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07 agosto, 2026

Embraer negocia com a IndiGo encomenda bilionária de jatos regionais na Índia

Fabricante brasileira discute venda de dezenas de aeronaves da família E2 para substituir frota de turboélices ATR da maior companhia aérea indiana; negociações estão em estágio inicial e podem aproximar a Embraer da instalação de uma linha de montagem no país
 

*LRCA Defense Consulting - 07/08/2026

A InterGlobe Aviation Ltd., controladora da IndiGo, maior companhia aérea da Índia, está em negociações com a Embraer sobre uma possível encomenda de grande porte de jatos regionais, segundo pessoas com conhecimento do assunto ouvidas pela Bloomberg. As fontes, que pediram para não ser identificadas em razão do caráter confidencial da informação, afirmaram que a IndiGo avalia a compra de dezenas de aeronaves da família E2 da fabricante brasileira.
De acordo com o levantamento, o objetivo da companhia aérea indiana é duplo: substituir a frota de 46 turboélices ATR atualmente em operação e, ao mesmo tempo, ampliar a capacidade de transporte em rotas regionais. As conversas ainda estão em fase preliminar, e as fontes ressalvaram que não há garantia de que um pedido será efetivamente fechado.
Valor bilionário e maior pedido já negociado na Índia
Um eventual acordo pode ser avaliado em bilhões de dólares, considerando o preço de tabela antes da aplicação dos descontos habituais do setor. Segundo a Bloomberg, seria o maior pedido já negociado pela Embraer na Índia e aproximaria a fabricante brasileira da instalação de uma linha completa de montagem de aeronaves no país. O presidente-executivo da Embraer, Francisco Gomes Neto, já havia declarado publicamente que a empresa precisa reunir encomendas para pelo menos 200 jatos regionais antes de considerar viável essa unidade fabril indiana.
Procuradas pela reportagem original, a IndiGo e a Embraer não responderam de imediato a pedidos de comentário enviados por e-mail.
Mercado indiano em expansão
A Índia é hoje o terceiro maior mercado de viagens aéreas do mundo e segue em rápida expansão, segundo dados da IATA (Associação Internacional de Transporte Aéreo). Apesar disso, o país ainda não conta com montagem comercial de aeronaves em solo indiano, o que mantém o setor dependente de fabricantes estrangeiros. IndiGo e Air India Ltd. concentram algumas das maiores encomendas do mundo para jatos da Airbus e da Boeing. A própria IndiGo fechou, em junho de 2023, um pedido recorde de 500 aeronaves da família A320 junto à fabricante europeia, reforçando seu perfil histórico de cliente da Airbus.
Segundo dados da própria companhia relativos a março deste ano, a frota da IndiGo é composta por 441 aeronaves, das quais 46 são turboélices regionais ATR. A companhia aérea ainda tem cerca de 900 aeronaves com entrega prevista para a próxima década, o que torna um eventual pedido à Embraer uma mudança significativa em relação ao padrão de compras da empresa.
Parceria com o grupo Adani e ambição de manufatura local
A Embraer já firmou parceria com o conglomerado do bilionário Gautam Adani para viabilizar a produção de aeronaves em território indiano, iniciativa que se soma ao plano do governo de Narendra Modi de transformar o país em polo global de manufatura aeronáutica. A fabricante brasileira também abriu escritório em Nova Délhi, em outubro do ano passado, movimento que reforçou suas ambições comerciais no mercado indiano.
A linha de montagem final planejada pela Embraer em parceria com a Adani Defence & Aerospace terá sede na Região Especial de Investimento de Dholera (DSIR), em Gujarat, e deve produzir o E175-E1, jato regional de 88 assentos da primeira geração da família E-Jets, a partir de 2028. O modelo negociado com a IndiGo, no entanto, integra a família E2, de segunda geração, o que indica que a fabricante brasileira trabalha simultaneamente em diferentes frentes comerciais no país: pedidos de aeronaves E2 para atender operadoras já estabelecidas e o projeto de manufatura local voltado ao E175-E1.
Outras companhias indianas na mira da Embraer
As tratativas com a IndiGo se somam a outras negociações já em curso da Embraer no país. A fabricante mantém conversas com a Star Air, maior companhia aérea regional da Índia, para a venda de até 20 aeronaves, negócio avaliado em cerca de US$ 1 bilhão. A Alliance Air, operadora regional estatal, também discute preliminarmente com a Embraer a renovação de sua frota de turboélices, em meio a problemas recorrentes enfrentados com os ATR 72.
A própria IndiGo já vinha sendo apontada, desde o fim de 2025, como uma das companhias em avaliação de um pedido regional de até 100 aeronaves, cujas opções incluíam o ATR 72, o A220 da Airbus e o E175 da Embraer. A confirmação, agora, de negociações específicas para jatos E2 indica um avanço nessas tratativas, ainda que sem fechamento de contrato.
Próximos passos
Caso as negociações avancem e se traduzam em pedido firme, o acordo representaria um marco para a presença da Embraer na aviação comercial indiana, hoje modesta se comparada à de mercados como China e Japão. A confirmação de um contrato com a IndiGo também poderia contribuir para que a fabricante brasileira atingisse o patamar de encomendas necessário para viabilizar sua planejada unidade de manufatura no País, ainda que a métrica de 200 unidades citada pela Embraer se refira especificamente ao programa E175-E1 destinado à linha de Dholera.

11 março, 2025

CEO da Embraer visita Varsóvia, apresenta planos para fabricação e manutenção de aeronaves na Polônia e assina primeiro acordo


*LRCA Defense Consulting - 11/03/2025

A Embraer, líder global na indústria aeronáutica e presente nos mercados de aviação comercial e de defesa, planeja transformar a Polônia em um centro de excelência da companhia na Europa. Francisco Gomes Neto, Presidente e CEO da Embraer, está visitando a Polônia esta semana com uma equipe sênior das unidades de negócio de Aviação Comercial e de Defesa & Segurança. As equipes estão se reunindo com parceiros atuais, novos e potenciais nas seguintes áreas: fabricação e produção final, manutenção e reparo, conversões de passageiros para cargueiros, pesquisa & desenvolvimento, e eVTOLs. 

