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08 novembro, 2026

A segunda vida dos E-Jets: como a Embraer está transformando sucata em ativo valioso

Vídeo viral credita ao E190F voos noturnos no Brasil e uma vitória sobre a Boeing; a apuração mostra um programa premiado e tecnicamente sólido, que estreou na Europa em 2026 e ainda busca escala



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LRCA Defense Consulting - 08/11/2026 -  18h00

Um vídeo publicado pelo canal Radar Explicado, no YouTube, sob o título “Como a Embraer Transformou Seu Jato de Passageiros em Mina de Ouro!”, vem circulando com uma narrativa sedutora: jatos pintados de amarelo, com a marca da maior plataforma de e-commerce da América Latina, pousariam de madrugada nos principais aeroportos do País operando o E190F, o cargueiro convertido da Embraer, enquanto a Boeing teria sido apanhada de surpresa num nicho que desprezou. A apuração do LRCA confirma boa parte da lógica de engenharia e de mercado apresentada, mas encontra imprecisões que mudam o retrato. Os jatos amarelos que voam no Brasil não saíram do programa de fábrica da Embraer, e o E-Freighter, embora premiado e certificado nos três principais mercados regulatórios do mundo, avança em ritmo bem mais cauteloso do que o vídeo sugere.

O vazio das 15 toneladas 
O ponto de partida do raciocínio está correto e é bem conhecido no setor. A carga típica do comércio eletrônico (caixas de calçados, roupas, eletrônicos embalados) ocupa muito espaço e pesa pouco. Nesse tipo de operação, o avião esgota o volume do porão antes de atingir o limite de peso, situação que os operadores descrevem como cube out em vez de weigh out. Um Boeing 737-800BCF, projetado para algo em torno de 23 toneladas, voa com capacidade estrutural ociosa quando lotado de pacotes leves. Na outra ponta, turboélices como o ATR 72F são econômicos, mas lentos e limitados a cerca de 8 a 9 toneladas.

Foi nesse intervalo que a Embraer posicionou o E190F e o E195F ao lançar o programa P2F (passenger to freighter), em 7 de março de 2022, em São José dos Campos (SP). Segundo a fabricante, os E-Jets convertidos oferecem mais de 40% de capacidade volumétrica e três vezes o alcance dos grandes turboélices cargueiros, com custos operacionais até 30% menores do que os de jatos de fuselagem estreita maiores. A empresa estima um mercado de cerca de 700 aeronaves dessa classe em 20 anos, sendo 250 para reposição de frotas existentes e 450 por crescimento da demanda, e identificou aproximadamente 470 E-Jets da primeira geração (380 E190 e 90 E195) disponíveis para conversão no mundo, à medida que as companhias migram para a família E2.

Uma cirurgia de fábrica 

A conversão é feita nas instalações da Embraer no Brasil e vai muito além de retirar poltronas. O pacote inclui uma porta de carga dianteira de grandes dimensões no convés principal, sistema de movimentação de carga, reforço do piso, barreira rígida de carga de 9G com porta de acesso, sistema de detecção de fumaça com extintores para compartimento classe E no convés superior, alterações no sistema de gerenciamento de ar (refrigeração e pressurização) e provisões para o transporte de materiais perigosos. O sistema de carregamento foi desenvolvido pela U.S. Cargo Systems, da Carolina do Norte, e certificado pela FAA junto com a aeronave.

O vídeo descreve com riqueza a engenharia do recorte na fuselagem pressurizada e os reforços em torno da nova porta, inclusive o uso de anéis em titânio. A lógica de redistribuição de esforços é a de qualquer conversão estrutural séria, mas a Embraer não divulga publicamente o detalhamento dos materiais empregados, e esses pormenores devem ser lidos como interpretação do canal.

Nos números, há convergência. Somando o porão inferior e o convés principal, a carga útil estrutural máxima do E190F é de 13.150 kg, segundo a Embraer (versões anteriores do material da empresa falavam em 13.500 kg). Considerando a densidade típica do e-commerce, a carga útil líquida fica em 10.700 kg para o E190F e 12.300 kg para o E195F, exatamente os valores citados pelo canal. A fabricante informa que o sistema de carregamento acomoda até nove paletes e contêineres. 


Certificação em tempo recorde 
O primeiro E190F, de propriedade da arrendadora norte-americana Regional One, voou em 5 de abril de 2024, em São José dos Campos, e foi exibido publicamente em julho daquele ano no Farnborough International Airshow, no Reino Unido. A ANAC certificou a conversão em julho de 2024; a FAA, em setembro, com anúncio em 10 de outubro; e a EASA emitiu o certificado de tipo em 7 de novembro de 2024, divulgado pela Embraer em 10 de fevereiro de 2025, o que habilitou o cargueiro para operações globais.

Ao todo, foram 29 meses de desenvolvimento. O desempenho rendeu à Embraer, em março de 2026, o Program Excellence Award da Aviation Week na categoria OEM, como o LRCA registrou à época. Para o diretor de Programas de Aviação Comercial da empresa, Marcelo Tocci, o E-Freighter abriu uma nova fronteira para a fabricante ao transformar uma plataforma consagrada num cargueiro sob medida para a logística do comércio eletrônico.

Os jatos amarelos não são E190F 
É aqui que a narrativa do vídeo tropeça. Os jatos com a pintura do Mercado Livre que operam no Brasil pertencem à Azul Linhas Aéreas Brasileiras e são E195 da primeira geração adaptados pela própria companhia, não E190F convertidos pela Embraer. Ainda em setembro de 2020, em plena pandemia, a Azul obteve autorização para operar o primeiro E195 cargueiro do mundo, com as poltronas removidas para levar pacotes na cabine, e dedicou parte dessas aeronaves a um cliente de comércio eletrônico.

Em fevereiro de 2022, a empresa apresentou o E195 F-Class, desenvolvido em parceria com a LHColus Tecnologia e certificado pela ANAC em 1º de fevereiro daquele ano. O protótipo, de matrícula PR-AXW, estreou comercialmente em 7 de fevereiro, num voo de Viracopos (Campinas) para Porto Alegre. A solução transporta cargas na cabine em contêineres resistentes ao fogo, com detecção de incêndio por câmeras térmicas, mas sem a grande porta de carga lateral que caracteriza o produto da Embraer. Em fevereiro de 2023, o E195 PR-AYJ, também convertido para carga, recebeu a pintura do Mercado Livre, tornando a Azul a terceira empresa no Brasil a voar com as cores da varejista, depois da GOL e da Sideral.

A própria Embraer, ao anunciar a estreia comercial do E-Freighter, ressaltou que as conversões anteriores da Azul envolveram modificações mais limitadas do que as do programa oficial. Em outras palavras, o pioneirismo brasileiro no uso de E-Jets como cargueiros é real, mas pertence à Azul; o E190F de fábrica ainda não opera no País.

