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26 julho, 2023

Taurus já exporta 90% da produção no Brasil; base acionária passa dos 100 mil acionistas


*LRCA Defense Consulting - 26/07/2023

O CEO Global da Taurus, Salesio Nuhs, durante recente declaração à imprensa, informou que a multinacional gaúcha, maior vendedora de armas leves do mundo, já está exportando cerca de 90% de sua produção em São Leopoldo (RS), podendo aumentar ainda mais essa percentagem. Salesio acrescentou que não está descartada a migração de mais linhas de produção para a fábrica da empresa nos Estados Unidos, a exemplo do que aconteceu em 2020. A medida é uma das que estão sendo tomadas pela empresa para se adequar às restrições determinadas pelo novo cenário imposto pelo atual governo ao mercado nacional.

A multinacional Taurus Armas S.A. domina (em conjunto com as armas longas da CBC) quase 80% do mercado brasileiro de armas leves. Ao longo dos anos, diversas empresas internacionais tentaram aqui se estabelecer, mas quase todas desistiram frente à insegurança jurídica, aos entraves regulatórios e à política tributária que se abate sobre este setor. Somente uma, inaugurada em 2017, resolveu enfrentar os problemas, mas agora corre sério risco, haja vista produzir somente pistolas 9mm.

Com orgulho de ser uma empresa nascida e crescida no Brasil há mais de 80 anos, os consumidores nacionais sempre foram a prioridade estabelecida pela Taurus ao traçar suas estratégias empresariais, mesmo tendo ela uma maior lucratividade no mercado externo. Com isso, apesar de uma demanda externa muito aquecida nos últimos três anos, fez questão de atender primeiro os brasileiros, em detrimento do mercado internacional. Este é um dos motivos pelos quais o mercado interno, embora represente, historicamente, somente de 12 a 15% do total de vendas (19,2% em 2022), contribuiu com cerca de 31,4% da receita operacional líquida (armas & acessórios) do último ano.

Nesse ponto, é relevante lembrar que o turnaround da Taurus Armas foi iniciado logo após sua aquisição pela CBC em 2015, sendo fortalecido e consolidado após a chegada da atual equipe diretiva. Em consequência, a sua "virada de mesa" aconteceu sob a vigência das normas ainda estabelecidas pela Lei nº 10.826/2003 (conhecida como Estatuto do Desarmamento), sendo anterior, portanto, aos decretos emitidos pelo Presidente Bolsonaro a partir de 2019 e ao próprio Presidente.

A Taurus vendeu 1,96 milhão de armas em 2022. Foram 1,438 milhão para os EUA e 102 mil para o resto do mundo, no total de 1,54 milhão, comercializadas em dólar. Para o Brasil foram 366 mil armas, comercializadas em reais, boa parte delas para os órgãos de segurança.

Dentro de seu planejamento estratégico, a Taurus está levando a cabo uma grande ampliação na unidade de São Leopoldo (RS). Além de aumentar a produção normal de armas, principalmente para a exportação, a iniciativa visou, na prática, tornar a empresa ainda mais independente das eventuais mudanças nas normas legais brasileiras, como as que estão acontecendo agora.

No bojo desta ampliação está sendo estabelecido um grande hub de produção de peças e componentes (kits), que serão enviados às unidades fabris dos EUA e da Índia, onde serão utilizados para a montagem das armas que receberão o Made in USA ou Made in India, conforme o caso.

Evidente, a empresa não está imune às restrições impostas pelo atual governo ao mercado nacional e à consequente queda das vendas nele. Assim, além do aumento significativo nas exportações, a força de trabalho na fábrica de São Leopoldo está sendo reajustada para também se adequar ao novo cenário, ao passo que poderá haver um movimento similar, mas em sentido contrário, nas unidades fabris dos Estados Unidos e da Índia.

Unidade fabril da Taurus na Índia em parceria com o Jindal Group

Base acionária reflete o turnaround e a atual situação da empresa
Em 2017, a Taurus possuía uma base acionária de apenas cerca de 3.000 acionistas, refletindo a difícil situação por que passara em anos anteriores, o que a levou a uma condição pré-falimentar no final de 2014, quando foi adquirida pela CBC.

Assumindo como CEO Global da empresa em 2018, Salesio Nuhs montou uma competente equipe de executivos e impulsionou decisivamente as transformações, realizando o mais icônico turnaround empresarial deste século no Brasil, tanto na unidade brasileira como na americana, onde mudou a sede para a Georgia em 2019 (com muitas vantagens), trocou o CEO local por um executivo dinâmico e experiente, e dinamizou os processos de produção, vendas, marketing e inteligência de mercado, passando a responder prontamente às necessidades e desejos dos consumidores.

Com relação à dívida, desde que a nova equipe assumiu, estabeleceu um rígido controle de despesas e do custo final, que começa já no Departamento de Engenharia, quando novos produtos são planejados e desenvolvidos. Aliando este fato a toda uma reengenharia financeira, o que se vê hoje é que a alavancagem da companhia, medido pela relação do EBITDA dos últimos 12 meses sobre a dívida líquida, caiu de um índice de 11,2 (em 2014) para apenas 0,15 ao final do 1T23, mostrando que 15% da geração de caixa anual medida pelo EBITDA seria suficiente para quitar a totalidade da dívida bancária registrada em 31/03/2023.

A Taurus é líder mundial na venda revólveres, é a marca de armas leves mais importada pelos americanos e é a quarta marca mais vendida nesse país. Além disso, nos últimos cinco anos, após o turnaround capitaneado pela atual administração, seus produtos têm se destacado devido à qualidade, à tecnologia e à inovação que embutem, o que os fez merecedores de diversos prêmios, entre os mais cobiçados pelas empresas fabricantes de armas leves dos EUA.

Com esse portfólio, a empresa já registra mais duas dezenas de investidores e acionistas institucionais que apresentaram os formulários 13D/G ou 13F, respectivamente, junto à Comissão de Valores Mobiliários (SEC) dos Estados Unidos. Segundo dados da casa de análises internacional Simply Wall Street, os fundos de investimento norte-americanos já detém 5.285.203 ações ou 4,17% do capital da Taurus. Entre eles, o The Vanguard Group, Inc., com 2.745.700 ações ou 2.17%; o BlackRock, Inc., com 1.244.138 ações ou 0.98%; e o Dimensional Fund Advisors LP: com 778.475 ou 0.61%.

Em síntese, sob a proativa liderança de seu CEO Global e de seus executivos, a Taurus está fazendo com maestria o seu dever de casa, ou seja:
- completou seu turnaround, focando em qualidade, tecnologia e dinâmica de vendas/distribuição;
- aumentou significativamente seus números (produção, vendas, lucros, EBITDA), a ponto de se tornar referência mundial no mercado e a maior vendedora de armas leves do mundo;
- diminuiu drasticamente seu endividamento e alavancagem para números totalmente confortáveis;
- surfou nos anos atípicos de 2020 e 2021, obtendo resultados históricos;
- aumentou seu market share no atual maior mercado mundo (EUA);
- em breve começará a produzir na Índia, país que representa o maior e mais inexplorado mercado mundial militar e civil para armas leves modernas;
- recomeçou a pagar dividendos significativos a seus acionistas em 2022 e tornou isso um objetivo estratégico daqui para a frente, inclusive com pagamentos trimestrais;
- está realizando uma recompra de ações para valorizar o capital de seus acionistas;
- está se organizando para ingressar no cobiçado mercado de Law Enforcement (agências de aplicação da lei) nos EUA, no mercado militar da Arábia Saudita e no de um importante país africano.

