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03 agosto, 2020

Semestre tem recordes de vendas de armas nos EUA e no Brasil. Taurus poderá ser beneficiada

*LRCA Defense Consulting - 03/08/2020

Pelo terceiro mês neste ano, o FBI registrou checagens de vendas de armas em número recorde, indicação segura de que as preocupações com a eleição presidencial de 2020, com a pandemia e com os protestos raciais estão levando as compras de armas a um nível histórico nos Estados Unidos.

Logo após as 3.931.607 verificações de antecedentes em junho, a maior já registrada em 14 anos no Sistema Nacional de Verificação de Antecedentes Criminais Instantâneos (NICs), o FBI divulgou nesta segunda-feira (03) que as verificações de julho totalizavam 3.639.224. O número é o terceiro maior valor mensal de todos os tempos, atrás dos 3,9 milhões de checagens em junho e dos 3,7 milhões em março.

As verificações feitas pelo NICS são consideradas o melhor indicador para estimar o número de vendas de armas no país durante um determinado período de tempo, porque quase todas as vendas realizadas por revendedores licenciados, como lojas de armas, exigem a realização de uma verificação.

Mês a mês, os números de julho representam um aumento de 79% em relação a julho de 2019. No geral, o FBI realizou 22.819.271 verificações de antecedentes este ano, quase 44% superior ao primeiro semestre do ano passado, quando as verificações até julho totalizaram 15.890.359. O número do primeiro semestre corresponde a cerca de 80% de todo o ano de 2019.

As verificações de antecedentes do FBI indicam que 2020 já viu pelo menos 10 milhões de armas vendidas - muitas para compradores e minorias que as adquiriram pela primeira vez.

Embora uma única verificação de antecedentes possa representar a venda de várias armas, esses números não são um retrato perfeito das vendas, pois não incluem dados de 20 estados que processam algumas ou todas as suas verificações de antecedentes por conta própria, e não pelo FBI.


"Estou vendo coisas que nunca vimos antes"
O grupo da indústria Small Arms Analytics & Forecasting disse que as vendas atingiram 2 milhões em julho, um aumento de 134% em relação a julho de 2019. Julho é o quinto mês consecutivo a estabelecer um recorde de vendas de armas.

"Estou vendo coisas que nunca vimos antes", disse Larry Hyatt, proprietário do Hyatt Guns em Charlotte, Carolina do Norte. "É baseado no medo."

O número de verificações da NICS ajuda a explicar a falta de armas e munição nas lojas e o registro de pedidos em atraso de fabricantes de armas e fornecedores de munição.

No enorme site online de armas de fogo Brownells, por exemplo, as vendas de armas aumentaram 90%, lideradas por armas pequenas (revóveres e pistolas). As vendas de munição aumentaram 30% e o tráfego da Web no Brownells.com aumentou 60% -70%.

O porta-voz de Brownells, Ryan Repp, disse à Secrets: "A incerteza está definitivamente impulsionando as vendas de armas de fogo, munição e acessórios relacionados ao momento. Com as conversas sobre a retirada da polícia, uma pandemia nacional que está pressionando os serviços de emergência é a 'tempestade perfeita' da incerteza, e estamos vendo pessoas de todo o espectro político se voltando para a posse de armas de fogo pela primeira vez".

"Na Brownells, vimos um aumento de 90% nas vendas de armas de fogo, um aumento de 30% nas vendas de munições e o tráfego da Web continua superando o normal "em cerca de 60%. No momento, o mercado de armas de fogo é realmente limitado apenas pela oferta, à medida que os fabricantes da indústria trabalham para recuperar o atraso".

Uma visita da Secrets na semana passada a três lojas de armas na Virgínia encontrou duas com apenas um punhado de armas à venda e uma terceira em que munições foram varridas das prateleiras no minuto em que foram estocadas.

Chris Killoy, diretor executivo da Sturm, Ruger & Company, disse que o atual aumento nas vendas é diferente de tudo que ele já viu. A onda de compras não mostra sinais de desaceleração e a forte demanda "se sustentará" no outono, previu Killoy.

"Tendo estado neste setor há 30 anos, vi o aumento em 1994 antes da proibição de armas de assalto", disse Killoy a investidores na quinta-feira. "Esse é provavelmente o nível de demanda mais forte que eu já vi. Uma das diferenças mais significativas é como isso afetou todos os níveis do canal e o impacto no inventário em todos os níveis".

Mês Nacional dos Esportes de Tiro pode levar a novas vendas
Os milhões de proprietários de armas de fogo, principalmente os que as adquiriram pela primeira vez nos EUA, poderão participar do National Shooting Sports Month em agosto, uma tradição americana que comemora o direito constitucional de manter e portar armas, consagrado na Declaração de Direitos e de liberdades individuais pela Segunda Emenda à Constituição americana.

O evento é tão importante nos EUA que mereceu uma mensagem nacional do Presidente Trump.

Como é um ótimo momento para buscar treinamento e aprender sobre as dezenas de esportes de tiro ao alvo e caça, a previsão é de que o fato estimule novas compras de armas neste mês.

Resultados excepcionais da Sturm, Ruger & Company e da Smith & Wesson Brands Inc.
A Sturm, Ruger & Company anunciou em sua teleconferência trimestral  na quinta-feira (30 Jun) que as vendas líquidas passaram de US $ 210.367.000 nos primeiros seis meses de 2019 para US $ 253.903.000 durante o mesmo período em 2020. Isso equivale a um lucro por ação diluído de US $ 1,06 em 2020, comparado a US $ .36 em 2019 - um aumento de três vezes. 

A Smith & Wesson Brands Inc. registrou um aumento de lucro semelhante em junho. As vendas líquidas da empresa saltaram 32,9%, de US $ 175,7 milhões no quarto trimestre de 2019 para US $ 233,6 milhões em 2020.

Taurus poderá se beneficiar com os recordes de vendas de armas nos EUA e no Brasil
Em 2019, a Taurus produziu cerca de 1,2 milhão de armas de fogo, sendo 889 mil em São Leopoldo, no Rio Grande do Sul, e 310 mil na unidade americana, o que corresponde a mais de 5 mil unidades diariamente. Do 1,3 milhão de armas da empresa vendidas no ano passado, 1,1 milhão (quase 85%) foi para os Estados Unidos.

No primeiro trimestre, a companhia aproveitou o início do aquecimento do mercado de armas pessoais nos EUA e incrementou suas vendas em 11% em relação ao trimestre anterior, atingindo a marca de 310.100 unidades vendidas. Este incremento aconteceu apesar de a unidade fabril americana ainda estar se adaptando às novas instalações na Geórgia naquele período, problema que já foi equacionado no trimestre posterior.

Como o Brasil, por meio quase que exclusivamente da Taurus Armas, tornou-se o segundo maior exportador de armas pequenas (pistolas e revólveres) para os EUA, é bastante provável que essa empresa se beneficie da explosão de vendas que está sendo registrada nesse país e apresente números significativos no balanço do segundo trimestre, no que se refere às vendas para esse mercado.