Estreia na Europa e retomada comercial 
O primeiro voo comercial de um E190F ocorreu em 9 de março de 2026, de Colônia, na Alemanha, para Larnaca, no Chipre, levando cargas expressas sensíveis ao tempo. A operadora lançadora é a Bridges Air Cargo, com certificado de operador aéreo em Malta e clientes como FedEx, DHL e UPS, que recebeu o avião em leasing da Regional One. Um segundo E190F entrou em serviço na mesma empresa em junho. Em setembro, a BermudAir, das Bermudas, anunciou que será a segunda companhia a operar o modelo, com um avião também arrendado da Regional One, voltado a cargas expressas e e-commerce em rotas que ligam o Caribe aos Estados Unidos e ao Canadá.

O impulso mais expressivo veio no Farnborough International Airshow de 2026, em 21 de julho, quando a arrendadora Azorra fechou 20 pedidos firmes de conversão e direitos de compra para mais 10, o maior compromisso já assumido com o programa. A empresa apontou América Latina, Sudeste Asiático, Oriente Médio e África como regiões-alvo. Antes disso, a Nordic Aviation Capital havia reservado até 10 posições de conversão em 2022, e a queniana Astral Aviation firmara memorando para as duas primeiras unidades.

O quadro, porém, está longe da euforia. Segundo levantamento do portal Airway, de setembro de 2026, o programa somava apenas 25 pedidos firmes e duas aeronaves em operação mais de quatro anos após o lançamento. A Embraer suspendeu temporariamente o desenvolvimento do E195F para concentrar esforços no E190F, e o custo da conversão teria reduzido a vantagem econômica para alguns operadores. Executivos da empresa já indicaram que, no futuro, o serviço poderá ser transferido para empresas de MRO (manutenção, reparo e revisão), capazes de oferecer preços menores. Na teleconferência de resultados do primeiro trimestre de 2026, o presidente e CEO, Francisco Gomes Neto, relatou interesse crescente do mercado após a estreia europeia, sobretudo no segmento de comércio eletrônico. 


A Boeing foi mesmo surpreendida? 

A tese de que a Embraer “pegou a Boeing de surpresa” é mais retórica do que factual. As grandes fabricantes concentram seus programas de conversão em jatos maiores, como o 737-800BCF e o A321P2F, num segmento de maior porte e volume, e nunca disputaram diretamente a faixa de 10 a 15 toneladas com produto de fábrica. É verdade que não há, hoje, equivalente da Boeing ou da Airbus nessa faixa, e que a Embraer chegou primeiro com certificação tripla. Mas a lacuna identificada pela fabricante brasileira ainda não se converteu em demanda na escala projetada, e o principal concorrente do E190F continua sendo o próprio 737 convertido, abundante e barato no mercado de usados.

Outro ponto exige cautela. O vídeo afirma que o cargueiro emitiria até 25% menos dióxido de carbono por hora de voo do que os cargueiros convertidos de primeira geração. O número que a Embraer divulgou no lançamento do programa, contudo, refere-se a um custo por viagem até 25% menor em comparação com modelos como o Boeing 737-300F, e não a emissões. A empresa associa o ganho ambiental à maior eficiência de uma aeronave mais nova, sem quantificá-lo dessa forma.

O que está em jogo para o País 
Mesmo com o ritmo comercial mais lento, o E-Freighter tem valor estratégico para a Embraer e para a indústria aeronáutica nacional. Ao oferecer uma segunda vida aos E-Jets da primeira geração, o programa tende a sustentar o valor residual de uma frota de mais de mil aeronaves espalhadas pelo mundo, atrativo relevante para arrendadoras como Regional One e Azorra. Enquanto a conversão permanecer em São José dos Campos, também preserva no Brasil competências em engenharia estrutural, ensaios e certificação.

No mercado doméstico, a combinação entre o crescimento do e-commerce, a experiência pioneira da Azul com E195 cargueiros e o interesse já manifestado pelos Correios, que em abril de 2024 assinaram com a Embraer um acordo para estudar o uso do E190F, do E195F e do C-390 no transporte de cargas, indica que há espaço para o produto. Se os jatos amarelos que hoje cruzam a madrugada brasileira serão um dia E190F de fábrica, porém, é uma resposta que o mercado ainda não deu.

21 julho, 2026

Embraer fecha acordo com a Azorra para até 30 E-Freighters

Acordo assinado na Farnborough International Airshow inclui 20 encomendas firmes e dez direitos de compra do cargueiro convertido da fabricante brasileira 


*LRCA Defense Consulting - 21/07/2026

A Embraer e a locadora norte-americana Azorra anunciaram nesta terça-feira, 21 de julho de 2026, durante a Farnborough International Airshow, no Reino Unido, um acordo para a compra de até 30 aeronaves E-Freighter. O contrato prevê 20 encomendas firmes de aeronaves convertidas de passageiros para cargueiros e dez direitos de compra adicionais. Segundo a Embraer, a encomenda vem na sequência da entrada em serviço bem-sucedida do E190F, ocorrida em março deste ano.

O acordo
O E-Freighter é o programa de conversão de passenger-to-freighter (P2F) da Embraer, que transforma aeronaves E190 e E195 usadas de passageiros em cargueiros dedicados. Segundo a fabricante, a combinação dos porões inferior e do main deck confere ao E190F mais de 100 m³ de volume de carga e até 13,5 toneladas de carga útil, o que viabiliza o transporte econômico de cargas expressas.

De acordo com a Embraer, a nova geração de E-Freighters foi concebida para ocupar o espaço entre os turboélices e as aeronaves de fuselagem estreita de maior porte, substituindo modelos mais antigos e menos eficientes. Em comparação às aeronaves narrowbody clássicas, os E-Freighters ofereceriam custos operacionais 30% menores, com volume de carga e alcance semelhantes, além de 35% a mais de capacidade volumétrica e mais de três vezes o alcance dos grandes turboélices cargueiros.

O acordo marca a entrada da Azorra no mercado de leasing de aeronaves cargueiras, posicionando a locadora entre as primeiras a se comprometer com o E-Freighter. Segundo a Embraer, a aeronave deverá reforçar a conectividade regional e abrir novas rotas em mercados como América Latina, Sudeste Asiático, Oriente Médio e África, regiões nas quais a Azorra afirma ter expertise consolidada.

Repercussão
John Evans, CEO da Azorra, afirmou que a parceria com a Embraer foi construída ao longo de vários anos e está enraizada na confiança de longo prazo na plataforma E-Jet, descrevendo o E-Freighter como uma extensão natural dessa história. Segundo o executivo, o investimento reflete a confiança da locadora na aeronave e amplia sua vida útil, além de posicionar o E-Freighter como substituto para cargueiros 737 mais antigos, com conformidade ao padrão de ruído Stage 4 e, com o programa de motores CF34 da própria Azorra, custos operacionais competitivos.