Como consequência de tantas transformações positivas, a base acionária da Taurus cresceu significativamente, aumentando mais de 33 vezes desde 2017, como pode ser visto no quadro abaixo. Segundo a empresa informou em uma live do final do ano passado, cerca de 40% das ações preferenciais já estão na posse de fundos de investimento nacionais e estrangeiros.

Evolução da base acionária:

- 31/01/2017: cerca de 3.000 acionistas;
- 31/01/2018: mais de 4.000 acionistas;
- 31/12/2018: cerca de 18.000 acionistas;
- 30/09/2020: mais de 20.000 acionistas;
- 28/04/2022: mais de 40.000 acionistas;
- 25/07/2023: mais de 100.000 acionistas.

Prime Jet adiciona mais dois Embraer ERJ 145 à sua frota


*World Airline News - 26/07/2023

A Prime Jet, líder em fretamento de jatos particulares de luxo e gerenciamento de aeronaves, continua a aumentar sua frota de fretamento com a mais recente adição de dois jatos regionais Embraer ERJ 145. No mês passado, a Prime Jet adicionou seu primeiro ERJ 145 para expandir suas capacidades de fretamento para grandes grupos de até 30 passageiros. Esses dois últimos ERJs agora estão em conformidade com a FAA e prontos para fretamento.

O primeiro ERJ 145 da empresa foi especialmente bem-sucedido entre as equipes esportivas universitárias e profissionais e empresas de transporte.

Com esta adição, a empresa passa a contar com uma frota de 23 aeronaves composta por Gulfstream G550, Gulfstream GV, Gulfstream GIVSP, Gulfstream GIV, Gulfstream 450 e Embraer 145 – disponíveis para voos domésticos e internacionais. A empresa possui altas certificações de segurança, incluindo Wyvern Flight Leader, Wyvern Wingman, ARG/US Platinum e é membro da NBAA.



USP e Embraer fortalecem parceria em pesquisa e formação profissional


*Jornal da USP, por Erika Yamamoto - 24/07/2023

Com o propósito de fortalecer relações e identificar novas oportunidades de parceria, o reitor Carlos Gilberto Carlotti Junior visitou a unidade da Embraer em Gavião Peixoto, interior paulista, voltada para a produção de aeronaves militares e de componentes para aeronaves civis, além da realização de ensaios em voo.

“Construir parcerias com o setor produtivo integra a proposta da nossa gestão de aproximar a Universidade das empresas, do governo e da sociedade, para gerar melhorias que tenham impacto na vida das pessoas. E ter uma parceria com a Embraer, uma das maiores empresas do Brasil, é exatamente o que esperamos. Podem contar conosco para o que for necessário”, explicou Carlotti.

Durante a visita, além de reuniões para discutir novas oportunidades, a comitiva da USP pode conhecer a pista de 5 km do aeroporto de Gavião Peixoto, considerada a maior do hemisfério sul; a Torre de Controle; o simulador do KC-390; e os hangares da linha de montagem de Defesa e de Ensaios de Voo.

O vice-presidente e engenheiro-chefe da Embraer, Henrique Langenegger, ressaltou que “a Embraer existe porque o Estado investiu em sua criação, e temos a responsabilidade de manter esse investimento vivo. Nosso objetivo não é o lucro. O lucro é uma condição necessária para a empresa ser operante, mas nosso propósito é gerar benefícios para a sociedade, formando profissionais qualificados, desenvolvendo tecnologia”.

Participaram da visita o diretor da Escola de Engenharia de São Carlos (EESC), Fernando Martini Catalano; o presidente da Agência USP de Cooperação Acadêmica Nacional e Internacional (Aucani), Sergio Persival Baroncin Proença; o vice-diretor da EESC, Antonio Nelson Rodrigues da Silva; o coordenador do curso de Engenharia Aeronáutica da EESC, Glauco Augusto de Paula Caurin; o diretor de Operações de Gavião Peixoto, Rodrigo Guimarães Cristofi; o gerente de Planejamento de Engenharia, Jorge Bittencourt; o gerente de Engenharia de Ensaio em Voo, Jens Geiger Wentz; o engenheiro de Desenvolvimento Tecnológico, Luciano Pedrote; e o supervisor de Simulação de Sistemas, Luis Carlos de Castro Santos, que também é professor do Instituto de Matemática e Estatística (IME) da USP.

Ampliando a parceria

Há anos a Embraer e a Escola de Engenharia de São Carlos (EESC) trabalham em iniciativas conjuntas, especialmente relacionadas ao curso de Engenharia Aeronáutica. Além de palestras e aulas pontuais ministradas por profissionais da Embraer, a empresa tem participação ativa na Semana da Engenharia Aeronáutica, organizada anualmente pela EESC; mantém um programa de mentoria, em que estudantes da EESC e engenheiros da Embraer trabalham em pares por dois meses; e um programa de atração de talentos, em que alunos de destaque são selecionados para participar de treinamentos e estágios.

A proposta agora é intensificar essa colaboração, estendendo as oportunidades também para outras Unidades da USP, especialmente a Escola Politécnica e a Escola de Engenharia de Lorena. “Esperamos que um fortalecimento da parceria entre a Embraer e a USP possa melhorar ainda mais a capacidade técnica de ambas as instituições, captando novos talentos e aumentando a motivação e a retenção de nossos talentos, assim como o impacto da pesquisa produzida”, explicou o engenheiro de Propulsão da Embraer e organizador da visita, Gustavo Trapp.

O diretor da EESC, Fernando Martini Catalano, lembrou que “a aproximação com a Embraer também tem um impacto positivo na formação do corpo docente da USP, com a experiência de profissionais que atuam no mercado e que trazem uma visão além da academia”.

Entre as principais possibilidades de colaboração que foram discutidas no encontro estão a realização de pesquisas em temas de interesse comum, o oferecimento de cursos de extensão voltados especialmente para engenheiros da Embraer e a criação de um programa de mestrado profissional em Engenharia Aeronáutica.

Com mais de 8 mil aeronaves entregues, a Embraer é a terceira maior fabricante de jatos comerciais do mundo e é líder no segmento de até 130 assentos. Criada em 1969, a empresa revolucionou a tecnologia brasileira e atualmente possui cerca de 18 mil funcionários e unidades industriais, escritórios e centros de distribuição de peças e serviços nas Américas, África, Ásia e Europa.

Jatos E190-E2 e E195-E2 da Embraer recebem Certificação de Tipo na Malásia


*LRCA Defense Consulting - 26/07/2023

Os jatos E190-E2 e E195-E2 da Embraer receberam a Certificação de Tipo da Autoridade de Aviação Civil da Malásia (CAAM, na sigla em inglês). Este marco vem após o anúncio da seleção de dez E-195-E2 pela SKS Airways. A companhia aérea da Malásia irá operar os jatos da família E2 para impulsionar seus planos de crescimento na região.

Os modelos E190-E2 e E195-E2 já foram certificados por três importantes autoridades da aviação civil – FAA (EUA), EASA (Europa) e ANAC (Brasil) em 2018 e 2019, respectivamente.

"Após uma avaliação completa, a CAAM está satisfeita em conceder a certificação de tipo para os jatos E195-E2 e E190-E2. Valorizamos a postura colaborativa da Embraer com o nosso objetivo de garantir o mais elevado nível de segurança e eficiência na indústria aeronáutica da Malásia", afirmou o Capitão Norazman Bin Mahmud, CEO da CAAM.

“A certificação da CAAM para o E2 é uma notícia importante tanto para a Embraer quanto para a indústria da aviação”, afirma Martyn Holmes, CCO da Embraer Aviação Comercial. “Com a certificação concluída, já temos as bases para o início do serviço do E195-E2 na Malásia em 2024. A família E2 é a ideal para complementar as aeronaves maiores e aumentar a conectividade regional dentro e fora da Malásia, com menos consumo de combustível, menor emissão de ruído e excelente conforto para os passageiros”, completa.