No entanto, não só nos EUA as vendas de armas estão crescendo.  Nos três primeiros meses de 2020, as vendas em volume da Taurus no mercado brasileiro mais que dobraram (cresceram 111% sobre o mesmo trimestre do ano passado), enquanto a receita saltou 52%.

Somando-se os dados do SINARM com os do SIGMA, o total de registros de novas armas no primeiro semestre totalizou 132.485 unidades e representou um aumento final de 80% em relação ao havido em todo o ano de 2019. O aumento semestral de 200% superou todos os demais da série existente desde 2009, constituindo-se em um recorde histórico.

Em consequência, as vendas domésticas da empresa tendem, também, a apresentar um volume significativo no segundo trimestre, similares ou superiores aos números do primeiro.

Estimativa de resultados positivos
Como a pequena variação cambial do segundo trimestre não atuará de forma perversa sobre os resultados da empresa, como aconteceu no primeiro, o forte acréscimo esperado no volume de vendas para os EUA tenderá a fazer esta variação impactar de forma positiva, haja vista que cerca de 85% de suas vendas são direcionadas ao mercado americano, ou seja, faturadas em dólar. Com isso, salvo a ocorrência de um fator negativo inesperado, é razoável estimar que a empresa apresente resultados positivos no balanço desse trimestre.

Principais fontes:
- Presidential Message on National Shooting Sports Month 2020 | The White House https://bit.ly/31eul3E
- July Breaks Gun Sales Record as Gun Company's Earnings Triple https://bit.ly/33nKXbV
- Sales of guns used for self-defense up across the country, experts explain why https://bit.ly/31eHABp
- Gun Sales Are Surging, But Background Checks Aren’t Keeping Up | FiveThirtyEight https://53eig.ht/2XmH43a
- Gun sales exploding, July FBI checks jump 79% https://washex.am/2DufQQT
- Gun sales surge an estimated 135% in July amid coronavirus, rioting fears - Washington Times https://bit.ly/31d3ZyZ
- Millions of New Gun Owners Will Enjoy National Shooting Sports Month in August https://prn.to/3a0edqs
- LRCA Defense Consulting - arquivos

*Colaborou: Christian Lima

01 agosto, 2020

Webinar: "Os esforços da indústria de defesa, face aos desafios trazidos pela Covid-19"



*LRCA Defense Consulting - 01/08/2020

Realizado no dia 24 de julho, o webinar "Os esforços da indústria de defesa, face aos desafios trazidos pela Covid-19", proporcionado pela LAAD Defense and Security 2021, trouxe importantes informações sobre a participação da indústria de defesa nas ações de combate à pandemia e, também, sobre os esforços que estão sendo realizados pelo governo (MRE, Ministério da Defesa, SEPROD) e pela Associação Brasileira das Indústrias de Materiais de Defesa e Segurança - ABIMDE para viabilizar o setor no Brasil, especialmente pelo fomento às exportações.

O evento contou com a participação do General de Divisão Luis Antônio Duizit Brito, Diretor do Departamento de Promoção Comercial do Ministério da Defesa (DEPCOM/MD), de Roberto Alves Gallo Filho, Presidente da ABIMDE, e de Leonardo Nogueira, Vice-presidente da ABIMDE, sendo moderada por Vivian Lima, Diretora Comercial da Clarion Events Brasil.

O próximo webinar acontecerá no dia 05 de agosto, às 14 horas, e discutirá o interessante tema "As aquisições e projetos das forças de segurança nos próximos anos".


29 julho, 2020

Avibras, CBC e Embraer - Brasil e Indonésia procuram alavancar as relações comerciais na área da Defesa




O Ministro da Defesa da Indonésia, Tenente-General Prabowo Subianto, recebeu uma comitiva brasileira composta pelo Embaixador do Brasil na Indonésia, Adidos Militares e um integrante do corpo diplomático, no salão de audiências do ministério, Kemhan (sigla em bahasa indonésio).

Na ocasião, as ações estratégicas de cooperação entre o Brasil e a Indonésia foram exploradas com o intuito de alavancar, ainda mais, as relações comerciais na área da Defesa entre os 2 países.

Especificamente sobre as atividades entre as Forças Terrestres, os seguintes temas sobressaíram como assuntos passíveis de intercâmbio de militares: Artilharia de Campanha, Inteligência, Operações Especiais e Operações em Ambiente Operacional de Selva.

Nesse contexto, foi discutida a possibilidade de prospecção econômica entre a Companhia Brasileira de Cartuchos (CBC) e a estatal indonésia PT PINDAD. Também foi motivo de comentários a ótima aceitação do Sistema ASTROS, Produto de Defesa fabricado pela Empresa AVIBRAS.

Para as demais forças singulares brasileiras, o Ministro demonstrou interesse nas especificações da aeronave KC-390, da EMBRAER, bem como na realização de intercâmbios doutrinários entre militares submarinistas.

28 julho, 2020

Justiça de São Paulo revoga pena e multa impostas à Taurus pela PMSP


*LRCA Defense Consulting - 28/07/2020

Em novo comunicado divulgado na noite de hoje (28), a Taurus Armas S.A. informou que a pena administrativa e a multa impostas pela Polícia Militar de São Paulo foram revogadas pela Justiça de São Paulo, que também condenou a Fazenda Estadual a arcar com os honorários de sucumbência e com as custas e despesas processuais.

Veja o Comunicado:

26 julho, 2020

Vendas de armas de fogo cresceram 95% no 1º semestre nos EUA




Os varejistas de armas de fogo e munições estiveram ocupados, muito ocupados, durante os primeiros seis meses de 2020 - e não estão apenas vendendo para o que muitos pensavam ser o cliente tradicional, homens brancos mais velhos, pois a nova pesquisa NSSF ® mostra clientes de todos os contextos demográficos fazem parte desse aumento contínuo de vendas.

Os dados NICS ajustados da NSSF mostram que um recorde de 10,3 milhões de transações com armas de fogo foi processado por varejistas em todo o país no primeiro semestre do ano. Não importa o quão ocupados os membros do varejo da NSSF estejam lidando com esses milhões de transações, agradecemos que estejam sempre dispostos a reservar um tempo para que o NSSF saiba o que está vendo em primeira mão em suas lojas e em seus balcões.

Graças às informações dos varejistas no início deste ano, as agências de notícias em todo o mundo relataram que milhões de americanos se tornaram proprietários de armas pela primeira vez durante os primeiros quatro meses de 2020. No início de julho, contatamos os varejistas para saber mais sobre quem esses clientes em alta foram.

Primeiro, aproximadamente 90% dos varejistas relataram um aumento nas vendas de armas de fogo e munições durante o primeiro semestre de 2020 em relação ao primeiro semestre de 2019.

Qual é o tamanho desses aumentos? Os varejistas que responderam notaram que estavam vendo um aumento de 95% nas vendas de armas de fogo e um aumento de 139% nas vendas de munições no mesmo período de 2019.

