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11 julho, 2026

À espera do novo El Niño: o Rio Grande do Sul entre a ciência, a prevenção e a capacidade de resposta

Com probabilidade superior a 90% de um novo El Niño ainda em 2026, Comando Militar do Sul e Defesa Civil já simularam um novo colapso no Vale do Taquari. Governo federal, estado e municípios ajustam e reforçam seus planos de contingência; Justiça Federal mantém suspensa a retomada da mineração de areia no Guaíba


*LRCA Defense Consulting - 11/07/2026

Um novo El Niño, classificado por parte da comunidade científica como potencialmente comparável ao episódio de 2015–2016, avança sobre o Oceano Pacífico com probabilidade superior a 90% de formação ainda em 2026, segundo boletins recentes do Climate Prediction Center, órgão da National Oceanic and Atmospheric Administration (Noaa), e do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). Para o Rio Grande do Sul, o prognóstico reacende uma pergunta que ainda não tem resposta fechada: o estado, os municípios e as Forças Armadas estão preparados para uma repetição, ou algo pior, da catástrofe de maio de 2024?  

O tema ganhou um capítulo novo em maio deste ano, quando o governo gaúcho tentou destravar mais de duas décadas de embargo à mineração comercial de areia no Lago Guaíba, medida que reacendeu a discussão sobre assoreamento e risco de cheias na capital e na região metropolitana, mas que a Justiça Federal, a pedido do Ministério Público Federal, decidiu manter suspensa até a conclusão da análise pericial do MPF, quando então o zoneamento poderá, de fato, ser ou não homologado.

Um alerta que se aproxima do consenso técnico
Boletim do Climate Prediction Center, órgão da National Oceanic and Atmospheric Administration (Noaa), divulgado em 9 de julho de 2026, elevou de 63% para 81% a probabilidade de o fenômeno atingir intensidade classificada como muito forte entre outubro e dezembro de 2026, e apontou 97% de chance de o El Niño persistir até o início da primavera de 2027. Segundo o boletim, o evento já superou a fase fraca e se encontra em nível moderado, sem sinais de desaceleração. Cientistas ouvidos pela Associated Press, como Emily Becker, da Universidade de Miami, e Daniel Swain, da Universidade da Califórnia, avaliam que o episódio pode rivalizar com o super El Niño de 1997 e 1998, que, segundo o Banco Mundial, provocou 23 mil mortes em desastres climáticos ao redor do mundo e custou a governos até US$ 45 bilhões.

Já em maio, a Defesa Civil do Rio Grande do Sul, em comunicado do Governo do Estado, havia elevado para 83% a chance de a anomalia térmica no Pacífico ficar entre 1,5°C e 2°C acima da média, patamar equivalente ao episódio de 2015 e 2016. A pesquisadora Regina Rodrigues, da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), observa que o intervalo entre eventos de grande magnitude, historicamente próximo de 15 anos, caiu para apenas dois anos desde a última grande cheia. Para o Sul do País, o padrão favorece condições semelhantes às observadas em 2024 (El Niño, bloqueio atmosférico, rios atmosféricos, aquecimento do Atlântico, mudanças climáticas), podendo resultar em chuva muito acima da média, com risco elevado sobre a bacia do Guaíba.

Durante episódios intensos de El Niño, o aquecimento anômalo das águas do Pacífico altera a circulação atmosférica sobre a América do Sul. No Sul do Brasil, isso tende a favorecer a formação e persistência de sistemas frontais e corredores de umidade, aumentando a frequência de chuvas volumosas, especialmente na primavera e no início do verão. 

Um dado técnico merece atenção: em 2024, a pior fase da enchente ocorreu em maio, quando o fenômeno já caminhava para sua fase de dissipação, e não no seu pico. Isso significa que o risco para o Rio Grande do Sul pode se estender além do auge climático do episódio atual, projetado para o fim de 2026 e início de 2027. 

O precedente de 2024: a maior operação humanitária das Forças Armadas no País
A enchente de abril e maio de 2024 atingiu 428 dos 497 municípios gaúchos, deixou mais de 180 mortos e um prejuízo estimado em R$ 88,9 bilhões, segundo relatório conjunto do Banco Mundial, do Banco Interamericano de Desenvolvimento e da Cepal. A resposta das Forças Armadas, batizada de Operação Taquari II, escalou progressivamente: começou com 626 militares em 19 municípios, em 1º de maio, e chegou a mobilizar cerca de 19,5 mil integrantes de Exército, Marinha e Aeronáutica ao fim de dois meses de operação, em uma atuação que o então ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, chamou de "operação de guerra". Ao todo, o conjunto das três Forças somou mais de 52 mil resgates aéreos, terrestres e fluviais, cerca de 84 mil pessoas e 10,5 mil animais assistidos, 55 embarcações, 27 aeronaves e 1.710 viaturas empregadas.

