de segurança, vigilância e defesa.  

“É uma área que o Exército já tem e que será possível implantar essa nova unidade de tecnologia com o apoio do governo do estado. Gratidão ao Exército e ao governador por essa articulação que vai contribuir ainda mais com o desenvolvimento da área de inovação em Campinas”, complementou o prefeito Dário. 

Parque tecnológico consolida plano do Exército 
O desejo de fazer de montar um polo tecnológico do Exército em Campinas já vem de muito tempo,  desde o final da década de 1970, segundo o General Achilles Furlan Neto, chefe do DCT. 

“Hoje foi um dia muito importante para a ciência e a tecnologia do Exército Brasileiro e para o próprio Exército. Campinas foi uma escolha óbvia pelo centro de inovação que a cidade é e sempre foi. Agora com a ajuda da Prefeitura de Campinas e do Governo de São Paulo, o Exército conseguiu finalmente realizar esse objetivo. Temos muita esperança de que vários produtos saiam dessa parceria e que o Brasil fique soberano em ciência e tecnologia como ele tem que ser”, disse.  

"A nossa responsabilidade enquanto Governo do Estado de São Paulo é fazer com que esse passo seja muito bem sucedido", complementa o governador Tarcísio de Freitas.   

Como vai funcionar 

Com prazo de cinco anos, o acordo vai contemplar estudos técnicos, institucionais e jurídicos para identificar o interesse comum e as possíveis formas de participação de cada ente na iniciativa, respeitando as competências e prioridades institucionais.  

O General de Brigada Douglas Corbari Corrêa do DCT contou que será criado um núcleo para a realização dos estudos entre o Estado, a Prefeitura de Campinas e o Exército. “Queremos intensificar as atividades de ciência e tecnologia e, por meio do parque, promover a atração das empresas”, disse. 

Segundo o general Corbari, a coordenação dos estudos será compartilhada entre os três entes. Ainda na fase de concepção, o projeto poderá contemplar empresas de outras áreas, para além da defesa e segurança. Será feito um chamamento para as empresas interessadas. 

Fases de estudo 
- Financiamento, infraestrutura, gestão ambiental e construção: discussão de possibilidades de fomento e desenvolvimento da infraestrutura física necessária, como laboratórios, centros de pesquisa, espaços para startups e áreas de testes;
- Captação de talentos e estímulo à pesquisa;
- Concepção dos ambientes de inovação, regulamentação e certificações; 
- Estratégias para o início das atividades, consolidação do ecossistema e promoção da integração entre os setores público, privado e acadêmico. 

O acordo vai designar posteriormente quais serão as secretarias municipais envolvidas. 

Evento 
Durante o evento foi assinado ainda um acordo entre o Exército e o governo do Estado para a implantação do Instituto de Pesquisas Estratégicas de São Paulo (Ipesp) dentro do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT).  

O prefeito Dário foi acompanhado pelos secretários municipais de Desenvolvimento Tecnologia e Inovação, Adriana Flosi; de Planejamento e Desenvolvimento Urbano, Marcelo Coluccini; e pelo secretário adjunto de Justiça, Claudio Henrique Catalano Pires.  

Também participaram da cerimônia a secretária executiva de Ciência, Tecnologia e Inovação do Estado de São Paulo, Stephanie Yukie Hayakawa da Costa; os reitores da USP, Carlos Gilberto Carlotti Júnior; da Unesp, Maysa Furlan; e da Unicamp, Paulo Cesar Montagner; além do diretor do IPT, Anderson Ribeiro Correia. 

*Com informações da Prefeitura Municipal de Campinas 

28 outubro, 2023

Mudança de planos: Exército dos EUA adota lições aprendidas com a guerra na Ucrânia

Tanques enormes e caros destruídos por pequenas e baratas munições ociosas. Drones ajudando a artilharia a localizar alvos. Um campo de batalha tão inundado de sensores que é impossível ficar escondido por muito tempo.


*Defense News, por Jen Judson - 09/10/2023

Desde que a Rússia invadiu a Ucrânia em Fevereiro de 2022, o Exército tem observado cuidadosamente estas tendências. Agora, essas mudanças estão remodelando os planos do serviço, desde a aquisição até a forma de abordar as formações e repensar a logística. O Exército já repensou os seus planos para modernizar os tanques e alterar as suas estratégias com drones.

“O caráter da guerra está mudando”, disse o Chefe do Estado-Maior do Exército, General Randy George, ao Defense News em uma entrevista antes da conferência anual da Associação do Exército dos EUA. “Mudou mais nos últimos anos por causa da guerra na Ucrânia. E acho que continuará a mudar a um ritmo muito rápido e temos que ter a mentalidade para mudar com isso.”

O general James Rainey, que lidera o Army Futures Command, a organização da Força responsável pela sua modernização, disse que esta precisa adaptar sua estratégia de artilharia com base tanto no “que está acontecendo na Ucrânia”, quanto no que o Exército dos EUA no Pacífico exige dos fogos convencionais.