É bem sabido dentro da indústria que os compradores de armas e munições há muito tempo têm diversas origens demográficas. Durante a primeira metade de 2020, os varejistas observaram que a composição geral de seus clientes consistia em 55,8% de homens brancos, 16,6% de mulheres brancas, 9,3% de homens negros, 5,4% de mulheres negras, 6,9% de homens hispânicos, 2,2% de mulheres hispânicas, 3,1% de homens asiáticos e 0,7% de mulheres asiáticas.

O maior aumento geral nas vendas de armas de fogo vem de homens e mulheres negros, que mostram um acréscimo de 58,2% nas compras durante os primeiros seis meses de 2020, em comparação com o mesmo período do ano passado.

Resumindo, nunca houve um aumento sustentado nas vendas de armas de fogo como o que está acontecendo agora. Independentemente de quem eles sejam ou do motivo de sua compra, devemos continuar praticando e promovendo as regras de segurança de armas de fogo. Acrescente um  + ONE SM  e convide alguns entusiastas a virem conosco para o campo durante o Mês Nacional dos Esportes de Tiro ® e para as próximas estações de caça.


*Com a colaboração de Christian Lima

Todas as falácias do Fantástico na reportagem sobre armamento



*LRCA Defense Consulting, com texto de Felipe Fiamenghi - 26/07/2020

A reportagem sobre o armamento, apresentada no Fantástico, foi ao ar no domingo passado. Demorei quase uma semana para escrever este texto, porque fiz questão de buscar minuciosamente todos os dados e fatos.

Afinal, para refutar todo o sensacionalismo Global, unido a opiniões de "especialistas", devemos nos munir de toda a verdade possível.

A matéria começa de forma comovente, exibindo famílias que tiveram entes queridos mortos por armas de fogo. Um dos casos, porém, me chamou bastante atenção. Um homem passeava com a sua família quando bateu em um carro estacionado e evadiu do local. O dono do outro veículo, armado, iniciou uma perseguição e os abordou minutos depois. Antes do desfecho, porém, a esposa do primeiro motorista conseguiu ligar para a polícia e pedir socorro, que não chegou a tempo.

Mesmo que uma viatura conseguisse atingir 1476 Km/h, a velocidade de disparo de uma pistola 9mm, como a utilizada no crime, ainda não chegaria a tempo de evitar a tragédia. A única coisa que poderia salvar a família, então, seria um objeto que equalizasse suas forças com a do agressor. Ou seja, uma arma de fogo.

Não existe campanha mágica, que livrará todo o mundo das armas. Criminosos não se desarmam. No máximo, consegue-se desarmar o cidadão pacífico e ordeiro, que usa-a como ferramenta de proteção, e torna-o uma presa fácil.

O primeiro dado apresentado pelo "especialista" do IPEA deve ser verdadeiro em algum lugar no Fantástico Mundo da Biblioteca. No Planeta Terra não procede. Segundo ele: "Os números não mentem. A cada 1% de aumento no número de armas, aumentam 2% nos números de crimes violentos".

Realmente os números não mentem e nem confirmam as estatísticas por ele apresentadas. Em 2019, tivemos um aumento de 23,5% no número de armas registradas e uma queda de 20% no número de homicídios.

Números internacionais também mostram a falácia na narrativa do "especialista". Os EUA, com 400 milhões de armas registradas, 400 vezes mais do que o 1 milhão de armas brasileiras, tem uma média de 5 homicídios para cada 100 mil habitantes. Seis vezes menor do que a nossa.

A Suíça, proporcionalmente o país mais armado do mundo, tem uma taxa 0,3/100.000. Uma das menores do planeta.

Em Orlando, após uma massiva campanha para que as mulheres se armassem, em um ano, os crimes sexuais despencaram 88%.

Em se tratando de crimes sexuais, aliás, os dados da National Rifle Association sugerem que, quando a vítima está armada, apenas 3% deles se concretizam. O que pode ser comprovado, novamente, pelo exemplo da Suíça, onde os estupros são raríssimos, enquanto na vizinha Suécia, desarmamentista, as alarmantes estatísticas apontam que, ao longo da vida, 1 em cada 4 mulheres será estuprada. 25% da população feminina do país!

Dados manipulados também serviram para sustentar nosso absurdo e arbitrário Estatuto do Desarmamento, recusado, nas urnas, por 63% dos cidadãos. Apesar de ONGs, como a "Sou da Paz", defenderem que a lei salvou mais de 100 mil vidas, a realidade é que, desde então, os homicídios aumentaram mais de 20%.

E o aumento da violência, trazido pelo desarmamento de civis, não é uma exceção Brasileira. Pelo contrário.

Na Austrália, após a sanção de uma lei também severamente restritiva, os homicídios aumentaram 19%, os assaltos armados 69% e os estupros atingiram a média de 1 a cada 6 mulheres. Mais que o dobro da média global.

Outros dois "especialistas", apresentados na matéria, tiveram um importante papel em momentos históricos do aumento da criminalidade tupiniquim.

O primeiro, José Vicente da Silva Filho, foi Secretário Nacional de Segurança Pública do governo FHC, que dificultou o acesso às armas, em 1997, e viu o número de homicídios crescer 10% nos 3 anos seguintes.

O segundo, Raul Jungmann, foi Ministro da justiça do governo Temer, exatamente no período que registramos nosso recorde nacional de criminalidade violenta: 2017, quando 65.602 brasileiros foram assassinados.

Os únicos argumentos favoráveis, apresentados pelo deputado Capitão Augusto, Oficial da Polícia Militar e coordenador da Frente Parlamentar da Segurança Pública, ocuparam apenas alguns segundos dos quase vinte minutos da reportagem.

Com certeza, o testemunho do Capitão desmentiria também a argumentação de que a população armada dificulta o trabalho policial. Onde existe armamento civil, os cidadãos, em especial os CACs [Caçadores, Atiradores Esportivos e Colecionadores], tornam-se uma força auxiliar de segurança, treinada, armada e gratuita, que muitas vezes colabora com a polícia. Não faltam casos, ao redor do mundo, para comprovar essa afirmação.

Desarmamento não é sobre armas e muito menos sobre segurança. Desarmamento é sobre CONTROLE.

UM POVO ARMADO JAMAIS SERÁ ESCRAVIZADO!

"Quando todas as armas forem de propriedade do governo, este decidirá de quem são as outras propriedades." (FRANKLIN, Benjamin)


23 julho, 2020

Taurus Armas vence ação judicial contra youtuber que a difamou




*LRCA Defense Consulting - 23/07/2020

A empresa Taurus Armas S.A. divulgou hoje (23) um Comunicado sobre a decisão judicial que a beneficiou em uma lide contra "um conhecido youtuber", após este ter postado um vídeo "com inverdades e xingamentos" contra a empresa.

Confira o Comunicado:

São Leopoldo, 23 de Julho de 2020.

COMUNICADO

Em respeito aos nossos colaboradores, clientes e acionistas, por sermos uma empresa de capital aberto, no sentido de proteger a nossa empresa, decidimos há algum tempo buscar a justiça sempre que nossa empresa fosse atacada injustamente e com acusações sem comprovação. Apesar da lentidão, estamos aos poucos restabelecendo a verdade.

