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dezembro 28, 2019

Indústria de Material Bélico - IMBEL está em avaliação para ser privatizada ou capitalizada



*LRCA Consulting - 28/12/2020

Depois de anunciar a privatização de várias empresas estatais federais durante evento em São Paulo no fim de janeiro deste ano, a Secretaria Especial de Desestatização e Desinvestimento disponibilizou, no início deste mês, os nomes das empresas que estão em avaliação do governo para serem privatizadas ou capitalizadas.

A lista de nomes é extensa e poderia impactar 131 companhias. A meta é obter US$ 20 bilhões ainda neste ano com a negociação de estatais. Segundo os dados divulgados pela Secretaria, as duas áreas que devem ter o maior número de empresas impactadas são a energética, com 39 empresas, seguida por óleo e gás, com 19 empresas.

Na sequência, vem o setor financeiro, com 16 companhias, e depois comércio e serviços, com 14 estatais a serem privatizadas ou capitalizadas. O documento mostra também que, atualmente, o País possui 134 estatais federais, sendo que 88 são empresas de controle indireto (subsidiárias).

Já as 46 companhias restantes são de controle direto da União e 18 delas são dependentes do Tesouro Nacional para atividades operacionais, o que complica a situação fiscal brasileira.

Setor de Armamento e Munições
No Setor de Armamento e Munições, a candidata a ser privatizada ou capitalizada é a Indústria de Material Bélico - IMBEL, estatal que produz fuzis para o Exército e pistolas para os públicos civil e militar, além de um extensa gama de explosivos, munições e materiais de comunicações.
IMBEL
A IMBEL, Fábrica de Itajubá, é uma das quatro fabricantes nacionais de armas de fogo, e atualmente a única fabricante nacional de fuzis, rifles e carabinas em calibre 7,62x51mm, utilizando sua nova plataforma de armas IA2, tanto em calibre 5,56x45mm quanto em 7,62x51mm, um projeto que, apesar de ser baseado no antigo FAL, é totalmente nacional. O fuzil IA2 foi projetado para substituir o fuzil FAL M1964 no Exército Brasileiro.

Já suas pistolas são todas baseadas na plataforma 1911, tendo em seu portfólio desde a clássica M911 (pistola monofilar com capacidade de 7+1 em calibre .45 ACP, com corpo totalmente em aço) até pistolas mais modernas, com corpo em polímero, com maior capacidade nos calibres .40 S&W, .380 ACP e 9mm Luger.

Além de armas, a IMBEL também produz explosivos, munições, material de comunicações militares, abrigos temporários (barracas de campanha) e energia elétrica nas seguintes unidades:

- Fábrica de Itajubá (FI): A FI dispõe de um centro de desenvolvimento de engenharia industrial totalmente informatizado, o que garante à UP excelentes condições de produção. Até recentemente, a FI foi parceira da Springfield Armory, IL EUA, empresa que supria o mercado norte americano de competição e a tradicional agência de segurança, o Federal Bureau of Investigation (FBI), com as consagradas pistolas 1911-A1 calibre .45. Dentre os produtos da UP de Itajubá destacam-se: os fuzis .308 AGLC (Sniper); a linha de fuzis e carabinas 5,56 IA2; pistolas .45, .40, 9mm; e .380; e as facas IA2 e Amazônica.

- Fábrica da Estrela (FE): RDX (explosivo básico das composições da carga de ruptura das espoletas de munições da artilharia), explosivo carbonitrato, emulsão explosiva, reforçadores, cápsulas iniciadoras e artifícios traçantes.

- Fábrica Presidente Vargas (FPV): nitrocelulose (colódio, alta e baixa nitração); trinitrotolueno (TNT); nitroglicerina; gelatina explosiva; pólvora de base simples; pólvora de base dupla; éter sulfúrico; plastex; dinamites gelatinosas; grãos propelentes base dupla; e abrigos temporários de alto desempenho (barracas de campanha).

- Fábrica de Juiz de Fora (FJF): munições para morteiros 60, 81 e 120mm, para canhões de 90mm e para obuseiros 105 e 155mm; Motor Foguete SBAT 70 M4B1 e Cabeças de Guerra AP e AC.

- Fábrica de Material de Comunicações e Eletrônica (FMCE): desenvolve rádios de campanha para o Exército, como a linha MALLET e RONDON, e produz o Transceptor Portátil Pessoal 1400 destinado às ligações em operações militares e de segurança pública.

- Rede Elétrica Piquete-Itajubá (REPI): fornece energia exclusivamente à Fábrica de Itajubá (FI), a qual está vinculada administrativamente, integrando a Divisão de Geração de Energia da Fábrica de Itajubá e mantendo uma capacidade geradora, com potencial instalado de 3,4 MW. Desde junho de 2012 encontra-se associada ao Sistema Interligado Nacional (de energia elétrica), permitindo a geração de energia para o consumo da FI e a venda do excedente ao mercado. 

Privatização ou capitalização?
Em virtude da natureza estratégica dos produtos que fabrica, esta consultoria acredita que a empresa dificilmente seria privatizada, restando assim a possibilidade de que possa ser capitalizada.

*Com informações dos portais "seudinheiro", "Firearms Brasil", e IMBEL.

Um comentário:

  1. Capitalizar...armamento desse calibre tem que ser monitorado pelo governo brasileiro.
    Nada irá adiantaradiantar permitir ao cidadão sua defesa w proporcionar a desigualdade armamentista.
    Questão se segurança pública nas mãos e sob controle das FA, nosso último recurso de defesa.

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