“Tudo o que vemos na Ucrânia [é] sobre a relevância dos tiros de precisão, de toda a tecnologia emergente, mas o grande assassino no campo de batalha é a artilharia convencional, a artilharia de alto explosivo”, disse ele.

O Exército dos EUA planeja emitir uma nova estratégia de fogos convencionais até o final do ano, acrescentou.

A Ucrânia e a Rússia travam batalhas diárias de artilharia pesada. Os EUA e os seus parceiros e aliados enviaram uma grande variedade de armas de artilharia, incluindo o Sistema de Foguetes de Artilharia de Alta Mobilidade , ou HIMARS, e milhões de munições para combater o poder de fogo da Rússia.

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskyy, atribuiu ao HIMARS o fato de ter feito uma “enorme diferença” na libertação de áreas críticas do país sob ocupação russa.

A guerra na Ucrânia também deixou claro que a artilharia ainda é crítica, disse o tenente-general reformado Ben Hodges, que anteriormente liderou o Exército dos EUA na Europa. É necessária uma abordagem em camadas para a artilharia em formações – ou seja, o uso de sistemas rebocados ou móveis com diferentes tipos de munições que atingem diferentes alcances –, disse ele.

Um homem caminha em cima de um tanque russo danificado em Dmytrivka, Ucrânia. (Karl Ritter/AP)

A nova estratégia de artilharia determinará a capacidade existente, ao mesmo tempo que detalhará as necessidades futuras, disse Rainey. A estratégia também considerará novas tecnologias para melhorar os disparos convencionais no campo de batalha, tais como avanços nos propulsores que permitem que canhões de médio alcance disparem até sistemas de longo alcance.

O documento também abordará o papel da robótica, como os carregadores automáticos de munições. O Exército fez experiências com tecnologias como carregadores automáticos, que aliviam o fardo dos operadores de artilharia e melhoram as taxas de disparo.

O chefe de aquisições do Exército, Doug Bush, disse ao Defense News em setembro que a estratégia de fogos orientará decisões importantes dentro de seu portfólio, incluindo como cumprir o requisito de Artilharia de Canhão de Alcance Estendido.

“A estratégia analisa uma combinação de fatores”, disse Bush. “Onde você precisa de artilharia rebocada versus talvez rastreada versus talvez sobre rodas? O que você pode fazer com munições para obter alcance em vez de construir novos obuses?”

O Exército está desenvolvendo um sistema de artilharia de obus de alcance estendido que usa um tubo de calibre 58 construído em serviço, montado no chassi de um obus Paladin Integrated Management fabricado pela BAE Systems.

Mas o serviço em 2020 também avaliou os obuseiros móveis de 155 mm disponíveis, procurando melhorias no alcance, cadência de tiro e mobilidade em relação aos sistemas de artilharia utilizados nas equiprs de combate da brigada Stryker. O Exército avaliou as ofertas de pelo menos quatro empresas estrangeiras, mas acabou não avançando com uma nova capacidade.

Uma nova estratégia de artilharia poderia renovar o impulso para a aquisição rápida de um obus móvel de 155 mm, comprovado em campo.

“Alguns dos nossos aliados da OTAN têm equipamentos realmente bons e capacidades que nos interessam”, observou Rainey.

Bush visitou recentemente o 18º Corpo Aerotransportado, que consiste em unidades muito leves e que “ainda valorizam a artilharia rebocada, porque podem movê-la com helicópteros. ... Mas outras partes do Exército podem querer algo diferente”, disse ele.

Dar uma nova olhada em um obus móvel pronto para uso faz parte do alcance da estratégia, observou ele. “Do ponto de vista da aquisição, se eu receber uma exigência, temos algumas opções para avançar muito rapidamente, se for aceitável, por exemplo, adotar um sistema estrangeiro em vez de construir um novo a partir do zero”, disse Bush.

“A lição geral é que ainda precisamos de artilharia. É o assassino número 1 no campo de batalha, ainda neste conflito [na Ucrânia]”, disse ele.

Uma nova visão sobre tanques
O Exército em Setembro, depois de observar munições vagantes (drones kamikazes) destruindo tanques na Ucrânia e observar ambos os lados lutando para manobrar tanques no campo de batalha, optou por descartar seu plano de atualização para o tanque M1 Abrams e, em vez disso, buscar uma nova variante: o M1E3.

O tanque Abrams “não pode mais aumentar suas capacidades sem adicionar peso, e precisamos reduzir sua pegada logística”, disse o major-general Glenn Dean, oficial executivo do programa do Exército para sistemas de combate terrestre, em comunicado na época. “A guerra na Ucrânia destacou uma necessidade crítica de proteção integrada para os soldados, construída a partir de dentro, em vez de complementar.”

O tanque Abrams “com todos os seus enfeites de capô já é muito pesado”, disse Hodges ao Defense News. “Ficar mais pesado não é a resposta.”

Parte do novo esforço irá aliviar o peso do tanque, aumentando a sua mobilidade e sustentabilidade. Hoje, se um tanque quebra ou é atingido em combate, são necessários dois veículos de recuperação para retirá-lo do combate. Reduzir o peso do tanque ajudaria, disse Dean.