Esclarecemos que, em mais urna decisão favorável a Taurus, o juiz Mario Cunha Olinto Filho da 2a. Vara Cível do Foro Regional da Barra da Tijuca, do Rio de janeiro, nos autos do processo n.° 0134311-56.2019.8.19.0001, condenou um conhecido youtuber a pagar R$ 40.000,00 em indenização por danos morais por postar vídeo com inverdades e xingamentos contra a Taurus.

Cabe destacar que o Juiz considerou a conduta desse Youtuber como "reprovável", pois ainda segundo ele "ninguém pode atingir injustamente a honra alheia", o que reforça a atitude da Taurus de defender sua imagem e reputação contra ataques infundados e com cunho meramente difamatório e calunioso.

Por fim, foi determinado na sentença que o Réu retire o vídeo do Youtube, sob pena de pagamento de multa diária de R$ 1.000.00.

Reforçamos que continuamos sempre à disposição dos nossos clientes e estamos sempre prontos a atender de imediato qualquer necessidade de pós-vendas/assistência técnica nos canais de atendimento disponíveis no nosso site.

Atenciosamente,

Taurus Armas 5/A


22 julho, 2020

Taurus desenvolve três novos fuzis mirando os mercados nacional e internacional

Fuzil ArmaLite AR-10 A4 em uso pelo BOPE


*LRCA Defense Consulting - 21/07/2020

O empresário indiano Abhyuday Jindal, diretor administrativo da Jindal Stainless Ltda e CEO da joint venture desta empresa com a Taurus Armas, em entrevista para o portal indiano Raksha Aniverda publicada no dia 17, citou um fuzil de assalto no calibre 7.62 mm como integrante do portfólio da Taurus, informação que era desconhecida até agora.

Ontem (21), esta Consultoria confirmou que estão em desenvolvimentos pela empresa gaúcha três novos fuzis: um na plataforma AR-10 com calibre 7.62x 51 mm NATO, um na plataforma AR-15 no calibre 7,62x39 e, por último, um fuzil (rifle) de ferrolho nas versões de ação curta e ação longa.

Segundo a fonte, as novas armas serão lançadas no mercado para consolidar a estratégia agressiva de desenvolvimento de novos produtos e mercados com o suporte de alta tecnologia, estratégia essa que a Taurus vem empregando a partir da sua nova gestão.

O fuzil ArmaLite AR-10
O fuzil ArmaLite AR-10 foi desenvolvido nos EUA na década de 1950 e sua concepção inicial é a origem dos modernos e consagrados AR-10, AR-15 e M16. Atualmente, esse modelo é produzido por diversas indústrias de armamentos, mas com outros nomes e em diversos calibres, já que a marca AR-10 pertence à atual empresa ArmaLite. A designação AR significa ArmaLite Rifle, com suas plataformas AR-10 e AR-15.

O AR 10 é um fuzil de última geração que se caracteriza por sua precisão e, por isso, é empregado por unidades especiais de várias forças policiais e militares do Brasil e do mundo.

No Brasil, o AR-10 está sendo utilizado pelo Batalhão de Operações Policiais Especiais (BOPE) e pela Coordenadoria de Recursos Especiais da Polícia Civil, além do Batalhão de Polícia de Choque, Batalhão de Ações com Cães e Grupamento Aeromóvel, todos do Rio de Janeiro, em substituição ao FN FAL e ParaFAL (ambos produzidos nacionalmente pela Imbel). Também é utilizado pelo Grupo de Radiopatrulha Aérea da Polícia Militar de Goiás, sendo empregado tanto nas aeronaves quanto nas viaturas terrestres, pelo Grupo Tático 3 da Policia Civil de Goiás e pelo BOPE-TO.

O fuzil Colt AR-15
Um fuzil na plataforma AR-15 é um fuzil semiautomático leve baseado no projeto Colt AR-15 que, por sua vez, era baseado no ArmaLite AR-10. Sua versão militar automática é o M16 e suas variantes (que incluem a Carabina M4), em uso, principalmente, pelas forças armadas americanas.

Depois que as patentes da Colt expiraram em 1977, um mercado expandido surgiu, com muitos fabricantes produzindo sua própria versão da plataforma AR-15 para venda comercial.

O AR-15 no calibre 5.56 x 45 mm NATO é o fuzil mais popular dos Estados Unidos, pois é considerada a ferramenta mais eficaz para defesa do lar e da propriedade. É utilizado também nos veículos policiais e pelas equipes da SWAT.

No Brasil, a Taurus Armas produz três versões do fuzil T4 nessa plataforma, que equipa as polícias de vários estados brasileiros e de outros países, como Omã e Senegal. Nas Filipinas, a Taurus já é praticamente a vencedora de uma grande licitação de 11,5 mil fuzis para a polícia nacional. Na Índia, por meio da joint venture com a Jindal Stainless, têm previsão de venda de até 500 mil fuzis em cinco anos.

Por que um fuzil AR-15 no calibre 7.62 x 39 mm?
O calibre 7.62 x 39 mm foi desenvolvido na antiga União Soviética para ser o padrão russo dos fuzis Kalashnikov AK-47. Atualmente, esse calibre é usado principalmente pelas forças armadas e por civis da Rússia, bem como por outros países da antiga URSS e por diversos países do mundo que ainda usam o AK-47 ou suas evoluções, incluindo a última, o modelo AK-203.

Ocorre que, em 2018, foi firmada uma joint venture entre o governo indiano, representado pelo conglomerado de empresas estatais indianas de armamentos (Ordnance Factory Board), e o governo russo, representado pela  empresa Kalashnikov Concern, para produzir na Índia um total de 750 mil fuzis AK-203 (anteriormente conhecido como AK-103M) no calibre 7.62 x 39 mm. O objetivo é tornar esta arma o fuzil padrão das forças armadas (FFAA) indianas nos próximos anos.

Finalizada burocraticamente em meados de 2019, essa JV está tendo dificuldades em sair do papel. Conforme o analista Rakesh Krishnan Simha, autor da matéria citada acima: "o acordo com a Kalashnikov atingiu um gargalo. O projeto de Rs 4.300 milhões foi parado por mais de um ano, com o parceiro russo e o OFB incapaz de apresentar um plano de preços razoável. Isso não é novidade em acordos envolvendo fabricantes russos. De fato, é um padrão que remonta ao contrato de porta-aviões Gorshkov de 2001, em que o custo rapidamente subiu de US $ 700 milhões para US $ 3,2 bilhões. Não esqueça que este é um casamento envolvendo a Rússia, que possui um sistema de cadeia de suprimentos atroz, e um monopólio do setor público indiano não conhecido por sua ética no trabalho. Se a [parte da] manhã mostrar o dia [todo], levará muito tempo até que a fábrica de Korwa produza um único Kalashnikov".

Embora a fonte desta Consultoria tenha declarado que o desenvolvimento de um fuzil nesse calibre vise aumentar o portfólio da empresa, sem declinar se há ou não clientes em vista, chamam a atenção os fatos de não ser utilizado pela OTAN e de a Índia planejar adotá-lo como calibre primordial para os futuros fuzis de assalto de suas forças armadas.