Primeiro anúncio: acordo com o Instituto de Aviação Łukasiewicz (iLOT)
O primeiro anúncio foi feito em conjunto com o Instituto de Aviação Łukasiewicz (iLOT), com foco em atividades de Pesquisa e Desenvolvimento nas áreas de materiais, tecnologias de voo futuras, design aeronáutico e futuros processos de manutenção.

O acordo assinado com o  Łukasiewicz – Institute of Aviation (Łukasiewicz – ILOT), instituto de pesquisa altamente conceituado da Polônia, visa trabalhar juntos em novas tecnologias e materiais para aeronaves. O Memorando de Entendimento foi assinado hoje em Varsóvia por Sylwester Wyka – Diretor Interino do Łukasiewicz – Institute of Aviation, e Francisco Gomes Neto, Presidente e CEO da Embraer.

Łukasiewicz – ILOT é uma das instalações de pesquisa de aviação mais significativas da Europa. Estabelecido em 1926, o Instituto fornece pesquisa e serviços para tecnologias de aviação, não tripuladas e espaciais. Juntos, Łukasiewicz – ILOT e Embraer iniciarão a cooperação concentrando esforços em atividades de pesquisa e desenvolvimento nas áreas de materiais, tecnologias de voo futuras, design aeronáutico e processos de manutenção futuros.

“Este MoU marca o início de uma ponte tecnológica entre a Polônia e a América do Sul. Por meio da colaboração com a Embraer, estamos combinando nossa expertise com um líder global da indústria para desenvolver em conjunto tecnologias de ponta em aviação e materiais. Esta parceria não apenas fortalece a posição do Łukasiewicz – Institute of Aviation como um centro de pesquisa, mas também destaca a importância da engenharia e da ciência polonesas na formação de uma indústria aeroespacial mais segura, eficiente e sustentável” – disse Sylwester Wyka, PhD, Diretor Interino do Łukasiewicz – Institute of Aviation.

Francisco Gomes Neto, Presidente e CEO da Embraer, disse: “Este acordo com a Łukasiewicz – ILOT é uma parte fundamental do nosso plano para aprofundar nosso envolvimento de 25 anos com o ecossistema aeroespacial polonês. A Łukasiewicz – ILOT é um instituto de pesquisa de renome mundial com expertise em tecnologias críticas no coração da aviação do futuro. Estamos orgulhosos de nos tornarmos parceiros da Łukasiewicz – ILOT e ansiosos pelos resultados que podem ser alcançados juntos.”

“Com o forte crescimento global da companhia, estamos comprometidos em expandir nosso engajamento industrial em conjunto com parceiros poloneses, incluindo atividades de produção, montagem final, manutenção e reparo. Para possibilitar esse crescimento, a Embraer planeja apoiar o desenvolvimento das capacidades e competências que impulsionarão o setor aeroespacial polonês para o seu próximo estágio de sucesso,” afirma Francisco Gomes Neto, Presidente e CEO da Embraer. 

"Essas iniciativas em produção, manutenção e treinamento poderão deixar a economia da Polônia bem-posicionada para aproveitar oportunidades valiosas no cenário aeroespacial global, com possibilidades de geração de até US$ 3 bilhões para o país ao longo de 10 anos, com potencial criação de 5 mil empregos", continua Gomes Neto. 

Aviação comercial
A Embraer também está aumentando a produção e buscando ativamente incrementar sua cadeia de suprimentos voltada para a aviação comercial no país. Recentemente, a companhia concluiu um road show para contatar novos fornecedores na Polônia. A indústria local já é um importante fornecedor para o programa E2 da Embraer: os assentos são fabricados em Świebodzin, as unidades de energia auxiliar em Rzeszów e os principais componentes do motor em Kalisz. O país já participa da cadeia de suprimentos da companhia com 1.350 empregos e US$ 30 milhões, direcionados para aquisição de bens e serviços somente em 2024. Outros projetos em discussão incluem uma instalação de revisão de trens de pouso para os E-Jets E2 e a conversão de aeronaves E190 em cargueiros. Os projetos envolvendo a Embraer Aviação Comercial podem somar mais de US$ 2 bilhões em investimentos e mais de 4.400 empregos ao longo dos próximos dez anos. 

A Embraer já possui forte presença na Europa. Cerca de 30% do E2 é fabricado na União Europeia (UE). As asas são fabricadas em Portugal e outros componentes-chave são produzidos na França, Alemanha, Áustria, Espanha e Bélgica. Já para o KC-390, 42% da cadeia de suprimentos tem origem na UE. 

Arjan Meijer, Presidente e CEO da Embraer Aviação Comercial, que visitou Varsóvia ao lado de Gomes Neto, diz: "Parabenizo a LOT por seu crescimento e lucratividade significativos. Desejamos continuar nossa parceria profunda e de décadas com a Polônia. Queremos ir além da venda de aeronaves, para promover e acelerar o ecossistema de aviação do país. O E2 é uma escolha de baixo risco e de alta recompensa, oferecendo uma transição perfeita e de baixo custo para a nova aeronave. O E2 é a aeronave mais eficiente, confiável e confortável para a LOT, oferecendo cerca de US$ 900 milhões em benefícios econômicos em comparação com a concorrência. O E2 é a aeronave que melhor apoiará o crescimento lucrativo e sustentável da companhia aérea. Também apoiaremos os planos para o novo hub do Aeroporto Central (CPK), que terá o apoio dos jatos Embraer como já ocorre em outros hubs globais como Paris, Chicago, Amsterdã e, claro, Varsóvia.” 

KC-390 Millennium
Em um movimento estratégico de longo prazo, a Embraer está buscando parceiros para a fabricação de peças e para uma potencial linha de produção final para a aeronave militar multimissão KC-390 Millennium, que atualmente está conquistando pedidos internacionais, incluindo países da Europa e da OTAN. A Embraer avalia que a Polônia é o parceiro estratégico ideal para unir forças e construir equipamentos militares de última geração, criando empregos de alta qualificação no país. A produção da aeronave e o ecossistema de pós-venda associado (incluindo manutenção e treinamento) poderão resultar na criação de valor de cerca de US$ 1 bilhão e 600 empregos.