Exército Brasileiro
Foi o ramo com maior efetivo empregado, superando 9 mil militares somente sob o Comando Conjunto Taquari II. Concentrou-se na desobstrução de vias, no resgate terrestre e fluvial e na montagem de infraestrutura de emergência. O 4º Grupamento de Engenharia, sediado em Porto Alegre, coordenou o lançamento de pontes de equipagem por meio do 3º Batalhão de Engenharia de Combate (Cachoeira do Sul) e do 6º Batalhão de Engenharia de Combate (São Gabriel). O caso mais emblemático foi a Ponte de Suporte Logístico (Logistic Support Bridge) erguida sobre o Arroio Grande, em Santa Maria, com vão de 60,96 metros e capacidade para veículos de até 80 toneladas, concluída em dez dias de trabalho contínuo, em temperaturas próximas de 0°C. 

O Exército também instalou dois hospitais de campanha, um em Lajeado e outro em Estrela, este com 40 leitos e mais de 20 militares de saúde, empregou viaturas de transporte de carga do tipo 5 toneladas para remoção de pacientes em situação crítica (entre eles casos de hemodiálise e pós-cirúrgicos) e recorreu a viaturas blindadas Guarani para acesso a ruas alagadas onde embarcações não podiam circular. Equipes de defesa química, biológica, radiológica e nuclear (QBRN) do Exército, em conjunto com técnicos da Fepam, também vistoriaram áreas industriais alagadas em Canoas, recolhendo cerca de 2 mil recipientes com produtos químicos.

Marinha do Brasil
Empregou cerca de 2 mil militares na Operação Abrigo pelo Mar-RS, com destaque para o navio-aeródromo multipropósito Atlântico, o maior navio de guerra da América Latina, que partiu do Rio de Janeiro para Rio Grande levando 1.350 militares, 154 toneladas de donativos, 38 viaturas, 24 embarcações de pequeno e médio porte e três helicópteros. O Atlântico dispõe do segundo maior complexo médico embarcado da Marinha, com centro cirúrgico, raio X, consultório odontológico, laboratório e UTI com dois leitos. 

A Força também enviou o navio-patrulha oceânico Amazonas e o navio-patrulha Babitonga, além da fragata Defensora, e montou um hospital de campanha em Guaíba, com mais de 2.500 atendimentos realizados pelo Grupamento Operativo de Fuzileiros Navais em Apoio à Defesa Civil. Um dos ativos mais decisivos foram as duas estações móveis de tratamento de água transportadas a bordo do Atlântico, com capacidade conjunta de gerar até 20 mil litros de água potável por hora; ao longo da operação, essas unidades trataram mais de 263 mil litros de água, entregues à Corsan para distribuição em áreas com abastecimento interrompido. Fuzileiros navais também empregaram carros lagarta anfíbios em patrulhamento conjunto com a Brigada Militar nas áreas mais castigadas.

Força Aérea Brasileira
Operou a partir das bases aéreas de Santa Maria (BASM), Canoas (BACO) e Florianópolis (BAFL), com mais de 1.300 militares e chegando a reunir 26 aeronaves próprias, entre elas o KC-390 Millennium (usado tanto para lançamento aéreo de cargas quanto para transporte de módulos dos hospitais de campanha das três Forças), o C-105 Amazonas (convertido em UTI aérea para evacuações aeromédicas), os helicópteros H-60L Black Hawk e H-36 Caracal (empregados em resgates de pessoas ilhadas, inclusive noturnos, com uso de óculos de visão noturna) e o KC-30, usado, entre outras missões, para transportar cerca de 20 toneladas de ração a mais de 80 mil animais resgatados. 

A Força coordenou ainda, por meio do Comando de Operações Aeroespaciais (Comae), o tráfego de 36 aeronaves de diferentes órgãos no espaço aéreo de Canoas e Santa Maria, tendo ultrapassado 2 mil horas de voo e mais de 2.167 resgates aéreos ao longo da operação. Um dos resgates mais citados foi o salvamento noturno de 147 pessoas presas em uma igreja no município de Guaíba, com infiltração de policiais militares por meio de guincho a partir de um H-60L.

O emprego combinado desses meios (pontes de engenharia e viaturas blindadas do Exército, navios-hospital e estações de tratamento de água da Marinha, e a malha de transporte aéreo e resgate da FAB) é hoje referência doutrinária citada pelo próprio Exército como base para o adestramento de 2026, tema tratado adiante.