Em um cenário hipotético, do ponto de vista logístico seria bastante interessante a Taurus poder oferecer ao mercado militar, paramilitar e policial indiano um fuzil no mesmo calibre usado pelas forças armadas desse país, ainda mais com possibilidade de exportação para os demais países que também o adotam.

Fuzil Taurus T4, baseado na plataforma AR-15

O fuzil (rifle) de ferrolho
Armas com ação de ferrolho são muito populares nas atividades civis de caça e tiro ao alvo, bem como para o uso por atiradores militares de elite (sniper), pois oferecem um excelente equilíbrio entre força, robustez, confiabilidade e precisão. Via de regra, são mais leves e têm um custo menor do que as armas de fogo semiautomáticas. Outra vantagem é poderem ser desmontadas e remontadas muito mais rápido, devido ao menor número de peças móveis.

A ação de ferrolho é um tipo de ação da arma de fogo em que a abertura e o fechamento da culatra são realizados com ação sobre uma pequena alavanca, normalmente localizada no lado direito da arma. À medida que a alavanca é operada, o parafuso é desbloqueado, a culatra é aberta, a cápsula deflagrada é retirada e ejetada, o percursor fica armado, um novo cartucho (se disponível) é colocado dentro da culatra e o sistema é  fechado.

Dentro do vasto mix de calibres possíveis de serem empregados no fuzil de ferrolho, a fonte desta Consultoria afirmou que ainda não estão definidos quais serão utilizados e priorizados, podendo ser: 6,5 CREED, .308 WIN, 6mm CREED, 7mm-08 REM, .243 WIN, .22-250 REM, .30-06SPG, .270WIN, .25-06 REM, 7mm REM MAG, .300 WIN MAG e .338 LAPUA MAG. Assim, não há como determinar ainda qual seria o emprego principal do armamento, se civil ou militar.

Fuzil inglês de ferrolho L115A3.

Novos nichos e maior presença global
Independentemente de haver objetivos específicos ainda não divulgados, as novas armas irão aumentar e enriquecer o portfólio da Taurus Armas, possibilitando conquistar novos e importantes nichos de mercado e contribuir para uma maior projeção global da empresa.

Setor de armas e munição se solidariza aos CACs em repúdio à matéria divulgada pela Rede Globo





A Associação Nacional da Indústria de Armas e Munições (Aniam), em nome da indústria e do comércio de armas de fogo e munição, prestou sua solidariedade às notas de repúdio, publicadas nesta semana, em razão de matéria exibida no último domingo pelo programa “Fantástico”, da Rede Globo de Televisão, que abordou as recentes alterações realizadas na legislação do segmento.

Veja a íntegra clicando na imagem abaixo:

21 julho, 2020

Webinar – Os Esforços da Indústria de Defesa, Face aos Desafios Trazidos Pela Covid-19



O presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Materiais de Defesa e Segurança (ABIMDE), Dr. Roberto Gallo, participará do primeiro evento da série LAAD Defence Webinars, juntamente com o Gen Div Luis Antônio Duizit Brito, Diretor do Departamento de Promoção Comercial do Ministério da Defesa (DEPCOM/MD). O Moderador será Francisco Ferro, Chefe da Revista Tecnologia & Defesa.

Em pauta, a importante discussão sobre como a indústria deve lidar com o novo cenário criado pela pandemia.

A LAAD Defence & Security preparou uma série de webinars com conteúdo digital gratuito que apresenta discussões, tendências e planos para o setor de Defesa no Brasil.

Webinar #1 – Os Esforços da Indústria de Defesa, Face aos Desafios Trazidos Pela Covid-19

24/07 | sexta-feira | 14h


Inscrições em: bit.ly/defw1

A violência está impulsionando as vendas de armas, e não o contrário

Pistolas à venda em Bridgeton, Mo., em 13 de novembro de 2014. (Jim Young / Reuters)


*The Washington Post/Cartas para o editor/ Por Frederick Bruce Blum - 20/07/2020

Pelo menos a reportagem de 16 de julho “O aumento do crime violento segue o aumento das vendas de armas”, sobre um relatório sobre a compra de armas, observou: “Os autores alertam que um estudo dessa natureza não pode provar a causalidade, particularmente em um momento de grande agitação social em um país que lida com uma crise de saúde pública sem precedentes, bem como com um movimento nacional de protesto”.

Não é que a “farra de compra de armas esteja associada a um aumento significativo na violência por armas nos Estados Unidos”; é o aumento significativo da violência e da agitação civil que está impulsionando a "farra da compra de armas".

Não há evidências de que cidadãos cumpridores da lei estejam saindo e cometendo violência com suas armas defensivas recém-adquiridas. Não há evidências que demonstrem qualquer viés racial evidente na pressa de comprar armas de fogo. Com distúrbios civis de qualquer tipo em que os cidadãos se sintam ameaçados, farão o que acharem necessário para defender suas famílias, casas e empresas - e isso atravessa todas as linhas raciais, étnicas e políticas.

A manchete do artigo deveria ter lido “O aumento nas vendas de armas segue o aumento da violência e da ilegalidade”.

Resposta à matéria sobre armas divulgada pela Rede Globo



*LRCA Defense Consulting - 21/07/2020

A Advogada e Policial Penal Mariana Lescano, fundadora da ONG Porto Alegre Sem Medo, posiciona-se sobre a matéria divulgada pelo Fantástico sobre a venda de armas:

- "Não basta há décadas denegrir as polícias e venerar o crime, agora a Rede Globo quer culpar os Colecionadores, Atiradores e Caçadores pela violência urbana. Nosso repúdio a esta reportagem e lembro: culpar o cidadão de bem, é proteger o crime!"

A ONG Porto Alegre Sem Medo (https://bit.ly/2ZJ2hpk) pretende ser um movimento em defesa de uma Porto Alegre mais segura e mais justa. Um espaço para a troca de experiências, informação, reflexão e mais: de melhorias para a cidade, especialmente na área da Segurança Pública.

20 julho, 2020

Embraer vê forte queda nas entregas do 2º tri ante mesmo período de 2019



*Investing.com - 20/07/2020

A Embraer comunicou nesta segunda-feira (20) que entregou 17 jatos no segundo trimestre de 2020, sendo 4 comerciais e 13 executivos, e que, no final de junho, sua carteira de pedidos firmes a entregar totalizava 15,4 bilhões de dólares.

A fabricante de aviões afirmou que entregou menos aviões comerciais e jatos executivos do que em anos anteriores no mesmo período, principalmente em razão da pandemia da Covid-19.

Um ano antes, a Embraer entregou 51 jatos, dos quais 26 foram jatos comerciais e 25 foram jatos executivos; no primeiro trimestre de 2020, as entregas totalizaram 14 jatos, sendo cinco comerciais e nove executivos.

