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outubro 22, 2020

WEG vê ano positivo com recuperação de demanda a nível pré-pandemia

 


 *Investing.com - 22/10/2020

Depois de reportar lucro líquido de R$ 664,2 milhões no terceiro trimestre, alta de 54% ante o mesmo período de 2019 e 43% acima das projeções de consenso, a Weg declarou, em teleconferência com analistas e investidores, que a demanda das linhas de negócio de ciclo curto já retornaram aos níveis pré-pandemia no Brasil e se recupera gradualmente no exterior.

Às 14h35, os papéis da Weg (SA:WEGE3) tinham alta de 3,78% a R$ 81,36.

“Apesar de todas as dificuldades e incertezas da Covid, o ano será positivo para a Weg, pois a dinâmica de nossos negócios nos ajuda a enfrentar a crise”, disse a companhia.

Segundo a empresa, os resultados vieram com a retomada da demanda de equipamentos de ciclo curto, além da manutenção do bom desempenho dos negócios de ciclo longo e controles de custos. Destacaram-se a alta demanda da indústria de construção civil e do agronegócio, além das entregas de projetos importantes principalmente ligados a leilões de trasmissão.

Além disso, a empresa destacou que a variação cambial teve um papel importante para o crescimento da receita medida em reais.

A carteira de produtos de ciclo longo continua trazendo estabilidade, enquanto a demanda por equipamentos de ciclo curto já melhorou no Brasil, mas ainda está se recuperando no exterior.

O impacto da pandemia seguiu comportamentos diferentes dependendo da geografia e da evolução da pandemia. No Brasil, praticamente todas as linhas de negócio de ciclo curto evoluíram para os níveis pré-pandemia neste trimestre, enquanto no exterior, sobretudo Europa e Estados Unidos, a demanda vem se recuperando de forma gradual. A expectativa da empresa é que essa demanda volte aos níveis pré-pandemia em 2021.

Hoje a empresa já enxerga um cenário de retomada, mas diz ser preciso acompanhar e ver como será até o final do ano. Um dos setores que mais tem sido prejudicado é o de equipamentos eletroeletrônicos industriais, em que a Weg sentiu uma queda na entrada de pedidos no 3T.

Nos negócios de ciclo longo, projetos para indústrias como mineração, papel e celulose, água e saneamento e óleo e gás, bem como na área de transmissão e distribuição, foram os principais responsáveis pelo bom desempenho no trimestre. Para 2020, a empresa não espera nenhuma surpresa, visto que a carteira já começou o ano robusta, e também para 2021 a carteira já começou saudável, construída com base nos leilões que ocorreram no passado.

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) cresceu 61,5% ano a ano, para 935,3 milhões de reais, com a margem Ebitda ficando em 19,5% no período de julho a setembro, ante 17,3% um ano antes. Um evento não recorrente que impactou o Ebitda no trimestre foi a lei da informática, que concede incentivos fiscais para empresas.

A empresa destacou ainda que as margens podem apresentar instabilidade, pelas dinâmicas do mercado e dos negócios da Weg.

O retorno sobre o capital investido (ROIC) atingiu 23,3% no terceiro trimestre, crescimento de 4,1 pontos percentuais em relação ao mesmo período de 2019. O lucro por ação foi de 0,30711 real, de 0,19939 real um ano antes. A empresa espera continuar entregando um nível consistente, mas afirma ser importante considerar que possa haver oscilações, sobretudo pela variação cambial e pela possível escolha de priorizar investimentos na estratégia de crescimento de longo prazo em vez de retornos.

Balanço
A receita operacional líquida da fabricante de motores elétricos, tintas industriais e produtos de automação e controle industrial alcançou 4,8 bilhões de reais, um aumento de 43,3% frente a igual intervalo do ano anterior, alta de 51,3% no mercado interno e de 37,8% no mercado externo (em reais).

As despesas de vendas, gerais e administrativas (VG&A) consolidadas totalizaram 564,9 milhões de reais, um aumento de 27,1% sobre o terceiro trimestre do ano passado. Mas, quando analisadas em relação à receita operacional líquida, representaram 11,8%, 1,5 ponto percentual menor ano a ano.

Com participação da Reuters

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