O novo design também pretende integrar capacidade de proteção ativa, incluindo proteção contra ataques ao telhado por munições e drones vagantes.

Um soldado ucraniano equipa um drone com granadas na região de Donetsk em 15 de março de 2023. (Roman Chop/AP)

Dean disse ao Defense News em uma entrevista recente que o novo design considerará como reduzir a cadeia de suprimentos e facilitar a manutenção do veículo no campo de batalha. Também melhorará a confiabilidade.

A Ucrânia começou a receber os seus 31 tanques M1 Abrams dos militares dos EUA, e o Exército dos EUA provavelmente aprenderá em breve mais sobre como o tanque se comporta contra os russos, disse Dean.

O tanque “continua muito, muito relevante”, disse a secretária do Exército, Christine Wormuth, num recente evento de reflexão. “As alegações de que estamos vendo o fim do valor dos tanques foram um pouco prematuras.”

Segundo relatos, nos primeiros dois meses da guerra, a Rússia perdeu bem mais de 400 tanques, estimulando um debate sobre se os tanques eram demasiado pesados ​​para o campo de batalha moderno.

Wormuth reconheceu que as munições que podem atingir o topo de veículos blindados e tanques continuam a ser um desafio e disse que “estamos a trabalhar para desenvolver capacidades de defesa contra isso”.

Dean, observando que não poderia discutir detalhes, disse que o Exército está trabalhando extensivamente em como proteger tanques e veículos de combate contra munições vagantes. As munições vagantes destroem regularmente tanques e veículos de combate tanto do lado ucraniano como do lado russo.

“Temos que melhorar na derrota no ataque de topo”, disse Rainey no AUSA Warfighter Summit em julho. “É solucionável.”

Embora a Força tenha se concentrado há muito tempo na proteção lateral dos veículos de combate e tenha integrado o sistema de proteção ativa Rafael's Trophy no tanque M1 Abrams, a proteção diminuiu a mobilidade do tanque. O mesmo problema se aplica aos kits APS, que fornecem proteção contra armas anti-tanque. A Força ainda não colocou em campo APS no veículo de combate Stryker ou no veículo de combate de infantaria Bradley.

Movendo-se em minutos
O Exército há muito que estabelece postos de comando elaborados no campo de batalha, montando tendas climatizadas e equipadas com geradores. A Força disse que esses centros de operações táticas devem ficar menores, tanto em tamanho quanto em assinatura eletromagnética.

Mas a guerra na Ucrânia colocou mais pressão sobre a Força para agir.

“Já se foram os dias em que você montava um [centro de operações táticas] completo. E duas horas é tempo demais”, disse George. “Precisamos ser capazes de nos mover em minutos. Precisamos ser capazes de comandar e controlar em movimento.”

Ele observou que a guerra também provou a necessidade de uma arquitetura aberta que seja móvel e possa ser rapidamente atualizada.

O Exército “tem que consertar o que tem e então mudar para o que será a arquitetura C2 no futuro”, acrescentou George.

Ele disse ao Defense News que ficou impressionado recentemente ao observar uma unidade passando por um grande exercício e contando apenas com cinco veículos de combate Stryker e 35 pessoas para fornecer comando e controle para toda a equipe de combate da brigada. Os Strykers, equipados com laptops, tablets e rádios comerciais prontos para uso, nunca precisaram estar juntos fisicamente, pois estavam conectados por meio de uma rede que funcionava como um nó, disse George.

Wormuth também relembrou uma visita semelhante a um rodízio de treinamento em Fort Johnson, onde uma unidade havia projetado seu TOC para ser “muito mais móvel” e poder ser desmontado e montado em duas horas.

“Isso é definitivamente algo em que investiremos tempo, desenvolvendo as capacidades para fazer isso”, disse ela.

A Ucrânia ensinou ao Exército que terá de aprender a “lutar sob constante observação do espaço comercialmente disponível, do espectro eletromagnético e das redes sociais”, disse Rainey. “Teremos que descobrir como lutar quando o inimigo quiser saber onde estamos ou impedi-lo; portanto, ocultação, engano, camuflagem, táticas constantemente boas.”

Wormuth também observou que o Exército deve ser capaz de operar mesmo se os postos de comando forem cortados devido a falhas de sinais ou interferência inimiga. O Exército faz experiências nesse tipo de ambiente regularmente durante eventos como o Projeto Convergência, um grande exercício focado no desenvolvimento de uma força modernizada.

Logística remota
Os EUA rapidamente enfrentaram um desafio no início da guerra na Ucrânia. Estava enviando equipamentos complexos para a Ucrânia – mas sem mantenedores experientes para consertá-los.

Num parque de estacionamento na Polônia, poucos meses após o início da guerra, o Exército dos EUA começou a responder ao pedido de ajuda, oferecendo apoio de manutenção remota. Os mantenedores do Exército demonstraram virtualmente a manutenção aos seus homólogos ucranianos.

Desde então, o Exército expandiu a sua utilização de apoio de manutenção remota a quase todas as plataformas enviadas para a Ucrânia, incluindo as de aliados e parceiros. O serviço construiu uma instalação e um armazém de peças de reparação na Polônia e começou a oferecer conhecimentos especializados através de mensagens de texto, vídeo pré-gravado ou transmissão ao vivo.