Oportunidades significativas na Ásia
Em análise da malha aérea da Malásia, a Embraer identificou oportunidades significativas para as companhias do país estabelecerem 120 novas rotas domésticas e no Sudeste Asiático. A abertura de novas rotas rentáveis pode ser viabilizada com o uso de jatos regionais mais modernos e eficientes em custos e consumo de combustível, como o E190-E2 e o E195-E2.

“A família E2 da Embraer está redesenhando o cenário da aviação regional na Ásia-Pacífico com sua eficiência sem paralelo”, afirma Raul Villaron, Vice-Presidente de Vendas da Embraer Aviação Comercial na região Ásia-Pacífico. “É uma solução atraente, que permite que as companhias aéreas ampliem suas malhas e estabeleçam novas rotas na região”.

Os aviões da Embraer estão presentes na frota de cerca de 20 operadoras na Ásia-Pacífico, que operam 200 E-Jets na região.

O E190-E2 e o E195-E2 foram projetados com base nas 20 milhões de horas de experiência acumuladas com a primeira geração de E-Jets, garantindo que as aeronaves E2 sejam modernas e avançadas e mantendo a maturidade e a confiabilidade das aeronaves da geração anterior. A primeira geração de E-Jets representa um dos programas de aviação comercial mais bem-sucedidos na indústria, operando atualmente em mais de 80 companhias aéreas em mais de 50 países.

25 julho, 2023

Equipe L3Harris/Embraer se prepara para demonstração do KC-390 Agile Tanker para a USAF


*FlightGlobal, por Ryan Finnerty, Craig Hoyle - 24/07/2023

Com a Força Aérea dos EUA (USAF) avançando em suas ambições de emprego de combate ágil (ACE) com o objetivo de combater futuros inimigos próximos, sua provável necessidade de operar aviões-tanque implantados para a frente não passou despercebida.

Em março, a L3Harris, contratada principal dos EUA, respondeu a um pedido de informações da USAF oferecendo uma proposta de desenvolvimento do KC-390 Millennium em serviço da Embraer.

Resultado de uma parceria industrial anunciada em setembro de 2022, o chamado Agile Tanker apoiaria operações a partir de pistas de pouso dispersas e potencialmente austeras – como as encontradas em ilhas da região da Ásia-Pacífico. Sob a construção do ACE, os ativos e pessoal de combate permanecerão móveis e capazes de realocação rápida, protegendo-os contra a ameaça de mísseis de longo alcance.

“Acreditamos que adicionaremos capacidades adicionais à Força Aérea dos EUA, tendo mais aviões-tanque táticos em uma posição estratégica”, disse o presidente-executivo da Embraer Defesa & Segurança, Bosco da Costa Junior, antes do show aéreo de Paris em junho. Até agora, a empresa entregou seis KC-390 para a Força Aérea Brasileira de um pedido de 19 unidades e fechou acordos para fornecer dois exemplos para a Hungria e cinco para a Holanda e Portugal.

Caminho do desenvolvimento
“Vamos fazer demonstrações com a Força Aérea dos EUA inicialmente com a solução existente de mangueira e drogue [sob a asa], mas estamos trabalhando em uma capacidade de lança [para] que essa aeronave seja compatível com as expectativas da Força Aérea dos EUA”, disse Tara Martin, diretora sênior de desenvolvimento de negócios da L3Harris, ao FlightGlobal no Royal International Air Tattoo no Reino Unido em 15 de julho. “É importante que a força aérea veja primeiro esta aeronave e sua capacidade”, acrescenta ela.

“O KC-390 é capaz de operar em pistas muito mais curtas do que os atuais aviões-tanque dos EUA e em pistas não melhoradas”, diz Martin. “Isso oferece muito mais opções de base, especialmente quando você olha para o teatro Indo-Pacífico e as cadeias de ilhas por aí.” Isso significa que o tipo motorizado International Aero Engines V2500 pode “estar mais próximo da ação potencial, bem como menos previsível”, observa ela.

As imagens divulgadas pelas empresas mostram o Agile Tanker equipado com uma barreira de reabastecimento leve instalada sob a fuselagem traseira, logo à frente da rampa de carga traseira.

Enquanto um desenvolvimento de boom marca uma nova atividade de tecnologia para a L3Harris, Martin observa: “Procuramos ser um disruptor confiável no setor. Fazemos muitos projetos desafiadores. Temos [habilidades] muito fortes em engenharia aeroespacial e estrutural.”

Outras melhorias incluem sistemas específicos dos EUA e “comunicações resilientes que suportam os requisitos JADC2 [conjunto de todos os domínios de comando e controle]”, diz L3Harris. Ele conduziria modificação de aeronaves e trabalhos de instalação de equipamentos de missão em suas instalações em Waco, Texas.

Requisitos JADC2 - comando e controle conjunto para todos os domínios

Próxima geração de soluções de tanques para o Departamento de Defesa e a USAF
A USAF já opera transportes táticos variantes do Lockheed Martin C-130J como aviões-tanque de combate, mas ela observa que o KC-390 foi desenvolvido desde o início para realizar tarefas de transporte aéreo e reabastecimento em voo, e terá um maior descarregamento de combustível do que um disfarce de Hercules em Agile Tanker.

“Também foi projetado desde o início com interconectividade com outras plataformas e uma arquitetura e conectividade abertas”, observa Martin.

“Combinando a experiência da L3Harris como principal especialista em missões de aeronaves com a plataforma de última geração KC-390 Millennium da Embraer, ambas as empresas estão prontas para fornecer a próxima geração de soluções de tanques para o Departamento de Defesa e a Força Aérea dos EUA”, disse o US Prime quando sua colaboração foi anunciada.

“As coisas estão indo bem e temos o parceiro certo”, disse o presidente-executivo da Embraer, Francisco Gomes Neto, ao FlightGlobal no início deste ano. “Se conseguirmos vender um volume razoável para a USAF, consideraremos fazer alguma montagem e produção nos EUA, juntamente com a L3.”

Ethos Asset Management vai investir na regional mexicana TAR, que opera Embraer ERJ145


*Airinsight, por Daniel Martinez Garbuno - 19/07/2023

A Ethos Asset Management Inc., dos EUA, anunciou na terça-feira uma nova parceria de financiamento de longo prazo com a Transportes Aéreos Regionales ( TAR Aerolíneas ), uma transportadora mexicana regional com uma frota de nove aeronaves Embraer E145LR operando para 18 destinos domésticos e com serviços de fretamento cobrindo os EUA e o Caribe.

Uma nova parceria de financiamento
A Ethos Asset Management está empenhada em fornecer uma injeção de capital significativa que continuará por vários anos. A empresa com sede nos Estados Unidos acredita que há uma grande oportunidade para desenvolver o mercado doméstico regional no México , já que é mal atendido e de difícil acesso para as operadoras.

Nenhuma das empresas divulgou o valor a ser investido pela Ethos Asset Management na TAR Aerolíneas. No entanto, Carlos Santos, Chief Executive Officer (CEO) da empresa norte-americana, afirmou:

“É uma honra absoluta fazer parceria com uma empresa inovadora da indústria de aviação do México, onde o mercado regional doméstico apresenta uma oportunidade de crescimento de dois dígitos. Com pouca concorrência no mercado regional doméstico, o mercado regional é atraente, mal atendido e de difícil acesso para outras operadoras.”