A Embraer está oferecendo à Polônia sua aeronave de transporte militar KC-390 Millennium. A aeronave tem interoperabilidade na OTAN e é a mais avançada em sua categoria. A plataforma de última geração já foi adquirida pela Holanda, República Tcheca, Portugal, Hungria, Brasil, Áustria e Coreia do Sul, e selecionada pela Eslováquia e Suécia. 

"A Polônia é uma nação líder da OTAN e, ao oferecermos o KC-390 Millennium, temos a oportunidade de nos engajarmos com a bem estabelecida e especializada comunidade industrial e de defesa do país. Esta é uma oportunidade para a Polônia se tornar uma participante central do ecossistema europeu do KC-390, com acesso a um excelente pacote industrial, de treinamento e suporte. A Polônia é mais que uma cliente potencial para nós: é uma sólida parceira operacional e industrial de longo prazo, com a localização perfeita para a linha de produção que queremos desenvolver na Europa", diz Frederico Lemos, CCO da Embraer Defesa & Segurança.

04 março, 2025

Embraer diz que a Índia precisará de 500 jatos pequenos de fuselagem estreita até 150 assentos nos próximos 20 anos

Atualmente, a grande maioria da frota doméstica da Índia consiste em aeronaves de fuselagem estreita, com mais de 180 assentos | Crédito da foto: SAMPATH KUMAR GP

*Businessline - 02/03/2025

O aumento do tráfego aéreo de passageiros, bem como a conectividade aprimorada de última milha na Índia, gerarão uma necessidade de 500 jatos 'pequenos de fuselagem estreita' com capacidade para até 150 assentos nos próximos 20 anos, estima a Embraer, grande empresa aeroespacial brasileira.

Notoriamente, a Embraer é uma das maiores produtoras mundiais desses jatos, com capacidade para transportar de 80 a 150 passageiros.

Em entrevista à Businessline, Raul Villaron, vice-presidente da Embraer Aviação Comercial para a região APAC, disse que a necessidade desses jatos na Índia surgiu devido ao surgimento do segmento de viagens regionais no país.

Atualmente, a grande maioria da frota doméstica da Índia consiste em aeronaves de fuselagem estreita, com mais de 180 assentos, enquanto um número menor de turboélices, com capacidade para até 78 assentos, são utilizados principalmente nas rotas sob o esquema de conectividade aérea regional UDAN.

“A análise da Embraer indica que quase 50 por cento dos voos domésticos na Índia partem com menos de 150 passageiros a bordo. Essa crescente incompatibilidade entre a demanda de passageiros e a capacidade implantada levou as companhias aéreas a cessar as operações em muitos setores e entre cidades secundárias e terciárias, e, em vez disso, se concentrarem apenas em rotas de primeira linha”, disse Villaron.

Aeronaves turboélice não têm alcance para cobrir toda a extensão da Índia
“Na outra ponta do espectro de capacidade, as aeronaves turboélice não têm alcance para cobrir toda a extensão da Índia e, portanto, são relegadas a conectar pares de cidades em curtas distâncias.”

Villaron destacou que a Índia precisa ter jatos pequenos que possam viajar distâncias maiores, porém, com cargas menores do que os jatos grandes tradicionais, tornando assim as operações mais lucrativas para as companhias aéreas.

Além disso, ele citou que a infraestrutura rodoviária e ferroviária da Índia continua a melhorar e que o segmento de rotas de turboélices de curto alcance experimentará níveis crescentes de concorrência desses modos alternativos de transporte.

“Acreditamos que a aviação indiana está prestes a obter benefícios significativos em termos de eficiência operacional, bem como conectividade de rede, ao mudar o status quo por meio da introdução de pequenas aeronaves de fuselagem estreita”, disse Villaron.

Jato Embraer E195-E2 (LRCA)

Aeronave de fuselagem estreita pequena de tamanho adequado: E195-E2
O fabricante de aeronaves está lançando o E195-E2 de última geração, com capacidade para até 146 assentos, para companhias aéreas sediadas na Índia como a "pequena aeronave de fuselagem estreita do tamanho certo" para preencher a lacuna de capacidade presente na frota doméstica atual na Índia.

Além disso, Villaron disse que o desenvolvimento contínuo de novos aeroportos, sustentado pela crescente demanda de passageiros de diferentes regiões geográficas do país, incentivará as companhias aéreas a continuarem a crescer e atualizar suas respectivas frotas com novos tipos de jatos, como pequenos aviões de fuselagem estreita.

Ele creditou o esquema UDAN [programa de desenvolvimento de aeroporto regional do Governo da Índia e parte do Esquema de Conectividade Regional (RCS) de atualização de rotas aéreas mal atendidas] como um importante catalisador para a conectividade regional na Índia, o que, segundo ele, tem sido um contribuidor significativo para o crescimento do tráfego doméstico de passageiros entre cidades secundárias e terciárias na Índia.

Star Air aumentará significativamente sua frota de jatos Embraer

Atualmente, a Star Air tem uma operadora totalmente Embraer, que tem servido diversas rotas sob o esquema UDAN. A companhia aérea opera atualmente cinco ERJ145s e quatro E175s. Recentemente, a companhia aérea anunciou planos para aumentar significativamente sua frota entre agora e o final de 2027.

Cerca de 40 aeronaves Embraer estão atualmente implantadas na Índia, atendendo a vários setores, como aviação comercial, executiva e defesa.

Índia é um mercado-chave para a Embraer
“A Índia é um mercado-chave para a Embraer, e queremos aumentar nossa presença no país e desenvolver nossos vínculos com a indústria aeroespacial. A Índia tem um forte grupo de talentos e uma indústria aeroespacial ambiciosa, e estamos abertos à cooperação industrial e transferência de tecnologia com empresas locais”, acrescentou Villaron.