Este esforço está agora a fornecer um roteiro para a logística futura. George disse em um evento recente que a Ucrânia está mudando a forma como o serviço “vê as coisas do lado logístico”, citando manutenção virtual e impressão 3D de peças.

Soldados dos EUA descarregam tanques M1A1 Abrams necessários para treinar as forças ucranianas em Grafenwoehr, Alemanha, em 14 de maio de 2023. (Spc. Christian Carrillo/Exército dos EUA)

O Exército está agora avaliando como aplicar a telemanutenção na região Indo-Pacífico, disse George ao Defense News.

Além disso, o Exército, observando a Ucrânia, está a preparar-se para o que chama de logística contestada, o que significa que os seus esforços logísticos estariam sob constante ataque.

“Tem havido um reconhecimento teórico de que a logística seria contestada, mas penso que o conflito na Ucrânia tornou isso realmente real para todos nós”, disse Wormuth num evento recente.

O Exército estabeleceu uma nova equipe multifuncional para logística contestada sob o Army Futures Command, focada neste desafio.

Preparando-se para o futuro
A guerra na Ucrânia, segundo os líderes das Forças Armadas, validou muitas das prioridades de modernização do Exército, definidas há pouco mais de cinco anos.

O Exército já estava concentrado no combate aos sistemas de aeronaves não tripuladas devido às operações no Médio Oriente e tinha criado um escritório conjunto no Pentágono. A utilização de drones no campo de batalha na Ucrânia acelerou os esforços para chegar a uma abordagem em camadas para derrotar os sistemas, tanto grandes como pequenos.

“A escala [dos drones no campo de batalha] tem sido surpreendente e revigorou esse foco no tipo mais baixo de defesas aéreas de curto alcance que seriam necessárias para isso”, Stacie Pettyjohn, analista de defesa do Center for a New American Security, disse ao Defense News.

Militares ucranianos pilotam um drone nos arredores de Bakhmut, leste da Ucrânia, em 30 de dezembro de 2022. (Sameer al-Doumy/AFP via Getty Images)

E nem toda tecnologia usada para derrotar drones precisa ser sofisticada. Enquanto o Exército está trabalhando em recursos de energia dirigida e micro-ondas de alta potência para se defender contra enxames de drones, “você está vendo que os ucranianos precisam de coisas como um atirador inteligente, uma mira que eles possam colocar em um rifle que lhes permita usar [inteligência artificial]. Ainda é bastante avançado, mas é esta tecnologia que melhora as armas existentes e permite que destruam alguns dos menores quadricópteros”, disse Pettyjohn.

As formações também podem precisar mudar, disse Wormuth. O Exército “provavelmente precisa ter defesa aérea orgânica com nossos disparos em nossas unidades de manobra para que possam proteger contra drones”.

A defesa aérea e antimísseis para ameaças que vão além dos drones também está recebendo nova atenção. A Rússia mostrou que usará foguetes e mísseis multimilionários contra prédios de apartamentos, disse Hodges.

Wormuth disse que o Exército está começando a aumentar a força de defesa aérea e antimísseis. A Força está em processo de construção de um batalhão Patriot adicional, mas ainda não está dedicado a um comando combatente específico. O Exército também deseja desenvolver unidades adicionais de capacidade de proteção contra fogo indireto, observou ela.

Estas novas unidades serão capazes de se defender contra mísseis de cruzeiro e drones, juntamente com foguetes, artilharia e morteiros em locais fixos e semifixos. O Exército ainda está desenvolvendo protótipos.

Ter a capacidade de ver ou sentir o máximo possível em todos os momentos é outra forma pela qual o Exército está mudando por causa da Ucrânia. “Há muito interesse em drones para serem capazes de nos fornecer [detecção persistente]”, disse Wormuth ao Defense News. “Mas teremos uma abordagem em camadas para isso... estamos investindo no [Sistema de Detecção e Exploração de Alta Precisão], plataforma de asa fixa. ... Acho que você verá aeróstatos.”

Com base na Ucrânia, “não faltam observações nas quais deveríamos pensar”, disse Rainey. E o Exército está “empenhado em transformar essas observações genuinamente em lições aprendidas”.

*Sobre Jen Judson
Jen Judson é uma jornalista premiada que cobre guerra terrestre para o Defense News. Ela também trabalhou para Politico e Inside Defense. Ela possui mestrado em jornalismo pela Universidade de Boston e bacharelado em artes pelo Kenyon College.

20 agosto, 2023

Exército esclarece procedimentos relativos às análises, aprovações ou homologações de produtos controlados

 


*LRCA Defense Consulting - 20/08/2023

A Diretoria de Fiscalização de Produtos Controlados do Exército Brasileiro (DPFC) liberou o Informativo 001/2023 em seu site, que esclarece sobre os novos procedimentos relativos aos produtos sob sua responsabilidade, atendendo às mudanças impostas pelo Decreto 11.615/2023.

