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julho 16, 2020

WEG compra quatro startups em menos de um ano


Aquisições fazem parte do plano de digitalização da multinacional, que possui 46 fábricas ao redor do mundo e inaugurou recentemente sua divisão digital


A WEG, multinacional especializada na produção de equipamentos eletroeletrônicos com forte atuação no setor de máquinas elétricas, automação e tintas, anunciou, no início do mês, a compra da startup BirminD, que atua no mercado de inteligência artificial aplicada à indústria. A aquisição acontece dez dias depois da compra da Mvisia, outra startup especializada em soluções do mesmo setor da anterior, mas com foco em soluções de visão computacional.

O caminho até as aquisições
Com as aquisições, a WEG passa a deter 51% do capital social das empresas e, no futuro, pode aumentar sua participação nos negócios. O diretor de Negócios Digitais da empresa, Carlos José Bastos Grillo, disse ao Whow! que as startups complementam o plano de digitalização da WEG, que consiste no desenvolvimento de novos produtos digitais para comercialização:

“Somos um provedor de soluções para a indústria 4.0. Já há algum tempo, temos desenvolvido softwares para nossos produtos elétricos tradicionais, que necessitam cada vez mais de conectividade.”

A transformação digital dentro da WEG também acontece a todo vapor: as 46 fábricas da empresa ao redor do mundo possuem um nível considerável de automação. Os processos de digitalização de seus produtos, no entanto, eram coordenados de forma independente por suas cinco unidades de negócios. Nos últimos anos, a liderança da multinacional percebeu que os clientes gostariam de acessar esses produtos de maneira mais integrada.

Para atender a esse anseio, no meio de 2019, a companhia lançou sua divisão digital, que tem o objetivo de orquestrar as demais, para que elas trabalhem em sinergia. “Outra ação que nós tomamos foi identificar, dentro desse ecossistema digital, os gaps que poderíamos preencher para que todos os produtos pudessem ser melhorados com o apoio de uma tecnologia em comum”, disse Grillo.

Foi montado um roadmap que previa a aquisição de startups que pudessem colaborar para que a WEG desenvolvesse um ambiente robusto de soluções digitais. A primeira a ser comprada, em setembro do ano passado, foi a PPI Multitask. A empresa desenvolve um programa responsável por conectar o sistema de gestão das empresas, as máquinas e os funcionários – “a espinha dorsal da Indústria 4.0”, segundo Grillo.

No mês seguinte, foi a vez da V2COM, empresa especializada em comunicação, que se tornou a responsável por conectar os sensores fabricados pela WEG com as camadas de nuvem e software.

Próximos passos da companhia
Concluídas essas aquisições, a multinacional especializada na produção de equipamentos eletroeletrônicos parte agora para o desenvolvimento de novas soluções, e por isso optou pela compra das duas startups mais recentes. Fundada em 2015, a BirminD é especializada em soluções de análise industrial baseadas em técnicas de machine learning e inteligência artificial. Já a Mvisia, que nasceu em 2012, na USP, é destaque no ramo de visão computacional para a indústria.

Embora ambas tenham tecnologia no seu core, a decisão pela compra de cada uma delas se deu por motivos diferentes, de acordo com Grillo: “A Mvisia é uma empresa de IA para visão computacional, então a gente interpreta isso como um dado, como um visor de entrada. A BirminD, por sua vez, está na outra ponta. Ela é especializada em advanced analytics, em machine learning associado a números, a ajustes numéricos”.

Os valores das transações não foram revelados, mas a integração com as empresas recém-adquiridas já começou. “Os times de engenharia já estão conversando e integrando suas soluções, assim como as áreas comerciais”, conclui Grillo.

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