Ainda não é a capa da invisibilidade do Harry Potter, mas pode chegar perto. Estamos falando da jaqueta desenvolvida pela empresa britânica Vollebak, que promete revolucionar o mercado.
O protótipo é de uma roupa com camuflagem térmica: a jaqueta foi construída em camadas de grafeno, uma das formas cristalinas do carbono. Ao todo, são 42 painéis de grafeno, cada um com cerca de cinco centímetros quadrados.
“Esse é o material único que nos permite criar essas superfícies ópticas ajustáveis”, disse Coskun Kocabas, professor do Instituto Nacional de Grafeno, da Universidade de Manchester, que foi quem desenvolveu a roupa, à revista norte-americana Wired.
Segundo Kocabas, os painéis ficam na parte externa da roupa e controlam a densidade eletrônica dos materiais. “Temos um revestimento multicamada de grafeno na superfície e intercalamos íons entre as camadas de grafeno, parecido com uma bateria de íons de lítio”, disse.
Esses elementos permitem que uma voltagem circule entre as camadas. Enquanto isso, um programa de computador carrega os íons dentro de um líquido que fica entre mais de 100 camadas de grafeno, onde se acumulam elétrons.
Isso transforma o grafeno, um material absorvente, em um material refletivo quando se trata de radiação térmica infravermelha. Na prática, o elemento controla a ótica de qualquer peça de roupa coberta por ele. É como se capturasse as cores do ambiente e, assim, ficasse “invisível”.
Não está à venda (ainda)
Se você cogitou andar invisível por aí, saiba que a jaqueta não está à venda – e provavelmente continuará assim por bastante tempo. Por enquanto, a única forma de usar a roupa é através de cabos ligados a computadores, e olhe lá.
“Em última análise, ainda estamos a uns bons cinco ou 10 anos da invisibilidade real”, disse Steve Tidbal, cofundador da Vollebak. Antes é preciso descobrir como miniaturizar a jaqueta de forma que possa ser vendida nas ruas. “Este é apenas um passo na jornada para enganar as câmeras infravermelhas”, afirmou.
Essa não seria a primeira tentativa de criar uma “capa da invisibilidade”. Em 2019, a empresa canadense Hyperstealth Technology registrou uma patente sugerindo que é possível tornar as coisas invisíveis ao dobrar a luz em torno do objeto usando uma “capa invisível quântica”. Isso faz as coisas desaparecerem, embora não perfeitamente.
Militares de todo o mundo têm testado essa tecnologia há anos. Em 2020, a Defesa de Israel e a empresa de tecnologia Polaris Solutions anunciaram uma folha de ocultação visual térmica de 500 gramas que usa polímeros para esconder pessoas ou coisas embaixo dela.
Ainda assim, em 2016, pesquisadores da Universidade do Texas, nos EUA, concluíram que as leis fundamentais da física impediam a existência de uma verdadeira capa da invisibilidade.
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Quando Harry Potter pôs as mãos, pela primeira vez, na Capa da Invisibilidade, a ideia do objeto rapidamente se disseminou e acabou se tornando um sonho distante e fantasioso para muitos indivíduos ao redor do mundo. Com a chegada dos avanços da tecnologia, porém, o terceiro objeto que constitui as Relíquias da Morte parece finalmente ter se tornado real: a companhia canadense de design Hyperstealth acaba de apresentar, com materiais extremamente finos, um objeto que torna quem o usar invisível para os demais.
Chamado de Quantum Stealth, o produto é constituído de um material tão fino quanto um papel comum, e não necessita de qualquer fonte de energia para funcionar. Ainda que não funcione exatamente da maneira da Capa que os bruxos de Hogwarts conhecem, ele utiliza lentes lenticulares – bastante utilizadas por indivíduos que possuem miopia – para encobrir e esconder o que está por trás dele. A mesma tecnologia é utilizada em imagens que aparentam serem tridimensionais – 3D – dependendo do ângulo que estão sendo olhadas.
Resumidamente, o material utilizado é capaz de “dobrar” a luz, o que significa que apenas objetos que estão muito longe ou muito perto poderão ser vistos. Portanto, se um objeto ou uma pessoa está posicionada(o) atrás da capa da invisibilidade a uma determinada distância, se tornará invisível, e apenas o seu redor permanecerá sendo visto.
O material consegue dobrar luz desde o ultravioleta em nível médio até o início da coloração infravermelha.
O material, porém, não apaga ou esconde o fundo aparente. Por exemplo, se uma pessoa está posicionada em pé em meio a um milharal, e a capa da invisibilidade é colocada a alguns poucos metros em sua frente, a pessoa que está do outro lado permanecerá vendo o milharal – ainda que um pouco distorcido -, mas não conseguirá visualizar a pessoa que está atrás da capa.
Guy Cramer, presidente da Hyperstealth e o nome por trás da tecnologia, está trabalhando com organizações militares desde 2010 para desenvolver o projeto.
Recentemente, Cramer publicou no canal da companhia vídeos mais completos que podem representar como a tecnologia funciona.
O princípio, que informa que todo material possui um índice específico de refração, é conhecido como Lei de Snell e diz que o raio de luz, ao desviar e passar para um meio com um índice de refração diferente do qual estava acostumado, sofre alterações e acaba sendo comparado com a velocidade da luz em um vácuo – ou seja, tão rápido que se torna impossível de ser visto.
A questão é, portanto, selecionar dois materiais que, quando seus índices de refração se encontram, apresentam um ponto cego que gera a tal invisibilidade.
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