19 julho, 2020

Joint ventures da Taurus Armas e da CBC avançam na Índia


A decisão do governo de permitir a entrada de empresas privadas ajudará na criação de um ecossistema viável de armas pequenas e munições na Índia e atenderá aos requisitos através da fabricação indígena

*LRCA Defense Consulting - 19/07/2020

Imagem da reportagem indiana mostra as armas da JV da Taurus expostas em evento internacional

A matéria abaixo, condensada de uma reportagem publicada no dia 17 pelo portal indiano Raksha Aniverda com o título: "Desenvolvimento de armas leves: fabricantes particulares podem atingir o alvo?", mostra a importância estratégica que as joint ventures Taurus Armas/Jindal Stainless e CBC/SSS Defence têm na atual situação da Índia, bem como trazem novas e importantes informações sobre o mercado potencial a ser atendido, tais como:

- além do enorme efetivo das forças armadas, com mais de um milhão de homens e mulheres, as forças paramilitares do país compreendem quase um milhão de soldados;

- acresça-se a estes dois milhões de soldados, os enormes efetivos policiais de 30 estados diferentes que também exigem fuzis automáticos, carabinas e pistolas modernos;

- o mercado é completado por seguranças privados (cerca de 7 milhões), bem como por atiradores esportivos e cidadãos de um país com cerca de 1,4 bilhão de pessoas;

- a JV da Taurus está oferecendo armas pequenas para testes das forças armadas com base na prática 'sem custo, sem compromisso';

- a JV da Taurus está visando uma capacidade de 100.000 unidades por ano ao seu mix de produtos (esta informação ainda carece de confirmação, pois pode se referir a cada produto do mix, haja vista que o CEO da Taurus já afirmou que só em fuzis, a previsão é de 500 mil em cinco anos);

- o analista que produziu a matéria afirma que "dependendo do ambiente em que são usadas ​​e de como são mantidas, as armas pequenas têm uma vida útil de 5.000 a 6.000 tiros. Isso significa substituições contínuas, que devem manter as linhas de produção em funcionamento por décadas";

- a joint venture com a Rússia para a produção local de 750.000 fuzis Kalashnikov AK-203 continua incerta;

- a JV da CBC estará operacional em julho de 2021;

- a JV da CBC será a primeira a produzir munição de pequeno e médio calibre no setor privado e a atender à demanda doméstica e à exportação;

- a janela existente no mercado de munição representa um valor de mais de US $ 1 bilhão em contratos de longo prazo.

Os números e as perspectivas do mercado indiano (e de exportações a partir dele) permitem afirmar que a produção de armas e munições na Índia - o maior e mais inexplorado mercado entre os países capitalistas - significará o maior marco na história industrial do binômio Taurus/CBC, capaz de multiplicar muitas vezes os resultados atuais de ambas e levá-las a um patamar nunca antes atingido no mercado mundial.


"Desenvolvimento de armas leves: fabricantes privados podem atingir o alvo?"

*Raksha Aniverda - 17/07/2020

O Exército Indiano está no meio de um enorme esforço de modernização que reequipará mais de um milhão de soldados com armas pessoais avançadas. Paralelamente, as forças paramilitares do país, compreendendo quase um milhão de soldados, declararam inequivocamente que não aceitariam mais os fuzis de má qualidade do INSAS. Como um exercício de compras dessa escala não é mais viável por meio de importações, a chave para equipar as forças é a indigenização [nacionalização].

A longa busca do país por armas leves de qualidade - que inclui fuzis, carabinas, fuzis de precisão e armas de mão - parece ter se espalhado nas seguintes direções:

Em primeiro lugar, importações definitivas. Em 2019, uma competição de concurso reduziu os participantes ao fuzil SIG 716, com sede nos EUA, e à carabina CAR 816 da empresa de armas dos Emirados Árabes Unidos, Caracal. O SIG 716 foi selecionado depois que a empresa citou o preço mais baixo para compras rápidas na Índia de 72.400 novos fuzis de assalto. Do total, a Marinha recebe 2.000, a Força Aérea 6.000 e o Exército 64.400 fuzis. Em uma oferta separada por 94.000 carabinas, a carabina CAR 816 recebeu o sinal verde depois que a cotação da Caracal foi considerada a mais baixa. O SIG 716 e o ​​Caracal 816 são baseados no rifle americano AR-15.

Em segundo lugar, o Exército Indiano assinou um contrato com a Israel Weapon Industries, parceira da PLR Systems, através da rota Fast Track Procurement para 16.479 metralhadoras Negev 7.62x51mm (LMGs). Para a quantidade de saldo de 40.949 LMGs, o Ministério da Defesa emitiu uma solicitação de proposta (RFP) em outubro de 2019 com a categorização sendo Buy & Make (Indian). A PLR Systems é uma das cinco empresas que responderam a esta RFP.

Em terceiro lugar, existe um acordo entre governos e a Rússia para a aquisição de 750.000 fuzis Kalashnikov AK-203, com 40.000 a serem importados diretamente. Uma nova fábrica foi construída em Korwa, em Uttar Pradesh, onde os fuzis de assalto devem ser fabricados por uma empresa de joint venture na Índia, liderada pelo Ordnance Factory Board (OFB) na categoria Buy & Make (Indian). O AK-203 é uma iteração moderna do lendário rifle de assalto AK-47. Esses acordos são os mais próximos que o Exército indiano chegou de equipar seus soldados de infantaria com novas armas pequenas em mais de uma década. No entanto, eles não são uma solução permanente por duas razões principais.

Primeiro, as importações são, na melhor das hipóteses, uma solução de curto prazo, pois esses fuzis precisarão ser substituídos em alguns anos. Depois, voltaremos a licitações e burocracia e - dependendo de qual governo está no poder - os inevitáveis ​​escândalos de corrupção.

Segundo, o acordo com o Kalashnikov atingiu um gargalo. O projeto de Rs 4.300 milhões foi parado por mais de um ano, com o parceiro russo e o OFB incapaz de apresentar um plano de preços razoável. Isso não é novidade em acordos envolvendo fabricantes russos. De fato, é um padrão que remonta ao contrato de porta-aviões Gorshkov de 2001, em que o custo rapidamente subiu de US $ 700 milhões para US $ 3,2 bilhões. Não esqueça que este é um casamento envolvendo a Rússia, que possui um sistema de cadeia de suprimentos atroz, e um monopólio do setor público indiano não conhecido por sua ética no trabalho. Se a [parte da] manhã mostrar o dia [todo], levará muito tempo até que a fábrica de Korwa produza um único Kalashnikov.

Produção privada
Felizmente, há outra maneira de sair do atoleiro. Desta vez, o governo deixou a porta aberta para vários fabricantes privados iniciarem a produção de armas pequenas na Índia. Em junho de 2018, o governo revisou as Regras de Armas de 2016, permitindo que empresas privadas instalassem unidades de fabricação na Índia e atendessem a pedidos de exportação. De acordo com as novas regras, as empresas indianas receberão uma licença de sete anos após a devida verificação e poderão instalar unidades em zonas econômicas especiais.

Além disso, de acordo com uma nova política de munição, o Ministério da Defesa está disposto a fornecer compromissos de longo prazo e ordens firmes de vários tipos de munição para atores privados, mas a preços competitivos. Isso permite às empresas privadas uma brecha no mercado de munição de mais de US $ 1 bilhão, atualmente dominado por importadores estrangeiros e pelo OFB.