Ele acrescentou que a lacuna entre oferta e demanda no mercado regional é grande e se ampliou como resultado da pandemia. Em fevereiro de 2023, a maior companhia aérea regional do México, a Aeromar, encerrou suas operações. Os jogadores restantes estão bem abaixo dos níveis de tráfego pré-pandêmicos.

No entanto, as maiores operadoras do país, Volaris, Viva Aerobus e Aeromexico, possuem aeronaves com mais de 150 assentos em média e um mercado altamente concentrado baseado nos maiores hubs do país. Isso deixa uma lacuna que as companhias aéreas regionais podem preencher.

O que o TAR está dizendo?
Ricardo Bastón, CEO da TAR Aerolíneas, disse que a empresa está satisfeita em fazer parceria com uma entidade financeira sólida como a Ethos Asset Management, abordando a oportunidade que o mercado mexicano de aviação regional apresenta por meio de um empréstimo que permitirá à TAR fortalecer sua posição no mercado e fornecer os recursos financeiros para expandir sua presença no mercado.

Segundo dados das autoridades mexicanas, a TAR transportou 112.527 passageiros entre janeiro e maio de 2023. É a quarta maior transportadora do país, embora bem atrás da Viva Aerobus (que é a terceira), empresa que movimentou 8,66 milhões de passageiros nos primeiros cinco meses do ano. Ainda assim, face ao período homólogo de 2019, anterior à pandemia de COVID-19, o TAR recuperou apenas 47% dos níveis de tráfego pré-pandemia. Em julho de 2023, a TAR operava cerca de 256 voos semanais, disponibilizando 12.800 assentos por semana.

Finalmente, Roberto Suárez Espinoza, Associado da Ethos Asset Management no México, disse que o setor aéreo mexicano precisa de um quarto player consolidado para se engajar em mais competição e trazer mais saúde a um mercado faminto. Nos últimos três anos, o país perdeu duas companhias aéreas, a Interjet em dezembro de 2020 e a Aeromar este ano.

24 julho, 2023

Sky High Dominicana e Embraer criam aliança estratégica no Caribe


*El Aviador - 24/07/2023

A Embraer, terceira maior fabricante de aeronaves comerciais do mundo, tornou-se parceira estratégica no Caribe da companhia aérea nacional Sky High Dominicana, adicionando uma nova aeronave à sua frota, totalizando cinco aeronaves Embraer 190.

O novo avião chegará à Sky High Dominicana nesta terça-feira; é um Embraer 190 com capacidade para 97 passageiros, nove assentos na classe executiva e 88 na econômica.

A Embraer é uma das principais fabricantes mundiais de aeronaves comerciais e executivas, com um volume significativo e crescente na aviação executiva.

O suporte em peças e serviços oferecidos pela Empresa Brasileira de Aeronáutica SA, terceira maior fabricante de aeronaves comerciais do mundo, permite o crescimento e o bom atendimento que caracteriza a companhia aérea nacional Sky High Dominicana na República Dominicana e Caribe, com mais de uma década no mercado aéreo.

Com a aquisição de uma quinta aeronave da referida fabricante de ponta, a companhia aérea nacional Sky High Dominicana se prepara para receber no restante do ano mais duas aeronaves Embraer 175, versão que oferece capacidade para até 78 passageiros.

A Sky High Dominicana dentro de seu plano de expansão, voará de Santiago de los Caballeros para a cidade de Miami com um voo direto que viajará três vezes por semana: segundas, quintas e domingos, e da cidade de Providence, Rhode Island, voará às quintas e domingos. Estas rotas vão unir o norte do país, promovendo assim as ligações aéreas e potenciando o desenvolvimento económico e turístico da região.

Veículos elétricos: novidade ou reencarnação de uma velha tecnologia?

Em 1917, no Reino Unido, grupo de caminhões elétricos carregando as baterias

*Mathew Edwards no LikedIn - 23/07/2023

Em 1884 foi revelado o primeiro carro elétrico de produção capaz de ser reproduzido e vendido ao público.

No início dos anos 1900, um terço de todos os veículos na estrada eram elétricos.

Eles começaram a desaparecer rapidamente por volta de 1920 com a introdução da gasolina e com Henry Ford.

Ferdinand Porsche - fundador do carro esportivo homônimo - produziu um veículo elétrico chamado "P" em 1898, antes de criar a primeira oferta híbrida do mundo, que era alimentada por eletricidade e um motor a combustão.

A Mercedes-Benz também ofereceu um modelo elétrico chamado Mercedes Mixte, em 1906. Este carro foi adotado como um táxi nas cidades e foi até desenvolvido em um carro de corrida em 1907.

Estamos quase vendo a reencarnação da velha tecnologia.

23 julho, 2023

Adotando práticas ESG: oportunidades sustentáveis ​​para a indústria de armas de fogo


*LinkedIn, por Luis Henrique Unterleider - 15/07/2023

À medida que as preocupações globais com os fatores ambientais, sociais e de governança (ESG) continuam a crescer, as indústrias em todo o espectro estão explorando maneiras de alinhar suas práticas com princípios sustentáveis ​​e responsáveis.

Um setor que pode não vir imediatamente à mente neste contexto é a indústria de armas de fogo. No entanto, as fábricas de armas de fogo também podem alavancar as práticas ESG não apenas para beneficiar o meio ambiente e a sociedade, mas também para aprimorar suas operações comerciais.

Este artigo examina como as fábricas de armas de fogo podem adotar práticas ESG e as vantagens potenciais que elas podem obter.

Sustentabilidade ambiental:
    1. Eficiência de recursos: As fábricas de armas de fogo podem adotar tecnologias de eficiência energética, programas de reciclagem e medidas de redução de resíduos para minimizar seu impacto ambiental. Ao implementar processos de fabricação sustentáveis ​​e otimizar o uso de recursos, eles podem reduzir sua pegada de carbono e custos operacionais simultaneamente, melhorando os resultados e contribuindo para um ambiente mais sustentável.

    2. Integração de energia renovável: A adoção de fontes de energia renováveis, como energia solar ou eólica, pode diminuir significativamente a dependência de energia não renovável e mitigar as emissões de gases de efeito estufa. As fábricas de armas de fogo podem instalar painéis solares, turbinas eólicas ou explorar parcerias com fornecedores de energia renovável para obter um mix de energia mais sustentável.

Responsabilidade social:
    1. Bem-estar do funcionário: Priorizar o bem-estar e a segurança dos trabalhadores da fábrica é um aspecto crucial das práticas ESG. As fábricas de armas de fogo podem investir em medidas de saúde e segurança ocupacional, fornecer treinamento adequado e promover uma cultura de trabalho positiva que promova a satisfação e o engajamento dos funcionários.

    2. Ética na Cadeia de Suprimentos: O fornecimento responsável e o gerenciamento da cadeia de suprimentos são fundamentais. Ao realizar a devida diligência e fazer parcerias com fornecedores que aderem a práticas éticas, as fábricas de armas de fogo podem contribuir para minimizar o risco de violações dos direitos humanos e prevenir o comércio ilegal de armas.

Governança e Transparência:
    1. Conformidade e responsabilidade: Sustentando sólidos princípios de governança corporativa, as fábricas de armas de fogo podem estabelecer programas abrangentes de conformidade que garantam o cumprimento das regulamentações relevantes, promovam a transparência e dissuadam a corrupção. Isso inclui práticas financeiras responsáveis, relatórios precisos e processos éticos de tomada de decisões.

   2. Envolvimento das partes interessadas: ao se envolver ativamente com as partes interessadas, como investidores, comunidades locais e ONGs, as fábricas de armas de fogo podem obter feedback valioso, abordar preocupações e construir confiança. Esse diálogo permite que a indústria molde suas práticas de maneira a considerar diversas perspectivas e promover relacionamentos construtivos.