Arjan Meijer, presidente e CEO da Embraer Aviação Comercial, classificou o pedido como um forte endosso ao E-Freighter e afirmou que o acordo reflete a crescente demanda global por soluções de carga eficientes e de dimensão adequada ao mercado regional.

Carlos Naufel, presidente e CEO da Embraer Serviços e Suporte, destacou que o E-Freighter combina a confiabilidade da plataforma E-Jets com a estrutura de suporte da empresa, e afirmou que a companhia seguirá investindo em sua rede global de serviços para maximizar a disponibilidade da frota à medida que ela cresce.

Continuidade da parceria com a Azorra
O acordo de E-Freighters vem menos de dois meses depois de a Azorra ter firmado, em 5 de junho de 2026, uma encomenda adicional de 15 aeronaves E195-E2, com direito de compra para outras 15. Com essa expansão, o compromisso firme da locadora com a família E2 passou de 39 para 54 aeronaves, marcando a terceira ampliação do pedido original, feito em dezembro de 2021. O contrato também levou o programa E2 a ultrapassar, pela primeira vez, a marca de 500 encomendas firmes em todo o mundo.

Segundo estimativa do banco JPMorgan, a encomenda de junho teria valor de lista próximo de US$ 1,3 bilhão, embora esse tipo de transação costume envolver descontos relevantes sobre o preço de tabela. O banco projeta ainda que o backlog comercial da Embraer possa se aproximar de US$ 15,6 bilhões no segundo trimestre de 2026, ano em que a fabricante brasileira já havia iniciado com a maior carteira de pedidos de sua história, avaliada em US$ 31,6 bilhões a preços de lista.

O mercado de cargueiros regionais: E190F segue praticamente sem concorrência direta
O programa E190F obteve certificação da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) em julho de 2024, da Federal Aviation Administration (FAA) dos Estados Unidos em outubro do mesmo ano e da Agência Europeia para a Segurança da Aviação (EASA) em novembro de 2024, completando assim a validação para operações globais. A Embraer estima um mercado potencial de cerca de 700 aeronaves no segmento ao longo de vinte anos, somando a substituição de modelos antigos e o crescimento orgânico da demanda por logística de comércio eletrônico.

Até o momento, o E190F segue praticamente sem concorrência direta: nenhum outro jato regional de fuselagem estreita foi certificado para conversão em cargueiro, ainda que a norte-americana Aeronautical Engineers Inc. (AEI) já tenha sinalizado interesse em desenvolver, no futuro, um programa concorrente baseado no CRJ900.

Sobre a Azorra
A Azorra é uma locadora de aeronaves que oferece soluções de leasing, financiamento, transição de frota e gestão de ativos para investidores, financiadores e operadoras aéreas em todo o mundo. Segundo a empresa, sua frota atual compreende 338 ativos de aviação, entre eles 186 aeronaves próprias e sob gestão e 103 motores e fuselagens próprios, além de uma carteira de encomendas de 49 aeronaves, que inclui pedidos de Airbus A220-100/300 e de Embraer E190/E195-E2. A sede da Azorra fica em Fort Lauderdale, na Flórida, com escritório adicional em Dublin, na Irlanda.

05 junho, 2026

Com novo contrato da Azorra para até 30 jatos, Embraer supera 500 pedidos do E2

Locadora americana assina contrato firme para 15 E195-E2, com direito de compra para mais 15; programa chega ao marco histórico com mais de 200 aeronaves em operação e 24 companhias aéreas clientes 


*LRCA Defense Consulting - 05/06/2026

A Embraer e a Azorra assinaram um novo contrato firme para a aquisição de 15 aeronaves E195-E2, com direito de compra para mais 15 jatos. O acordo eleva o total de encomendas firmes da locadora americana para 54 unidades do modelo E2, ante 39 anteriores, e empurra o programa acima da marca de 500 pedidos firmes acumulados desde o lançamento do portfólio de segunda geração.

O contrato representa o terceiro aumento na encomenda original da Azorra para o modelo E2, feita em dezembro de 2021, e será contabilizado nos resultados e na backlog da Embraer referentes ao segundo trimestre de 2026.

Um programa em aceleração
Desde que entrou em serviço, a família E2 acumula mais de 200 aeronaves em operação junto a 24 companhias aéreas. No primeiro trimestre de 2026, a Embraer registrou backlog de US$ 32,1 bilhões, sexto recorde consecutivo, com a aviação comercial respondendo por US$ 15 bilhões do total, alta de 50% em relação ao mesmo período do ano anterior. A fabricante projeta entre 80 e 85 entregas de aviação comercial em 2026, crescimento de 6% sobre 2025.

O E195-E2, maior aeronave comercial da Embraer, é movido por dois motores Pratt & Whitney PW1919G, variante da família de turbofans de engrenagem geared turbofan (GTF). A configuração proporciona redução superior a 24% no consumo de combustível por assento em relação à geração anterior do E195, emissões de NOx 50% abaixo do limite da regulação ICAO CAEP/6 e margem de ruído acumulada de 19 a 20 dB sobre o Capítulo 4 da ICAO. A aeronave opera com sistema de controle de voo totalmente digital (fly-by-wire) e configuração de assentos dois a dois, sem fileira central, o que a fabricante apresenta como diferencial de conforto no segmento de monofuselagem de pequeno porte.

Azorra: de apoiadora inicial a maior locadora do programa
Sediada em Fort Lauderdale, na Flórida, com escritório adicional em Dublin, na Irlanda, a Azorra é uma locadora de aeronaves especializada em jatos regionais, de cruzamento e monofuselagens de pequeno porte. A empresa acumula frota de 338 ativos aeronáuticos, incluindo 186 aeronaves próprias ou gerenciadas, 103 motores e fuselagens e backlog de 49 aeronaves. A carteira de encomendas inclui pedidos de aeronaves Airbus A220-100/300 e Embraer E190/E195-E2.

A locadora figura entre os primeiros apoiadores do programa E2 e atuou em parceria com a Embraer e a Pratt & Whitney para expandir a base de operadores da família, que hoje inclui companhias na África do Sul, Jordânia, Mongólia, Austrália, Brasil e outras regiões. Com o novo pedido, o backlog firme da Azorra para o E2 ultrapassa 50 aeronaves.

"Nosso investimento contínuo na família E2 da Embraer reflete a forte demanda que observamos das companhias aéreas em todo o mundo por aeronaves de tamanho adequado e baixo consumo de combustível", afirmou John Evans, CEO da Azorra.

Arjan Meijer, presidente e CEO da Embraer Aviação Comercial, destacou que superar a marca de 500 pedidos firmes do E2 "é um momento de orgulho para a Embraer" e reflete o crescente interesse global em aeronaves de pequeno porte com eficiência de nova geração.