Raksha Anirveda conversou com cinco das novas empresas privadas que rapidamente se mudaram para o segmento de manufatura de armas pequenas e munições. Aqui está o que eles dizem. [A LRCA Defense Consulting manteve apenas as duas empresas que interessam ao Brasil]

Jindal Stainless Ltda
Localização: Hisar, Haryana

Abhyuday Jindal, diretor administrativo, JSHL
Em 27 de janeiro de 2020, a Jindal Stainless (Hisar) Ltd assinou um contrato de joint venture com a Taurus Armas SA, Brasil para transferência de tecnologia para a fabricação de armas pequenas na Índia. A Taurus é uma fabricante líder de armas de fogo, com produtos em serviço em muitos países. A gama de produtos inclui uma ampla gama de armas pequenas, como fuzis de assalto de 5,56 mm, fuzis de assalto de 7,62 mm, pistola de 9 mm para as forças armadas e também armas de pequeno calibre não proibidas (NPB), como revólveres e pistolas  para o mercado civil.

Na fase inicial, a empresa pretende fabricar pistolas e revólveres NPB para o mercado civil por meio de nacionalização progressiva. No que diz respeito às armas pequenas para uso militar, a abordagem é capitalizar as oportunidades emergentes por meio de RFIs / RFPs / licitações do exército e de outras forças armadas e planejar a produção. Proativamente, também está oferecendo armas pequenas
para testes das forças armadas com base no sistema 'sem custo, sem compromisso'.

Atualmente, o foco principal da JSHL é estabelecer uma infraestrutura ultramoderna para a fabricação de armas pequenas em Hisar. “No momento, talvez eu não consiga indicar as quantidades que a Jindal estará produzindo, mas posso confirmar que estamos visando uma capacidade de 100.000 unidades por ano ao mix de produtos”, diz Abhyuday Jindal, diretor administrativo da JSHL.

Jindal acrescenta que a iniciativa Make in India do primeiro-ministro Narendra Modi e sua subsequente chamada para Atmanirbhar Bharat criaram enorme entusiasmo no setor privado para investir na fabricação de armas pequenas. O regime liberalizado de IDE, a emissão de licença para a fabricação de armas pequenas para o setor privado e também a RFI / RFP em andamento / planejada na categoria de compra e fabricação (indiana) são testemunhos do compromisso do governo com uma participação mais ampla do setor privado facilitar a aquisição competitiva de armas leves modernas. Essas iniciativas têm como objetivo extrair a melhor relação custo / benefício contra a aquisição pelas forças armadas e reduzir a dependência de importações nesse segmento crítico.

Jindal é de opinião que o maior obstáculo enfrentado pelos fabricantes de armas pequenas é o atraso anormal que está ocorrendo no que diz respeito à aquisição dessas armas. Isso ocorre apesar do setor ser proativo e se aventurar em MoUs e joint ventures com OEMs estrangeiros para criar uma infraestrutura de defesa robusta. Por exemplo, no que diz respeito à carabina de 5,56 mm, desde 2011, RFIs repetidos foram lançados para compras através da produção indígena, mas não concluídos até a fase do contrato.

O governo também recorreu ao tratamento preferencial das unidades de produção estatais, como no caso do Ordnance Factory Board, Korwa, que fabricará em conjunto o fuzil de assalto Kalashnikov AK-103. O acordo trava nos requisitos de longo prazo das forças armadas. Nenhuma oportunidade foi estendida a fabricantes privados para licitação competitiva. “Nesse sentido, devo mencionar que, para sustentar a fabricação indígena de armas pequenas pelo setor privado, os esforços independentes da indústria precisam ser complementados por uma oportunidade comercial consistente. Além disso, em relação à exigência real das forças armadas, também há um fluxo limitado de informações para o setor privado ”, diz Jindal.

Em um cenário tão incerto, com relação ao programa de aquisição e também aos requisitos técnicos reais das armas de pequeno calibre, a indústria privada luta para firmar seu programa de investimentos e adota medidas preparatórias oportunas para responder efetivamente quando surgem requisitos formais.

O processo de aquisição anormalmente longo, particularmente o tempo envolvido na finalização da RFI / RFP, é motivo de preocupação e requer melhorias. O processo de licenciamento também precisa ser simplificado com a introdução do processo on-line para a aplicação da licença, como o DPIT. A indústria privada, sendo um novo participante no setor, não tem conhecimento de várias autorizações regulamentares e requisitos processuais que devem ser atendidos em relação à criação de infraestrutura e fabricação de armas pequenas. O Ministério da Defesa e o Ministério da Administração Interna devem fornecer apoio necessário ao setor privado nesse sentido.

"Em qualquer teatro de guerra, o soldado no terreno sempre terá primazia e é fundamental para o sucesso", diz Jindal. "Nesse cenário, devemos reconhecer que equipar nossos soldados com armas pequenas de alta qualidade produzidas indigenamente é um grande incentivo moral para a nação e uma questão de orgulho, pois essas são suas armas pessoais".


SSS Defense
Localização: Bangalore, Karnataka

Vivek Krishnan, CEO da SSS Defense (ES)
Satish Machani, MD, SSS Defense (R)
SSS Defense é a marca de defesa e aeroespacial da Stumpp, Schuele e Somappa Springs Pvt Ltd, uma empresa com mais de 70 anos de experiência em fabricação. A SSS Defense se concentra na fabricação de armas e sistemas de armas; em particular armas leves, munição, ótica de ponta e acessórios para armas de fogo e equipamentos táticos para forças armadas e policiais.

No mercado desde 2017, a SSS Defense tem como foco armas pequenas, munições e ótica militar. Seus produtos incluem o Sabre, um fuzil sniper de longo alcance em .338 Lapua Magnum; o Viper, um fuzil sniper para atirador tático em 7.62X51 mm; e a família de fuzis P-72. Em breve, estão disponíveis produtos para o mercado internacional de atiradores civis e esportivos.

A plataforma de armas pequenas da empresa é 100% indiana e não possui joint ventures estrangeiras. "Não prevemos uma parceria, considerando que um esforço fenomenal foi investido no desenvolvimento da propriedade intelectual de nossas operações de P&D na Índia", diz o CEO Vivek Krishnan.

A plataforma de óptica militar também é 100% indiana e possui seu próprio design para produtos.

A plataforma de munição da SSS Defense mantém uma joint venture e parceria estratégica com a Companhia Brasileira de Cartuchos. Essa aliança única será a primeira a produzir munição de pequeno e médio calibre no setor privado e a atender à demanda doméstica e à exportação. Líder mundial em munição para armas portáteis e um dos principais fornecedores da OTAN, a CBC é uma marca de defesa de primeira linha no segmento de pequeno calibre.

A SSS Defense recebeu a licença industrial para a fabricação de armas pequenas via Ministério do Interior em 2018 e iniciou o planejamento da fábrica de armas pequenas. A primeira fase da planta de armas de pequeno calibre em Bangalore estará operacional em novembro de 2020.