 

25 setembro, 2024

SIAEP se torna o primeiro Centro de Serviços Autorizado da Embraer para jatos E2 na Ásia-Pacífico


*LRCA Defense Consulting - 25/09/2024

A Embraer anunciou hoje que a SIAEP, subsidiária da SIA Engineering Company Limited (SIAEC), tornou-se o primeiro Centro de Serviços Autorizado da Embraer na Ásia-Pacífico para manutenção, reparo e serviços de revisão para a família de aeronaves E-Jets E2 da Embraer. A SIAEP já atua como um centro de serviços autorizado na região desde 2017, focado na primeira geração de E-Jets e conta com três hangares localizados em Clark, nas Filipinas. 

“A SIAEP tem sido uma parceira fundamental nos últimos anos e esse novo acordo torna a SIAEP ainda mais estratégica para o futuro da Embraer na Ásia-Pacífico, à medida em que a frota de E-Jets E2 cresce na região. Estamos muito satisfeitos com esse novo capítulo dessa parceria de longo prazo”, afirma Frank Stevens, Vice-Presidente Global de Serviços de MRO da Embraer Serviços & Suporte. 

“Estamos muito satisfeitos em ampliar nossa parceria com a Embraer e em desempenhar um papel fundamental no apoio ao crescimento da empresa na região da Ásia-Pacífico. Esperamos fornecer serviços de manutenção básica eficientes e de qualidade para a frota E2 em nossas instalações em Clark”, afirma Jeremy Yew, Vice-Presidente Sênior da Base de Manutenção da SIAEC. 

A presença crescente da Embraer Serviços & Suporte é um desdobramento importante da estratégia de expansão da empresa na região Ásia-Pacífico, na qual companhias de Singapura, Austrália, Índia, Mianmar, Japão e China operam uma frota composta por aeronaves de nova geração E2 e E-Jets de primeira geração. A Scoot tem um pedido firme de nove jatos E190-E2 – dois iniciaram voos em maio deste ano, e mais estão por vir. A subsidiária da Singapore Airlines (SIA) é a primeira operadora do E2 na região. Já a Virgin Australia anunciou um pedido de oito E190-E2 em agosto, com entregas previstas para o início do segundo semestre de 2025. 

Não é esperado impacto material causado pela parceria nos ativos tangíveis líquidos por ação ou no lucro por ação do Grupo SIAEC para o exercício financeiro encerrado em 31 de março de 2025. Nenhum dos Diretores e acionistas controladores da SIAEC tem qualquer interesse, direto ou indireto, na parceria que não seja através das suas participações (se houver) na SIAEC.

08 junho, 2024

Arábia Saudita aprofunda laços comerciais com o Brasil. Embraer pode fabricar ou montar aviões no país

Em maio, a Embraer assinou acordos de cooperação com o Centro Nacional de Desenvolvimento Industrial da Arábia Saudita e o Grupo AHQ, com potencial para o fabricante ter seus aviões construídos ou montados na Arábia Saudita.


*Americas Quartely, por Emilie Sweigart - 06/06/2024

Em novembro passado, um grupo de dignitários caribenhos partiu de Barbados e Miami em dois jatos privados com destino a Riad. Após a cimeira (reunião de cúpula ou de alto nível) inaugural CARICOM (Comunidade do Caribe)-Arábia Saudita, regressaram com um compromisso de investimento de 2,5 bilhões de dólares para o desenvolvimento do Caribe. A promessa, anunciada pelo presidente da Guiana, Irfaan Ali, foi um dos muitos resultados da reunião de alto nível.

O acordo para aumentar o investimento numa região com falta de dinheiro veio junto com o apoio do bloco de 15 membros à candidatura da Arábia Saudita para sediar a Expo Mundial 2030, que o reino venceu facilmente no final daquele mês sobre a Coreia do Sul e a Itália.

Primeira Cimeira Prioritária na América Latina
A cooperação poderá atingir uma escala ainda maior, à medida que a Arábia Saudita procura novas oportunidades de investimento na sua primeira Cimeira Prioritária na América Latina, de 11 a 13 de junho, no Rio de Janeiro. O Instituto Future Investment Initiative (FII), cujo sócio fundador é o fundo soberano de 925 bilhões de dólares do reino, deverá reunir líderes da indústria, funcionários governamentais e vários antigos chefes de estado latino-americanos. No início deste ano, o Instituto FII também realizou a segunda edição do Priority Summit Miami, parte da missão do reino de se tornar uma grande força na esfera empresarial da América Latina.

“Você vê os sauditas sendo muito mais agressivos no fortalecimento dos laços ao redor do mundo… e a América Latina certamente faz parte disso”, disse à AQ Gerald Feierstein, ex-embaixador dos EUA no Iêmen e atual diretor do Programa de Assuntos da Península Arábica do Instituto do Oriente Médio.

Produção de aviões da Embraer na Arábia Saudita
Habituada a gastar generosamente em todo o mundo, as medidas da Arábia Saudita na região foram cumpridas sem muito alarde, mas sinalizam uma ampla ambição. O reino está considerando uma linha de produção para alguns dos aviões Embraer do Brasil e está cogitando abrir uma embaixada na Colômbia.

Em maio, a empresa de aviação brasileira Embraer assinou acordos de cooperação com o Centro Nacional de Desenvolvimento Industrial da Arábia Saudita e o Grupo AHQ, com potencial para o fabricante (brasileiro) ter seus aviões construídos ou montados na Arábia Saudita. Enquanto isso, o reino estuda abrir um escritório de investimentos no país sul-americano.

Aprofundando relações comerciais com o Brasil
Em agosto passado, o Ministro do Investimento, Khalid Al-Falih, visitou sete nações da região “com o objetivo de explorar oportunidades para fortalecer e aprofundar parcerias de investimento”. Tal como a China, a Índia e a União Europeia, o reino procura uma presença mais significativa no hemisfério, na esperança de garantir matérias-primas, acesso ao mercado e oportunidades de investimento.

Baseando-se nos seus laços de longa data com o Brasil, ao mesmo tempo que faz incursões noutras partes da região, o interesse crescente do reino no Hemisfério Ocidental surge à medida que prossegue a Visão 2030, um plano lançado em 2016 pelo príncipe herdeiro Mohammed bin Salman para diversificar a economia longe do petróleo. e aproveitar o investimento.
 