Benefícios da adoção de práticas ESG:
    1. Diferenciação de mercado: A adoção de práticas ESG pode diferenciar as fábricas de armas de fogo de seus concorrentes e melhorar a imagem de sua marca. Em um mercado consumidor cada vez mais consciente, as empresas que demonstram seu compromisso com a sustentabilidade e práticas responsáveis ​​tendem a atrair mais clientes.

    2. Mitigação de riscos: Ao integrar os princípios ESG, as fábricas de armas de fogo podem lidar proativamente com possíveis mudanças regulatórias, riscos reputacionais e vulnerabilidades da cadeia de suprimentos. Essa abordagem estratégica permite que as empresas se adaptem às expectativas do mercado em evolução e reduzam os riscos de longo prazo.

    3. Acesso ao capital: Os investidores estão cada vez mais considerando fatores ESG ao tomar decisões de investimento. As fábricas de armas de fogo que adotam práticas sustentáveis ​​podem obter melhor acesso ao capital, atrair fundos de investimento socialmente responsáveis ​​e potencialmente reduzir seu custo de capital.

Embora a indústria de armas de fogo enfrente desafios únicos no âmbito do ESG, as fábricas de armas de fogo ainda podem dar passos significativos na adoção de práticas sustentáveis. Ao focar na sustentabilidade ambiental, responsabilidade social e governança e transparência, elas podem colher benefícios como melhor reputação da marca, mitigação de riscos e acesso ao capital. Ao entrelaçar os princípios ESG em suas operações principais, as fábricas de armas de fogo podem abrir caminho para um futuro mais responsável e sustentável para o setor.

Sistemas russos de guerra eletrônica são o primeiro alvo da Ucrânia


*Bulgarian Military, por Boyko Nikolov - 23/07/2023

Serhiy Cherevaty, porta-voz do Grupo Oriental das Forças Armadas da Ucrânia, lança luz sobre as perigosas armas russas que são uma prioridade em sua lista de alvos. A destruição rápida dessas armas é crucial, pois elas exercem uma influência significativa na eficiência das unidades ucranianas.

De acordo com Cherevaty, os defensores da Ucrânia estão constantemente em busca dos sistemas de guerra eletrônica da Rússia. Armas como as estações Borisoglebsk-2, Zhitel e Pole podem não parecer particularmente ameaçadoras, sem armas ou sistemas de mísseis de ataque, mas representam um desafio significativo para a defesa da Ucrânia.

Esses sistemas de guerra eletrônica, apesar de não serem os modelos mais recentes, estão evoluindo rapidamente em termos de uso tático. No campo de batalha contemporâneo, eles têm imensa importância e freqüentemente causam atrasos operacionais para as Forças Armadas Ucranianas.

A Ucrânia está aprendendo
Cherevaty destacou a urgência de a Ucrânia reforçar os pilares da guerra eletrônica. Em uma nota mais brilhante, a Ucrânia se orgulha de um instituto de treinamento competente para esta especialidade. Claramente, a importância dos sistemas de guerra eletrônica é bem reconhecida.

Os sistemas de guerra eletrônica, ou sistemas de guerra eletromagnética, fazem o levantamento de diversas radiofrequências emitidas por sistemas de armas integrados à eletrônica. Essas armas são o epítome da guerra moderna. Além disso, esses sistemas podem realizar operações de interferência que podem incapacitar aeronaves, mísseis ou equipamentos de comunicação.

Por exemplo, esses sistemas podem cortar o link entre um drone e seu controlador. Isso não requer armas grandes - armas anti-drone eletrônicas compactas fazem o trabalho. Sistemas de guerra eletrônica maiores monitoram as comunicações inimigas em distâncias extensas e podem obstruí-las. Eles podem interferir nos sistemas de navegação, radares e outros dispositivos.

Aprimoramento constante
Cherevaty enfatizou como esta guerra exige aprendizado e aprimoramento constantes. À medida que a tecnologia avança, a guerra na Ucrânia é única devido à diversidade de armas utilizadas, incluindo pequenos drones que são frequentemente alvo de armas de guerra eletrônica.

“O inimigo exerce poderosa guerra eletrônica. Vamos redobrar nossos esforços nessa área. Infelizmente, o inimigo está fazendo o mesmo. Ainda ontem, obliteramos outra de suas estações de guerra eletrônica. Essas estações estão no topo de nossa lista de alvos. Estamos sempre procurando e destruindo estações inimigas como Borisoglebsk, Zhitel e Pole”, disse Cherevaty.

Ele também apontou que os sistemas de guerra eletrônica são uma arma potente contra os drones Lancet russos que rotineiramente visam equipamentos militares ucranianos.

O que são 'estes três'?

As estações russas Borisoglebsk-2, Zhitel e Pole EW são sistemas de guerra eletrônica [EW] usados ​​pelos militares russos para interromper ou desativar as comunicações inimigas e os sistemas de radar.

Borisoglebsk-2 é um sistema EW móvel que pode detectar e bloquear sinais de radar, bem como interromper sistemas de comunicação. Zhitel é um sistema EW terrestre que pode interferir nas comunicações de rádio e satélite, bem como interromper os sinais de GPS. Pole é um sistema EW portátil que pode ser carregado por soldados e usado para interromper as comunicações inimigas e os sistemas de radar.

O melhor dos três sistemas EW
Comparar as estações Borisoglebsk-2, Zhitel e Pole EW não é uma tarefa simples, pois cada uma delas tem seus próprios pontos fortes e fracos. No entanto, com base em certos critérios, pode-se argumentar que a estação Borisoglebsk-2 é a melhor entre as três. Por exemplo, a estação Borisoglebsk-2 tem um alcance maior do que as outras duas, o que significa que pode detectar e bloquear radares inimigos a uma distância maior.

Além disso, a estação Borisoglebsk-2 tem uma potência maior, o que a torna mais eficaz na interferência de radares inimigos. Esses fatores tornam a estação Borisoglebsk-2 uma opção mais poderosa e confiável do que as outras duas estações.

Outro fator que destaca a estação Borisoglebsk-2 é sua versatilidade. A estação pode ser usada em modos diferentes, como bloqueio de ponto, bloqueio de barragem e bloqueio de decepção. Isso significa que a estação Borisoglebsk-2 pode se adaptar a diferentes situações e combater com eficácia diferentes tipos de ameaças.

Em contraste, as estações Zhitel e Pole EW têm capacidades mais limitadas e são projetadas para fins específicos. Portanto, a estação Borisoglebsk-2 pode ser considerada a melhor opção para uma ampla gama de cenários.

Como detectar 'estes três'?
Os sistemas de guerra [EW] podem ser detectados no campo de batalha através de uma variedade de métodos. Um dos métodos mais comuns é através do uso de equipamentos de medidas de suporte eletrônico [ESM]. O equipamento ESM é projetado para detectar e localizar a fonte de emissões eletromagnéticas, como aquelas produzidas por sistemas EW. Isso pode fornecer informações valiosas aos comandantes militares sobre a localização e as capacidades dos sistemas EW inimigos.

Outro método para detectar sistemas EW é através do uso de radar. O radar pode ser usado para detectar a presença de sinais eletrônicos, que podem então ser analisados ​​para determinar se eles vêm de um sistema EW. Este método é particularmente útil para detectar sinais de interferência, que são freqüentemente usados ​​por sistemas EW para interromper ou desabilitar comunicações inimigas e sistemas de radar.

Além do equipamento ESM e do radar, a observação visual também pode ser usada para detectar sistemas EW no campo de batalha. Este método é particularmente útil para detectar sistemas EW físicos, como bloqueadores ou chamarizes, que podem ser visíveis a olho nu. No entanto, a observação visual pode ser difícil em situações de combate e nem sempre é confiável.

