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janeiro 19, 2020

Pedidos de aquisição de armas de fogo quase triplicam nas cidades atendidas pela Polícia Federal em Divinópolis

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O número de processos de aquisição de armas de fogo abertos quase triplicou em 2019 nas cidades atendidas pela Delegacia da Polícia Federal em Divinópolis. A procura para fazer o curso de tiro aumentou 100%. A situação ocorre desde que ficou mais fácil ter uma arma em casa.
 
De acordo com a Polícia Federal em Divinópolis, em 2018, foram 649 pedidos. No ano passado, foram 1.826. “Já com a mudança da legislação facilitou o acesso do cidadão ao registro, a gente já esperava essa movimentação. Realmente o número de pedidos triplicou aqui na nossa região porque o cidadão, se ele atender a todos os requisitos legais, ele poderá fazer a compra desse armamento”, explicou o delegado da PF, Daniel Sousa.
 
Na prática, desde o ano passado, pessoas com mais de 25 anos, sem ficha criminal e que trabalham, podem ter posse de armas. “No caso da posse, o sujeito compra o armamento para manter ela em casa ou no local de trabalho. Então essa facilitação com relação a isso. Já com relação ao porte, ou seja, a pessoa carregar a arma consigo, não houve muita alteração. Tanto é que no ano passado tivemos apenas um porte expedido na nossa delegacia”, contou Daniel.
 
A venda de armas em Divinópolis mais que dobrou no último ano. “Para comprar as armas de fogo, as pessoas precisam ter passado por um psicólogo, ter passado por teste de tiro e não estar respondendo a nenhum inquérito policial criminal. As armas só são vendidas com autorização de um delegado”, disse o empresário Matheus Felício.
 
Se antes da legislação, uma escola da cidade recebia dez alunos por mês, agora são mais de 20 por semana. A maioria sem noção nenhuma de como manusear uma arma e em busca de ajuda para defesa pessoal, e não por esporte. Em maio do ano passado, o presidente Jair Bolsonaro assinou um decreto mudando as regras sobre o uso de armas e de munições.
 
“Com a flexibilização que o decreto trouxe da posse, acabou refletindo diretamente nos treinamentos, procura por conhecimento e aquisição de arma de fogo”, analisou o instrutor de tiros Roberto Pinheiro.

Um clube de Divinópolis só aceita alunos que não tenham ficha criminal. O curso básico pode ser feito por pessoas a partir de 14 anos e custa, em média, R$ 450. “Temos o treinamento para quem nunca atirou e para quem já está acostumado a atirar e quer evoluir no tiro. Um treinamento para quem quer ser atleta, que participará de competições, e aqueles que querem as modalidades de tiros de defesa, uma modalidade para combate urbano”, explicou Roberto.
 
“Todas as armas têm número e isso é lançado no Cadastro Nacional de Armas, que armazena as informações que a pessoa fornece e que devem ser verdadeiras. Inclusive pessoas que têm crianças em casa têm que informar que existe um local adequado para a guarda desse armamento para evitar acidentes domésticos”, finalizou o delegado Daniel Sousa.

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