A relação do Brasil com a Arábia Saudita começou na década de 1970, disse Najad Khouri, sócio fundador e pesquisador sênior do Grupo de Estudos e Pesquisas sobre o Oriente Médio. O comércio bilateral é de 8 bilhões de dólares e, segundo estimativas oficiais, poderá atingir os 20 bilhões de dólares até 2030. Só no ano passado, as exportações do Brasil para a Arábia Saudita atingiram 3,2 bilhões de dólares, um máximo em 10 anos.

“A América Latina é um parceiro natural [da Arábia Saudita] porque exporta proteínas vegetais e animais”, acrescentou Khouri, enfatizando a elevada dependência do reino das importações de alimentos. O Brasil, por exemplo, é o maior exportador mundial de carne halal. No ano passado, a empresa brasileira de processamento de alimentos BRF formalizou uma joint venture com a Halal Products Development Company, uma subsidiária do fundo soberano da Arábia Saudita, o Fundo de Investimento Público (PIF).

A Arábia Saudita está “aprofundando as relações comerciais com o Brasil em todas as áreas”, disse à AQ Elcineia de Castro, professora de relações internacionais da Universidade Anhembi Morumbi com foco na Arábia Saudita. “Acredito que seja um plano muito estratégico da Arábia Saudita usar os recursos do Brasil para alimentar o seu plano de crescimento nacional.”

E os laços entre os dois países estão ancorados na diplomacia de alto nível que procura uma relação equilibrada. Em novembro passado, durante uma visita oficial a Riad, o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva observou que seu país “não estava apenas interessado em saber quanto os fundos da Arábia Saudita podem investir no Brasil, mas quanto os empresários brasileiros podem investir na Arábia Saudita. ”

Além dos alimentos, o setor de mineração também é uma prioridade para o PIF, e a gigante mineradora brasileira Vale vendeu recentemente por US$ 2,5 bilhões 10% de sua unidade de metais básicos para a Manara Minerals, uma joint venture entre a Saudi Arabian Mining Company (Ma'aden) e o PIF.

As nações poderão ver uma maior cooperação no espaço multilateral. Ambos são membros do G20, e o Brasil sediará a Cúpula do G20 em novembro. Mais laços floresceram recentemente, quando o Brasil aderiu formalmente à aliança OPEP+ no início deste ano – sem quotas vinculativas de produção de petróleo – e a Arábia Saudita foi convidada a fazer parte dos BRICS em agosto passado. No entanto, o país ainda não aderiu oficialmente. O bloco BRICS reunir-se-á novamente na Rússia em outubro.

Ambições do Sul Global
O reino também procura novos parceiros na região. Diversificar a economia e encontrar “novas vias de emprego para os jovens” é “o principal impulso da Visão 2030. A expansão dos seus laços comerciais em todo o mundo é uma parte importante disso”, disse Feierstein. A Visão 2030 é um modelo para o futuro do reino, uma vez que visa transformar-se de um petroestado (o petróleo representa cerca de 40% do PIB nominal) numa economia mais diversificada. A criação de empregos é crítica, já que 63% dos sauditas têm menos de 30 anos.

Este ano, a companhia petrolífera nacional da Arábia Saudita fez o seu primeiro investimento de varejo a jusante na América do Sul. A Aramco adquiriu a distribuidora chilena de combustíveis Esmax e abriu seu primeiro posto de gasolina no Chile, com mais 300 planejados para os próximos dois anos. Em Junho passado, o Fundo Saudita para o Desenvolvimento assinou acordos de empréstimo no valor de 150 milhões de dólares para a construção de pontes e habitações na Guiana. Membro do Banco Islâmico de Desenvolvimento com sede em Jeddah, a Guiana recebeu 235,6 milhões de dólares em financiamento desde 2016. “Este é o momento para a Guiana e a CARICOM encontrarem parceiros não tradicionais na prossecução dos seus objetivos de desenvolvimento”, disse o Presidente Ali após a reunião em Riad.

Com outra cimeira Arábia Saudita-CARICOM planejada para 2026, parece que o reino manterá o seu interesse na América Latina e no Caribe. “Com a evolução do Sul Global aliada aos valores compartilhados entre o Brasil e a Arábia Saudita, interesses estratégicos alinhados e setores privados fortes… por que não poderíamos nos tornar um dos cinco principais investidores na economia um do outro?”, disse o Ministro de Investimentos, Al-Falih , no Fórum de Investimentos Brasil-Arábia Saudita, realizado em julho passado, em São Paulo.

A abordagem mostra que a Arábia Saudita está a “pensar regionalmente”, disse Castro à AQ. “Eles não querem apenas o Brasil, querem toda a América Latina perto deles… Faz parte do grande plano deles se tornarem mais tarde um líder no Sul Global, junto com o Brasil, a Índia e outros países que também ocupam essa posição. ”

30 março, 2024

Visando a Região Ásia-Pacífico, Embraer busca negócios no Vietnã, Tailândia e Camboja


*LRCA Defense Consulting - 30/03/2024

Representada pelo seu Vice-Presidente de Relações Institucionais para a Região Ásia-Pacífico, Juhairul Marzuk, a Embraer participou de uma missão comercial ao Vietnã, Tailândia e Camboja nas últimas duas semanas que proporcionou muitos insights à empresa. A missão foi coorganizada pela ApexBrasil, Brazilian Ministry of Foreign Affairs (Itamaraty), Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e Ministerio da Agricultura.

Juhairul Marzuk se juntou a uma delegação de empresas brasileiras que buscam aproveitar as crescentes oportunidades econômicas nesses dinâmicos mercados do Sudeste Asiático. As exportações brasileiras para a região aumentaram mais de 90% nos últimos quatro anos, atingindo US$ 7,1 bilhões em 2023, ressaltando o imenso potencial da região.

Como líder aeroespacial global, a Embraer buscou ativamente aprofundar laços e explorar caminhos colaborativos em países que experimentam um crescimento robusto e uma demanda crescente por soluções de aviação. Segundo o executivo, a missão forneceu uma plataforma inestimável para se conectar com as principais partes interessadas, entender as necessidades do mercado e identificar oportunidades mutuamente benéficas.