Contexto de mercado
O pedido da Azorra reforça tendência identificada por outras aquisições recentes. Em março de 2026, a finlandesa Finnair assinou acordo para até 46 E195-E2, entre pedidos firmes, opções e direitos de compra, para renovação de frota. O Emirados Árabes Unidos, por sua vez, selecionou o KC-390 Millennium para ampliar sua capacidade de transporte aéreo militar, indicando que a Embraer avança em paralelo nos segmentos comercial e de defesa.

No segmento de locação, a pressão por aeronaves de menor porte e elevada eficiência de combustível tem beneficiado o E195-E2 frente a monofuselagens maiores em rotas de baixa e média densidade. A configuração sem assento central diferencia o modelo tanto na percepção dos passageiros quanto na flexibilidade de rede oferecida às companhias aéreas operadoras.

16 novembro, 2025

Embraer e Airlink ampliam parceria com Programa Pool de Componentes para Jatos E2


*LRCA Defense Consulting - 16/11/2025

A Embraer, uma das líderes globais na indústria aeroespacial, e a Airlink, principal companhia aérea da África Austral, assinaram um acordo para o Programa Pool de Componentes. O Pool apoiará os dez novos jatos Embraer E195-E2 que a Airlink está adquirindo por meio de contratos de leasing com a Azorra.

A Airlink já se beneficia do Programa Pool da Embraer para o suporte de sua frota, composta exclusivamente por aeronaves da fabricante brasileira. Com a inclusão dos novos E2s, o programa irá cobrir um total de 78 aeronaves, apoiando a companhia aérea na redução do tempo das aeronaves em solo e na otimização da disponibilidade operacional e da confiabilidade da frota.

A Airlink é cliente da Embraer desde 2001, e opera voos para 47 destinos em 15 países da África Austral e Oriental, incluindo Madagascar e Ilha de Santa Helena. A companhia também faz fretamentos não comerciais para a Ilha de Ascensão, no Atlântico Sul.

“Expandir o acordo de componentes com a Embraer para cobrir nossos novos jatos E195-E2s nos fornecerá a segurança que precisamos para a entrada em serviço das aeronaves. Isso nos dará suporte para alcançar plenamente os benefícios operacionais, comerciais e econômicos que esperamos obter com a chegada dos novos jatos à nossa frota”, diz o CEO da Airlink, de Villiers Engelbrecht.

“Estamos orgulhosos em apoiar o serviço do E2 na Airlink, companhia aérea que é um exemplo de inovação e eficiência na aviação regional. A Embraer valoriza muito a confiança que a Airlink depositou em nossas aeronaves e serviços, e continuaremos dedicados a impulsionar o sucesso de suas operações com as soluções mais avançadas da indústria. Este acordo de Programa Pool reflete nosso compromisso com a excelência operacional e reforça o papel da Embraer no apoio à estratégia de crescimento da Airlink na região”, afirma Carlos Naufel, Presidente e CEO da Embraer Serviços & Suporte.

O Programa Pool da Embraer oferece um amplo suporte de componentes para companhias aéreas em todo o mundo, por meio da expertise técnica da empresa e de uma extensa rede de serviços. O programa proporciona economias significativas nos custos de reparo de componentes e de manutenção dos estoques, reduzindo as necessidades de armazenagem e operando dentro de uma estrutura de níveis de desempenho garantidos. A Embraer Serviços & Suporte oferece uma extensa gama de soluções customizadas, projetadas para aprimorar a experiência pós-venda e apoiar a crescente frota global de aeronaves da Embraer. 

02 setembro, 2025

Primeiro Embraer E190-E2 da Austrália é entregue à Virgin Australia

 


*LRCA Defense Consulting - 02/09/2025

A Azorra entregou a primeira nova aeronave de passageiros bimotor Embraer E190-E2* para a Virgin Australia, marcando uma nova parceria aérea para a locadora e o primeiro Embraer E190-E2 a ser operado por um grande grupo de companhias aéreas na Austrália.

A entrega do E-Jet foi marcada por uma cerimônia de entrega hoje nas instalações da Embraer em São José dos Campos, com a presença de representantes seniores da Azorra, Virgin Australia e Embraer. Com 1.900 entregas desde 2004, o E-Jet é a terceira aeronave mais entregue da história.

Essas aeronaves de fuselagem estreita de nova geração apoiarão os esforços de modernização da frota da Virgin Australia Regional Airlines, substituindo sua frota atual de Fokker 100 pela variante Embraer E2. Entregues a partir da carteira de pedidos firmes da Azorra com a Embraer, outras três aeronaves serão entregues à Virgin Australia ainda este ano e até 2026. A Virgin Australia tem um total de oito pedidos firmes de aeronaves E2.

O novo E190-E2, com capacidade para 100 passageiros, proporcionará economia de combustível de até 30% em comparação com a frota atual de Fokker 100 da Virgin Australia, reduzindo as emissões e os custos operacionais em rotas importantes na Austrália Ocidental. Equipado com motores Pratt & Whitney GTF, o E190-E2 oferece maior eficiência, alcance e desempenho superior, enquanto sua cabine silenciosa e espaçosa, com dois assentos, garante uma viagem mais confortável para os passageiros.

John Evans, CEO e fundador da Azorra, diz: Receber a Virgin Australia como novo cliente representa um marco de orgulho para nossa equipe, pois entregamos o primeiro E2 operado por um grande grupo aéreo na Austrália e expandimos nossa presença na Oceania. O E190-E2 oferece excelente eficiência e menor consumo de combustível, tornando-o a aeronave ideal para o programa de modernização da frota da Virgin Australia. Equipada com motores GTF da Pratt & Whitney, esta moderna aeronave reforça o compromisso da Virgin Australia com um serviço confiável e de alta frequência, ao mesmo tempo em que aprimora o desempenho operacional geral.

Nick Rohrlach, Executivo do Grupo Virgin Australia Regional Airlines, afirma: “Estamos extremamente entusiasmados com a introdução dos Embraer 190-E2 na frota da Virgin Australia Regional Airlines. Substituir nossos Fokker 100 por esses jatos de última geração nos permite conectar melhor os clientes da indústria de recursos e as comunidades regionais em toda a Austrália Ocidental, com maior confiabilidade, redução significativa de ruído e emissões. Essas aeronaves são perfeitamente projetadas para os climas e ambientes desafiadores em que operamos, ao mesmo tempo em que oferecem aos nossos clientes uma experiência de voo espaçosa e confortável.”

Arjan Meijer, Presidente e CEO da Embraer Aviação Comercial, afirma: “A entrega do primeiro E190-E2 à Virgin Australia, em conjunto com nossa parceira de leasing, a Azorra, é um marco significativo para a evolução e o crescimento da Embraer na região. Com sua eficiência excepcional, baixo perfil de ruído e emissões e maior conforto para os passageiros, o E190-E2 representará um avanço revolucionário em relação à venerável frota de Fokker da companhia aérea, complementando perfeitamente os aviões de fuselagem estreita maiores da empresa.”                                                                                                              
Sobre a Azorra
A Azorra é uma empresa de leasing de aeronaves orientada por relacionamentos que oferece soluções de leasing, financiamento, transição de frota e gestão de ativos para investidores, financiadores e operadoras de companhias aéreas em todo o mundo. A equipe multicultural da Azorra reflete os mercados globais que atendemos e inclui competências essenciais em direito aeronáutico, financiamento de aeronaves, manutenção, marketing, vendas, negociação e leasing.