No informativo, encontram-se os serviços prestados nas análises, aprovações ou homologações que estão liberados, bem como os serviços que não deverão ser analisados, aprovados ou homologados até orientação posterior, uma vez que ainda demandam de uma próxima regulamentação interna.




 

13 fevereiro, 2022

Sistema Defesa, Indústria e Academia de Inovação do Exército realiza aproximações institucionais


*Exército Brasileiro - 10/02/2022

O Chefe do Escritório Central do Sistema Defesa, Indústria e Academia (SisDIA) de Inovação, General de Divisão da Reserva Angelo Kawakami Okamura,  realizou encontros institucionais na cidade do Rio de Janeiro-RJ, no período de sete a 11 de fevereiro.

Houveram reuniões com o Departamento de Educação e Cultura do Exército (DECEx), com a Assessoria de Relações Institucionais do Comando Militar do Leste (ARI/CML) e com o Centro de Capacitação Física do Exército (CCFEx). As atividades tiveram o intuito de apresentar o SisDIA de Inovação a essas Organizações Militares (OM) e discutir necessidades e possibilidades de cooperação entre o Exército e atores da tríplice hélice (Governo, Indústria e Academia).

No DECEx, as atividades iniciaram com a recepção do Chefe do Departamento, General de Exército André Luis Novaes Miranda, seguida de reunião com demais integrantes da organização militar. No CCFEx, a reunião ocorreu com  Chefe do Centro, General de Brigada Luiz Alberto Cureau Júnior.

A atividade se estendeu às OM do Sistema de Ciência, Tecnologia e Inovação do Exército (SCTIEx) sediadas no Rio de Janeiro. No Centro de Avaliações do Exército (CAEx), sob Chefia do General de Brigada Alexandre Martins Castilho, o propósito foi conhecer a estrutura laboratorial do centro. No Instituto de Engenharia do Exército (IME), comandado pelo General de Brigada Juraci Ferreira Galdino, ocorreram tratativas a respeito das tecnologias quânticas e as possibilidades de aproximação com órgãos como o Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (CBPF).

Foi realizada visita à estrutura do CBPF, na qual o General Okamura se reuniu com o Diretor do Centro, Professor Doutor Márcio Portes de Albuquerque, além de outros professores e pesquisadores da instituição. O encontro permitiu identificar pontos de convergência e possibilidades de cooperação em relação ao desenvolvimento nacional em tecnologias quânticas, principalmente nas áreas de computação, comunicação e sensores quânticos.

Fonte: Departamento de Ciência e Tecnologia



03 outubro, 2021

Exército e PRODAM lançam o Projeto Amazônia Conectada



 *Noticiário do Exército - 01/010/2021

 No dia 27 de setembro, o Projeto Amazônia Conectada (PAC) foi lançado no município de São Gabriel da Cachoeira (AM). A iniciativa promove conectividade na região amazônica por meio de ligações de fibra óptica. A ação foi acompanhada pelo Comandante do Exército Brasileiro, General de Exército Paulo Sérgio, por videoconferência.

De acordo com o General Paulo Sérgio, o projeto contribui para a integração da Amazônia brasileira. “Facilita muito a missão da Força na faixa de fronteira, na defesa da Pátria, na conexão com a ponta da linha, com os Pelotões Especiais de Fronteira, assim como na ajuda da Mão Amiga da Força nas comunidades ribeirinhas e nas terras indígenas”.

O Presidente do Processamento de Dados do Amazonas (PRODAM), Lincoln Nunes da Silva, destacou a ação. “Hoje estamos atendendo a escolas e hospitais, levando o conhecimento, a esperança e a oportunidade de garantir que o homem do interior tenha o acesso que temos na capital. Na área da educação, por exemplo, temos o Centro de Educação Tecnológica do Amazonas (CETAM) instalado em sete municípios, temos hospitais funcionando e temos a Universidade do Estado do Amazonas, que recentemente foi ligada no município de São Gabriel da Cachoeira”, concluiu.

Já o Comandante Militar da Amazônia, General de Exército Furlan, reiterou o fato de o projeto ser uma ferramenta que vem facilitando o comando e controle, as comunicações com as Forças e, principalmente, ajudando a sociedade.


Projeto Amazônia Conectada
As fibras ópticas do PAC já beneficiam uma série de serviços no estado do Amazonas. A chamada Rede Vitória Régia (RVR) interliga as cidades via cabos ópticos lançados nos leitos dos rios. Os cabos estabelecem canais de transmissão de dados em alta velocidade, beneficiando tanto as organizações militares das Forças Armadas como a sociedade. Aproximadamente 1,9 mil quilômetros de cabos ópticos já foram instalados, conectando dez cidades do interior. Ao longo das infovias do Rio Negro, foram interligados os municípios de Novo Airão, Vila de Moura, Barcelos, Santa Isabel do Rio Negro e São Gabriel da Cachoeira. Ao longo do Rio Solimões, foram interligadas as cidades de Iranduba, Manacapuru, Coari e Tefé.