 
Documentário de GZH DOC (2025): "Maio 24 - Um ano da enchente do RS"

Vídeo do "Bom dia, Rio Grande" (2026): "Enchente de 2024 ainda deixa reflexos em Porto Alegre" - cidade tenta reforçar proteção, enquanto moradores convivem com incertezas

Governo libera o zoneamento, mas Justiça mantém o embargo à mineração no Guaíba
A extração comercial de areia no Lago Guaíba foi interrompida ainda em 2003, após ação judicial movida pela ONG Mar de Dentro Ambiente e Educação, que contestou a regularidade das licenças de lavra concedidas na época em que o licenciamento era municipal. Em 2013, uma ação civil pública da Associação Comunitária Amigos do Lami levou a Justiça Federal a suspender de forma ampla qualquer nova licença de mineração no lago até a conclusão de um Zoneamento Ecológico-Econômico pela Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam), decisão mantida pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região em 2016 e reafirmada pela Justiça Federal em 2021. O Ministério Público do Rio Grande do Sul (MP-RS) também expediu, em 2015, recomendação formal para que a Fepam se abstivesse de licenciar qualquer atividade de pesquisa ou extração enquanto o zoneamento não fosse concluído.

O quadro mudou em 25 de maio de 2026, quando o governador Eduardo Leite assinou as portarias Fepam nº 597/2026 e nº 601/2026. A primeira aprova o zoneamento ambiental da mineração no Guaíba, liberando cerca de 2.051 hectares (aproximadamente 4% da área do lago) para eventual exploração. A segunda regulamenta o aproveitamento econômico da areia retirada durante as dragagens de manutenção das hidrovias gaúchas, sistema que soma 286 quilômetros entre os portos de Porto Alegre e Rio Grande. Antes, embora a dragagem já fosse realizada para manter a navegabilidade, o material removido era, em regra, depositado em áreas de descarte licenciadas. Com a nova norma, essa areia poderá ser comercializada, desde que cumpridas as exigências ambientais e minerárias. 

A liberação não é automática: cada empresa interessada precisa obter Licença Prévia e de Instalação individual junto à Fepam, além de autorização federal da Agência Nacional de Mineração. O presidente do Sindareia, Laércio Thadeu Silva, definiu o cenário anterior como "mais de 23 anos impossibilitados de tirar um grão de areia" do Guaíba.

As portarias estaduais, porém, não encerraram a disputa judicial. No fim de junho, o juiz federal substituto Bruno Brum Ribas, da 9ª Vara Federal de Porto Alegre, jurisdição do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), atendeu a pedido do Ministério Público Federal (MPF) e determinou que a Assessoria Nacional de Perícia em Meio Ambiente (ANPMA), vinculada ao Centro Nacional de Perícia do MPF, analise em até 60 dias os documentos e as justificativas apresentados pela Fepam para a retomada da mineração. Na decisão, o magistrado registrou que "fica mantida a proibição de concessão de licenças ambientais para a atividade de mineração no Lago Guaíba até que sobrevenha decisão judicial definitiva acerca da homologação do referido zoneamento". A Fepam já foi intimada da decisão, e o MPF também deverá se manifestar sobre o zoneamento após a perícia. 

Na prática, portanto, o embargo à mineração comercial no Guaíba segue formalmente em vigor: as portarias de maio criaram o arcabouço administrativo para uma eventual retomada, mas caberá à Justiça Federal, após a análise pericial do MPF, decidir se e quando o zoneamento poderá de fato ser homologado.

Assoreamento foi decisivo na enchente de 2024? O que dizem os técnicos
A literatura técnica sobre extração de areia reconhece que a atividade tem, entre seus poucos efeitos considerados positivos, a redução do assoreamento, já que remove sedimento que de outra forma se acumularia no leito. Nesse sentido, mais de duas décadas sem extração comercial no Guaíba são compatíveis, do ponto de vista teórico, com maior acúmulo de sedimento ao longo do tempo.

Esse não é, porém, o diagnóstico oficial sobre a causa da enchente de 2024. O Comitê Científico do Plano Rio Grande, formado após o desastre, concluiu que o assoreamento não foi fator decisivo nas cheias registradas no Guaíba, no Delta do Jacuí e no Rio Taquari, atribuindo o episódio majoritariamente ao volume pluviométrico extremo, superior a mil milímetros em poucos dias em parte da bacia. Nota técnica do Instituto de Pesquisas Hidráulicas da UFRGS (IPH/UFRGS) chegou a refutar explicitamente a hipótese de que o assoreamento tenha causado ou intensificado a cheia de maio de 2024 no Taquari, e a Associação Brasileira de Recursos Hídricos (ABRHidro) classificou a dragagem em corpos hídricos do porte do Guaíba como uma solução "complexa e limitada", de custo elevado e sujeita a reassoreamento rápido. O próprio governo estadual reforçou essa leitura ao anunciar as portarias de maio de 2026, afirmando publicamente que a liberação da mineração "não tem relação com ações de prevenção a enchentes" e que a inundação de 2024 não alterou o perfil hidrológico histórico do lago.