A agenda contou com seminários plenos de insights, reuniões B2B e reuniões com interlocutores institucionais importantes no Vietnã, Tailândia e Camboja. Essas interações permitiram à Embraer obter insights abrangentes sobre os cenários de negócios únicos e facilitaram discussões produtivas sobre o estreitamento de parcerias comerciais e estratégicas Brasil-Sudeste Asiático.

Na avaliação de Juhairul , a missão comercial foi uma experiência enriquecedora que reforçou o imenso potencial para aumentar a cooperação econômica entre o Brasil e as vibrantes nações do Sudeste Asiático. O executivo afirmou estar "ansioso para traduzir os aprendizados em ações concretas que impulsionem o crescimento da Embraer nesta região-chave".

14 março, 2024

Morgan Stanley: Embraer entra em "período de colheita" que "deverá render benefícios financeiros significativos"


*Investing.com, por Emilio Ghigini - 13/03/2024

Na quinta-feira, o Morgan Stanley manteve sua classificação Overweight (exposição acima da média do mercado) na Embraer (NYSE:ERJ) e aumentou significativamente o preço-alvo de suas ações para US$ 40, dos US$ 19,50 anteriores.

O ajustamento segue-se a uma revisão abrangente do modelo financeiro da empresa e a um mergulho profundo no seu potencial de ganhos a longo prazo à medida que transita de ciclos de investimento para um período de colheita dos benefícios desses investimentos.

A perspectiva revisada do Morgan Stanley sugere um aumento aproximado de 21% nas expectativas de receita acumulada para os anos de 2023 a 2028, elevando a previsão para US$ 3,905 bilhões. Além disso, a empresa prevê um aumento substancial de 153,6% nas projeções de fluxo de caixa livre, estimando agora US$ 433 milhões para o mesmo período.

O comentário do analista enfatizou que, após anos de investimentos, a Embraer está entrando agora em um “período de colheita”, que deverá render benefícios financeiros significativos. O modelo atualizado reflete uma visão mais otimista das receitas e da capacidade de geração de caixa da empresa.

A Embraer foi elevada à categoria Top Pick do Morgan Stanley no setor aeroespacial, refletindo a confiança da empresa na capacidade da empresa de romper o duopólio de longa data da Boeing (NYSE: BA ) e da Airbus no mercado aeroespacial comercial. O analista destacou o potencial da Embraer para se tornar um terceiro player significativo no setor.

O novo preço-alvo de US$ 40 reflete a crença do Morgan Stanley no valor e nas perspectivas de crescimento da Embraer à medida que a empresa avança com suas iniciativas estratégicas. O endosso da empresa posiciona a Embraer como uma oportunidade de investimento de destaque no setor aeroespacial.

11 março, 2024

Ministério da Indústria saudita assina acordo com a Embraer para desenvolver o setor da aviação no Reino

A LRCA Defense Consultoing chama a atenção para a importância estratégica do acordo e para o simbolismo das miniaturas de um C-390 e de um EJet E2 entregues aos sauditas

Executivos da Embraer entregam miniaturas do C-390 e de um EJet E2 aos sauditas

*Mubasher - 11/03/2024

Hoje, segunda-feira (11), o Ministro da Indústria e Recursos Minerais, Bandar Al-Khorayef, testemunhou a assinatura de um memorando de cooperação entre o ministério e a principal empresa de aviação (brasileira), a Embraer. Isto ocorreu na presença do Vice-Ministro dos Assuntos Industriais, Khalil bin Salamah.

O Ministério da Indústria e Recursos Minerais explicou, através da sua conta na plataforma Twitter anteriormente, que a assinatura do memorando surge com o objetivo de desenvolver os setores da aviação no Reino, em linha com os objetivos da Estratégia Nacional para a Indústria.





12 outubro, 2023

Airbus A220 ou Embraer E2? Dilema da Lufthansa antes de grande pedido para City Airlines


*Aero Telegraph - 12/10/2023

Houve grande entusiasmo quando foi anunciado em março que a Lufthansa havia prosseguido com o trabalho de restabelecimento da City Airlines, anteriormente conhecida como Cityline 2 ou Newcont. Até porque o início já estava previsto para o final do verão deste ano.

Nada aconteceu a princípio, haja vista que a empresa negocia internamente com os sindicatos as condições de trabalho. O objetivo é dissipar os temores de que a nova companhia aérea possa ser usada para pressionar as condições de trabalho. A City Airlines deverá aparecer dentro e fora, como a Lufthansa, e operar voos feeder de cidades europeias para os dois hubs Frankfurt e Munique.

40 novos strictbodies para City Airlines: Embraer E-Jet ou o Airbus A220
Entretanto, o grupo continua a avançar com o planeamento da frota. A companhia aérea possui atualmente apenas um Airbus A319 com registro D-AILX. Este foi um pré-requisito para que a nova companhia aérea recebesse seu certificado de operador aéreo (AOC) do Federal Aviation Office em junho .

A Lufthansa quer equipar a City Airlines com 40 jatos novos, como explicou o chefe da Lufthansa, Carsten Spohr, à força de trabalho na quarta-feira (11 de outubro) em formato de vídeo interno, que está disponível para aeroTELEGRAPH: “Estamos enfrentando um grande pedido de 80 aeronaves. 40 aviões menores de fuselagem estreita, com 120 a 140 assentos, irão para o Cityline 2”, diz Spohr. As opções são a família Embraer E-Jet ou o Airbus A220, disse o chefe do Grupo Lufthansa.

Começando com A319
As outras 40 aeronaves provavelmente serão jatos maiores, como o Airbus A320 Neo, que serão encomendados pelo Grupo Lufthansa para uma ou mais operações de voo. Enquanto isso, Spohr também confirmou que a City Airlines ou Cityline 2, como Spohr chama a start-up, começará no próximo ano “Primeiro com o A319.”

28 setembro, 2023

Embraer assina MoU para ampliar cooperação com a SIAEP, Centro de Serviços Autorizado nas Filipinas


*LRCA Defense Consulting - 28/09/2023

A Embraer assinou um Memorando de Entendimento (MoU) Não-Vinculante com a SIA Engineering Corporation (SIAEP), uma subsidiária da SIA Engineering Company Limited (SIAEC). O acordo com o Centro de Serviços Autorizado das Filipinas tem o objetivo de ampliar os serviços de manutenção, reparo e revisão (MRO, na sigla em inglês) para a família de jatos E2 da Embraer. A SIAEP é um Centro de Serviços Autorizado para a primeira geração de E-Jets da Embraer, oferecendo serviços desde 2017 na região da Ásia-Pacífico. 