Sua equipe é liderada por veteranos experientes com um histórico compartilhado de sucesso e complementada por jovens profissionais que trazem novas perspectivas, ideias e entusiasmo. A Azorra atualmente possui e gerencia uma frota de mais de 150 aeronaves e motores. Incluindo compromissos e pedidos de novas aeronaves Airbus A220-100/300 e Embraer E190/195-E2, a frota total da Azorra ultrapassa 280 ativos. A empresa tem sede em Fort Lauderdale, Flórida, e um escritório em Dublin, Irlanda.

Sobre a Virgin Austrália

A Virgin Australia (ASX:VGN) foi fundada em 2000 e é atualmente uma das maiores companhias aéreas australianas, operando uma extensa rede doméstica, além de voos internacionais de curta distância, voos fretados e de carga, além de seu programa de fidelidade, o Velocity Frequent Flyer. Membros do Velocity podem usar seus pontos para resgatar voos para mais de 650 destinos em todo o mundo através da Virgin Australia e da extensa lista de companhias aéreas parceiras internacionais da companhia aérea. A Virgin Australia emprega mais de 8.000 pessoas. 

14 agosto, 2025

Azorra se expande para a Índia com entregas de Embraer E175 para a Star Air


*LRCA Defense Consulting - 14/08/2025

A Azorra está comemorando a entrega de duas aeronaves Embraer E175 para a companhia aérea regional indiana Star Air, marcando o primeiro relacionamento com cliente da locadora na Índia.

O segundo Embraer E175, com 88 assentos, totalmente econômico, chegou a Bengaluru, Karnataka, após a entrega da primeira aeronave em abril de 2025. Mais dois E175s serão entregues à Star Air nos próximos meses, concluindo um contrato de arrendamento firmado entre as partes no início deste ano. 

A Azorra também renovou com sucesso quatro Embraer E175 em leasing para a Star Air da Dubai Aerospace Enterprise (DAE), após a aquisição de 49 Embraer E-Jets da DAE em maio de 2025.

Essas entregas dão suporte à expansão da Star Air para jatos maiores, permitindo que a transportadora dimensione suas operações e amplie sua presença na Índia.

John Evans, CEO e fundador da Azorra, diz: “No início deste ano, tivemos o prazer de receber a Star Air como uma nova parceira aérea da Azorra, com a entrega e o arrendamento do nosso primeiro Embraer E175 a partir de abril de 2025. Agora, temos o prazer de anunciar uma expansão significativa deste relacionamento com a entrega de um segundo Azorra E175 e a aquisição recente de quatro E175s adicionais em arrendamento para a Star Air da DAE como parte da aquisição de portfólio previamente anunciada.

“Estas entregas marcam nossas primeiras transações na Índia, um dos mercados de aviação em rápida evolução do mundo, demonstrando nossa confiança na Star Air e no mercado de aviação indiano. Este também é mais um passo importante e empolgante para a Azorra, à medida que fortalecemos nossa posição na região da Ásia-Pacífico.”

Simran Singh Tiwana, CEO da Star Air, afirma: “A chegada de mais dois Embraer E175 se alinha perfeitamente com nossa estratégia de conectar cidades de segundo e terceiro níveis na Índia. À medida que entramos em nossa próxima fase de crescimento, essas duas primeiras aeronaves, provenientes de contratos de leasing para quatro E175 adicionais, nos permitirão escalar as operações e aumentar a conectividade da rede, ao mesmo tempo em que aprimoramos o conforto dos passageiros e otimizamos a relação custo-benefício. Estamos muito satisfeitos em iniciar nossa parceria com a Azorra e ansiosos para consolidar esse relacionamento nos próximos anos".

A Azorra continua expandindo sua presença na região Ásia-Pacífico, tendo recentemente entregue a primeira de duas novas aeronaves Embraer E195-E2 à Hunnu Air em abril de 2025, marcando o primeiro E2 a operar na Mongólia. A Azorra também entregou sete E195-E2 à Scoot, como parte de um contrato de arrendamento para nove aeronaves.
 

07 agosto, 2025

Airlink e Azorra finalizam arrendamento de 10 novos Embraer E195-E2

 

*LRCA Defense Consulting - 07/08/2025

A Airlink e a Azorra finalizaram um contrato de arrendamento que permitirá à companhia aérea com sede em Joanesburgo adquirir 10 novas aeronaves de passageiros bimotoras Embraer E195-E2, com a primeira entrega prevista para o final deste ano.

A aquisição segue a já anunciada seleção dos E195-E2 pela Airlink, a principal companhia aérea de serviço completo da África do Sul.

A Azorra, empresa de leasing, financiamento e gestão de ativos com sede em Fort Lauderdale, fornecerá as aeronaves recém-construídas, que aumentarão a frota atual de 68 aeronaves da Airlink.

As entregas dos 10 E195-E2s das instalações da Embraer no Brasil começarão ainda este ano e serão concluídas em 2027. A Airlink opera aeronaves da Embraer desde 2001.

A nova aeronave, com capacidade para até 136 passageiros em uma cabine dupla, proporcionará à Airlink capacidade adicional para aumentar sua competitividade em rotas de alta densidade, e seu alcance adicional criará oportunidades para abrir novas rotas e atender a mais destinos na África Subsaariana.

A Airlink obterá economias adicionais com o alto grau de operação, manutenção, treinamento e equipamentos em comum entre seus E-Jets existentes e os novos E2s, incluindo cabines de comando, procedimentos operacionais e manuseio semelhantes. Isso também garantirá uma entrada em serviço simplificada.

O CEO da Airlink, de Villiers Engelbrecht, afirma: “É um momento emocionante e desafiador para a Airlink. Emocionante porque anuncia a próxima fase do desenvolvimento e crescimento da Airlink como a principal companhia aérea regional na África Austral e, possivelmente, além. Assustador, pois há muito a fazer nas próximas semanas antes da primeira aeronave entrar em serviço, esperançosamente em dezembro deste ano, mas não tenho dúvidas de que a equipe da Airlink entregará tudo, como sempre.”

John Evans, CEO da Azorra, afirma: “Este é um passo empolgante em nossa parceria com a Airlink. A adição do E195-E2 à frota destaca nosso compromisso compartilhado com a eficiência operacional, o crescimento sustentável e o aumento da capacidade e do serviço. Temos orgulho de trabalhar ao lado da Embraer e da Pratt & Whitney para trazer aeronaves de última geração para a Airlink, apoiando a conectividade aprimorada em toda a África.”