Finalmente, é importante observar que a detecção de sistemas EW no campo de batalha nem sempre é um processo direto. Os sistemas EW são projetados para serem difíceis de detectar e podem empregar uma variedade de técnicas para evitar a detecção. Como resultado, as forças militares devem estar constantemente vigilantes e empregar uma variedade de métodos de detecção para garantir que estejam cientes da presença e das capacidades dos sistemas EW inimigos.

22 julho, 2023

Novas capacidades no KC-390 Millenium podem levá-lo à OTAN e à USAF


*The Aviationist - 22/07/2023

Um participante notável do Paris Airshow foi a equipe C-390 da Embraer. Mudando a designação do KC-390 original para o C-390, o Millenium agora é apresentado pela empresa brasileira como uma plataforma multimissão, oferecendo muito mais recursos do que antes.

Atualmente, a aeronave está passando por um processo de certificação dupla, tanto pela Autoridade de Aeronavegabilidade Civil Brasileira sob o padrão FAA 14 CFP Parte 25, quanto pela Força Aérea Brasileira. A plataforma de transporte aerotático de médio porte alcançou a FOC (capacidade operacional plena) com a Força Aérea Brasileira no início deste ano.

A Embraer está adicionando novas atualizações na esperança de alcançar uma base de clientes mais ampla, além de esperar um possível acordo com a Força Aérea dos EUA.

Mais importante, um pacote de operações da OTAN será instalado, incluindo link de dados Link-16 (MIDS JTRS ViaSat), GPS militar, transponder IFF Mode 4&5 (Crypto KIV-77), HF Crypto (Securecomm KY-100) e rádio duplo VHF/UHF (RCI ARC210). A maioria dos equipamentos já foi finalizada, aguardando a integração final.

Atualizando sua funcionalidade original, o Joint Precision Airdrop System (JPADS) está atualmente em teste. O JPADS ajuda no cálculo da zona de lançamento, utilizando GPS junto com paraquedas dirigíveis e um computador de bordo para estimar com precisão o ponto de impacto da carga útil. Após seu primeiro uso em combate no Afeganistão em 2006, o sistema JPADS foi amplamente utilizado em plataformas como o C-130 e o C-17.

Adicionando ao amplo portfólio de conjunto de missão, unidades de terapia intensiva paletizadas e módulos médicos para caber no C-390 foram projetados como parte do kit MEDEVAC.


KC-390 Agile Tanker: o melhor preenchedor de lacunas para a nova doutrina da USAF
Talvez como atualização de capacidade mais substancial de todas, foram anunciados os planos para transformar o KC-390 em uma plataforma de reabastecimento aéreo de lança voadora. O KC-390 Agile Tanker é um esforço conjunto entre a Embraer e a L3Harris, que visa atender ao plano Agile Combat Employment (ACE) da Força Aérea dos EUA. Essa nova doutrina se concentra na capacidade da força de se posicionar rapidamente em regiões com pouca ou nenhuma infraestrutura. 

Especialmente na região do Indo-Pacífico, o uso de uma plataforma menor e com um trem de pouso principal robusto de absorção de choque de câmara dupla, poderá fazer com que o KC-390 Agile Tanker triplique o acesso à pista, passando dos atuais 247 para 761 na área INDOPACOM (Comando Indo-Pacífico dos EUA), em comparação com a frota atual de KC-135 e KC-46.

Embora os detalhes sobre o sistema de boom voador esperado para ser integrado no C-390 sejam escassos, a L3Harris revelou que está atualmente trabalhando em várias opções que incluem um console remoto semelhante ao que pode ser encontrado nas atuais plataformas MRTT e KC-46. Todas as variantes atuais do C-390 empregam uma sonda de mangueira e drogue para receber o reabastecimento ar-ar, mas isso também poderá mudar para um receptáculo de lança voadora para a variante Agile Tanker. 

Espera-se que o Agile Tanker opere em um sistema hub and spoke para oferecer recursos de reabastecimento mais perto da zona de conflito, operando em campos despreparados, auxiliando aviões-tanque maiores que operam mais atrás. 

Com o aumento das tensões no Mar da China Meridional, o KC-390 Agile Tanker parece ser o melhor preenchedor de lacunas para a nova doutrina da USAF.

Saiba mais:

- Jogada de mestre da Embraer leva o KC-390 para mais próximo da USAF

20 julho, 2023

Marrocos, a nova potência militar do Magreb, pode ser uma oportunidade ímpar para a Indústria de Defesa brasileira

Rabat está modernizando rapidamente seu exército, aproximando-se cada vez mais dos padrões ocidentais e equiparando-se às capacidades argelinas

*LRCA Defense Consulting - 20/07/2023

Esta editoria publicou ontem a matéria Marrocos conta com o Brasil na indústria militar, onde uma publicação marroquina cita a Taurus Armas e divulga que o Marrocos quer fabricar submarinos tipo "Riachuelo", o avião Embraer Super Tucano, mísseis brasileiros antinavio guiados por radar, a aeronave multimissão Embraer C390 Millennium e o lançador de mísseis brasileiro Astros.

Como diversos internautas colocaram em dúvida a capacidade do Marrocos para concretizar tais intenções, a LRCA Defense Consulting resgatou um relatório de junho de 2022, que mostra a pujante capacidade militar desse país, especialmente do Exército e da Força Aérea, e seus planos de se equiparar à vizinha e rival Argélia em potencial militar.

Embora o Brasil esteja bem melhor ranqueado pelo Global Firepower, é interessante verificar a quantidade e a qualidade do armamento pesado marroquino, especialmente no que diz respeito à caças, tanques, artilharia antiaérea de alta altitude e lançadores de mísseis e foguetes.

Vale ressaltar também que, de maneira similar à Índia e à Arábia Saudita, as forças armadas marroquinas têm uma verdadeira "salada de frutas" no que diz respeito ao armamento leve, especialmente em fuzis, o que pode se constituir em uma excelente oportunidade para a Taurus Armas.

Em síntese, quer parecer que o Acordo de Cooperação em Defesa recentemente assinado com o Marrocos, bem como a manifesta intenção desse país em dispor de armamentos brasileiros, é uma oportunidade ímpar para a Indústria de Defesa nacional, concluindo-se também que as pretensões marroquinas podem ser muito mais concretas do que sugere uma simples avaliação superficial.

Marrocos: a nova potência militar do Magreb

*Atalayar - 23/06/2022

2021 foi um ano agitado para os planejadores militares marroquinos. A lista de compras das Forças Armadas Reais Marroquinas (FAR) incluía 1.000 lançadores e mísseis anti-tanque, tanques de batalha T-72M e munição para seus novíssimos drones turcos Bayraktar TB2, de acordo com o Registro de Armas Convencionais das Nações Unidas.

Estas novas aquisições complementam os esforços de Rabat para modernizar sua FAR, a fim de enfrentar a tempestade geopolítica no norte da África e enfrentar seu grande rival regional no Magrebe: a Argélia. Para isso, o reino Alawi vem aumentando seus gastos militares, adquirindo equipamentos cada vez mais modernos e potencializando exercícios militares com parceiros como os Estados Unidos.

Um exército cada vez mais moderno
Rabat é, junto com Argel e Cairo, o maior comprador de armas da África, e é considerado o quinto melhor exército do continente e o segundo melhor do Magreb. Aqui, Rabat contou com vários parceiros, mas principalmente os EUA e a França, aproximando-se cada vez mais dos padrões da Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO).