O setor de mineração defende posição diferente. Para o Sindareia, a retomada da dragagem comercial pode contribuir para a prevenção de eventos como o de 2024, argumento reiterado por representantes do setor à imprensa gaúcha. 

O tema, portanto, segue sem consenso pleno: há base técnica para afirmar que a ausência de extração favoreceu o acúmulo de sedimento ao longo de duas décadas (em termos teóricos e em estudos sobre dinâmica sedimentar), mas não há comprovação oficial de que esse fator tenha sido determinante para a magnitude da catástrofe de 2024, que os estudos atribuem sobretudo à excepcionalidade das chuvas.

Comando Militar do Sul, em caráter preventivo, simula novo colapso no Vale do Taquari
Em 30 de abril de 2026, o Comando Militar do Sul (CMS) realizou, em seu quartel-general em Porto Alegre, um exercício de planejamento de resposta a desastres chamado de "Operação Pampa Pronto", reunindo mais de 40 militares de dez organizações do Exército, além de representantes da Brigada Militar, do Corpo de Bombeiros e da Defesa Civil estadual. O cenário fictício reproduziu uma nova onda de enchentes severas no Vale do Taquari, uma das regiões mais castigadas em 2024, com chuvas acima de 300 milímetros em 24 horas, rompimento de barragem, 15 municípios atingidos, pontes destruídas, hospitais isolados e torres de telefonia fora de operação.

Sob supervisão do general de brigada Renato Souza Pinto Soeiro, Chefe do Centro de Coordenação de Operações do Comando Militar do Sul (CMS), dez células funcionais atuaram simultaneamente, cobrindo inteligência, operações, logística, comunicações, planejamento, assuntos civis, jurídico e finanças. O exercício testou, entre outros dilemas, a distribuição de água potável para 100 mil pessoas sem acesso rodoviário e a coordenação de helicópteros, caminhões e equipes médicas em cenário de comunicações limitadas. Segundo o CMS, os avanços doutrinários incorporados às lições de 2024 incluem coordenação interagências desde as primeiras horas de crise, ativação antecipada de estruturas jurídicas e de comunicação social, e planejamento para continuidade de operações mesmo sem energia elétrica ou internet. O Comando informou que exercícios semelhantes seguirão ao longo de todo o ano de 2026.

A preparação também avançou em estrutura permanente. Em 15 de junho de 2026, o CMS inaugurou, em Nova Santa Rita, na Região Metropolitana de Porto Alegre, o Núcleo da 3ª Companhia de Transporte, junto ao 3º Batalhão de Suprimento (3º B Sup), unidade que concentrou boa parte da logística da Operação Taquari II em 2024. A nova companhia conta com 47 militares e 48 viaturas, entre caminhões-prancha, cavalos mecânicos e caminhões-guincho, ampliando a capacidade de resposta rápida do Exército na região que mais concentra população e infraestrutura crítica do estado.

 
Vídeo do 
exercício de planejamento de resposta a desastres do CMS 

O que está preparado e o que ainda está em aberto
O Rio Grande do Sul chega ao novo ciclo de El Niño com estrutura de governança muito mais consolidada do que em 2024: o governo estadual informa que os 497 municípios contam hoje com planos de contingência atualizados, 60 municípios prioritários já receberam diagnóstico individualizado de vulnerabilidade, dentro do programa estadual Prepara RS, lançado por decreto em 17 de junho de 2026. Em nível federal, uma Sala de Situação Interministerial, coordenada pela Casa Civil com participação do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional, unifica 20 ministérios e órgãos, incluindo o planejamento do emprego das Forças Armadas.

Permanecem, contudo, três questões sem resposta definitiva: 
1. A Justiça Federal irá de fato homologar o zoneamento e liberar o licenciamento, hoje travado por decisão que aguarda perícia do MPF? 

2. Qual é a efetiva capacidade das novas regras de mineração, uma vez liberadas, de reduzir o assoreamento do Guaíba ao longo dos próximos anos?

3. E o mais importante: a combinação de obras de dragagem (R$ 731 milhões já investidos em hidrovias gaúchas desde 2024, segundo o governo estadual), medidas preventivas já realizadas, planos de contingência federal/estadual/municipais e prontidão militar serão suficientes diante de um fenômeno que a maioria dos modelos climáticos já trata como certo, restando apenas definir a intensidade?