Arjan Meijer, Presidente e CEO da Embraer Aviação Comercial, afirma: “Estamos orgulhosos de aprofundar nossa parceria de longa data com a Airlink, que dá este próximo passo rumo ao futuro com o E195-E2. Esta aeronave é o jato de corredor único mais eficiente de sua classe e perfeitamente adequada para apoiar os ambiciosos planos de crescimento da Airlink na África Austral. Estamos ansiosos para ver o E2 com a pintura da Airlink, oferecendo desempenho, conforto e sustentabilidade incomparáveis.” 

18 junho, 2025

Airlink seleciona o Embraer E195-E2 e quer leasing de 10 novas aeronaves

 


*LRCA Defense Consulting - 18/06/2025

A Airlink, a principal companhia aérea de serviço completo da África Austral, planeja o leasing de 10 novas aeronaves de passageiros Embraer E195-E2 da Azorra, empresa de leasing, financiamento e gestão de ativos com sede em Fort Lauderdale (Flórida). 

No âmbito de um acordo a ser finalizado em breve, a Airlink aumentará sua frota robusta de 68 aeronaves em operação com os novos jatos E2, com entregas esperadas entre o final deste ano e 2027, na sede da Embraer no Brasil. A Airlink opera aeronaves Embraer desde 2001.

As novas aeronaves de 136 e 124 assentos devem alcançar uma economia de combustível de até 29% em comparação com os E195 de primeira geração, que a Airlink opera atualmente. Isso aumentará a eficiência econômica da Airlink e reduzirá as emissões em sua programação e malha aérea, que cobre 45 destinos em 15 países, incluindo a Ilha de Santa Helena no Atlântico Sul e Madagascar.

A chegada dos E2s, equipados com motores Pratt & Whitney GTF e com média de 33% assentos a mais quando comparados com os atuais E190s da Airlink, permitirá à companhia aérea alcançar custos mais baixos em rotas de alta demanda. Com o alcance adicional, os jatos também possibilitarão que a Airlink expanda sua malha aérea, oferecendo seu serviço eficiente, confiável e confortável para novos destinos na África Subsaariana.

A Airlink obterá economias adicionais devido ao alto grau de comunalidade operacional, de manutenção, de treinamento e de equipamentos entre seus E-Jets existentes e os novos E2s, incluindo cockpits, procedimentos operacionais e manuseio semelhantes. Isso também garantirá uma entrada em serviço simplificada.

"O E195-E2 fortalecerá nossos negócios, nos ajudando a ser ainda mais competitivos em rotas-chave. Desta maneira, o novo jato continuará a oferecer o grande valor a que nossos clientes estão acostumados," afirma de Villiers Engelbrecht, CEO da Airlink.

"Esta decisão é um marco significativo em nosso relacionamento com a Airlink. O E195-E2 oferece a combinação perfeita de maior capacidade, eficiência e flexibilidade, ajudando a Airlink a expandir sua malha aérea e mantendo o serviço de alta frequência que seus passageiros valorizam. Estamos orgulhosos da parceria com a Embraer e com a Pratt & Whitney para introduzir esta nova geração de aeronaves na Airlink," diz John Evans, CEO da Azorra.

"O E2 continua a provar seu valor para companhias aéreas em todo o mundo e este último desenvolvimento destaca a presença crescente da Embraer na África A Airlink é uma das companhias aéreas de maior sucesso do continente e operadora de longa data da Embraer, e demonstra confiança na nossa companhia ao se juntar à família E2. Agradecemos à Azorra pelo seu apoio e por possibilitar uma expansão importante de frota," afirma Arjan Meijer, Presidente e CEO da Embraer Aviação Comercial.

28 maio, 2025

Azorra adquire 49 aeronaves Embraer E-Jet da Dubai Aerospace Enterprise (DAE)


*LRCA Defense Consulting - 28/05/2025

A Azorra anunciou hoje (28) a assinatura de contratos definitivos de compra para adquirir portfólios compostos por 49 aeronaves E-Jet da Embraer e dois motores CF-34 da General Electric da Dubai Aerospace Enterprise (DAE) Ltd (DAE). As aeronaves são arrendadas para doze clientes diferentes em todo o mundo.

Esta aquisição estratégica destaca a execução contínua da estratégia de crescimento diversificado da Azorra por meio de fusões, aquisições e compras oportunistas de portfólio. Ela ocorre após a aquisição bem-sucedida da Voyager Aviation Holdings em 2023 e as aquisições anteriores de 48 aeronaves que eram de propriedade da Nordic Aviation Capital (NAC), em duas transações distintas.

“Estamos entusiasmados em adicionar esses ativos de alta qualidade e da geração atual à crescente frota da Azorra e fortalecer ainda mais nossa base global de clientes”, disse John Evans, CEO da Azorra. “Essas aeronaves confiáveis ​​e comprovadas complementam nosso compromisso com jatos crossover de nova tecnologia, refletindo nossa confiança na crescente demanda neste segmento. Também temos o prazer de iniciar uma nova parceria com a DAE, respeitada líder global em leasing de aeronaves comerciais.”

A aquisição reforça a posição da Azorra como líder de mercado nos segmentos de aeronaves crossover e regionais. Ela expandirá significativamente o portfólio da empresa de aeronaves e motores próprios, administrados e comprometidos, ao mesmo tempo em que reforça a capacidade da Azorra de escalar e executar investimentos complexos e de alto impacto que geram valor de longo prazo para clientes e stakeholders.

A transação está sujeita às condições habituais de fechamento e às aprovações regulatórias. Os fechamentos começarão imediatamente e a previsão é de que sejam concluídos até o final de 2025. 

15 janeiro, 2025

Apoiada pela ITASCA, Azorra irá financiar até oito jatos Embraer E2 com linha de US$ 190 milhões do BNDES


*LRCA Defense Consulting - 15/01/2025

A Azorra finalizou um acordo de financiamento histórico de US$ 190 milhões (R$ 1,1 bilhão) com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para financiar até oito jatos Embraer E2. Esta linha de crédito marca a colaboração inaugural entre o BNDES e a ITASCA MGA Limited, aumentando ainda mais o comprometimento da Azorra com soluções de financiamento inovadoras.

O financiamento, estruturado no Produto Exim Pós-embarque do BNDES, dará suporte à entrega de aeronaves da carteira de pedidos do Embraer E2 da Azorra.

Claudia Ziemer, vice-presidente sênior de finanças da Azorra, diz: “Alimentar o crescimento da aviação por meio de financiamento inovador é um pilar fundamental da missão da Azorra. Esta linha de crédito sem recurso representa um passo significativo em nosso relacionamento com o BNDES e reforça nosso compromisso com a modernização das frotas aéreas globalmente. Ao permitir a colocação de aeronaves de última geração, não estamos apenas atendendo às necessidades operacionais das companhias aéreas, mas também avançando em suas metas de sustentabilidade.”