A este respeito, Marrocos recebeu a designação dos EUA de 'Major Non-NATO Ally', que Washington concede a países fora da Aliança Atlântica com os quais mantém uma relação de segurança mais estreita, e é um dos três únicos países do continente a fazê-lo (junto com a Tunísia e o Egito).

Além disso, a normalização das relações com Israel em 2020, além do reconhecimento americano da soberania marroquina sobre o Saara Ocidental e o estreitamento das relações com Washington, também abriu as portas do Reino à poderosa indústria militar israelense, além de aproximar as relações com os Emirados Árabes Unidos, país às vezes chamado de 'pequena Esparta' devido ao seu forte potencial militar. Desta forma, Rabat tem vindo a adquirir nos últimos anos equipamentos modernos que visam tornar o Reino uma potência militar em vários domínios .

Em 2008, a força aérea das FAR deu um grande salto com a aquisição de mais de vinte caças-bombardeiros F-16C/D Block 52+ dos EUA , recebidos em 2011, que entretanto foram modernizados e já foram utilizados em combate no contexto da intervenção militar saudita no Iémen e da coligação internacional contra o Daesh na Síria e no Iraque. Além disso, em 2019, o Reino confirmou a compra de mais 25 F-16 Viper Block 70/72 – modelo mais recente desta série – e, em 2021, Washington teria aprovado a venda ao país árabe do poderoso sistema antiaéreo MIM-104F (PAC-3) Patriot.

Quanto ao exército, Rabat também comprou 222 tanques M1A1 Abrams em 2012 e espera-se que receba outros 162 tanques M1A2 Abrams em um futuro próximo. Este tanque americano é considerado um dos mais avançados do mundo, e foi utilizado com sucesso por Washington nas duas guerras do Golfo, em condições desérticas, as mesmas que se encontram em grande parte da fronteira argelino-marroquina e no Sahara Ocidental, potenciais teatros de conflito para Rabat.

O Reino também obteve ou obterá em breve outros armamentos dos EUA, como helicópteros de ataque AH-64 Apache e drones navais MQ-9B Sea Guardian (este último vendido no contexto dos Acordos de Abraham). Recentemente, Rabat também adquiriu drones suicidas franco-israelenses Harfand, e o famoso turco Bayraktar TB2, este último sendo a chave para a vitória do Azerbaijão na Guerra de Nagorno-Karabakh de 2020 e agora usado pela Ucrânia em sua defesa contra as tropas russas. O reino também receberá em breve 36 canhões franceses CAESAR de 155 mm, um sistema de artilharia com alcance de 40 quilômetros.

Paralelamente, Rabat aposta na modernização das suas forças navais, passando de uma frota de 'águas verdes' (focada na defesa costeira) para uma frota de 'águas azuis' (com capacidades de projeção), com o objetivo de consolidar o país norte-africano como um dos principais players navais do Mediterrâneo Ocidental.

Instalação de indústrias militares
O rei Mohammed VI, em discurso às FAR no 66º aniversário da sua criação, insistiu no objetivo de rearmar o país, reforçar e modernizar as forças armadas através do desenvolvimento da indústria militar local e da colaboração com os seus parceiros. “Continuaremos a dar prioridade ao plano de equipar e desenvolver as Forças Armadas Reais, segundo programas integrados, assentes nomeadamente na instalação de indústrias militares e no desenvolvimento da investigação científica [...]

“Temos defendido o reforço da cooperação entre as nossas Forças Armadas Reais e as suas homólogas em países irmãos e amigos, escolha que tem dado resultados louváveis ​​e contribuído para consolidar a influência do nosso exército e a sua presença internacional”, acrescentou o dirigente marroquino, referindo-se ao reforço de Rabat na base da colaboração com os seus parceiros.

De referir aqui os exercícios militares do Leão Africano, realizados todos os anos no reino Alawi com a participação de vários países, nomeadamente dos EUA, o que permite a Marrocos continuar a modernizar as suas forças armadas à imagem dos exércitos ocidentais. Na última edição, que terminou a 30 de junho, cerca de 7.500 militares do Reino e vários parceiros participaram nos maiores exercícios do continente, que incluíram manobras conjuntas terrestres, aéreas e marítimas. Num sinal da proximidade das relações entre Washington e Rabat, estas manobras decorreram pela segunda vez na sua história perto do Sahara Ocidental, e a 50 quilómetros dos campos de refugiados de Tindouf (na Argélia), sede da Frente Polisario. 

Paraquedistas marroquinos armados com resistentes mas obsoletos fuzis Kalashnikov

Cada vez mais perto da Argélia
Com esta rápida modernização, Rabat pretende aproximar-se das capacidades do seu rival argelino, tradicionalmente considerado a principal potência militar do Magrebe. As relações bilaterais entre os dois países têm sido difíceis desde a independência, quando travaram um breve conflito conhecido como Guerra das Areias. Desde então, Rabat e Argel disputam a preponderância regional, sendo o Sahara Ocidental um dos focos das suas relações bilaterais, estando a fronteira encerrada desde 1994.

Embora ambos tenham tentado no passado facilitar os laços bilaterais, nos últimos meses a relação deteriorou-se rapidamente, depois de a Argélia cortar o fornecimento de gás ao reino Alawi e romper relações diplomáticas, no contexto do rompimento do cessar-fogo com a Frente Polisário no Sahara Ocidental e da receção de apoios de vários países, como EUA, Espanha, Emirados Árabes Unidos e Israel, à proposta de autonomia de Rabat.

Em termos de potencial militar, o Marrocos subiu para o 56º lugar no ranking Global Firepower, índice que mede o poderio militar de 142 dos exércitos do mundo. A Argélia, por sua vez, ocupa a 31ª posição. Rabat se beneficiou dos armamentos e da cooperação ocidentais, mas Argel se beneficiou de Moscou, que tem uma relação de segurança profunda e histórica com a potência eurasiana, o seu principal fornecedor de armas. E a República Árabe também está se rearmando rapidamente, dando origem a uma crescente corrida armamentista no Magrebe.

Se o Marrocos agora tem os poderosos F-16, a Argélia tem os Sukhoi Su-30 (e a Argélia teria comprado os Sukhoi Su-34), o marroquino Abrams enfrenta o argelino T-90S e o sistema antiaéreo Patriot está sendo combatido pelo S-400 Triumf.

Sistema israelense de foguetes de lançamento múltiplo PULS MLRS em serviço com as forças armadas do Marrocos

Além disso, Argel tem uma vantagem no domínio marítimo, onde, por exemplo, tem até seis submarinos mobilizados, contra nenhum de Marrocos (embora haja rumores de que o reino Alawi planeia adquirir tais embarcações em breve), e, em termos quantitativos, tem, em geral, mais equipamentos mobilizados do que o seu vizinho.

Qualitativamente, no entanto, Rabat tem visto uma melhoria significativa em muitos domínios, estreitando a distância entre os dois países ano a ano. Ao mesmo tempo, a situação diplomática do Reino melhorou significativamente desde os Acordos de Abraham, e o fortalecimento do relacionamento com os EUA pode impulsionar ainda mais o avanço das FAR para os padrões ocidentais, modernizando o exército do Reino, enquanto um potencial enfraquecimento da Rússia após a invasão da Ucrânia pode funcionar contra a Argélia.

Segundo um relatório da Fundação Mediterrânica de Estudos Estratégicos, um think tank francês, as forças armadas marroquinas já estão bem preparadas para a defesa territorial e contra-ofensiva, na chave da Argélia, e, quando receberem todo o armamento que está a ser enviado, “terão fortes capacidades nos domínios naval e aéreo, nomeadamente no que diz respeito a ataques profundos, projeção de força e negação de acesso”.