Fontes: Noaa; Inmet; Defesa Civil do Rio Grande do Sul; Ministério da Defesa; governo do Estado do Rio Grande do Sul; Fepam; Comando Militar do Sul; jornal Correio do Povo; Instituto de Pesquisas Hidráulicas da UFRGS; ABRHidro; Sindareia; Banco Mundial, BID e Cepal. 

21 outubro, 2024

Voo da Azul marca reinício das operações no Aeroporto Salgado Filho em Porto Alegre


*LRCA Defense Consulting - 21/10/2024

Hoje (21), o Salgado Filho, aeroporto internacional de Porto Alegre, reiniciou suas atividades após mais de cinco meses paralisado devido à maior enchente que já atingiu o Rio Grande do Sul.

Nesse período, mais de mil pessoas, inclusive voluntários do Agro (no início), trabalharam dia e noite para que o aeroporto pudesse sediar pousos e decolagens a partir de hoje.

Além de todos os fundamentais benefícios à comunidade, aos serviços públicos e ao setor empresarial de maneira geral, o fato é muito relevante para as Indústrias de Defesa sediadas no RS, haja vista que traz de volta as facilidades logísticas de antes.

Para ilustrar o evento, esta Consultoria traz o simbólico depoimento de John Rodgerson, CEO da Azul Linhas Aéreas Brasileiras, publicado em uma mídia social:

"Hoje é um dia muito especial, não só para mim, mas para todos da Azul Linhas Aéreas Brasileiras!

Estive a bordo do primeiro voo que pousou no Aeroporto Salgado Filho, marcando o retorno das nossas operações no aeroporto após seis meses de fechamento.

O voo AD2603, que partiu de Viracopos às 6h30 e pousou em Porto Alegre às 7h54, com uma numeração que homenageia o aniversário da capital gaúcha, 26 de março, simboliza muito mais do que a reabertura de um aeroporto. Ele representa a resiliência e a capacidade de recuperação do povo gaúcho, que superou desafios e mostrou força para se reerguer após as enchentes devastadoras que atingiram a região.

Para a Azul, esse momento é particularmente simbólico. Foi em Porto Alegre que realizamos nosso primeiro voo, há 15 anos, e, desde então, crescemos lado a lado com esse estado que sempre nos acolheu tão bem. Hoje, com a maior malha aérea no Rio Grande do Sul e mais de 57 mil assentos semanais, estamos prontos para reconectar o estado ao Brasil e ao mundo. Nosso objetivo é continuar ampliando essas conexões e contribuindo ativamente para a retomada econômica da região.

A Azul sempre teve um compromisso forte com as comunidades onde opera, e a retomada dos voos no Salgado Filho é mais um passo nessa jornada. Com 60 pousos e decolagens diárias, vamos impulsionar a economia local, fortalecer o turismo e, acima de tudo, seguir fazendo parte da história do Rio Grande do Sul. Estamos prontos para novos voos!"

Além de o número do voo celebrar o aniversário de Porto Alegre, 26 de março, ele foi operado por uma dupla de gaúchos: o comandante Carlos Coster e o copiloto Henrique Schneider, representando com orgulho as raízes do Rio Grande do Sul.

08 junho, 2024

Selo gaúcho: uma ideia genial para ajudar na reconstrução do Rio Grande do Sul

Três tipos de selo para download e uso gratuito

*LRCA Defense Consulting - 08/06/2024

Com a enchente devastadora que atingiu o Rio Grande do Sul, milhares de gaúchos estão enfrentando momentos difíceis, pois perderam suas casas, seus meios de subsistência e suas esperanças. Mas juntos, podemos fazer a diferença!

A FuelTech, uma das muitas empresas gaúchas duramente atingida pela enchente, além de estar peleando por sua reconstrução, decidiu ir além e ajudar outras empresas que estejam na mesma situação.

Assim, criou o selo "Reconstruindo o Rio Grande do Sul", um símbolo de esperança, solidariedade e resiliência. Ao comprar produtos com este selo, você está contribuindo diretamente para a reconstrução das comunidades afetadas pela enchente.

Como usar o selo:


1. Acesse o link da FuelTech em https://fueltech.com.br/

2. Caso deseje colaborar com a reconstrução da empresa e de sua comunidade, clique em "Eu quero fazer parte" para ter acesso à aquisição dos produtos de apoio (camisetas e boné).

3. No menu inferior da página inicial (Links Rápidos), procure e acesse o link "Selo - Produto Gaúcho"

4. Clique no botão correspondente para baixar gratuitamente o(s) selo(s) que seja(m) mais adequado(s) às suas necessidades.