“Gostaríamos de reconhecer os anos de dedicação e apoio prestados pela SIAEP aos operadores de E-Jets da Embraer na região”, afirma Frank Stevens, Vice-Presidente dos Centros Globais de MRO da Embraer. “Com o Memorando de Entendimento, temos uma base para discutirmos a ampliação do suporte à crescente frota de jatos E2 na região para além da presença já estabelecida dos E-Jets na Ásia-Pacífico.”  

“Esperamos explorar com a Embraer a possibilidade de estender a parceria existente com a SIAEP para incluir o fornecimento de serviços de manutenção eficientes e de qualidade, para apoiar a frota E2 na região da Ásia-Pacífico", afirma Jeremy Yew, Vice-Presidente Sênior de Manutenção da SIAEC. 

Os E-Jets são operados em mais de 80 companhias aéreas em 50 países de todo o mundo. Já foram realizadas mais de 1.700 entregas de jatos E-Jets e E-Jets E2. Em 2023, a Scoot (Singapura) e a SKS Airways (Malásia) anunciaram a seleção das aeronaves E190-E2 e E195-E2 para complementar sua frota em operação. 

Sobre a SIA Engineering Company
A SIA Engineering Company (SIAEC) é uma prestadora de serviços de manutenção, reparo e revisão de aeronaves (MRO) importante na região Ásia-Pacífico. A SIAEC tem mais de 80 clientes, incluindo companhias aéreas internacionais e fabricantes de equipamentos aeroespaciais. A companhia fornece serviços de manutenção em mais de 30 aeroportos em oito países, assim como serviços em fuselagem, motores e componentes nas aeronaves comerciais mais avançadas e com maior presença no mundo. 

A profundidade e a amplitude das ofertas de serviços da empresa são ampliadas por meio das 23 subsidiárias e joint ventures com fabricantes de equipamentos originais e parceiros estratégicos em Singapura, Hong Kong, Indonésia, Japão, Malásia, Filipinas, Estados Unidos e Vietnã. A SIAEC tem autorizações de 29 agências reguladoras de aviação para fornecer serviços de MRO para aeronaves registradas nos Estados Unidos, Europa, China e outros países. 

Sobre a SIA Engineering (Philippines) Corporation
A SIA Engineering (Philippines) Corporation (SIAEP) é uma subsidiária integral da SIAEC. A SIAEP tem três hangares em suas instalações de MRO localizadas em Clark, nas Filipinas, e um leque de serviços que inclui certificação de aeronaves, verificações programadas de manutenção pesada, inspeções estruturais de fuselagem, reparos, modificações, pintura de exteriores de aeronaves e verificações de Testes Não-Destrutivos (NDT, na sigla em inglês). A empresa tem autorizações de 18 importantes agências reguladoras de aviação, como a Autoridade de Aviação Civil das Filipinas, a Autoridade de Aviação Civil de Singapura, a Administração Federal de Aviação dos EUA (FAA), a Agência Europeia de Segurança da Aviação (EASA) e a Autoridade de Segurança da Aviação Civil da Austrália.

13 junho, 2023

No Paris Air Show, Embraer apresentará suas aeronaves comerciais, de defesa e solução eVTOL

- O E195-E2, o maior jato comercial da Embraer, juntamente com o avião de transporte multimissão KC-390 Millennium e o A-29 Super Tucano de ataque leve e treinamento avançado estarão em exibição estática
- A Eve apresentará sua maquete de cabine eVTOL pela primeira vez em Paris, bem como uma experiência de realidade virtual na área de exposição Air Mobility
- Como acontece normalmente nas grandes feiras e exposições, é possível que a Embraer aproveite o evento para divulgar novos contratos e/ou parcerias


*LRCA Defense Consulting - 13/06/2023

A Embraer retorna ao Paris Air Show, no Chalet nº 300 e no Pavilhão nº B-8, este ano para apresentar suas plataformas comercial, de defesa, sustentabilidade e tecnologia. Um dos destaques da área de exposição estática é o KC-390 da Força Aérea Portuguesa, o primeiro cliente da NATO a operar a aeronave, que se estreia em Paris.

"Estamos extremamente entusiasmados por voltar ao Paris Air Show este ano para mostrar nosso incrível portfólio de produtos, serviços e soluções voltados para eficiência e tecnologia avançada", disse Francisco Gomes Neto, Presidente e CEO da Embraer." A Embraer está pronta para crescer de forma sustentável, e tenho a satisfação de confirmar que nossas aeronaves que farão exibições de voo na feira estarão voando com uma mistura de Combustível de Aviação Sustentável, destacando nosso compromisso com um futuro mais sustentável e alinhamento com nossos metas de energia renovável."

Aviões no Paris Air Show:
- Visitas de mídia de aeronaves de exibição estática estão programadas na terça-feira às 15h e na quarta-feira e quinta-feira às 10h e 15h

- Exibição de voo com o E195-E2 Tech Lion e o KC-390 Millennium

- Projetos conceituais de aeronaves - de novas fontes de energia ao formato da estrutura da aeronave à sustentabilidade

As atividades de mídia já confirmadas são as seguintes:

- Coletiva de imprensa no domingo, 18 de junho, às 9h30 (Pavilhão B-8)
- Conferência de imprensa da véspera na terça-feira, 20 de junho, às 11h30 (Pavilhão B-8)
- Coletiva de imprensa da Aviação Comercial na terça-feira, 20 de junho, às 14h (Pavilhão B-8)
- Coletiva de imprensa de Serviços e Suporte na quarta-feira, 21 de junho, às 10h (Pavilhão B-8)
- Briefing de mídia de Defesa e Segurança na quarta-feira, 21 de junho, às 11h: status operacional da frota KC-390 (Pavilhão B-8)

Aviação Comercial
A família de aeronaves E-Jets E2 da Embraer, o E190-E2 e o E195-E2, são as aeronaves de corredor único mais econômicas que voam atualmente, oferecendo os menores custos operacionais e maiores rendimentos para as companhias aéreas, mais conforto para os passageiros e espaço para suas malas , menor pegada de ruído e menor impacto no meio ambiente. Todos os voos em Paris serão alimentados por uma mistura de combustível de aviação sustentável (SAF).