Em julho de 2021, o Exército Brasileiro estabeleceu um Acordo de Cooperação com o Governo do Estado do Amazonas, que, por intermédio do Processamento de Dados do Amazonas S/A (PRODAM), expandirá as redes metropolitanas para conectar órgãos públicos (de todas as esferas), escolas e hospitais à Rede Vitória Régia, o que ampliará a implementação de políticas públicas no interior do estado do Amazonas.

Atualmente, seis hospitais estão conectados à RVR e usufruem de serviços de telemedicina, inclusive com consultas com médicos do Hospital Albert Einstein, em São Paulo, além de dez instituições de ensino fundamental, médio e técnico, e outras instituições, como o Tribunal de Justiça do Amazonas, o Tribunal Regional Eleitoral, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e a Polícia Militar do Amazonas.

O projeto destaca-se pelo seu caráter dual e pela complementariedade entre os interesses da Defesa e a aplicação para a sociedade brasileira. A rede de comunicações estabelecida pelo PAC, além de proporcionar ao Exército e às demais Forças Armadas meios modernos de comando e controle, permite que outros órgãos da administração pública federal, estadual e municipal possam implementar políticas públicas em localidades antes não beneficiadas e, consequentemente, a inclusão digital de milhares de famílias que passaram a contar com a capacidade provida pela nova infraestrutura, o que contribui para o progresso de toda a sociedade.

Dentre a série de serviços digitais que podem ser providos por uma rede de dados de alta velocidade e oferecidos à população do interior do estado do Amazonas, merecem destaque a internet, a telemedicina, o ensino a distância, a segurança pública, o trânsito e o turismo.

http://www.eb.mil.br/image/journal/article?img_id=14316542&t=1633099387680

29 setembro, 2021

Exército, UFRGS, IME e UnB iniciam o projeto “Sistemas de Sistemas de Comando e Controle (S2C2)”

Sistema de Comando e Controle (C2) Pacificador, utilizado durante os Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016

*Instituto de Informática da UFRGS - 27/09/2021

O Exército Brasileiro, a UFRGS, o IME e a UnB, atuando em convênio, deram início ao projeto “Sistemas de Sistemas de Comando e Controle (S2C2)” com o objetivo de atender às demandas de interoperabilidade da Família de Aplicativos de Comando e Controle da Força Terrestre (FAC2FTer).

A crescente complexidade dos ambientes operacionais no âmbito da Defesa demonstra que a sinergia  entre as Forças Armadas é indispensável. Desta forma, a interoperabilidade entre os diferentes braços torna-se essencial. Em situações de emergência e de crise interna, como em decorrência de desastres naturais, a colaboração pode se estender às instituições de segurança pública e de defesa civil. Atualmente, o Exército conta com soluções tecnológicas desenvolvidas de maneira isolada e que são integradas de forma manual.

O projeto Sistemas de Sistemas de Comando e Controle (S2C2) surge com o objetivo de desenvolver, simular e implementar linhas de ação para a interoperabilidade dos sistemas de Comando e Controle das Forças Armadas, mitigando potenciais erros humanos na transmissão de informação como podem ocorrer na forma manual atual. Além do Centro de Desenvolvimento de Sistemas do Exército Brasileiro (CDS) e da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), o projeto também conta com a participação do Instituto Militar de Engenharia (IME) e da Universidade de Brasília (UnB), com cada instituição recebendo a responsabilidade de desenvolver uma área do projeto.

O convênio firmado entre as instituições foi iniciado em setembro de 2021, com prazo de 36 meses, e receberá recursos da Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP). A equipe da UFRGS é coordenada pelo professor do Instituto de Informática da UFRGS Edison Pignaton de Freitas e composta pelos professores Dante Barone e Juliano Wickboldt, também do INF, além de 2 bolsistas graduados e 6 bolsistas de iniciação científica. Devido às restrições impostas pela pandemia do Covid-19, as atividades iniciais do projeto estão sendo realizadas de maneira remota.

Sob a responsabilidade da UFRGS, ficaram as atividades de simulação, seleção e avaliação de linhas de ação para interoperabilidade, abordando aspectos relacionados à modelagem do sistema através de multiagentes e ainda a prototipação de soluções de redes de comunicação capazes de dar suporte ao aspecto distribuído do sistema.

12 novembro, 2020

Seminário de Defesa Nacional será um evento online e público

 


*LRCA Defense Consulting - 12/11/2020

No dia 13 de novembro, o Ministro da Defesa, Fernando Azevedo e Silva, ao lado dos Comandantes das Forças Armadas, irá palestrar no Seminário de Defesa Nacional. O evento será online, público e oferecerá a oportunidade de os participantes acompanharem os diálogos voltados para o tema “Defesa Nacional e os Programas Estratégicos das Forças”.

Compõem o grupo de palestrantes os comandantes da Marinha, Almirante de Esquadra Ilques Barbosa Junior; do Exército, General Edson Leal Pujol; e da Aeronáutica, Tenente-Brigadeiro do Ar Antonio Carlos Moretti Bermudez.