5. Imprima ou incorpore o selo em sua embalagem, website ou material de marketing para mostrar seu apoio à reconstrução do Rio Grande do Sul.

6. Compartilhe nas redes sociais usando a hashtag #JuntospeloRS para espalhar a mensagem e inspirar outros a se juntarem a nós nesta causa nobre.

VENCEREMOS!!!



16 maio, 2024

Embraer e FAB colaboram com logística e doações para o Rio Grande do Sul


 

*LRCA Defense Consulting - 16/05/2024

A aeronave C-390 Millennium da área de ensaio em voo da Embraer pousou nesta manhã na Base Aérea de Canoas com mais 18 toneladas de doações para as famílias impactadas pelas enchentes no Rio Grande do Sul. 

Desde a semana passada, a Embraer e o Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA), em São José dos Campos, interior de São Paulo, têm atuado de forma conjunta para ampliar a corrente do bem que tem se formado em todo o Brasil para apoiar as cidades gaúchas em estado de calamidade pública. 

A logística multimodal tem possibilitado que o Rio Grande do Sul receba alimentos não perecíveis, água potável, produtos de limpeza e itens de higiene pessoal, entre outros arrecadados pelas duas instituições. Entre as doações diretas por iniciativa dos colaboradores, empresa, DCTA, Colégio Embraer, a expectativa é que cerca de 100 toneladas sejam transportadas.   

Por meio do Instituto Embraer, a empresa também realizou parceria com a ONG Visão Mundial Brasil a fim de coordenar junto com a Defesa Civil e outros fornecedores a distribuição das doações. As pessoas interessadas em ajudar as vítimas podem realizar contribuições financeiras pelo site https://visaomundial.org/emergencia-RS/ 

A ação humanitária conjunta faz parte do programa “Emergência Climática”, do Instituto Embraer, que apoiou famílias impactadas pelas chuvas no Recife em 2022 e no Litoral Norte de São Paulo no ano passado.

11 janeiro, 2022

Após receber 400 pistolas Taurus TS9 e 25 fuzis T4, 1º Batalhão Ambiental tem instrução de adaptação


*Portal Camaquã - 10/01/2022

Na sexta-feira, dia 7 de janeiro de 2022, policiais militares do 1º Batalhão Ambiental, dos Pelotões Ambientais de Capão da Canoa, Torres, Osório e Tramandaí receberam instrução de adaptação à Pistola Taurus, modelo TS-9.

O armamento foi adquirido pelo Comando Ambiental da Brigada Militar com recursos do Departamento de Recursos Hídricos e Saneamento, vinculado à Secretaria do Meio Ambiente do Estado (SEMA).

Foram adquiridos  um total de 25 fuzis modelo T4, no calibre 5.56 e quase 400 pistolas modelo TS-9, no calibre 9mm, o que possibilitou a disponibilização do armamento para a totalidade do efetivo do Comando Ambiental.

Na ocasião, os Tenentes Leandro De Paula e  Admar Rodrigues, ambos da reserva remunerada da Brigada Militar, ministraram voluntariamente a instrução ao efetivo do 1° Batalhão Ambiental, repassando conhecimentos teóricos sobre o armamento, história do uso do calibre 9mm pelas polícias no mundo,  funcionamento da arma, manutenção de primeiro escalão, técnicas de proteção armada e instrução prática de tiro policial.

No total, 40 policiais militares que atuam no policiamento militar ambiental no Litoral Norte foram habilitados para portar o novo armamento que foi imediatamente disponibilizado para uso em serviço.

10 janeiro, 2022

Taurus: Brigada Militar (PMRS), Bombeiros e SUSEPE adquirem mais um grande lote de pistolas e fuzis


*LRCA Defense Consulting - 09/01/2021

A Taurus Armas S.A. informou que um novo grande lote de armas foi adquirido e está sendo entregue à instituições do Estado do Rio Grande do Sul.

São 1573 pistolas TS9 para a Brigada Militar (PMRS) e para o Corpo de Bombeiros Militar, cuja entrega foi escalonada em Dez 21 (551 unidades), Fev 22 (920 unidades) e Mar 22 (102 unidades), além de 167 fuzis T4 para a SUSEPE - Superintendência dos Serviços Penitenciários, com entrega prevista para o 1T22.

Além desses lotes de armas, estão em curso negociações para novos e importantes fornecimentos para as três corporações e para a Polícia Civil do Estado.