Este acordo se baseia na crescente parceria da Azorra com o BNDES, que anteriormente incluía uma linha de crédito de US$ 300 milhões garantida em julho de 2024 e uma linha de crédito de US$ 150 milhões em dezembro de 2023. Coletivamente, esses acordos facilitaram o financiamento de dívida para até 15 aeronaves E2, entregando para companhias aéreas líderes como Royal Jordanian, Azul e Scoot.

Com a adição desta linha de crédito apoiada pelo ITASCA, a Azorra agora tem acesso a US$ 640 milhões em financiamento total do BNDES, permitindo a entrega de 23 jatos Embraer E2 de última geração. 

*Com informações da Azorra.

11 julho, 2024

Azorra fecha financiamento de US$ 450 milhões do banco brasileiro BNDES


*Aviation Business News - 11/07/2024

A Azorra fechou uma linha de financiamento de US$ 450 milhões com o Banco Brasileiro de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Após garantir uma linha de financiamento inicial de US$ 150 milhões obtida em dezembro de 2023, o arrendador fechou hoje a linha de financiamento restante de US$ 300 milhões.

A facilidade forneceu financiamento de dívida para a carteira de pedidos do Embraer E2 da Azorra e está disponível para financiar até 15 aeronaves. A Azorra já financiou novas entregas de aeronaves para a Royal Jordanian, Azul e Scoot.

Claudia Ziemer, SVP of Finance da Azorra, diz: “O apoio financeiro do BNDES tem sido fundamental para darmos suporte às companhias aéreas globalmente com seus esforços de modernização de frota. Nossa segunda parcela de US$ 300 milhões em financiamento nos ajudará a continuar esse momento e expandir nossa pegada.”

12 maio, 2024

Avião pequeno, grandes planos: como a Scoot tirou do solo o primeiro jato da S'pore fabricado no Brasil


*The Straits Times, por Kok Yufeng

Foi um momento raro nos seus 20 anos de voo em aeronaves comerciais.

Quando o avião Embraer E190-E2 pousou em Krabi, na Tailândia, após decolar do aeroporto de Changi, no dia 7 de maio, o capitão Darius Yeo foi recebido com aplausos dos passageiros.

O piloto responsável pela nova frota E190-E2 da Scoot, de 46 anos, estava no comando do primeiro jato de fabricação brasileira da companhia aérea econômica em seu primeiro voo comercial.

Embora o avião de 112 lugares seja menor que o Airbus A320, o Boeing 777 e o Airbus A380 “superjumbo” de dois andares que ele voou anteriormente, o voo não foi menos significativo.

Fabricado em São José dos Campos, cidade brasileira a uma hora de São Paulo, o E190-E2 é a primeira aeronave da fabricante Embraer operada por uma transportadora de Cingapura.

É também a primeira vez desde o final da década de 1990 que uma transportadora do Grupo Singapore Airlines (SIA) voa num avião não fornecido pela Boeing ou Airbus.

Para os passageiros, o principal benefício além da novidade e opção adicional é a ausência de assento intermediário.

O capitão Yeo disse que o jato, considerado o mais silencioso de sua classe, até agora correspondeu às expectativas.

“É uma aeronave muito estável para voar e muito responsiva nos controles... O consumo de combustível que encontramos é muito bom. É bom ver que os números divulgados pela Embraer estão à altura, senão um pouco melhores.”

A Scoot possui dois E190-E2 em operação. Mais três deverão chegar no segundo semestre de 2024 e quatro serão entregues até o final de 2025. Todas as nove aeronaves estão sendo arrendadas da empresa americana Azorra.

Scoot disse que a nova aeronave permitirá atender rotas mais estreitas e menos populares na região, voar para aeroportos que não podem acomodar jatos maiores e aumentar as frequências nas rotas existentes.

Inicialmente, os aviões voarão para seis destinos no Sudeste Asiático, mas a Scoot tem planos para mais.

Um plano nascido durante a Covid-19
Embora a Scoot tenha anunciado que encomendaria os E190-E2 apenas em fevereiro de 2023, os planos para adicionar um avião menor à sua frota foram traçados já em 2022.

À medida que Singapura aliviava as restrições às viagens devido à pandemia de Covid-19, a transportadora econômica reavaliou a sua rede e começou a planear trazer aviões com cerca de 100 lugares. O objetivo era complementar sua frota de 21 Boeing 787, com mais de 300 assentos cada, e 31 Airbus A320 e A321, cada um com cerca de 180 assentos.

“O E190-E2 nos permite voar para destinos que podem não ser sustentáveis ​​com o A320”, disse o presidente-executivo da Scoot, Leslie Thng, em entrevista anterior.

“Não precisamos ir além de certas atividades de vendas e marketing apenas para preencher o voo”, acrescentou.

Ele disse que outro bônus é que os E190-E2 podem mitigar parte do impacto de uma falha de fabricação nos motores a jato Pratt & Whitney que levou ao encalhe de três A320neos da Scoot.

O CEO da Azorra, John Evans, disse que a Scoot fez uma análise minuciosa antes de abordar o mercado.

“(Scoot) realmente queria algo próximo de 100 assentos... Eles também preferiram alugar porque é um produto novo para eles.”

No quarto trimestre de 2022, a Scoot iniciou uma solicitação formal de propostas. Evans disse que o processo de avaliação e seleção demorou cerca de um ano e que a transportadora considerou diferentes propostas e opções de financiamento.

Nem a Scoot nem a Azorra estavam dispostas a divulgar os termos específicos dos arrendamentos, mas o Sr. Evans disse que a Scoot tem a opção de prorrogá-los ou cancelá-los antecipadamente, sujeito a certas disposições.

“Trouxemos o que acredito que ambas as partes acreditam ser uma solução inovadora para permitir que a Scoot lance esta nova iniciativa, sem correr os mesmos riscos que acompanham a propriedade.”

As partes envolvidas nas conversações descreveram as negociações como difíceis e abrangentes. Em última análise, vários fatores colocam os E190-E2 à frente de jatos similares como o Airbus A220.

Os aviões da Scoot vêm da carteira de pedidos existente da Azorra com a Embraer, e a empresa brasileira conseguiu entregá-los em menos tempo do que seus concorrentes, disse Evans.

A transportadora de baixo custo também foi conquistada pelo apoio operacional prometido pela Embraer.

Para adoçar o negócio, a fabricante de jatos construiu um estoque de US$ 100 milhões (S$ 135,5 milhões) em peças de reposição em seu armazém em Cingapura e concordou em investir em um novo simulador de voo aqui.

Sr. Thng disse: “É fundamental para nós porque nossos pilotos não terão que viajar para fora de Cingapura para receber treinamento”.

Evans, da Azorra, disse que as companhias aéreas do Sudeste Asiático historicamente favoreceram aviões maiores, mas novos investimentos em infraestruturas aeroportuárias e uma mudança nos padrões de viagem mudaram isso.

