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terça-feira, 11 de fevereiro de 2020

Guardas municipais armados: um novo filão para as indústrias de armamento e munição



Formatura dos Guardas Municipais de Imbé-RS

 *LRCA Consulting - 11/02/2020

Com as dificuldades financeiras enfrentadas pelos Estados e a consequente impossibilidade de um acréscimo significativo no efetivo das respectivas Polícias Militares, a solução encontrada pelos municípios com mais de 50.000 habitantes foi investir na criação, no aumento de efetivo e no treinamento das Guardas Municipais para suprir a deficiência de pessoal e poder fazer frente ao alarmante crescimento da criminalidade.

Em diversas cidades brasileiras, o legislativo municipal já autorizou a criação de uma Guarda armada ou que a atual passasse a portar armamento leve para melhor cumprir sua missão de "polícia ostensiva".

Na Grande São Paulo, por exemplo, Osasco foi a última cidade a criar uma tropa de elite para sua Guarda Civil Municipal. Segue uma tendência que vem se espalhando por todo o país de forma acelerada.

Prefeituras de um crescente número de cidades em diferentes regiões vêm investindo quantias consideráveis de recursos na criação de tropas especializadas, bem armadas e com treinamento quase militar para oferecer a seus cidadãos uma alternativa ao combate à crescente criminalidade. “Esse não é um movimento exatamente novo, mas que estamos vendo se espalhar e se acentuar com bastante frequência pelo país em meio a essa onda de militarização que ganhou força nos últimos anos no País e que culminou, de certa forma, com a eleição do presidente Jair Bolsonaro”, diz a pesquisadora Juliana Martins, do Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

Hoje em praticamente todas as cidades da região metropolitana de São Paulo há uma tropa de elite nas Guardas Municipais. Elas variam no formato, no treinamento, na maneira como se comportam e até mesmo na maneira como se vestem. Mas todas tem, em comum, a ideia de que são um complemento necessário à atuação da Polícia Militar em um cenário em que a percepção é violência crescente, mesmo com os índices de homicídio atingindo os menores valores da história em São Paulo.

Um dos últimos exemplos foi a cidade de Imbé, um município do litoral gaúcho que, no último dia 10, formou 44 Guardas Municipais e, já no dia seguinte, o Diário Oficial do Estado do RS publicou um extrato de inexigibilidade de licitação informando a aquisição de armamentos da empresa Taurus Armas S.A. no valor de mais de 200 mil reais para equipar os guardas municipais recém-formados.

(Com informações de UOL Notícias, Prefeitura municipal de Imbé e DOE-RS)

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