Em 31 de outubro de 2021, a Taurus Armas S.A. já havia entregue um lote inicial de 5.032 pistolas TS9 para dotar o efetivo da Brigada Militar. No dia 19 de novembro, ainda com relação ao Estado do RS, a empresa realizou a entrega da primeira leva de um total de 4.010 pistolas Taurus TS9 a serem utilizadas pelos agentes e grupamentos táticos dos Sistemas Penal e Socioeducativo do RS. 

As aquisições feitas pelo Governo do RS refletem a grande credibilidade da empresa junto aos órgãos de segurança do Estado e o compromisso da Taurus com a qualidade, confiabilidade, segurança e resistência de seus produtos, além de todos os benefícios e suporte que oferece no pré e pós-venda. O contrato estabelecido com a empresa prevê, além da aquisição de armas, treinamento para armeiros e suporte da equipe de assistência técnica da empresa.


Pistola TS9 e fuzil T4: armas projetadas para forças militares e de segurança
A pistola TS9 é reconhecida internacionalmente como uma arma que possui inovação, confiabilidade, segurança, robustez e precisão. Fabricada sob rígido protocolo militar, seu projeto exclusivo foi desenvolvido atendendo aos mais rigorosos padrões internacionais de qualidade e segurança.

O fuzil T4, assim como os demais produtos da linha TSeries desenvolvidos nos últimos anos, embute inovação, alta qualidade, flexibilidade para o uso de acessórios e facilidade de manejo, além de ser também fabricado sob rigoroso protocolo militar, o que torna a arma muito mais robusta, resistente e confiável.

Além de serem duas armas escolhidas por muitas instituições nacionais, estaduais e municipais da área de Segurança para dotar seus efetivos, o fuzil T4 e a pistola TS9 são também exportados para organizações policiais e militares de diversos países, sendo adquiridos após participarem de disputadas licitações internacionais onde competiram com armas produzidas pelos grandes fabricantes mundiais, sobrepujando-as.

20 novembro, 2021

Taurus fornecerá mais 4.010 pistolas e 167 fuzis para o governo do RS


*LRCA Defense Consulting - 20/11/2021

O governo do Rio Grande do Sul anunciou, nessa sexta-feira (19/11), em solenidade realizada no Palácio Piratini, a continuidade do Programa Avançar, agora nos Sistemas Penal e Socioeducativo, com o maior valor já destinado de uma vez só a esses dois sistemas. O investimento de R$ 465,6 milhões será aplicado até 2022 para implementar novas tecnologias para qualificação do sistema prisional, fortalecer serviços de inteligência, qualificar a assistência aos apenados nas áreas de saúde, educação e trabalho, modernizar o monitoramento eletrônico, além de ampliar e construir unidades prisionais e centros de atendimento socioeducativo.

O anúncio foi feito pelo governador Eduardo Leite e pelo secretário de Justiça e Sistemas Penal e Socioeducativo, Mauro Hauschild, com participação do vice-governador e secretário da Segurança Pública, delegado Ranolfo Vieira Júnior. O CEO Global da Taurus, Salesio Nuhs, foi um dos convidados especiais para o evento, onde esteve presente juntamente com outros colaboradores da empresa.

Sistema Penal - Segurança - material bélico
Para o Sistema Penal, na área de Segurança, foram destinados R$ 29,7 milhões para a aquisição de material bélico, compreendendo:
- Pistolas e coletes balísticos individuais para todos os Agentes Penitenciários.
- Aparelhamento dos Grupos Táticos com aquisição de armas, escudos, capacetes, joelheiras.
- Reaparelhamento bélico para todas as unidades prisionais do RS, com aquisição de armamentos, munições. 


Fuzis e pistolas Taurus para a SJSPS-RS
Durante a solenidade, foi realizada a entrega da primeira leva (cerca de 25%) de um total de 4.010 pistolas Taurus TS9 e de 167 fuzis Taurus T4, armamento que irá ser utilizado pelos agentes e grupamentos táticos dos Sistemas Penal e Socioeducativo do RS. 

A aquisição foi concretizada após uma visita técnica às instalações da fábrica da Taurus, em São Leopoldo (RS), realizada em setembro pelo Secretário de Justiça e Sistema Penal e Socioeducativo (SJSPS), Mauro Hauschild, e pelo Superintendente dos Serviços Penitenciários, José Giovani Rodrigues de Souza. Fizeram parte da comitiva visitante o secretário adjunto, Cel PM Egon Kvietinski, o diretor do Departamento de Segurança e Execução Penal (DSEP), Vagner Cogo, o responsável pelo setor de material bélico da Susepe, Jeferson Pavanelo, e os assessores de assuntos institucionais da SJSPS, Jonathan Silva e César Kurtz.  

