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julho 09, 2020

Manifestação armamentista em Brasília reúne cidadãos do Brasil inteiro




O movimento Pró-Armas, que alega defender liberdade individual de ter e portar armas, organizou por algum tempo uma manifestação em Brasília que ocorreu hoje, 09/07/2020, a favor da pauta armamentista.

Presenças
Além do organizador, Marcos Pollon, o evento contou com grandes nomes do mundo do tiro, como Eduardo Azeredo do canal Papo de Atirador e diretor estadual do Instituto DEFESA na Bahia, Thiago do Rearme, representantes do Armas pela Vida, o lendário instrutor de tiro e especialista em segurança pública Flávio Pacca, Marcelo Danfenback do grupo Tactical Shoot, lojistas e clubes de tiro e muitos outros cidadãos do Brasil inteiro.

Os organizadores do evento pediram para todos usassem camisa branca e fossem desarmados, para mostrar que os cidadãos são pacíficos e ordeiros. Foi sugerido, ao invés de armas, levar desenhos das mesmas em cartazes para simbolizá-las. Kits de EDC, que geralmente contém facas, por menores que sejam, também ficaram na recomendação de serem abandonados para a manifestação. O intuito foi evitar qualquer mal entendido de leis que possa prejudicar a manifestação e ocasionar em dores de cabeça.

Organização
Camisas foram feitas e muitos cidadãos chegaram até a customizá-las com frases de feito como “Respeite! Não somos milícia, somos atletas do tiro.”. Ainda não foram confirmados os números, mas pela estimativa feita pelas fotos e vídeos, sugere-se em torno de 1500 pessoas reunidas, mas não em aglomeração, com o devido espaço respeitado e todos usando máscara, que foram outras duas recomendações da organização do evento.

Este número é absurdamente grande quando se trata de manfiestação armamentista. Os integrantes do mundo do tiro sabem que é extremamente difícil chegar nesses números, ainda mais no local que foi realizada, que é longe de todos, necessitando maior tempo e recursos financeiro para chegar lá. A última vez que uma manifestação armamentista chegou nessa cifra de pessoas foi em 2017, em Porto Alegre, movimentada pelo Armas pela Vida, que reuniu aproximadamente 1000 pessoas.

Notoriamente e também publicado, existe certo apoio nessa manifestação para com a luta do presidente Jair Bolsonaro na defesa de melhores legislações de armas, com regras justas e respeitadoras da democracia execida nas urnas em 2005, quando o povo disse “não” ao desarmamento, e em 2018, quando o povo elegeu democraticamente o presidente. Democracia esta que antes era enterrada por déspotas que alegavam defendê-la. As pessoas foram lá para dizer que querem sua liberdade de acesso às armas respeitada e querem que o presidente que representa essa vontade popular seja respeitado também.


Não agradou a todos
A manfiestação não agradou a todos no mundo do tiro. As críticas mais comuns são em relação ao momento em que foi feita, não a manifestação em si, nem com a organização, que foi excelente.

Enquanto a situação da COVID-19 servia para ocupar os desarmamentistas, permitindo que as pautas armamentistas avançassem devido a entraves que foram retirados, chamar atenção de uma oposição forte e que ainda tem muita influência no Congresso não pareceu boa idéia no atual momento em que vivemos. Marcelo Freixo, por exemplo, criticou há pouco tempo o acesso a fuzis 7.62 e 5.56 pelos CAC, ou seja, descobriu a possibilidade do atleta do tiro ter fuzil somente 6 meses depois da liberação, o tempo para as pessoas se armarem sem chamarem atenção foi pouco. Inclusive, logo após o DFPC reviver um assunto já encerrado pelo Presidente, de dificultar importação de armas obedecendo às diretrizes da ONU, assim como o STF em pleno vapor comandando tudo e todos sem penalidade alguma.

Ilona Szabó, presidente da maior organização desarmamentista da América Latina, o Instituto IGARAPÉ, maior ainda do que Viva Rio e Sou da Paz juntas, antes focada apenas em combater o PL 3723, agora está citando diretamente os CAC’s, assim como os decretos de armas do Bolsonaro. Voltou a viralizar o vídeo em que ela apela para todos os movimentos de esquerda para que se unam contra essas facilidades e privilégios, como ela chama. Em seguida diz que “são as políticas de segurança pública que vão determinar o caminho da democracia no Brasil”. Para bom entendedor, meia palavra basta.

Uma manifestação pacífica e ordeira
A manifestação foi marcada para começar às 10 da manhã e durar até às 15h. Não houve incidentes e tudo ocorreu bem. Os relatos são positivos e os manifestantes presentes elogiaram bastante, sentindo muita firmeza de que bons frutos poderão ser colhidos. Várias fotos estão circulando nas redes sociais dos participantes e do próprio movimento.

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