“As companhias aéreas também aprenderam durante a pandemia que é melhor ter uma aeronave que possa cobrir diferentes ciclos de demanda. Portanto, se houver eventos mundiais que afetem as viagens aéreas, eles ainda poderão voar em aeronaves menores e adequar melhor a capacidade à demanda”, acrescentou.

Para a Embraer, que tem lutado para fazer incursões significativas no Sudeste Asiático, a encomenda de Scoot foi um grande avanço.

Arjan Meijer, CEO da divisão de aviação comercial da Embraer, disse: “Acreditamos que este passo realmente mostrará a força da aeronave neste mercado”.

Preparando-se para a decolagem
Para colocar o E190-E2 no ar, a Scoot trabalhou em estreita colaboração com a Autoridade de Aviação Civil de Cingapura (CAAS) em avaliações técnicas e de segurança.

O diretor de padrões de voo da CAAS, Alan Foo, disse que levou 17 meses para que a autoridade conduzisse a devida diligência necessária para garantir que a Scoot pudesse operar o novo jato com segurança e garantir que o resto do ecossistema de aviação em Cingapura pudesse apoiá-lo.

Embora a CAAS tenha contratado a Embraer para garantir que o avião atendesse aos requisitos de aeronavegabilidade, ela também realizou um processo paralelo conhecido como entrada em serviço.

Isso implicou a análise de documentos e submissões, como manuais de voo e manutenção, programas de treinamento de segurança e cronogramas de tarefas de manutenção.

Também envolveu a aprovação de instrutores para realizar treinamentos para tripulantes de cabine e testes físicos para certificar o simulador de voo trazido pela Embraer.

Dependendo da complexidade, uma nova aeronave pode levar de seis a 18 meses para entrar em serviço, disse Foo.

No caso dos jatos Embraer da Scoot, a estreita colaboração com a companhia aérea, o fabricante do jato e a Agência Nacional de Aviação Civil do Brasil acelerou o processo.

Enquanto isso, Scoot teve que treinar mão de obra suficiente. O primeiro grupo de pilotos do E190-E2 veio do estábulo de Scoot. Houve também voluntários da SIA, principalmente primeiros oficiais, para ajudar na fase inicial.

O diretor de operações da Scoot, Ng Chee Keong, disse que a transportadora procurou internamente, pois não há um grupo pronto de pilotos com experiência da Embraer na região.

O treinamento do primeiro lote de pilotos começou em fevereiro.

Depois de terminarem o ensino básico, cada um deles passou cerca de 20 horas no simulador em nove ou 10 sessões e depois realizou voos de treinamento supervisionados por instrutores da Embraer antes de serem certificados pela CAAS para operar o novo avião de forma independente. Todo o processo geralmente leva de 60 a 70 dias.

A Scoot disse que planejou treinar um número suficiente de pilotos para operar os E190-E2. A empresa se recusou a fornecer números exatos, citando considerações comerciais.

Para a tripulação de cabine, a Scoot disse que eles podem ser treinados para trabalhar em todos os três tipos de aeronaves, e a transportadora trouxe um simulador de porta E190-E2 para que possam ser treinados aqui.

Ng disse que engenheiros e técnicos da Scoot, SIA e SIA Engineering Company também foram treinados para trabalhar no novo avião. Outros trabalhos preparatórios incluíram preparar os prestadores de serviço no Aeroporto de Changi e em aeroportos estrangeiros para receber os jatos da Embraer.

Para acomodar os E190-E2, a operadora aeroportuária Changi Airport Group (CAG) conduziu verificações de compatibilidade e fez ajustes nos sistemas e infraestrutura do aeroporto. Foram realizadas sessões de familiarização e testes de prontidão operacional.

Jatos regionais como o E190-E2, que são aeronaves menores usadas para voos de curta e média distância, estão atualmente autorizados a operar apenas fora dos horários de pico das pistas de Changi. No entanto, foi aberta uma exceção para pelo menos um dos voos da Scoot.

O porta-voz do CAG, Ivan Tan, disse que os jatos regionais podem ajudar a diversificar a rede do Aeroporto de Changi na Ásia, embora tenham uma capacidade menor de assentos para cada horário de decolagem e pouso.

Por exemplo, os jatos da Embraer poderiam permitir voos para lugares como Iloilo, nas Filipinas, e Nha Trang, no Vietnã, acrescentou Tan.

Colando o pouso

Embora os E190-E2 tenham tido um início tranquilo até agora, com os voos inaugurais para Krabi e Hat Yai quase esgotados, houve alguns obstáculos ao longo do caminho.

Tal como outros fabricantes de aeronaves, a Embraer teve de lidar com problemas na cadeia de abastecimento, e a entrega do primeiro jacto da Scoot foi adiada de Março para Abril devido, em parte, ao atraso na entrega de componentes.

Na frente comercial, também pode não ser tudo céu azul.

O analista de aviação independente Brendan Sobie, da Sobie Aviation, disse que os dois E190-E2 da Scoot aumentarão a capacidade de assentos da companhia aérea em cerca de 3,5 por cento.

Ele espera que esse número dobre até o final de 2024 e potencialmente quadruplique quando todos os nove aviões da Embraer estiverem em serviço, embora isso dependa da extensão das rotas.

No entanto, ele tem dúvidas sobre a viabilidade de alguns dos destinos iniciais do E190-E2 da Scoot. Com exceção de Koh Samui, as outras cinco rotas são sensíveis ao preço, com poucos passageiros que pagam bem, disse ele.

Horários pouco atraentes de partida e chegada tarde da noite e de manhã cedo para alguns voos agravam o problema.

“Os consumidores vão adorar o fato de não haver assento intermediário, mas não deveriam esperar tarifas mais baixas”, disse Sobie. “Com aeronaves menores, a ideia é evitar vender os assentos mais baratos e conseguir uma tarifa média mais alta para compensar os custos unitários mais elevados. Na maioria das rotas secundárias no Sudeste Asiático, isto é muito difícil.”

Ele acrescentou: “Tenha em mente também as altas taxas de embarque do Aeroporto de Changi. Em algumas destas rotas não há como atrair passageiros com tarifas muito superiores às taxas.”

De acordo com o site da Scoot, as passagens de ida e volta nos voos da Embraer para Krabi, Hat Yai, Sibu, Miri e Kuantan estão sendo vendidas por preços que variam de US$ 120 a US$ 150. Para Koh Samui, custa US$ 366 para uma viagem de volta.

Thng, da Scoot, disse que a companhia aérea terá até 2026 para avaliar completamente o desempenho do E190-E2.

“Sim, há riscos envolvidos porque é uma frota desconhecida para nós, e também estamos fretando para muitos territórios desconhecidos abrindo mais pontos novos”, disse ele. “Mas quando elaboramos o business case, sentimos que ele é forte o suficiente para embarcarmos nisso.”

 

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