Essa comitiva, representando o alto escalão administrativo e técnico da SJSPS e da Susepe, realizou uma visita guiada nas dependências da fábrica, onde pode conhecer e acompanhar o desenvolvimento das peças e componentes das armas, bem como os novos armamentos produzidos pela empresa, conferindo in loco o elevado sistema de qualidade da empresa e alta tecnologia de seus produtos.

Recentemente, o Estado do RS já havia adquirido 20 fuzis Taurus T4 e 150 espingardas CBC Pump Military de calibre 12, que foram distribuídos por todo sistema prisional gaúcho, bem como aos Grupos de Intervenção Regional da Susepe.

Fuzis e pistolas Taurus para a Brigada Militar
A Brigada Militar (PMRS), após ter adquirido 799 fuzis Taurus T4 em outubro de 2020, receberá mais 63 dessas armas.

Em 31 de outubro último, foram também entregues 5 mil pistolas Taurus TS9 para dotar o efetivo da Brigada Militar. 

Armamento e munição CBC e Condor
Os Sistemas Penal e Socioeducativo também receberão 402 espingardas Pump Military calibre 12 e 305.900 munições de vários calibres da CBC, bem como 688 pistolas Spark (dispositivo elétrico incapacitante), dois dispositivos Deltakit Spark, 5.010 cartuchos Spark, 1.700 granadas não letais e 500 espargidores, tudo produzido pela Condor Tecnologias Não-Letais.

Confiança do Estado do RS nos produtos Taurus
As aquisições feitas pelo Governo do RS totalizam, até o momento, 9.010 pistolas TS9 e 1049 fuzis T4, refletindo a grande credibilidade da empresa junto aos órgãos de segurança do Estado e o compromisso da Taurus com a qualidade, confiabilidade, segurança e resistência de seus produtos, além de todos os benefícios e suporte que oferece no pré e pós-venda. 

O contrato estabelecido com a empresa prevê, além da aquisição de armas, treinamento para armeiros e suporte da equipe de assistência técnica da empresa.

Pistola TS9 e fuzil T4 - duas armas ímpares para as forças de segurança
A pistola TS9 é reconhecida internacionalmente como uma arma que possui inovação, confiabilidade, segurança, robustez e precisão. Fabricada sob rígido protocolo militar, seu projeto exclusivo foi desenvolvido atendendo aos mais rigorosos padrões internacionais de qualidade e segurança.

O fuzil T4, assim como os demais produtos da linha TSeries desenvolvidos nos últimos anos, embute inovação, alta qualidade, flexibilidade para o uso de acessórios e facilidade de manejo, além de ser também fabricado sob rigoroso protocolo militar, o que torna a arma muito mais robusta, resistente e confiável.

Além de serem duas armas escolhidas por muitas instituições nacionais, estaduais e municipais da área de Segurança para dotar seus efetivos, o fuzil T4 e a pistola TS9 são também exportados para organizações policiais e militares de diversos países, sendo adquiridos após participarem de renhidas licitações internacionais onde competiram com armas produzidas pelos grandes fabricantes mundiais, sobrepujando-as.


Logística de pré e pós-venda: o grande diferencial da Taurus e da CBC
Além do alto padrão de qualidade que caracteriza o moderno armamento da Taurus e da CBC, a opção por armas dessas empresas embute uma completa logística de pós-venda, haja vista que não adianta adquirir um produto se a empresa vendedora não puder, com oportunidade, oferecer suporte, manutenção e assistência técnica na própria região onde as armas estarão em serviço.

Diferentemente do que acontece com empresas que apenas exportam para o Brasil ou somente têm escritório no País, a Taurus e a CBC investem pesadamente na qualificação dos armeiros das entidades de segurança pública e privada, bem como no treinamento técnico de sua equipe de representantes, que está capilarizada por todo o país, o que lhes permite resolver rápida e oportunamente os eventuais problemas que surjam.

Além disso, o grupo oferece ao consumidor uma ampla e ágil rede de distribuidores, pontos de venda e assistência técnica treinada em todo o território nacional, além de uma equipe de instrutores credenciados e peças de reposição rapidamente acessíveis.

Com a recente 2ª edição do Programa Instrutores de Armamento e Tiro, a logística de pré e pós-venda das duas empresas foi reforçada agora com mais 100 Instrutores de Armamento e Tiro altamente especializados, que terão como compromisso a disseminação de conhecimentos técnicos sobre os produtos das duas marcas e a realização de treinamentos, eventos e demonstrações, entre outras atividades. Atuando como Embaixadores Taurus & CBC, os Instrutores poderão também melhor orientar os consumidores brasileiros nas eventuais decisões de aquisição de uma ou mais armas.

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