No ano passado, o Pratt & Whitney E195-E2 com motor GTF foi testado com sucesso em 100% SAF, validando que a família E-Jets E2 pode voar em ambos os motores com misturas de até 100% SAF sem comprometer a segurança ou o desempenho. Hoje, o E2 emite 25% menos emissões de CO2 em comparação com aeronaves da geração anterior; essa redução pode ser aumentada para 85% com o SAF.

Defesa & Segurança
Os produtos e soluções da Embraer Defesa & Segurança estão presentes em mais de 60 países e incluem a aeronave de transporte militar multimissão C-390 Millennium e a aeronave de ataque leve e treinamento avançado A-29 Super Tucano, que estarão em exibição na Paris Air Mostrar.

A aeronave C-390 foi entregue pela primeira vez à Força Aérea Brasileira em 2019 e comprovou sua capacidade, confiabilidade e excelente desempenho em missões domésticas e no exterior, bem como sua capacidade de responder rapidamente a situações de emergência ou humanitárias. A aeronave já foi adquirida por Portugal e Hungria e selecionada pela Holanda.

O A-29 está em operação por mais de 15 forças aéreas e acumulou cerca de 500.000 horas de voo, incluindo aproximadamente 60.000 horas de combate.

Sustentabilidade
Por mais de 20 anos, a Embraer vem trabalhando e desenvolvendo iniciativas ecológicas para tornar as aeronaves mais limpas e silenciosas para contribuir com a meta da indústria da aviação de alcançar emissões líquidas zero até 2050. A Embraer pretende ser neutra em carbono até 2040 e alcançar crescimento neutro em carbono a partir de 2022 Ela planeja implementar 25% de uso de combustível de aviação sustentável (SAF) em suas operações até 2040 e 100% de fontes de energia renováveis ​​até 2030.

A empresa tem um histórico reconhecido de inovação em combustíveis sustentáveis, que inclui a primeira aeronave movida a etanol certificada do setor em 2004. Trabalhando em estreita colaboração com seus clientes e parceiros, a empresa vem aprimorando continuamente a eficiência e o desempenho de seus produtos atuais e futuros . A família de jatos E2, por exemplo, deve ser compatível com 100% SAF antes de 2030.



10 junho, 2023

Ethiopian Airlines prepara-se para mais expansão da frota e crescimento da rede

- A série Embraer E2 é um dos dois candidatos em potencial para a extremidade inferior do tamanho da aeronave


*Airspace Africa - 09/06/2023

O Ethiopian Airlines Group recuperou com sucesso os níveis operacionais pré-pandêmicos e agora está focado em expandir ainda mais sua frota e rede, de acordo com o CEO da empresa, Mesfin Tasew. Falando à aviação diariamente na IATA AGM em Istambul, Tasew expressou o otimismo da companhia aérea e delineou seus planos ambiciosos para o futuro.

Com cerca de 140 aeronaves atualmente em operação, o Ethiopian Airlines Group prevê uma frota de 271 aeronaves até 2035. Para conseguir isso, a companhia aérea está considerando a adição de pelo menos mais 130 aeronaves, já que os aviões mais antigos precisarão ser substituídos. Tasew afirmou que a próxima rodada de pedidos de aeronaves deve ser feita até o final do ano, com uma mistura de aeronaves narrowbody e widebody sendo buscadas.

Tasew mencionou que a série Embraer E2 e o Airbus A220 são candidatos em potencial para a extremidade inferior do tamanho da aeronave, enquanto o Boeing 737 MAX e o Airbus A320neo estão sendo considerados concorrentes de fuselagem estreita. No lado widebody, a companhia aérea está avaliando o Boeing 777X e o Airbus A350-1000 para seu pedido.

Em 5 de junho, a carteira de pedidos da Ethiopian Airlines consistia em 29 aeronaves, incluindo 17 Boeing 737 MAXs, cinco Boeing 777Fs, um Boeing 787-9 e seis Airbus A350-1000s.

Enquanto a Ethiopian Airlines continua a receber novas aeronaves, os problemas globais da cadeia de suprimentos que afetam a indústria da aviação também impactaram a transportadora. Tasew reconheceu a escassez crítica de componentes, principalmente para os A350s e 787s, o que pode representar desafios durante a temporada de verão de alta demanda. No entanto, a companhia aérea conseguiu evitar o pouso de qualquer aeronave até agora.

Em termos de expansão da rede, a Ethiopian Airlines tem como objetivo chegar à Austrália, o único continente que atualmente não atende, potencialmente via Cingapura. Além disso, a companhia aérea planeja aumentar os serviços para as Américas, com foco na expansão dos voos para Toronto e na obtenção de direitos de tráfego para Montreal. Na Europa, Madri e Lisboa estão entre os destinos considerados.

A Ethiopian Airlines, membro da Star Alliance, está sediada no Aeroporto Internacional de Bole, em Adis Abeba, de onde serve uma rede de 125 destinos de passageiros – 21 deles domésticos – e 44 destinos de cargueiros. E no total voa para mais destinos na África do que qualquer outra operadora.

Apesar dos desafios impostos pela pandemia, a Ethiopian Airlines relatou um número ligeiramente maior de passageiros de 13 milhões no ano fiscal atual, em comparação com 12,2 milhões em 2019. Tasew destacou que a receita da companhia aérea atingiu as metas e espera-se que seja aproximadamente 50% maior do que os níveis pré-COVID, em parte atribuídos à contribuição significativa das operações de carga para a receita geral.

À medida que a Ethiopian Airlines continua a navegar no cenário pós-pandêmico, a transportadora continua focada em sua trajetória de crescimento, com o objetivo de solidificar sua posição como uma companhia aérea africana líder, expandindo seu alcance global e fornecendo serviços excepcionais a passageiros em todo o mundo.

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