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05 junho, 2026

Com novo contrato da Azorra para até 30 jatos, Embraer supera 500 pedidos do E2

Locadora americana assina contrato firme para 15 E195-E2, com direito de compra para mais 15; programa chega ao marco histórico com mais de 200 aeronaves em operação e 24 companhias aéreas clientes 


*LRCA Defense Consulting - 05/06/2026

A Embraer e a Azorra assinaram um novo contrato firme para a aquisição de 15 aeronaves E195-E2, com direito de compra para mais 15 jatos. O acordo eleva o total de encomendas firmes da locadora americana para 54 unidades do modelo E2, ante 39 anteriores, e empurra o programa acima da marca de 500 pedidos firmes acumulados desde o lançamento do portfólio de segunda geração.

O contrato representa o terceiro aumento na encomenda original da Azorra para o modelo E2, feita em dezembro de 2021, e será contabilizado nos resultados e na backlog da Embraer referentes ao segundo trimestre de 2026.

Um programa em aceleração
Desde que entrou em serviço, a família E2 acumula mais de 200 aeronaves em operação junto a 24 companhias aéreas. No primeiro trimestre de 2026, a Embraer registrou backlog de US$ 32,1 bilhões, sexto recorde consecutivo, com a aviação comercial respondendo por US$ 15 bilhões do total, alta de 50% em relação ao mesmo período do ano anterior. A fabricante projeta entre 80 e 85 entregas de aviação comercial em 2026, crescimento de 6% sobre 2025.

O E195-E2, maior aeronave comercial da Embraer, é movido por dois motores Pratt & Whitney PW1919G, variante da família de turbofans de engrenagem geared turbofan (GTF). A configuração proporciona redução superior a 24% no consumo de combustível por assento em relação à geração anterior do E195, emissões de NOx 50% abaixo do limite da regulação ICAO CAEP/6 e margem de ruído acumulada de 19 a 20 dB sobre o Capítulo 4 da ICAO. A aeronave opera com sistema de controle de voo totalmente digital (fly-by-wire) e configuração de assentos dois a dois, sem fileira central, o que a fabricante apresenta como diferencial de conforto no segmento de monofuselagem de pequeno porte.

Azorra: de apoiadora inicial a maior locadora do programa
Sediada em Fort Lauderdale, na Flórida, com escritório adicional em Dublin, na Irlanda, a Azorra é uma locadora de aeronaves especializada em jatos regionais, de cruzamento e monofuselagens de pequeno porte. A empresa acumula frota de 338 ativos aeronáuticos, incluindo 186 aeronaves próprias ou gerenciadas, 103 motores e fuselagens e backlog de 49 aeronaves. A carteira de encomendas inclui pedidos de aeronaves Airbus A220-100/300 e Embraer E190/E195-E2.

A locadora figura entre os primeiros apoiadores do programa E2 e atuou em parceria com a Embraer e a Pratt & Whitney para expandir a base de operadores da família, que hoje inclui companhias na África do Sul, Jordânia, Mongólia, Austrália, Brasil e outras regiões. Com o novo pedido, o backlog firme da Azorra para o E2 ultrapassa 50 aeronaves.

"Nosso investimento contínuo na família E2 da Embraer reflete a forte demanda que observamos das companhias aéreas em todo o mundo por aeronaves de tamanho adequado e baixo consumo de combustível", afirmou John Evans, CEO da Azorra.

Arjan Meijer, presidente e CEO da Embraer Aviação Comercial, destacou que superar a marca de 500 pedidos firmes do E2 "é um momento de orgulho para a Embraer" e reflete o crescente interesse global em aeronaves de pequeno porte com eficiência de nova geração.

Contexto de mercado
O pedido da Azorra reforça tendência identificada por outras aquisições recentes. Em março de 2026, a finlandesa Finnair assinou acordo para até 46 E195-E2, entre pedidos firmes, opções e direitos de compra, para renovação de frota. O Emirados Árabes Unidos, por sua vez, selecionou o KC-390 Millennium para ampliar sua capacidade de transporte aéreo militar, indicando que a Embraer avança em paralelo nos segmentos comercial e de defesa.

No segmento de locação, a pressão por aeronaves de menor porte e elevada eficiência de combustível tem beneficiado o E195-E2 frente a monofuselagens maiores em rotas de baixa e média densidade. A configuração sem assento central diferencia o modelo tanto na percepção dos passageiros quanto na flexibilidade de rede oferecida às companhias aéreas operadoras.

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