A construção da planta de munição também começará em breve e o plano deverá estar operacional em julho de 2021. Esta unidade terá mais de 60 acres de terra em Anantapur , Bangalore, e incluirá manufatura, laboratórios balísticos e infraestrutura tática (para treinamento avançado). Esta será a primeira indústria no espaço do setor privado indiano.

De acordo com o diretor-gerente Satish Machani, todos os produtos que a SSS Defense introduziu até agora foram projetados e desenvolvidos de maneira independente. “Uma abordagem moderna ao desenvolvimento incluiu o uso de manufatura aditiva, dinâmica de fluxo, simulação e uma filosofia de design de UX muito avançada”, explica ele. “Aplicamos dados antropométricos para projetar formas físicas indianas. O uso de materiais é outra área em que investimos tempo e recursos significativos. A competência principal de nossa empresa matriz na fabricação em escala industrial com ligas metálicas nos permitiu acessar processos e metalurgia de ponta. Na maioria das vezes, usamos ligas de classe aeroespacial em nossa construção e continuamos a trabalhar em ligas leves. Nossas ações de parafusos para o atirador são projetos proprietários e não se baseiam em nenhum sistema existente como o Remington 700. ”

A vantagem da abordagem da SSS Defence é que a empresa pode ultrapassar certos elementos da construção de armas em que o Ocidente e a Rússia têm sido tradicionalmente lentos, devido à sua persistência em processos de fabricação mais antigos. Isso permite que a empresa desenvolva tecnologia avançada em seus laboratórios - uma nova maneira de fazer as coisas no setor de defesa indiano.

Krishnan acredita que os fabricantes de armas pequenas na Índia precisam ter uma chance. "A política do Make in India, introduzida em 2016, acendeu o coração de muitos empreendedores", diz ele. "O potencial na Índia é imenso e as vantagens de comprar de um fabricante indiano seriam dez vezes maiores."

No entanto, estes são os primeiros dias e existem vários problemas. Krishnan lista os mais críticos:

1) Um grande número de fabricantes indianos busca consolo na transferência de tecnologia. Embora exista algum valor, há uma tendência de acreditar que a transferência de tecnologia em si é uma bala de prata. Em vários casos, o parceiro indiano acaba como um fabricante do Build to Print ou fornecedor de componentes para o OEM global. Depois disso, ocorre uma batalha prolongada para garantir que a indigenização ocorra em vez de confiar nas opções de DRC / SKD. O governo indiano pode garantir que os casos Make II e IDDM (Desenvolvidos e Fabricados com Design Indígeno) tenham prioridade sobre a fabricação indígena com apenas transferência cosmética de tecnologia.

2) Garantir que o uso da infraestrutura militar e do setor público relacionada aos testes seja disponibilizado aos fabricantes indianos.

3) As licitações globais devem ser a última opção e somente se deve contar quando não há absolutamente nenhum fornecedor indiano capaz de apresentar opções viáveis. Passos recentes, como a restrição à emissão de propostas globais para aquisições com menos de R $ 200 milhões, certamente ajudarão.

4) Todo país possui políticas que incentivam a indústria doméstica e restringem a concorrência. Os campeões do mercado livre - EUA e Europa - têm regulamentos como o ITAR e o Buy American Act para garantir que as indústrias domésticas de armas de fogo e defesa sejam protegidas. O governo precisa correr alguns riscos aqui e permitir algum nível de proteção para os setores de armas pequenas e munições.

5) A aquisição de equipamentos de capital estrangeiro por meio de agentes e representantes autorizados de OEMs estrangeiros deve receber a menor prioridade em licitações / propostas governamentais, independentemente da agência - MoD ou MHA.

6) O cronograma para o fechamento de propostas e o cancelamento arbitrário de propostas é um claro negativo para a tomada de riscos no setor privado. Se o espaço militar tiver que crescer, o governo precisará de equipes de gerenciamento de projetos específicas para compras críticas que possam trabalhar em conjunto com a indústria para identificar e fechar requisitos de maneira limitada no tempo.

7) Incentivar as exportações de equipamentos de defesa, incluindo armas pequenas e munições, é um grande passo que o atual governo está seguindo. O valor geopolítico estratégico de ser uma potência de defesa está começando a ganhar sentido. Precisamos de medidas mais agressivas nessa direção.

8) A política deve incentivar uma célula de Tecnologia das Forças Especiais. Estamos muito interessados ​​em aplicar parte de nossa tecnologia avançada para que produtos sob medida para nossas forças especiais possam ser desenvolvidos. Empresas como nós gostariam de trabalhar em tais armas, apesar do menor tamanho de pedidos. Para nós, essas são oportunidades para mostrar nosso compromisso com as forças. De fato, o Comando de Operações Especiais dos EUA (SOCOM) possui programas dessa variedade e muitos produtos interessantes, como a Next Gen Squad Weapon (NGSW), evoluíram dessa maneira.

9) O enquadramento dos GSQRs deve estar mais afinado com a realidade prática.

Conclusão

Ao longo das décadas, a Índia gastou bilhões de dólares em armas de ponta que garantiram que ela permanecesse o poder militar preeminente na região. Hoje, está prestes a se tornar uma potência pan-asiática com a capacidade de projetar energia no Mar da China Meridional e até o Chifre da África.

Mas, enquanto persegue o domínio regional através de mísseis Agni, submarinos da SSBN e porta-aviões, a liderança política não deve esquecer que é o soldado em campo que mantém o inimigo à distância.

Se a Índia está comprando Sukhois e Rafales caros, por que o soldado indiano deveria carregar o fuzil INSAS propenso a falhas? Fuzis de má qualidade para o soldado humilde, portanto, cheiram a elitismo e discriminação. Armas pessoais são tão importantes para o resultado das guerras quanto a aquisição de aeronaves, tanques e armas pesadas.

Além disso, há o efeito da cisão na economia. Com a exigência de armas pequenas para as forças militares e paramilitares em mais de dois milhões, o bolo é grande o suficiente para que tanto a OFB estatal quanto os fabricantes privados possam ter suas ações sem acrimônia. E isso não inclui as forças policiais de 30 estados diferentes que também exigem fuzis automáticos, carabinas e pistolas. Acrescente a demanda por fuzis esportivos e estamos vendo um dos maiores mercados de armas pequenas do mundo.

Além disso, dependendo do ambiente em que são usadas ​​e de como são mantidas, as armas pequenas têm uma vida útil de 5.000 a 6.000 tiros. Isso significa substituições contínuas, que devem manter as linhas de produção em funcionamento por décadas.

O número de empregos que isso criará e as inovações que a indústria criará sem dúvida impulsionarão uma nova era no setor de defesa indiano.

Por várias razões, por mais de 70 anos, a Índia perdeu a oportunidade de criar uma próspera indústria de armas pequenas. Com um governo favoravelmente disposto no poder, agora é a hora de recuperar o tempo perdido.

*O autor da matéria, Rakesh Krishnan Simha, é um analista de defesa citado globalmente. Seu trabalho foi publicado pelos principais think tanks e citado extensivamente em livros sobre diplomacia, combate ao terrorismo, guerra e desenvolvimento econômico.

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