Para participar, basta clicar na imagem acima ou seguir o link: https://www.youtube.com/user/VideosDefesa

 

27 julho, 2020

Presidente Bolsonaro anuncia novas portarias facilitando as atividades dos CACs



*LRCA Defense Consulting - 27/07/2020

Ao sair do Palácio do Planalto neste final de semana, o Presidente Bolsonaro falou que nesta semana terá novas portarias facilitando as atividades dos CACs - Colecionadores, Atiradores Esportivos e Caçadores.

Confira o vídeo:

29 outubro, 2019

LMV, a nova viatura blindada multitarefas da Iveco para o Exército

Rodamos no utilitário blindado que a Iveco irá fornecer para o Exército Brasileiro (fotos de Bruno Gonzaga/IVECO)



Desde que experimentei o VBTP-MR Guarani, em 2016, soube que a Iveco iria fornecer um outro modelo para o Exército. Era o LMV, uma viatura blindada multitarefas, que pode ser utilizada para reconhecimento, patrulha, plataforma de sistemas de armas leves e para evacuação médica, entre outras aplicações.

Confira o vídeo:





Apesar da confirmação do fornecimento, o processo ainda não começou. Inicialmente, serão 32 unidades importadas da Itália, seguidas pela montagem de 77 no Brasil em dois lotes, até a produção local. No entanto, a Iveco possui uma unidade para teste em Sete Lagoas, Minas Gerais, onde já produziu 400 unidades do Guarani.

Depois de muitas negociações, a Iveco Defesa, divisão da marca italiana que produz modelos especiais para uso militar, concedeu um dia de avaliações para o CORREIO. Mas havia uma condição: imagens internas não seriam autorizadas. Partimos para Minas Gerais ao encontro do LMV, Light Multirole Vehicle ou Veículo Leve Multitarefas.

São 40 cm de altura livre do solo

Giovanni Giordani, engenheiro da Iveco Defesa, explicou como funciona o veículo e partimos para a pista. O modelo não utiliza chave e a partida é similar a de um carro de corrida. Primeiro é preciso ligar a bateria, acionar uma tecla para energizar os componentes e depois acionar a ignição. Os cintos de segurança, para todos os cinco ocupantes, são de cinco pontos - basicamente do mesmo tipo dos utilizados em competição, que variam entre quatro e cinco pontos. Outro detalhe, há ar-condicionado (bem potente) e saídas de ar para o banco traseiro.


Depois de me instalar no cockpit, abrindo a pesada porta, e afivelar o cinto, puxei a alavanca do câmbio automático para o "Drive" - existem ainda três marchas de força - e saí para a pista circular de asfalto. Aí veio a primeira surpresa: apesar das dimensões (O jipão impressiona pela sua imponência: são 4,87 metros de comprimento e 2,20 m de largura) e do peso (6,1 toneladas), que equivale ao de três picapes médias, o MVL é fácil de ser conduzido. Mas o ruído interno é alto, seja pelo ranger da carroceria - montada sobre um chassis - ou pelos reforçados pneus em contato com o asfalto. Para quem gosta, aumenta o ritmo de aventura.

Há iluminação civil e também militar
Mas a sensação de comando desta máquina blindada veio quando partimos para o teste na terra. Nessas condições, a dirigibilidade é mais afinada e o veículo com tração integral responde rapidamente. O raio de giro é muito bom, o que permite manobras em locais apertados e a traseira tende a sair um pouco, o que facilita mudanças rápidas de direção. É incrível como os engenheiros conseguiram um ajuste tão bom para um utilitário deste porte. Outros destaques são a capacidade de atravessar áreas alagadas com até 1,5 metro de profundidade, graças ao snorkel e boas vedações, e o vão livre de 40 centímetros que garante facilidade ao trafegar em terrenos com pedras e menor risco de atolamento.

O motor que move o LMV é fornecido pela FPT, empresa do mesmo grupo da Iveco, tem 3 litros e rende entre 190 cv e 220 cv de potência e seu torque pode chegar a 50 kgfm. Esse propulsor turbinado normalmente utiliza óleo diesel, mas é possível também abastece-lo com gasolina de aviação, desde que contenha 10% de diesel. A transmissão é feita sob encomenda pela alemã ZF e tem oito velocidades. A tração pode ser reduzida e os diferenciais, incluindo o central, bloqueados. A suspensão é independente nas quatro rodas.


Por baixo da pintura camuflada, essa viatura blindada multitarefas, leve sobre rodas (VBMT-LR) abriga uma proteção balística nos níveis 2 para energia cinética e 2A para explosões de minas e os temidos artefatos explosivos improvisados. Além da blindagem nas laterais (chapas e vidros) e no teto, há proteção contra minas no piso da cabine. E, na parte inferior, tudo foi desenvolvido para absorver ou desviar a energia de uma explosão, evitando que se convertam em projéteis secundários que possam ferir os ocupantes.

Outro detalhe, os bancos são ancorados no teto. Assim, em caso de explosão de uma mina os soldados ficam mais protegidos. Já o tanque de combustível é envolvido por uma espuma para proteção contra explosivos. Os pneus são da linha XForce da Michelin, eles podem rodar furados e têm medidas robustas: 325/85 R16.