Nos próximos anos, enquanto Rabat continua a fortalecer seus laços com Washington e Tel Aviv e a Argélia continua a prejudicar o relacionamento, as FAR continuarão a se desenvolver e se modernizar, tornando o Marrocos uma potência militar no Mediterrâneo Ocidental .
 

KC-390: o dia em que o Astros voou

 


*LRCA Defense Consulting - 20/07/2023

A Avaliação Operacional de carregamento e transporte da viatura do Sistema ASTROS, da Avibras, na aeronave multimissão Embraer KC-390 foi realizada no início de julho na Base Aérea de Anápolis (GO).

Essa importante missão integra a Terceira Fase da Operação Zeus realizada pela Força Aérea Brasileira (FAB).

O ensaio em voo demonstrou com sucesso a importante capacidade de aerotransportabilidade da viatura ASTROS pelo KC-390, sendo atualmente o maior e mais pesado veículo transportado pela aeronave. Isso permite o rápido deslocamento estratégico de viaturas do Sistema ASTROS para qualquer ponto do país, inclusive para envio em missões conjuntas no exterior.

A viatura ASTROS possui suspensão com altura ajustável e sistema de enchimento de pneus que facilitam seu carregamento do tipo roll-on/roll-off tornando seu embarque e desembarque muito rápidos. A viatura possui diversos pontos de ancoragem que permitem sua segura fixação na aeronave.

A operação retratou com êxito a intensa cooperação da Avibras com a Força Aérea,  Exército Brasileiro e Embraer, iniciada em 2010 com o primeiro ensaio realizado com viaturas ASTROS 6x6 modelo Mk5 e 4x4 modelo Mk4 “embarcando-as” num mockup do piso da aeronave KC-390 realizado no DCTA, sob a coordenação da Força Aérea Brasileira e com participação da Embraer e Avibras. Na ocasião foram verificadas diversas oportunidades de melhorias e o trabalho conjunto resultou em uma aeronave com elevada capacidade de carga o que a tornaria capaz de transportar as viaturas do Sistema ASTROS bem como outras viaturas blindadas sobre rodas com peso semelhante à Lançadora do Sistema ASTROS.

Exército divulga habilitação preliminar de OSC e empresas para apoio ao Exercício Guardião Cibernético 5.0


*SIMDE - 19/07/2023

O Comando de Comunicações e Guerra Eletrônica do Exército (CCOMGEX) divulgou o resultado do Edital de Chamamento Público para apoio ao Comando de Defesa Cibernética no Exercício Guardião Cibernético 5.0 (EGC 5.0), o maior treinamento de defesa cibernética do hemisfério sul. O edital foi publicado no Diário Oficial da União (DOU) em 31/05/2023.

De acordo com o Relatório Preliminar da Comissão de Avaliação, foram preliminarmente habilitadas as seguintes Organizações de Sociedade Civil e empresas: ATECH, AWARE, CTEM +, FGB, INSTITUTO VEGETIUS, OMNISYS, RNP e SENAI/RUSTCON/CISCO. A documentação original está disponível para consulta no COMDCIBER.

Dentre as empresas habilitadas, é importante destacar as associadas do Sindicato Nacional das Indústrias de Materiais de Defesa: ATECH, AWARE, o Instituto CTEM+ em conjunto com a ENERGY TELECOM, OMNISYS, SENAI e RUSTCON. Essas empresas foram consideradas aptas a participar do Exercício Guardião Cibernético 5.0.

O Exercício Guardião Cibernético é o principal evento de defesa cibernética do hemisfério sul, cujo propósito é estabelecer um ambiente autêntico no qual as infraestruturas críticas envolvidas devem salvaguardar seus sistemas de Tecnologia da Informação contra ameaças cibernéticas, promovendo o fortalecimento da resiliência cibernética das infraestruturas críticas do Brasil.

Eve Air Mobility e Embraer anunciam primeira fábrica de eVTOL no Brasil


*LRCA Defense Consulting - 20/07/2023

A Eve Air Mobility e a Embraer anunciaram hoje que a primeira fábrica para a produção das aeronaves elétricas de decolagem e pouso vertical (eVTOL) da Eve será localizada na cidade de Taubaté, no interior São Paulo. A planta industrial será situada em uma área a ser ampliada dentro da unidade existente da Embraer na cidade e está sujeita a aprovação final das autoridades.

O local se beneficia de uma logística estratégica, oferecendo fácil acesso por meio de rodovias e proximidade de uma linha ferroviária. Outra vantagem significativa é a localização próxima à sede da Embraer em São José dos Campos e da equipe de engenharia e recursos humanos da Eve, o que facilitará o desenvolvimento e a sustentabilidade de novos processos de produção, aumentando a agilidade e a competitividade da empresa.

"Quando começamos a procurar um local para fabricar nosso eVTOL, quisemos repensar como a aeronave poderia ser construída utilizando as mais recentes tecnologias e processos de fabricação, combinados com outros aspectos, como a cadeia de suprimentos e logística", disse André Stein, co-CEO da Eve. "Nosso objetivo é oferecer produtos e serviços seguros ao mercado e ser altamente competitivos em eficiência de produção. A nova linha de montagem está sendo projetada para priorizar segurança, qualidade, eficiência, produtividade e sustentabilidade."

"Essa decisão está alinhada ao nosso plano estratégico de crescimento baseado em inovação e sustentabilidade", disse Francisco Gomes Neto, Presidente e CEO da Embraer. "Acreditamos no enorme potencial do mercado global de Mobilidade Aérea Urbana e reforçamos nosso compromisso com a Eve como uma das principais empresas desse setor."

Em maio de 2022, a Eve anunciou uma parceria com a Porsche Consulting para definir a estratégia macro global de produção, cadeia de suprimentos e logística de seu eVTOL. Desde então, as empresas têm trabalhado juntas para pesquisar conceitos avançados de fabricação e inovação, utilizando suas expertises em aeronáutica e automobilismo para projetar um conceito de industrialização para aeronaves eVTOL baseado em padrões elevados de segurança, qualidade, eficiência e foco no cliente.

"Estamos focados em alcançar os mais altos níveis de excelência na fabricação do eVTOL por meio dos constantes aprendizados e uma abordagem inovadora. Após extensa pesquisa em conceitos avançados de produção e inovação por mais de um ano, estamos preparados para estabelecer nossa primeira fábrica para a produção do eVTOL. Com confiança em nossas capacidades, estamos preparados para expandir de forma eficiente e sustentável o volume de produção para atender às demandas de um mercado em crescimento", acrescentou Alice Altissimo, Vice-Presidente de Gerenciamento de Programas e Operações da Eve.

A Eve continua progredindo no desenvolvimento de seu eVTOL e também está focada em criar um amplo portfólio de soluções agnósticas, incluindo um software único de Gerenciamento de Tráfego Aéreo Urbano (Urban ATM) para otimizar e expandir as operações de Mobilidade Aérea Urbana em todo o mundo.

Sobre a Eve Air Mobility
A Eve se dedica a acelerar o ecossistema de Mobilidade Aérea Urbana (UAM). Beneficiando-se de uma mentalidade de startup, apoiada por mais de 50 anos de experiência aeroespacial da Embraer S.A. e com um foco singular, a Eve está adotando uma abordagem holística para o progresso do ecossistema de UAM, com um projeto avançado de eVTOL, uma rede global abrangente de serviços e suporte e uma solução exclusiva de gerenciamento de tráfego aéreo. Desde 10 de maio de 2022, a Eve está listada na Bolsa de Valores de Nova York, onde suas ações ordinárias e bônus públicos são negociados sob os códigos “EVEX” e “EVEXW”.

Para obter mais informações, visite www.eveairmobility.com.  

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