No mundo
O veículo já foi adotado por vários países que fazem parte da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), entre eles, Itália, Espanha, Bélgica, Áustria, Inglaterra e Noruega, e já foi utilizado em missões no Afeganistão, Líbano, Kosovo e Chade.

De acordo com a Iveco Defesa, o LMV foi projetado para ser compatível com os recursos de direção de imagem térmica e NVG (óculos de visão noturna) para possibilitar a condução noturna. A empresa destaca ainda a alta confiabilidade, facilidade de manutenção e baixos custos de operação foram considerações importantes. Certamente, essas questões foram observadas pelo Exército para a aprovação do modelo em relação aos rivais.

A estimativa é que cada unidade custe a partir de R$ 1,5 milhão. É o valor inicial, já que o LMV pode ser equipado com armas ou com equipamentos médicos. Atualmente, existem 4 mil unidades deste veículo, todas feitas em Bolzano (Itália), rodando em diversos países, e o Brasil pode ser o próximo a produzi-lo. A expectativa da filial brasileira é que seriam necessários 90 dias para a fabricação completa.



Guarani é produzido em Minas Gerais
Fruto da parceria entre a Iveco e o Exército Brasileiro, o VBTP-MR Guarani, um blindado anfíbio com capacidade para até 11 tripulantes, é o primeiro modelo projetado e fabricado na unidade da Iveco Veículos de Defesa no Brasil – a única fora da Europa. Cada unidade leva até quatro meses para ficar pronta e custa entre R$ 5 milhões e R$ 10 milhões, a depender do nível de armamento aplicado. Atualmente, a fábrica brasileira trabalha em um turno, mas pode chegar a três, caso o Exército tenha uma demanda maior.



*O jornalista viajou a convite da Iveco

25 outubro, 2019

Compra de armas será facilitada para policiais e bombeiros, determina Exército


https://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/2019-10-25/compra-de-armas-sera-facilitada-para-policiais-e-bombeiros-determina-exercito.html

Portaria foi publicada nesta sexta-feira (25) no Diário Oficial da União. Instituições não precisarão mais de autorização prévia para comprar armas

IG - Último Segundo - 25/10/2019

Uma nova portaria do  Exército  sobre o comércio de armamentos vai facilitar a compra de armas e munições de uso permitido para polícias estaduais e corpo de bombeiros. Antes, essas corporações precisavam de autorizações prévias do Exército para adquirirem armas . Agora, essa autorização será dispensada.

 A normativa publicada nesta sexta-feira no Diário Oficial da União (DOU) vem na esteira de uma série de decretos e portarias emitidos nos últimos meses pelo governo federal. A flexibilização da compra e porte de armas no Brasil é uma das principais bandeiras de campanha do então candidato à Presidência Jair Bolsonaro (PSL).

A portaria altera algumas das normas para a compra de armas por órgãos públicos. A partir de agora, as polícias militares de todos os Estados e do Distrito Federal, Corpos de Bombeiros, Agência Brasileira de Inteligência (Abin) e Gabinete de Segurança Institucional (GSI) da Presidência da República.

Pelo novo texto, essas instituições não precisarão mais de autorização prévia do Exército para a compra de armamento que será usado pelas corporações. Agora, os órgãos precisam apenas comunicar o Exército sobre a compra, que deverá ser tratada diretamente entre o comando da corporação e o fornecedor do material.

O Exército só terá que autorizar previamente as solicitações de compra de armamento e munições de uso restrito, aqueles com maior potencial de destruição.

A nova portaria também altera a quantidade de pólvora que cada pessoa registrada como caçador ou atirador esportivo poderá armazenar. A quantidade saiu de quatro quilos para 20. A pólvora poderá ser usada para recarregar cartuchos usados por eles.

25 julho, 2019

Uma visita bastante sintomática

Uma comitiva da embaixada de Bangladesh no Brasil, composta pelo Embaixador MD Zulfiqar Rahman, a embaixatriz Sra. Shammen Akther e o Conselheiro Político Sr. Mohammad Abdula Al Mamun,  visitou a Taurus hoje (25).

A polícia nacional de Bangladesh já é cliente da empresa desde 2017, quando adquiriu 2.500 submetralhadoras 9mm (SMT9). O contrato firmado incluiu a realização de cursos de manutenção de armas longas táticas, com o objetivo de preparar cerca de 40 oficiais – um para cada batalhão de Bangladesh – para torná-los multiplicadores dos protocolos de segurança e manuseio exigidos pela marca. Além de Bangladesh, a Taurus exporta esse armamento para Bósnia, Índia, China e outros países.

Em maio último, a Taurus ofereceu treinamento aos integrantes da Bangladesh Air Force – BAF. A ação ocorreu junto à entrega de pistolas PT57SC e submetralhadoras SMT 9mm, no primeiro negócio fechado junto à Instituição, através da Direção-Geral da Defesa (DGDP) daquele país. A BAF possui um efetivo de 22 mil militares.

A visita da comitiva é bastante sintomática para o futuro dos negócios da empresa com esse país asiático, o oitavo mais populoso do mundo.

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